Mostrar mensagens com a etiqueta Companhia das Letras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Companhia das Letras. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Novo romance de João Tordo chega terça-feira às livrarias

Título: Felicidade
Autor: João Tordo
Editora: Edição Companhia das Letras Portugal
N.º de Páginas: 328 
PVP: 18,80 €
Lançamento a 20 de Outubro

Depois de um thriller e de um ensaio, João Tordo apresenta agora o romance Felicidade, que a Companhia das Letras faz chegar às livrarias a 20 de Outubro.

Dividida em três actos, e com laivos de tragédia grega, esta é uma história de amor e assombração passada nos anos que transformaram Portugal.

«Cada escritor tem um livro que mais gostou de escrever. Este é o meu.» João Tordo

Sinopse: 
Lisboa, 1973

Nas vésperas da revolução, um rapaz de dezassete anos, filho de um pai conservador e de uma mãe liberal, cai de amores por Felicidade, colega de escola e uma de três gémeas idênticas. As irmãs Kopejka são a grande atracção do liceu: bonitas, seguras, determinadas, são fonte de desejos e fantasias inalcançáveis.

Respira-se mudança - a Europa a libertar-se das suas ditaduras e Portugal a despedir-se da velha ordem - e vive-se a promessa da liberdade, com todos os seus riscos e encantos. É neste tempo e neste mundo, indeciso entre tradição e modernidade, que o nosso narrador cai num abismo pessoal.

A primeira noite de amor com Felicidade acaba de forma trágica, e o jovem vê-se enredado na malha inescapável das trigémeas Kopejka, três Fúrias que não tem poderes para controlar. À semelhança de uma tragédia grega, o herói encontra-se subjugado por forças indomáveis, preso entre dois mundos.

Felicidade é uma história de amor e assombração nas décadas que transformaram Portugal. Um romance enfeitiçante, repleto de ironia e humor, de remorso e melancolia, em que João Tordo aborda os temas do amor e da morte, e das pulsões humanas que os unem.

Sobre o autor:
JOÃO TORDO nasceu em Lisboa em 1975. Em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago, pelo romance As três vidas, e em 2011 foi finalista do Prémio Portugal Telecom. Foi também várias vezes finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011,
2015) e do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), bem como da 6ª edição do Prémio Literário Europeu. Com Ensina-me a voar sobre os telhados, o seu décimo primeiro romance, foi finalista do Prémio P.E.N. Clube e do Prémio Oceanos. Seguiram-se-lhe em 2019 os romances A mulher que correu atrás do vento e A noite em que o verão acabou, primeira incursão do autor no género policial. Manual de sobrevivência de um escritor é um ensaio sobre o ofício da escrita. Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Brasil, Hungria, Espanha, Argentina, México e Uruguai. 



quarta-feira, 3 de junho de 2020

"A ocupação", o novo romance de Julián Fuks é publicado a 9 de junho | Companhia das Letras

A Companhia das Letras publica a 9 de junho o novo romance de Julián Fuks, A ocupação. Depois de A resistência, com que venceu o Prémio José Saramago, o Prémio Oceanos e o Prémio Jabuti, o escritor brasileiro regressa à personagem de Sebastián, seu alter-ego, para olhar de novo a família, entretanto alargada, e o mesmo país, à beira da ruína.

Durante a escrita, o autor contou com um mentor, Mia Couto, numa parceria onde ambos iam partilhando a evolução dos seus livros, nomeadamente através de cartas. Uma delas é partilhada nesta edição e neste vídeo.

Mia Couto era mentor da Bolsa da Fundação Rolex e o escolhido para esse projecto de mentoria foi Julián Fuks, conforme explica aqui.

«O mundo que nasce da tua escrita e dos teus livros é bem maior que as circunstâncias políticas que nos cercam. A literatura deve afirmar a sua soberania e inventar aves que, por sua vez, inventam um outro céu. (…) O teu livro diz isso mesmo, e de um modo firme e sereno: que a literatura permanecerá para além de toda a ocupação. E assim sucedeu antes, com a tua Resistência.» Mia Couto em carta a Julián Fuks

Sobre A Ocupação:
«Um romance contra a barbárie. Sem se esquivar da discussão política, Fuks transcende a ideia de pontos de fuga e, como Orwell, mergulha no outro. Fuks faz da literatura um manifesto de sobrevivência e de reflexão, impondo ao leitor um exercício contínuo de alteridade e empatia.» Jonatan Silva, Escotilha

«A Resistência e A Ocupação, que têm o mesmo narrador e compartilham, de certa forma, o mesmo universo. Juntos, podem ser mais do que livros —se tornam duas das palavras de ordem mais repetidas por movimentos sociais no mundo: ocupar e resistir.» Bruno Molinero, Folha de S. Paulo

