Título: Mais que as Mães
Autor: Joana Neves da Silva
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 260
Editor: Chiado Editora
Coleção: Compendium
PVP: 12€
Sinopse:
"Não se faz nada nesta casa!"
Mentira. Faz-se tudo. Sem eles é que não faço nada. Foram almoçar a casa dos tios e eu estou aqui, bloqueada, sem o som da Xbox, da Wii, do SpongeBob e dos gritos da Té. Ouço ao longe um programa de culinária da SicMulher, sugerindo-me a preparação de uma refeição que é hoje desnecessária. O tempo não passa. Venham lá rápido desse almoço que este silêncio e esta paz estão a matar-me.
Quem dera a nós, adultos, seres aborrecidos e complicados, podermos erguer-nos a meio de uma reunião de trabalho e gritar:
"Pim, pam, pum, cada bola mata um, p'rá galinha e p'ró perú, quem se livra és mesmo tu! Ganhou o Fonseca. Vamos almoçar. O último a chegar à cantina é uma batata podre!"
A minha falta de interesse por jogos de consola prende-se principalmente com o facto de qualquer chimpanzé bem treinado fazer melhor figura do que eu com um comando na mão. Se tivesse jeito (e tempo) não tenho dúvidas que seria uma aficionada. Entendo o fascínio dos miúdos perante este universo e não sou fundamentalista em relação a isso. Resmungo quando acho que estão a jogar há tempo a mais? Claro. Eles ouvem-me? Às vezes.
"Mãe, o que é que aconteceu ao nariz do cão de areia da Cleópatra?"
"Antes de mais, algumas ressalvas de ‘pormenor’: não é um cão, é um leão e não é de areia mas sim de pedra. Uma única pedra. Uma das maiores esculturas de sempre lavradas numa única pedra."
"Ok. E o nariz?"
A minha opinião:
Quem tem filhos facilmente se revê nas 260 páginas de Mais que as Mães de Joana Neves da Silva. Mãe de três filhos, Tomás, Tiago, e Teresa, todos com pontos em comum com a minha própria filha, fiquei vidrada nas histórias simples do dia a dia desta família nortenha (tal como a minha) e a rir-me pelo caricato de algumas situações. Se ter uma filha traquina não é fácil, imagino três... deve ser caótico. E só a boa disposição de Joana e do marido para conseguir levar o barco a bom porto.
Confesso que antes de ler o livro nem o blogue da autora conhecia, http://maisqueasmaes.blogspot.pt/, mas que agora é uma passagem obrigatória. Os dois complementam-se.
Dividido por cinco estações, repete o inverno, Mais que as Mães é constituído por capítulos curtos, com cenários corriqueiros de qualquer família, tais como a doença de um dos filhos, os dentes a abanar, os trabalhos de casa, brincadeiras entre irmãos, desenhos animados que os mais pequenos apreciam e Glória, a gata da família.
Um livro divertido, mais recomendado a quem tem filhotes pequenos. Vai rever-se em muitas destas situações. Gostei ;)
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Heróis de Quatro Patas - John McShane [Opinião]
Título: Heróis de Quatro Patas
Autor: John McShane
Testemunhos
N.º de páginas: 272
PVP: € 15,80
O Livro:
Conheça dezenas de histórias verdadeiras que celebram o amor e amizade que os cães sentem por nós.
São os cães mais corajosos do mundo. Os nossos heróis de quatro patas.
Atravessam-se à frente de balas dirigidas aos donos, salvam-nos de incêndios e são capazes de percorrer quilómetros de neve, em sofrimento, para levar medicamentos a quem mais precisa.
Em Heróis de Quatro Patas surgem histórias comoventes de alguns desses pequenos grandes benfeitores que, a todo o custo, tentaram e conseguiram proteger os seus donos. É o caso de Roselle, um Labrador, que deixou o seu dono cego a salvo da carnificina do 11 de Setembro; ou de Balto e Togo, dois dos Huskies que atravessaram mais de mil quilómetros de neve para levarem medicamentos a uma cidade isolada no Alaska onde grassava uma epidemia mortal.
Qualquer um dos cães aqui retratado conquistou o direito de ser tratado como «o melhor amigo do homem».
A minha opinião:
Quando vi pela primeira vez este livro surgiu-me logo a frase: "tenho de o ler!"
