quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Juntos - Luke Adam Hawker e Marianne Laidlaw [Opinião]

 

Título: Juntos
Autor: Luke Adam Hawker e Marianne Laidlaw
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 64

Sinopse: 
“Algumas nuvens negras assomaram ao longe.
Vimo-las juntarem-se e pensámos...
Quando virá? Quanto durará?”
Uma assustadora tempestade traz uma enorme e súbita mudança. Seguimos um homem e o seu cão através da incerteza que se instala nas suas vidas. Pelos seus olhos vemos as dificuldades de se apartarem, o turbilhão de emoções com que todos nos podemos identificar, e a percepção de que unidos pela mesma vontade podemos superar tempos difíceis com uma nova perspectiva, maior esperança e clareza acerca do que mais importa na vida.








Juntos é o relato de um tempo pandémico. Neste livro seguimos o dia-a-dia de um homem e o seu cão. As mudanças que o mundo levou com a chegada da pandemia também trazem mudanças na vida destes dois seres, que serão espelhadas na vida de qualquer um de nós. O vírus fez com que a distância entre as pessoas se agudizasse, a esperança que o egoísmo desvanecesse. 

Actualmente vemos que isso não é bem assim...

O isolamento, sobretudo dos mais velhos, cresceu e a morte parece estar à espreita a cada virar de esquina. Todos os dias gente enferma morre ou sobrevive a muito custo, mas o que faz mover este homem é a companhia do seu cão e saber que juntos vão conseguir superar tudo.

"Quando a vida se tornou assim mais pequena encontrámos espaço para a ver como um todo. Seríamos mais iguais do que pensávamos."

Traduzido por Valter Hugo Mãe, Juntos é um livro para ler, apreciar e para guardar com destaque em qualquer estante.









quinta-feira, 7 de outubro de 2021

O Homem Certo é Difícil de Encontrar - Sebastião Alves [Opinião]

 

Título: O Homem Certo é Difícil de Encontrar
Autor: Sebastião Alves
Editor: Cultura Editora
N. de Páginas: 168

Sinopse: 
Uma explosão de gás num andar de luxo de um prédio de Lisboa causa uma vítima mortal. Trata-se de um antigo corretor de bolsa caído em desgraça e entretanto diminuído por um AVC. Acidente? Suicídio? Homicídio? Lídia, a sua mulher, é interrogada pela Judiciária e torna-se a principal suspeita quando se descobre que existem facetas ocultas na sua vida, desde um primeiro divórcio, ao encontro com o famoso corretor, já então afastado da Bolsa, e à transformação deste num homem violento.

O aparecimento de um amigo, uma espécie de alma gémea encontrada num "site" de encontros da internet, vem adensar ainda mais a desconfiança sobre esta mulher.
Será Lídia culpada ou inocente da morte do seu marido? Descubra este mistério.









Este livro veio ter-me às mãos no meu local de trabalho e fiquei logo curiosa. Primeiro porque o título não fazia antever um policial, depois porque gosto de conhecer autores portugueses.

Uma explosão valente num prédio luxuoso de Lisboa faz uma única vítima mortal.

O morto é um corretor de bolsa bastante conhecido que viu a sua vida cair em desgraça depois de ter sofrido um AVC. Provocado, talvez, por más apostas na bolsa que o deixa em maus lençóis, ou por um casamento que não passa de uma fachada. Do acidente salva-se apenas o gato e Lídia que não estava em casa no momento da explosão.

Ângelo mostra-se um homem de duas caras. Apaixonado e violento, o que faz com que Lídia viva numa bolha de amor e numa prisão ao mesmo tempo.

No entanto, os tempos de paixão acabam por terminar e sobra apenas violência. Só assim Lídia percebe que Ângelo não tem praticamente ninguém como amigo e nem a filha de uma relação passada quer nada com ele.

Prisioneira acaba por permanecer Lídia por ser a única a ter de tomar conta de um marido inválido e com maus modos. No entanto, paralelamente, a professora acaba por ter um relacionamento virtual com um outro homem que não chega a conhecer pessoalmente.

O leitor acaba por se ver confundido com esta relação. O que sente Lídia por Ângelo? O que a move a continuar com ele?

Será que a sua morte se tratou de um infeliz acidente?

Escrito de uma forma leve, mas cativante o homem certo é difícil de encontrar mostra-nos o lado negativo das relações.

