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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Pequenas Grandes Mentiras - Liane Moriarty [Opinião]

Título: Pequenas Grandes Mentiras
Autor: Liane Moriarty 
Tradução: Raquel Dutra Lopes
Páginas: 480
Editor: Edições Asa
PVP: 17,70€

Sinopse
A vila costeira de Pirriwee é um bom lugar para viver. As ruas são seguras, as casas são elegantes, e os seus habitantes distintos. Bom… quase todos…

Madeline é tudo menos perfeita. Para começar, recusa-se a viver para as aparências e não se coíbe de dar a sua opinião (principalmente quando não é pedida). O seu lema "Nunca perdoar. Nunca esquecer." vai ser inesperadamente testado ao limite.

Celeste tem o tipo de beleza que leva as pessoas a parar na rua.
É tão serena que ninguém repara que por detrás dos seus magníficos olhos se escondem sombras negras. Nem as suas melhores amigas sabem o que se passa quando a noite cai.

Jane acabou de chegar. Ao fim de anos a tentar encontrar um lar, a idílica vila parece ter tudo o que procura… e até já conseguiu fazer duas amigas, cujas vidas perfeitas, espera, venham a ter uma boa influência sobre si. É mãe solteira e tão jovem que, no recreio da escola, a confundem com uma babysitter. Mas a sua inocência há muito que se perdeu.

Um acidente vai unir estas três mulheres numa amizade aparentemente indestrutível. Pelo menos, até à noite da festa. Na vila, nada mais será como antes. São muitas as versões mas o facto indiscutível é que houve uma morte. Como aconteceu? Quem viu? Acima de tudo, quem morreu?

A minha opinião:
Quem leu o anterior romance de Liane Moriarty, "O Segredo do Meu Marido" de certeza que já se familiarizou com três personagens, femininas, da trama. Não sei se é habitual em todos os romances da autora, já que li apenas estes dois, mas o que é certo é que funciona muito bem. 

No pequena vila de Pirriwee todos se mostram nervosos com o início do novo ano escolar. Sobretudo as mães das crianças que desejam que a sua cria seja a melhor da escola. Mas nem tudo corre bem e logo no primeiro dia um dos miúdos é acusado de ter agredido uma menina. Por si só isso vai causar um mau estar em todos os pais, mas o pior virá a seguir quando numa festa da escola, poucos dias depois, uma pessoa acaba por morrer e tudo terá de ser investigado. 


Invulgar é que só quase a terminar o livro é que nos é dado a conhecer quem é a vítima e, consequentemente, o assassino, o que torna lo livro ainda mais empolgante. 

De todo um manancial de pais e mães, entre as quais as vulgares, louras de Bob, destacam-se Madeline, Celeste e Jane. Completamente diferentes entre si, estas três mulheres vão acabar por se tornar inseparáveis partilhando segredos do seu passado mais obscuro. Todas menos Celeste que guarda um segredo que guarda de toda a gente. 

Madeline é uma mulher se papas na língua, diz o que pensa, o que por vezes lhe traz dissabores. Vai no segundo casamento e aceita mal o facto da filha mais velha, fruto do primeiro casamento, se dê bem com a família do seu ex-marido. 

Celeste é a mulher, aparentemente, que todas desejam ser, linda, magra, alta, com um casamento perfeito, rica, vive para a família e para os dois gémeos de 5 anos. É uma mulher completamente despreocupada com a sua beleza, não ligando nada a maquilhagem, continuando linda e perfeita, o que deixa irritada Madeline por não conseguir ser assim. 

Jane, é uma jovem, que cai de para-quedas na vila costeira, com o filho de 5 anos. Mãe solteira, não revela a ninguém que é o pai do seu filho, nem em que circunstâncias ele foi gerado. 

Ingredientes para uma boa história, com muito suspense à mistura, onde as pequenas e grandes mentiras não faltam para baralhar o leitor no intuito de descobrir quem é o pai do filho de Jane, assim como quem é a vítima e assassino da história. 

Mais uma vez, Liane Moriarty surpreendeu e deixou-me rendida à sua escrita. 
Recomendo sem reservas.
4,5*



 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty [Opinião]

Título: O Segredo do Meu Marido
Autor: Liane Moriarty
Tradução: Helena Ruão
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 416
PVP: 17,70€

Sinopse:
A carta do marido dizia: "Para ler apenas após a minha morte."
Mas ele estava vivo. E escondia um segredo aterrador.
Cecilia encontrou a carta acidentalmente. Na penumbra do sótão, soube de imediato que não devia lê-la. Que devia devolvê-la ao seu esconderijo, fingir nunca a ter encontrado e respeitar a vontade do marido. Afinal amava John-Paul. Juntos, tinham três filhos e uma vida sem sobressaltos. Argumentos que de pouco serviram perante a sua curiosidade crescente. E quando começou a ler, o tempo parou. A confissão de John-Paul fulminou-a como um raio, dividindo a sua vida em dois: o antes e o depois da carta. Cecilia vai ficar agora perante uma escolha impossível.
Se o segredo do seu marido for revelado, tudo o que construíram será destruído. Mas o silêncio terá um efeito igualmente devastador. Porque há segredos com os quais não se pode viver…
A minha opinião: 
Cecília preparava-se para procurar uma pedra pertencente ao Muro de Berlim, no seu sótão, para dar à sua filha do meio, Esther, obcecada pela temática, quando se depara com uma carta fechada, do seu marido. A carta, endereçada a si, deverá ser apenas aberta quando John-Paul morrer.

Mas o desejo de descobrir o segredo que o seu marido guarda é mais forte e noites mais tarde ela acaba por abrir a carta e o seu conteúdo vai mudar completamente a sua vida, e mudar a sua própria maneira de ver as coisas. Agora ela própria guarda um segredo que não sabe se o quer guardar.

Liane Moriarty, autora que só conheci agora, consegue criar uma história envolvente de uma mulher lutadora, activa, faladora e extrovertida, que está sempre por dentro da comunidade onde está inserida, querendo participar em tudo o que acontece.

Ao mesmo tempo, envolve a história de Cecília com a história de mais outras duas mulheres, todas elas provenientes da mesma localidade, mas cujos destinos são completamente diferentes entre si.

Rachel é uma mulher, já na terceira idade, cuja vida parou quando a sua filha mais velha, Janie foi assassinada quando tinha 17 anos. O assassino nunca foi descoberto e Rachel vive obcecada com o crime, de tal forma que depois de descobrir uma cassete de vídeo que pode conter uma pista de quem poderá ter sido o autor do crime, segue os seus passos e decide vingar-se.

Tess é uma mulher traída. Depois de saber que o seu marido se apaixonou por outra pessoa, Tess decide regressar às origens e volta para a sua terra natal, com o seu filho, a fim de viver com a sua mãe.

A autora descreve, sem grandes floreados, a vida destas três mulheres, acompanhando igualmente um crime que aconteceu há 28 anos. Pelo meio as histórias vão-se cruzando havendo momentos, que apesar de muito previsíveis, não tiraram significado nem valor ao livro.
O epílogo, então, é o melhor do livro. 5*

Por vezes, algumas partes dramáticas que me fizeram um nó no estômago, O Segredo do Meu Marido fez-me desejar ler mais livros da autora, e o mais breve possível.
Dos melhores livros que li este ano.

Excerto: 
"Será que um ato define para sempre quem somos? será que um ato de maldade na adolescência neutraliza vinte anos de casamento, de bom casamento, vinte anos a ser um bom marido e um bom pai?" - Pag. 197