Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Markl. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Markl. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Miopia e Astigmatismo - Nuno Markl [Opinião]

Título: Miopia e Astigmatismo
Autor: Nuno Markl
Editora: Objectiva
N.º de Páginas: 176
PVP: 13,90€

Sobre o livro:
Desde a Caderneta de Cromos que não se via um Nuno Markl assim!
(Palavras da Editora, que assegura que este livro é lendário!)

O meu nome é Nuno Markl. Aqui dentro falo de bifes, lagostas, leitões, circos, touradas, a minha barriga de camionista, as minhas pernas de Popeye, os meus pulsos de bailarina, cães, gatos, filmes para adultos, acordo ortográfico, Scrabble, dinheiro, empresas, cronistas cor-de-rosa, censos, lojas chinesas, música pop, televisão, assaltos, os 40 anos, saladas, telemóveis, praia, almoços de trabalho, filmes, séries, patuscadas, beijos, vandalismo, Espanha, TV Shop, spam, futebol, feiras medievais, sinais, e há-de haver mais qualquer coisa que agora me escapa. É questão de ler. Mas em casa. Não é aqui na loja sem pagar. Pronto.

A minha opinião: 
Quando soube que ia sair novo livro de Nuno Markl desejei logo tê-lo nas mãos. Primeiro porque pensei que pudesse ter crónicas muito ao estilo de Caderneta de Cromos, segundo porque acho os momentos de rádio do autor superdivertidos.
Miopia e Astigmatismo é uma reunião de crónicas e dissertações sobre o dia a dia de Markl, mas atmbém sobre o que ele pensa sobre determinados assuntos que surgem no quotidiano. E a forma como ele escreve sobre eles é tão simples e engraçada que faz com que nos prendamos à leitura do seu livro até que passemos a última página.
Não é tão divertido como os cromos, confesso, mas dei-me muitas vezes a concordar com o que era dito, tanto na opinião sobre o acordo ortográfico, como na presença de animais em circos, até à aceitação dele como o seu próprio corpo.
Recomendado para os que apreciam o autor, para os que soltam risadas com ele e a restante equipa nas manhãs da comercial, mas também para aqueles que gostam de ver explanados num livro muitos e variados temas da actualidade nacional.


 




domingo, 16 de outubro de 2011

Caderneta de Cromos Contra-Ataca - Nuno Markl [Opinião]


Título: Caderneta de Cromos Contra-Ataca
Autor:
Nuno Markl
PVP: 14,90 €

N.º de Páginas: 328

Ainda mais sexy e espectacular do que o primeiro volume, Caderneta de Cromos Contra-Ataca regressa aos anos 70 e 80 para falar da complexidade psicológica dos Pinypons e de como pareciam querer matar alguém; de como o Skeletor, o arqui-inimigo de He-Man não é, claramente, o tipo de indivíduo a quem se pergunta as horas na rua; como agir quando um meliante nos pede para ver o Passe-Social; quem venceria no eterno duelo entre os Doutores Bayard e Bentes; quem eram, realmente, os Glutões do Presto; quão traumático foi o episódio de Uma Casa na Pradaria em que a filha mais velha acorda sem o dom da visão; porque parecia tão giro envergar peúgas brancas com raquetes; porque é que Duarte & Companhia foram tão importantes nas nossas vidas; o que raio significa a letra de Orinoco Flow de Enya e porque é que pode servir de tributo a todos os indivíduos que têm como nome Zé Luís; porque é que o Cartão Jovem era como o Santo Graal da garotada – e outro tipo de questões essenciais para quem cresceu numa época de péssimos cabelos mas belíssimas memórias. E bigodes.