Foi uma boa estreia do autor que já tem outros livros publicados por outra editora, mas que nunca tinha ouvido falar.




O Clube do Crime das Quintas-Feiras - Richard Osman [Opinião]

Título: O Clube do Crime das Quintas-Feiras
Autor: Richard Osman
Editor: Editorial Planeta
N.º de Páginas: 384

Sinopse: 
Quatro reformados com alguns truques na manga
Uma polícia com o seu primeiro grande caso nas mãos
Um assassinato brutal
Bem-vindos a... O Clube do Crime das Quintas-feiras

Num pacato bairro de residências privadas para reformados, quatro amigos improváveis reúnem-se uma vez por semana para discutir crimes que ficaram por resolver.

Ron, um ex-sindicalista todo tatuado; a doce Joyce, uma viúva que não é tão ingénua quanto parece; Ibrahim, um ex-psiquiatra com uma incrível habilidade analítica; e a tremenda e enigmática Elizabeth, que lidera este grupo de investigadores amadores... ou nem por isso.

Quando um homicídio ocorre no pequeno bairro, e uma misteriosa fotografia é encontrada ao lado do cadáver, o clube vê-se envolvido no seu primeiro caso real. Embora sejam quase octogenários, os quatro amigos têm alguns truques na manga...

Será que este gangue pouco convencional, mas brilhante, irá conseguir apanhar o assassino antes que seja tarde demais? O melhor é nunca subestimar um grupo de velhotes.









Steven Spielberg comprou os direitos deste livro para fazer um filme e, depois de algumas críticas positivas, decidi pegar nele com expectativas muito elevadas.

Quatro idosos vivem numa zona residencial 5 estrelas, composto por vários espaços de lazer. Um dos passatempos a que se costumam entregar é a resolução de crimes antigos não resolucionados. Reúnem-se todas as quintas-feiras e esse tempo passado juntos e muito bem aproveitado. Até que um crime ocorre muito próximo deles e estes ficam em pulvurosa para tentar descobrir quem está por detrás dessa morte.

A história não me atraiu por aí além, achei a investigação um pouco morna, mas quando falamos das personagens o caso muda de figura.

Todas as personagens me cativaram. São mesmo um verdadeiro mimo. Ron é um ex-sindicalista, Joyce uma viúva, Ibrahim um ex-psiquiatra e Elizabeth, a idosa que mais me agradou, uma mulher bastante enigmática e com poder de liderança. Todos diferentes, mas todos com um único objectivo.
Os idosos mostram-se obstinados e com vontade em desvendar o crime não olhando a meios para atingir o seu fim.

Tenho de parabenizar o facto da editora juntar ao livro um marcador que me deixou encantada.




Ele & Ela - Alice Feeney [Opinião]

 

Título: Ele & Ela
Autor: Alice Feeney
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 328

Sinopse: 
Anna Andrews tem finalmente aquilo que sempre desejou, ou quase… Ao fim de muitos anos de trabalho árduo, conseguiu enfim tornar-se apresentadora do noticiário da BBC. Mas, porque o acaso se encarrega muitas vezes de desarranjar os sonhos, Anna vê-se novamente como repórter, a cobrir o assassinato de uma mulher em Blackdown, uma pacata vila inglesa onde ela própria viveu a sua infância e adolescência.
O inspetor-chefe Jack Harper deixou Londres por um motivo, mas nunca pensou que acabaria a trabalhar em Blackdown, e muito menos como principal suspeito do crime que está a investigar e que, de dia para dia, se reveste de contornos cada vez mais sinistros.
Narrado a duas vozes, cada uma com a sua versão da história, Ele & Ela é um thriller psicológico complexo e sombrio, que manterá os leitores na expectativa até à última página. Porque alguém está a mentir.









Anna Andrews, volta novamente a ser correspondente da BBC News, quando a sua colega regressa de licença de maternidade e volta a ocupar o lugar de pivot no noticiário da noite. Muito ambiciosa, Andrews deseja voltar a ocupar o lugar que já sentia como seu, e pretende fazer com um furo jornalístico a leve à ribalta novamente.


Um homicídio leva-a a Blackdown, a sua cidade natal, e tudo se torna rapidamente muito claro. Além de cobrir o homicídio, é claro que Anna esconde algo sobre a vítima e onde esteve na noite em que a mesma foi assassinada.

