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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Verdade Escondida - Mary Kubica [Opinião]

Título: Verdade Escondida
Autor: Mary Kubica
Editor: TopSeller
Páginas: 336

Sinopse:
NÃO IMPORTA O QUÃO RÁPIDO
CONSEGUIMOS CORRER…
O PASSADO ACABA SEMPRE
POR NOS ALCANÇAR.

Quinn Collins acorda e não encontra a amiga com quem partilha a casa na cidade de Chicago. O quarto dela tem a cama vazia e a janela aberta, e Quinn recorda-se vagamente de ter ouvido um rangido durante a noite. Esther Vaughan desapareceu sem deixar rasto. Entre os pertences da amiga encontra uma carta enigmática, assim como outros objetos que colocam em dúvida se Esther será a pessoa que Quinn julgava ser.
Entretanto, numa pequena cidade perto de Chicago, uma rapariga misteriosa aparece num café onde um jovem chamado Alex Gallo trabalha. Alex sente-se desde logo atraído por ela, mas acaba por descobrir algo obscuro e sinistro que porá em causa os seus sentimentos.
Enquanto Quinn continua em busca de respostas para o desaparecimento de Esther, e Alex tenta saber mais sobre a rapariga desconhecida, forma-se um enredo de ilusões que ameaça esconder uma dura e chocante verdade. Quem será aquela estranha rapariga?

A minha opinião: 
Depois de Vidas Roubadas, lido no final do ano passado, estava com grandes expectativas em relação a um novo livro de Mary Kubica. Vidas Roubadas foi um dos melhores livros lidos em 2015, o que me levou a ficar de olho na escritora norte-americana.
Mas Verdade Escondida revelou-se uma verdadeira desilusão.

Contada a duas vozes: Quinn companheira da desaparecida Esther, e Alex, jovem morador numa localidade pequena, depressa nos questionamos o que estas duas personagens poderão ter em comum para o desenrolar da história.

Quinn é uma rapariga despreocupada com a vida. Tem frequentes affairs, ganha um ordenado miserável, e cozinha muito mal. Vive com uma companheira de casa Esther, que facilmente se torna a sua melhor amiga. Depois de mais uma noite em bares, que resulta numa noite de sexo com uma desconhecido, Quinn vai ao quarto de Esther e percebe que a sua amiga não está em casa. Recorda que na noite anterior Esther estava um pouco em baixo e ao ver a janela do seu quarto aberta teme o pior. Participa o seu desaparecimento, mas ao não obter grandes resultados, decide fazer uma investigação pessoal. E descobre uma carta enigmática que a leva a questionar sobre a sua amiga e os segredos que ela esconde.

Do outro lado da narrativa aparece Alex, um jovem que trabalha num café/restaurante numa pequena cidade perto de Chicago onde não se passa nada. Até que numa manhã, entra no café uma rapariga, que desde logo o atrai.

Com pouco desenvolvimento até praticamente ao final do livro, vamos lendo o desenrolar da história sob o ponto de vista destas duas personagens. Mas nada de relevante advém daí, o que torna a leitura penosa, para quem deseja saber o final.

Para quem já leu os dois livros anteriores da escritora vai decepcionar-se com este, que não traz nada de novo.

Um bom final, mas a história não me agarrou.




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vidas Roubadas - Mary Kubica [Opinião]

Título: Vidas Roubadas
Autor: Mary Kubica
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 336
Editor: TopSeller
PVP: 18,79€

Sinopse
Numa manhã fustigada pelo mau tempo, Heidi Wood vê numa estação de comboios uma adolescente com um bebé ao colo. A partir desse momento, essa imagem não lhe sai da cabeça.
Quando, dias mais tarde, volta a encontrar a rapariga com a bebé, Heidi decide ajudá-las e leva-as para sua casa. Chris, o marido de Heidi, assim como a filha, Zoe, opõem-se em absoluto à ideia de esta jovem, que diz chamar-se Willow, ficar em sua casa, temendo que ela possa ser uma criminosa. No entanto, Heidi não lhes dá ouvidos e, à medida que o tempo passa, sente que não pode abandonar a rapariga, e acima de tudo a sua bebé, por quem nutre um sentimento maternal fora do comum.
Entretanto, começam a aparecer pistas sobre o passado de Willow que farão com que a história ganhe contornos perturbadores. Que segredos guardará esta rapariga cujo passado esconde a todo o custo?

