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quinta-feira, 16 de março de 2017

Sextante Editora - "Para onde vão os gatos quando morrem?" - Luís Cardoso com novo romance

Título: Para onde vão os gatos quando morrem?
Autor: Luís Cardoso
Págs.: 272
PVP: € 16,60

No dia 23 de março é publicado o mais recente romance de Luís Cardoso, a grande voz da literatura timorense contemporânea. Para onde vão os gatos quando morrem? acompanha o trajeto de formação de uma criança até à idade adulta, num percurso que é também o do seu país, Timor. Este livro conta com prefácio de Frei Bento Domingues e posfácio de Carlos Reis.
A sessão de lançamento de Para onde vão os gatos quando morrem? realiza-se no dia 26 de março, domingo, no Jardim de Inverno do São Luiz – Teatro Municipal, às 18:30. A apresentação estará a cargo de Catherine Dumas e Frei Bento Domingues.
Os romances de Luís Cardoso estão traduzidos para diversas línguas nomeadamente inglês, francês, italiano, holandês, alemão e sueco.

Sobre o livro: 
«Acabo de chegar à ilha onde vivi durante a minha infância, à procura de uma pessoa.»
O regresso a Ataúro, terra da infância, «terra do nunca», é o início desta nova viagem ao revés, de Luís Cardoso, um romance veloz, poético e emotivo, que percorre a infância e a idade de formação do narrador, a diáspora, as lutas, as desilusões, as traições, as perdas, o regresso, cruzando-o com uma plêiade de personagens extraordinárias. Uma viagem que, naturalmente, corre ao lado da história de Timor Leste, com a fantasia e a ironia que marcam desde sempre a voz do autor e nos fazem suspirar por essas terras misteriosas e de aterradora beleza.
Prefácio de Frei Bento Domingues

Sobre o autor:
Luís Cardoso nasceu em Kailako, uma vila no interior de Timor que aparece por diversas vezes referenciada nos seus romances. É filho de um enfermeiro que prestou serviço em várias localidades de Timor, razão pela qual conhece e fala diversos idiomas timorenses. Estudou nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro e, posteriormente, no seminário dos jesuítas em Dare e no Liceu Dr. Francisco Machado em Díli. Licenciou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal. É autor dos romances Crónica de Uma Travessia (1997), Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo (2002), A Última Morte do Coronel Santiago (2003), Requiem para o Navegador Solitário (2007) e O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (2013).




sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sextante Editora - "Ei-los que partem" - O romance da nova emigração portuguesa


Título: Ei-los que partem
Autor: Júlia Nery
Págs.: 256
PVP: € 16,60

Ei-los que partem, o novo romance de Júlia Nery
Um desafio literário sobre a contemporaneidade: a nova emigração portuguesa.
A 23 de fevereiro a Sextante Editora publica o novo livro de Júlia Nery, Ei-los que partem. Ao contrário dos seus livros anteriores, este romance descreve uma problemática atual, a nova emigração, e é protagonizado por um grupo de jovens amigos que se vê obrigado a sair de Portugal em busca de realização profissional. Num mundo globalizado, o isolamento e as diferenças culturais que irão sentir vão dificultar o acesso à tranquilidade desejada para o dia-a-dia, fazendo da busca pela felicidade uma tarefa incomensurável (“O passado já não existe, o futuro ainda não é”, Santo Agostinho).
Júlia Nery apresentará o seu novo livro – o quarto da autora na Sextante Editora – no dia 23 de fevereiro, no encontro Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e a 2 de março, em Lisboa, no El Corte Inglés.

Sobre o livro:
A história de um grupo de amigos que, após o culminar de uma juventude de estudo e formação superior, saem de Portugal forçados pela necessidade de encontrar trabalho e realização profissional e se espalham pelo mundo para construir uma vida, sozinhos ou a dois.
Os desafios são enormes, os países que os acolhem podem ser hostis, falta a família portuguesa, a cultura portuguesa, mas há também extraordinárias oportunidades, e uma amizade persiste, à distância, como suporte indispensável. Amadurecerão ou morrerão os amores, e o regresso e a felicidade serão sonhos durante muitos anos acalentados. Amanhã, talvez… Uns voltarão, outros não. Mas o mundo mudará e cada um desempenhará o seu papel.

Sobre a autora:
Júlia Nery, de raízes beirãs, nasceu em Lisboa em 1939 e vive numa aldeia perto de Cascais, onde foi professora do ensino secundário e deputada à Assembleia Municipal. Publicou a sua primeira obra de ficção em 1984: Pouca terra… poucá terra... Conciliando o seu trabalho de professora, de formadora na área específica da Didática da Língua e de dinamizadora de oficinas de escrita, continuou a publicar obras de ficção e de teatro: O cônsul, O plantador de naus a haver (Prémio Eça de Queirós, 1994), Na casa da língua moram as palavras, Infantas de Portugal, Valéria,Valéria, www.morte.com, O segredo perdido, Crónica de Brites, Aquário na gaiola, Da Índia com amor, os três últimos editados pela Sextante.
Tem obra traduzida em francês e alemão.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Eduardo Mendoza é o vencedor do Prémio Cervantes

A Sextante Editora tem o prazer de informar que Eduardo Mendoza é o vencedor do Prémio Cervantes, o mais importante galardão de literatura de língua castelhana, com um valor pecuniário de 125.000 €. Responsável desde 2010 pela publicação da sua obra, a Sextante Editora acrescenta que o mais recente livro de Eduardo Mendoza, O caso da modelo perdida, será publicado em Portugal em fevereiro de 2017.
Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona em 1943. Escreveu entre outros romances A verdade sobre o caso Savolta (Prémio da Crítica em Espanha), O mistério da cripta assombrada, O labirinto das azeitonas, A cidade dos prodígios (Prémio Cidade de Barcelona), Uma comédia ligeira (Prémio de Melhor Livro Estrangeiro em França), A aventura do cabeleireiro de senhoras (Prémio para o «Livro do Ano» do Grémio dos Livreiros de Madrid), Maurício ou as eleições sentimentais (Prémio de Romance da Fundação José Manuel Lara), A assombrosa viagem de Pompónio Flato (Prémio Pena de Prata da Feira do Livro de Bilbau) e Três vidas de santos. Com Rixa de gatos venceu o Prémio Planeta 2010.


sábado, 8 de outubro de 2016

No dia 13 de outubro a Sextante Editora publica Zero K, o novo romance de Don DeLillo

