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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

A Caixa - Camilla Läckberg e Henrik Fexeus [Opinião]

 

Título: A Caixa
Autor: Camilla Läckberg e Henrik Fexeus
Editor: Suma de Letras
Ano: 2022
N.º de Páginas: 648

Quando uma mulher é encontrada morta numa caixa de madeira, com o corpo perfurado por espadas, a polícia de Estocolmo fica perplexa: é difícil saber se é um truque de magia que acabou em tragédia ou um ritual macabro.

As investigações são confiadas a uma equipa especial: um grupo heterogéneo de agentes selecionados — e alérgicos a procedimentos institucionais —, entre os quais se destaca, pela sua competência como investigadora, Mina Dabiri. É a própria Mina que sugere envolver neste caso o famoso mentalista Vincent Walder, profundo conhecedor da linguagem corporal e do mundo do ilusionismo. Juntos, partem na caça ao assassino, mas a personalidade de ambos, marcada por pequenas e grandes obsessões e segredos indescritíveis, dificulta a investigação, também porque o seu próprio passado acaba por estar perturbadoramente ligado ao caso.

Com o aparecimento de mais um corpo, Mina e Vincent percebem que enfrentam um implacável assassino em série e dão início a uma emocionante corrida contra o tempo, para decifrarem os códigos numéricos e truques de ilusionismo de uma mente brilhante e perversa. Antes que a situação se agrave, a única arma de que dispõem para evitar que o assassino volte a matar é antecipar os seus movimentos: só compreendendo plenamente a sua loucura poderão acabar com ela.

Uma emocionante viagem à parte mais obscura da alma humana e que não deixará nenhum leitor indiferente.


📦 A Caixa traz de volta a rainha do thriller nórdico tal como a conhecia há alguns anos.

🙎 Acompanhada pelo famoso mentalista sueco Henrik Fexeus Camilla Lackberg regressou em força com um policial forte, viciante e muito bem estruturado.
As mais de seiscentas páginas não devem assustar o leitor comum porque o livro lê-se tão bem que nem damos pelas horas passar.

🧑 Tudo tem início quando o corpo de uma mulher é encontrado dentro de uma caixa de madeira digna de um mágico.
A policia de Estocolmo vai formar um grupo não convencional de agentes, onde se Mina Dabiri. Os seus colegas são bastante ecléticos desde um playboy, até um pai de trigémeos perto da exaustão, culminando na ajuda exterior de um mentalista bastante conhecido Vicente Walder, que fará uma dupla incrível com Mina.

🙎A ideia de integrar Vicente é da própria Mina, visto conhecer bastante bem a linguagem corporal, e estar a par do mundo do ilusionismo. Portanto, não haverá ninguém melhor para ajudá-los neste quebra cabeças. Que mente perturbada estará por detrás deste assassinato? Tudo piora quando aparece uma nova vítima com o mesmo modus operandi.

🥷Pleno de truques e enigmas, este livro agradou-me imenso, apesar de não ser completamente fã de ilusionismo. No entanto, achei fantástica a ideia de colocar um mentalista na ajuda da investigação.

🧑‍💼Depois, a equipa toda é bastante humanizada e todos têm um papel de destaque na história. Felizmente, esta é uma história que tem continuação tendo o segundo livro da trilogia sido publicado na Suécia.





segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Asas de Prata - Camilla Läckberg [Opinião]

Título: Asas de Prata
Autor: Camilla Läckberg
Editor: Suma de Letras
N.º de Páginas: 376

Sinopse: 
Depois do grande sucesso internacional de Uma Gaiola de Ouro, chega mais um episódio da história de Faye: traição, redenção e solidariedade feminina num novo drama sobre a vingança.

Graças a um plano refinado e cruel, Faye deixou para atrás a traição e as humilhações sofridas pelo agora ex-marido Jack e parece ter assumido as rédeas da sua existência: é uma mulher independente, reconstruiu a sua vida num outro país e longe do seu passado, Jack está na prisão e a empresa que Faye fundou, Revenge (Vingança), está crescendo com sucesso.

