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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Uma Coluna de Fogo - Ken Follett [Opinião]

Título: Uma Coluna de Fogo
Autor: Ken Follett
Coleção: Grandes Narrativas nº 673
Tema: Ficção e Literatura
Título Original: A Column of Fire (The Kingsbridge Novels)
Tradução: Isabel Nunes e Helena Sobral
PVP: 29,90 €
Páginas: 768

Sinopse:
Novo romance de Ken Follett num regresso ao universo de Os Pilares da Terra e de Um Mundo Sem Fim Natal de 1558. O jovem Ned Willard regressa a Kingsbridge, e descobre que o seu mundo mudou.
As velhas pedras da catedral de Kingsbridge contemplam uma cidade dividida pelo ódio de cariz religioso. A Europa vive tempos tumultuosos, em que os princípios fundamentais colidem de forma sangrenta com a amizade, a lealdade e o amor. Ned em breve dá consigo do lado oposto ao da rapariga com quem deseja casar , Margery Fitzgerald.
Isabel Tudor sobe ao trono, e toda a Europa se vira contra a Inglaterra. A jovem rainha, perspicaz e determinada, cria desde logo o primeiro serviço secreto do reino, cuja missão é avisá -la de imediato de qualquer tentativa quer de conspiração para a assassinar, quer de revoltas e planos de invasão. Isabel sabe que a encantadora e voluntariosa Maria, rainha da Escócia, aguarda pela sua oportunidade em Paris. Pertencendo a uma família francesa de uma ambição brutal, Maria foi proclamada herdeira legítima do trono de Inglaterra, e os seus apoiantes conspiram para se livrarem de Isabel.
Tendo como pano de fundo este período turbulento, o amor entre Ned e Margery parece condenado, à medida que o extremismo ateia a violência através da Europa, de Edimburgo a Genebra. Enquanto Isabel se esforça por se manter no trono e fazer prevalecer os seus princípios, protegida por um pequeno mas dedicado grupo de hábeis espiões e de corajosos agentes secretos, vai-se tornando claro que os verdadeiros inimigos, então como hoje, não são as religiões rivais.
A batalha propriamente dita trava-se entre aqueles que defendem a tolerância e a concórdia e os tiranos que querem impor as suas ideias a todos, a qualquer custo.

A minha opinião: 
Apesar de fã confessa de Ken Follett e de o romance histórico ser um dos meus géneros preferidos não li nem Os Pilares da Terra, nem O Mundo sem Fim, obras que consagraram o autor britânico.

Portanto, fui para este Uma Coluna de Fogo completamente às cegas, embora apostasse que esta seria uma leitura surpreendente.

Uma Coluna de Fogo é o término da história que começou com Os Pilares da Terra (escrito há 30 anos), mas não desanimem se não tiverem lido os anteriores, como foi o meu caso. A história percebe-se muito bem e, apesar de gostar de ler os livros por ordem cronológica, este lê-se muito bem separadamente.

Passado entre os anos de 1558 e 1620, um período longo e bastante importante da história britânica, Follett descreve na perfeição o período conturbado em Inglaterra que separa os protestantes dos católicos.

De facto, quando a narrativa começa, reinava Maria Tudor, católica, tendo proibido o Protestantismo em Inglaterra. A partir daí, católicos começaram um luta desenfreada à procura dos protestantes e muita gente morre enforcado por professar uma religião contrária ao catolicismo.

É nesta fase que encontramos Ned Willard, um jovem ambicioso e cuja família é bastante conhecida em Kingsbridge, local onde se vai centrar parte da história. Ned mostra-se um homem de grandes paixões. Paixões amorosas e políticas. Será uma das personagens mais fascinantes da história, e o papel de bonzinho acenta-lhe bem.

Rica em intrigas e guerrilhas sobretudo entre duas das famílias mais ricas e influentes, os Fitzgerald (católicos fervorosos) de um lado e os Willard de outro, a inimizade atinge o topo aquando de uma aposta que corre mal para um dos lados, não sendo bem aceite pela parte perdedora. Isso, aliado a histórias antigas afasta para sempre Ned da sua grande paixão.

A partir daí, Ned abandona a sua cidade natal e acaba por prestar os seus serviços a Isabel Tudor, que acabaria por se tornar rainha pouco depois. Rodeada de inteligentes conselheiros, Isabel reinaria e terminaria com actos de violência entre católicos e protestantes, um reinado completamente diferente do da sua meia-irmã.

Com as ascensão de Isabel ao trono inglês, Ken Follett leva-nos a outros países que, de uma forma ou de outra, tiveram influência na História, como França e Espanha. E é em França que conhecemos personagens deslumbrantes: Sylvie Palot, oriunda de uma família protestante que mostra a sua força depois do massacre que acabaria por vitimar o seu pai. Sylvie acabaria por se transformar na minha personagem favorita. Uma mulher perseverante, avançada para o seu tempo, e que vivia dos livros e do contrabando de bíblias para outras famílias protestantes. E Pierre Aumande o antagonista da história, que teve um papel preponderante em toda a trama.

As intrigas palacianas e a ambição desmedida de Pierre, que acaba por ter algum poder junto da corte por intermédio do duque de Guise, são outra parte importante da história deste livro de Follett. Posso até dizer que são tão ou mais importantes que as passadas em Inglaterra, uma vez que estão interligadas. De facto, o interesse dos franceses é que Maria Stuart, rainha da Escócia e rainha consorte de França, se torne também rainha de Inglaterra depondo Isabel I.

Em Espanha conhecemos o irmão de Ned, Barney um marinheiro que participaria em algumas campanhas militares ao lado de Francis Drake, campanhas essas importantes durante o reinado de Isabel.

Completamente focado na história dos países mais importantes europeus, Uma Coluna de Fogo lê-se tão bem, exceptuando o calhamaço de mais de 750 páginas. Assim sendo, apenas consegui lê-lo em casa, o que demorou um pouco mais de tempo a terminá-lo. Adorei a história em volta das personagens fictícias, mas gostei ainda mais da História e todas as intrigas da época, que Ken Follett retratou tão bem.

