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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

A Última Festa - Clare Mackintosh [Opinião]

 

Título: A Última Festa
Autor: Clare Mackintosh
Editor: Cultura Editora
Ano: 2022
N.º de Páginas: 432

Na véspera de Ano Novo, Rhys Lloyd tem a casa cheia de visitas. O seu resort à beira do lago é um sucesso, e ele convidou, generosamente, toda a gente na localidade para beber um copo na companhia dos novos vizinhos ricos. Será a melhor festa de sempre! Mas nem toda a gente aparece para celebrar. À meia-noite, Rhys surge a flutuar, morto, nas águas geladas do lago.

No dia de Ano Novo, a detetive Ffion Morgan tem uma localidade cheia de suspeitos. Aquela pequena comunidade é a sua casa, portanto os suspeitos são os seus vizinhos, amigos, familiares… — e a própria Ffion tem mistérios para proteger.

Com uma mentira descoberta a cada passo, rapidamente o que importa já não é apenas saber quem queria ver Rhys morto, mas quem realmente o matou.


🎊 A Última Festa é o último livro de Clare Mackintosh publicado em Portugal, mas o primeiro de uma série (DC Morgan #1).
A autora, que também já foi polícia, cria sempre histórias interessantes ao ponto de dar aos seus livros (todos os que foram publicados por cá) entre quatro a cinco estrelas.

🥂 A véspera de Ano Novo é propícia a grandes festas de comemoração. Rhys Lloyd, um músico de sucesso e dono de um resort de luxo à beira do lago convida todos os seus vizinhos e comunidade local, mas a noite vai acabar em tragédia e o anfitrião acaba morto, a flutuar nas águas geladas do lago.

🎉 Os primeiros capítulos não me prenderam logo, mas a partir do momento em que a investigação começou a ganhar força o livro também rejuvenesceu.

🍾 Relatado a duas vozes, Ffion e Leo, os dois detectives encarregues do caso, vamos conhecendo mais a fundo a investigação e as diversas personagens presentes na narrativa.

💬 As personagens são muitas, o que leva a que nos perdamos um pouco no quem é quem, mas os relatos entre o passado/presente vão fazer-nos conhecer melhor cada uma delas. E qualquer uma pode ser o assassino já que Rhys não é como inicialmente se pinta.
Ffion está a jogar em casa. Vive na pequena localidade com a mãe e irmã e conhece cada um dos suspeitos, alguns deles com laços familiares com ela. Já Leo é o polícia forasteiro que foi destacado para o local para ajudar na investigação já que são de jurisdições diferentes (galesa/inglesa).

👮A jovem detective é uma mulher forte e determinada, mas esconde alguns segredos do passado que serão revelados ao longo do livro. Já o seu companheiro de trabalho e quiçá algo mais também tem algo que o ensombra: uma ex-mulher que o impede de estar com o filho.

👮 Como este é o primeiro livro de uma série calculo que esta dupla se vai reencontrar mais vezes e evoluir enriquecendo ainda mais as histórias que virão.
Gostei imenso da forma como as personagens se interligam e como a história está relatada sob o ponto de vista dos dois detectives. Clare Mackintosh prova ser uma excelente aposta no género policial.






quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Refém - Clare Mackintosh [Opinião]

 

Título: Refém
Autor: Clare Mackintosh
Editor: Cultura Editora
N.º de Páginas: 400

Sinopse: 
Aperta o cinto… poderás sentir alguma turbulência

Um thriller claustrofóbico que te transporta até um voo arrepiante de vinte horas, sem escalas, de Londres a Sydney.

Mina está a tentar concentrar-se no seu trabalho como hospedeira de bordo em vez de pensar nos problemas da sua filha de cinco anos ou nas fissuras do seu casamento. Mas, assim que o avião se encontra a quilómetros de altitude, Mina recebe uma nota arrepiante de um passageiro anónimo. Alguém com a intenção de garantir que o avião nunca chegue ao seu destino. Alguém que precisa da colaboração de Mina e sabe exatamente como fazê-la obedecer.

