Mostrar mensagens com a etiqueta Livros do Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros do Brasil. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de março de 2019

Livros do Brasil publica "O Mistério do Quarto Amarelo" - Clássico policial da literatura francesa

Título: O Mistério do Quarto Amarelo
Autor: Gaston Leroux
Tradução: Franco de Sousa
N.º de Páginas: 312
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

A Livros do Brasil lançou a 7 de março na sua coleção Vampiro O
Mistério do Quarto Amarelo. Publicado originalmente em 1907 por Gaston Leroux, o autor do notável romance O Fantasma da Ópera, este é um dos mais famosos clássicos policiais de língua francesa, que, desafiando os mecanismos da lógica e tecendo uma trama cada vez mais arrepiante, há mais de um século mantém os leitores agarrados da primeira à última página.
O quarto amarelo é o local do crime e a vítima a menina Stangerson, que acabara de se retirar para o quarto quando um ruído de luta, um disparo, um grito de «Assassino!» ecoam pela casa.
Assim que a porta do quarto é derrubada, revela-se um cenário assustador: a jovem encontra-se caída numa poça de sangue, mas, apesar de a porta estar trancada e a janela ser gradeada, não há mais ninguém naquela divisão. Como é que o atacante escapou?
O misterioso crime intriga um jovem repórter, Joseph-Joséphin – mais conhecido como detetive Rouletabille –, que não descansará enquanto não descobrir o culpado.

Sobre o autor:
Gaston Leroux nasceu em Paris, a 6 de maio de 1868, e morreu em Nice, a 15 de abril de 1927. Formado em Direito, rapidamente ingressou no jornalismo e viria a tornar-se um dos mais conhecidos repórteres do seu tempo. Em 1907, abandonando a escrita jornalística, publica o seu primeiro êxito literário, O Mistério do Quarto Amarelo, hoje unanimemente apontado como um dos grandes clássicos na história da literatura policial. Este será o primeiro de uma série que tem como protagonista o repórter-detetive Rouletabille, cujas aventuras foram várias vezes adaptadas ao cinema. Com mais de uma trintena de romances e peças teatrais, Gaston Leroux publicou em 1910 aquela que é por muitos considerada a sua obra-prima, O Fantasma da Ópera.



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Livros do Brasil - Um mistério de Natal e o romance do jovem Albert Camus nas novidades de novembro

Título: Mistério em Branco – Um crime no Natal
Autor: J. Jefferson Farjeon
Tradução: Artur Lopes Cardoso
N.º de Páginas: 264
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

 A 8 de novembro a Livros do Brasil lança Mistério em Branco, do escritor inglês J. Jefferson Farjeon, um dos mais aclamados autores da literatura policial do seu tempo. Escrita em 1937, esta história de mistério e terror em época natalícia é ainda hoje um bestseller em diferentes países e chega agora pela primeira vez a Portugal, inserida na coleção Vampiro.

Sinopse:
Na véspera de Natal, um intenso nevão obriga um comboio a interromper viagem junto à pacata aldeia britânica de Hemmersby. Perante uma espera sem fim à vista, um grupo de passageiros decide sair para procurar refúgio e, atravessando o manto branco que teima em não amainar, depara-se por fim com uma casa escondida entre a folhagem. A porta está aberta e lá dentro a lareira brilha e o chá está posto na mesa, mas não se encontra vivalma. O que terá acontecido aos seus habitantes? O dia de Natal aproxima-se e, ainda sem anfitriões, o grupo de desconhecidos começa a explorar esta estranha casa. Mas entre eles há um assassino pronto a revelar-se.

Sobre o autor:
Joseph Jefferson Farjeon nasceu em Londres a 4 de junho de 1883 numa família ligada às artes do espetáculo e à literatura.  Autor de mais de sessenta histórias de crime e suspense, Farjeon começou a publicar em 1924 e foi um dos mais aclamados escritores de policiais do seu tempo, apontado por Dorothy L. Sayers como «inigualável pela capacidade de introduzir o horror em aventuras de mistério». Entre as suas obras destaca-se a peça Number Seventeen, adaptada ao cinema em 1932 por Alfred Hitchcock. Mistério em Branco, história de Natal com um crime, foi publicada originalmente em 1937 e reeditada em 2014, com grande êxito, na coleção de clássicos da British Library, voltando a afirmar-se como um bestseller internacional. J. Jefferson Farjeon morreu em Hove, Sussex, a 6 de junho de 1955.