Título: Zero K
Autor: Don DeLillo
Tradutor: Paulo Faria
Págs.: 272
PVP: 17,70 €

No dia 13 de outubro a Sextante Editora publica Zero K, o novo romance de Don DeLillo, «o mais importante escritor vivo da América» (The Observer).
Com uma história passada nos dias de hoje mas colocando questões urgentes sobre o nosso futuro próximo, Zero K é uma ode à humanidade e uma reflexão sobre a fatalidade da morte. Como acontecera com Submundo (Sextante Editora, 2010), Zero K tem sido considerado pela crítica uma obra-prima e o seu romance mais sábio e comovente dos últimos anos: «Um dos mais misteriosos, emocionantes e bem escritos livros da longa carreira de Don DeLillo, inesperadamente tocante […], consola-nos recreando tão bem o mistério e o espanto da vida real… terminei a leitura perplexo e agradecido», escreveu Joshua Ferris, do The New York Times Book Review.
Don DeLillo foi recentemente agraciado pela National Book Foundation pela sua contribuição para as Letras americanas e é um habitual candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Sobre o livro:
«Nascemos sem escolhermos existir. Deveremos ser obrigados a morrer da mesma maneira? Não será uma das glórias humanas a recusa de aceitar um destino marcado?»
O pai de Jeffrey Lockhart, Ross, é um sexagenário bilionário e principal investidor num remoto e secreto laboratório onde a morte é sofisticadamente controlada. Ali, os corpos são cuidadosamente preservados até uma altura futura em que os avanços biomédicos e as novas tecnologias possam trazê-los de volta a uma nova vida.

Quando Jeff é convidado por Ross para visitar esse laboratório, percebe que Artis, a jovem mulher do pai, está gravemente doente e é um dos pacientes cujo corpo será preservado. E enquanto se prepara para a despedida da madrasta, Jeff vê-se progressivamente confrontado com algumas das mais difíceis perguntas que a humanidade se coloca – acerca do legado que deixamos, da nobreza da morte, e do real valor das intricadas perplexidades do nosso tempo, aqui na terra.
O novo romance de Don DeLillo, sedutor, de escrita brilhante e de espetacular capacidade de observação, toma o peso ao lado escuro do mundo – terrorismo, inundações, incêndios, pragas – face à beleza e à humanidade da vida de todos os dias.

Sobre o autor:
Nasceu em Nova Iorque em 1936. É autor de quinze romances, entre os quais Ponto Ómega, O homem em queda, Ruído branco, Libra e Submundo, todos publicados em Portugal pela Sextante. Foi galardoado com numerosos prémios nos Estado Unidos e no estrangeiro: o National Book Award, o PEN/Faulkner Award for Fiction, O Prémio Jerusalém, para a totalidade da sua obra, e a William Dean Howells Medal da Academia Americana de Artes e Letras, para o romance Submundo. Em 2010 recebeu o PEN/Saul Bellow Award de carreira literária. Escreveu também peças de teatro e contos. Foi recentemente galardoado com a National Book Foundation’s Medal for Distinguished Contribution to American Letters.

Imprensa:
Um homem de uma capacidade de perceção assustadora. Joyce Carol Oates
Os deuses deram a DeLillo as antenas de um visionário. Martin Amis
O grande romancista norte-americano. The Guardian
Nenhum escritor foi tão presciente e terrivelmente profético como DeLillo acerca do século XXI. New York Times


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Sextante Editora publica, a 16 de junho, o novo livro de Edmund de Waal, A rota da porcelana

Título: A Rota da Porcelana
Autor: Edmund de Waal
Tradutor: Maria Lúcia Lima
Págs.: 392
PVP: € 17,70

A Sextante Editora publica, a 16 de junho, o novo livro de Edmund de Waal, A rota da porcelana, onde narra a história de uma (a sua) obsessão: a delicada, preciosa e luminosa porcelana. Autor de A lebre de olhos de âmbar, aclamado pela crítica estrangeira e portuguesa, Edmund de Waal é um prestigiado oleiro e o seu trabalho em porcelana já figurou em exposições em todo o mundo. Foi essa sua paixão que o levou a escrever o seu novo livro. Aqui, leva-nos numa peregrinação pela história deste «ouro branco», e conta-nos a história dos homens do último milénio, acompanhado pelo jesuíta D’Entrecolles, enviado à China do século XVIII, pelo cientista Tschirnhaus, amigo de Leibniz e Espinosa, pelo dissoluto Böttger, reinventor da porcelana no Ocidente, e pelo quaker William Cookworthy.

O livro:
«Há outras coisas no mundo que são brancas, mas, para mim, a porcelana está primeiro.»
Um punhado de barro de uma encosta chinesa contém uma promessa: a de que, misturado com os materiais adequados, poderá sobreviver ao fogo do forno e fundir em porcelana – translúcida, luminosa, branca.
O consagrado escritor e oleiro Edmund de Waal lança-se numa demanda, uma viagem que se inicia na poeirenta cidade de Jingdezhen na China e vai passar por Veneza, Versailles, Dublin, Dresden, os Montes Apalaches da Carolina do Sul e as colinas da Cornualha, para contar a história da porcelana.
Ao longo do caminho, Edmund de Waal cruza-se com as testemunhas da criação da porcelana: aqueles que foram inspirados, tornados ricos ou doentes por ela, e os muitos cujas vidas, mentes e corpos foram vergados por esta obsessão. Ela dura há mais de um milénio e toca alguns dos mais trágicos momentos da nossa história recente.
A leitura destes encontros íntimos e empolgantes com as gentes e as paisagens da porcelana lança-nos de forma irresistível nos braços da paixão por este raro material, o «ouro branco», com que ele trabalha há décadas e que é um dos pilares da nossa civilização.

Sobre o autor:
Edmund de Waal nasceu em 1964, em Nottingham, Inglaterra, e é um artista oleiro cuja porcelana é exibida em museus e galerias de todo o mundo. O seu livro de estreia, A lebre de olhos de âmbar, também publicado pela Sextante Editora, foi um enorme sucesso, tendo recebido os prémios RSL Ondaatje, Costa Biography e Windham-Campbell, da Universidade de Yale. Vive com a sua família em Londres.