Restam vinte horas para aterrar no destino. Muita coisa pode acontecer em vinte horas.








Mina é hospedeira de bordo e vê na viagem Londres-Sidney uma aventura. Será a primeira travessia de longo curso sem escalas. Além de uma viagem inaugural ser bom para a sua carreira Mina vê nela também uma forma de repensar a sua vida familiar já que esta atravessa uma fase menos boa.
Mas já em pleno voo a jovem mulher recebe uma ameaça que a coloca numa posição muito complicada.

Até que ponto pensa ir para salvar a pessoa que mais ama?

Colocando-nos na posição da hospedeira de bordo é fácil percebermos o que fazer, mas à medida que vamos conhecendo alguns passageiros do avião, vamo-nos questionando sobre se o que vamos fazer é o mais certo.

Li este livro em apenas dois dias tal o ritmo que a história ia tomando. A abordagem da autora e as "desculpas" que certas personagens tomam para justificar os seus atos são cada vez mais atuais e fazem-nos pensar no rumo que a humanidade está a tomar.






terça-feira, 24 de setembro de 2019

Deixa-me Mentir - Clare Mackintosh [Opinião]

Título: Deixa-me Mentir
Autor: Clare Mackintosh
Editor: Cultura Editora
N.º de Páginas: 320

Sinopse:
Quando a verdade é demasiado cruel, a mentira é a melhor saída.

Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico da sua família e recomeçar a sua vida.
O novo namorado e o filho vieram para trazer à Anna alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o seu esforço para superar os seus traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado de repente volta à tona trazendo ainda mais dor e devastação.
No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém poderia ser cruel ao ponto de fazer uma brincadeira dessas? Ou de facto existe algo por trás do suposto suicídio de seus pais?

No fundo, Anna nunca entendeu como eles tinham sido capazes de tirar as suas próprias vidas de maneira tão cruel.
Deixa-me Mentir tem o ritmo lancinante que é a marca de Clare Mackintosh. Carregado de reviravoltas, deixa qualquer um em estado de choque da primeira à última página.

A minha opinião: 
Anna é uma mulher frágil. Com um companheiro e uma filha pequena, vive ainda balada com a morte repentina dos pais que se suicidaram com pouco tempo de diferença.

Até que no primeiro aniversário da morte da mãe recebe um bilhete que levanta a questão do suicídio, levando-a a pensar que as mortes não terão sido como pensa. 

Os pais suicidaram-se no mesmo local e com o mesmo método. Depois com o bilhete Anna pensa que os pais terão sido assassinados e pede ajuda a um polícia reformado, que tudo faz para descobrir toda a verdade.
Paralela à história, o investigador tem uma história bastante pesada. A mulher sofre de ma doença mental degenerativa que a leva a ficar internada constantemente, mas que acaba por ser uma peça chave para o ajudar na resolução do caso.

Já Anna é constantemente desacreditada por causa da sua fragilidade e da dificuldade em fazer o luto. 
Do ponto de vista psicológico este é um livro muito bem conseguido colocando dúvidas até no próprio leitor, fazendo, por vezes, que nos questionemos onde estará a verdade.

O que me levou a acreditar na protagonista foi a história contada por uma segunda pessoa que vai surgindo ao longo do livro, embora pouco desvendando e nada previsível.

Mais uma vez fiquei encantada com a história e com a forma de escrever de Clare Mackintosh, que já me tinha surpreendido pela positiva com o livro Estou a Ver-te.

Gostei imenso.






segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estou a Ver-Te - Clare Mackintosh [Opinião]

Título: Estou a Ver-Te
Autor:
Clare Mackintosh
Editor: Marcador
Páginas: 352

Sinopse:
Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa.

Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio.

Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo.

Um thriller obscuro, claustrofóbico e repleto de volte-faces.