Resta-me apenas comprar e devorar Pilares da Terra e Um Mundo sem Fim, que vou comprar o mais breve possível.
Quanto a este, recomendo sem reservas.







quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Uma Fortuna Perigosa - Ken Follett [Opnião]

Título: Uma Fortuna Perigosa
Autor: Ken Follett
Tradução: João Martins
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 568
Editor: Editorial Presença
PVP: 19,95€

Sinopse
Inglaterra, 1866. O verão anuncia-se quente e, numa tarde de maio, um jovem morre afogado numa pedreira inundada de água. O incidente ocorre em Windfield School, uma escola frequentada por rapazes oriundos de classes abastadas, permanece encoberto em mistério conduzindo a uma trágica saga de amor, poder e vingança que envolve sucessivas gerações de uma família de banqueiros.

A história decorre entre a riqueza e a decadência de uma Inglaterra vitoriana, entre a City londrina e colónias distantes. O leitor acompanha a família Pilaster durante o período áureo do império britânico. Ken Follett inspirou-se num caso real de bancarrota ocorrido no século XIX para escrever este romance extraordinário.

A minha opinião: 
Quem conhece o blogue sabe que adoro Ken Follett, daí não estranhar que tenha dado 5 estrelas a este livro no Goodreads. De facto, o autor britânico escreve como ninguém e retrata com mestria cenas de época, indo ao fundo das questões, envolvendo o leitor com personagens singulares, sendo elas bondosas, aguerridas ou até mesmo malévolas.

Em quase 570 páginas percorremos 30 anos de uma depressão banqueira que muito nos faz lembrar os dias de hoje, com investimentos que poderão soar-nos a jogadas muitos atuais, e que nos poderão ajudar a compreender o porquê de algumas instituições bancárias mundiais terem ido ido à falência.

Dividido em três partes, (3 décadas) vamos acompanhando uma família poderosa de banqueiros, a família Pilaster.

Tudo começa em 1886 quando um rapaz morre afogado numa pedreira e as circunstâncias misteriosas da sua morte nunca são reveladas. O incidente ocorre numa escola frequentada por rapazes oriundos de classes abastadas onde se inserem Edward, filho de Joseph e Augusta Pilaster, Micky Miranda, seu amigo de juventude, oriundo de Córdova. e Hugh, primo de Edward, a parte pobre da família. 



Este mistério vai perseguir a família Pilaster até praticamente ao final do livro.

Na segunda parte do enredo Augusta Pilaster ganha mais força e começa-se a perceber a vontade de querer ver o marido e posteriormente o filho à frente do banco da família. O poder e o dinheiro estão bem vincados na sua pele, e não olha a meios para justificar os seus fins. Para tal vai contar com a ajuda de uma outra personagem bem próxima de sua casa que vai surpreender o leitor.

Hugh, por seu lado, vai continuar a ter destaque. Inteligente, forte, e empreendedor, vais mostrar que é um rapaz a ter em conta para levar o banco a bom porto. O calcanhar de Aquiles é o amor que tem por uma rapariga da vida, que já tinha sido artista de circo!

Edward mostra-se cada vez mais fraco, um rapaz indolente, pau mandado, que vai tomar más decisões que vai originar a decadência do banco.

Micky é um rapaz manipulador que, através do seu jogo de sedução faz o que quer de Edward. Acaba por viver "colado" a Edward e à sua família.

Em poucos dias se conseguem devorar estas quase 600 páginas. E mais viriam!

Um livro que me fez viajar para o século XIX!

Mais informações sobre o livro no site da Presença aqui


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

No Limiar da Eternidade - Ken Follett [Opinião]

Título: No Limiar da Eternidade - Trilogia O Século - Livro 3
Título Original: The Edge of Eternity - The Century Trilogy - Book 3
Tradução: Isabel Nunes e Helena Sobral
N.º de Páginas: 1024
Coleção: Grandes Narrativas n.º 589
PVP: 29,99€

A 16 de setembro de 2014 será publicada a obra No Limiar da Eternidade, de Ken Follett, que inclui as décadas de 60, 70 e 80 de um dos mais turbulentos e sangrentos séculos da história da humanidade.

A Queda dos Gigantes, o primeiro livro da trilogia, foca a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. O Inverno do Mundo, o segundo volume, abarca a Segunda Guerra Mundial e as alterações económicas e sociais que se lhe seguiram.

Sinopse:
Este terceiro volume da trilogia O Século começa em 1961 com a construção do Muro de Berlim já em plena Guerra Fria. As figuras principais são os descendentes das cinco famílias de diferentes nacionalidades (americana, alemã, russa, inglesa e galesa), que conhecemos em A Queda dos Gigantes e continuámos a seguir em O Inverno do Mundo. Estas personagens estão de alguma forma envolvidas na crise dos mísseis de Cuba, na luta pelos direitos civis e outros grandes movimentos de massas, nos assassinatos do presidente Kennedy e do seu irmão Robert, de Martin Luther King. A partir dos anos sessenta assistem ao nascimento da música pop e à difusão do rock. Tomam parte, enfim, de movimentos contra os escândalos presidenciais nos Estados Unidos, e encontramo-los combatendo os regimes comunistas nos anos oitenta. Este volume termina com a queda do Muro de Berlim, em 1989. Ao abraçar um projeto tão ambicioso como relatar um dos séculos mais dramáticos da história da humanidade, Ken Follett faz um trabalho admirável ao entrecruzar o dramatismo das histórias pessoais e a complexa intriga que se desenrola num palco global.

A minha opinião: 
Após quatro anos de início da trilogia O Século, eis que esta chega ao fim com No Limiar da Eternidade, um livro cujas 1022 páginas se leem tão bem que é difícil abandonar a sua leitura.

O Século retratado nesta trilogia é para mim o mais rico em história, abrangendo duas Grandes Guerras e uma Guerra Fria que colocou em numa "guerra" as duas grandes super potências do mundo atual EUA e URSS.

Mais uma vez Follett junta as cinco famílias iniciais, juntamente com as gerações que lhes sucederam para recriar na perfeição o ambiente que se fez sentir nos cinco principais países do mundo: a família britânica, a alemã, a americana, a russa e polaca.

O autor faz, num período de quase 30 anos, uma retrospectiva fiel (no que se pode ser fiel ao contar de História) da Guerra Fria, dos Direitos Humanos entre brancos e negros e entre homens e mulheres, da diferença de vida entre as duas alemanhas, a do Leste a e Ocidental, o regime político na URSS (incluindo um campo de trabalhos forçados na Sibéria), a crise dos mísseis de Cuba e as mortes dos dois Kennedy's e de Martin Luther King...





