Título: Estranho Lugar para Amar
Autor: Luísa Castel-Branco
PVP: 15,00€
N.º de Páginas: 240
Estranho lugar para amar tem a aldeia
do Colmeal, abandonada desde 1957 na sequência de uma decisão judicial
inédita em Portugal, como palco e fonte de inspiração. É aí que
encontramos as personagens principais do novo romance da escritora Luísa
Castel-Branco e todo um universo mágico e encantatório. Por isso,
ficção e realidade caminham lado a lado neste livro em que nos
desafiamos a adivinhar o que teve existência real e o que é fruto da
imaginação da autora.
No concelho de Figueira de Castelo Rodrigo
ficava a aldeia do Colmeal, um povoado com 14 famílias de origens
antigas. O fado da aldeia ficou ditado no início da década de 40 com a
chegada de uma nova proprietária. As disputas entre a enigmática fidalga
e os camponeses desencadeiam o processo de expulsão violenta de todos
os habitantes, processo que consta até hoje como uma das páginas mais
negras do período da ditadura portuguesa.
Mas porque neste livro
há muito mais do que episódios reais, esta história é também sobre o
Sítio que ficava para lá do monte, para lá do bosque, para lá de todos
os caminhos… sobre esse um lugar onde as pedras do feitiço escondem
mistérios insondáveis e vidas que desejam a outra metade do céu.
A minha opinião:
Quando me deparei com a história de uma aldeia abandonada em Figueira de Castelo Rodrigo, através da sinopse do novo livro de Luísa Castel-Branco, só um pensamento me surgiu: tenho de ler este livro. Já conheço outros livros da autora mas este foi sem dúvida o que mais gostei.
Luísa Castel-Branco pega numa história antiga, da pequena aldeia do Colmeal, e romanceia-a dentro de uma outra história. Mais uma vez, fiquei maravilhada!
"A tragédia do Colmeal é uma das páginas mais negras da história da ditadura portuguesa. A aldeia tinha catorze famílias e era sede de freguesia (com trezentos e trinta e oito habitantes), englobando povoações como Bizarril, Luzelos e Milheiro. Hoje é uma aldeia fantasma." - Preâmbulo
Os habitantes do Colmeal era pessoas como outras quaisquer. Ali faziam as suas vidas, cultivando as terras, criando animais, vivendo amores e desamores... até que no dia 17 de Julho de 1957 a GNR chega à pequena aldeia e expulsa todos de lá. As mulheres bem tentam refugiar-se na igreja da aldeia, mas nem aí estiveram a salvo. Depressa a aldeia ficou sem ninguém. A ordem tinha sido dada de uma fidalga, supostamente dona da quinta do Colmeal, que agora perdia o nome de aldeia e passava a ser propriedade de uma só pessoa.
Os anos foram passando e os habitantes nunca mais puderam regressar. Ao Colmeal nunca chegou mais ninguém, nem a dita fidalga, e a localidade foi votada ao abandono. A riqueza daquela aldeia, a história daquelas gentes, tinha terminado abruptamente.
Fiquei estupefacta ao saber deste detalhe da nossa história e mais admirada fiquei por pouco se saber e se falar sobre isto. De facto, não se compreende muito bem como é que uma sede de freguesia passa a quinta num passar de segundos... coisas da ditadura e de quem tinha mais poder...
A história do Colmeal é-nos contada de uma forma ficcionada, mas consegue perceber-se mais ou menos o que poderá ter passado naquela altura. A história daquelas gentes começa a ser retratada mais cedo, para percebermos como era a sua vida, ao mesmo tempo que Luísa cria, de uma forma mística, uma outra localidade, o Sítio, onde se passa parte da acção. O Sítio é uma espécie de paraíso, onde todos se dão bem e onde todos são como família. No fundo seria assim que se desejava que fossem todos os locais, despojados da inveja alheia e onde todos partilham alegrias e tristezas.
Muito bom!
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Diz-me só a verdade - Luísa Castel-Branco [Opinião]
Título: Diz-me só a verdade
Autor: Luísa Castel-Branco
PVP: 16,50 €
N.º de Páginas: 340
Sinopse:
Francisca tem quarenta e dois anos, três filhos e um casamento com o seu primeiro amor. Mas a sua vida aparentemente feliz encontra sombras do passado e um presente sem as luzes que sonhara para si.