A minha paixão por animais deve ter surgido desde que nasci. Com 5 dias apenas fui lambida por um pastor alemão enquando dormia, portanto, a relação com animais teria de ser maravilhosa.
Desde pequena convivi com cães, e tive um que foi meu companheiro, o meu fiel amigo, durante 10 anos. Prenda de aniversário quando fiz 14 anos, o Bolinhas (nome original), raçado de Serra da Estrela e Pastor Alemão, proporcionou-me muitos momentos divertidos. Mas também tristes... a primeira decepção foi quando vim da escola e o meu cão não estava lá, nas escadas, onde estava sempre. Tinham-mo roubado. Levaram-no no comboio, mas não sabia para onde. Até que, depois de anunciarmos na rádio local, alguém tinha visto um cão numa estação de comboios. O meu Bolinhas, depois de uns dias na casa do ladrão, tinha conseguido fugir e como sabia que tinha ido de comboio, toca a chegar a uma estação e meter-se num para o levar a casa. O problema é que o comboio ia na direcção errada... a sorte mesmo foi que alguém estava atenta ao apelo e o meu amigo veio novamente para casa, muito fragilizado. Mas conseguiu sobreviver.
Ainda esteve connosco muito tempo até morrer no dia 13 de Setembro de 2002...
Portanto, só poderia gostar destas histórias de cães-heróis. E sobretudo da do cão que ia esperar sempre o dono à estação de combois. Apesar de não se parecer em nada com a minha, fez-me lembrar o meu fiel amigo.
Quem gosta de animais vai gostar de saber estes fabulosos feitos destes heróis de quatro patas, seja na guerra, em situações de catástrofes naturais, no 11 de Setembro, ou então em situações do dia-a-dia. Estes fiéis amigos mostram assim aos humanos uma lição de lealdade e amor ao próximo que nem sempre nós conseguimos demonstrar.
Autor: John McShane
Testemunhos
N.º de páginas: 272
PVP: € 15,80
O Livro:
Conheça dezenas de histórias verdadeiras que celebram o amor e amizade que os cães sentem por nós.
São os cães mais corajosos do mundo. Os nossos heróis de quatro patas.
Atravessam-se à frente de balas dirigidas aos donos, salvam-nos de incêndios e são capazes de percorrer quilómetros de neve, em sofrimento, para levar medicamentos a quem mais precisa.
Em Heróis de Quatro Patas surgem histórias comoventes de alguns desses pequenos grandes benfeitores que, a todo o custo, tentaram e conseguiram proteger os seus donos. É o caso de Roselle, um Labrador, que deixou o seu dono cego a salvo da carnificina do 11 de Setembro; ou de Balto e Togo, dois dos Huskies que atravessaram mais de mil quilómetros de neve para levarem medicamentos a uma cidade isolada no Alaska onde grassava uma epidemia mortal.
Qualquer um dos cães aqui retratado conquistou o direito de ser tratado como «o melhor amigo do homem».
A minha opinião:
Quando vi pela primeira vez este livro surgiu-me logo a frase: "tenho de o ler!"
A minha paixão por animais deve ter surgido desde que nasci. Com 5 dias apenas fui lambida por um pastor alemão enquando dormia, portanto, a relação com animais teria de ser maravilhosa.
Desde pequena convivi com cães, e tive um que foi meu companheiro, o meu fiel amigo, durante 10 anos. Prenda de aniversário quando fiz 14 anos, o Bolinhas (nome original), raçado de Serra da Estrela e Pastor Alemão, proporcionou-me muitos momentos divertidos. Mas também tristes... a primeira decepção foi quando vim da escola e o meu cão não estava lá, nas escadas, onde estava sempre. Tinham-mo roubado. Levaram-no no comboio, mas não sabia para onde. Até que, depois de anunciarmos na rádio local, alguém tinha visto um cão numa estação de comboios. O meu Bolinhas, depois de uns dias na casa do ladrão, tinha conseguido fugir e como sabia que tinha ido de comboio, toca a chegar a uma estação e meter-se num para o levar a casa. O problema é que o comboio ia na direcção errada... a sorte mesmo foi que alguém estava atenta ao apelo e o meu amigo veio novamente para casa, muito fragilizado. Mas conseguiu sobreviver.
Ainda esteve connosco muito tempo até morrer no dia 13 de Setembro de 2002...
