Mostrar mensagens com a etiqueta QuidNovi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta QuidNovi. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Lluís-Anton Baulenas, autor de A Felicidade, vem a Portugal

O romancista catalão Lluís-Anton Baulenas estará em Portugal no último fim-de-semana da Feira do Livro de Lisboa, onde falará sobre a sua obra A Felicidade, numa sessão apresentada pelo jornalista Rui Lagartinho. O evento realizar-se-á na Praça Azul da Feira do Livro, no sábado, dia 15, pelas 17h30.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Quidnovi: Programa para a Feira do Livro de Lisboa
Lançamentos e Apresentações (na Praça Azul – Central)
2 de Maio, Domingo, às 16h – lançamento de Monstro, de Catarina Araújo, primeiro volume da nova série A Guerra das Sombras. O livro será apresentado pelo escritor João Barreiros.
15 de Maio, Sábado, às 18h – apresentação de A Felicidade, com a presença do autor, o escritor catalão Lluís-Anton Baulenas. A apresentação estará a cargo do jornalista Rui Lagartinho.
Sessões de Autógrafos (no stand da editora – n.º C 08)
1 de Maio, Sábado, às 16h – Clara Azevedo e Luís Chimeno autografam a obra Doce Lisboa.
1 de Maio, Sábado, às 18h – Álvaro Magalhães autografa a série juvenil Os Invisíveis.
2 de Maio, Domingo, às 17:30h – sessão de autógrafos da série O Diário do Micas, com a autora Patrícia Reis e o próprio Micas.
8 de Maio, Sábado, às 16h – Miguel Real autografará os seus ensaios e romances, entre os quais o mais recente Memórias de Branca Dias, e terá a companhia de Maria Antonieta Preto, que irá autografar o seu livro de contos A Ressurreição da Água.
8 de Maio, Sábado, às 17:30h – Nova presença de Patrícia Reis e Micas, que autografam a série O Diário do Micas.
9 de Maio, Domingo, às 18h – Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes autografam a obra Portugal e a Grande Guerra.
15 de Maio, Sábado, às 16h – Nova presença de Miguel Real e Maria Antonieta Preto, desta vez acompanhados ainda por Paulo Moreiras, autor de Os Dias de Saturno.
15 de Maio, Sábado, às 17:30h – sessão de autógrafos de João Malheiro, autor de diversos livros sobre futebol, entre os quas Império Vermelho e Crónicas de Futebol e Bem Dizer 2.
16 de Maio, Domingo, às 16h – Isabel Barata autografa o livro Unidos no Amor Contra a Indiferença.
16 de Maio, Domingo, às 17:30h – Fátima Sousa autografa o livro O Jardim Mágico, ilustrado por Manel Cruz, que também estará presente. Também o autor da série infantil Contos Sonhados em Português – César Madureira – estará presente, bem como os ilustradores da mesma: André Letria e Manel Cruz.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Quidnovi: Alon Hilu em Portugal
Alon Hilu (n. 1972, Jafa), autor de A Casa Dajani e um dos mais interessantes escritores israelitas da actualidade, estará em Portugal para participar no LeV – Literatura em Viagem 2010, que decorrerá entre 17 e 20 de Abril em Matosinhos.Hilu vai participar na mesa “Viajar prolonga a vida”, no dia 19, com José Rentes de Carvalho, Alexandra Lucas Coelho e Mónica Marques; a moderação ficará a cargo de Rosa Alice Branco.
O autor estará em Portugal entre os dias 17 e 20 de Abril e está disponível para entrevistas. Arredores de Jafa, 1895.
No final de 2009, a QuidNovi publicou, de Alon Hilu, o romance A Casa Dajani, vencedor do mais importante prémio literário israelita, o Prémio Sapir, que lhe viria a ser retirado pouco tempo depois, por alegado conflito interesses na constituição do júri. A polémica rebentou, levantando a suspeita de que havia motivos políticos por detrás dos motivos publicamente anunciados aquando da decisão.
Sobre o livro:
Salah Dajani, um rapazinho muçulmano perturbado que vive num casarão em ruínas rodeado de pomares ao abandono,
é consumido por estranhas visões de um desastre que se abaterá sobre o seu povo. A sua vida é, porém, virada do avesso com a chegada à cidade de um homem loiro e bonito, um colono judeu extremamente dinâmico, por quem se sente atraído e que vê como uma espécie de anjo salvador.
Trata-se do agrónomo Haim Margaliot Kalvarisky, que rumou à terra dos antepassados na esperança de salvar o seu casamento com Ester – bela, mas frígida – e que anda desesperadamente à procura de terra fértil.
Desde a sua primeira visita à Casa Dajani – para a qual é convidado pela mãe de Salah, que vê
nele a última esperança de cura para a agonia do filho –, a amizade entre Kalvarisky e o rapaz está, contudo, destinada à violência e à tragédia. Porque o colono não só cobiça a propriedade que o deslumbra, mas também a bela mulher árabe de olhos verdes, cujo marido se encontra quase
sempre fora e acabará por morrer em circunstâncias misteriosas.
Este romance rico e colorido, construído a partir dos diários antagónicos dos dois protagonistas
à medida que negoceiam o amor, a honra e a traição numa Palestina em mudança, é uma recriação ficcional da história dos primeiros sionistas e uma apresentação magistral do confronto entre duas culturas através dos sentimentos individuais de duas personagens notáveis.
