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sábado, 5 de agosto de 2017

Ela e Ele - Marc Levy [Opinião]

Título: Ela e Ele
Autor: Marc Levy
Editor: Bertrand Editora~
Páginas: 272

Sinopse:
Um site de encontros juntou-os. Não se tornaram amantes, mas amigos… e gostavam de continuar assim! Ela é atriz. Ele é escritor. Ela chama-se Mia. Ele chama-se Paul. Ela é inglesa. Ele é americano. Ela tem muito sucesso. Ele não tanto. Ela é, na verdade, uma estrela. Ele, contudo, não o sabe. Ela sente-se só. Ele também. Ela não se pode apaixonar. Ele também não. No seu novo romance, onde reencontramos os protagonistas de E Se Fosse Verdade…, Marc Levy leva-nos pelos caminhos de uma história de amor tão imprevisível quanto irresistível.

A minha opinião:
Talvez por ter lido E Se Fosse Verdade... há muitos anos não me lembrei de Paul, personagem integrante do romance de Marc Levy publicado em 2000 e lido por mim pelo ano 2008.

De facto, teria sido melhor ter começado por reler o livro anterior a este para aprofundar um pouco mais as personagens integrantes, mas levei este de férias e não me lembrei de levar também o anterior, apesar da referência na sinopse. Apesar disso, e mesmo não me recordando da história, não foi impedimento para entrar bem na vida de Paul e dos seus amigos, e de conhecer Mia, uma mulher deslumbrante, rica, famosa, mas infeliz no amor.

O último livro que li do autor francês foi A Estranha Viagem do Senhor Daldry foi em 2004 e uma completa desilusão, e confesso estar de pé atrás com este, apesar de, ao mesmo tempo, estar curiosa. portanto, uma mistura de sentimentos que me levou a ler este livro um pouco a medo.

Apesar de não ser uma verdadeira obra prima, gostei de regressar aos livros de Levy  e de gostar das histórias que ele sabe tão bem contar.

Paul é um homem cheio de problemas. A publicação do seu primeiro livro foi um sucesso tal que o fez sair do país natal e estabelecer-se em Paris, de forma anónima.

Mia é uma jovem actriz bastante conhecida, mas cujo casamento fracassou. Decide visitar uma amiga em Paris e afogar as mágoas.

 Ambos vão conhecer-se através de um site de encontros e tornam-se amigos. Daqueles amigos para a vida.

Ela e Ele é um romance leve, divertido, óptimo para ler na praia ou numa noite de verão. A história, embora não seja surpreendente, acaba por nos agarrar à história de Paul e Mia e a outras personagens secundárias que também me prenderam.





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Estranha Viagem do Senhor Daldry - Marc Levy [Opinião]

Título: A Estranha Viagem do Senhor Daldry
Autor: Marc Levy
Edição/reimpressão: 2012
N.º de Páginas: 240
PVP: 16,60€

Sinopse:
«Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.»

Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…


A minha opinião: 
A Estranha Viagem do Senhor Daldry foi uma perfeita desilusão de uma fã confessa de Marc Levy. Ao longo de todo o livro achei que a sua leitura era chata, apesar do tema até se ter tornado interessante. Pouca acção, pouco atractivo para quem lê, só se mostrando com algum interesse já quase no seu final.

Alice tem um dom. Ela é um "nariz". Por isso mesmo, ganha a vida a fazer perfumes que serão vendidos em várias perfumarias de Londres. Sozinha, (os seus pais morreram no incêndio), diverte-se com um grupo restrito de amigos, que a vão levar a um feira onde uma vidente lhe revela que a encontrará o homem da sua num outro local, onde terá vivido quando pequena. Fala-lhe assim de uma viagem que a levará a Istambul.

Pouco crente em relação a um futuro tal qual como foi lançado pela vidente, Alice retoma a sua normal vida como perfumista, mas as palavras daquela mulher não lhe saem da conversa. É aqui que entra Daldry, o seu estranho vizinho que implica com as festas que ela dá permanentemente em sua casa e que tanto o incomodam. Vendo que esta é uma oportunidade para se aproximar da sua vizinha, Daldry convence-a a falar novamente com a vidente para colocar tudo em "pratos limpos".

Passado entre uma Londres do pós-guerra e Istambul, onde os cheiros estão presentes ao virar da esquina, Alice parte à descoberta das suas origens, do passado que a persegue sem que saiba porquê.