Imprensa:
Este livro transforma um tema potencialmente esotérico numa história verdadeiramente notável. Publisher’s Weekly
Uma história cativante e rica de ensinamentos sobre a obsessão pelo fabrico da porcelana. The Independent




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sextante Editora publica a 28 de abril o mais recente livro de Rubem Fonseca, Histórias curtas

Título: Histórias Curtas
Autor: Rubem Fonseca
Págs.: 288
PVP: € 16,60

A Sextante Editora publica a 28 de abril o mais recente livro de Rubem Fonseca, Histórias curtas. Aqui, o escritor brasileiro opta de novo pela concisão, tal como fizera na coletânea Amálgama, com que ganhou, pela sexta vez, o Prémio Jabuti. Prestes a completar 91 anos, Rubem Fonseca continua a revelar a sua mestria na arte do conto e reúne desta vez trinta e oito histórias curtas, por vezes curtíssimas, nas quais volta a abordar brilhantemente, de forma crua mas delicada, temas já recorrentes na sua obra mais recente: o envelhecimento, a obesidade, a loucura e todo o tipo de decadência humana.
Histórias curtas chega às livrarias nas vésperas de estrear nos cinemas portugueses Axilas, o derradeiro filme de José Fonseca e Costa, escrito a partir do conto de Rubem Fonseca incluído no livro Axilas & outras histórias indecorosas.

Sobre o autor: 
Carioca desde os oito anos, Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, a 11 de maio de 1925. Contista, romancista, ensaísta, guionista e «cineasta frustrado», é um dos mais originais prosadores brasileiros contemporâneos.
Em 1963, a primeira coletânea de contos, Os prisioneiros, foi reconhecida pela crítica como a obra mais criativa da literatura brasileira em muitos anos; quatro anos depois, Lúcia McCartney, tornou-se um bestseller e ganhou o maior prémio para narrativas curtas do Brasil. Já era considerado o maior contista brasileiro quando, em 1973, publicou o seu primeiro romance, O caso Morel. Em 2003, ganhou o Prémio Juan Rulfo e o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Recebeu seis vezes o Prémio Jabuti e foi-lhe atribuído o Prémio Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa, em 2012, para o romance Bufo & Spallanzani. Com várias das suas histórias adaptadas ao cinema, ao teatro e à televisão, Rubem Fonseca já publicou quinze coletâneas de contos, onze romances e O romance morreu, que reúne crónicas publicadas no Portal Literal.
A Sextante Editora iniciou em 2010, com o romance O seminarista, a publicação regular das obras de Rubem Fonseca em Portugal.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sextante Editora publica a 23 de fevereiro o mais recente livro de Ana Zanatti, O Sexo Inútil

Título: O Sexo Inútil
Autor: Ana Zanatti
Págs.: 528
PVP: € 16,60
Prefácio: Viriato Soromenho-Marques
Posfácio: Lídia Jorge

A Sextante Editora publica a 23 de fevereiro o mais recente livro de Ana Zanatti, O Sexo Inútil, um testemunho pessoal e coletivo avassalador e um instrumento precioso de batalha pela dignidade, pela igualdade, pela fraternidade, face aos preconceitos. Combinando reflexões, correspondência, vários testemunhos e excertos do diário da autora, O Sexo Inútil é um documento único que põe em causa o conceito de “tolerância” para com aquela, ou aquele, que não é igual a nós.
Ana Zanatti apresentará este livro no dia 26 de fevereiro, no encontro Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e posteriormente irá realizar-se uma sessão pública de lançamento em Lisboa.

Sobre o livro
«Este é um livro sobre o que de mais profundo vive no coração da condição humana. Sobre o direito de nos tornarmos, perante nós e os outros, aquilo que somos. Plenamente e sem concessões. Para muitos leitores, estas páginas serão uma revelação, simultaneamente, brutal e comovente, carregada de sofrimento, mas portadora também de gestos e testemunhos que alimentam e fortalecem a esperança. A esperança de que as centenas de milhões de pessoas que, em todo o mundo, se encontram envolvidas, por si próprias ou através de familiares e amigos, na grande constelação da causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), não estão condenadas para sempre a serem esmagadas, oprimidas, discriminadas, feridas na sua integridade moral e física, pela lâmina cortante do preconceito, ou pelo rolo compressor das leis injustas e dos (maus) costumes dominantes.»
Viriato Soromenho-Marques (no prefácio)

«O Sexo Inútil veio para fazer refletir, deitar ao chão preconceitos e máscaras, romper o cerco de silêncio em que vive boa parte daqueles a quem a expressão livre da sua identidade é negada.»
Lídia Jorge (no posfácio)

«Neste livro mais do que um livro, Ana Zanatti, falando de si, fala de nós, interpela-nos o desafio de sermos o outro, assume a primeira pessoa como a palavra identitária contra a palavra “eles”, essa que expulsa e condena. A autenticidade e a coragem desta escrita é a autenticidade e a coragem que devem merecer, que devem exigir, para além da lei, todas as pessoas LGBT, pessoas da cidade, que a autora sabe marginalizadas, ainda mergulhadas no sofrimento que cada palavra sua denuncia. Ler este livro é uma lição de vigilância. Afinal, quem não a entende será quem decide ficar fora da humanidade no seu sentido mais nobre.»
Isabel Moreira

Sobre a autora:
Ana Zanatti nasceu em Lisboa em 1949. Ao longo de 47 anos tem exercido a atividade de atriz no teatro, cinema e televisão e foi, em simultâneo, durante 26 anos, apresentadora da RTP. Autora e coautora de canções, programas de rádio e televisão, documentários e séries, tradutora de peças de teatro, publicou o primeiro romance em 2003. Tem contos e poemas publicados em diversas antologias e colaborou com jornais e revistas, desde o extinto semanário SETE à revista literária Os meus livros, e às revistas Biosofia, Elle e Egoísta, entre outras.
Dedica-se a causas como a Condição Feminina (em 1984 foi uma das 25 mulheres escolhidas para representar Portugal, em Bruxelas, pela Comissão da Condição Feminina da CEE), Defesa dos Direitos LGBT, Conservação da Natureza e Defesa do Ambiente, Defesa dos Direitos Humanos e dos Animais. Recebeu os Prémios Rede Ex Aequo em 2009 e 2012 e o Prémio Arco-Íris em 2011.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sextante Editora : Teolinda Gersão - "Histórias de ver e andar" com nova edição

Título: Histórias de ver e andar
Autor: Teolinda Gersão
Págs.: 128
PVP: 15,50 €

A 1 de outubro, a Sextante Editora publica uma nova edição de Histórias de ver e andar, de Teolinda Gersão, escritora que na semana passada venceu o Prémio Fernando Namora com o romance Passagens (Sextante Editora, 2014). Composto por catorze contos «que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos» (Inês Pedrosa), Histórias de ver e andar foi distinguido com o prestigiado Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE/Câmara Municipal V. N. Famalicão em 2002.
Um dos contos presentes neste livro, Big Brother isn’t watching you, serviu de inspiração a Simão Cayatte para a sua curta-metragem Miami, que este ano foi a vencedora do Prémio MOTELx.

