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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A Menina do Bosque - S. K. Tremayne [Opinião]

Título: A Menina do Bosque
Autor: S. K. Tremayne
Editor: TopSeller
N.º de Páginas: 320

Sinopse:
É interessante estarem todos mortos, não é, mamã?
Todos os pássaros, tantos, todos eles estão mortos.
Confirmei.

Lyla tem 9 anos. Já está habituada a que os adultos não a levem a sério. Costuma ficar em silêncio por longos momentos sem que ninguém lhe consiga arrancar uma palavra. Ou fala por enigmas, difíceis de entender. A maioria dos temas são-lhe desconfortáveis, e tem muita dificuldade em fazer amigos. Os pais tentam ser compreensivos, mas nem sempre conseguem. Lyla prefere correr e dançar pelo bosque com os seus dois cães, os seus melhores amigos. Eles também gostam de andar livres e sem terem de responder a perguntas.

Até que acontece o acidente.
Quando o carro da mãe se despista e esta sobrevive milagrosamente, a vida de todos muda. Mas Lyla sabe que algo mais aconteceu e tenta explicar que as coisas não são assim tão simples.
Há um homem. Um homem que está sempre lá.
Mas ninguém acredita.
Ninguém entende.

A minha opinião: 
Os dois primeiros livros que li de S. K. Tremayne fizeram com que ganhasse uma seguidora. Gosto imenso da forma de escrita, assim como dos cenários que escolhe para os seus thrillers. Logo que li a sinopse deste seu terceiro livro publicado pela Topseller achei que seria mais uma história envolvente e repleta de mistérios. Não me enganei. O autor dá voz a uma menina diferente, talvez com autismo, que vive isolada numa pequena charneca. Amigos não tem, mas também não se importa muito.
Nem os adultos se acreditam muito nela nas poucas alturas em que decide falar.

No entanto, Lyla diz ver um homem. Um homem que estava presente aquando do acidente da mãe, e um homem que parece estar a espiá-las por todo o lado.

Mas será que Lyla está a dizer a verdade ou tudo não passa de imaginação da sua cabeça sonhadora.

Certo é que o acidente de que sofreu Kath mudou completamente a vida daquela família. Kath ficou com amnésia o que faz com que não se lembre de nada do que se passou. Porém, sente que lhe estão a esconder algo e não entende porquê.

Bastante descritivo e envolto em mistério atrás de mistério A Menina do Bosque começou por ser uma leitura de difícil compreensão no seu início, mas que foi ganhando força à medida em que a história se desenrola.
O autor descreve minuciosamente o ambiente da charneca, os locais sombrios, as lendas que a envolvem, complementando com uma família peculiar que vai revelando aos poucos segredos escondidos há muitos anos. O autismo de Lyla e a amnésia de Kath vão imprimindo cada vez mais interesse a uma história repleta de sombras de um passado, quer próximo, quer longínquo.

Gostei.







sábado, 14 de janeiro de 2017

A Criança de Fogo - S. K. Tremayne [Opinião]

Título: A Criança de Fogo
Autor: S. K. Tremayne
Editor: TopSeller
Páginas: 352

Sinopse:
Quando Rachel se casa com David, tudo parece encaixar-se. Ao mudar-se de uma vida de mãe solteira para a bela mansão Carnhallow na Cornualha, ela ganha riqueza, amor e até um irmão para a sua filha, Millie. É então que o seu enteado, Jamie, faz uma previsão assustadora, e a vida perfeita de Rachel começa a desmoronar-se. Assombrada pelo fantasma da falecida mulher de David, a mãe de Jamie, e à medida que suspeita que a morte daquela não tenha sido suicídio, Rachel começa a temer que as palavras do enteado se tornem realidade: «Irás morrer no Natal».

A minha opinião: 
S. K. Tremayne pega na mesma fórmula do livro anterior e leva-nos aos mistérios de uma ilha praticamente isolada de tudo e todos, criando uma história assustadora com fantasmas à mistura.

Se no primeiro livro As Gémeas do Gelo Tremayne nos confunde com a parecença tão evidente entre as gémeas protagonistas, em que, por vezes, ficamos sem saber quem é qual, neste A criança de fogo a semelhança entre a protagonista e uma mulher morta é por demais evidente.

Rachel Daly sempre se marcou pelo feminismo e combatividade. No entanto, o amor leva-a a prescindir da sua liberdade, do emprego e da sua vida londrina para ficar noiva de um viúvo rico mais velho, com uma criança a cargo, e partir para Carnhallow, situada na Cornualha Ocidental.

Sozinha a maior parte do tempo já que o seu marido continua a trabalhar em Londres, Rachel decide tirar o máximo partido da enorme casa onde agora vive e tentar descobrir mais sobre aquele local. A sua curiosidade leva-a a desvendar alguns segredos que ninguém quer ver revelados. A par disso, o seu enteado parece-lhe, a cada dia que passa, estranho, e apanha-o a falar sozinho.

À medida que o livro avança, o medo impõe-se, tanto na protagonista como em mim enquanto leitora. Sim, cheguei mesmo a assustar-me tal a intensidade da narrativa, o que me levou a não querer parar a sua leitura até que terminasse e soubesse, por fim, o destino das personagens.

Adorei o mistério, o facto de me ir enganando ao longo do livro e nunca conseguir desvendar o final, e as personagens que, à sua maneira, trazem riqueza maior ao livro.

Com uma paisagem incrível, sempre em tons de cinzento, que gela a cada capítulo que passa, S. K. Tremayne ganhou mais uma seguidora da sua obra.



Excerto:
"Ter um filho é como uma revolução industrial das emoções. Subitamente, somos capazes de produzir preocupações em massa, e sentimentos de culpa."


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

As Gémeas do Gelo - S. K. Tremayne [Opinião]

Título: As Gémeas do Gelo
Autor: S. K. Tremayne
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 320
Editor: TopSeller
PVP: 17,69€

Sinopse:
EU SOU A KIRSTIE
EU SOU A LYDIA
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA
EU ESTOU VIVA
EU ESTOU MORTA
QUAL DELAS SOU?

Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?

A minha opinião:
Lydia e Kristie são gémeas idênticas. Tão idênticas que nem os pais as conseguem distinguir. Quando uma delas cai de uma varanda e morre a mãe acredita que a que partiu foi Lydia acreditando no que a outra gémea lhe diz. No entanto, 14 meses depois, quando a gémea sobrevivente lhe diz que é Lydia e não Kristie dá-se uma reviravolta naquela família, já completamente destruída pela morte da criança.

"- Mama? Mama? Mama? Quem sou eu?" pag. 89

Certo é que todo o comportamento da criança muda e os gostos pessoais da outra gémea acabam por se instalar na sobrevivente, mas não será isso uma refúgio? Uma forma de não se sentir tão sozinha? Visto que eram tão cúmplices, tão amigas, tudo isso poderá ser normal.
No entanto, de dia para dia Lydia ou Kristie vai criando um muro à sua volta tornando a convivência com a crianças da sua idade insustentável, achando que ela é completamente diferente delas. Acham-na bastante esquisita e acabam por afastá-la do grupo.

"Todo o amor é uma forma de suicídio."



Ao longo do livro vamos explorando a vida desta família completamente disfuncional, que se isola numa ilha procurando, assim, uma terapia para todos os seus problemas. Será que vai conseguir?Certo que ao longo do passar das páginas descobri coisas que me deixaram de boca aberta. Não estava mesmo nada à espera do desfecho e foi isso que tornou este livro tão espectacular. Fantástico!
Recomendo.