Follett centrou-se mais nas duas potências do mundo deixando um pouco para segundo plano o Reino Unido, focando-se pouco na política britânica como na vida familiar do núcleo de personagens inglesas. Tanto é que para falar um pouco mais deles os faz "emigrar" para os EUA, o país das oportunidades.

No entanto gostei da forma como foi retratada a Alemanha de Leste a os povos da URSS, ambos vivendo com políticas opressoras, onde a liberdade de expressão era inexistente.

Mais uma vez, o livro é recheado de personagens, o que poderia tornar-se muito confuso. Posso dizer que não é. E são precisamente as personagens que nos fazem situar num determinado cenário e viver com elas toda a história que se gera à sua volta. No Limiar da Eternidade fez-me reviver muitos momentos da história, fez-me lembrar de outros tantos, e deu-me a conhecer alguns que desconhecia ou conhecia muito pouco. Fez-me pesquisar, estudar um pouco mais da história e é isso que faz dele um bom livro: aprender com a sua leitura.

Recomendo.






quinta-feira, 12 de junho de 2014

Os Filhos do Éden [Opinião]

Título: Os Filhos do Éden
Autor: Ken Follett 
Coleção: Grandes Narrativas
Nº na Coleção: 579
Data 1ª Edição: 03/06/2014
Nº de Edição:
PVP: 18,90 €
Género: Ficção e Literatura/Thriller.
Público-Alvo: Apreciadores do género. Fãs de Ken Follett.

Sinopse: 
Desde os longínquos anos 60, da Guerra do Vietname e da explosão da cultura hippie, na Califórnia, uma pequena comunidade vive isolada no sopé da Serra Nevada. Aí, os seus membros praticam agricultura de subsistência, para consumo próprio, mas também se especializaram na produção de um excelente vinho que vendem, proporcionando-lhes os meios para a aquisição de outros bens necessários. Mas aqueles anos de paz e felicidade chegam ao fim quando o governo anuncia que vai construir uma barragem perto daquele local, que ficará submerso pelas águas. Desesperadas, as pessoas que construíram ali as suas vidas reagem de uma forma inesperada e quase inverosímil, ameaçando provocar um abalo sísmico de proporções épicas, fazendo-se passar por um grupo ecoterrorista…


A minha opinião: 
Quando o governador do estado da Califórnia decide instalar uma central eléctrica no vale do Rio Silver, uma pequena comuna de velhos hippies que se encontra a viver naquele local decide encontrar todos os meios para impedir tal desastre ambiental.

Os Filhos do Éden assim se auto-denominam, presididos por Priest, nome utilizado por um cadastrado, juntamente com uma das suas companheiras, Star, decidem roubar um vibrador sísmico (máquina utilizada na indústria do petróleo para para explorar o subsolo), com o intuito de provocar um tremor de terra.

A intenção é divulgada num programa de rádio popular, mas inicialmente ninguém dá valor a que um grupo de alucinados decide dizer.

O que parece uma atitude de reivindicação por parte do grupo, que vive das colheitas para sobreviver, torna-se numa questão que vai para além de um ato de rebeldia. Priest decide ir por cima de tudo e de todos, mesmo que isso signifique a morte de alguns, para levar avante o seu intento. E quando uma das suas companheiras lhe diz que esse tremor de terra é possível, Priest decide avançar mesmo com o projeto.

Por outro lado, depois de investigarem mais a fundo em relação à ameaça dos Filhos do Éden, o FBI decide destacar uma agente para averiguar a veracidade da mesma, embora no início estejam bastante cépticos. Judith, uma agente que se sente injustiçada e legada para segundo plano para investigar um caso, que pensa ser secundário, depressa se mostra bastante interessa na potencialidade de um grupo, com a ajuda de um vibrador sísmico, gerar um terramoto, sendo que para tal basta encontrar uma brecha numa rocha.

Ken Follett usa mais uma vez a sua mestria para criar boas personagens. Apesar de desprezível nas suas ideias, Priest é o exemplo de uma pessoa que, apesar de analfabeto e de ninguém o saber, consegue liderar um grupo que vive apenas sob as leis da natureza, transformando-o num grupo de eco-terrorismo, que quase se sai bem.

Mais informações consulte o site da Presença aqui

 

segunda-feira, 10 de março de 2014

O Escândalo Modigliani - Ken Follett [Opinião]

Título: O Escândalo Modigliani
Autor: Ken Follett
Título Original: The Modigliani Scandal
Tradução: Isabel Nunes
Páginas: 224
Coleção: Grandes Narrativas N.º 572
PVP: 14,90€


Um dos primeiros policiais de Ken Follett agora em Portugal com a chancela da Editorial Presença

Uma obra-prima perdida. Uma vingança amarga.


O Escândalo Modigliani foi publicado pela primeira vez em 1976. É um policial com um ritmo trepidante e um enredo surpreendente, mas é também uma sátira ao universo dos marchands, das galerias e do mercado de arte. Quando Dee Sleign, uma jovem formada em História de Arte a passar o verão em Paris, se depara com a pista de um Modigliani desconhecido que o pintor terá oferecido a um amigo, comunica a sua descoberta ao tio, Charles Lampeth, dono de uma conceituada galeria de arte em Londres e que de imediato contrata um detetive para descobrir o quadro. Dee parte então para Itália atrás das pistas que tem, desconhecendo que uma série de outras pessoas vão no seu encalce, na esperança de encontrarem o quadro antes dela. Fraudes, vinganças, traições, tudo tem lugar nesta aventurosa corrida contra o tempo pela posse da obra-prima perdida de Modigliani.

A minha opinião: 
Dee Sleign, formada em História de Arte, persegue o rasto de um Modigliani desaparecido que poderá ser o tema base para a sua tese de mestrado. No entanto, por ingenuidade sua, vai contando, através de postais, a sua investigação e há mais interessados na descoberta desse quadro.

Por um lado encontramos o tio de Dee, que logo que sabe que poderá haver possibilidade de encontrar um quadro raro, de quem nunca ouviu falar, contrata um detective privado para ir no seu encalço. A sua descoberta poderia ser muito importante para a sua galeria de arte.

Por outro, existe Julian Black, um homem completamente desinteressante, que após ter tirado o curso de belas artes e não ter jeito nenhum para a pintura opta por abrir uma galeria de arte, mas sem dinheiro para comprar obras. E nem o casamento planeado com a filha de um empresário rico o vai salvar. Então, também decide partir para a descoberta do precioso quadro que poderá colocar a sua galeria nos píncaros.