Sobre o livro:
Histórias de ver e andar foi o nome dado pelos árabes às narrativas de viagem, em épocas de descobrir mundos. Mas não é necessário ir longe para mudar de horizonte: o desconhecido mora ao lado, e também dentro da nossa porta. Reconhecê-lo – ou não – depende do modo de ver. E do modo de andar.

Imprensa:
No fim de cada um destes contos descobriremos que a vida, a nossa própria vida, não estava exatamente no lugar que pensávamos. […] Teolinda sobe as escadas do banal quotidiano para alcançar a câmara escura do ser. […] São catorze contos que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos. Inês Pedrosa, Expresso
A arte de Teolinda consegue o supremo prodígio de dar voz a um mundo interno, que tem a espessura da realidade televisionada […] e simultaneamente deixar emergir o outro lado, o lado obscuro, […] e se tornam o elemento iluminador (ordenador) da experiência relatada. Linda Santos Costa, Público

Sobre a autora:
Teolinda Gersão estudou nas universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à escrita literária. Viveu três anos na Alemanha, dois anos em São Paulo, Brasil, e conheceu Moçambique, onde se passa o romance A árvore das palavras (1997). É autora de 12 livros de ficção, traduzidos em 11 línguas.
Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios: por duas vezes o Prémio de Ficção do PEN Clube (O silêncio, 1981, e O cavalo de sol, 1989), o Grande Prémio de Romance e Novela da APE (A casa da cabeça de cavalo, 1995), o Prémio Fernando Namora (Os teclados, 1999), o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (Histórias de ver e andar, 2002), o Prémio Máxima de Literatura (A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, 2008), o Prémio da Fundação Inês de Castro (2008), o Prémio Ciranda e o Prémio da Fundação António Quadros (A Cidade de Ulisses, 2011). Três dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, Alemanha e Roménia. O seu livro Passagens foi recentemente distinguido com o Prémio Fernando Namora / Estoril Sol.
Página pessoal: www.teolinda-gersao.com
Página no Facebook: www.facebook.com/teolindagersao




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sextante Editora publica "O último dos colonos", de João Afonso dos Santos

Título: O último dos colonos
Autor: João Afonso dos Santos
Págs.: 336
PVP: € 16,60

A Sextante Editora publica a 30 de setembro O último dos colonos, um livro de memórias de João Afonso dos Santos, irmão de Zeca Afonso. Aqui, mais do que recordar as histórias familiares da sua infância e adolescência, o autor faz um retrato da sociedade portuguesa no Estado Novo, em Portugal e nas colónias, e recorre às memórias dos pais e da irmã Mariazinha para ilustrar a vida em Timor no início dos anos 40, onde estes viveram durante a invasão japonesa, enquanto João e Zeca se mudaram de Lourenço Marques para Portugal.
Para além das fotografias exclusivas, este livro inclui um notável documento sobre o processo levantado ao pai do autor, na altura juiz em Díli, que ilustra a arbitrariedade da administração portuguesa na época do salazarismo.~

Sinopse:
Memórias de infância e adolescência, retrato de uma família mas também de uma sociedade: a ditadura, o regime colonial e a ilusória eternidade de tudo isso, inscrita no catecismo oficial e nos costumes de então. A dada altura, a família divide-se entre Portugal e Timor. Cá, em Portugal, para onde o autor e o irmão, Zeca Afonso, depois de uma infância africana, se mudam, ainda crianças; lá, em Timor, a onde aportam os pais e a irmã Mariazinha no mesmo dia em que deflagra a guerra, que rapidamente arrebatará a ilha no seu vórtice. Ao contrário do que anunciou ao tempo a propaganda oficial, a neutralidade portuguesa na II Guerra Mundial não foi respeitada. Portugal entrou na guerra, com Timor-Leste ocupado pela força das armas, com órgãos de soberania e administração suprimidos, com populações martirizadas, assassinadas ou encarceradas, com património público ou privado esbulhado ou destruído. Até que a grande catástrofe chegou ao fim e o percurso familiar se restabeleceu na conjunção feliz dos seus membros.

Sobre o autor:
João Afonso dos Santos foi advogado em Lourenço Marques e Beira (Moçambique), desde janeiro de 1955 a setembro de 1975. Presidiu ao Cine-Clube da Beira e ao Auditório-Galeria de Arte dessa cidade, cuja comissão construtora antes dirigira. Foi diretor do jornal Notícias da Beira, após a revolução de 25 de Abril de 1974. Integrou a comissão de descolonização de Moçambique em 1974 e 1975. A partir de setembro deste último ano, passou a exercer funções profissionais em Lisboa, onde reside. É autor, em parceria com Carlos Adrião Rodrigues, António Pereira Leite e William Gerard Pott, de O julgamento dos padres de Macúti (Edições Afrontamento), de algumas obras de carácter jurídico e ainda de José Afonso – Um olhar fraterno (Editorial Caminho).



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sextante Editora: A saga de Edward St Aubyn chega ao fim

Título: Por fim
Autor:
Edward St Aubyn
Tradutor: Daniel Jonas
Págs.: 168
PVP: € 15,50

Edward St Aubyn é um dos mais proeminentes escritores ingleses da sua geração, tendo conquistado a admiração da crítica e dos seus pares com o conjunto de cinco livros sobre a família Melrose, uma saga negra, inteligente e satírica. O quinto e último romance, Por fim, foi Livro do Ano pelo The New York Times, pela Time Magazine e pela revista Esquire e chega às livrarias a 18 de junho, juntando-se aos já títulos publicados pela Sextante Editora Deixa lá | Más novas e Alguma esperança | Leite materno, todos traduzidos por Daniel Jonas.
Esta saga tem sido reconhecida como obra-prima e premiada internacionalmente – um dos romances, Leite materno, foi finalista do Booker Prize e vencedor dos prémios Femina Étranger e South Bank Show. Em 2011, Miguel Esteves Cardoso, um declarado admirador de St Aubyn, escrevia na sua crónica no Público: «Ontem acabei de ler At Last [Por fim], o melhor e mais recente romance da pentalogia de Edward St Aubyn sobre a fascinante família Melrose. Digo mais recente por não querer que seja o último.»