Alon Hilu nasceu em Jafa, em 1972, filho de pais naturais de Damasco, e vive actualmente em Telavive com a sua família. É bacharel em Direito pela Universidade de Telavive, onde acabou por licenciar-se em Arte do Teatro com uma especialização em Escrita Dramática. Depois de várias obras para teatro, estreou-se na ficção com um romance histórico intitulado Death of a Monk, vencedor do Prémio Presidencial Israelita para um romance de estreia em 2006 e do Prémio da Presidência do Estado de Israel em 2008. Foi finalista do prestigiado prémio Sapir em 2005, que viria a vencer em 2009 com o segundo romance, A Casa Dajani. Ambas as obras estão traduzidas em diversas línguas.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Novidades QuidNovi
Título: A Cidade e as SerrasAutor: Eça de Queirós
Tema: Clássicos da Literatura Portuguesa
Páginas: 272
PVP: 5,95 €
«O meu amigo Jacinto nasceu num palácio, com cento e nove contos de renda em terras de semeadura, de vinhedo, de cortiça e de olival.»
Assim são resumidas, pelo amigo Zé Fernandes, as origens do supercivilizado Jacinto, o Príncipe da Grã-Ventura, o habitante do nº 202 dos Campos Elíseos, no coração da Civilização — essa Paris toda feita de luz, progresso e conforto. Mas «o meu Príncipe», como lhe chama Zé Fernandes, aborrece-se, tocado
por essa doença de final do século XIX própria de quem tudo tem: o spleen. Jacinto não encontra nada de novo debaixo do céu da grande metrópole, perde o apetite, a paixão, a cor do rosto e a vontade de viver.
Quando notícias vindas de Tormes, onde se situa o tal «palácio» da região duriense, o levam a decidir, num enlevo algo romântico, regressar às origens para reconstruir a casa de família e prestar homenagem aos antepassados, o regresso é preparado meticulosamente, e com todos os requintes que a Civilização permite…
Mas estarão as serras durienses preparadas para tanto? E estará Jacinto preparado para a simplicidade que aí vai encontrar?
Entre Paris e a região do Douro, A Cidade e as Serras é a mais deliciosa e divertida busca da felicidade de toda a literatura portuguesa e a obra que, como aponta Rui Zink no Prefácio a esta edição, remata com uma candura e uma ternura tão conscientes quanto pouco habituais, a obra romanesca de Eça de Queirós.
Título: Portugal e a Grande GuerraAutor: Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes
Tema: História de Portugal
Páginas: 512
PVP: 39,95 €
Em termos simples, podemos dizer que a 1ª Guerra Mundial é um componente do período longo de conflitos globais do século XX (1914-1945), que marca a transição da hegemonia inglesa para a americana.
No período posterior às Guerras Napoleónicas (depois de 1815) criou-se um sistema unipolar de hegemonia britânica, que vigorou até ao último quartel do século XIX. A Inglaterra era o coração da revolução industrial que transformava o mundo, e Londres era o centro financeiro, económico, militar e tecnológico do planeta.
No último quartel do século XIX esta situação começa a mudar rapidamente, por efeito daquilo a que muitos autores chamam 3ª revolução industrial, marcada pelo desenvolvimento da electricidade, dos combustíveis líquidos, do motor de explosão e da indústria química.
A Inglaterra, que era a primeira economia mundial em 1860, passava já para terceiro lugar em 1905, numa transição entre uma economia mundial com um só poder de primeira ordem (a Inglaterra), para outra com três (Estados Unidos da América, Alemanha e Inglaterra). Do mesmo modo, houve importantes ajustamentos nos poderes de segunda ordem, com economias
como a da França e da Itália em queda e outras, como a da Rússia e do Japão, em pujante desenvolvimento.
É esta vaga de fundo que está na origem da revisão dos valores da vivência internacional e de graves crises de alteração do equilíbrio global e regional.
Título: A Jóia Afegã - Uma Mulher Entre os Senhores da GuerraAutor: Malalai Joya
Tema: Mulheres de Coragem
Páginas: 304
PVP: 14,95 €
Malalai era ainda criança quando a União Soviética invadiu o Afeganistão. Depois de uma infância passada em campos de refugiados no Irão e no Paquistão, nos anos 90 regressa à sua terra natal, que se encontra sob o domínio do regime talibã. É então que começa a colaborar com organizações secretas
que se dedicam à causa dos direitos das mulheres.
Em 2005, eleita para o novo parlamento com apenas 27 anos, torna-se notícia a nível internacional na sequência de um discurso onde denuncia corajosamente a existência de caudilhos no Governo afegão. Joya insurge-se contra o tráfico e a corrupção
e contra as violações dos direitos das mulheres.
Desde então, já foi alvo de quatro tentativas de assassinato, mas ainda hoje continua a lutar pela causa de quem a elegeu, sempre determinada a ver um
Afeganistão democrático, onde as mulheres possam viver em liberdade e dignidade.
Neste impressionante testemunho, Malalai Joya leva-nos ao interior do seu país e mostra-nos as situações de desespero que este povo tem de enfrentar diariamente. Descreve muitos dos actos de revolta que estão a ajudar o país a mudar: as mulheres que vão para a rua e protestam pacificamente contra a opressão em que vivem; os homens que protestam com elas de modo a que os fundamentalistas não as punam por andarem sozinhas; as famílias que dão o que podem à causa, nomeadamente as caves das suas casas para que possam servir de escolas clandestinas para raparigas, a quem é negado o acesso ao ensino.