Pelo meio aparece ainda uma personagem caricata, Peter Usher, que coloca em causa todo o mundo da arte. Peter, um pintor caído em desgraça depois de os seus quadros não se venderem, apesar de todos os galeristas dizerem ser bons, decide falsificar obras de arte e mostrar ao mundo da arte que uma assinatura vale muito, muito mais ainda do que a obra em si.

A busca para o Modigliana remete-nos para um Itália recôndita, para os lados de Rimini, onde encontramos localidades pitorescas, raramente visitadas por turistas.


No seu jeito de escrita habitual, Ken Follett que assinou este seu livro com o pseudónimo de Zachary Stone, traz mais uma vez intrigas, traições, interesses de alto nível, onde quase ninguém se safa, de por uma ou outra vez ser o mau da fita.

Follett cria assim um livro de leitura rápida, viciante, e bastante leve. Aliou o mundo misterioso da arte a um thriller fantástico que nos leva a querer ler mais e mais.


Para os fãs do género e, sobretudo do autor, recomendo.
Excerto: 
"Não posso provar se um quadro é genuíno. A única forma de conseguir isso é ver um artista a pintá-lo do início ao fim, depois levá-lo consigo e trancá-lo num cofre."




Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Triplo - Ken Follett [Opinião]

Título: Triplo
Autor:
Ken Follett
Título Original: Triple
Tradução: Isabel Nunes e Helena Sobral
Páginas: 392
Coleção: Grandes Narrativas Nº 545
Género: Ficção e Literatura/Thriller
Público-Alvo: Leitores de Ken Follett
PVP: 18,90€


No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel. Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos.

Sobre o autor:
Ken Follett é britânico e nasceu em 1949. Consagrado autor de bestsellers, é sobretudo conhecido pelos seus thrillers. O seu primeiro grande êxito registou-se com o livro O Olho da Agulha, que venceu o Edgar Award em 1978, logo seguido de Triple. Entre os seus maiores sucessos conta-se Os Pilares da Terra e O Mundo sem Fim, dois romances históricos que se tornaram livros de culto no mundo inteiro, e a trilogia «O Século». Estima-se que a obra de Ken Follett tenha vendido acima dos 130 milhões de exemplares em todo o mundo.

Citações de Imprensa Estrangeira:
«Um thriller único e uma história de amor extraordinária, Triplo combina factos históricos com suspense de alta voltagem.» Amazon.co.uk
«Um romance vencedor...Um thriller soberbo.»  Newsweek


A minha opinião:
Nathaniel Dickstein é o protagonista deste novo livro de Ken Follett publicado pela Presença. Original de 1979, Triplo, talvez devido aos três agentes duplos que trabalham para diferentes países, é um livro de espionagem, muito ao estilo de James Bond. E não falta a bond girl, uma mulher exótica e demasiado bela por quem o protagonista, como não podia deixar de ser, se vai apaixonar.

Baseado em factos verídicos, Triplo relata a história do desaparecimento de 200 toneladas de urânio cujo destino seria o Egipto. Nathaniel poderá ser o responsável por esse desaparecimento da matéria que terá como destino Israel, país para quem Nathaniel trabalha.

Basicamente, o livro roda à volta de toda esta história, com os diferentes espiões, Yasif Hassan (árabe Fedayeen) e David Rostov (Rússia), a tentarem impedir que Nathaniel chegue aos seus intentos. A intenção de todos era a construção de uma bomba atómica. Curiosamente, todos se conheceram, uns anos atrás, em Oxford quando todos estudavam na mesma universidade.


Apesar de não ter sido a minha leitura favorita, Triplo não deixa de ter a escrita inconfundível de Follett, um mestre em juntar factos verídicos numa história que prende os leitores.

Mais informações consulte o site da Presença aqui

Para mais informações sobre o livro Triplo, clique aqui.





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Estilete Assassino - Ken Follett [Opinião]

Título: O Estilete Assassino
Autor:
Ken Follett
N.º de Páginas: 384
Editora: Bertrand Editora
Género: Espionagem/Thriller

Sinopse: 

Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D.

O Estilete Assassino é um arrebatador bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.


A minha opinião:

Num dos primeiros livros escritos por Ken Follett já dá para perceber a predilecção que o autor tem pelo tema das guerras, sobretudo o da Segunda Guerra Mundial. Como entusiasta desta temática, é óbvio que fiquei em pulgas para ler.

O Estilete Assassino desenrola-se na base da espionagem da Segunda Grande Guerra. Um espião alemão é enviado para Londres a fim de tentar descobrir o desembarque militar dos Aliados. Calculista e bastante perspicaz, mata a sangue frio quem se atravessa pelo seu caminho, mas esconde-se numa cara bonita e numa gentileza desarmante. Na sua peugada estão Godliman e Blogg, um professor e escritor, e um dos mais promissores agentes ao serviço do M15, respectivamente.

Só que o estilete, conhecido por Die Nadel, é hábil nas fugas, tornando-se praticamente impossível a sua captura. O seu único objectivo é gorado ao transmitir uma mensagem errada a Hitler: o próximo desembarque dos Aliados será em Calais. Semanas depois estes desembarcariam na Normandia.

Por outro lado, logo no início do livro, é-nos apresentado um jovem casal, que sofrendo de um fatídico acidente, se isola numa ilha, praticamente abandona, dedicando-se única e exclusivamente à pastorícia: Lucy e David. Este último, paraplégico devido ao acidente, vive completamente frustrado devido a não poder combater ao lado dos aliados, contra os alemães. Se David vive uma vida em completa frustação, Lucy acompanha o mesmo sentimento. Com um filho de 3 anos, a jovem mulher não vive o amor do marido desde o acidente, tornando-se uma pessoa completamente só em busca de afectos.

Por uma razão é-nos apresentada esta família, que só se desvendará mais à frente a sua importância.

Follett, atrai mais uma vez os seus leitores pela escrita fluída, falando de história sem ser maçadora, mostrando o outro lado da guerra, muito emocionante: o da espionagem. Com personagens extremamente fortes (sobretudo Die Nadel e Lucy) é fácil prendermo-nos à história.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Inverno do Mundo - Ken Follett - Opinião 3.ª parte [Opinião]

Esta é a parte mais curta do livro e que nos deixa a vontade de quer ler mais. Aqui fica a minha primeira opinião e a segunda.