Sinopse:
Este é o quinto e último romance da saga com a qual Edward St Aubyn conquistou o mundo literário. Triunfante conclusão da história da juventude traumática e das atribulações adultas de Patrick Melrose, onde a personagem central é colocada, após o funeral da mãe, na situação de se perguntar se agora, sem pais, virá a libertação que tanto desejou. E é neste encontro final da família, por entre todas as costumadas falsidades sociais, que Patrick pressente a possibilidade de uma certa forma de redenção e de segurança, por fim.

Sobre o autor:
Edward St Aubyn nasceu em Londres, em 1960, e estudou Literatura Inglesa em Oxford. Os cinco romances sobre Patrick Melrose foram premiados, aclamados pela crítica e pelos pares, e culminaram na consagração internacional do autor.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sextante Editora: António Mega Ferreira com novo livro de contos

Título: Hotel Locarno
Autor:
António Mega Ferreira
Págs.: 114
PVP: € 13,30

A Sextante Editora publica, a 28 de maio, o mais recente livro de António Mega Ferreira, Hotel Locarno, que marca o regresso do escritor ao conto, género com que ganhou, em 2001, o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco” da Associação Portuguesa de Escritores.
Este é um livro que reúne textos inéditos e outros contos pouco conhecidos de António Mega Ferreira, publicados principalmente em revistas, onde cada história pode ser como um quarto deste hotel romano que inspirou o autor durante mais de dez anos.
Hotel Locarno será apresentado em Lisboa a 9 de junho, numa sessão que terá lugar na livraria Bertrand do Chiado.

Sinopse:
Da solidão sem esperança do xerife de Rio Bravo à busca sem horizonte num lugar qualquer do Alentejo, treze contos em que se contam desencontros e incompreensões, como os quartos fechados de um hotel romano, sem portas de comunicação uns com os outros. Um conferencista que se precipita na memória de um nome amado, um cadete da marinha que faz da dissimulação o seu livre-trânsito para a liberdade, um diplomata incapaz de resistir ao perfume de uma baiana e de tolerar o aroma de um fruto tropical, uma criança que nunca será capaz de perdoar ao pai uma recusa que lhe nega a possibilidade de ser sujeito da História, são outras tantas almas desiludidas e errantes que se acolhem à sombra protetora do Hotel.

Sobre o autor:
Escritor, gestor e jornalista, nasceu em Lisboa em 1949, estudou Direito e Comunicação Social, foi jornalista no Jornal Novo, Expresso e O Jornal, e na RTP, onde chefiou a redação da Informação do segundo canal. Foi chefe de redação do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias. Fundou as revistas Ler e Oceanos. Chefiou a candidatura de Lisboa à Expo’98 e foi comissário executivo da Exposição Mundial. Foi presidente da Parque Expo, do Oceanário de Lisboa e da Atlântico, Pavilhão Multiusos. De 2006 a 2012 presidiu a Fundação Centro Cultural de Belém. Atualmente, desempenha as funções de diretor executivo da AMEC/Metropolitana. Tem mais de trinta obras publicadas, entre ficção, ensaio, poesia e crónicas. Em 2001 foi-lhe atribuído o Grande Prémio Camilo Castelo Branco pelo seu livro de contos A expressão dos afectos. Na Sextante Editora publicou A blusa romena, Lisboa Song, Roma – Exercícios de reconhecimento, Macedo – Uma biografia da infâmia e, mais recentemente, Cartas de Casanova – Lisboa 1757.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sextante Editora - "O meteorologista", o mais recente romance de Olivier Rolin

Título: O meteorologista
Autor:
Olivier Rolin
Tradução: Joana Cabral
Págs.: 184
PVP: € 14,40

A 4 de maio, a Sextante Editora publica o mais recente romance de Olivier Rolin, O meteorologista, um relato surpreendente da história real de Alexei Vangengheim, um homem que, como muitos outros, perdeu o controlo sobre o seu destino e foi enviado para um dos primeiros gulags no Norte da Rússia, após ser alvo de uma denúncia de oposição ao regime.
Anos mais tarde, Olivier Rolin encontrou as cartas de Alexei para a filha – que vêm fac-similadas nesta edição – e decidiu investigar esta emotiva história que, como o próprio afirma, não é tão longínqua como poderíamos pensar.
Olivier Rolin vai estar em Portugal de 7 a 9 de maio para participar na 1ª edição do Festival Encontradouro, em Sabrosa.

Sobre o livro:
A sua ocupação eram as nuvens. Sobre a imensa extensão da URSS, os aviões tinham necessidade das suas previsões para aterrar, os navios para abrir caminho através dos gelos, os tratores para lavrar as terras negras. Na conquista do espaço que se iniciava, os seus instrumentos sondavam a estratosfera, ele sonhava domesticar a energia dos ventos e do sol, acreditava «construir o socialismo», até ao dia de 1934 em que foi detido como «sabotador». A partir desse momento a sua vida, a de uma vítima por entre os milhões de outras do terror estalinista, foi uma descida aos infernos. Durante os anos no campo de concentração, e até à véspera da sua morte atroz, ele enviava à pequena filha Eleonora desenhos, herbários, adivinhas. É a descoberta dessa correspondência destinada a uma criança, que ele não mais voltaria a ver, que me levou a investigar sobre o destino de Alexei Feodossevitch Vangengheim, o meteorologista. Mas também a convicção de que estas histórias de um outro tempo, de um outro país, não são tão longínquas como poderíamos pensar: o triunfo mundial do capitalismo não se explica sem o fim terrível da esperança revolucionária.
Olivier Rolin

Sobre o autor:
Nasceu em França, a 17 de maio de 1947, e passou parte da sua infância em África. Deu-se a conhecer com o romance Phénomène futur (1983), sendo hoje um dos nomes mais respeitados do panorama literário francês. Em Portugal estão traduzidos os seus romances O bar da ressaca, A invenção do mundo, Porto-Sudão (Prémio Femina 1994), O cerco de Cartum, Tigre de papel (Prémio France Culture 2003 e finalista do Prémio Goncourt), Suite no Hotel Crystal, o relato de viagem O meu chapéu cinzento e o ensaio Paisagens originais. Olivier Rolin escreve também reportagens para vários jornais e é atualmente editor. Um caçador de leões, publicado pela Sextante em 2009, foi finalista dos Prémios Goncourt e Renaudot no ano anterior. Em 2012 a Sextante publicou também o seu romance Baku, últimos dias.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sextante Editora: "Choriro", ou o retrato de um povo, por Ungulani Ba Ka Khosa