Título: A Morte Feliz
Autor: Albert Camus
Tradução: José Carlos González
N.º de Páginas: 128
PVP: 14,40 €
Coleção: Dois Mundos

Escrito quando o autor tinha vinte e poucos anos, mas apenas revelado após a sua morte, em 1971, o texto de A Morte Feliz é, em certa medida, a base a partir da qual se construiu a obra maior de Albert Camus, O Estrangeiro. Este romance de juventude de Camus chega às livrarias a 15 de novembro, pela chancela Livros do Brasil, e conta-nos a história de Patrice Mersault, um operário franco-argelino, cujos passos acompanhamos até à casa da sua vítima e daí, em fuga, pelo exílio que impôs a si mesmo. O mar, o sol, as mulheres, a busca pela felicidade e a aceitação da morte constituem linhas-mestras neste texto que é um estudo sobre a luta do ser contra os grilhões da sua existência, mas também uma espantosa janela sobre a imaginação de um jovem autor, que se viria a revelar um dos maiores da literatura mundial do século XX.

Sobre o autor:
Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto de uma obra  que o afirmou como um dos grandes pensadores do século XX. Dos seus
títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens.



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Livros do Brasil - Novo livro Ellery Queen na Vampiro

Título: O Mistério do Ataúde Grego
Autor: Ellery Queen
Tradução: Lino Vallandro
N.º de Páginas: 328
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Foi uma das primeiras investigações de Ellery Queen e chega hoje às livrarias
A Livros do Brasil publica a 6 de setembro um novo título da coleção Vampiro: O Mistério do Ataúde Grego, uma das primeiras investigações do detetive amador Ellery Queen, publicado originalmente em 1932. No centro desta trama está a morte de um famoso colecionador de arte grego e o roubo de uma obra de Leonardo da Vinci. Este Mistério do Ataúde Grego representará também uma lição que o jovem detetive não mais deixará de pôr em prática nas suas investigações: manter para si os seus pensamentos até estar totalmente certo da resolução do crime.

Sinopse:
O funeral de Georg Khalkis, famoso colecionador de arte grego, havia decorrido de modo íntimo e discreto, mas, inexplicavelmente, num clima de tensão. Foi pouco depois de os acompanhantes do cortejo fúnebre regressarem a casa que o advogado da família se apercebe de que o novo testamento que Khalkis assinara dias antes da sua morte estava desaparecido e logo notifica a polícia de Nova Iorque.
Apesar de minuciosa, pela casa, pela igreja, pelo cemitério, a busca revela-se infrutífera. Até que o inspetor Richard Queen e o seu filho Ellery, detetive amador, sugerem que se volte a abrir o caixão – e o que aí encontram não é o tão desejado testamento, mas o corpo estrangulado de um falsário recém-libertado da prisão. Que relação pode existir entre estes dois homens? Um papel queimado, uma obra de Leonardo da Vinci roubada e uma pequena gralha tipográfica são algumas das pistas que Ellery Queen não deixará passar em branco e que conduzirão a um insuspeito culpado.

Sobre o autor:
Ellery Queen é o pseudónimo conjunto de Frederic Dannay (de seu verdadeiro nome Daniel Nathan, nascido em 1905 e falecido em 1982, em Nova Iorque) e do seu primo Manfred B. Lee (Manford Lepofsky, também nascido em 1905 e falecido em 1971, naquela mesma cidade. De 1929 a 1971, Ellery Queen foi autor e herói de mais de trinta romances, numerosas novelas, peças radiofónicas, filmes e séries de televisão. A par desta obra abundante e de qualidade, Dannay e Lee deixaram também a sua marca na história da literatura policial pela criação, em 1941, da Ellery Queen’s Mystery Magazine, famosa revista policial ainda hoje em atividade. Na Livros do Brasil estão já publicados os livros O Enigma do Sapato Holandês, O mistério dos fósforos queimados e Vivenda Calamidade.



segunda-feira, 2 de julho de 2018

Livros do Brasil - Novo policial de Edgar Wallace na Vampiro

Título: A Porta das Sete Chaves
Autor: Edgar Wallace
Tradução: Pedro Bruno Dischinger
N.º de Páginas: 240
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Depois de A Pista do Alfinete Novo, a Livros do Brasil lança a 5 de julho na sua coleção Vampiro A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace, um dos livros mais lidos do autor e adaptado ao cinema em 1940 pelo realizador inglês Norman Lee. Numa história que envolve um herdeiro britânico numa viagem de trajetória  impossível de acompanhar, um ladrão de automóveis convertido em motorista de um doutor em leis e um jardineiro madeirense portador de um precioso objeto, Edgar Wallace constrói em A Porta das Sete Chaves uma trama emocionante e cheia de reviravoltas.