Determinada a deixar a sua marca no mundo, Malalai Joya é uma heroína que todos os dias enfrenta o perigo e se recusa a ficar calada.
Título: O Leão Insaciável - A História Completa do SportingAutor: JOSÉ GOULÃO
Tema: Desporto
Páginas: 192
PVP: 19,95 €
O Sporting guarda uma história de mais de cem anos que faz dele um dos maiores clubes do futebol português e que, em boa parte, ainda estava por compilar em livro. Este álbum ilustrado, luxuosamente impresso, reflecte esse passado de feitos e glórias.
Título: O Diário do Micas - Um Mistério em SerralvesAutor: Patrícia Reis
Tema: Infanto-Juvenil
Páginas: 128
PVP: 6,90 €
O convite foi inesperado e o Micas nem queria acreditar na sorte: um fim-de-semana no Porto, na casa de família do Vasco Maria, com a malta toda? É que nem se pergunta! Encontro na Estação
de Santa Apolónia e ala de comboio para a casa (casa não – casarão, palacete!), mesmo ao pé do Museu de Serralves. Os pais do Vasco Maria são muito chiques mas simpáticos, a comida
é por demais e o grupo não perde tempo a pôr-se a caminho do Museu. Mas, ainda no parque, dão de repente com um buraco disfarçado no chão, degraus, um subterrâneo misterioso… O que se passa por baixo de Serralves? A cidade do Porto é cheia de histórias, o palacete cheio de segredos e onde quer que o Micas e o resto do grupo vão, os mistérios parecem nascer literalmente debaixo dos pés…
Título: A Guerra das Sombras - MonstroAutor: Catarina Araújo
Tema: Literatura Juvenil
PVP: 11 €
A vida de Tomás Lobo não é fácil. Para além de sofrer de “Síndrome de Excesso de Imaginação” e de medo crónico de fantasmas e de monstros (quando todos à sua volta dizem que esses seres não existem), é perseguido pelo rapaz mais arruaceiro
da escola, um matulão de treze anos, chamado Rufo Rocha, que lhe faz a vida negra. Mas quando Tomás se aventura pela intrigante oficina do avô, Artur Artesão, criador de famosos engenhos e inventos, e encontra um livro misterioso com um sinistro olho amarelo na lombada, inicia um perigoso caminho de descoberta que irá conduzi-lo a uma realidade, essa sim, verdadeiramente aterradora.
É então que os piores pesadelos de Tomás se tornam realidade: a cidade de Castelo Alto, onde vive, é assolada por uma onda de ataques sangrentos. As pessoas que têm a rara sorte de sobreviver ao encontro com este assassino descrevem-no como um verdadeiro… Monstro! A partir daí é desencadeada uma série de eventos, durante os quais Tomás irá descobrir o grande segredo que o avô e a mãe, Leona, lhe têm tentado esconder toda a vida. Na verdade, talvez o seu medo de fantasmas e de monstros não seja assim tão descabido. E com a ajuda da singular Ema, uma rapariga de doze anos com um jeito especial para o tirar de sarilhos, e de um poderoso e bizarro aliado, Tomás irá penetrar num mundo cheio de perigos mortais, enfrentando os seus piores pesadelos para tentar salvar o avô, e salvar-se a si próprio, de um horrível fim…
Título: Alice no País das MaravilhasAutor: Lewis Carroll
Tema: Clássicos da Literatura Juvenil
Páginas: 152
PVP: 5,95 €
Há aventuras que nos transformam, mas o caso de Alice é verdadeiramente especial: a partir do momento em que descemos com ela pelo buraco dum coelho, deixamos mesmo de saber o que nos espera ao virar de cada página. E cada leitura
que fazemos desta obra verdadeiramente clássica é sempre um espelho onde vemos como nos transformámos desde a última leitura: onde crescemos e onde encolhemos, em que lado do
cogumelo precisaremos de acertar para voltarmos a ter uma altura… aceitável. Uma leitura à altura de Alice: dos poucos centímetros aos muitos metros, dos 8 aos 80 anos.
Dizer que Alice no País das Maravilhas é uma obra-prima não chega: esta obra de Lewis Carroll, nascida de uma brincadeira de crianças numa tarde de Verão de há quase 150 anos, foi traduzida para todas as línguas, contada, adaptada e readaptada a todas as formas artísticas, e continua a fascinar-nos todos os dias por razões que ultrapassam em muito a estética literária. Como resumirá José Vaz Pereira no prefácio a esta edição: «Alice é para a vida». Boas leituras!
Título: A Estranha História de Zezé Boca DoceAutor: César Madureira e Manuel Cruz
Tema: Literatura Infanto-Juvenil
Páginas: 24
PVP: 9,90 €
A colecção «Contos Sonhados em Português», destinados a crianças dos 5 aos 8 anos, consta de dez livros da autoria de César Madureira (texto), André Letria e Manuel Cruz (ilustração), sendo o herói de cada uma originário de um país onde se fala português – Portugal, Brasil, PALOP, Índia, Timor, Macau, etc.