Título: Choriro
Autor:
Ungulani Ba Ka Khosa
Págs.: 168
PVP: € 13,30

A extraordinária história do rei branco Nhabezi é o ponto de partida de Ungulani Ba Ka Khosa em Choriro, romance que a Sextante Editora publica a 24 de abril. Baseando-se em factos reais, o escritor faz neste livro (cujo título significa choro ou luto, na língua local) um retrato valioso do vale do Zambeze no século XIX, representativo da identidade moçambicana, antes do despontar do colonialismo mercantil. Em destaque está o reinado de Nhabezi, ou antes Luís António Gregódio, um líder carismático que marcou a História de Moçambique. Com Choriro, o autor diz ter procurado «resgatar a alma de um tempo, a voz que não se grudou aos discursos dos saberes».
Ungulani Ba Ka Khosa, que exerce atualmente as funções de diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco e é secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, vai estar brevemente em Portugal para participar na 85ª Feira do Livro de Lisboa.

Sinopse:
História de um reino de um rei branco no vale do Zambeze no século XIX, Choriro foi publicado originalmente em Moçambique em 2009.
Ungulani Ba Ka Khosa, munido de um saber histórico e etnográfico notável, parte para um relato emotivo e orgulhoso, elegia de um tempo feliz e formador da identidade moçambicana moderna. As suas personagens, o rei Nhabezi, aliás Luís António Gregódio, os seus conselheiros, os seus guerreiros, as suas mulheres, são figuras complexas e sensíveis que nos apaixonam com o seu saber ancestral, no momento em que se entrechocam as fortes culturas nativas com o colonialismo mercantil que já desponta. Lá ao fundo, vemos passar Livingstone.

Sobre o autor:
Ungulani Ba Ka Khosa, nome tsonga (grupo étnico do sul de Moçambique) de Francisco Esaú Cossa, nasceu a 1 de Agosto de 1957, em Inhaminga, província de Sofala. Formado em Direito e em Ensino de História e Geografia, foi cronista em jornais, co-fundador da revista literária Charrua e diretor-adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique. Exerce atualmente as funções de diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco e é secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos. Com a sua obra de estreia, Ualalapi (1987), integra a lista dos cem melhores autores africanos do século xx, vindo a ser desde então largamente premiado. É também autor de Orgia dos Loucos (1990), Histórias de Amor e Espanto (1993), Os Sobreviventes da Noite (2005, Prémio José Craveirinha), Choriro (2009), O Rei Mocho, história infanto-juvenil (2012), e Entre as Memórias Silenciadas (2013, Prémio BCI para o melhor livro do ano). Em Fevereiro de 2014, em cerimónia ocorrida em Maputo, foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo contributo que tem dado para o enriquecimento das letras moçambicanas e a divulgação de Moçambique e das suas culturas a nível internacional.

Sobre o livro:
Choriro não é um livro de História: é sim uma narrativa histórica em que factos e personagens verdadeiros se entremeiam com factos e personagens imaginados pelo autor, ele próprio um estudioso da História. Nela se misturam narrativas-memórias de gentes e terras conhecidas, narrativas quais crónicas de acontecimentos passados numa época histórica bem determinada e onde não faltam também os factos imaginários tão colados às tradições dos povos onde as tramas históricas se desenrolam.(…)
Aurélio Rocha
Historiador


sexta-feira, 6 de março de 2015

Sextante Editora: A estreia de Hans Keilson em Portugal

Título: Comédia em modo menor
Autor:
Hans Keilson
Tradutor: Carlos Leite
Págs.: 128
PVP: € 14,40

Em 1962, um livro de Hans Keilson estava entre os dez melhores do ano da revista Time, ao lado de títulos de Jorge Luis Borges, William Faulkner e Vladimir Nabokov. O autor judeu, que tinha sido um membro ativo da Resistência holandesa ao nazismo, acabou por cair no esquecimento. Mas, em 2009 (tinha Keilson 100 anos), a publicação da tradução norte-americana de Comédia em modo menor volta a trazê-lo à ribalta literária. É precisamente com este romance que, a 6 de março, numa edição da Sextante Editora, o autor se estreia em Portugal, no momento em que se assinalam os 70 anos do fim do Holocausto. A crítica internacional tem considerado genial este pequeno romance irónico, cheio de humor negro e brilhantemente moderno, que fala de gente comum que resiste à ocupação nazi, lembrando escritores como Joseph Roth e Franz Kafka.

Sinopse:
Comédia negra em tempo de guerra, este notável pequeno romance de Hans Keilson, originalmente publicado em 1947, revela-nos um autor excecional: profundamente irónico, escrita aguda, brilhante, moderna. É uma história de gente comum resistindo à ocupação nazi na Holanda: um casal, Wim e Marie, esconde em sua casa um judeu em fuga, Nico, e vai ter de livrar-se do seu corpo quando este morre de pneumonia.

Sobre o autor:
Hans Keilson (1909-2011) é um escritor judeu alemão-holandês, poeta e psicanalista. Foi um membro ativo da Resistência holandesa à ocupação nazi e tornou-se famoso pelos seus romances tendo como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Francine Prose, quando Keilson cumpriu 100 anos e foi publicada a tradução de Comédia em modo menor nos Estados Unidos, classificou-o como «um dos grandes escritores mundiais».

Imprensa:
Leiam este livro e juntem-se a mim colocando Hans Keilson na lista dos melhores escritores do mundo. Francine Prose, New York Times
Keilson é um génio? Os seus romances são obras-primas? Não importa. Mas leiam-no. Eles vão enfeitiçar-vos. Inga Clendinnen, The Monthly
Devastador… Um sonho… Owen Richardson, The Age
Comédia em modo menor é uma afirmação do poder da consolação numa situação inconsolável, não para tornar as coisas melhores mas para nos permitir ver as coisas como elas são. Los Angeles Times


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Sextante Editora - Romain Gary: "As raízes do céu" apresentado em Lisboa

Título: As raízes do céu
Autor:
Romain Gary
Tradutor: João Belchior Viegas
Págs.: 472
PVP: € 17,70


No dia 27 de fevereiro, a Sextante Editora publica aquele que foi o primeiro romance de Romain Gary a ser distinguido com o Prémio Goncourt, As raízes do céu, um livro que tem como ponto de partida a aventura de Morel, um francês que vive na África Equatorial Francesa e pretende lutar contra o massacre de elefantes para o tráfico do marfim.
Myriam Anissimov, biógrafa de Gary (e de Primo Levi e Vassili Grossman), vai estar em Lisboa no início do próximo mês para participar no Festival Judaica, que tem lugar no Cinema São Jorge.