«As ruínas circulares de Borges nos encanta pela sua forma de encarar/engrandecer a literatura, pela sua brevidade e concisão – tão precisas e delicadas -, e pela sua intertextualidade e engenhosidade. As novas ruínas de Fuks, apresentadas em A resistência e, agora, em A ocupação, também se situam nesse mesmo lugar literário – lugar de sonho, de verdade, de luta, de inventividade e de engendramento de prosa poética.» Jacques Fux, Dom Total



quarta-feira, 6 de maio de 2020

Novo livro de João Tordo chega a 26 de maio às livrarias

Depois de surpreender com o thriller A noite em que o verão acabou, João Tordo apresenta-nos agora um livro num registo diferente, onde nos revela muito sobre o seu ofício: como escrever, como começar, como ler, como viver da escrita. Em Manual de Sobrevivência de um Escritor, ou o pouco que sei sobre aquilo que faço, o autor partilha com o leitor não só a sua experiência no campo da escrita, como algumas das suas memórias e histórias de vida, porque escrever é isso mesmo: "olhar para a vida". Um livro para aspirantes a escritores, para leitores curiosos, ou simplesmente para os amantes da literatura.

Manual de sobrevivência de um escritor chega finalmente às livrarias a 26 de maio e está já em pré-venda nas livrarias online. Uma edição Companhia das Letras.





Ao longo das últimas semanas, João Tordo deu a conhecer 6 dos temas deste livro em pequenos vídeos que pode assistir aqui:

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A noite em que o Verão acabou, de João Tordo | O primeiro thriller do autor chega hoje às livrarias

Título: A noite em que o Verão acabou
Autor: João Tordo
Companhia das Letras
N.º de Páginas: 712
PVP: 22,00€

O QUE ESCONDE LEVI WALSH?

Sobre o livro:
14 de Setembro de 1998. O dia em que Chatlam, uma pequena vila americana, acordou em choque com o homicídio de Noah Walsh. O principal suspeito: a sua filha de dezasseis anos.

No Verão de 1987, o adolescente Pedro Taborda apaixona-se por Laura Walsh, a filha mais velha de um magnata nova-iorquino. Ela e Levi - uma criança misteriosa - passam férias com os pais no Lagoeiro, uma pacata cidade algarvia. Rica e moderna, a família Walsh tem tudo para dar muito nas vistas no sul de Portugal. Inebriado pelas formas perfeitas e pelos modos ousados de Laura, Pedro encontra na rapariga americana o seu primeiro amor. Mas quando o Verão acaba, a família Walsh regressa aos Estados Unidos e o destino fica por cumprir.

Dez anos depois, Pedro, decidido a tornar-se escritor, vai estudar para Nova-Iorque. Fascinado com Gary List, antigo prodígio das letras americanas, chega aos Estados Unidos determinado a perseguir os sonhos da juventude. Ao reencontrar Laura, está longe de suspeitar que esse acaso o mergulhará no crime mais falado dos anos noventa, o homicídio do milionário Noah Walsh.

Com um segundo homicídio a atrapalhar a investigação e uma corrida para salvar Levi, de apenas dezasseis anos, acusada de matar o pai, Pedro e Laura enredam-se irremediavelmente na teia de segredos que envolve a família Walsh, desde os anos quarenta do século XX até ao impensável desfecho nas primeiras décadas do novo milénio.

Porque em Chatlam - e neste thriller imparável - nada é o que parece. 



Sobre o autor:
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Publicou o primeiro romance em 2004. Hotel Memória, o seu segundo romance, saiu em 2007. Em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago, pelo romance As três vidas, e em 2011 foi finalista do Prémio Portugal Telecom. Foi também finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011, 2015) e do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), bem como da 6ª edição do Prémio Literário Europeu. Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Brasil, Hungria e Espanha. Em 2017 concluiu a Trilogia dos lugares sem nome, composta pelos romances O luto de Elias Gro, O Paraíso segundo Lars D. e O deslumbre de Cecilia Fluss. Em 2019, publicou o seu décimo segundo romance: A mulher que correu atrás do vento.