Portanto, só poderia gostar destas histórias de cães-heróis. E sobretudo da do cão que ia esperar sempre o dono à estação de combois. Apesar de não se parecer em nada com a minha, fez-me lembrar o meu fiel amigo.
Quem gosta de animais vai gostar de saber estes fabulosos feitos destes heróis de quatro patas, seja na guerra, em situações de catástrofes naturais, no 11 de Setembro, ou então em situações do dia-a-dia. Estes fiéis amigos mostram assim aos humanos uma lição de lealdade e amor ao próximo que nem sempre nós conseguimos demonstrar.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A coragem de uma mãe - Marie-Laure Picat [Opinião]
Título: A Coragem de uma mãe Autora: Marie-Laure Picat
N.º de Páginas: 200
PVP: 15,50 € Tradução: Sérgio Coelho
Esta é uma história verdadeira. Marie-Laure Picat não conseguiu vencer o cancro mas em contrapartida saiu vitoriosa da batalha judicial que travou no último ano de vida. Em Julho de 2008 Marie-Laure Picat soube que tinha um raro cancro do fígado. Assim como não teria hipóteses de sobreviver. Foi então que deu início a uma outra luta. Sabendo que o marido, de quem se tinha divorciado, seria incapaz de tomar conta dos 4 filhos, Marie-Laure deu início a uma tarefa que era aparentemente impossível: encontrar uma família, perto de casa, na sua aldeia de Loiret Puiseaux, a 40 quilómetros de Paris, que gostasse e pudesse acolher os 4 filhos. Em entrevista ao canal de TF1, Marie-Laure Picat confessou: «quando eu descobri que era doente terminal, sabia que havia uma coisa que tinha de fazer: proteger os meus filhos.» E proteger os filhos significava mantê-los juntos após a sua morte. Marie-Laure Picat não concebia a ideia de separá-los. Porém, imediatamente as autoridades judiciais expressaram que a decisão final sobre quem cuidaria dos filhos depois da sua morte não seria dela. Na verdade, os serviços sociais franceses diziam-lhe que o máximo permitido seria um casal acolher 3 crianças e, portanto, um dos filhos teria de viver separado dos irmãos. E assim chegou esta luta chegou à comunicação social. Marie-Laure Picat tornou-se entretanto conhecida em toda a França. Centenas de pessoas começaram a enviar-lhe dinheiro (que ela decidiu colocar numa conta no nome dos filhos) como forma de manifestar a sua solidariedade. Marie-Laure Picat reconheceu publicamente a influência dos meios de comunicação social na resolução do conflito. «Quis mediatizar o assunto e três semanas depois da história aparecer na imprensa os papéis para formalizar a adopção já estavam assinados», confirmou a autora à comunicação social francesa. Daí até escrever a sua história foi um passo. Sentindo-se encorajada pelos testemunhos que lhe chegavam de toda a parte, Marie-Laure Picat escreveu A Coragem de Uma Mãe (mais de 65 000 exemplares vendidos, só em França).
A minha opinião:
Quando ouvi falar deste livro pela primeira vez fiquei logo bastante curiosa em saber como é que os quatro filhos de Marie-Laure lidaram com a doença da mãe. Mas quando comecei a ler “A Coragem de uma Mãe” surpreendi-me bastante com esta mulher que nunca escondeu a sua doença dos filhos e tudo fez para os deixar o melhor possível, junto de uma família de acolhimento da sua confiança. Fiquei com curiosidade em saber, um ano depois, como é que estão a dar-se os filhotes da autora deste excelente livro. Em 2008 Marie-Laure descobre que tem um cancro no fígado. Tentando todos os tratamentos possíveis acaba por constatar-se que o cancro não só não regrediu como criou metástases noutros órgãos do seu corpo, incluindo os seus ossos. Enfrentando corajosamente esta última etapa da sua vida, Marie-Laure decide pôr a par de tudo os seus filhotes de modo a prepará-los para o seu futuro.
Os médicos dão-lhe escassos meses de vida e, como o homem com quem casou e pai dos seus filhos não quer saber deles, Marie-Laure decide escolher uma família que possa cuidar dos quatro filhos e fazê-los feliz, dando-lhes uma educação exemplar. Para isso teve de ir contra as leis de França que não permitiam que fossem os pais a escolher a família dos seus filhos. Mas saiu vitoriosa.
