Título: As Mulheres do Marquês de Pombal
Autor: María Pilar Queral del Hierro
N.º de Páginas: 160+8
PVP: 19€
Editora: Esfera dos Livros
Sinopse:
Por detrás de um grande homem de Estado como Sebastião José de Carvalho e
Melo não está uma grande mulher, mas sim várias. Umas unidas por laços
de sangue, como a sua mãe Maria Teresa Luiza de Mendonça e Melo, outras
por laços afetivos como as suas duas esposas. A primeira, dez anos mais
velha que o jovem Sebastião, foi a viúva Teresa de Mendonça e Almada. O
namoro não foi bem aceite, mas Sebastião José não hesitou, raptou a
noiva e casou em segredo, escandalizando tudo e todos. Amor ou ambição
por um casamento com uma mulher de uma classe superior à sua? O
casamento foi curto, a mulher morreu de doença enquanto o jovem ascendia
na carreira diplomática. Primeiro Londres, depois Viena. Foi aqui que
conheceu a sua segunda mulher, companheira de uma vida e mãe dos seus
quatro filhos, Maria Leonor Ernestina Daun. Mas Sebastião José era um
homem inteligente, frio, mais dado às suas ambições políticas que às
artes do coração. Há uma mulher que fica na história como a grande
protetora e responsável pela sua ascensão ao poder: a rainha Maria Ana
de Áustria que o colocou ao lado de D. João V e depois do filho D. José
I. Mas também foram as mulheres as responsáveis pela sua queda. O seu
confronto com a Marquesa de Távora, D. Leonor, o processo sangrento
daquela família e o desafeto de D. Maria I por este homem levaram-no à
desgraça. A autora bestseller María Pilar Queralt del Hierro traz-nos a
história destas mulheres que, de uma forma ou de outra, estiveram
presentes na vida do Marquês de Pombal, o estadista ilustrado que soube
fazer com que Lisboa renascesse das cinzas em 1755. Viajamos pela sua
escrita através do século XVIII, pelos palácios reais, pelas intrigas da
corte, pelos salões onde se reuniam escritores, artistas, políticos
unidos pelos ventos do Iluminismo, é aqui neste ambiente que conhecemos
Teresa Margarida da Silva ou Leonor de Almeida Lorena, Marquesa de
Alorna.
A minha opinião:
Sebastião José de Carvalho e Melo foi um grande estadista, isso não gera a menor dúvida. Adorado por uns, odiado por outros, o certo é que o Marquês de Pombal foi uma grande visionário e esteve muito à frente do seu tempo, como se comprova actualmente, ao ter feito ruas largas na baixa de Lisboa, apesar de muitos terem contestado isso na altura.
Inteligente, sempre soube rodear-se de pessoas influentes para ascender onde realmente queria, e acabou por se tornar o braço direito do rei D. José I, aumentando o protagonismo aquando do terramoto de 1755.
O processo sangrento dos Távoras e a expulsão dos Jesuítas iriam pô-lo em desgraça, mas María Pilar Queralt del Hierro quis enfatizar as mulheres que estiveram por detrás deste grande homem, mas também as mulheres daquele tempo, algumas delas letradas, apaixonadas pelas letras e também pela escrita, que se dedicavam a tertúlias com grandes escritores da época como Alexandre Herculano, Bocage e Almeida Garrett entre muitos outros.
Escrito de uma forma simples e bastante resumida, este podia ser um livro incompleto no que diz respeito à vida de Marquês de Pombal assim como à relação que teve com tantas mulheres, amigas e inimigas. Mas não se dá o caso. A autora consegue, além de fazer uma breve biografia, mas de forma eficaz, de Sebastião José, consegue situar o tempo em que se vivia, os costumes, o reinado existente na altura em que o estadista nasceu e o reinado que o viria a tornar conhecido, passando pelos seus dois casamentos.
Órfão de pai desde tenra idade, e a relação de amor/ódio com a sua mãe viria a influenciar a própria vida do futuro Marquês de Pombal. Casou com uma mulher mais velha dez anos, mas que terá sido o seu único amor, mas o interesse pela subida na escala social terá sido o principal motivo do casamento. Depois de enviuvar casaria segunda vez com a mulher que lhe daria quatro filhos. E seria essa que lhe estabeleceria a relação com a Maria Ana de Áustria, rainha de Portugal e esposa de D. João V.
María Pilar Queralt del Hierro é uma das minhas autoras preferidas em romance histórico. Depois de ter lido Inês de Castro e As Mulheres de D. Manuel I fiquei ainda mais rendida aos seus livros.