Sinopse:
Em vésperas de deixar a Scotland Yard, o subinspetor Dick Martin recebe como última incumbência a captura de Lew Pheeney, um criminoso seu velho conhecido e principal suspeito do assalto ao Banco de Helborough. Mas este apresenta-lhe um álibi surpreendente: na mesma hora em que se dava aquele crime, encontrava-se a executar um serviço particular, um tanto sujo mas honesto, de arrombamento de fechaduras. Depois de  uma conversa com a bela bibliotecária Sybil Lansdown e de uma visita ao doutor Stalletti por causa de um livro desaparecido, quando o subinspetor regressa a casa, depara-se com um Lew Pheeney aterrado, em fuga do homem que o contratara. Mas, afinal, que serviço foi esse? Pheeney acaba por confessar: «Estive a tentar abrir um túmulo.»

Sobre o autor:
Edgar Wallace nasceu em Londres a 1 de abril de 1875 e foi um prolífico jornalista, dramaturgo e romancista. Abandonando a escola aos doze anos, Wallace alista-se no exército aos dezoito e passa sete anos na África do Sul, onde se estreia no jornalismo como correspondente da agência Reuters. Regressa ao Reino Unido em 1901 e publica em 1905 o romance Os Quatro Homens Justos, o primeiro de mais de cento e setenta títulos que publicaria ao longo de vinte e sete anos. Mais do que a construção de problemas complexos que desafiassem o leitor, Wallace privilegiou a elaboração de histórias policiais de ação e aventura, de ritmo acelerado, num estilo cinematográfico que resultou com efeito na adaptação ao cinema de vários dos seus livros, tendo sido inclusive coargumentista do filme King Kong de 1933. Morreu em Hollywood a 10 de fevereiro de 1932.



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Livros do Brasil - Quando o copywriter é a vítima do crime. Será também o herói?

Título: O Crime Exige Propaganda
Autor: Dorothy L. Sayers
Tradução: Elisa Lopes Ribeiro
N.º de Páginas: 328
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Em O Crime Exige Propaganda, o mundo da publicidade é o palco de toda a ação.
A Livros do Brasil publica na sua coleção Vampiro um novo livro da dama do policial britânico Dorothy L. Sayers, que durante mais de uma década trabalhou numa agência de publicidade. O Crime
Exige Propaganda, que chega hoje às livrarias, tem como cenário uma reputada agência de publicidade londrina, e como vítima um dos seus copywriters. É nessa altura chamado a intervir o detetive amador criado por Dorothy L. Sayers, Lord Peter Wimsey, que rapidamente se apercebe das ligações da vítima a um grupo com atividades criminosas.
Um clássico do policial, que é ao mesmo tempo uma viagem pelo mundo da publicidade dos anos 30, que é aqui o palco do crime, apesar de a autora não deixar de realçar: «Não creio que exista no mundo classe mais inofensiva e respeitadora da lei que a dos especialistas em publicidade da Grã-Bretanha.»

Sinopse:
Quando o copywriter Victor Dean morre ao cair por uma escada de ferro em caracol na Pym’s Publicity, uma refinada agência de publicidade de Londres, Lord Peter Wimsey embarca numa investigação secreta para tirar tudo a limpo.
Antes do seu final trágico, a vítima tentara alertar Mr. Pym, o dono da firma, para um qualquer comportamento escandaloso que poderia levar a sérias consequências. Fazendo-se passar por um novo redator publicitário, Wimsey descobre que Dean fazia parte de um pequeno e suspeito grupo dentro da Pym’s, cujos hábitos recreativos o ligavam ao submundo do crime. Com o tempo a esgotar-se e o número de corpos a aumentar, Wimsey terá de encontrar a verdade de uma vez por todas, antes que a sua identidade seja descoberta e o assassino volte a atacar…
Cocaína, chantagem e luxúria são algumas das palavras que podem ser lidas nas entrelinhas deste clássico policial onde voltamos a encontrar o arrojado e brilhante Lord Peter Wimsey, o intemporal detetive amador criado pela mestre do policial britânico Dorothy L. Sayers.