Paralelamente conhecemos Jack Harper, o inspector destacado para investigar a história, ex-marido de Anna e que conhece a vítima também bastante bem. E depressa também passa de investigador a suspeito.

Numa localidade pequena como Blackdown é fácil perceber que todos se conhecem e, que numa certa altura da vida, as suas histórias se encontraram.

Repleto de twists, Ele & Ela engana-nos permanentemente. Tão depressa achamos que descobrimos quem é o assassino como no próximo capítulo Alice Feeney dá uma reviravolta que lança por terra todas as nossas teorias.

Adorei as personagens principais. Anna é uma mulher ambiciosa, mas também insegura e Jack é o seu complemento. Mais para meio da história vamos percebendo o porquê do relacionamento de ambos não ter dado certo e a forma estranha que afastou a jovem repórter da sua terra natal e da sua mãe quando era ainda tão nova fazendo-a quebrar todos os laços com todos os amigos e conhecidos. Isso fez-me gostar ainda mais dela.

Relativamente às vítimas... sim porque haverá mais que uma, depressa percebemos que as vítimas seriam outras...

Gostei imenso e estou desejosa de ver a história adaptada para a televisão.




Um Fogo Lento - Paula Hawkins [Opinião]

 

Título: Um Fogo Lento
Autor: Paula Hawkins
Editor: TopSeller
N.º de Páginas: 336

Sinopse: 
Edição especial: Inclui mensagem da autora aos leitores portugueses.

O livro mais aguardado do ano.
O novo êxito da autora bestseller mundial.

Um homem é encontrado brutalmente assassinado em Londres, dentro de um barco, o que levanta uma série de questões sobre três mulheres que o conheciam.

Laura é a jovem problemática que foi vista pela última vez com a vítima. Carla é a tia inconsolável, ainda de luto por outro familiar falecido pouco tempo antes. E Miriam é a vizinha bisbilhoteira que encontrou o corpo coberto de sangue, mas que claramente esconde segredos da polícia.

Três mulheres com ligações distintas a este homem. Três mulheres consumidas pelo ressentimento que estão ansiosas por se vingarem do mal que lhes foi infligido. E, quando toca a vingança, mesmo as melhores pessoas são capazes dos atos mais terríveis.

Até onde irão estas mulheres para encontrar a paz de espírito?
E durante quanto tempo podem os segredos arder em fogo lento antes de irromperem em chamas descontroladas?

Com a mesma força com que cativou dezenas de milhões de leitores em A Rapariga no Comboio e Escrito na Água, Paula Hawkins desenvolve brilhantemente uma história inesquecível de segredos, assassínio e vingança.









A chegada do novo livro de Paula Hawkins despertou em mim uma dualidade de sentimentos. Se por um lado estava com bastante vontade de ler este livro, tendo em conta que adorei A Rapariga no Comboio, por outro lado receava que mantivesse o mesmo registo de Escrito na Água, que não gostei tanto.

Ainda antes de sair para as livrarias tive oportunidade de pegar nele e acabei por lê-lo em poucos dias. Tempo tivesse e tinha-o lido no primeiro dia. Fácil perceber o que achei do livro. Hawkins escreveu um livro fantástico e que me encheu as medidas e que me prendeu à história desde o primeiro momento.

Um jovem é encontrado morto num barco que servia de sua casa. Três suspeitas são claras para a polícia: a mulher que o encontrou, a tia e a companheira de uma noite de sexo. Miriam é uma mulher estranha. Quase não se dá com ninguém, sendo praticamente uma eremita. Vive também num barco daí ter sido a primeira pessoa a dar com o corpo. 

Carla é a tia da vítima. Mantinham uma relação ambígua, tanto se davam muito bem como passavam tempo sem falar. A sua irmã, mãe da vítima, tinha morrido recentemente. Por último, Laura, uma rapariga problemática, que parece andar sempre à cata de sarilhos, mas cujo passado me impressionou bastante. Prova de como um acontecimento trágico pode mudar por completo a vida de uma pessoa.

Perante tal cenário é fácil perceber que a autora criou um cenário bastante interessante, enriquecido com personagens de topo, com histórias que nos agarram e nos provocam diversos sentimentos à medida que a narrativa avança.

Um dos melhores livros do ano.





A Rapariga da Rosa - Leslie Wolfe [Opinião]

 

Título: A Rapariga da Rosa
Autor: Leslie Wolfe
Editor: Alma dos Livros
N.º de Páginas: 264

Sinopse: 
Três histórias. Duas vidas. Um assassino.