A vida desta mulher cruza-se com a saga de duas famílias unidas pelo passado e divididas por um presente armadilhado por desejos de vingança e revelações esmagadoras. Entretanto, a chegada de uma carta inesperada denuncia um segredo e muda o destino de Francisca. Mas será que ainda acreditamos em finais felizes?
Nunca como hoje foi tão urgente retomarmos essa fantástica capacidade de voltar a sonhar. Um romance é isso mesmo. Páginas que nos levam a levantar voo, que nos transportam para um mundo que podia ser. Também nós merecemos essa frase mágica “Era uma vez.” Também nós temos direito a acreditar em finais felizes.
E este romance é isso mesmo. Um óasis do que podia ser, do que podia acontecer, algo para nos aconchegar a alma e nos fortalecer estes tempos de compasso de espera. O tempo que medeia entre o hoje e aquilo a que temos direito.
A minha opinião:
Marcadamente feminino, Diz-me só a verdade relata a história de mulheres fortes, que se tornam as matricarcas da família, embora algumas delas, vivam completamente amarguradas até ao final das suas vidas.
Francisca, a personagem principal, desde cedo se destacou no meio do seio familiar. Odiada pela mãe, que via nela a frustração para a sua própria existência, Francisca tornou-se numa mulher forte, lutadora, que viria a ter um lugar de destaque em termos profissionais. Apaixona-se por um homem de uma classe social diferente da sua e casa-se contra a vontade das matriarcas de ambas as famílias. É a vida deste casal que vamos "vivendo" ao mesmo tempo que temos conhecimento das vidas dos seus familiares.
Através de vários espaços temporais vamos descobrindo os segredos de todas as famílias, mas também as suas fraquezas... e até a personagem principal guarda um segredo que a coloca muito bem baixo.
O novo livro de Luísa Castel-Branco através da vida de todas estas famílias, que têm um laço entre si, faz-nos pensar na vida que levamos, faz-nos pensar que muitas vezes é preciso um grande desgosto para conseguirmos sobreviver à infelicidade. Muitas vezes uma decepção e um longo espaço de tempo podem curar um amor antigo e que estagnou. A monotonia é, muitas vezes, a desgraça para uma relação, assim como estarmos de olhos fechados para a realidade que nos envolve.
Recomendo.
Outras opiniões:
http://marcadordelivros.blogspot.pt/2010/12/para-ti-luisa-castel-branco.html
Autor: Luísa Castel-Branco
PVP: 16,50 €
N.º de Páginas: 340
Sinopse:
Francisca tem quarenta e dois anos, três filhos e um casamento com o seu primeiro amor. Mas a sua vida aparentemente feliz encontra sombras do passado e um presente sem as luzes que sonhara para si.
A vida desta mulher cruza-se com a saga de duas famílias unidas pelo passado e divididas por um presente armadilhado por desejos de vingança e revelações esmagadoras. Entretanto, a chegada de uma carta inesperada denuncia um segredo e muda o destino de Francisca. Mas será que ainda acreditamos em finais felizes?
Nunca como hoje foi tão urgente retomarmos essa fantástica capacidade de voltar a sonhar. Um romance é isso mesmo. Páginas que nos levam a levantar voo, que nos transportam para um mundo que podia ser. Também nós merecemos essa frase mágica “Era uma vez.” Também nós temos direito a acreditar em finais felizes.
E este romance é isso mesmo. Um óasis do que podia ser, do que podia acontecer, algo para nos aconchegar a alma e nos fortalecer estes tempos de compasso de espera. O tempo que medeia entre o hoje e aquilo a que temos direito.
A minha opinião:
Marcadamente feminino, Diz-me só a verdade relata a história de mulheres fortes, que se tornam as matricarcas da família, embora algumas delas, vivam completamente amarguradas até ao final das suas vidas.
Francisca, a personagem principal, desde cedo se destacou no meio do seio familiar. Odiada pela mãe, que via nela a frustração para a sua própria existência, Francisca tornou-se numa mulher forte, lutadora, que viria a ter um lugar de destaque em termos profissionais. Apaixona-se por um homem de uma classe social diferente da sua e casa-se contra a vontade das matriarcas de ambas as famílias. É a vida deste casal que vamos "vivendo" ao mesmo tempo que temos conhecimento das vidas dos seus familiares.
Através de vários espaços temporais vamos descobrindo os segredos de todas as famílias, mas também as suas fraquezas... e até a personagem principal guarda um segredo que a coloca muito bem baixo.
