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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O Feitiço de Marraquexe - Rosanna Ley [Opinião]

Título: O Feitiço de Marraquexe
Autor: Rosanna Ley
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 416

Sinopse:
No coração da histórica Medina de Marraquexe, entre os animados souks e bazares, encontra-se um grupo de europeus, desfrutando a tranquilidade de um riad. Ali dão os primeiros passos no conhecimento da inebriante gastronomia marroquina. Entre eles, Nell, uma jovem que sonha abrir um restaurante na sua Cornualha natal e Amy, uma fotógrafa que reúne material para editar um livro de cozinha e pretende levar a cabo uma exposição sobre Marrocos na sua galeria de arte, no Dorset.

Nell procura dar sentido à sua vida, depois da morte da mãe; Amy procura Glenn, um primo americano, cujo último paradeiro conhecido é algures em Marrocos. E, assim, ambas embarcam numa viagem de descoberta das suas próprias raízes que surpreendentemente se encontram ligadas.

Em O feitiço de Marraquexe, os coloridos souks e bazares são descritos por Rosanna Ley com tal vivacidade que provocam no leitor uma irresistível vontade de deambular pela histórica Medina de Marraquexe.

A minha opinião: 
Nell e a mãe eram muito unidas, mas agora que a mãe morreu Nell sente-se completamente desamparada. A juntar a isso, a relação com o marido Callum está a passar por uma fase menos boa.
Talvez para tentar alegrar a sua esposa, Callum oferece-lhe uma viagem a Marraquexe, juntamente com um curso  de culinária, como prenda de aniversário.

Amy trabalha como fotógrafa numa galeria de arte que, através de de um projecto que quer implementar sobre a cultura marroquina, em Dorset, parte para aquele país. O objectivo é também procurar o paradeiro de um primo, desaparecido há mais de 30 anos.

Juntas vão encontrar-se no hotel Riad Lazulli e tornam-se companheiras de viagem e confidentes.

O facto de Nell querer saber mais sobre o passado da mãe, beber mais da cultura que a sua mãe gostava tanto vai fazer com que esta viagem seja uma forma de conhecer ainda mais sobre Marrocos e a mãe. O ambiente, os cheiros das especiarias, a comida, tudo nos remete para o açafrão, para o amarelo, para as cores fortes e garridas.
Por outro lado, há também o desejo por parte de Amy querer saber mais sobre o paradeiro do seu tio, que esteve em Marraquexe há muitos anos. O passado da mãe de Nell e de Glenn, tio de Amy, pode ter tudo a ver com Marrocos, que será o palco de muitas descobertas.

"Por mais tempo que vivas num lugar, isso não faz dele a tua terra." 

Feitiço de Marraquexe é o segundo livro de Rosanna Ley publicado em Portugal. E posso dizer que a autora faz com os seus livros autênticos guias de viagens. Consegue transportar-nos para os locais retratados no livro, mas sobretudo para a cultura mais básica, não a cultura dos turistas que já estamos fartos de ler.
É isso que aprecio mais nos seus livros, embora a história das protagonistas, todas elas mulheres, seja bastante relevante para nos embrenhar ainda mais na narrativa.
Embora tenha achado o primeiro superior, esta foi igualmente uma boa leitura.

terça-feira, 22 de março de 2016

Regresso a Mandalay - Rosanna Ley [Opinião]

Título: Regresso a Mandalay
Autor:
Rosanna Ley
Tradução: Gabriela Pilkington
Págs.: 432
Capa: mole
PVP: 16,60 €

Sinopse:
Eva Gatsby interrogou-se inúmeras vezes sobre o passado do avô, Lawrence Fox, e o que teria exatamente acontecido na Birmânia, quando ele ainda jovem ali viveu. Eva dedica-se à restauração de antiguidades e os patrões propõem-lhe uma viagem de trabalho àquele país – sobre o qual o avô desde sempre lhe contara histórias fascinantes. É então que Lawrence decide quebrar o silêncio e finalmente falar-lhe do grande amor da sua vida, Maya, a mulher que nunca esqueceu. Numa tentativa de sarar as feridas do passado, confia a Eva uma missão que se revelará de contornos imprevisíveis. Eva inicia, assim, uma jornada que irá reconstruir o mosaico da história da família e que em simultâneo a obrigará a confrontar-se com sua capacidade de voltar a acreditar no amor.

A minha opinião: 
Narrado a três vozes, Regresso a Mandalay levou-me a conhecer a Birmânia, ou Myanmar, de uma forma impressionante. Eva Gatsby cresceu a ouvir histórias contadas pelo avô sobre aquele país sul asiático. Quando lhe falava sobre a Birmânia e no tempo em que lá viveu, Lawrence parecia ter sido uma pessoa completamente diferente, parecia que teria tido uma outra vida. Mas nunca revelou à neta todos os segredos que guardou daquele local.

A Birmânia seria até o motivo de discórdia de parte da sua família. A mãe de Eva, Rosemary, não entendia a paixão do pai por aquele país e nunca foi próxima deste. Depois de um desgosto quando ainda jovem acaba por se afastar da família, inclusive da filha, e vai viver para um outro país.
No entanto, por coincidência ou acaso do destino, seria uma viagem de Eva à Birmânia que iria acabar por juntar uma família praticamente desfeita.

Eva trabalha numa loja de antiguidades como restauradora e a sua vida muda drasticamente quando a sua patroa lhe propõe uma viagem à Birmânia. A sua missão será encontrar antiguidades genuínas, que sejam um bom negócio para a loja.

Eva vê na viagem uma oportunidade para conhecer o passado do avô, até porque este quando sabe da sua viagem lhe pede para que esta encontre o amor da sua vida, uma birmanesa com quem viveu um tórrido romance no início do século XX. Pede ainda que, caso encontre Maya, o seu único amor, lhe entregue um Chinthe, uma peça birmanesa de estimado valor.

Pelos pés e olhos de Eva vamos conhecendo a Birmânia, quer histórica como politicamente. Desde a época colonial, que inclui a Segunda Guerra Mundial (altura em que Lawrence lá vivia) até à atualidade.

Com ótimos recursos naturais sobretudo madeira e rubis de Mogok, e antiguidades, tudo susceptível de ser roubado para posteriormente ser vendido para empresas estrangeiras, Eva vai deparar-se com uma realidade que nem imaginava, o que faz com que este romance tenha ainda bastante aventura acrescida, o que, para mim, ainda o valoriza mais. 

Cheio de história, de paisagens deslumbrantes maravilhosamente descritas, alguns segredos por revelar, cultura e roupa típica daquela região (tão bem descrita pela autora), só faz ter vontade de pegar no livro novamente e reservar o próximo voo para este país que parece tão fascinante. Tivesse eu mais euros na carteira... 

Recomendo.