Depois da guerra os países ficam destroçados e, consequentemente as famílias que vamos seguindo também, sobretudo os países que saíram a perder.

Na Alemanha a comida ainda continua a escassear e as famíliasVon Ulrich e Frank (outrora ricos) são obrigados a vender mobília para conseguirem mantimentos. Os priosioneiros políticos voltam a casa em condições que chocam as suas famílias. Escanzelados e com doenças causadas pelo frio e pelas más condições nos campos dos priosioneiros, Werner e Erik parecem esqueletos.

Na Rússia a espionagem continua, sobretudo em relação aos EUA, o seu principal adversário. A bomba atómica criada pelos EUA é a sua principal preocupação. O perigo de uma Terceira Guerra Mundial estava na ordem do dia, daí se ter de traçar planos de emergência.

Vólida começa a ficar cada vez mais desiludido com a política russa, sobretudo porque tudo o que havia acreditado se tinha deteriorado.

Em Inglaterra as leis mudam em benefício dos mais pobres. O ministro do carvão autoriza uma mina a céu aberto para ser explorada e criar riqueza para os mais precisam.

Os aliados continuam a ansiar por restabelecer a democracia na Alemanha e haviam marcado eleições municipais em Berlim ainda para o ano de 1946, mas a parte da Alemanha que ficou sob influência russa estava renitente. Os até então nazis eram agora apoiantes do comunismo...

Excerto:


“Temos de construir uma família nova a partir daquilo que a guerra nos deixou, tal como temos de construir casas novas a partir dos destriços nas ruas.”

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Inverno do Mundo - Ken Follett - Opinião 2.ª parte [Opinião]

Após a minha opinião sobre a primeira parte de "O Inverno do Mundo" segue a opinião sobre a segunda parte.
Com a entrada da Inglaterra na Grande Guerra muitos são os personagens que se vão envolver na mesma. Mas muitos segredos também serão revelados. Lloyd descobre a verdade sobre o seu passado e apaixona-se pela pessoa errada. Apesar de britânico será destacado para vários locais de guerra, nomeadamente França onde é feito prisioneiro.
Mas não é só Lloyd que sofre com a guerra. Além da sua família, também Boy vai sofrer um revés. Terá de combater também, embora de uma outra forma: a nível aéreo.

Em Berlim as atrocidades dos nazis começam a ser descobertas, e chocam até aqueles que eram a favor de Hitler. São relatos impressionantes daquilo que são capazes de fazer, desde tortura até à dizimação de milhares de pessoas só porque são diferentes do ideal ariano. Carla continua a trabalhar como enfermeira, mas quase não tem condições de trabalho. Mesmo assim a sua consciência vai falar mais alto quando tem de tratar e socorrer nazis.

Durante grande parte da guerra os EUA quiseram manter-se à parte, embora a estivessem a seguir ao minuto. Com o ataque a Pearl Harbor por parte do Japão, os EUA entram finalmente na guerra, o que causa desconforto para os russos. Em 1941 Greg ocupa um cargo importante, trabalhando no serviço de informações do governo. Leva uma vida praticamente despreocupada, mas vai descobrir uma coisa na sua vida passada que o vai surpreender e vai juntar a família um pouco mais. Participa ainda, ao lado de J. Robert Oppenheimer, judeu nova-iorquino, cientista responsável pelo fabrico da bomba atómica, numa experiência “bombástica”

A Rússia também não escapa às atrocidades nazis, e a miséria volta à população. A espionagem e os avanços na área da química e na manufactura de armas nucleares é cada vez maior. Vólida ganha um papel de destaque. 

A crueldade que é feita com os comunistas, incluindo crianças e judeus foi o que me chocou mais. No entanto, o livro não mostra o outro lado tal como deveria ser retratado. Também os seguidores de Estaline e o próprio matavam a torto e a direito, não sendo muito melhores que os nazis. No entanto, a forma como os invasores alemães se tinham comportado em 1941 enfurecera todos os russos a ponto de crescer uma tremenda raiva. Cartazes a incitar a morte aos alemães eram vistos por toda a parte e incitavam os russos a vingarem-se. 


Em 1945 a Guerra termina mas vai deixar grandes feridas...

Excertos:

“É tal e qual fazer tiro aos pombos no quintal, meu capitão.”
“Na política, sabemos que estamos a ganhar quando os nossos adversários nos roubam as ideias.”
“Se não mataste pelo menos um alemão por dia, esse dia foi um desperdício.”

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Inverno do Mundo - Ken Follett - Opinião 1.ª parte [Opinião]

Título: O Inverno do Mundo - Livro II
Autor: Ken Follett
P.V.P.: 25,20 €
Coleção: Grandes Narrativas
Nº na Coleção: 533
Data 1ª Edição: 18/09/2012
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-23-4876-8
Nº de Páginas: 832
Sinopse: Este volume vem dar continuação à extraordinária trilogia de Ken Follet, O Século, depois do êxito internacional alcançado pelo volume inaugural, A Queda dos Gigantes. A história recente do conturbado século XX continua a desenrolar-se como se diante dos nossos olhos, as figuras históricas e os acontecimentos reais evoluindo e decorrendo em simultâneo com as vidas da segunda geração das cinco famílias que já protagonizaram o primeiro volume, misturando-se num grandioso e colorido fresco em amplas pinceladas que, graças a uma rigorosa fundamentação e a um talento narrativo raro, se encaixam numa totalidade cheia de vida realismo. O Inverno do Mundo decorre entre a ascensão do nazismo e as suas dramáticas consequências até ao início da Guerra Fria.  

A minha opinião:

No Inverno do Mundo vamos acompanhar novamente a vida das mesmas cinco famílias, entretanto aumentadas por outras gerações: as famílias americana, alemã, russa, inglesa e escocesa . Se o primeiro livro relatou essencialmente o período da Primeira Guerra Mundial, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista, neste novo volume entramos na Segunda Guerra Mundial. Podem ler as minhas opiniões de A Queda dos Gigantes aqui, aqui e aqui

Tal como no anterior volume, e como este também é bastante extenso, decidi fazer a minha opinião por partes, assim como o próprio livro está dividido.

Na primeira parte do livro Ken Follett faz o enquadramento do antes da segunda grande guerra. Apesar de os diferentes países ainda não se encontrarem em guerra existem já relatos impressionantes que antevêem o que vai acontecer com a chegada de Hitler ao poder. A derrota na Primeira Guerra Mundial deixa os alemães com uma moeda desvalorizada e uma subida do n.º de desempregados.

