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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Mulheres da Noite - Sara Blaedel [Opinião]

Título: Mulheres da Noite
Autor: Sara Blædel
Editor: TopSeller
N.º de Páginas: 368

Sinopse:
Ninguém sabe exatamente quem é a mulher que aparece degolada numa das zonas mais mal frequentadas de Copenhaga.

Quando a inspetora Louise Rick chega ao local, rapidamente percebe que se trata de uma prostituta. Na Dinamarca, no entanto, a prostituição é legal e não anda de mãos dadas com o crime. Quem estará, então, por detrás desta morte? Isso é o que a imprensa quer saber, e o caso torna-se rapidamente mediático.

Quando Louise recebe um telefonema da sua amiga jornalista Camilla Lind, pensa que ela quer informações acerca do crime.
Mas o que Camilla lhe quer contar é que encontrou um bebé embrulhado numa toalha, no interior da igreja que frequenta. E o bebé não tinha um dos dedos do pé.

Estarão ambos os casos relacionados? Conseguirá Louise resolvê-los aos dois? E será que o que está a acontecer em Copenhaga tem ramificações ainda maiores?

Sara Blædel consegue, com o talento a que nos habituou, entrelaçar duas narrativas intensas e emocionantes, com Camilla Lind a surgir como a companheira perfeita para a nossa já bem conhecida Louise Rick.

A minha opinião: 
Apesar de ter sido o quarto livro a ser publicado por cá e ter como protagonista a detective Louise, Mulheres da Noite leva-nos a um período da sua vida anterior a As Raparigas Esquecidas. 
Neste livro Louise ainda não entrou para o Departamento de Pessoas Desaparecidas da Agência Especial de busca sendo ainda inspectora no Departamento de Homicídios. 

Este livro já retrata a amizade que une Louise e a jornalista Camilla, e centra-se mais na vida desta última. 

Louise é chamada a uma cena de crime. Numa das zonas mais mal afamadas de Copenhaga surge o corpo de uma mulher degolada. Sem qualquer identificação e sem que ninguém reclame o seu desaparecimento, depressa o departamento chega à conclusão de que o mais provável é esta mulher ser uma prostituta. 

Quase ao mesmo tempo, o filho de Camilla, juntamente com outro amigo, encontra um bebé abandonado numa igreja.

Fiquei dividida entre as 3 e as 4 estrelas porque, apesar de ter gostado imenso da história, e de achar que ela está bem desenvolvida e fundamentada, achei que o livro se tornou um pouco aborrecido pelo meio da narrativa. E isso é o que me desilude nos livros desta autora. Talvez seja pela sua leitura ser um pouco morna e não me fazer pegar no livro e ler desenfreadamente. 





quinta-feira, 29 de junho de 2017

A Mulher Desaparecida - Sara Blædel [Opinião]

Título: A Mulher Desaparecida
Autor: Sarah Blaedel
N.º de Páginas: 288

Sinopse:
Num bairro familiar e acolhedor nos arredores de Londres, uma mulher foi alvo de um violento assassínio. Um tiro certeiro de uma caçadeira atravessou a janela da cozinha, onde ela se encontrava com o marido e a filha. A morte foi imediata.

Ao iniciar a investigação, a polícia local descobre que a mulher, de nome Sophie Parker, se tratava na verdade de uma cidadã dinamarquesa que se encontrava desaparecida há 18 anos. Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, fica responsável pelo caso. É então que novas e surpreendentes revelações desvendam que fora Eik, seu colega e amante, quem declarara o desaparecimento de Sophie.

Assim que é informado da morte de Sophie, Eik desaparece misteriosamente e, passadas 24 horas, é preso em Inglaterra e acusado de ser o responsável pelo crime.

Mais uma vez, Sara Blædel contempla-nos com uma história extraordinária onde a aventura, o suspense e o desespero são absolutamente reais.

Nenhum leitor conseguirá ficar indiferente!

A minha opinião: 
Num dia calmo, uma mulher é assassinada de uma forma bastante peculiar. Quando estava na cozinha, em frente à janela, um atirador furtivo desfere um tiro fatal, matando-a instantaneamente. 
A vítima, Sophie Parker, usa um nome falso e, quando a polícia investiga a fundo, descobre que se trata de uma mulher desaparecida na Dinamarca. 