Zezé Boquinhas é um grande tocador de concertina e tem o sorriso mais bonito e os dentes mais brancos de todas as ilhas de Cabo Verde. O jovem músico, que sempre quis conhecer mundo, está prestes a fazer-se ao mar para vir a Portugal e apanha boleia de um grande cargueiro que vem para a Europa carregadinho de doces. Durante a travessia, o guloso Zezé Boquinhas vai comendo, comendo, comendo… mas isso dá muito mau resultado. E já em Lisboa, Zezé precisará de toda a sua arte para reconquistar o seu sorriso e conquistar a sua nova alcunha de Zezé Boca Doce!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Quidnovi apresenta a novidade mais gulosa deste Natal
Doce Lisboa é um convite para uma viagem de doces dentadinhas! Um álbum de pequeno formato, em capa mole, que recolhe as receitas mais famosas da nossa pastelaria (o pastel de nata, a bola de Berlim, o bom bocado, o palmier, etc.), «roubando-as» às melhores pastelarias da capital, permitindo a todos fazerem agora em suas casas, se assim o entenderem, os seus bolos favoritos
Uma espécie de Top 20 das pastelarias e confeitarias, mas claro que outras também teriam aqui o seu lugar. Algumas destas casas são já um cartão de visita de Lisboa, como a Antiga Confeitaria de Belém, a Confeitaria Nacional, a Versailles, a Mexicana ou a Suíça, ponto de paragem obrigatório para turistas e para portugueses. Outras, menos conhecidas, são famosas nos seus bairros, chegando a ter adeptos fervorosos. É um roteiro com muito açúcar, manteiga, farinha, ovos e canela, os ingredientes base essenciais para confeccionar bolos, bolinhos e doces sem fim.
Sobre os autores
Clara Azevedo: Tem os cursos do IADE e do AR.CO. Foi fotógrafa do semanário Expresso durante oito anos e exerceu as funções de editora fotográfica de uma revista de viagens durante dois anos.
Luís Chimeno Garrido: Tem o curso de Design do IADE. Trabalhou no atelier gráfico da FIL e em grafismo editorial nas revistas Elle e Marie Claire.
Prefácio de Anabela Mota Ribeiro
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Novidades Quidnovi para Novembro
Ficção:
Autor: Miguel Real
Tema: Literatura portuguesa
Páginas: 176
PVP: 14,95 Euros
A aguardada reedição do primeiro romance de Miguel Real pertencente ao ciclo sobre a história de Portugal e do Brasil, que prosseguiu com A Voz da Terra (Prémio Fernando Namora), O Último Negreiro e O Sal da Terra.
Sinopse: Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, a
primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga», a primeira «mestra laica» de meninas e uma das primeiras «senhoras de engenho». Oriunda de Viana do Castelo, denunciada pela mãe e pela
irmã e presa pela Inquisição nos Estaus, em Lisboa, Branca Dias embarca para o Brasil com
sete filhos, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda,
onde lhe nascem mais quatro filhos e educa uma enteada. Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação
de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume-se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.
No presente romance, Branca Dias rememora a sua vida, da infância no Minho à velhice em Olinda, passando pela sua prisão em Lisboa, pela existência perturbada no engenho de açúcar, pelo levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), pelo convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, pela morte de Pedro Álvares da Madeira, comido pelos tupinambás, pelo candomblé dos escravos pretos, pelos terrores de uma nova geografia e de uma nova fauna, pelo martírio do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando assim o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace, dos primeiros colonos portugueses no Brasil.
Título: A Casa Dajani Autor: Alon Hilu
Tema: Ficção Estrangeira
Páginas: 352
PVP: 19,95 Euros
Sinopse: Arredores de Jafa, 1895. Salah Dajani, um rapazinho
muçulmano perturbado que vive num casarão em ruínas rodeado de pomares ao abandono, é consumido por estranhas visões de um desastre que se abaterá sobre o seu povo. A sua
vida é, porém, virada do avesso com a chegada à cidade de um homem loiro e bonito, um colono judeu extremamente dinâmico, por quem se sente atraído e que vê como uma espécie de anjo salvador.
Trata-se do agrónomo Haim Margaliot Kalvarisky, que rumou à terra dos antepassados na esperança de salvar o seu casamento com Ester – bela, mas frígida – e que anda desesperadamente
à procura de terra fértil. Desde a sua primeira visita à Casa Dajani – para a qual é convidado pela mãe de Salah, que vê nele a última esperança de cura para a agonia do filho –, a amizade entre Kalvarisky e o rapaz está,
contudo, destinada à violência e à tragédia. Porque o colono não só cobiça a propriedade que o
deslumbra, mas também a bela mulher árabe de olhos verdes, cujo marido se encontra quase
sempre fora e acabará por morrer em circunstâncias misteriosas.
Este romance rico e colorido, construído a partir dos diários antagónicos dos dois protagonistas
à medida que negoceiam o amor, a honra e a traição numa Palestina em mudança, é uma recriação ficcional da história dos primeiros sionistas e uma apresentação magistral do confronto entre duas culturas através dos sentimentos individuais de duas personagens notáveis.
Ver: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/07/14/AR2009071403322.html?referrer=emailarticle
Título: As Madrugadas em Jenin Autor: Susan Abulhawa
Tema: Ficção Estrangeira
Páginas: 384
PVP: 19,95 Euros
Sinopse: Na sequência da proclamação do Estado de Israel, os habitantes da aldeia de Ein Hod são expulsos das suas casas e levados à força para um campo de refugiados administrado pelas Nações Unidas. Entre eles encontra-se Dalia, uma palestina lindíssima com dois filhos pequenos – Yousef e Ismael – que chama a atenção de um soldado israelita cuja mulher não pode ter filhos. No caminho para o campo de Jenin, entre a multidão
em fuga, Ismael desaparece. É Amal – nascida em Jenin alguns anos depois – quem vai contar-nos o destino trágico dos dois
irmãos. Porque Ismael vai ser criado por uma família judia que o baptiza como David e, durante a guerra de 1967, achar-se-á frente a frente com Yousef, que o reconhecerá pela cicatriz que lhe atravessa o rosto e que ele próprio lhe causou na infância. E as consequências desse encontro serão irremediáveis. Passado durante um dos conflitos políticos mais brutais da História, este romance magnificamente escrito e traduzido em várias línguas aborda questões como a amizade e o amor, a identidade perdida, o terrorismo, a rendição e a coragem de lutar pelos direitos mais básicos.