Para esse sucesso contribuíram, em muito, os órgãos de comunicação social franceses que prontificaram-se, desde logo, a contar a história desta jovem mãe, na luta pelo bem-estar das suas crias. A comunicação social permitiu que Marie-Laure conseguisse satisfazer alguns dos sonhos dos seus filhos: ir à Eurodisney, conhecer Paris e, apesar de já bastante debilitada, esta mãe tudo fez para ver os seus filhos felizes.
Depois de contar toda a sua história aos media, Marie-Laure decide contar tudo em livro para que os seus filhos, um dia mais tarde, soubesse a história da sua vida. Desde que em criança a sua mãe fugiu de casa deixando-a ao cuidado do pai e da avó, assim como aos seus dois irmãos, o abuso que sofreu por parte do pai, a pobreza que era a sua vida. Esta é a história de uma mulher sofrida desde muito nova e que mesmo assim irradiava felicidade quando estava na companhia dos seus filhos. Uma história que se lê de um só fôlego e bastante enternecedora.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Tartan – As Velas da Liberdade - Nuno Silveira Ramos e Pedro Silveira Ramos [Opinião]
Título: Tartan – As Velas da LiberdadeAutor: Nuno Silveira Ramos e Pedro Silveira Ramos
N.º Págs.: 176
P.V.P.: 14,90€
«Lê-se de um só fôlego, como quem lê um bom romance de aventuras.»
José Eduardo Agualusa
Angola, 1978. Em plena guerra civil e no dia das comemorações do terceiro aniversário da independência, seis rapazes fogem de Luanda num veleiro de apenas 13 metros. Orientados por uma bússola, um mapa rudimentar e um rádio a pilhas, cruzam um oceano de dúvidas, medos e anseios, em busca da liberdade e da vida. O seu destino é Portugal, onde acabam por chegar depois de mil e uma vicissitudes.
Mais de 30 anos depois, a publicação desta história ajuda-nos a compreender um período pouco explorado da nossa História e da nossa memória colectiva.
A minha opinião:
Tartan – As Velas da Liberdade escrita pelos irmãos Nuno e Pedro Silveira Ramos, conta a história de cinco amigos que decidem sair de Angola, deixando para trás um país em guerra e desgovernado.
Só a capital, Luanda, deixou de ter quarenta e cinco mil habitantes para passar para dois ou três milhões de pessoas. “Os habitantes dos bairros pobres e os refugiados acumularam-se em apartamentos vagos no centro. Se faltava a luz - o que acontecia frequentemente – muitos apartamentos continuavam iluminados por pequenas fogueiras, consumindo tacos de madeiras do chão que, devidamente empilhados, serviam também para cozinhar o quase nada.”
Desgostados com o país onde viviam e desejosos de voltar a Portugal, os seis amigos decidem fazer-se ao mar numa pequena embarcação, orientados apenas por uma bússola e um rádio a pilhas. O livro conta as aventuras por que passaram os jovens amigos, da sua passagem pela Monóvia, Las Palmas, nas ilhas Canárias e das viagens em alto mar até à chegada a Portimão a 23 de Janeiro de 1979. A convivência com os animais marinhos, golfinhos e as gaivotas que lhes fizeram companhia durante toda a viagem; a contenção nos mantimentos, que eram poucos, e na água, mostram que a esta jornada não foi nada fácil para os aventureiros.
Confesso que se não fosse a gentileza da Porto Editora em oferecer este livro ao blogue para leitura, esta não seria, com toda a certeza, das minhas próximas selecções para ler, isto porque as aventuras no mar não me fascinam. No entanto, ler este livro foi uma agradável surpresa. Seguir a passo e passo as aventuras dos seis amigos foi bastante divertido e emocionante e, tal como disse no prefácio José Eduardo Agualusa, leu-se num só fôlego.
Excertos:
“Não há sintomas de navegação por satélite, sondas ou cartas náuticas, mas apenas um motor avariado ligado à vontade de partir.”
“Velejar para nós deixou de ser um desporto para passar a ser um modo de vida.”
“O mar começa a ser o único inimigo mas também o único amigo.”
“Podem não ser atingidos por uma bala perdida na guerra, mas ficamos sempre com uma cicatriz disfarçada no pós-guerra.”
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