A minha opinião:
Depois de Deixei-te ir, Clare Mackintosh, colocou a fasquia demasiado elevada para as próximas obras. O romance de estreia foi arrebatador, o que me deixou um pouco apreensiva em relação ao segundo livro, com medo de apanhar uma desilusão.

Felizmente não foi isso que sucedeu e vi-me embrenhada na narrativa de Estou a Ver-te da mesma forma que aquando da leitura do primeiro livro.

O tom de mistério implementado na primeira obra continua com este e isto é o que realmente faz com que goste já tanto desta escritora.

E este livro faz-nos pensar na nossa vida, muitas vezes rotineira, que pode fazer com que haja alguém a seguir os nossos passos e a observar-nos atentamente.


Clare Mackinstosh pega na vida rotineira de Zoe Walker e mostra-nos como podemos estar a ser observados por qualquer um, sem que nos apercebamos disso. Zoe levava uma vida comum a tantas outras. Acordava, apanhava o comboio para o trabalho numa outra cidade e, no fim do dia, regressava a casa. No entanto, o comboio que apanhava era sempre à mesma hora e tentava ir para a mesma carruagem e sentar-se no mesmo sítio. Até ser vítima de perseguição foi um passo.
Ao folhear um jornal dá de caras com a sua fotografia na secção de anúncios, uma fotografia que não sabe onde foi tirada e em que estava praticamente irreconhecível. Intrigada, Zoe decide investigar o porquê de aparecer no jornal e com que fim. Ao abrir o jornal no dia seguinte vê uma outra cara, mas o anúncio é o mesmo. O problema agrava-se quando uma dessas mulheres que aparece nos anúncios é assassinada, o que deixa Zoe cheia de medo.

O pânico é absoluto e Zoe não consegue confiar em ninguém, já que nem a própria polícia acredita na sua história.

Ao longo de 350 páginas, vamos acompanhando esta mulher, ao mesmo tempo que nos questionamos até que ponto podemos estar seguros, dentro das nossas rotinas e de toda a exposição da nossa vida, quer nas redes sociais, quer numa altura em que por questões de segurança mais parece vivermos num big brother.

A autora explora todas estas questões muito bem, fazendo com que a leitura deste livro se torne viciante. Muito bom.




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Deixei-te Ir - Clare Mackintosh [Opinião]

Título: Deixei-te Ir
Autor: Clare Mackintosh
Páginas: 360

Sinopse:
Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenny, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras

A minha opinião: 
Deixei-te ir é um thriller psicológico daqueles que eu adoro ler. A morte de uma criança por atropelamento e a fuga do lugar do crime, vai levar a uma espiral de perguntas e contradições que vou adivinhando à medida que o livro caminha para o fim.

O detective Ray Stevens é responsável pela investigação, mas poucos meses depois a mesma chega a um impasse e é levado a desistir de procurar um culpado. No entanto, tanto ele como a colega Kate, não se resignam e querem encontrar, a todo o custo, o culpado, mesmo que para isso tenham de fazer horas extras. Isso poderá ter repercussões na vida familiar de Ray, que se recente com as ausências do detective.

Jenna é uma pessoa que facilmente gostamos. Apesar de pouco social, leva uma vida pacata, não se mete com ninguém, e faz da fotografia uma forma de vida. Mas os fantasmas que carrega levam-na a ser desconfiada por natureza e a não se entregar facilmente. Vive com a dor e a culpa o que a tornam numa pessoa bastante infeliz.

Estas três personagens são muito bem exploradas na primeira parte do livro, e de tal forma, que o mesmo se torna numa leitura chata e com pouca acção. Mas o fim da primeira parte revela que tudo pode mudar e que há que dar uma segunda oportunidade à leitura. E que segunda parte.

Aqui tudo se começa a desenrolar de uma forma vertiginosa, que nos faz voltar de novo ao início dos acontecimentos. Só aí percebemos porque é que Clare Mackintosh nos dá uma primeira parte tão descritiva, e aborrecida.
Com uma reviravolta impressionante, Deixei-te ir tornou-se um dos melhores livros que li este ano, dentro do género.  


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