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Filho da Mãe, de Hugo Gonçalves, um romance biográfico sobre a morte da mãe, chega às livrarias a 16 de Abril

Título: Filho da Mãe (nas livrarias a 16 de Abril)
Autor: Hugo Gonçalves
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 240
PVP: 15,50€

«A escrita é o peito aberto às balas. É imperativo
que enfrente, descubra e escreva na proporção exata da devastação que apagou tudo.»
Um romance autobiográfico sobre o que é crescer sem mãe

«O luto em três atos, capítulo no meio deste texto que rasga os géneros, é das coisas mais dilacerantes e belas algum dia escritas para qualquer um que tenha perdido alguém. Da dureza da idade adulta às recordações mais distantes, atravessando os trinta e três anos desde a morte da sua mãe, Gonçalves constrói, sobre a sua história verdadeira, uma fábula acerca do sentido do amor e da perda, levando-nos a crer e querer o miúdo que, a meio da noite, se põe a rezar para fazer ‘recuar o tempo’.» João Tordo

«Um livro que me comoveu, divertiu, ensinou. Escrever sobre este tema sem uma única vez ser piegas e, ao mesmo tempo, montar uma tal coletânea de recursos, quadros, memórias, poéticas, míticas é obra ao alcance de muito poucos. De uma tal honestidade, de uma tal coragem, que nunca nos sentimos no papel do voyeur. Chama-se intimidade, e talvez seja o último valor do mundo.» Joel Neto

Sobre o livro:
Perto de fazer quarenta anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. Iniciava-se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. O primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, a 13 de Março de 1985, quando regressava da escola primária.
Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a mãe. Das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de Nova Iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da mãe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma road trip com o pai e o irmão.
Esta é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico — tão íntimo quanto universal — sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe, ineludível presença ou ausência nas nossas vidas.
Sem saber o que iria encontrar na viagem, o autor percebeu, pelo menos, uma coisa: quem quer escrever sobre a morte acaba a escrever sobre a vida.

Sobre o autor:
Hugo Gonçalves (1976) é autor dos romances O Maior espectáculo do mundo, O coração dos homens, Enquanto Lisboa arde o Rio de Janeiro pega fogo, O caçador do Verão; e dos livros de crónicas Fado, samba e beijos com língua e Postais dos trópicos. É co-autor e guionista da série televisiva País Irmão (RTP). Foi correspondente de várias publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário. Colaborou com: Jornal de Notícias, Diário Económico, jornal i, Expresso e Visão. No Diário de Notícias, assinou as crónicas Postais dos Trópicos e Máquina de escrever. Filho da mãe é o seu primeiro livro na Companhia das Letras.


segunda-feira, 18 de março de 2019

A Mulher que Correu Atrás do Vento, de João Tordo, chega amanhã às livrarias

Título: A Mulher que Correu Atrás do Vento (nas livrarias a 19 de Março)
Autor: João Tordo
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 504
PVP: 18,80€

A MULHER QUE CORREU ATRÁS DO VENTO

Quatro mulheres. Três cidades. Um século. E uma poderosa história de amor e de perda a uni-las.

Sobre o livro:
1892, Baviera. Lisbeth Lorentz, uma professora de piano, apaixona-se por um aluno de treze anos que sofre de autismo. Ao descobrir que ele é um prodígio, instiga-o a compor um concerto durante as aulas e, um dia, sem explicação, fá-lo desaparecer.

1991, Lisboa. Beatriz, uma estudante universitária — que sonha com a mãe falecida —, envolve-se com o autor d’A História do Silêncio, um romance sobre Lisbeth Lorentz.
Ao mesmo tempo, enquanto voluntária num abrigo para mendigos, Beatriz conhece Lia, uma adolescente com um passado incógnito e um presente destruído.

1973, Londres. Graça Boyard, portuguesa, dá à luz a primeira e única filha. Fugida de Lisboa para escapar à tirania do pai e à mordaça da ditadura, regressa à capital após a Revolução, tornando-se uma actriz de renome — e abandonando a filha ainda criança.

2015, Lisboa. No consultório de uma terapeuta, Lia Boyard desfia a sua história, dos anos de mendicidade ao momento em que decide procurar a mãe. É aqui que começam a unir-se as pontas da história de quatro mulheres, que atravessam um século e diferentes geografias, unidas por uma força que transcende a própria vida.

Um livro a quatro vozes sobre o poder do amor e o vazio da perda, que guarda para o final uma revelação chocante, a reviravolta que faz deste romance de João Tordo uma narrativa magnética.

Sobre o autor:
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Publicou o primeiro romance em 2004. Em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago, pelo romance As três vidas, e em 2011 foi finalista do Prémio Portugal Telecom. Foi também finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011, 2015) e do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), bem como da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu.

Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Brasil, Hungria, Espanha, Argentina, México e Uruguai.

Em 2018, a sua obra Ensina-me a voar sobre os telhados, que se seguiu à «Trilogia dos lugares sem nome», foi um êxito da crítica e do público.
A mulher que correu atrás do vento é o seu décimo segundo romance.


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Tantas palavras, de Chico Buarque - Pela primeira vez em Portugal, a vida e a palavra de Chico Buarque num só volume

Título: Tantas Palavras
Autor:
De Chico Buarque
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 496
PVP: 23,90€

Todas as letras & reportagem biográfica de Humberto Werneck

Pela primeira vez em Portugal, a vida e a palavra de Chico Buarque num só volume.