Tema: Testemunhos
Páginas: 176
PVP: 14,95 Euros Testemunho escrito a quatro mãos que é um grito de dignidade e pelo direito ao amor, ao afecto, à sexualidade, a uma vida inteira e normal de cidadãos.
Sinopse: Um testemunho de dois cidadãos portugueses — um professor do ensino secundário e uma economista cuja actividade se tem desenvolvido sobretudo em IPSS — a quem têm sido negados ou sonegados esses direitos básicos em virtude de pertencerem a um grupo de pessoas que são normalmente invisíveis aos olhos da nossa sociedade – o dos cidadãos chamados deficientes. Uma história de amor poderosa e comovente e um testemunho que mudará necessariamente para sempre em quem o ler o olhar em relação a estes nossos concidadãos.
Título: Doce Lisboa
Autores: Clara Azevedo e Luís Chimeno Garrido
Introdução: Anabela Mota Ribeiro
Tema: Gastronomia
Páginas: 150
PVP: 24,95 Euros
Sinopse: Um álbum de pequeno formato, em capa mole, que recolhe as receitas mais famosas da nossa pastelaria (o pastel de nata, a bola de Berlim, o bom bocado, o palmier, etc.), «roubando- as» às melhores pastelarias da capital, permitindo a todos fazerem agora em suas casas, se assim o entenderem, os seus bolos favoritos. Lisboa é doce? É, nós achamos que sim. Lisboa tem a luz, as colinas, o rio, as pessoas, os aromas – que lhe conferem o estatuto de cidade suave e doce. Somos gulosos, assumimos… como tantos portugueses, por isso mesmo quisemos fazer um roteiro que desse a conhecer os pontos mais açucarados, espalhados pela cidade. É a nossa escolha pessoal. Uma espécie de Top 20 das pastelarias e confeitarias, mas claro que outras também teriam aqui o seu lugar. Algumas destas casas são já um cartão de visita de Lisboa, como a Antiga Confeitaria de Belém, a Confeitaria Nacional, a Versailles, a Mexicana ou a Suíça, ponto de paragem obrigatório para turistas e para portugueses. Outras, menos conhecidas, são famosas nos seus bairros, chegando a ter adeptos fervorosos. É um roteiro com muito açúcar, manteiga, farinha, ovos e canela, os ingredientes base essenciais para confeccionar bolos, bolinhos e doces sem fim. Doce Lisboa é um convite para uma viagem de doces dentadinhas!
Autor: José Manuel Garcia
Tema: Álbum
Páginas: 224
PVP: 34,95 Euros
Sinopse: O inventário do património português disperso pelo Mundo constitui uma missão de grande importância cultural que urge realizar.através da recolha integral, ordenada e com qualidade das representações iconográficas portuguesas dos séculos XVI e XVII, patenteando como foram vistas cidades, fortalezas e regiões que entre Sofala e Macau formaram o que então os Portugueses chamavam o «Estado da índia». Um dos contributos mais relevantes para conhecer, visualizar e contextualizar o património monumental e cultural passando pelo inventário e apresentação das imagens das localidades onde os Portugueses exerceram a sua influência deixando aí um legado para a posteridade. Este livro assume grande importância para percepcionar o que foram as parcelas do Oriente tal como eram vistas na época, reflectindo a percepção dos sítios onde os Portugueses tiveram presenças sensíveis. Título: As Missões - Bandeirantes, Jesuítas e Guaranis
Autores: Miguel Real (texto) e Graça Morais (ilustrações)
Tema: Viagens
Páginas: 160
PVP: 34,95 Euros
Sinopse: Trata-se de um álbum organizado em conjunto com o Centro Nacional de Cultura que, anualmente,
organiza uma viagem relacionada com a cultura
portuguesa no mundo e para ela convida um escritor e um artista plástico a fazerem uma espécie de diário que inclua a visão pessoal da sua visita. Desta vez, os convidados foram o escritor Miguel Real e a pintora Graça Morais, que – entre outros viajantes – foram acompanhados por Guilherme d’Oliveira Martins, director do Centro Nacional de Cultura e autor da introdução, e da jornalista Paula Moura Pinheiro, que fez algumas crónicas da viagem, pequenos apontamentos das suas impressões, lidos originalmente num programa radiofónico.