Apesar de emotivo e um pouco misterioso, este livro de Marc Levy não me cativou como os outros. Nem Alice nem Daldry me cativaram por aí além, não tendo, por isso, criado empatia com qualquer um dos dois. O passado de Alice é revelador do dom que ela possui, mas, no meu entender, foi pouco explorado...




terça-feira, 30 de abril de 2013

Se Pudesse Voltar Atrás - Marc Levy [Opinião]

Título: Se Pudesse Voltar Atrás
Autor:
Marc Levy
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 248
Editor: Bertrand Editora
PVP: 16,60€

Sinopse:
Andrew Stilman, jornalista do New York Times, acaba de se casar. Na manhã de 9 de julho de 2012, bem cedo, está a fazer jogging na margem do Hudson quando, de súbito, é violentamente agredido. Uma dor fulgurante atravessa-lhe o corpo e ele sente-se submergir num rio de sangue. Andrew perde os sentidos… e, ao recuperar a consciência, está a 9 de maio de 2012.
Dois meses mais cedo, dois meses antes do seu casamento.
A partir desse momento, Andrew tem 60 dias para descobrir o seu assassino, 60 dias para mudar o curso do seu destino. E, a partir de então, cada minuto conta…
A sua investigação leva-o numa viagem vertiginosa, de Nova Iorque a Buenos Aires, e até aos meandros dos momentos mais obscuros da ditadura argentina. Uma corrida contra o tempo, entre o suspense e a paixão.

A minha opinião:
Marc  Levy é dos meus autores favoritos, e raramente me desiludo com a sua escrita. Este livro não foi excepção. Sempre a rondar o mítico, neste novo livro o autor cria como protagonista um jornalista (Andrew) que depois de ter saído da parte dos obituários no jornal, passa a escrever artigos polémicos. Até aqui nada de novo. O problema é que, passado pouco tempo de sair uma reportagem e a meio de outra também ela polémica, Andrew é assassinado.
Nada de anormal, caso o autor não colocasse a hispótese de Andrew poder reviver os 62 dias que antecederam a sua morte, com o intuito de tentar descobrir quem o assassinou. Assim, Levy leva-nos a percorrer esses dias, embrenhando-nos em toda a investigação de Andrew, assim como a reviver o seu dia a dia, passando também pela investigação para a reportagem que lhe estava a ocupar o tempo, centrada nas atrocidades cometidas pela ditadura Argentina, sobretudo aos opositores do regime ditatorial. Essa poderá ser uma pista para o seu assassinato, mas muitas se vão juntar a esta, e todas elas com um fundo de lógica.
Até o tráfico de crianças na China, o seu primeiro trabalho em reportagem, poderá estar relacionado...
Juntamente com Andrew ficámos a conhecer um pouco da história Argentina, sentindo os mistérios que guarda Buenos Aires na pele, ao mesmo tempo que nos questionámos sobre as duas investigações que correm em paralelo: a investigação para a reportagem e a investigação para o crime.
O final é surpreendente, como aliás é habitual nos romances de Marc Levy e deixa-nos a pensar que fomos enganados desde o início do livro. No entanto, este ponto é fulcral para a verdadeira história de Andrew. Fica no ar o desejo de uma continuação...


Excertos: 
"Sozinho em casa, considerando o impensável, Andrew percebeu que tinha sessenta e dois dias pela frente para descobrir quem o assassinara e porquê."
"Quando sabemos que a morte nos espera ao virar da esquina, o sonho rapidamente se torna um pesadelo."
"O amor da nossa vida é aquele que vivemos e não aquele que sonhámos."

domingo, 14 de agosto de 2011

O ladrão de sombras - Marc Levy [Opinião]


Título: O ladrão de sombras
Autor: Marc Levy
Editora: Contraponto
PVP: 15,50€

No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue "roubar" as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém - seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido -, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo. Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem. E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas - ajudá-las a recuperar "essa pequena luz que lhes iluminará a vida". Durante umas férias de Verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos... Mais tarde, o nosso "ladrão de sombras" torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar - tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?