No dia 4 de março, às 18:30, apresentará aí este livro e o seu autor, em conjunto com o escritor e crítico literário Pedro Mexia.

Sinopse:
«Situei o meu relato no que ainda se chamava então, em 1956, a África Equatorial Francesa, porque aí tinha vivido e porque também não tinha esquecido que esse território fora o primeiro a responder outrora a um apelo célebre contra a abdicação e o desespero, e a recusa do meu herói de se submeter à enfermidade de ser homem e à dura lei a que estamos sujeitos juntava-se assim no meu espírito a outras horas lendárias…[…] Quanto ao problema mais geral, universal, da proteção da natureza, esse não tem, bem entendido, nenhum carácter especificamente africano: é em vão que gritamos como desalmados.»
Romain Gary, Prefácio à edição de 1980
Extraordinário e premonitório livro este, o do primeiro Prémio Goncourt de Romain Gary. Só a arte, neste caso a literatura, pode ver assim longe, longe, a perder de vista. Há uma fronteira, entre o humano e o inumano, que não pode ser ultrapassada, diz Gary. E, contra a escravidão imposta em nome de religiões, nacionalismos ou interesses económicos, ergue um livro. Em nome do Homem.

Sobre o autor:
Romain Gary nasceu em 1914 em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigra com a sua mãe para Nice em 1928. Em 1940 junta-se ao general de Gaulle e às forças livres francesas em Londres e combate como navegador da esquadrilha «Lorraine» até ao final da guerra. Ferido, recebe a condecoração suprema dos combatentes franceses, Compagnon de la Libération, e será um dos poucos sobreviventes dos duzentos homens da esquadrilha.
O êxito dos seus primeiros romances, Educação europeia e As raízes do céu (Prémio Goncourt 1956) tornam-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Ocupa vários postos diplomáticos na Europa e nos EUA. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganha de novo o Prémio Goncourt (caso «impossível» na história do prémio) com Uma vida à sua frente, editado pela Sextante em 2011. Em 2014, a Sextante publicou Educação europeia e publica agora As raízes do céu.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sextante Editora: Viola di Grado é a nova voz da literatura italiana

Título: 70% acrílico 30% lã
Autor:
Viola di Grado
Tradutor: Regina Valente
Págs.: 200
PVP: € 15,50

Com apenas 23 anos, Viola di Grado publicou o seu primeiro romance e estaria longe de imaginar que, com ele, se tornaria a mais jovem vencedora do Prémio Campiello para romance de estreia, alcançando igual feito ao integrar a lista de finalistas do Prémio Strega, o mais prestigiado de Itália. 70% acrílico 30% lã é esse romance e chega às livrarias nacionais no dia 30 de janeiro com a chancela Sextante Editora.
Já publicado em vários países da Europa, nos Estados Unidos da América e na Argentina, este é um livro cru, por vezes surrealista, que surpreenderá pela sua maturidade e pelo seu estilo único.

Sinopse:
Camelia vive com a mãe em Leeds, uma cidade onde «o inverno começou há tanto tempo que ninguém é suficientemente velho para saber como era antes». Vivem numa casa assediada pelo mofo.
Ela traduz manuais de instruções para máquinas de lavar enquanto a mãe fotografa obsessivamente buracos de todas as espécies. Um trauma que as une fá-las comunicar através de um alfabeto cheio de olhares. Um dia, Camelia encontra Wen, um rapaz chinês que começa a ensinar-lhe a sua língua. Os ideogramas, dando novos significados às coisas, vão abrir um espaço de beleza e mistério na vida de Camelia. Mas Wen esconde um segredo, que partilha com um estranho irmão que modifica vestidos para lá de uma porta fechada.
Uma primeira obra de grande maturidade, 70% acrílico 30% lã é um daqueles poucos romances que conseguem manter intacta a força da inspiração poética sem renunciar a contar uma história.

Sobre a autora:
Viola di Grado tem atualmente vinte e sete anos. Nasceu na Catânia, estudou línguas orientais em Turim e depois em Leeds e em Londres. 70% acrílico 30% lã, originalmente publicado em 2011, é o seu primeiro romance e obteve um notável êxito internacional e o Prémio Campiello Primeiro Romance 2011. Um seu novo romance, Cuore cavo, foi publicado em 2014.

Imprensa:
Por mais teorias literárias que se criem, talvez nenhuma venha a contradizer a ideia de que um escritor surge, ou assim é reconhecido, quando afirma um espaço literário único e original. Esse foi o grande mérito de Viola di Grado, que aos 23 anos irrompeu no panorama editorial italiano com o brilho de um cometa.
[…] é inebriante e sedutor este romance descosido e virado do avesso, feito de muitas costuras e encontros improváveis.
Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras, Artes e Ideias


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Centenário de Romain Gary celebrado em Lisboa

Título: Educação europeia
Autor:
Romain Gary
Tradutor: Manuela Torres
Págs.: 240
PVP: €16,60

Por ocasião do centenário de Romain Gary e da publicação em Portugal de Educação europeia, o seu romance de estreia, o Institut Français du Portugal organiza uma sessão de apresentação deste livro, na próxima quarta-feira, dia 3 de dezembro, às 19:00. A sessão, que se realiza na Mediateca do Instituto, conta com a participação de João Rodrigues, editor da Sextante Editora, e da tradutora Manuela Torres.Educação europeia venceu o Prémio dos Críticos, foi traduzido para 27 línguas e classificado por Maurice Nadeau como «o romance da Resistência». Num misto de Hemingway e clássico russo, este é um romance revelação que catapultou Romain Gary para um prestígio que iria ser consagrado uns anos mais tarde, ao receber, pela primeira vez, o Prémio Goncourt.