O novo livro de Luísa Castel-Branco através da vida de todas estas famílias, que têm um laço entre si, faz-nos pensar na vida que levamos, faz-nos pensar que muitas vezes é preciso um grande desgosto para conseguirmos sobreviver à infelicidade. Muitas vezes uma decepção e um longo espaço de tempo podem curar um amor antigo e que estagnou. A monotonia é, muitas vezes, a desgraça para uma relação, assim como estarmos de olhos fechados para a realidade que nos envolve.
Recomendo.
Outras opiniões:
http://marcadordelivros.blogspot.pt/2010/12/para-ti-luisa-castel-branco.htmlsexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Para ti - Luísa Castel-Branco [Opinião]
Autor: Luísa Castel-Branco
Editora: Clube do Autor
N.º de Páginas: 220
PVP: 15,95€
Sinopse:
Luísa Castel-Branco, jornalista e apresentadora de televisão, tornou-se reconhecida como escritora pela sua sensibilidade e profundo conhecimento das relações humanas. Uma mulher que revela na sua escrita uma grande riqueza interior e cultural, marcada ainda pela sinceridade das introspecções, e atenta contemplação do mundo, revelando um permanente deslumbre perante a vida e as pessoas que cruzam os nossos caminhos.
A minha opinião:
Ao contrário dos dois anteriores livros publicados por Luísa Castel-Branco, Para ti é um livro de contos. Contos que falam do quotidiano, dos desgostos, das alegrias, pelas quais qualquer pessoa passa. São sobretudo contos contados no feminino e que identificam muitas mulheres, senão a maioria, das mulheres portuguesas.
Mulheres que trabalham, que amam os seus maridos e que tudo fazem para os agradar, que amam mais do que tudo os seus filhos, que amam a vida, mas que trazem conseguem também tristeza. Tristeza de saudades passadas, de momentos vividos, de situações passageiras ou então que se prolongam no tempo.
Desta autora li apenas Alma e os Mistérios da Vida embora tenha na minha estante a aguardar leitura o seu segundo romance Não Digas a Ninguém. Confesso que gosto mais do registo de romance do que de contos, mas pela sua leitura simples e abrangente dos problemas e alegrias de uma vida, aliadas à excelente capa que chama a atenção em qualquer livraria, é um excelente título para oferecer ou ler a pessoas que gostem do género.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Alma e os Mistérios da Vida – Luísa Castel-Branco [Opinião]
A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas e na ditadura.“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram.” Começa assim a história de Alma.
Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Particularmente dotada, inteligente, sensível e com uma percepção paranormal da realidade, Alma é olhada na pequena aldeia como um ser estranho.
Rejeitada pela família e pelo povo, encontra refúgio junto de uma velha mulher, a Ti Ifigénia, também ela isolada e considerada bruxa. Num dia de Outono, a mãe de Alma, que tinha como verdade assente que a filha era um caso perdido, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia, a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como uma filha e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada.
A partir dali, o seu futuro será, para o bem e para o mal, para o melhor e para o pior, completamente diferente do seu passado. Um retrato impressionante do Portugal profundo dos anos 50. Um mundo rural dominado por medos, superstições e ignorância. Um mundo da capital do país em que a mentalidade burguesa desconfia de todos os comportamentos que fogem dos estereótipos da época. A história de Alma atravessa-se com histórias de muitas vidas, seres de luz, que, mesmo num ambiente hostil e com um destino que rouba à nascença a felicidade e o futuro, iluminam caminhos.
A minha opinião
Comprei este livro com bastante curiosidade porque ao ler a sinopse acabei por gostar bastante da história que esta transmitia: diferentes gerações, em diferentes tempos, na ditadura, e diferentes extractos sociais, tudo aqui é retratado por Luísa Castel-Branco, conhecida apresentadora de televisão e cronista. Apesar da história ser envolvente há alguns aspectos que não posso deixar de referir e que poderiam ter sido vistos e revistos, tanto pela autora como por parte da pessoa que faz a revisão do livro, alguns erros ortográficos: perca de alguém não existe, existe sim, perda. Perca só é utilizado como verbo quando está no presente do conjuntivo “que se perca”, por exemplo. Mais à frente utiliza um verbo na segunda pessoa do singular, e troca-o pela segunda do plural. Erro crasso para quem é uma grande comunicadora.
Mas à parte isso, o livro lê-se lindamente, tendo uma história excelente.
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