Sobre o livro:
Pela primeira vez em Portugal, a vida e a palavra de Chico Buarque num só volume. Tantas Palavras reúne todas as letras escritas por Chico Buarque desde Tem mais samba (1964), que ele considera o marco zero da sua carreira.

Esta arca do tesouro literária é acompanhada de uma extensa reportagem biográfica escrita pelo jornalista Humberto Werneck a partir de pesquisas e de entrevistas feitas com o próprio Chico e com personagens como Tom Jobim, Edu Lobo, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Num texto a que não faltam humor e emoção, revelando saborosas histórias, o leitor acompanha Chico Buarque na sua fascinante trajectória de homem e de artista, para com ele desembocar na serena maturidade de um músico que se afirmou também como grande romancista, autor de Estorvo, Benjamim, Budapeste, Leite Derramado e O irmão alemão.

A compor tudo isto, um conjunto de fotografias e imagens da vida de um dos grandes músicos dos nossos tempos.

Nestas páginas está Chico Buarque. Mais palavras para quê?

Sobre o autor:
Francisco "Chico" Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Compositor, cantor e ficcionista, publicou várias peças de teatro, entre as quais a Ópera do malandro, e uma novela antes de se estrear no romance. Em 1991, publicou Estorvo, pelo qual recebeu o Prémio Jabuti para melhor romance do ano, a que se seguiu Benjamim, em 1995, Budapeste (2003) e Leite derramado (2009), ambos distinguidos com o Prémio Jabuti para Livro do Ano, e O irmão alemão (2014). Em Portugal, na Companhia das Letras, estão publicados Benjamim, Leite derramado, O irmão alemão e Tantas Palavras.



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Novo romance de Afonso Cruz, Princípio de Karenina hoje nas livrarias

Título: Princípio de Karenina
Autor: Afonso Cruz 
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 189
PVP: 15,50€

Uma carta de amor de um pai a uma filha que não conhece.

Sobre o livro:
Um pai dirige-se à filha que não o conhece e conta-lhe a sua história, a história de ambos, revelando distâncias e aproximando-se por causa disso, numa entrega sincera e emocional.

Uma viagem até aos confins do mundo, até ao Vietname e Camboja, até ao território que antigamente se designava como Cochinchina, para encontrar e perceber aquilo que está mais perto de nós, aquilo que nos habita.

Um pai que ergue muros de silêncio, uma mãe que revela as costuras do Mundo, uma criada velhíssima, um amigo que quer ser campeão de luta, uma amante que carrega sabores e perfumes proibidos. São estas algumas das inesquecíveis personagens que rodeiam este homem que se dirige à filha, que testemunham — ou dificultam — essa procura do amor mais incondicional.

Uma busca que nos leva, a todos, a chegar tão longe, para lá de longe, para nos depararmos connosco, com as nossas relações mais próximas, com os nossos erros, com as nossas paixões, com as nossas dores e, ao somar tudo isto, entre sofrimento e júbilo, encontrar talvez felicidade.

Sobre o autor:
Escritor, ilustrador, cineasta e músico da banda The Soaked Lamb, nascido em Julho de 1971, na Figueira da Foz. Escreve regularmente para o Jornal de Letras, Artes e Ideias e para a revista «Evasões 360˚» do DN. Recebeu vários prémios e distinções nas diversas áreas em que trabalha, vive no campo e gosta de cerveja.

Os seus livros estão publicados em vários países.

Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009
(Os Livros Que Devoraram o Meu Pai)

Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco/APE 2010 (Enciclopédia da Estória Universal)

Prémio Autores 2011 SPA/RTP; escolha White Ravens 2011; Menção especial
do Prémio Nacional de Ilustração, Lista
de Honra do IBBY (International Board
on Books for Young People); Prémio Ler/
/Booktailors na categoria Melhor Ilustração Original e Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração 2011 (A Contradição Humana)

Prémio da União Europeia para a Literatura 2012 (A Boneca de Kokoschka)

Prémio Time Out — Melhor Livro do Ano, 2012 (Jesus Cristo Bebia Cerveja)

Prémio Sociedade Portuguesa de Autores 2013 (Para Onde Vão os Guarda-Chuvas)

Prémio Nacional de Ilustração 2014 (Capital)

Prémio Fernando Namora 2015 (Flores)

Prémio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil — FNLIJ
2017 (O Pintor Debaixo do Lava-loiças)

www.afonsocruz.booktailors 


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A nossa alegria chegou, de Alexandra Lucas Coelho: O esperado regresso da autora ao romance

Título: A Nossa Alegria Chegou (nas livrarias a 18 de Setembro)
Autor: Alexandra Lucas Coelho
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 192 páginas
PVP: 16,50€

O esperado regresso de Alexandra Lucas Coelho ao romance.

