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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Um Erro Fatal - Sophie Hannah [Opinião]

Título: Um Erro Fatal
Autor:
Sophie Hannah
Tradução: Pedro Sequeira
Páginas: 464
Editor: Edições Asa
PVP: 18,90€

Sinopse:
A manhã que mudou a vida de Nicki Clements seria como tantas outras se o seu filho não tivesse esquecido a mochila em casa.
Foi com o objetivo de lha entregar que ela saiu.
Não planeara passar vezes sem conta pela casa do controverso jornalista Damon Blundy, recentemente assassinado. Mas a verdade é que passou…
É a estranheza do seu comportamento que leva a polícia a interrogá-la. Nicki diz a verdade: não conhecia Damon.
E não, não sabe explicar a enigmática arma do crime. Nem tão-pouco entende a mensagem que o assassino escreveu a tinta vermelha na parede da vítima: "ELE NÃO ESTÁ MENOS MORTO".
O problema é que não poderá nunca revelar porque estava tão perto do local do crime. Se o fizer, terá de confessar um segredo que a destruirá. É que Nicki pode não ser culpada, mas está longe de ser inocente…



A minha opinião: 
Depois de ter lido Os Crimes do Monograma, romance policial onde Sophie Hannah ressuscita Hercule Poirot, a curiosidade aumentou quando a Asa decidiu publicar um novo livro da autora, também ele policial, mas noutro registo.

Apesar de ser editado pela primeira vez em Portugal, Um Erro Fatal é o nono livro de uma série chamada de Spilling CID. Talvez por isso não tenha criado tanta empatia com a polícia, que achei bastante confusa...

A morte de um cronista famoso vai despoletar uma investigação desenfreada. Damon Blundy é sarcástico nas suas crónicas o que lhe traz muitos inimigos, dificultando muito o trabalho da dupla de detectives Simon Waterhouse e Charlie. A juntar a isso Damon tem dois casamentos falhados e um terceiro casamento que poderia não estar a correr tão bem quanto se possa querer parecer. A actual mulher dele não é o estereótipo de mulher ideal de Damon o que a coloca como uma das principais suspeitas do crime.





No mesmo dia em que Damon Blundy é assassinado Nicki Clements acaba por ficar parada no trânsito quando tem de regressar à escola dos filhos por se ter esquecido do equipamento de desporto do filho mais novo. E é o seu comportamento na fila de trânsito na rua de Damon Blundy que causa suspeitas na polícia.

Com o interrogatório vai-se descobrindo que Nicki, uma mãe, mulher de família, pertencia a um site de encontros amorosos, trocando inclusive mensagens com um homem, e que pretendia esconder-se de um polícia por uma situação passada.

Tudo isto resulta num thriller intenso, obscuro, intrigante que leva o leitor a não desejar pousar o livro até estar terminado. Em cada virar de página há sempre um mistério desvendado e o final é absolutamente surpreendente. Fantástico.
 
 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Os Crimes do Monograma -: Sophie Hannah [Opinião]

Título: Os Crimes do Monograma
Autor:
Sophie Hannah
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 320
Editor: Edições Asa
PVP: 13,90€

Sinopse
Sentado no seu café preferido, Hercule Poirot prepara-se para mais um jantar de quinta-feira quando é surpreendido por uma jovem mulher. Ela chama-se Jennie e diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime. A sua morte é merecida, afirma Jennie, antes de desaparecer noite dentro, deixando o detective perplexo e ansioso por mais informação.
Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos. Os crimes têm várias semelhanças entre si: os três corpos estão dispostos em linha reta com os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. E dentro das bocas das vítimas, encontra-se o mais macabro dos pormenores: um botão de punho com o monograma PIJ.
Poirot junta-se ao seu amigo Catchpool, detetive da Scotland Yard, na investigação deste estranho caso. Serão os crimes do monograma obra do mesmo assassino? E poderão de alguma forma estar relacionados com a fugidia Jennie que, por uma razão indecifrável, não abandona os pensamentos do detetive belga? Hercule Poirot está de regresso num mistério diabólico que vai testar ao limite as suas célebres celulazinhas cinzentas.


A minha opinião:
Os fãs de Agatha Christie e do carismático detective das “celulazinhas cinzentas” podem ficar descansados. Sophie Hannah conseguiu retratar o momento de época dos romances de Christie e trazer novamente à ribalta Hercule Poirot.

Apesar de no início estar um pouco céptica em relação a este livro, talvez porque Christie é Christie e é inimitável, talvez porque seja um pouco ultrajante querer fazer passar-se pela mestre da literatura policial, mas o certo é que adorei este livro e mais este caso de Poirot.

Em Os Crimes do Monograma, vamos encontrar Poirot a viver com um agente da Scotland Yard, ainda inexperiente, novato e com pouco mais de trinta anos, Edward Catchpool, que acaba por ser o narrador da história. Obsessivo compulsivo com algumas coisas simples do quotidiano, Poirot adora o café de uma cafetaria perto de sua casa e de estudar as pessoas que o frequentam, incluindo as empregadas de mesa. É numa dessas vezes, quando se prepara para jantar que Poirot acaba a conversar com uma cliente já habitual, que entra no café à pressa e assustada. Sem perceber muito do que se passa Poirot tenta acalmá-la, mas as poucas coisas que a consegue fazer dizer é: “Por favor, não deixe que se ponham a abrir as bocas!”.

Isso torna-se um mistério, tanto para Poirot como para a empregada de mesa, também ela boa a estudar os clientes. E a sua perspicácia vai ajudar Poirot a desvendar mais este mistério em que se vê envolvido, apesar de reformado.

Quando chega a casa encontra o seu companheiro também ele aflito porque um terrível crime aconteceu num dos melhores hotéis da zona, o Bloxham. Três pessoas foram envenenadas e na sua boca colocaram um monograma com as iniciais PIJ.

Poirot, perspicaz como sempre, nota que os crimes podem estar ligados com a cliente misteriosa e começa a ajudar Catchpool, um subsituto de Hastings um pouco mais pobre.

Excerto: 


“Só preciso de mover a mente, não o corpo, para fazer progressos.” – pag. 96