Sinopse:
Educação europeia narra a história de um jovem adolescente lituano polaco de 14 anos, Janek Twardowski, que vive refugiado na floresta e se junta a um grupo partisan para sobreviver e lutar contra a ocupação nazi.
Neste conto moral, cruel e otimista, Janek conhecerá o frio, a fome, a traição e a morte, mas também o amor, junto da sua jovem amiga Zosia. Como diz o chefe partisan Dobranski, «a Europa teve sempre as melhores e mais belas universidades […], elas foram o berço da civilização […], mas há também uma outra educação europeia, a que recebemos hoje: os pelotões de execução, a escravatura, a tortura, a violação – a destruição de tudo o que torna a vida bela. É a hora das trevas». Com os seus camaradas de infortúnio, a sua simplicidade e generosidade, Janek aprenderá o valor da amizade e a crença no Homem.

Sobre o autor:
Romain Gary (1914-1980) nasceu há cem anos, em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigra com a sua mãe para Nice em 1928. Em 1940 junta-se ao general de Gaulle e às forças livres francesas em Londres e combate como navegador da esquadrilha Lorraine até ao final da guerra. Ferido, recebe a condecoração suprema dos combatentes franceses, Compagnon de la Libération, e será um dos poucos sobreviventes dos duzentos homens da esquadrilha. O êxito dos seus primeiros romances, Educação europeia e As raízes do céu (Prémio Goncourt 1956) tornam-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Ocupa vários postos diplomáticos na Europa e nos EUA. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganha de novo o Prémio Goncourt (caso «impossível» na história do prémio) com A vida diante de si, também editado pela Sextante em 2011. Suicida-se em 1980.

Imprensa:
Ele não escreveu um romance da Resistência mas «o romance» da Resistência. […] Gary, que encontrou a profunda humanidade do romance russo, faz-nos também pensar inevitavelmente no melhor Hemingway. Maurice Nadeau, Combat
Desde há dez anos, quando soaram repentinamente os nomes de Malraux e de Saint-Exupéry, que não líamos um romance alimentado por um talento tão profundo, tão novo, tão luminoso. O poder misterioso da criação revela-se a cada página. Joseph Kessel


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sextante Editora: Os contos de Joyce Carol Oates

Título: Terra Amarga
Autor:
Joyce Carol Oates
Tradutor: Susana Baeta
Págs.: 376
PVP: € 17,70

«Selvagem, poético, sem compaixão… a mão de Oates nunca esteve tão segura, os seus olhares nunca foram tão penetrantes» escreveu o The Washington Post a propósito de Terra Amarga, um novo livro de contos de Joyce Carol Oates que a Sextante Editora publica a 7 de novembro.
Uma das principais candidatas ao Prémio Nobel da Literatura, Joyce Carol Oates tem uma vasta obra publicada, que conta com mais de 40 livros, desde romances, novelas, poesia, peças de teatro e ensaios.
Na Sextante Editora estão já publicados dois romances da autora, Rapariga negra, rapariga branca e A filha do coveiro.

Sinopse:
Esta reunião de dezasseis contos de Joyce Carol Oates – histórias que revelam, com precisão e força inesquecíveis, o poder da violência, da perda e do luto moldando uma sociedade e as suas almas – confirma-a como um dos grandes mestres contemporâneos da arte da short story.
Joyce Carol Oates atinge neste livro o cume das suas capacidades narrativas: capacidade de observar o quotidiano, precisão lapidar da descrição, imaginação prodigiosa e doseamento do humor negro e do suspense.
Terra Amarga não é um livro para adormecer.

Sobre a autora:
Joyce Carol Oates nasceu em 1938 nos Estados Unidos. Publicou o seu primeiro romance em 1963 e ganhou o National Book Award em 1970 com o romance Eles. É professora na Universidade de Princeton e já publicou uma obra vasta com cerca de trinta romances, mas também ensaios, contos, peças de teatro, poesia. A sua obra foi traduzida em várias línguas e elogiada pela crítica internacional. Joyce Carol Oates é, desde 1978, membro da Academia Americana de Artes e Letras.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sextante Editora publica "Os guarda-chuvas cintilantes", de Teolinda Gersão

Título: Os guarda-chuvas cintilantes – Diário - Cadernos I
Autor:
Teolinda Gersão
Págs.: 136
PVP: € 15,50

Publicado pela primeira vez em 1984, o livro e diário Os guarda-chuvas cintilantes – Cadernos I, de Teolinda Gersão, regressa às livrarias no dia 7 de novembro, com chancela da Sextante Editora. A propósito deste livro, José Emílio Nelson defende que «Teolinda Gersão escreve “a forma inteira” das inquietações contemporâneas num tempo difícil de definir. Os guarda-chuvas cintilantes, livro “sobre tudo”, cintilante entre dois planos de redação oximora (racional/irracional, a um tempo), exemplo de contestação e exemplar alternativa à noção de ficção, vulgarizada por obras contemporâneas menores».
A Sextante Editora havia já publicado, em 2013, As águas livres, o segundo volume dos Cadernos da autora.

Sobre o livro:
A dimensão simbólica oscila entre um sentido lúdico e um sentido fantástico, mas também incide sobre o domínio sobrenatural das coisas e dos seres. Ultrapassar fronteiras de territórios mentais aparentemente incomunicáveis é operação que constantemente se pratica neste livro. Maria Alzira Seixo
Uma fala que se insurge contra o condicionamento do próprio processo literário, rompendo com as formas convencionais impostas à escrita. Maria Heloisa Martins Dias, São Paulo
Na obra de Teolinda Gersão, uma das vertentes mais interessantes é a dos textos “interiores” que revelam a escritora (a partir) de um “eu” que se escreve, consciente do domínio do inconsciente.
Adília Martins de Carvalho

Sobre a autora:
Teolinda Gersão estudou nas universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à escrita literária. Viveu três anos na Alemanha, dois anos em São Paulo, Brasil, e conheceu Moçambique, onde se passa o romance A árvore das palavras (1997). É autora de 12 livros de ficção, traduzidos em 11 línguas.
Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios: por duas vezes o Prémio de Ficção do PEN Clube (O silêncio, 1981, e O cavalo de sol, 1989), o Grande Prémio de Romance e Novela da APE (A casa da cabeça de cavalo, 1995), o Prémio Fernando Namora (Os teclados, 1999), o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (Histórias de ver e andar, 2002), o Prémio Máxima de Literatura (A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, 2008), o Prémio da Fundação Inês de Castro (2008), o Prémio Ciranda e o Prémio da Fundação António Quadros (A Cidade de Ulisses, 2011). Três dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, Alemanha e Roménia.
Página pessoal: www.teolinda-gersao.com
Página no Facebook: www.facebook.com/teolindagersao