A agente Tess Winnett está de volta com três casos reunidos num único livro. Raparigas desaparecidas, evidências perturbadoras e crimes terríveis. Tess Winnett corre contra o tempo. Um corpo congelado, vidas suspensas nas mãos de assassinos em série, destinos cruzados e mensagens misteriosas em corpos ensanguentados. Quantas mais vítimas terão de morrer? Quanto tempo mais irão os assassinos continuar a escapar?

A Rapariga da Rosa
Um corpo congelado, incapaz de se mover. Os olhos vazios, fixos no sangue que emana do seu próprio corpo, enchendo uma taça de porcelana cuidadosamente trabalhada a ouro. Os lábios entreabertos de quem soltou um grito que não chegou a ninguém. E ele apenas sorri, enxugando-lhe as lágrimas com os dedos frios.

Marcada para a Morte
Um número, uma letra. Duas personagens, nove cortes, os seus destinos cruzados e nitidamente esculpidos na pele ensanguentada de Danielle. Tess já tinha visto isto antes. Nos corpos de outras vítimas… ela conhece aquela assinatura... O Assassino das Palavras está de volta, no entanto, a sua identidade permanece um mistério. Um assassino impulsivo, desorganizado e rápido como um relâmpago. E porque terá deixado Danielle com vida?

Morte nas Alturas
O mar alto não teve tempo suficiente de destruir o corpo. A sua beleza permanece intacta, os lábios pálidos em memória de um último suspiro, o rosto escondido por mechas de cabelo escuro e ondulado. Cada centímetro da sua pele testemunha um terrível destino entregue nas mãos de um assassino que nunca esperou que ela fosse encontrada.









O primeiro caso que Winnett vai investigar é bastante complicado para a detective. A vítima é uma jovem de 15 anos, melhor amiga da filha do governador, seu principal inimigo e que deseja constantemente tirá-la do cargo. Este é o caso que dá o nome ao livro e foi um dos meus favoritos, em que a Rosa é a protagonista.


Marcada pela morte é o segundo caso e é bastante fiel ao nome. As vítimas são marcadas com iniciais e um número, o que intriga a inspectora.

O último caso diz respeito a um crime nas alturas, quando ao investigar Winnett desconfia que o corpo que apareceu no mar pode ter sido atirado de algum avião, não se tendo afogado como à partida se podia pensar.

Gostei imenso destas três histórias, com bastante originalidade, mas senti que podiam ter sido mais desenvolvidas, daí não adorar contos precisamente por causa disso.

No entanto, e apesar disso, gostei imenso de ver Winnett a investigar estes casos mais simples e é um livro que se lê num ápice.






Os Maias - Eça de Queirós [Opinião]

 

Título: Os Maias
Autor: Eça de Queirós
Editor: Levoir
N.º de Páginas: 64

Sinopse: 
Três gerações de Maias, a família cujo destino seguimos nesta obra maior da literatura portuguesa, uma mão-cheia de personagens extraordinárias, com as suas virtudes e os seus (muitos!) defeitos, e a sociedade burguesa da Lisboa de finais de século XIX, simultaneamente tão próxima e tão distante da Lisboa moderna, são a matéria de que é feito este grande romance.

Eça de Queirós chamou-lhe o livro em que pôs «tudo o que tinha no saco», sem se dar conta de que tinha assinado o maior romance da literatura portuguesa do seu século, retrato fiel, e por vezes cruel, de uma sociedade bloqueada pela hipocrisia e pelos valores do Romantismo.









Adorei reviver um pouco da história de Carlos da Maia e Maria Eduarda que tanto me encantou no secundário.
Contrariamente à maioria dos meus colegas que acabaram por não finalizar o livro, eu adorei a escrita de Eça, o enredo, as infindáveis descrições e a crítica à sociedade da altura, tão atual nos nossos dias.
Esta BD é um resumo daquilo que são Os Maias, com ilustrações fidedignas à história.
Gostei muito. 




Refém - Clare Mackintosh [Opinião]

 

Título: Refém
Autor: Clare Mackintosh
Editor: Cultura Editora
N.º de Páginas: 400

Sinopse: 
Aperta o cinto… poderás sentir alguma turbulência

Um thriller claustrofóbico que te transporta até um voo arrepiante de vinte horas, sem escalas, de Londres a Sydney.