Em 1933, na Alemanha encontramos Maud e Walter levando uma vida desafogada com os seus dois filhos: Carla, de 11 anos e Erik, de 13 anos. Maud, trabalha agora para um jornal alemão, mas de conteúdo comunista. Apesar de estar num país estrangeiro os seus ideais não se desvanecem e continua a ver no jornalismo um grande veículo para demonstrar o quanto o fascismo a desagrada. No entanto, o fascismo já se começa a instalar e a marcar o seu desagrado com aqueles que não obedecem às suas leis. Porém, nem todos os membros da família partilham os mesmos gostos políticos...

De visita à Alemanha, Lloyd, filho de Eth, também vai viver na pele as atrocidades dos nazis. O racismo e xenofobia já se torna evidente e os castigos corporais são cada vez mais violentos.

A nova lei proposta por Hitler é aprovada por quase todos os partidos políticos. A excepção foi dos sociais democratas no qual se inseria Walter, o que lhe vai trazer dissabores...

Nos Estados Unidos vive-se ainda tempos de grande descontracção, embora os olhos e ouvidos estejam sempre atentos ao que se vai passado na Europa. Olga e Lev Péchov vivem um casamento de fachada, com Lev a coleccionar amantes e a levar a sua vida de sempre, não olhando a meios para atingir os fins. Com a indústria cinematográfica cada vez mais em ascensão, Lev é agora um empresário na sétima arte. Apesar de ricos, a alta sociedade não vê esta família com bons olhos e a mais prejudicada é a filha de ambos: Daisy, que decide partir para Inglaterra.

Nesta altura Lloyd já tem regressado ao seu país natal e continua a envolver-se na política. Quando rebenta a guerra civil espanhola, decide ir para lá. Mais relatos de horrores, desta feita pelo regime de Franco, mas também das tropas exteriores, quer sejam inglesas, mas sobretudo russas, que também por lá combatem.

Moscovo: a carreira de Gregori estagnou nos anos 20. No entanto, o seu filho Volódia herdou as ambições do pai e decide entrar na política russa. 


Com o fim da guerra em Espanha, a espionagem continua até porque a Alemanha constitui, no momento, uma ameaça cada vez maior para a URSS. No entanto, pouco tempo depois, Estaline e Hitler fazem as pases através de um pacto. Durante esse tempo, as coisas mudaram completamente na Alemanha e a família de Maud perde qualidade de vida...
A Inglaterra entra em guerra. Começa a Segunda Guerra Mundial.

Excertos:

“Para os cobardes não há clemência” - pag. 245

“Se alguma coisa aprendi em Espanha é que temos de lutar contra os comunistas tanto como contra os fascistas. São ambos horríveis.” - pág. 247

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Preço do Dinheiro - Ken Follett [Opinião]


Título: O Preço do Dinheiro  
Autor: Ken Follett
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524292

Sinopse:

Um político acorda com uma bela mulher ao seu lado; um criminoso faz uma reunião com a sua equipa; um magnata toma o pequeno-almoço com um alto funcionário bancário. E depois três histórias nascem: uma tentativa de suicídio, um sequestro e uma oferta pública de aquisição. Parecem ações isoladas, sem relação umas com as outras, até que certo jornalista do Evening Post começa a fazer perguntas e a desvendar uma conspiração bem mais ampla que envolve todos estes elementos. Um dos mais aclamados livros de Ken Follet, cuja narrativa se desenrola ao longo de um dia num jornal vespertino de Londres e põe a nu com mestria as interligações entre o crime, a alta finança e o jornalismo.

A minha opinião:

Apesar de um pouco diferente dos anteriores livros que li de Ken Follett, O Preço do Dinheiro, um dos primeiros livros escritor pelo escritor galês, trata sobretudo da corrupção que envolve os meios políticos, mas também as influências que o dinheiro tem na comunicação social.

O livro decorre num dia só, o que me levou a devorar as duzentas e poucas páginas numa tarde de domingo. O facto de não ter eleito uma personagem principal, mas várias, que se interligam num jogo perigoso para todos, torna o livro ainda mais interessante e envolvente.

Primeiro deparamo-nos com Tim Fitzpeterson, membro do parlamento Britânico, que acorda com uma bela desconhecida ao lado. Pai de três filhas e casado já há muito tempo, Tim não deseja que esta “facadinha” acabe com o seu casamento e consequente carreira, já que, até então, nenhum membro do parlamento se divorciou. E como o seu objectivo principal é chegar a primeiro-ministro...

No seu caminho aparece Toni Cox, antigo pugilista, que nada mais que um fora-da-lei esperto, cujo único desejo é subir na vida e ter muito dinheiro. Na história cruzam-se ainda um homem de negócios com a intenção de adquirir uma empresa à beira da falência e com isso ganhar um bom dinheiro. E um jornalista, Kevin, que deseja ter o furo da sua vida.

Os caminhos de todas estas personagens cruzam-se de uma forma surpreendente e só o astuto Kevin para juntar todas as pontas dos mistérios que vão acontecendo durante o dia.

Para os amantes de Ken Follett este não é um livro tão profundo, com personagens ricas em termos de passado, no entanto a história espectacular que engendrou em tão poucas páginas envolvendo pessoas tão influentes no mundo da alta finança e crime organizado leva a que recomende este livro.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Vale dos Cinco Leões - Ken Follett [Opinião]


Título: O vale dos cinco leões
Autor: Ken Follett
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 400
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722522021
Coleção: Grandes Romances


Sinopse: Jane, uma inglesa corajosa e sensual, é apanhada num triângulo amoroso mortífero, entre os espiões rivais Ellis e Jean-Pierre. Amor, ódio e engano levam-nos de conspirações terroristas em Paris à guerra e aos guerrilheiros no Afeganistão.

