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domingo, 5 de março de 2017

Ligações Arriscadas - Sandra Brown [Opinião]

Título: Ligações Arriscadas
Autor: Sandra Brown
Editor: Quinta Essência
Páginas: 400

Sinopse:
Crawford Hunt acabou de preparar o quarto novo da filha. Em tons de rosa, a cor preferida de Georgia. No dia seguinte, se tudo correr bem em tribunal, a sua menina voltará para casa depois de quatro anos de ausência.
Após a morte da mulher, Crawford - ranger de profissão - mergulhou numa profunda depressão. Mas desde então fez tudo ao seu alcance para dar a volta por cima. O seu destino encontra-se agora nas mãos da juíza Holly Spencer.

Porém, tudo aquilo que ele conseguiu com tanto esforço vai ser posto à prova na sala de audiências, quando um homem armado dispara contra Holly. Instintivamente, o ranger protege-a. Não podia saber que estava a pôr em causa o seu futuro com Georgia… pois, por um lado, acaba de mergulhar num mistério do qual dificilmente sairá ileso. Por outro, vai comprometer a própria Holly. A juíza faz tudo para reprimir os seus sentimentos, mas revela-se incapaz de negar a surpreendente - e altamente inapropriada - atração que sente pelo ranger.

Sob o peso de tamanha responsabilidade, Crawford sente o seu mundo descarrilar de novo. Não pode perder a filha… mas para poder recuperar a sua vida de outrora, precisa desesperadamente de pôr fim a uma situação impossível.

Um vertiginoso thriller sobre a importância dos laços de família e os segredos que estamos dispostos a guardar para os proteger…

A minha opinião: 
Já algum tempo que não lia Sandra Brown. Os livros da escritora norte-americana são sinónimo de policiais levezinhos aos quais junta um pouco de romance.

A sinopse prometia, mas este seu mais recente livro foi uma desilusão. Alongou-se sobre o assunto, como se diz na gíria "encheu chouriços", mas acabou por não me encher as medidas.

E Ligações Arriscadas até tinha tudo para ser uma excelente história. Um pai que vai a tribunal pedir a custódia da filha, entregue aos avós maternos depois da morte da mulher de Crawford, mãe da menina.
Mas tudo o que o ranger do Texas tinha imaginado para aquele dia no tribunal saiu furado quando um homem encapuzado surge armado na audiência e começa a disparar, ao que tudo indica, para a juíza que está a cargo do seu processo.

Como ranger que é Crawford parte para a defesa da juíza, mas há uma vítima colateral, e acaba por colocá-lo em apuros no que diz respeito à guarda de Georgia.

O avô da menina vai fazer tudo para provar que o ranger é um indivíduo inconstante, que coloca a sua vida em risco por qualquer coisa e que não é um bom pai para a neta.

A relação amorosa que vai surgir quase logo no início do romance é um pouco banal e não traz muito de novo à história, e o lado dos maus da fita, muito ao estilo dos gansgters de Vegas não me surpreendeu sobremaneira. No entanto, a história central é interessante, e o amor do pai pela filha e da filha pelo pai é genuíno e muito bonito.

Apesar de esta não ter sido a melhor leitura da autora não deixo de recomendar a leitura deste livro aos seus fãs. 



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Letal - Sandra Brown [Opinião]

Título: Letal
Autor:
Sandra Brown
N.º de Páginas: 456

Sinopse:
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra. Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

A minha opinião:
De Sandra Brown apenas li Uma Voz na Noite e já nessa altura gostei bastante da forma de escrita da autora. Com Letal fiquei ainda mais rendida. De tal forma, que vou começar a comprar os livros já publicados.

Desde cedo começa a acção. A partir do momento em que a filha de Honnor vê um homem deitado no seu jardim e pede à mãe para o socorrer, a vida destas duas pessoa muda completamente. Vivendo pacatamente numa pequena localidade, Honnor vive unicamente para a sua filha de quatro anos. Viúva há quase três de Eddie que morreu num acidente de viação Honnor dedica o seu tempo ao ensino e a tratar de Emily.