A minha opinião:
O ladrão de sombras é daqueles livros que nos marcam desde as primeiras páginas. Uma história cheia de ternura, de amizade, de amor pelo próximo, mas que também fala de solidão e de abandono paternal.
Fiquei rendida a este rapazinho ladrão de sombras que sem querer, tem o dom natural para “roubar” as sombras daqueles que lhe são próximos e assim saber o que lhes vai na alma. Mas não “rouba” apenas as sombras dos seus amigos. Até do seu maior inimigo de infância, e que disputa a mesma menina, ela “rouba” e descobre porque é que ele, afinal, é assim tão mau para ele e se porta tão mal na escola. Afinal, as coisas más até podem ter algum fundamento…
Dividido em duas partes, na primeira visionamos o rapazinho na sua infância, na fase em que o seu pai sai de casa e de quem não sabe mais notícias, o seu primeiro amor e, consequentemente, o seu primeiro desgosto amoroso, o seu companheiro de brincadeiras, e o guarda da escola, que acaba por ser o seu primeiro confidente, Yves. Todas as estas personagens vão marcar o jovem rapazinho sem nome, mas que pode ser qualquer um de nós, basta que fechemos os olhos e nos espelhemos em algumas destas situações, e torná-lo na pessoa que ele é.
Mas também é nesta fase que conhece a pequena Cléa, uma criança surda, por quem se apaixona quando passa férias com a mãe. A amizade crescente entre ambos e o primeiro amor, marcou para sempre o jovem rapaz, a quem faria juras de amor não cumpridas…
Na segunda parte encontramos o rapazinho já crescido e a estudar medicina. Atarefado com um curso absorvente, o “ladrão de sombras” deixaria para trás as relações humanas e nem a amizade colorida com a colega de curso Sophie o faz investir nessa relação. Até que uma viagem à sua terra natal o faz reencontrar Luc, o seu amigo de infância. Aí o valor da amizade vai voltar a ter relevância.
Gostei da candura de Yves em lidar com o rapazinho triste. Adorei a personalidade e simpatia de Cléa, uma rapariga forte e perseverante. E Luc um amigo como não há muitos e que todos gostariam de ter.
Para mim, o melhor livro de Marc Levy que me colocou com uma lágrima no canto do olho em alguns momentos.

Excerto:
“… cada pessoa é diferente, o importante é encontrar a diferença que melhor nos convém”.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Meus Amigos, Meus Amores - Marc Levy [Opinião]



Título: Meus Amigos, Meus Amores
Autor:
Marc Levy
Editor: Contraponto
Ano de edição: 2011
N.º de páginas: 264
Tradutor: Ana Moura
PVP: 16,50 €


Sinopse:
Mathias e Antoine são grandes amigos e ambos pais solteiros. Quando Mathias se muda de Paris para South Kensington, ele e Antoine encontram a solução perfeita para criarem os filhos num ambiente familiar: decidem viver juntos. Esta família alternativa, composta por dois solteiros trintões e pelos seus dois filhos, tem todas as vantagens imagináveis: tarefas domésticas divididas, as crianças nunca estão sozinhas e nunca lhes falta atenção, além de nunca faltar companhia para as noites de fim-de-semana. Só existem duas regras: nunca recorrer a baby-sitters e nunca levar namoradas para casa. Mas, como todas as famílias, estas não está isenta de tensão. Sobretudo, quando Mathias se começa a mostrar muito interessado em Audrey, uma bela e ambiciosa jornalista que um dia entra na sua livraria, ao acaso… Povoado de personagens inesquecíveis, Meus Amigos, Meus Amores é um retrato enternecedor da vida contemporânea e mais um triunfo do autor francês de maior sucesso dos nossos dias.

A minha opinião:
Mais um livro fantástico do autor de sucesso francês. Desta feita, Marc Levy leva-nos a conhecer uma história um tanto ou quanto original de dois pais divorciados, com a guarda dos filhos, de decidem viver juntos, em Londres, depois de terem deixado a cidade natal, Paris. A única condição que se impõe: nada de baby-sitters e namoradas para casa. Mas será que conseguem cumprir essas duas regras tão fundamentais para o bom funcionamento da sua mais recente “família”.
Apesar de bons amigos, e de já se conhecerem há muito tempo, Antoine e Mathias têm feitios completamente diferentes. Enquanto Antoine é mais certinho, mais arrumado em casa, Mathias, tem uma personalidade mais aberta, mais ao estilo do “deixa andar”, descontraído, e depressa se apaixona por uma jovem jornalista que conhece na sua livraria. E é aí que, confesso, esta personagem me começa a irritar um bocadinho porque deixa um pouco de lado as suas responsabilidades como pai de Emily e acaba por pensar primeiramente na sua relação amorosa. Deixa de passar o tempo livre a filha, inventa desculpa atrás de desculpas para escapar às tarefas domésticas e de estar com as crianças, até que acaba por ser descoberto.
Pelo meio vamos ainda descobrindo personagens interessantes como Yvonne, dona do bar que os jovens amigos frequentam e Sophie, florista que mantém um amor secreto que só é revelado no final do romance, mas que é bastante previsível. Um romance levezinho, mas muito agradável de ler.

domingo, 27 de março de 2011

A primeira noite - Marc Levy [Opinião]


Título: A Primeira Noite
Autor: Marc Levy
N.º de Páginas: 352
PVP: 17,90€


Do alto dos planaltos da Etiópia às paisagens glaciais dos Urais, Marc Levy conclui com o seu novo romance a epopeia iniciada em O Primeiro Dia.