A viagem propriamente dita de que este livro se pretende o reflexo está relacionada com as missões portuguesas que os jesuítas fundaram na América do Sul nos séculos XVI e XVII (nos confins do Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai) para evangelização dos índios, sobretudo
guaranis, e que tão bem foram retratadas no filme A Missão, com Robert De Niro e Jeremy Irons. Miguel Real leva-nos desde a cidade de Lisboa no dia da partida a todos estes locais, em que já pouco resta das missões originais, pondo-nos a par dos problemas que os jesuítas enfrentaram nos seus intentos com os bandeirantes – civis sequiosos de ouro e riquezas – e com os próprios guaranis, que tinham uma sociedade muito diferente daquela que os religiosos lhes queriam impor. Ao mesmo tempo, vai-nos falando de figuras que se notabilizaram nos países por onde vai passando (escritores, pintores, políticos, etc.) e de algumas características destes povos sul-americanos, dando algumas pinceladas sobre assuntos como o tango ou a literatura de Jorge Luis Borges, por exemplo. E, enquanto a sua narrativa se estende, fala-nos ainda dos seus próprios sentimentos como viajante do século XXI a olhar para o passado, dos seus pensamentos
sobre esses jesuítas e as suas motivações, estabelecendo frequentemente paralelos com algumas
situações actuais. Como ficcionista que é, faz-se acompanhar de um anjo imaginário, que funciona como uma espécie de interlocutor ou segunda consciência, tornando o texto muito legível e atraente. Graça Morais ilustra a seu modo e através de colagens com fotografias a sua ideia destes locais onde há muitos séculos viveram no meio do nada jesuítas e índios.
Título: Memórias de Branca Dias
Autor: Miguel Real
Tema: Literatura portuguesa
Páginas: 176
PVP: 14,95 Euros
A aguardada reedição do primeiro romance de Miguel Real pertencente ao ciclo sobre a história de Portugal e do Brasil, que prosseguiu com A Voz da Terra (Prémio Fernando Namora), O Último Negreiro e O Sal da Terra.
Sinopse: Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, a
primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga», a primeira «mestra laica» de meninas e uma das primeiras «senhoras de engenho». Oriunda de Viana do Castelo, denunciada pela mãe e pela
irmã e presa pela Inquisição nos Estaus, em Lisboa, Branca Dias embarca para o Brasil com
sete filhos, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda,
onde lhe nascem mais quatro filhos e educa uma enteada. Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação
de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume-se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.
No presente romance, Branca Dias rememora a sua vida, da infância no Minho à velhice em Olinda, passando pela sua prisão em Lisboa, pela existência perturbada no engenho de açúcar, pelo levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), pelo convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, pela morte de Pedro Álvares da Madeira, comido pelos tupinambás, pelo candomblé dos escravos pretos, pelos terrores de uma nova geografia e de uma nova fauna, pelo martírio do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando assim o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace, dos primeiros colonos portugueses no Brasil.
Título: A Casa Dajani Autor: Alon HiluTema: Ficção Estrangeira
Páginas: 352
PVP: 19,95 Euros
Sinopse: Arredores de Jafa, 1895. Salah Dajani, um rapazinho
muçulmano perturbado que vive num casarão em ruínas rodeado de pomares ao abandono, é consumido por estranhas visões de um desastre que se abaterá sobre o seu povo. A sua
vida é, porém, virada do avesso com a chegada à cidade de um homem loiro e bonito, um colono judeu extremamente dinâmico, por quem se sente atraído e que vê como uma espécie de anjo salvador.
Trata-se do agrónomo Haim Margaliot Kalvarisky, que rumou à terra dos antepassados na esperança de salvar o seu casamento com Ester – bela, mas frígida – e que anda desesperadamente
à procura de terra fértil. Desde a sua primeira visita à Casa Dajani – para a qual é convidado pela mãe de Salah, que vê nele a última esperança de cura para a agonia do filho –, a amizade entre Kalvarisky e o rapaz está,
contudo, destinada à violência e à tragédia. Porque o colono não só cobiça a propriedade que o
deslumbra, mas também a bela mulher árabe de olhos verdes, cujo marido se encontra quase
sempre fora e acabará por morrer em circunstâncias misteriosas.
Este romance rico e colorido, construído a partir dos diários antagónicos dos dois protagonistas
à medida que negoceiam o amor, a honra e a traição numa Palestina em mudança, é uma recriação ficcional da história dos primeiros sionistas e uma apresentação magistral do confronto entre duas culturas através dos sentimentos individuais de duas personagens notáveis.
Ver: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/07/14/AR2009071403322.html?referrer=emailarticle
Título: As Madrugadas em Jenin Autor: Susan AbulhawaTema: Ficção Estrangeira
Páginas: 384
PVP: 19,95 Euros
Sinopse: Na sequência da proclamação do Estado de Israel, os habitantes da aldeia de Ein Hod são expulsos das suas casas e levados à força para um campo de refugiados administrado pelas Nações Unidas. Entre eles encontra-se Dalia, uma palestina lindíssima com dois filhos pequenos – Yousef e Ismael – que chama a atenção de um soldado israelita cuja mulher não pode ter filhos. No caminho para o campo de Jenin, entre a multidão
em fuga, Ismael desaparece. É Amal – nascida em Jenin alguns anos depois – quem vai contar-nos o destino trágico dos dois
irmãos. Porque Ismael vai ser criado por uma família judia que o baptiza como David e, durante a guerra de 1967, achar-se-á frente a frente com Yousef, que o reconhecerá pela cicatriz que lhe atravessa o rosto e que ele próprio lhe causou na infância. E as consequências desse encontro serão irremediáveis. Passado durante um dos conflitos políticos mais brutais da História, este romance magnificamente escrito e traduzido em várias línguas aborda questões como a amizade e o amor, a identidade perdida, o terrorismo, a rendição e a coragem de lutar pelos direitos mais básicos.
