Sinopse: Um livro que nos mostra os limites do sacrifício humano,a auto-confiança, e o poder da compaixão. Dois homens que enfrentam os seus demónios e uma mulher que persegue o seu próprio sonho. Para Sam MacGrath um encontro fugaz com uma jovem num voo turbulento, é o suficiente para lhe mudar a vida. Loucamente atraído por ela, cede ao seu impulso e decide segui-la até ao Nepal. A jovem Finch Buchanan ingressa numa expedição aos Himalaias como médica, mas quando chega, reencontra um homem que nunca conseguiu esquecer. Al Hood fez uma promessa à filha: se conquistar o pico desta montanha,deixará a escalada para sempre. O Evereste eleva-se sobre o grupo, lindo e silencioso. Contra as ameaças do clima e da altitude, ergue-se a paixão e a força de vontade. As relações intensas entre Finch, Al e Sam, começam a desenrolar-se... Perante tamanho desafio, as consequências podem ser trágicas.
A minha opinião: Livros sobre escaladas não fazem definitivamente parte dos meus favoritos, no entanto, Branco de Rosie Thomas fala muito mais do que o desejo de atingir o cume, o Evereste. Fala sobretudo de relações de amizade profunda entre duas amigas, de um amor marcante, mas sem futuro e de uma visão daquilo que poderá ser o nosso verdadeiro amor. Através da personagem principal, a médica Finch Buchanan, somos levados a fazer parte de um grupo restrito de pessoas que deseja atingir o Evereste. Juntamente com ela partem Sam, um rapaz que conheceu no aeroporto aquando do casamento da sua melhor amiga; e o seu grande amor, Al Hood. Durante esta expedição vamos conhecendo os segredos que guardam estas personagens. O desejo do filho em fazer a vontade do pai, que é vê-lo como alpinista assim como ele foi um dia; a promessa de ser a última escalada que faz; e o desejo de ficar com o homem que ama, apesar de sentir que não o conhece verdadeiramente. Uma agradável leitura.
O destino faz de nós o que somos, mas também pode impedir-nos de ser a pessoa que podíamos ter sido.
Escapando à devastação de um terramoto, Cary chega à ilha grega de Halemni e dá de caras consigo própria.
Ou antes Olivia, cuja semelhança é assustadora. Nesta nova vida Cary começa por encontrar a felicidade que nunca tivera. Não desde o dia em que a sua vida mudara. Agora libertara-se de tudo o que a relacionava com o passado. Estava tudo enterrado nas profundezas do terramoto. Ia começar de novo.
Olivia, por outro lado, era uma mulher acomodada. Depois de vários anos a viajar encontrara finalmente um lugar a que podia chamar "lar". A vida na ilha e a hospitalidade eram acolhedoras mas agora algo se tornara diferente. Seria pela chegada desta desconhecida? Havia alguma coisa estranha e desconfortável nesta mulher. Quem é Cary? Qual o seu passado? Porque se sente Olivia tão desconfortável na sua companhia? Olivia tenta controlar-se, mas não consegue deixar de sentir que a sua vida está a ser roubada. Uma luta entre duas mulheres por uma vida, e apenas uma pode vencer.
Editora: Saída de Emergência/2009
Formato: Capa mole
Dimensões: 16x23
Num. Páginas: 352
Géneros: Literatura Romântica
Preço:18.85€
Excertos
“Estava morta e parecia-lhe agora mais viva do que alguma vez estivera.”
"A alquimia de Kitty era perturbadora. Podia vir de lado nenhum e não trazer nada com ela, e contudo parecia capaz de exercer influências para lá do que era razoável.”
A paixão não segue regras sociais.”
“As aparências iludem. É possível mudar a forma como parecemos, mas não quem somos.”
A minha opinião
Será que um terramoto pode mudar completamente a vida de uma pessoa? Foi o que aconteceu com Cary, quando passava férias na Turquia para tentar esquecer um casamento falhado. E foi o que sucedeu com Olívia que vive numa pacata ilha grega, Halemni, com a sua família, marido, filhos e sogra.
O terramoto no mediterrâneo que afectou tanto a localidade de Branc, na Turquia, como a ilha grega Halemni, vai juntar estas duas inglesas, Cary e Olívia, e mudar-lhes completamente a forma de estarem na vida. Após o terramoto Cary é levada para a ilha grega onde conhece a sua conterrânea Olívia e a sua família. Como não traz consigo qualquer tipo de identificação, que ficou no hotel em ruínas na Turquia, decide mudar de identidade e, em consequência disso, de vida. Muda o seu nome para Kitty e nada fala da sua vida passada com Peter, seu marido que a deixou por uma vizinha recente. Olívia é também inglesa, mas que deixou a sua profissão de fotógrafa para se juntar a Xan, o seu marido grego. Por amor, mudou também ela a sua vida mundana, de aventuras, para se submeter completamente ao casamento com Xan e ao cuidar dos seus dois filhos. Olívia tornou-se numa mulher submissa e até conhecer Cary nunca colocou em dúvida a sua vida na ilha. No entanto, a vinda de uma conterrânea começou a colocar-lhe uma infinidade de dúvidas, desde a sua forma de viver, a sua submissão ao marido… Começa também a ter ciúmes da sua nova amiga, levando-a a querer que ela se vá embora da ilha. Kitty, por sua vez, não se quer ir embora porque é na ilha que se sente bem, que encontrou o seu eu.
Porém, a doença de Olívia faz com que Kitty se veja pressionada a sair da ilha grega, como que se esta fosse pequena demais para comportar duas pessoas tão parecidas. Para uma sobreviver a outra teria de desaparecer do mapa e foi isso que aconteceu.
Um livro que nos faz pensar nos passos que a nossa vida dá, e que tudo pode mudar dependendo de uma decisão que tomámos naquela hora. Se Cary, quando criança, não tivesse provocado um acidente que resultou na morte do irmão, provavelmente a sua vida seria completamente diferente, talvez um pouco semelhante à vida pacata, mas feliz, de Olívia. “A tua vida mudou no dia em que a estátua se virou sobre o teu irmãozinho. Tornaste-te a pessoa sobre quem a tragédia se abatera.”