Sinopse:
Um objecto misterioso encontrado num vulcão adormecidos vai mudar para sempre a vida de Adrian e Keira. Juntos embarcarão numa aventura extraordinária que os levará das margens do lago Turkana, no coração de África, até às montanhas da China, em busca da resposta a uma das perguntas ancestrais da humanidade: como começou a vida na Terra?


A minha opinião:

Continuação de O primeiro dia, A primeira noite continua com a investigação desenfreada de Adrian a Keira: há quantos anos terá surgido o primeiro homem na Terra? E será que foi homem ou mulher? Será que a mulher veio mesmo da costela do homem ou surgiu primeiro? Todas estas questões vão surgindo ao longo do livro e serão solucionadas bem no final, embora não do jeito que os heróis principais gostariam que fosse.
Pelo meio Adrian terá de reencontrar a sua amada Keira, que julgava morta na China, e partir, juntamente com ela, para a descoberta de parte de um símbolo que, juntamente com os outros dois que eles já possuem, poderá solucionar um dos principais enigmas da humanidade.
Sem dúvida que quem não leu o primeiro livro muito irá falar perceber a este segundo livro isto porque eles se complementam na totalidade.
O desenvolvimento em relação às pedras é solucionado na fase derradeira do livro e vai surpreender todos. No ar fica ainda a ideia de que a religião e a fé pode ainda mover montanhas e comandar o mundo, de tal modo que uma organização com células nas principais cidades do mundo tudo fará para continuar a deter o casal nas suas investigações científicas.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O primeiro dia - Marc Levy [Opinião]

Título: O primeiro dia
Autor: Marc Levy
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 268
Editor: Contraponto
PVP: 19€


Sinopse:
Um objecto misterioso encontrado num vulcão adormecido vai mudar para sempre a vida de Adrian e Keira. Juntos embarcarão numa aventura extraordinária que os levará das margens do lago Turkana, no coração de África, até às montanhas da China, em busca da resposta a uma das perguntas ancestrais da humanidade: como começou a vida na Terra?

A minha opinião:
O primeiro dia é um livro completamente diferente daqueles que tenho vindo a ler de Marc Levy, mas quem nem por isso me decepcionou. Muito ao jeito dos livros de aventuras, Levy leva os seus leitores a partir para um dos grandes segredos escondidos e que muitos desejam descobrir: há quantos milhões de anos surgiu o primeiro homem na Terra?
Keira passou três anos na Etiópia a escavar a terra em busca de uns quantos ossos fossilizados que lhe permitissem penetrar no mistério da origem da humanidade. A sua pesquisa no vale do Omo levou-a a conhecer um rapazinho orfão, a quem apelidou de Harry, que lhe viria a dar uma estranha pedra. Pedra essa que mais tarde, e sem que desconfiasse, iria levá-la de volta ao local que viria a ser destruído por uma tempestade, que terminou completamente com anos de trabalho e pesquisa.
Adrian é um astrofísico que se encontra a fazer uma investigação no planalto de Atacama, no Chile, mas cujo corpo não se adapta à falta de oxigénio, e é obrigado a regressar à cinzenta Londres.
O destino destas duas personagens vai juntar-se quando se candidatam a um prémio na Fundação Walsh. Sem que desconfiem, ambos reencontram-se quinze anos depois de se terem conhecido, era Keira antiga aluna de Adrian quando tiveram uma relação.
Juntos descobrem que a "oferenda" que Harry deu a Keira poderá ser um objecto com quatrocentos milhões de anos e partem para uma aventura que os vai levar a alguns locais, inclusive à China.

Excerto:
"É olhando os objectos do quotidiano, coisas como a faca da manteiga, que nos apercebemos de que alguém partiu e nunca mais volta; uma estúpida faca de manteiga que corta para sempre fatias de solidão na nossa vida"

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A próxima vez - Marc Levy [Opinião]


Título: A próxima vez
Autor: Mark Levy
Edição/Reimpressão: 2005

Colecção: Linhas Cruzadas
N.º de Páginas: 232
Editor: Pergaminho


Sinopse:
Numa viagem de São Petersburgo a Boston, de Londres a Florença e a Paris, a história de um amor que desafia o tempo e a distância.
Jonathan é um especialista em arte com uma paixão inexplicável pela obra do pintor russo Vladimir Radskin. Quando, nas vésperas do seu casamento, lhe chega a notícia de que uma galeria em Londres tem em sua posse cinco quadros do pintor – entre elas, possivelmente, A Rapariga do Vestido Vermelho, a sua mítica última obra, misteriosamente desaparecida em 1868 – Jonathan não hesite em partir.