Mina está a tentar concentrar-se no seu trabalho como hospedeira de bordo em vez de pensar nos problemas da sua filha de cinco anos ou nas fissuras do seu casamento. Mas, assim que o avião se encontra a quilómetros de altitude, Mina recebe uma nota arrepiante de um passageiro anónimo. Alguém com a intenção de garantir que o avião nunca chegue ao seu destino. Alguém que precisa da colaboração de Mina e sabe exatamente como fazê-la obedecer.

Restam vinte horas para aterrar no destino. Muita coisa pode acontecer em vinte horas.








Mina é hospedeira de bordo e vê na viagem Londres-Sidney uma aventura. Será a primeira travessia de longo curso sem escalas. Além de uma viagem inaugural ser bom para a sua carreira Mina vê nela também uma forma de repensar a sua vida familiar já que esta atravessa uma fase menos boa.
Mas já em pleno voo a jovem mulher recebe uma ameaça que a coloca numa posição muito complicada.

Até que ponto pensa ir para salvar a pessoa que mais ama?

Colocando-nos na posição da hospedeira de bordo é fácil percebermos o que fazer, mas à medida que vamos conhecendo alguns passageiros do avião, vamo-nos questionando sobre se o que vamos fazer é o mais certo.

Li este livro em apenas dois dias tal o ritmo que a história ia tomando. A abordagem da autora e as "desculpas" que certas personagens tomam para justificar os seus atos são cada vez mais atuais e fazem-nos pensar no rumo que a humanidade está a tomar.






quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Cortina de Fumo - Jørn Lier Horst e Thomas Enger [Opinião]

 

Título: Cortina de Fumo
Autor: Jørn Lier Horst e Thomas Enger
Editor: Dom Quixote
N.º de Páginas: 392

Sinopse: 
Oslo, véspera de Ano Novo. A celebração anual com o espetáculo de fogo de artifício é abalada por uma explosão e a Noruega é colocada em alerta terrorista.
O detetive Alexander Blix e a obstinada jornalista de celebridades Emma Ramm estão no local e, quando uma sobrevivente gravemente ferida é retirada da água gelada diante do cais da Câmara Municipal, Blix reconhece-a de imediato como a mãe de Patricia Smeplass, uma criança de dois anos que foi raptada no caminho para casa dez anos antes... e que nunca foi encontrada.

Na altura, Blix esteve fortemente envolvido na investigação, mas apesar da busca intensa não foi descoberto qualquer vestígio da menina desaparecida. Agora, à medida que o caso ganha uma vez mais a atenção do público, a jornalista Emma Ramm fica também intrigada com o mistério. E haverá alguma ligação entre a bomba da passagem de ano e o rapto de Patricia?

Quando se torna claro que nada é o que parece, Blix e Ramm unem forças penetrando na cortina de fumo que foi concebida para esconder a verdade por trás do desaparecimento de Patricia.







Ponto Zero foi um dos meus livros favoritos do ano passado pelo que estava com muitas expetativas quando saiu Cortina de Fumo. Segundo livro da série (Alexander Blix & Emma Ramm #2) Cortina de Fumo começa com logo com um ataque aparentemente terrorista. Na véspera de ano novo Oslo é alvo de uma explosão que ficará encapotada com o fogo de artifício, habitual na noite de passagem de ano.

No entanto, cedo de percebe que o barulho que se ouve não é das festividades, mas sim de vários explosivos que acabam por fazer algumas vítimas mortais.
 
Presentes no local estão o detetive Alexander Blix e a jornalista de celebridades Emma Ramm e juntos vão reconhecer uma mulher gravemente ferida: a mãe de uma criança desaparecida há dez anos, e que nunca foi encontrada. Coincidência ou azar?

A dupla de escritores nórdicos funciona muito bem e cria histórias bastante interessantes. Mas curiosamente este livro não me encantou tanto como o primeiro. Achei, por vezes, que a história se arrastou, e que na criou o suspense próprio deste género de livros. No entanto, foi uma boa leitura.




terça-feira, 14 de setembro de 2021

Um por Um - Ruth Ware [Opinião]

 

Título: Um por Um
Autor: Ruth Ware
Editor: Clube do Autor
N.º de Páginas: 372

Sinopse: 
O cofundador da Snoop uma start up tecnológica em ascensão, organiza um encontro de empresa num retiro de luxo que começa como qualquer outro: apresentações e sessões de estratégia, seguidas de momentos de lazer.