Mas novos desafios correm o risco de quebrar a serenidade conquistada com muito esforço. De facto, o lançamento da marca Revenge nos Estados Unidos de América desperta uma séria ameaça e Faye é forçada a retornar a Estocolmo.

A minha opinião: 
Depois de ter adorado Uma Gaiola de Ouro, ao ponto de lhe ter atribuído 5 estrelas, estava expectante em relação à sequela do novo livro, que marca um registo um pouco diferente de Camilla Läckberg. 
Em Asas de Prata vamos continuar a seguir a vida de Faye depois da vingança desta em relação ao seu marido, um homem controlador e que usava da violência física e psicológica para a controlar a todos os níveis. 

Independente e a presidir à Revenge, empresa que protege (e vinga) mulheres como ela, Faye parece ter seguido na perfeição a sua vida, mas uma reviravolta parece estar prestes a mudar tudo. A sua empresa está a ser ameaçada pela compra de ações e Faye teme perder o controlo desta. No entanto, nem tudo são espinhos e a jovem mulher encontra o amor ao lado de um homem que conhece num bar de hotel. 

Infelizmente, acho que o livro se focou mais no romance entre Faye e David, relegando para segundo plano a história principal que seria a sabotagem da empresa da empresária. Cenas de sexo podem agradar a alguns leitores, mas penso que não são relevantes, para quem procura um bom thriller. 

Paralelamente à história, vamos revivendo o passado da Faye, para mim a parte mais importante do livro. Através dos relatos da sua vida enquanto miúda e adolescente, vamos percebendo como Faye se transformou na mulher da atualidade. São de facto relatos brutais, com um pai abusador e com uma família que é arrasada completamente com o convívio com uma pessoa como ele. As consequeência desta convivência deixam-nos a pensar seriamente até que ponto, muitos dos abusadores futuros o são porque apenas tiveram como exemplo o próprio abuso. 

Obviamente que é ingrato tendermos a comparar os dois livros, sendo que a um deles foram atribuídas 5 estrelas. No entanto, apesar deste segundo livro não ter consigo chegar ao mesmo patamar, Asas de Prata é uma excelente leitura e promete prender qualquer leitor que goste de thrillers que aliem um pouco de romance. 






sábado, 7 de setembro de 2019

Uma Gaiola de Ouro - Camilla Läckberg [Opinião]

Título: Uma Gaiola de Ouro
Autor: Camilla Läckberg
Editor: Suma de Letras
N.º de Páginas: 408

Sinopse:
Uma história dramática sobre fraude, redenção e vingança.

Aparentemente, Faye parece ter tudo. Um marido perfeito, uma filha que muito ama e um apartamento de luxo na melhor zona de Estocolmo. No entanto, algumas memórias sombrias da sua infância em Fjällbacka assombram-na e ela sente-se cada vez mais como se estivesse presa numa gaiola de ouro.

Antes de desistir de tudo pelo marido, Jack, era uma mulher forte e ambiciosa. Quando ele a engana, o mundo de Faye desmorona-se e ela tudo perde, ficando completamente devastada. É então que decide retaliar e levar a cabo uma cruel vingança…

Uma Gaiola de Ouro é um romance destemido sobre uma mulher que foi usada e traída, até tomar conta do próprio destino.

A minha opinião: 
Este é um livro completamente isolado da série a que a Camilla Läckberg já nos habituou que tem como protagonista Patrik Edstrom. 

Apesar de ter mais quatro livros dessa série, apenas li o primeiro. No entanto, logo que saiu Uma Gaiola de Ouro fiquei com muita curiosidade em lê-lo, até porque este foge ao policial nórdico, passando a um thriller doméstico e que achei bem mais interessante. 

Camilla Läckberg engendrou uma história fabulosa sobre uma família de classe alta e, aparentemente unida, que tem tudo para ser feliz. Só que nem tudo é um mar de rosas e o que se passa dentro de quatro paredes mostra algo mais. A solidão é o que salta ao primeiro instante, seguida do desprezo.
 