Ao chegar a Londres, encontra Clara, a dona da galeria, e é acometido por uma forte sensação de déja-vu: certamente já viu aquele rosto, já ouviu aquela voz. Mas onde, e quando? Será que entre eles há algo mais em comum do que uma paixão por pintura?
Jonathan e Clara viajam de São Petersburgo a Boston, de Londres a Florença e a Paris, procurando descobrir a misteriosa história por trás de A Rapariga do Vestido Vermelho. Ao longo da sua viagem, descobrem que a história do quadro e do seu criador está entrelaçada com a das suas próprias vidas...
A minha opinião:
É à volta da pintura que se centra mais uma obra de Marc Levy. Desta feita o autor cria duas personagens que já se ligaram no passado, e que quando se encontram pela primeira vez nesta vida, sentem logo uma atracção mútua. O pintor russo Vladimir Radskin é o ponto de partida para estes dois mundos se encontrarem: Clara é uma famosa galerista de Londres e Johnathan um especialista em arte de Boston. A última obra do pintor é descoberta em Londres e faz com que Jonathan parta para aquela cidade conhecendo assim Clara tendo, contudo, a sensação de já a ter visto numa outra ocasião.
Mais uma vez Marc Levy explora o lado do desconhecido, da encarnação, de outras vivências em outras vidas e mais uma vez não me desiludiu com a sua capacidade de envolver o leitor. O facto de ter envolvido a arte neste livro ainda o valorizou mais. Criando uma atmosfera de mistério e paixão, Levy leva o leitor a percorrer a vida de Vladimir Radskin ao mesmo tempo que desvenda o segredo de vida dos próprios protagonistas. O que terá em comum Clara, Jonathan, Anna (noiva de Jonathan) e uma misteriosa mulher de cabelo branco que aparece a Jonathan uma noite num bar?
Vale a pena ler mais esta obra de Marc Levy.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

E se fosse verdade... Marc Levy [Opinião]

Título: E Se fosse Verdade...
Autor: Marc Levy
N.º de Páginas: 239
PVP: 7€

Sinopse:
«Ninguém é proprietário da felicidade, temos por vezes a sorte de tr um contrato de arrendamento e de ser o seu locatário. E preciso ser muito regular quanto ao pagamento das rendas, deixamo-nos expropriar muito depressa.»
O que faria se encontrasse uma desconhecida… no armário da sua casa de banho?

E se essa atraente mulher aparecesse e desaparecesse como um fantasma? E se ela lhe dissesse que teve um acidente de carro e que o seu corpo está, há meses, em coma, num hospital do outro lado da cidade? Certamente o seu primeiro impulso seria pensar que está a enlouquecer (ou a lidar com uma louca).

Mas… e se fosse verdade?

E se esta fosse a grande oportunidade de encontrar o amor da sua vida?

Uma inesquecível história de amor, uma aventura tão emocionante quanto divertida, uma narrativa cativante que invoca a nossa capacidade ilimitada de seguir o que nos dita o coração.

A minha opinião:
É uma história empolgante desde a primeira página. Lauren é um jovem médica de São Francisco, mas que tem um acidente que a deixa em coma no hospital onde trabalha. Como está em coma durante muito tempo a sua mãe decide alugar o seu apartamento a um jovem arquitecto, Arthur.
O facto de estar em coma não impede Lauren de aparecer no seu apartamento a Arthur, única pessoa que a vê e que pode comunicar com ela. Depois de o convencer que está em coma no hospital Lauren estabelece um laço afectivo com Arthur tornando-se no centro do seu dia-a-dia.
O livro E se fosse verdade… transformou-se também em filme, embora ainda não tenha tido oportunidade de o ver. Mas estou curiosa. Sei apenas que tem como actriz principal Reese Witherspoon no papel de Lauren e Mark Ruffalo no papel de Arthur.
Marc Levy é autor de oito romances, chegando a tornar-se alguns deles best-seller’s em França. Os livros de Levy contam já com mais de 16 milhões de exemplares vendidos em mais de 38 países.