Louise Rick, já conhecida dos leitores dos livros anteriores, é a polícia que tratará do caso e o que vai descobrir sobre Sophie vai surpreendê-la. A primeira coisa que descobre é que Eik, o seu companheiro na esquadra e em casa (ambos estão juntos há seis meses) foi quem a deu como desaparecida, há 18 anos. Mais. O próprio Eik desaparece misteriosamente logo após a descoberta do assassinato de Sophie. 

De Sara Blaedel li o primeiro a ser editado cá e fiquei um pouco decepcionada com a história, que achei leve demais e pouco aprofundada. 

Depois, comprei o segundo livro, O Trilho da Morte, mas ainda não tive oportunidade de pegar nele. 
Ao ler a sinopse deste A Mulher Desaparecida fiquei expectante. A história era interessante e a sua leitura acabou por ser feita a um ritmo avassalador porque é um livro que se lê bem. 

No entanto, e apesar de ter gostado mais deste livro do que o anterior que li, fiquei com a sensação que poda ter sido mais bem aprofundada a temática principal: a eutanásia.

Mesmo a relação dos dois polícias protagonistas podia ser mais bem explorada. O que irá acontecer a ambos? 



terça-feira, 21 de junho de 2016

As Raparigas Esquecidas - Sara Blædel [Opinião]

Título: As Raparigas Esquecidas
Autor: Sara Blædel
N.º de Páginas: 304
PVP: 17,69€
Saída a 20 de junho

Sinopse
Através de uma narrativa envolvente, vertiginosa e de forte impacto emocional, Sara Blædel não deixa o leitor descansar enquanto não chegar ao fim do livro.
Numa floresta da Dinamarca, um guarda-florestal encontra o corpo de uma mulher. Marcada por uma cicatriz no rosto, a sua identificação deveria ser fácil, mas ninguém comunicou o seu desaparecimento e não existem registos acerca desta mulher.
Passaram-se quatro dias e a agente da polícia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, continua sem qualquer pista. É então que decide publicar uma fotografia da misteriosa mulher. Os resultados não tardam. Agnete Eskildsen telefona para Louise afirmando reconhecer a mulher da fotografia, identificando-a como sendo Lisemette, uma das «raparigas esquecidas» de Eliselund, antiga instituição estatal para doentes mentais onde trabalhara anos antes.
Mas, quando Louise consulta os arquivos de Eliselund, descobre segredos terríveis, e a investigação ganha contornos perturbadores à medida que novos crimes são cometidos na mesma floresta.

A minha opinião: 
Desde ontem nas livrarias portuguesas As Raparigas Esquecidas veio parar às minhas mãos um pouco antes e, desde logo, quis pegar nele tal a vontade de o querer ler. A premissa de um bom policial estava patente na sinopse e, de facto, não desilude.

Talvez por ter lido há pouco O Guardião Invisível de Dolores Redondo estabeleci algumas semelhanças entre ambos os romances: mulheres detectives na frente da investigação com passados traumatizantes, mulheres que aparecem mortas em florestas e uma história alucinante que não desejamos parar de ler.

O corpo de uma mulher é encontrado numa floresta da Dinamarca. Mas o mais estranho de tudo é que ninguém comunica o seu desaparecimento. Felizmente, a cicatriz característica do seu rosto vai conseguir identificá-la e levar a uma história intrigante. Louise Rick, nova no Departamento de Pessoas Desaparecidas, juntamente com um parceiro um tanto ou quanto peculiar, Eik, vão descobrir um assassino forte e implacável, capaz dos atos mais macabros.

Ao longo da investigação vamos também perceber que a própria Louise tem um passado obscuro e mal resolvido. Pouco nos é revelado, talvez porque estamos a falar do 7.º livro da série, mas cuja curiosidade aguça ainda mais o apetite de quem ficou fã, como eu.

Com crimes hediondos, algumas personagens malignas, sem esquecer dose de romance q.b. As Raparigas Esquecidas tem tudo para proporcionar uma óptima leitura. Gostei da escrita, do enredo, do facto de, apesar de ter tentado adivinhar quem seria o assassino não ter conseguido chegar lá, e o querer saber mais em relação ao passado de Louise, que ficou em aberto. Assim como ao presente...

Ficarei a aguardar pelas restantes publicações da série.