Sobre a autora:
Dorothy L. Sayers nasceu em Oxford, no Reino Unido, a 13 de julho de 1893. Foi uma das primeiras mulheres a licenciar-se pela Universidade de Oxford, em 1915, e em 1921 ingressou numa agência de publicidade, onde foi copywriter durante quase uma década. O seu interesse pela literatura de mistério iniciou-se por esta altura, tendo publicado Whose Body?, o seu primeiro romance policial, em 1923, desde logo protagonizado por Lord Peter Wimsey, detetive amador aristocrata que se tornou um dos mais famosos heróis do policial em todo o mundo. A aclamação, quer pela crítica quer pelos leitores, foi imediata, e ao longo de quase vinte anos Sayers publicou onze romances e cinco coletâneas de contos centrados nesta personagem. Em 1930, juntamente com autores como Agatha Christie, Anthony Berkeley ou G. K. Chesterton, fundou o Detection Club, clube de escritores de histórias policiais que ainda hoje se mantém. Considerada uma das maiores autoras da literatura policial do século XX, Sayers foi também professora, poeta, ensaísta, dramaturga e tradutora. Faleceu a 17 de dezembro de 1957.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Livros do Brasil - Novos livros de Antoine de Saint-Exupéry e Truman Capote

Título: Um Sentido para a Vida
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Tradução e Prefácio: Ruy Belo
N.º de Páginas: 192
PVP: 16,60 €
Coleção: Dois Mundos

Testemunhos preciosos de um dos mais inspiradores autores do século XX, traduzidos para português pelo poeta Ruy Belo.
Depois de Piloto de Guerra e Cidadela, a Livros do Brasil publica a 30 de maio o livro Um Sentido para a Vida, de Antoine de Saint- -Exupéry, com tradução de Ruy Belo.
Publicada postumamente em 1956, esta obra reúne testemunhos preciosos do eterno aviador-escritor: um excerto da sua primeira obra, «O Aviador», de 1926, textos jornalísticos enviados a partir de Moscovo e da frente da Guerra Civil Espanhola, peças dos seus escritos mais filosóficos, e três prefácios onde são entretecidos os grandes temas da sua obra: o voo, as palavras, a humanidade.
Adversário acérrimo de todas as tiranias que oprimem a dignidade do Homem, Saint-Exupéry expressa nesta coleção de alguns dos seus textos mais marginais a paixão pela grandiosidade humana e a ansiedade em relação aos destinos do mundo.

O Autor:
Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 29 de junho de 1900 em Lyon. Faz o seu batismo de voo aos 12 anos, aos 22 torna-se piloto militar e é como capitão que em 1939 se junta à Força Aérea francesa em luta contra a ocupação nazi. A aviação e a guerra viriam a revelar-se elementos centrais de toda a sua obra literária, onde se destacam títulos como Correio do Sul (1929), o seu primeiro romance, Voo Noturno (1931), que logo se tornou um êxito de vendas internacional, e Piloto de Guerra (1942), retrato da sua participação na Segunda Guerra Mundial. Em 1943 publicaria aquela que é reconhecida como a sua obra- -prima, O Principezinho, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo. A sua morte, aos 44 anos, num acidente de aviação durante uma missão de reconhecimento no sul de França, permanece ainda hoje um mistério.

Título: A Harpa de Ervas 
Autor: Truman Capote
Tradução: Paulo Faria
N.º de Páginas: 152
PVP: 8,80 €
Coleção: Miniatura

A 30 de maio chega às livrarias A Harpa de Ervas, de Truman Capote, que a Livros do Brasil publica na coleção Miniatura. Inspirada numa memória de infância do autor, A Harpa de Ervas foi publicada originalmente em 1951 e no ano seguinte tornou-se a primeira obra do autor a ser levada ao teatro.
Esta é uma poética história de desadaptados, repleta de nostalgia e compaixão humana, protagonizada por Collin Fenwick, um rapaz que aos 11 anos, após a morte dos pais, vai viver para casa das irmãs Talbo. Até que uma discussão provoca uma fuga coletiva para uma casa na árvore. Ao grupo inicial vão-se juntando outras personagens, numa narrativa percorrida por reflexões e confidências, de onde despontam temas como a aceitação, a bondade e o medo perante a vida.
«Quando é que ouvi falar pela primeira vez da harpa de ervas? Muito antes do outono que passámos na amargoseira; num outono anterior, portanto; e, como não podia deixar de ser, foi Dolly quem me contou, pois mais ninguém se lembraria de lhe chamar isso, uma harpa de ervas.»