Mas assim que uma acionista altera a agenda, empurrando a empresa para uma lucrativa mas controversa oferta de compra, as tensões aumentam e a lealdade é testada. O ambiente tenso é agravado quando o grupo fica isolado do mundo exterior Pior, um dos membros da equipa está desaparecido...

À medida que cada hora passa sem qualquer sinal de resgate, o pânico aumenta e o grupo vai diminuindo, um por um... Oito colegas de trabalho cada um com algo a ganhar, algo a perder e algo a esconder. Quem resistirá a este complexo jogo de manipulação e encobrimento.







Se já leram o livro As Dez Figuras Negras da mestre do crime Agatha Christie depressa vão fazer um paralelismo com este novo livro de Ruth Ware.

A ideia é praticamente a mesma. Se no livro de Christie as pessoas que se juntaram na ilha não tinham, aparentemente, nada em comum, aqui todas se conhecem. Os elementos são pertencentes à mesma empresa, que se decidem juntar uma espécie de férias na neve. Mas não os espera só diversão, uma vez que se reúnem para discutir o futuro da empresa.

Razão pela qual também está presente uma ex-funcionária, que juntamente com uma das anfitriãs nos vão relatando a história deste grupo.

A história, narrada a duas vozes, e sob pontos de vista diferentes, começa a ser mais interessante quando um dos elementos morre e, logo depois, uma avalanode neve os deixa completamente isolados.
Gostei da leitura apesar do enredo não ser surpreendente, nem sequer brilhante.

O desfecho da história foi previsível demais, o que acabaria por me desiludir um pouco. No entanto, foi uma boa leitura.



 



















Águas Passadas - João Tordo [Opinião]

 

Título: Águas Passadas
Autor: João Tordo
Editor: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 526

Sinopse: 
Durante treze dias de Janeiro de 2019, a chuva cai sem misericórdia sobre Lisboa. É quando aparece a primeira vítima, na praia de Assentiz: uma jovem de quinze anos trazida pela maré. O seu corpo apresenta marcas de sofisticada malvadez. A primeira agente no local é Pilar Benamor, uma subcomissária da PSP cuja coragem e empenho em descobrir a verdade ocultam segredos dolorosos.

A jovem vítima é Charlie, filha de um empresário inglês, mas logo a vítima de um segundo crime brutal um rapaz de dezassete anos aparece na floresta de Monsanto, em condições inenarráveis. Estas duas mortes prematuras e violentas abrem caminho a uma investigação que irá descarnar a alta sociedade portuguesa e o submundo do crime.

Ao longo desse inclemente mês de Inverno, Pilar desbrava caminho na investigação, contra tudo e todos e com a ajuda de Cícero, um misterioso eremita.

Desobedecendo a ordens superiores e colocando a própria vida em risco, vai penetrar no mundo escuro e tenebroso de um psicopata, enquanto luta com os fantasmas que há muito carrega: um pai polícia que morreu em serviço, um vício que a consome e a vulnerabilidade num mundo dominado por homens.

Depois da estreia no género com A Noite em Que o Verão Acabou, João Tordo regressa com um policial de ritmo imparável e delicada sensibilidade, que vai ao âmago dos nossos piores medos.








João Tordo está de volta com mais um thriller. Depois deo romance Felicidade, o autor português decidiu voltar ao género thriller, que me agradou muito visto ter gostado imenso do primeiro.
 Curiosamente, gostei mais deste livro do que do que da estreia, apesar das críticas que tenho lido e ouvido sobre ele.

Tudo isto colocou-me de pé atrás no início da leitura e, apesar de algumas falhas encontradas, gostei imenso.

Quando o corpo de uma rapariga é encontrado na praia, a polícia é chamada ao local do crime. Suspeita-se logo ali de que a morte não é acidentental visto a vítima não ter olhos. Apesar de tudo, o caso não é logo encaminhado para a PJ, o que causa espanto. Pilar, agente da PSP, fica obsecada pela investigação e não sossega até descobrir quem está por detrás de tudo isso. Mesmo quando o caso passa finalmente para as mãos da PJ...

Entretanto outro corpo aparece em circunstâncias pouco normais e depressa se percebe que as mortes estão interligadas.

Achei Pilar bastante humana, com fraquezas que a levam a ter atitudes pouco nobres, mas também com preserverança. No entanto, a personagem que mais me encantou foi o velho eremita.





 

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