Testemunho
Título: Unidos no Amor contra a Indiferença Autores: Manuel Matos e Isabel BarataTema: Testemunhos
Páginas: 176
PVP: 14,95 Euros Testemunho escrito a quatro mãos que é um grito de dignidade e pelo direito ao amor, ao afecto, à sexualidade, a uma vida inteira e normal de cidadãos.
Sinopse: Um testemunho de dois cidadãos portugueses — um professor do ensino secundário e uma economista cuja actividade se tem desenvolvido sobretudo em IPSS — a quem têm sido negados ou sonegados esses direitos básicos em virtude de pertencerem a um grupo de pessoas que são normalmente invisíveis aos olhos da nossa sociedade – o dos cidadãos chamados deficientes. Uma história de amor poderosa e comovente e um testemunho que mudará necessariamente para sempre em quem o ler o olhar em relação a estes nossos concidadãos.
Álbuns:
Título: Doce Lisboa Autores: Clara Azevedo e Luís Chimeno Garrido
Introdução: Anabela Mota Ribeiro
Tema: Gastronomia
Páginas: 150
PVP: 24,95 Euros
Sinopse: Um álbum de pequeno formato, em capa mole, que recolhe as receitas mais famosas da nossa pastelaria (o pastel de nata, a bola de Berlim, o bom bocado, o palmier, etc.), «roubando- as» às melhores pastelarias da capital, permitindo a todos fazerem agora em suas casas, se assim o entenderem, os seus bolos favoritos. Lisboa é doce? É, nós achamos que sim. Lisboa tem a luz, as colinas, o rio, as pessoas, os aromas – que lhe conferem o estatuto de cidade suave e doce. Somos gulosos, assumimos… como tantos portugueses, por isso mesmo quisemos fazer um roteiro que desse a conhecer os pontos mais açucarados, espalhados pela cidade. É a nossa escolha pessoal. Uma espécie de Top 20 das pastelarias e confeitarias, mas claro que outras também teriam aqui o seu lugar. Algumas destas casas são já um cartão de visita de Lisboa, como a Antiga Confeitaria de Belém, a Confeitaria Nacional, a Versailles, a Mexicana ou a Suíça, ponto de paragem obrigatório para turistas e para portugueses. Outras, menos conhecidas, são famosas nos seus bairros, chegando a ter adeptos fervorosos. É um roteiro com muito açúcar, manteiga, farinha, ovos e canela, os ingredientes base essenciais para confeccionar bolos, bolinhos e doces sem fim. Doce Lisboa é um convite para uma viagem de doces dentadinhas!
Título: Cidades e Fortalezas do Estado da Índia
Autor: José Manuel Garcia
Tema: Álbum
Páginas: 224
PVP: 34,95 Euros
Sinopse: O inventário do património português disperso pelo Mundo constitui uma missão de grande importância cultural que urge realizar.através da recolha integral, ordenada e com qualidade das representações iconográficas portuguesas dos séculos XVI e XVII, patenteando como foram vistas cidades, fortalezas e regiões que entre Sofala e Macau formaram o que então os Portugueses chamavam o «Estado da índia». Um dos contributos mais relevantes para conhecer, visualizar e contextualizar o património monumental e cultural passando pelo inventário e apresentação das imagens das localidades onde os Portugueses exerceram a sua influência deixando aí um legado para a posteridade. Este livro assume grande importância para percepcionar o que foram as parcelas do Oriente tal como eram vistas na época, reflectindo a percepção dos sítios onde os Portugueses tiveram presenças sensíveis. Título: As Missões - Bandeirantes, Jesuítas e Guaranis
Autores: Miguel Real (texto) e Graça Morais (ilustrações)
Tema: Viagens
Páginas: 160
PVP: 34,95 Euros
Sinopse: Trata-se de um álbum organizado em conjunto com o Centro Nacional de Cultura que, anualmente,
organiza uma viagem relacionada com a cultura
portuguesa no mundo e para ela convida um escritor e um artista plástico a fazerem uma espécie de diário que inclua a visão pessoal da sua visita. Desta vez, os convidados foram o escritor Miguel Real e a pintora Graça Morais, que – entre outros viajantes – foram acompanhados por Guilherme d’Oliveira Martins, director do Centro Nacional de Cultura e autor da introdução, e da jornalista Paula Moura Pinheiro, que fez algumas crónicas da viagem, pequenos apontamentos das suas impressões, lidos originalmente num programa radiofónico.
A viagem propriamente dita de que este livro se pretende o reflexo está relacionada com as missões portuguesas que os jesuítas fundaram na América do Sul nos séculos XVI e XVII (nos confins do Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai) para evangelização dos índios, sobretudo
guaranis, e que tão bem foram retratadas no filme A Missão, com Robert De Niro e Jeremy Irons. Miguel Real leva-nos desde a cidade de Lisboa no dia da partida a todos estes locais, em que já pouco resta das missões originais, pondo-nos a par dos problemas que os jesuítas enfrentaram nos seus intentos com os bandeirantes – civis sequiosos de ouro e riquezas – e com os próprios guaranis, que tinham uma sociedade muito diferente daquela que os religiosos lhes queriam impor. Ao mesmo tempo, vai-nos falando de figuras que se notabilizaram nos países por onde vai passando (escritores, pintores, políticos, etc.) e de algumas características destes povos sul-americanos, dando algumas pinceladas sobre assuntos como o tango ou a literatura de Jorge Luis Borges, por exemplo. E, enquanto a sua narrativa se estende, fala-nos ainda dos seus próprios sentimentos como viajante do século XXI a olhar para o passado, dos seus pensamentos
sobre esses jesuítas e as suas motivações, estabelecendo frequentemente paralelos com algumas
situações actuais. Como ficcionista que é, faz-se acompanhar de um anjo imaginário, que funciona como uma espécie de interlocutor ou segunda consciência, tornando o texto muito legível e atraente. Graça Morais ilustra a seu modo e através de colagens com fotografias a sua ideia destes locais onde há muitos séculos viveram no meio do nada jesuítas e índios.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
João Tordo: "As Três Vidas" depois do Prémio Saramago
Após a atribuição a As Três Vidas do Prémio José Saramago, da Fundação Círculo de Leitores (http://circulo1.claranet.pt/gca/index.php?id=283), que distingue o melhor romance do passado biénio escrito por um autor de língua portuguesa com menos de 35 anos, João Tordo vê crescer a atenção dada ao seu último livro, tanto dentro de portas como no estrangeiro.