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sexta-feira, 7 de março de 2014
domingo, 24 de outubro de 2010
As Mulheres de D. Manuel I - María Pilar Queralt Del Hierro [Opinião]
Título: As Mulheres de D. Manuel I
Autor: María Pilar Queralt del Hierro
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 330
Editor: Esfera dos Livros
PVP: 23€
Sinopse:
D. Manuel estava nervoso, aquela era a mulher que sempre amara. Que sempre desejara. Já a noiva sentia-se resignada, na verdade, depois de ter ficado viúva de D. Afonso, filho de D. João II e herdeiro do trono de Portugal, sonhara enveredar por uma vida religiosa, ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Mas quis o destino que os seus pais a entregassem a D. Manuel I, primo do seu falecido sogro. Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel. Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517. Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo.
Autor: María Pilar Queralt del Hierro
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 330
Editor: Esfera dos Livros
PVP: 23€
Sinopse:
D. Manuel estava nervoso, aquela era a mulher que sempre amara. Que sempre desejara. Já a noiva sentia-se resignada, na verdade, depois de ter ficado viúva de D. Afonso, filho de D. João II e herdeiro do trono de Portugal, sonhara enveredar por uma vida religiosa, ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Mas quis o destino que os seus pais a entregassem a D. Manuel I, primo do seu falecido sogro. Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel. Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517. Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo.
A minha opinião:
Depois de uma sinopse tão reveladora daquilo que é As Mulheres de D. Manuel I pouco há a dizer sobre a estória amorosa deste magnífico rei português. Um rei que María Pilar Queralt del Hierro retratou como um rei amoroso, amigo das suas mulheres e que as faria morrer de amor por ele, embora ao início, todas elas fossem contra o casamento.
A primeira, D. Isabel, (viúva do seu primo D. Afonso, futuro rei de Portugal) após a morte do seu primeiro marido decide voltar ao seu país Natal e, sofrendo com o desgosto, e após cortar os cabelos, toma a decisão de se refugiar no convento de Clarissas de Tordesilhas. Porém, a sua mãe, Rainha Isabel de Castela, é contra essa decisão, o que deixa a jovem princesa desgostosa.
Sofrendo pela morte do seu sobrinho estava também D. Manuel, duque de Viseu. Mas este não era o único desgosto de que padecia. Secretamente D. Manuel já há muito se sentia atraído pela mulher do sobrinho, e como esta tinha regressado a Espanha era saudade que o seu coração sentia por não mais a ver.
No entanto, com a morte de D. Afonso, o sucessor ao trono passou a ser precisamente D. Manuel e este achou por bem fazer uma proposta aos reis de Castela com o intuito de casar com a sua filha Isabel.
Apesar de contra a vontade dos pais, Isabel lá acedeu em casar com D. Manuel, mas impôs uma condição: como boa cristã que era, à semelhança do que já acontecera em Castela e Aragão, todos os judeus ou muçulmanos que se recusassem a converter ao cristianismo seria expulso de Portugal. “Só serei soberana de um reino cristão”, disse.
Assim, D. Manuel promulga um decreto satisfazendo os desejos da mulher e mais de vinte mil judeus se concentraram em Lisboa para serem baptizados. Apenas uns anos antes, D. João II tinha aberto as portas do reino a muitos dos judeus fugidos das terras castelhanas depois do decreto de expulsão promulgado pelos Reis Católicos.
Porém, este casamento não iria durar muito tempo. Ao dar à luz o primogénito, Miguel da Paz, D. Isabel morre um ano após o casamento. Dois anos depois também o seu filho viria a falecer.
Devido a não ter um herdeiro ao trono de Portugal, e apesar da dor que sente pela morte da sua amada, D. Manuel decide casar novamente e fá-lo com a sua cunhada, irmã de Isabel, Maria de Trastâmara. Tal como a irmã, Maria não aceita inicialmente a proposta, embora como todos sabemos, a vontade das mulheres e, sobretudo das princesas, não era tomada em conta e Maria teve de partir para Portugal para casar com D. Manuel. E depressa se apaixona por ele. Dois anos depois nasce o primogénito do casal, futuro rei de Portugal D. João III. Apesar de dar muitos rebentos ao rei português, Maria morre cedo e deixa D. Manuel novamente de rastos. O rei de Portugal chega mesmo a pensar abdicar do trono para o seu filho D. João, e chega inclusive a arranjar casamento com Leonor de Habsburgo sua sobrinha, filha da irmã de Isabel e Maria, Joana, a Louca. Porém, mal vê o seu retrato, D. Manuel vê retratada D. Maria e muda de ideias, decidindo casar com ela no lugar do marido e continuar na trono.
Para quem gosta de história este é um livro que vale a pena ler. Não sabia que as duas primeiras mulheres de D. Manuel eram irmãs de Joana, a Louca, que enlouqueceu por amar demais o marido, Filipe, o Belo; e a Catarina de Aragão, mulher de Henrique VIII, que foi bastante infeliz na corte inglesa. Todas as filhas dos reis Católicos Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela eram tidas como inteligentes e belas e foram grandes figuras da história europeia. Para quem não gosta de história também vale a pena ler porque a autora escreveu um livro atractivo e tudo menos maçador com muito romance à mistura.
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