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terça-feira, 21 de novembro de 2017

A Cicatriz do Mal - Pierre Lemaitre [Opinião]

Título: A Cicatriz do Mal
Autor: Pierre Lemaitre
Editor: Clube do Autor
Páginas: 320

Sinopse:
Galerie Monier, Paris. Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios. A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do famoso comissário Verhoeven. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e assume a investigação. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?

Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e o famoso comissário acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.

A minha opinião: 
Passam quatro anos da morte de Irène e Camille vê-se a braços com mais um revés na sua vida amorosa: a sua namorada Anne é atacada quando assaltantes tentam roubar uma joalharia. Pode dizer-se que Anne estava no local errado à hora errada e o brutal ataque, que tinha como objetivo liquidá-a, leva-a ao hospital em estado grave. 

O estranho aqui é que ninguém sabe que Anne e Camille têm uma relação pelo que o inspector se encarrega de investigar o caso de forma intensiva. 

Em apenas três dias Camille vive entre visitas a Anne e a investigar o caso. Mas a tarefa não parece ser fácil porque os assassinos pretendem terminar, a todo o custo, o trabalho. 

Confesso que estava mais à espera deste quarto livro da saga de Camille. Depois de ter adorado Irène e Alex, aos quais dei 5 estrelas, este não consegue ir além das 2. De facto, A Cicatriz do Mal não me agradou nem um bocadinho. Não consegui gostar da história, embora a ataque a Anne tenha sido bastante gráfico e quase real. 

Obviamente que depois de dois livros de 5 estrelas que a fasquia estava demasiado alta e é muito normal que numa séria haja livros que gostamos menos. Foi este o caso. 

Talvez por ser o último livro o autor foca-se mais na mente de Camille do que propriamente na do assassino, facto que me prendeu aos anteriores. De facto, o que mais gosto num livro do género é podermos sentir o que o assassino pensa e o porquê de fazer tais atrocidades. tal não aconteceu neste livro, o que é pena.   



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Irène - Pierre Lemaitre [Opinião]

Título: Irène
Autor:
Pierre Lemaitre
Tradução: Miguel Serra Pereira
N.º de Páginas: 352
PVP: 17,00 €
Prémio Goncourt * Romance Policial Europeu do Ano

Sinopse:
Irène é um dos mais originais e poderosos thrillers dos últimos anos. Uma homenagem à literatura policial que só poderia ser escrita por um apaixonado pelo género e por um grande escritor como Pierre Lemaitre. O autor recorre a cinco cenas clássicas de crimes – de Bret Easton Ellis a James Ellroy – para criar uma obra psicologicamente densa, surpreendente e arrebatadora.

A minha opinião: 
Depois da leitura de "Alex", o segundo livro desta série, fiquei logo curiosa quando o Clube de Autor decidiu publicar o primeiro livro da mesma. Não peguei nele logo que saiu, mas quando decidi começar a lê-lo, bem, não esperava o que o livro me trairia. A relação com outras obras policiais, uma delas baseada em factos verídicos e que foi um dos melhores livros que li em toda a minha vida, "A Dália Negra", de James Elroy, fez com que quisesse, juntamente com Camille, fazer parte de toda a investigação policial. A cada crime cometido a alusão a um clássico da literatura policial era por demais evidente e cada vais mais difícil de deslindar. De tal forma que o detective teve de se socorrer de um livreiro, também ele fã de policiais, que depressa se tornou, ele próprio, suspeito de todos os crimes.

Todos os crimes cometidos eram uma cópia fiel dos livros policiais existentes, o que tornavam o cenário macabro e difícil de destrinçar, mas Camille não parecia querer dar o braço a torcer. Estabelece uma relação mais próxima com o assassino através de uma troca de cartas, o que nos dá a conhecer um pouco mais sobre quem está por detrás de toda aquela chacina, o que faz este livro ainda mais magistral. 

Sangue, muito sangue, barbaridade, sadismo, nenhum respeito pela vida humana, faz um somatório de ingredientes que levam a que Irène seja, pelo menos para mim, e ainda vamos no início do ano, um dos meus favoritos para o meu top 10 anual. 

O único senão é o título que deixa adivinhar o final da história. 





  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Alex - Pierre Lemaitre [Opinião]


Título: Alex
Autor:
Pierre Lemaitre
N.º de Páginas: 320
Editora: Sextante
PVP: 16,60€

Sinopse:
Quem conhece verdadeiramente Alex? Ela é bela. Excitante. É por isso que a raptaram e torturaram de forma inimaginável? Quando o comandante da polícia Camille Verhœven descobre por fim o local do sequestro, Alex já tinha desaparecido. Alex, mais inteligente que o seu carrasco. Alex, que não perdoa a ninguém, que nada esquece.

Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011.

A minha opinião: 
O que eu mais gostei neste livro foi a imprevisibilidade, o que levou a que a narrativa me surpreendesse sempre que avançava na história.

Nem tudo o que parece é. E quando as investigações sobre o desaparecimento de uma jovem atraente em plena rua à noite, levam a descobrir coisas acerca do raptor e da raptada que deixam o leitor de boca aberta.

O detective destacado para o caso é Camille Verhoeven, também ele com o trauma dos raptos, que leva o caso até ao fim, com o intuito de afastar os fantasmas do passado.

A primeira parte surpreende apenas pelas cenas demasiado realistas do cativeiro de Alex. E persiste a dúvida: qual a razão do seu rapto?

Ao que tudo indica Alex é raptada por um desconhecido que a leva para um local isolado, tendo uma única ideia em mente: vê-la morrer. Mas não de uma morte simples. O raptor quer que ela sofra muito.

Ao mesmo tempo que assistimos ao sofrimento desmedido de Alex, acompanhamos também o decurso da investigação do rapto e vemos como é que os detectives comandados por Camille chegam à descoberta do local.

Na segunda parte deparamo-nos com um serial killer, sem quaisquer remorsos no que toca ao modus operandi, ou seja, à forma como mata as suas vítimas: coloca ácido sulfúrico pelas suas gargantas, de modo a que tenham uma morte atroz. Um a um vai aniquilando, ao que parece, pessoas ao acaso, mas na terceira parte tudo se descobre e nada fica por revelar.

Sem dúvida, a parte que mais gostei foi a última. O que leva uma pessoa a matar, o que leva uma pessoa a raptar, até que ponto chega o desejo de vingança.

Se a primeira parte nos vos surpreender, a mim não me cativou de todo, não desistam e prossigam com a leitura fabulosa de Alex. Não se vão arrepender. E não é à toa que tenha vencido o Prémio literário da Blogosfera na categoria Policiais.