A minha opinião:
Quando pego num livro de Ken Follett sei de antemão que vou desfrutar plenamente da sua leitura.
Repleto de aventuras e intriga O Vale dos Cinco Leões inside, sobretudo, na Invasão Soviética no Afeganistão, local para onde as personagens principais partem em missão. Partindo de um triângulo amoroso, Ken Follett, relata com mestria as duas facções: a dos espiões russos (KGB) e dos espiões norte-americanos (CIA). Jane, uma jovem inglesa a viver em Paris vê-se envolvida com os dois espiões, embora nada saiba a respeito da vida secreta de ambos.
Quando descobre a vida secreta de Ellis, o seu companheiro, Jane decide dar uma oportunidade ao médico amigo que está sempre por perto: Jean-Pierre. Não sabe ela que também ele guarda um segredo, partindo com ele numa missão, que julga humanitária, para uma localidade remota do Afeganistão.
Passado na década de 80 do século XX, é descrito ao leitor o que passavam os afegãos nas mãos do inimigo: a Rússia. Mas a outra parta também é relatada, sobretudo a crueldade com que encaravam o inimigo, a forma como tratavam (e ainda tratam) as mulheres, e o estatuto de heróis que ganhavam caso vencessem uma guerrilha.
É certo que Follett nos coloca sempre do lado da CIA, pondo sempre o KGB como os maus da fita, não deixando espaço de manobra para que a facção russa se “defendesse”. No entanto, aprendi um pouco mais sobre esta parte da história, praticamente desconhecida para mim.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Ameaça - Ken Follett [Opinião]


Título: A Ameaça
Autor:
Ken Follett
Edição/reimpressão: 2007
N.º de Páginas: 350
Editor: Editorial Presença
Colecção: Minutos Contados

Sinopse:
Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.



A minha opinião:
Na véspera de Natal Toni Gallo, a responsável pela segurança das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para umas das variantes do Ébola, descobre que um dos cientistas da empresa está desaparecido. E, juntamente com ele, um fármaco altamente perigoso. Quando o descobrem, em sua casa, este encontra-se em estado crítico, e suspeitam que está contaminado um vírus perigosíssimo. Ao mesmo tempo, um grupo terrorista tem andado planear assaltar as mesmas instalações e para isso estão a contar com a ajuda do filho do dono do administrador da empresa Stanley Oxenford.
Um livro completamente diferente daqueles que estou habituada a ler de Ken Follett, mas nem por isso decepcionante. Adorei ler este A Ameaça, que me prendeu desde o primeiro momento, de tal forma foi interessante o enredo. Primeiro porque nos deixa a pensar no modo como são protegidos todos estes estudos para a procura de antivírus para as principais doenças que assolam a humanidade e depois até que ponto é que chegam os escrúpulos de uma pessoa. Kit mostra-se um homem desinteressante, completamente diferente do pai e das irmãs, a quem o dinheiro é a coisa mais importante na vida. Carl Osborne, um jornalista sensacionalista em busca da melhor notícia, doa a quem doer, ultrapassando tudo e todos, mesmo que isso custe o “amor” (??) da sua vida. E, por outro lado, a família de Stanley, com os problemas adjacentes, Olga e o seu marido mulherengo, Miranda e o seu namorado Ned e os filhos e de ambos os casais.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Noite sobre as águas - Ken Follett [Opinião]

Título: Noite sobre as águas
Autor: Ken Follett
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 528
Editor: Bertrand Editora
Colecção: Grandes Romances

PVP: 16.95€

Em 1939, com a guerra a acabar de ser declarada, um grupo de pessoas privilegiadas embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.

A minha opinião:
Mais um romance fantástico de Ken Follett. Quanto mais leio deste autor, mais fico rendida aos seus livros. Desta vez, e ainda sobre um clima de guerra, Follett leva-nos a sobrevoar o atlântico nas asas de um Boeing 314, um luxuoso hidroavião, que faria a viagem entre Inglaterra e os Estados Unidos e a quem as pessoas com grandes possibilidades era permitido viajar.
No entanto, ter dinheiro não significa ter escrúpulos e no mesmo local vão estar reunidos, durante 29 horas, pessoas de várias estirpes, desde a família Oxenford, cujo patriarca é um acérrimo fascista e seguidor de Hitler, que acaba de declarar a Segunda Guerra Mundial. Com a entrada da Inglaterra na guerra contra a Alemanha, a família Oxenford decide partir para a América até ao fim da mesma. Por isso mesmo, reservam passagens no Clipper da Pan American.
Percy, o irmão mais novo, ficou contente por viajar novamente de avião. Já Margaret, uma rapariga um tanto ao quanto revolucionária, que é contrária às ideias do pai e que deseja por tudo alistar-se na guerra contra os alemães.

Tom Luther, um gangster.
Harry Marks é jovem ladrão de jóias que depois de descoberto, e de quase ter sido presdo, aproveita ter saído da prisão sob fiança e com o dinheiro que tinha juntado dos roubos que havia feito ao longo dos tempos, decide partir no luxuoso voo rumo à terra das oportunidades.

Nancy Lenchan é uma empresária de calçado a quem o irmão deseja passar a perna ao tentar vender a fábrica sem o seu consentimento.
Diana e Mark são dois recentes amantes que se conheceram há pouco tempo e que decidem partir para a América.
Lulu Bell, uma famosa actriz; Carl Hartmmann um famoso cientista judeu, entre muitos outros. Toda esta miscelânea de raças, credos, e "profissões" vai criar conflitos, conversas e acesas discussões que tornarão a viagem cada vez mais interessante.
Ken Follet tem o condão de criar famílias recheadas de mistérios, com mulheres fortes para uma época ainda dominada pelos homens, em que a emancipação da mulher se começa a tornar evidente, mas que ainda está a dar os primeiros passos.

Impressionante é o relato verídico do Boeing 314 Clipper, um hidroavião luxuoso, não existindo hoje em dia qualquer exemplar dos 12 que foram construídos. Um destes transportou o presidente Roosevelt à Conferência de Casablanca em Janeiro de 1943 e um outro sofreu um acidente em Lisboa do qual resultariam 29 vítimas.
Imagem tirada da wikipedia

Eram servidas autênticos repastos como se de um hotel se tratasse as pessoas tinham casas de banho com toucadores para se poderem pentear à vontade, locais para poderem dormir descansados, como beliches e existia, inclusive, uma suite nupcial.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A queda dos Gigantes - Opinião 3.ª parte [Opinião]

Opinião sobre a terceira parte de "A Queda dos Gigantes": Um Novo Mundo que Nasce