Sobre o livro:
Três jovens amigos, Ira, Ossi e Aurora, juntam-se num pacto: fazer uma revolução em Alendabar, o lugar onde moram, no primeiro dia do Outono. Nesse dia, uma mulher do outro lado do mundo chega a Alendabar com as cinzas do marido, trazendo o filho de ambos. E, no mesmo dia ainda, o dono de todas as terras em volta, conhecido como Rei, recebe um convidado do Oriente. O destino de todos vai cruzar-se ao longo das doze horas de luz deste equinócio.

Em A nossa alegria chegou, Alexandra Lucas Coelho cria pela primeira vez um lugar, com a sua fauna, a sua flora e o que sobra de uma língua perdida. Há deuses antigos, servos, pirâmides. Também há helicópteros, mortes em série, inteligência artificial. Não sabemos em que ano a história acontece, nem em que parte da Terra. O mal de toda a parte está em Alendabar, o mal de Alendabar está em toda a parte. Mas Ira, Ossi e Aurora acreditam que o bem está na luta.

Sobre a autora:
A nossa alegria chegou é o quarto romance de Alexandra Lucas Coelho e o seu décimo livro. O romance de estreia, E a noite roda (2012), ganhou o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. O livro de não-ficção Viva México (2010) foi finalista do Prémio Portugal Telecom (actual Prémio Oceanos). Vários dos seus livros estão publicados no Brasil, e o segundo romance, O meu amante de domingo (2014), está traduzido em França (Éditions du Seuil). Em 2017, iniciou uma série infanto-juvenil com Orlando e o rinoceronte. É cronista semanal da RDP-Antena 1 e do site de notícias SAPO24. Trabalhou trinta anos como jornalista, cobrindo diversas zonas do mundo. Foi correspondente em Jerusalém e no Rio de Janeiro.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Novidade Companhias das Letras: A Glória e seu Cortejo e Horrores, de Fernanda Torres

Título: A GLÓRIA E SEU CORTEJO DE HORRORES
Autor: Fernanda Torres
Companhia das Letras
N.º de Páginas: 224
Preço: 15,99€

Sinopse:
O novo romance de Fernanda Torres, autora do aclamado Fim, acompanha as desventuras de Mário Cardoso, ator de meia-idade caído em desgraça. Amado pelo público graças aos papéis como galã de telenovela, Mário decide reconquistar o prestígio junto da elite intelectual, encenando uma das grandes peças de William Shakespeare. Mas as coisas não correm propriamente como esperava e para a sua versão de Rei Lear nem aplausos do público nem reconhecimento da elite. Apenas bolsos vazios e uma carreira no precipício. Começa então um verdadeiro desfile de horrores, que começa na demência da mãe e termina num beco sem saída. Mistura eletrizante de comédia de erros e retrato do artista, A glória e seu cortejo de horrores é o retrato de toda uma geração: na pele de Mario, vemos a derrocada das ilusões de tantos outros, num mundo cada vez mais rendido às fúteis aparências.

«São Paulo. A fraqueza me abateu em São Paulo. A empresa de engenharia que apoiou o espetáculo resolveu comemorar os cinquenta anos da fundação convidando os funcionários para a estreia. No foyer, antes da sessão, foi servido ravioli de funghi com creme quatro queijos, acompanhado de vinho tinto da Serra Gaúcha. Depois de passar a sexta no batente, os convivas encheram a pança. Mal subiu a cortina, os primeiros roncos ecoaram. Como as pausas dramáticas amplificavam a sinfonia de Morfeu, passámos a evitá-las ao máximo. Atropelávamos as falas e quanto mais corríamos com o texto, mais arrastada ficava a peça. Foi um suplício lento, moroso, insuportável. Quando as luzes se acenderam para o agradecimento, esperámos pacientes metade de plateia acordar a outra e nos brindar com bocejos e aplausos apáticos.»
O que diz a crítica sobre A GLÓRIA E SEU CORTEJO DE HORRORES:
«O livro revela um enorme salto conquistado pela autora desde o seu romance de estreia…. Surpreende a cada capítulo com as observações certeiras que marcam a escrita de Fernanda Torres.» Tribuna do Norte

«Uma comédia irresistível encenada no palco largo e farsesco da história recente.» Veja

«Lê-la é entrar em contato com uma artista e tanto, cheia de talento e domínio da escrita.» Heloisa Buarque de Hollanda

«A glória e seu cortejo de horrores gruda na mão, no bestunto e no coração da gente, de tal jeito que o único consolo possível, ao chegar à última página, é correr de novo para a primeira e reler o livro todo, como, confesso, eu mesmo acabei fazendo.» Reinaldo Moraes