A minha opinião:
A minha estreia com Mary Kubica começou com a leitura de "Não Digas Nada" em setembro do ano passado (opinião aqui). Já nessa altura me tinha surpreendido com a sua escrita e com a capacidade da autora valorizar a obra a relatar pormenores da vida das personagens de tal forma relevantes para que os leitores se prendessem ainda mais ao livro.

Em "Vidas Roubadas" acontece precisamente o mesmo. Penso que a autora tem até tendência para gostar deste tipo de história e de personagens. Mais uma vez, Kubica pega em famílias desestruturadas, crianças orfãs, mulheres em depressão e cria uma história fabulosa. Ainda melhor do que a primeira.

Desta vez a história começa a ser contada do ponto de vista de Heidi Wood, assistente social, uma pessoa habituada a trabalhar com os mais desfavorecidos, que ao ver uma rapariga jovem com um bebé ao colo no metro num dia de muito frio não hesita em ajudá-la. No dia seguinte decide levá-la para casa mesmo sem consultar o marido, Chris, e a filha Zoe, que não vêem com bons olhos a decisão de Heidi.

A meio da história, o protagonismo acaba por ser divido com Chris, que acaba por ganhar relevância na trama. Um workaholic inveterado, raramente se encontra em casa e isso ressente-se no casamento de alguns anos. A chama entre ambos parece ter-se apagado e o casal revela algumas fragilidades e a vida de Willow e do bebé para a casa de ambos pode colocar em risco o seu casamento.



Depois existe Willow, um jovem misteriosa, que pouco revela de si, quer do seu passado, quer do presente à família que a acolheu. No entanto, o leitor vai descobrindo coisas do seu passado que não são nada boas de digerir.

Apesar de não tão surpreendente como o primeiro livro, gostei mais deste do que do anterior. O tema abordado agradou-me muito mais e o mistério à volta da Willow fez com que o lê-se em poucas horas.

Mary Kubica está a conquistar-me a cada livro que passa.

Só me resta aguardar pelo próximo.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Não Digas Nada - Mary Kubica [Opinião]

Título: Não Digas Nada
Autor: Mary Kubica
Páginas: 336
Editor: TopSeller
PVP: 19€

Sinopse:
Um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, Não Digas Nada revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.
Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.
Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.

A minha opinião:
Contado através de três narradores (Eve Dennett, mãe de Mia; Gabe Hoffman detective encarregue do caso e Colin Thatcher raptor de Mia) que se centram tanto no presente como no passado Não Digas Nada é um trhiller psicológico profundo.

O facto de cada uma das três personagens nos irem contando a história ajuda-nos a perceber o que cada um está a passar, o que pensam sobre o caso e sobre o passado levando o leitor a fazer uma análise cuidada e psicológica de todos os envolvidos. A fragilidade de cada um é por demais evidente levando-nos a pensar que esta poderia muito bem ser uma história verídica.

Mia está desaparecida. Professora de educação visual numa escola secundária, pouca relação tem com a família, que tem uma vida próspera. Mia é quase como um patinho feio aos olhos do pai, que vê nela um projecto mal sucedido. Por outro lado, a mãe compreende-a e, a seu jeito, ama-a muito.

"James nunca se preocupou com Mia, nem com a origem da sua revolta, e, por consequência, do seu mau comportamento. Apenas lhe interessava o impacto que as suas acções podiam ter sobre ele."

Mary Kubica valoriza a obra ao relatar as vidas de Mia e Colin Thatcher (o seu raptor) antes e depois do rapto. Só assim conseguimos compreender em pleno o sofrimento de ambas as personagens. Pessoas marginais, um tanto que ignoradas no seio familiar, pelo menos por algum membro da família, e "obrigadas" a lutar por si mesmas e pelos objectivos que pretendem alcançar.

Ao mesmo tempo vamos acompanhando a investigação levada a cabo por Gabe Hoffman que, através do seu testemunho e pensamento fica mais clara e lógica.

A família de Mia, os Dennett vivem para as aparências. Eve, a sua mãe, é uma mulher frustrada, infeliz, obrigada a renegar as suas origens britânicas em prol das norte-americanas, apenas porque o seu marido quer. James é um advogado conhecido, com interesses na política, que vê no rapto de Mia um escândalo e nada mais. Apenas Grace seguiu os seus passos e é com ela que se preocupa e orgulha.

Contrariamente à família Denett, Colin Thatcher é um miúdo que cedo aprender a desenvencilhar-se sozinho. Sem pai e com uma mãe bastante doente, cedo se mentalizou que tinha de cuidar dela e deixou os sonhos de infância para trás. Esta foi, sem dúvida, a personagem com quem criei logo empatia.

Muito bom.