Quando chega perto do estranho para o socorrer apercebe-se do erro que cometeu: o estranho é acusado de ter assassinado sete pessoas há poucas horas e ameaça-a de morte caso não o ajude a esconder-se. Mas o que Coburn pretende não é apenas um esconderijo. Ele sabe de algo do passado de Eddie que nem a sua mulher imagina.

A partir daqui começa a caça ao homem, ao mesmo tempo que Coburn procura uma pista sobre o que Eddie sabia antes de morrer. Suspeitando que a mulher está na pose dessa pista, Coburn vira a casa de pernas para o ar para a encontrar.

Como em Uma Voz na Noite, Sandra Brown alia o policial ao romantismo, mas também dá enfoque às relações interpessoais, aos dramas familiares (casal Tom e Janice que têm um filho com deficiência), ao tráfico de mulheres...

E durante todo o livro questionei-me: “Quem será o guarda-livros?”. Só no final percebi quem era...

Muito bom.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma voz na noite - Sandra Brown [Opinião]


Título: Uma voz na Noite
Autor: Sandra Brown
N.º de Páginas: 450
PVP: 17€

Para Paris Gibson, o seu popular programa de rádio nocturno é ao mesmo tempo uma fuga e o seu contacto real com o mundo exterior.
Desde que se mudou para Austin para mitigar a dor dos passados erros trágicos, Paris leva uma vida solitária, ganhando vida apenas quando apresenta o seu programa. Para os ouvintes fiéis, é uma amiga sensata e de confiança, que não só acede aos seus pedidos de música, como ouve também os seus problemas e, ocasionalmente, dá conselhos. O mundo de isolamento de Paris é, porém, gravemente ameaçado quando um ouvinte - um homem que se identifica apenas como «Valentino» - lhe diz que os conselhos que deu à mulher que ele ama a levaram a abandoná-lo e que agora ele próprio pretende vingar-se. Primeiro, planeia matar a rapariga, que já raptou, dali a 72 horas, e a seguir virá atrás de Paris.
Com a ajuda da polícia de Austin, Paris entra numa corrida contra o tempo, num esforço para encontrar Valentino antes de ele poder cumprir a ameaça de matar - e de matar de novo. Para seu espanto, descobre que uma das pessoas com quem tem de trabalhar é o psicólogo criminal Dean Malloy, um homem com quem partilha um passado que teve um efeito catastrófico na vida de ambos. A sua presença desperta paixões antigas, obrigando Paris a confrontar as memórias dolorosas que tentava esquecer. Enquanto o relógio continua a avançar, e as ameaças de Valentino de se aproximar se vão tornando realidade, Paris vê-se de repente obrigada a lidar com um assassino que, afinal, pode não ser um desconhecido.
A minha opinião:
Nunca tinha lido qualquer livro de Sandra Brown, mas fiquei rendida a esta autora. “Uma voz na noite” relata um caso de pedofilia, da sexualidade na adolescência, na rebeldia dos jovens, mas também uma estória trágica que envolve a locutora de rádio Paris Gibson, Jack, o seu namorado, já falecido e o amigo de ambos Dean, que Paris já não via há alguns anos. Um estranho telefonema para o seu programa de rádio de um suposto sequestrador denominado “Valentino” vai colocar Paris no caminho de Dean para tentar descobrir uma macabra estória de sequestro, violação e abuso de menores.
Sandra Brown revela que muitas vezes o perigo pode estar mais próximo do que imaginamos e que um abusador nem sempre é aquilo que parece. Muitas vezes os homens mais suspeitos são pessoas completamente normais enquantos que pessoas reputadas e com uma profissão acima de qualquer suspeita podem ser os verdadeiros fascínoras. Por outro lado, também nos dá conta de que as aparências também contam para muita gente, dando vida ao juíz Kemp, pai da desaparecida, que com medo que a notícia sobre a sua filha saia na comunicação social prefere não apresentar queixa e deixar com que ela apareça em casa como sempre tem feito. Depois há aindo o outro lado, o lado dos polícias corruptos, neste caso, polícias que se “desculpam” no trabalho camuflado para também eles se aproveitarem da impetuosidade dos jovens estudantes e assim também dar umas escapadinhas. Gostei bastante desta autora e estou curiosa para ler mais dela.