O que diz a crítica portuguesa sobre O FIM:
«Humor e sacanagem com as letras todas. (…) Uma prova superada com distinção.» Isabel Coutinho, Público (sobre Fim)

«Um romance mal comportado.» José Mário Silva, Expresso (sobre Fim)

«Um guião cheio de deixas tão ordinárias como poéticas.» João Céu e Silva, Diário de Notícias (sobre Fim)

Biografia:
FERNANDA TORRES nasceu no Rio de Janeiro, em 1965. Filha dos actores Fernando Torres e Fernanda Montenegro, estreou-se nos palcos em 1978, com Um Tango Argentino.
Desde então, entre peças de teatro, telenovelas e filmes, Fernanda conquistou o mundo artístico com um talento inato e uma versatilidade ímpar. As suas prestações em Os Normais, série de culto no Brasil, e no monólogo A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, marcaram uma geração. Recebeu vários prémios para melhor actriz ao longo dos anos, entre os quais o do Festival de Cannes. Além de actriz, Fernanda Torres é também colunista na Folha de S. Paulo, na Veja Rio e na revista literária piauí. O livro Fim assinala a sua estreia literária. 



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Primeiro romance de José Gardeazabal, MEIO HOMEM, METADE BALEIA, nas livrarias a 16 de Janeiro

Título: Meio Homem Metade Baleia (nas livrarias dia 16 de Janeiro)
Autor: José Gardeazabal
Companhia das Letras
N.º de Páginas: 360
PVP: 16,50€

LANÇAMENTO DIA 24 DE JANEIRO NA ALMEDINA RATO, ÀS 19H, COM APRESENTAÇÃO DE ANABELA MOTA RIBEIRO
Sobre o livro:
Num mundo em que a desumanização parece irreversível, um muro divide os homens.

Jonas e a sua jovem filha Aliss são conduzidos ao longo do imenso muro por um homem chamado Servantes. A missão é levar água aos menos favorecidos, talvez electricidade. Funcionário de uma organização internacional, Jonas debate-se com o ritmo hesitante da missão. O longo muro, o clima e a distância alimentam dúvidas sobre o significado de civilização, mas Jonas vai avançando, confortado pela pequena coragem das rotinas repetidas.

Enquanto isto, a filha torna-se mulher, devagar, tumultuosamente.

Aos desamparados, no entanto, não chegou ainda a água.

Uma desconstrução dos lugares confortáveis do Ocidente, Meio homem metade baleia é uma narrativa notável que convida a uma poderosa e necessária reflexão.

O que diz a imprensa:
«Uma poética que arrisca alimentar e transcender o esquema das oposições, num exercício invulgar, notável e vertiginoso, que conduz a literatura para um lugar novo. Há-de marcar a poesia do nosso tempo pela sua originalidade, pela sua contundência, pela qualidade, pela novidade.» José Tolentino Mendonça, a propósito de História do Século Vinte

«Um primeiro livro que já impõe o nome do autor: História do Século Vinte, de José Gardeazabal.» Nuno Júdice

«O que mais surpreende nesta História do Século Vinte, brilhante livro de estreia, distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura, é a escala e o fôlego do seu projeto literário.» José Mário Silva, Expresso

«Uma escrita impulsiva e livre, cara a cara com os factos.» Jornal de Letras

Sobre o autor:
José Gardeazabal nasceu em Lisboa, onde vive actualmente. Trabalhou e estudou em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles. Em 2013 viu o seu conto Várias versões de uma catástrofe publicado na Granta portuguesa. Em 2015 foi distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura com o livro de poesia história do século vinte. Em 2016 publica Dicionário de ideias Feitas em Literatura, uma colectânea de prosa curta, e em 2017 lança-se na dramaturgia com a publicação de três breves peças de teatro a que chamou Trilogia do olhar. Meio Homem, Metade Baleia é o seu primeiro romance.





quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Jalan Jalan - uma leitura do mundo, por Afonso Cruz, já nas livrarias

Título: Jalan Jalan
Autor: Afonso Cruz
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 656 
PVP: 29,90€

O novo livro de Afonso Cruz é uma reunião de textos filosóficos, poéticos e pensamentos do autor sobre a sociedade em que vivemos,
numa colectânea que pretende ser uma etapa de descoberta, mais do que uma viagem física pelo mundo. Além dos textos,
o livro inclui também fotografias da autoria de Afonso Cruz.