Quando se conheceram Faye e Jack eram estudantes de economia e foi paixão à primeira vista. Depois de alguns anos como namorados acabam por se casar. Faye é uma mulher inteligente e cheia de grandes ideias. Ajuda Jack e o seu melhor amigo a construir uma empresa de raiz mesmo que para isso prejudique os seus estudos originando a que nunca termine o curso. 

Mas para ela a felicidade de Jack está em primeiro lugar e o certo é que a empresa é um verdadeiro sucesso e acabam por tornar-se bastante ricos. 
Com o sucesso da empresa, Faye acaba por ser afastada da empresa e viver apenas para a casa e para a filha de ambos. Acaba por se tornar numa dondoca e uma mulher sem quaisquer ambições, contrariando o tempo de juventude. 

No entanto, a relação entre ambos começa a esmorecer e Jack torna-se cada vez mais distante e não a procura a nível emocional. Até que acabam por se separar. 

Depois disso vamos compreendendo o mau carácter que é o seu marido. 

Com a separação a sua vida dá uma reviravolta, mostrando que é inteligente o bastante para se superar, criando uma empresa de sucesso baseada na sua história de vida.

Faye é uma personagem forte, que vai gerando um misto de opinião sobre ela ao longo da história. Logo no início do livro vamos percebendo que levou uma infância difícil, que junta a violência doméstica à tragédia, mas cuja vida dá uma reviravolta quando decide mudar-se para Estocolmo para estudar. É uma rapariga extremamente inteligente até que conhece Jack e se anula completamente perante ele. É aí que começo a mudar a minha opinião em relação a ela. Mesmo depois que se separa de Jack a minha opinião não muda completamente porque os métodos de vingança utilizados não são propriamente os melhores em alguns casos. 
Já Jack é uma personagem completamente desprezível. 

Läckberg criou uma história repleta de acção e que me entusiasmou do início até ao fim. 
Gostei imenso e só posso recomendar a sua leitura, mesmo aos que não apreciam o género. 


sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Princesa de Gelo - Camilla Läckberg [Opinião]


Título: A Princesa de Gelo
Autor: Camilla Läckberg
Edição/reimpressão: 2010
N.º de Páginas: 400
Editor: Dom Quixote
Colecção: Ficção Universal
Sinopse:

De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.
Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…
A minha opinião:
Apresentada como a nova Agatha Christie, Camilla Läckberg, a meu ver, fica muito atrás da escritora britânica que, para mim, continua a ser a mestre da escrita de policiais. Foi com Christie que começou a paixão pelos policiais e, quase diria, o bichinho pela leitura, e ainda não encontrei, à parte de algumas escritoras como Lisa Gardner ou Tess Geritsen, que me levassem a ler compulsivamente os seus livros.
No entanto, A Princesa de Gelo, não ficou áquem das minhas expectativas. A autora centra o romance policial em personagens bastante atractivas, deixando o leitor preso a algumas delas, levando a que queira comprar próximas sequelas para ver como estas evoluem; caso de Eric, Patrick, Anna e Lucas.
A morte de uma pessoa muito querida numa localidade pequena vai desenterrar segredos do passado e mexer com algumas famílias, que já têm raízes naquela terra. E quando se descobre que Alex estava grávida e que esse filho não é do marido, mais grave se torna.
É aqui que entram Erica uma conhecida escritora que tem a particularidade de ter sido amiga de infância de Alex e Patrik, polícia local que vai levar a cabo as investigações. Junto a isso, o envolvimento dos dois, para apimentar o livro, a violência doméstica sofrida por parte da irmã de Erica, as aparências, e as relações humanas das diversas personagens são retratadas, e muito bem, pela autora.
Já é de todos conhecido o meu gosto por policiais, e tendo eu já adquirido os dois livros de Camilla Läckberg, Teia de Cinzas e Gritos do Passado, é fácil de ver que fiquei rendida à escrita do género nórdico, que muitos fãs tem arrebatado depois do sucesso da Trilogia Millennium de Stieg Larsson que, confesso, ainda não tive oportunidade de ler, apesar de ter em casa o primeiro volume Os Homens Que Odeiam as Mulheres.
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