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sábado, 29 de julho de 2017

A Mulher do Camarote 10 - Ruth Ware.[Opinião]

Título: A Mulher do Camarote 10
Autor:
Ruth Ware.

Sinopse: 
Tudo começa com um convite inesperado para uma viagem de sonho. Lo Blacklock, jornalista, recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido aos responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

A minha opinião:
O nome Ruth Ware ficou conhecido entre nós por causa do primeiro livro Numa Floresta Muito Escura, que muito agradou aos seus leitores. Eu adorei o primeiro e ia com grandes expectativas para a leitura deste novo livro.

Ware continua a criar ambientes sombrios e misteriosos. Se no primeiro livro a história se centrava numa floresta, neste partimos para alto mar, completamente reféns dos convidados presentes no navio de luxo Aurora Borealis, sem qualquer ligação ao mundo exterior.

A autora volta assim a repetir a fórmula de "fechados para o mundo exterior" levando as personagens a mergulhar numa espiral de desconfiança com toda a gente, e ninguém parece estar a salvo.

Lo Blacklock, jornalista de uma revista que é convidada à última hora para viajar e fazer uma reportagem relativa ao novo navio de luxo de um magnata, vai ser a protagonista desta história. Sem querer é "testemunha" do que ela acha ter sido um assassinato e começa a fazer perguntas indesejáveis. 
Sem ter visto qualquer coisa, Lo apenas ouviu aquilo que achou ter sido um corpo a cair ao mar, mas não descansou enquanto não falou com todos presentes no navio, passageiros e tripulação.

Infelizmente ninguém acredita no que Lo diz, até porque no dia anterior a jovem e ingénua jornalista, tinha abusado da bebida na noite anterior, o que leva a que todos pensem que sofreu de alucinações.


De facto não é fácil acreditar numa pessoa tão frágil. Lo parece completamente deslocada daquele ambiente, e o seu problema com a bebida também não ajuda. A par disso sofre de paranóia fruto de uma depressão no passado, o que levou a que também eu chegasse a duvidar de tudo o que ela vivenciou enquanto hóspede do camarote ao lado do local onde se deu o suposto assassinato.

As restantes personagens são misteriosas q.b. o que leva a que tenha suspeitado de uns quantos e não ter adivinhado quem seria o assassino até este ser desvendado. 

Ruth Ware prova, mais uma vez, que esta fórmula resulta, prendendo tanto os seus leitores a este livro como com o primeiro, que já tinha feito sucesso. 
A Mulher do Camarote 10 foi uma agradável leitura pelo que só posso recomendar. 





segunda-feira, 4 de abril de 2016

Numa Floresta Muito Escura - Ruth Ware [Opinião]

Título: Numa Floresta Muito Escura
Autor:
Ruth Ware
Páginas: 328
Editor: Clube do Autor
PVP: 17€

Sinopse
Uma mulher solitária recebe um convite inesperado para a despedida de solteira de uma amiga que não via há muito tempo. Relutantemente, ela aceita participar na reunião de amigas, algures numa casa isolada na floresta.
Quarenta e oito horas depois, Nora acorda numa cama do hospital. Está ferida mas não se recorda exatamente do que se passou. Sabe, no entanto, que alguém morreu. O que fiz eu?, pergunta-se ela, consciente de que algo muito grave aconteceu naquela casa na floresta escura, muito escura…

A minha opinião: 
Nora Shaw, uma escritora de livros policiais, recebe um email de uma desconhecida, mas com uma amiga em comum, a convidá-la para uma despedida de solteira. Apesar de hesitante, uma vez que não via essa amiga há dez anos, Nora acaba por aceitar. A reunião de amigas leva-a a uma casa isolada numa floresta recôndita, onde não existe vivalma. Ideal para confraternizarem, mas um pouco assustadora. 

Pouco dada a amizades, Nora é o que se pode chamar de uma anti-social. Se não fosse Nina, colega de infância, uma das seis pessoas convidadas para a despedida de solteira a convencê-la a ir, Nora era bem capaz de ter recusado. Não conhecia mais ninguém do grupo a não ser Nina e Clare (a noiva) e não entendia o porquê da sua presença, já que nem sequer tinha sido convidada para o casamento. 

Quando começou a conhecer os outros elementos do grupo e o local onde ficariam durante o fim de semana, isolados do resto do mundo, Nora desejava, cada vez mais, não ter aceite o convite. Nina começava a concordar com a amiga. 

Obrigada a conviver com pessoas que não se identifica e a ter de responder a perguntas do passado que não pretende, Nora sente-se cada vez mais claustrofóbica. Somando a isso, estão fechados numa casa de vidro, com uma floresta escura, cujos ruídos à noite podem ser cada vez mais assustadores. Ingredientes perfeitos para transformar este livro num thriller com uma leitura completamente viciante. 

Depois, Nora acorda numa cama do hospital, gravemente ferida, e não sabe o que se passou. De vítima passa a suspeita e com o tempo vai-se lembrando de pequenas coisas até que se recorda que morreu alguém naquela noite...

Desde que saiu a novidade que sabia que era um livro que me ia surpreender. A capa é excelente, o título também, a sinopse já desvenda um pouco daquilo que vai acontecendo na trama, mas a história, a riqueza das personagens, sobretudo Clare e Flo (Nina também me deixou intrigada em algumas coisas), faz com que tenha adorado o livro e que o recomende aos amantes de thrillers