APRESENTAÇÃO POR PEDRO MOTA E PEDRO VEIRA, NA LIVRARIA FÉRIN, DIA 6 DE DEZEMBRO, ÀS 21H

«Apesar da beleza da paisagem, dos campos de arroz, do verde omnipresente, dos templos hindus, dos macacos zangados, uma das melhores coisas que trouxe de Bali foi uma oferta do João, que me embrulhou e ofereceu uma palavra, talvez duas: Jalan significa rua em indonésio, disse-me. Também significa andar. Jalan jalan, a repetição da palavra, que muitas vezes forma o plural, significa, neste caso, passear. Passear é andar duas vezes. (…) Passear é o que fazemos para não chegar a um destino, não se mede pela distância nem pela técnica de colocar um pé à frente do outro, mas sim pelo modo como a paisagem nos comoveu ou como o voo de um pássaro nos tocou.
É um pouco como a arte, tem o valor imenso de tudo aquilo que não tem valor nenhum. Pode não ter razão, destino, objectivo, utilidade, e é exactamente aí que reside a riqueza do passeio. Não existem profissionais do passeio. Chesterton, que era um grande apologista do amador, dizia que as melhores coisas da vida, bem como as mais importantes, não são profissionalizadas. O amor, quando é profissionalizado, torna-se prostituição.» Afonso Cruz

Sobre o livro:O mundo, dizem, é um livro. E um livro também pode conter o mundo.

Partindo das suas muitas viagens, Afonso Cruz apresenta neste livro a sua leitura do mundo, um passeio que nos leva a lugares tão diversos como a geografia, a arte, a ciência, a filosofia, e a literatura. Partilhando com o leitor as suas experiências, sugere que façamos com ele percursos idênticos, bastando, para passear assim, dar «um passo para o lado ou usar a imaginação». O resultado poderá ser, se aceitarmos o convite, uma visão nova do mundo.

«Muitas das minhas viagens começaram pelos livros. Foram caminhos que saíram das folhas e se prolongaram para lá das estantes, das paredes da biblioteca. A viagem foi de certo modo uma corroboração da literatura, uma experiência diferente daquela que havia feito enquanto lia. Curiosamente, muitas vezes ela culmina na escrita, já que depois da viagem há o desejo ou a necessidade de solidificar a experiência, torná-la um objecto partilhável, materializar emoções, afectos, pensamentos, enfim, fazer da viagem um espaço imutável, parado, mas acessível aos outros, que com a sua própria experiência farão da leitura uma forma de viagem.»
Sobre o autor:
Além de escritor, Afonso Cruz é também ilustrador, cineasta e músico da banda The Soaked Lamb. Nasceu em 1971, na Figueira da Foz, e viria a frequentar mais tarde a Escola António Arroio, em Lisboa, e a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, assim como o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de cinquenta países de todo o mundo. Já conquistou vários prémios: Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2010, Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009, Prémio da União Europeia para a Literatura 2012, Prémio Autores 2011 SPA/RTP; Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração 2011, Lista de Honra do IBBY – Internacional Board on Books for Young People, Prémio Ler/Booktailors – Melhor Ilustração Original, Melhor Livro do Ano da Time Out 2012 e foi finalista dos prémios Fernando Namora e Grande Prémio de Romance e Novela APE, conquistou o Prémio Autores para Melhor Ficção Narrativa, atribuído pela SPA em 2014, e o Prémio Fernando Namoro com o romance Flores.




domingo, 5 de novembro de 2017

Os Cem Melhores Poemas dos Cem Melhores Poetas Portugueses, uma colectânea organizada por José Mário Silva, chega hoje nas livrarias

Título: Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos
Selecção e organização de José Mário Silva
Editora: Companhia das Letras
N.º de Páginas: 336
PVP: 17,50€

Sobre o livro:
Reúne poemas de autores como Fernando Pessoa, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Vitorino Nemésio, Sophia de Mello Breyner Andresen, Herberto Helder, Alexandre O'Neill, Mário Cesariny, Fiama Hasse Pais Brandão, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Natália Correia, António Ramos Rosa, Luiza Neto Jorge, Carlos de Oliveira, Alberto Pimenta, Vasco Graça Moura, Joaquim Manuel Magalhães, Al Berto, Maria Teresa Horta, Pedro Tamen, Rui Knopfli, Ana Hatherly, Manuel António Pina, Fernando Assis Pacheco, Jorge Sousa Braga, Daniel Faria, Adília Lopes, A. M. Pires Cabral, José Tolentino Mendonça, Miguel-Manso, Inês Dias.