Finalmente a Grande Guerra chega ao fim. A vida de todas as personagens muda radicalmente sobretudo para os grandes derrotados.
Walter e a sua família ficam sem nada e vivem uma vida de grande esforço. Como grande derrotada a Alemanha tem de pagar as despesas de guerra aos Aliados e, claro está, quem é o grande prejudicado é o seu povo, na maioria sem qualquer culpa das decisões dos seus soberanos. Falta pão, todo o tipo de comida e a moeda, marco, desvaloriza diariamente. No entanto, o amor está acima de todas as dificuldades.
Em Inglaterra a situação é um pouco diferente se bem que a instabilidade política ainda continua. Preparam-se novas eleições para primeiro-ministro e demais deputados. Ethel é uma proeminente política ganhando direito a dar a sua opinião e também ela poder decidir os desígnios do seu país.
Na Rússia, os bolcheviques lideram com Lenine a encabeçar a lista. Grigori tem sucesso nas suas ideologias e agora vive bem com a sua família em Moscovo. Tudo o que sempre sonhou foi concretizado e nem a possibilidade de ir para a terra dos sonhos o demoveu a sair do seu país natal.
Lev, na América continua com a sua vida de criminalidade, sempre no fio da navalha. E será sempre assim. Fiquei com vontade de ler mais sobre as personagens e estou desejosa de ler o segundo livro da trilogia O Século.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A queda dos Gigantes - Opinião 2.ª parte [Opinião]

Após a minha opinião sobre a primeira parte de "A queda dos gigantes" aqui fica a opinião sobre a segunda parte do livro "A Guerra dos Gigantes"

Nesta segunda parte de “A queda dos gigantes” entramos na Primeira Guerra Mundial propriamente dita.
Aqui confrontam-se os membros das diversas famílias que fomos conhecendo na primeira parte do livro. A família russa em que Grigori é o protagonista; a família Alemã com Walter a encabeçar o grupo; as famílias inglesas com Billy na guerra assim como Fritz e na América Gus e Lev que, apesar de ter uma vida com que sempre sonhou, vê-se obrigado a entrar na guerra quando os Estados Unidos decidem também eles guerrear contra a Alemanha, a favor dos Aliados.
No meio disto tudo lutam-se sobretudo por ideais o que nos coloca na pele dos protagonistas e a lutar pelos ideais deles, na maioria das vezes, muito divergentes entre si.
Após a retirada do czar da liderança da Rússia, Grigori lidera a Revolução Russa com o intuito de colocar Lenine no poder. Durante a Guerra a Rússia, como quase todos os países que entraram na guerrilha, passou por sérias dificuldades em alimentar a população. As pessoas faziam filas durante a noite apenas para poderem comprar um pão que desse de alimento para os mais novos.
Walter deseja que a Alemanha saia vencedora da Guerra e sonha com o fim da mesma para que finalmente possa estar junto da sua amada Maud, agora pertencente ao país inimigo, o que os afastou. No entanto, os seus intentos não chegam a bom porto e o seu país acaba por ser o grande vencido.
Fitz e Billy, embora com ideais completamente opostas, lutam pela vitória da Inglaterra, enquanto sonham com as suas amadas que deixaram em Inglaterra. Billy sonha com um futuro ao lado de Mildred, Fitz com a sua esposa Bea, com Ethel e com outras tantas mulheres que vai coleccionando.
Enquanto isso Maud e Ethel lutam pelos direitos das mulheres, igualdade quer no trabalho e consequente ordenado, assim como no direito ao voto. O facto de a Inglaterra abrir uma brecha, ainda que ínfima, no direito ao voto feminino vai cortar relações com estas duas mulheres fortes (para mim as personagens mais interessantes do livro) por terem opiniões divergentes. Ethel fica contente que algumas mulheres, ainda que em pequeno número já possa votar (a lei ditava que apenas as mulheres acima dos 30 anos e que habitassem em casa própria é que poderiam votar) enquanto Maud achava pouco.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A queda dos Gigantes - Opinião 1.ª parte [Opinião]


Título: A queda dos gigantes
Autor:
Ken Follett
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 928
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722344289
Colecção: Grandes Narrativas
PVP: 29,95€

Sinopse:
Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia O Século, as vidas de 5 famílias – americana, alemã, russa, inglesa e escocesa – cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista. Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.

Entre saga histórica e romance de espionagem, casos amorosos e luta de classes, Ken Follett oferece-nos um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades, denotando seu domínio de mestre na arte do romance.

A minha opinião:
Como adoro romances sobre esta época da história desde logo que me prendi à estória de Ken Follett. Como o livro é bastante extenso decidi fazer a minha opinião por partes, assim como o próprio livro está dividido.
Nesta primeira parte vivenciámos o estado da Europa, sobretudo da Grã-Bretanha, Alemanha e Rússia antes do deflagrar da Primeira Guerra Mundial. Com início em 1911 o autor leva-nos a conhecer a discrepância que existia entre operários e as famílias mais abastadas. Então conhecemos a família Williams, família com tradição no trabalho mineiro e cujo jovem Billy se vai iniciar nesse trabalho, agora que completa 15 anos. As angústias do jovem, mas também a coragem de Bily vão sendo evidenciadas ao longo da narrativa e como ultrapassa as adversidades que lhe vão aparecendo.
Juntamente com Billy, Ethel, a sua irmã mais velha, é a ponte entre a família humilde de uma localidade galesa e o conde, dono dos terrenos onde existe a mina e onde a jovem trabalha como criada e, posteriormente, como governanta, estatuto que adquiriu com a vinda do rei àquela localidade. Aquando da visita do rei de Inglaterra, em Janeiro de 1914, o tema da guerra já era falado pelos seus consortes. Rússia, França, Alemanha já eram faladas como possíveis nações que se envolveriam numa futura guerra, caso esta viesse a existir.
Nessa altura o rei não colocava em questão a existência de uma guerra, mas o que é certo é que os serviços secretos ingleses já andavam a investigar as condições da Rússia, sobretudo nos meios de locomoção (comboios) que transportariam o armamento. Nessa mesma altura começa uma greve dos mineiros que vai envolver a família Williams e muitas mais famílias da localidade de Aberowen.
Numa altura em que os mineiros se sentem cada vez mais explorados pelos gestores da mina, nomeadamente na falta de condições de segurança, decidem fazer greve para fazer valer os seus direitos. Depois dessa altura os acontecimentos desenrolam-se a um rítmo dertiginoso. O arquiduque Francisco Fernando, possível herdeiro ao trono, é assassinado em Sarajevo a 28 de Junho de 1914, o que viria a desencadear a Primeira Guerra Mundial.
A Grã-Bretanha torna-se inimiga da Alemanha o que acaba por ter influência em algumas relações das personagens de A Queda dos Gigantes.