A minha opinião:
Depois de ter adorado ler e recordar alguns dos cromos da primeira edição de A Caderneta de Cromos de Nuno Markl e de ouvir muitas vezes a sua crónica na Rádio Comercial não consegui resistir a adquirir o segundo volume de Caderneta de Cromos Contra-Ataca.
Mais uma vez, Markl divertiu-me com as suas tiradas cómicas do seu universo de miúdo e fez-me lembrar algumas coisas de quando eu também era mais jovem. Apesar de não me lembrar de todos os cromos que aqui foram descritos talvez porque, apesar de ter nascido na década de 70, foi mesmo no final da mesma, e houve muitas das séries, sobretudo, que não me lembro de ter visto. No entanto, gostei de saber o que existia na época, daí ser um livro interessante de ler mesmo para as gerações que nasceram depois dos 70 e 80’s.
Lembro-me de vibrar com as séries Duarte & Companhia e Alf, de adorar jogar Monopólio (ainda conservo o meu intacto) e de jogar à Macaca, e de comer as guloseimas que Markl apelida "de tasca" por não sabermos a proveniência delas. Tudo isto e muito mais é retratado de uma forma caricata, mas fidedigna pelo autor
Dividido por temas: Comer, Brincar, Usar, Ver, Ouvir esta edição conta ainda com algumas fotografias, e coisas pessoais como um excerto do diário de Vanda Miranda, da equipa das Manhãs da Rádio Comercial.
A não perder.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Caderneta de Cromos - Nuno Markl [Opinião]


Título: Caderneta de Cromos
Autor:
Nuno Markl
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 224
Editor: Objectiva
PVP: 14,90€

A enciclopédia definitiva sobre o que nos deliciava nos anos 70 e 80 (e que é mais saudável que um granizado Fã, embora deva ter a mesma quantidade de tinta).


Em O Homem Que Mordeu o Cão, Nuno Markl contou histórias muito bizarras. Mas haverá história mais bizarra do que crescer nas décadas de 70 e 80?

Dos microfones da Rádio Comercial para as páginas profusamente ilustradas desta edição, eis a Caderneta de Cromos – reunindo uma centena dos mais bombásticos e inesquecíveis cromos não só da rubrica, como da nossa infância e juventude!

Uma colecção que responde a questões pertinentes, tais como…

- Samantha Fox e Kim Wilde: qual delas para casar?
- Qual delas para coiso?
- Quantas maneiras haviam de comer as bolachas Belinhas?
- Usar um blaser branco igual ao do Don Johnson no Miami Vice, resulta na vida real quando se é caixa de óculos.
- Como é que os kalkitos são uma metáfora para as relações sexuais sem amor?
- Porque é que o Fizz Limão é o D. Sebastião da indústria dos gelados?
- Como se resolve, afinal, o Cubo Mágico?”

A minha opinião:
Uma delícia este livro de Nuno Markl onde me ri do princípio ao fim. Revi-me em tantas coisas que o autor foi descrevendo como gostos de infância que me senti transportada para aquele tempo onde também eu era maluca por muito desses objectos que existiram nos anos 80.
Falo dos anos 80 porque a minha infância, ao contrário da de Markl, apenas se deu nesta época, mas mesmo assim guardo muitas e boas recordações desses tempos. Tempos em que andávamos em liberdade, mexíamos na terra, andávamos em carrinhos de mão, jogávamos ao berlinde, ao pião, à cabra cega, aos elásticos, ao mata, com a botty bota… e nos automóveis íamos sem cadeira ou cinto e brincávamos tanto!!!!
Eram tempos fantásticos.
E ainda agora gosto de muitas coisas que existiam antigamente. Confesso, sou uma gulosa. Coisas como Peta Zetas que ainda existem em alguns locais fartei-me de comer quando estava grávida. Não se pode dizer que fosse um desejo, mas é um doce tão bom! As pastilhas Gorila, embora não sejam bem iguais às de antigamente, ainda continuam presentes na minha mala.
Com os filmes e séries de televisão foi o que me identifiquei menos. Não era uma criança de ver muita televisão, gostava mais de ler e, além disso, a maior parte das séries retratadas já tinham passado quando comecei a apreciar tv. Uma que acho que faltou referir no livro e que fazia as delícias de todas crianças do meu tempo foi a série portuguesa “Duarte e companhia”. Lembro-me que adorava ver aquilo. E, uns anos mais tarde, tive oportunidade de ver na RTP Memória e aquela expectativa toda de recordar uma série que me deixava pregada ao televisor saiu gorada tal foi a minha decepção. Não sei como gostava tanto daquela palhaçada.
Concluindo, a todos os que nasceram nos anos 70 e 80 leiam e recordem coisas que fizeram parte da vossa infância. A todas as outras gerações leiam na mesma, sobretudo as gerações mais novas, e roam-se de inveja.