Por cá, está a ser preparada para muito breve a edição do Círculo de Leitores de As Três Vidas, bem como a quarta edição da QuidNovi, que deverá sair para as livrarias nos próximos dias, agora em edição paperback.
No estrangeiro, a Actes Sud – uma das mais prestigiadas editoras francesas e a que tem o melhor catálogo de literatura estrangeira traduzida para francês – irá lançar já em Fevereiro próximo Les Trois Vies, em tradução de Dominique Nédellec (http://www.actes-sud.fr/pro/presse/brochures/201001_201002.pdf ).
O director editorial Bertrand Py, após a leitura atenta e entusiasmada do romance de João Tordo feita pela conselheira literária Alzira Martins, havia adquirido há cerca de um ano os direitos de publicação de As Três Vidas, do autor que a Actes Sud considerava já então “o cabecilha da jovem guarda das letras portuguesas”.
O interesse por As Três Vidas começa a agitar editoras espanholas, italianas, holandesas, brasileiras, mas a pioneira Actes Sud merece também os parabéns e uma especial referência por ter apostado, em plena época de crise e muito antes da atribuição do prémio, no romance de João Tordo como um dos seus pratos fortes para o ano de 2010. E como as coincidências felizes resultam normalmente do trabalho persistente, também por estes dias a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas http://www.iplb.pt/sites/DGLB/Portugu%C3%AAs/Paginas/home.aspx , cujo persistência na divulgação e promoção da literatura e dos autores portugueses no estrangeiro é, de há muito, discreta mas preciosa, anunciou João Tordo como o escritor português residente na famosa Ledig House http://www.artomi.org/ledig.htm#Overview em Abril de 2010. Um regresso aos EUA alguns anos, alguns prémios e três romances depois será seguramente um bom impulso para o quinto romance do autor, uma vez que o quarto está já a ser escrito a bom ritmo.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
"Os Dias de Saturno" é o novo livro de Paulo Moreiras

O novo livro de Paulo Moreiras, Os Dias de Saturno vai ser apresentado no próximo dia 22 de Outubro, pelas 18h30, na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa. A apresentação estará a cargo da professora Maria Lúcia Lepecki.
Sinopse:
“No dia 7 de Novembro de 1699, reúnem-se no Convento de Cristo dois grandes amigos alquimistas: Domingos Rodrigues, cozinheiro do rei D. Pedro II e autor do primeiro livro de cozinha publicado em Portugal; e o médico da Casa Real João Curvo Semedo, um dos mais conceituados do seu tempo. Ambos vêm para assistir do terraço do convento a um eclipse do Sol — fenómeno misterioso que dificilmente voltarão a presenciar durante as suas vidas. Na tarde desse mesmo dia, nas cercanias da vila de Tomar, a escuridão que se abate de repente sobre o mundo precipitará o parto de uma jovem a caminho de casa, cujo filho nasce com uma estranha marca no peito, vista imediatamente como castigo divino e maldição eterna. Mas será, curiosamente, esse sinal raro que aproximará a vida do recém-nascido da dos dois alquimistas e coserá para sempre os seus destinos. Mesmo que o rapaz só o venha a saber muitos anos depois. Quiçá tarde de mais. Passado numa época de grandes transformações sociais, fausto, riqueza e avanço científico e intelectual, Os Dias de Saturno — do autor do aplaudido A Demanda de D. Fuas Bragatela — é um romance fascinante sobre o amor e a sua impossibilidade, com doses iguais de humor e dramatismo, escrito numa linguagem que torna a sua leitura irresistível. A não perder.”
Primeiro capítulo aqui
Sobre o autor:Paulo Moreiras nasceu em 1969 em Lourenço Marques, Moçambique. Veio para Portugal em 1974. Viveu em Finzes (Cinfães), Laranjeiro (Almada) e vive actualmente em Meirinhas (Pombal). Desejou fazer cinema de animação e enamorou-se pela banda desenhada. Após algumas experiências com fanzines começou a publicar poesia em edições artesanais. Apaixonou-se pela literatura picaresca e publicou o seu primeiro romance A Demanda de D. Fuas Bragatela (2002), seguindo-se um livro de poesia Do Obscuro Ofício (2004) e o ensaio Elogio da Ginja (2006). Entre outras coisas escreveu também o BI da Cereja e da Ginja (2007), o BI do Palito (2007) e o BI do Tremoço (2008).
Página oficial do escritor aqui
Subscrever:
Mensagens (Atom)