Sobre o autor:
José Mário Silva nasceu em Paris em 1972 e mora em Lisboa. Licenciou-se em Biologia mas acabou por enveredar pelo Jornalismo em 1993, altura em que começou a trabalhar para o Diário de Notícias na secção das Artes. É autor de três livros, dois de poesia, Nuvens e Labirintos (com o qual ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada) e Luz Indecisa, e um de contos, O Efeito Borboleta. É, actualmente, crítico literário e coordenador da secção de literatura no Expresso e colaborador da revista literária Ler.



terça-feira, 31 de maio de 2016

Raduan Nassar vence Prémio Camões 2016



O mais importante prémio literário da língua portuguesa foi atribuído unanimemente pelo júri que afirmou: “Através da ficção, o autor revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso. Muitas vezes essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas considerados tabu. Essa possibilidade dá-se no uso rigoroso de uma linguagem cuja plasticidade se imprime em diferentes registos discursivos verificáveis numa obra que privilegia a densidade acima da extensão”, conforme se lia no comunicado.

Raduan Nassar reagiu com surpresa a esta distinção que acolheu com “maior agrado e com orgulho”, afirmou ainda o Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado.

O escritor foi também finalista do Prémio Man Booker International.

A Companhia das Letras Portugal irá publicar já em Junho a novela Um Copo de Cólera, de 1978. E ainda este ano será publicado o primeiro romance do autor, Lavoura Arcaica, de 1975.


Sobre o livro:
Numa manhã qualquer, depois de uma noite de amor e da descoberta de que um batalhão de formigas destruiu a sua cerca de vegetação, um casal de amantes lança-se numa discussão sem tento, “com as formigas subindo pela garganta”, um duelo verbal em que o objectivo derradeiro parece ser a aniquilação do objecto de desejo. Entre insultos vitriólicos, tiradas cruéis e egos bélicos, a aventura sexual rapidamente se transforma num jogo de poder sem estribeiras.

Este breve romance – tão erótico quanto feroz – explora a fronteira entre o desejo de dominar e a vontade de ser dominado, entre a paixão e a submissão, expondo as complexas entranhas do amor. De tal forma tenso e vibrante, Copo de cólera rapidamente se transformou numa obra de culto da língua portuguesa, confirmando Raduan Nassar como um dos mais célebres escritores modernistas do Brasil, comparado a nomes consagrados como Clarice Lispector e Guimarães Rosa.

«Um dos pontos mais altos da língua portuguesa dos nossos tempos.» Folha de S. Paulo

O que diz a imprensa:
«Um dos livros mais invulgares e incandescentes da literatura brasileira contemporânea.» Jornal da Tarde, Brasil
«Uma obra que é um pedaço de carvão ardente. (…) Tem mais poder nas suas poucas páginas do que a maioria dos livros com cinco ou dez vezes mais páginas.» The Guardian, Reino Unido
«Um pequeno livro carregado de drama, violenta ironia e proeza linguística. (…) A obra de uma mente original.» The National, Reino Unido
«Uma prosa feroz e lancinante, para devorar de uma só vez.» Frankfurter Rundschau, Alemanha
«Um diagrama de prosa estimulante sobre uma relação de amor. Um grande livro.» Die Weltwoche, Alemanha

Sobre o autor:
Raduan Nassar nasceu em 1935, em Pindorama, no Estado de São Paulo. Foi viver já adolescente em São Paulo, onde se licenciou em Direito e Filosofia na Universidade de São Paulo.

Estreou-se na literatura em 1975, com o romance Lavoura arcaica, que será publicado em Portugal pela Companhia das Letras em 2017. Seguiu-se-lhe Um copo de cólera, em 1978, e o volume de contos Menina a caminho.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Novo livro de João Tordo, O Paraíso Segundo Lars D., a partir de hoje nas livrarias

Título: O Paraíso Segundo Lars D.
Autor: João Tordo
N.º de Páginas: 216
Editor: Companhia das Letras
PVP: €15,90

Sinopse:
Numa manhã de Inverno, Lars sai de casa e encontra uma jovem a dormir no seu carro. Ele é um escritor sexagenário e, poucas horas mais tarde, parte em viagem com a jovem deixando para trás um casamento de uma vida inteira e um romance inédito: O luto de Elias Gro.

Sobre o autor:
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Licenciou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque. Em 2001, venceu o Prémio Jovens Criadores na categoria de Literatura. Publicou os romances O Livro dos Homens sem Luz (2004); Hotel Memória (2007); As Três Vidas (2008), que recebeu o Prémio Literário José Saramago e cuja edição brasileira foi, em 2011, finalista do Prémio Portugal Telecom; O Bom Inverno(2010), finalista do prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Literário Fernando Namora e cuja tradução francesa integra as obras seleccionadas para a 6.ª edição do Prémio Literário Europeu; e Anatomia dos Mártires (2011), finalista do Prémio Literário Fernando Namora.
Os seus livros estão publicados em França, Itália, Brasil, Sérvia e Croácia. Trabalha como cronista, tradutor, guionista e formador em workshops de ficção.

WOOK - www.wook.pt