O Autor:
Truman Capote nasceu em Nova Orleães a 30 de setembro de 1924. Em 1948 lançou o seu romance de estreia, Outras Vozes, Outros Lugares, e alcançou um imediato êxito literário internacional, afirmando-se desde logo como um dos mais originais autores americanos do pós-guerra. Entre as suas principais obras destacam-se A Harpa de Ervas (1951), seu segundo romance que viria a dar origem à sua primeira peça para teatro, Boneca de Luxo (1958), adaptada para cinema por Blake Edwards e protagonizada por Audrey Hepburn, e A Sangue Frio (1966), obra-prima pioneira na arte da reportagem narrativa. Membro do Instituto Nacional das Artes e Letras, recebeu três vezes o Prémio O. Henry Memorial, para melhores contos. Morreu em Los Angeles a 25 de agosto de 1984.



quinta-feira, 3 de maio de 2018

Margery Allingham estreia-se na nova série da coleção Vampiro

Título: Estrada para a Morte
Autor: Margery Allingham
Tradução: A. S. Soares
N.º de Páginas: 288
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

A 3 de maio a Livros do Brasil publica um novo número da Vampiro: Estrada para a Morte, de Margery Allingham, terceiro romance policial da autora e o primeiro em que o detetive Albert Campion surge como protagonista. Lançado em 1930, este livro anunciou a profícua carreira detetivesca de Campion e a afirmação da sua criadora como uma das damas da literatura policial britânica do século XX.
Na trama de Estrada para a Morte ficamos a conhecer o juiz Crowdy Lobbett, que luta há anos para pôr fim à atividade criminal do bando de Simister em Nova Iorque e está agora na posse de provas que podem vir de uma vez por todas revelar a identidade do seu líder diabólico. Mas após sofrer quatro tentativas de homicídio, não lhe resta alternativa senão atravessar o Atlântico e procurar a ajuda de Albert Campion, detetive amador de sangue nobre, discreto e enigmático, adepto de métodos de investigação muito pouco ortodoxos. Campion entrega Lobbett à tranquilidade da aldeia britânica de Mystery Mile, na pantanosa costa de Suffolk, mas assim que aí chega acontecimentos estranhos tomam conta do lugar: primeiro um suicídio, depois um desaparecimento e em seguida um outro.
Para Campion, esta é uma corrida contra o tempo para garantir a segurança do juiz e decifrar as pistas que revelarão o nome do seu misterioso inimigo. Contudo, estará o juiz Lobbett a deixar algo por contar?

Sobre a autora: 
Margery Allingham nasceu em Londres a 20 de maio de 1904. Incentivada pelo pai a escrever, publicou o primeiro conto aos treze anos numa revista e aos dezanove lançou o seu primeiro romance, Blackkerchief Dick: A Tale of Mersea Island, uma narrativa de suspense histórico. Estreou-se nas obras policiais em 1928, com The White Cottage Mystery, e no ano seguinte apresentou, em The Crime at Black Dudley, então ainda como personagem secundária, Albert Campion, o detetive que marcaria presença em cerca de duas dezenas dos seus romances e outros tantos contos. Com uma escrita marcada pela sofisticação, pela inteligência e por um apurado sentido de atenção ao detalhe, os seus policiais estão entre os mais reputados clássicos da literatura de mistério.
Margery Allingham faleceu a 30 de junho de 1966.



domingo, 8 de abril de 2018

Livros do Brasil - Reportagem inédita de Steinbeck e novo policial

Título: Um Diário Russo
Autor: John Steinbeck
Fotografias: Robert Capa
Tradução: Francisco Agarez
N.º de Páginas: 240
PVP: 16,60 €

Notável obra de reportagem jornalística sobre a Rússia é acompanhada de fotografias de Robert Capa

A 19 de abril a Livros do Brasil lança Um Diário Russo, de John Steinbeck, com fotografias de Robert Capa, um clássico da reportagem jornalística até agora inédito em Portugal.
Publicado originalmente em 1948, Um Diário Russo reúne os relatos e as fotografias da jornada que John Steinbeck e Robert Capa empreenderam pela União Soviética do pós-Segunda Guerra Mundial, que os levou a Moscovo e Estalinegrado – hoje Volgogrado – e aos campos da Ucrânia e do Cáucaso. Combinando a paixão, o humor e a atenção ao pormenor de Steinbeck com os magníficos estudos fotográficos de Capa, este é um retrato único da Rússia e do seu povo quando emergiam da devastação da guerra, e é também um vislumbre íntimo de dois grandes artistas em ação.

Os Autores:
John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco, confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta Estados norteamericanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura, em 1962.
Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.
Robert Capa (1913-1954), nascido na Hungria, foi um dos mais importantes fotojornalistas do século XX, tendo documentado os grandes conflitos mundiais da sua época.

Título: Um Crime em Glenlitten
Autor: E. Phillips Oppenheim
Tradução: Pepita de Leão
N.º de Páginas: 264
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Depois de O Impostor, a Livros do Brasil publica na coleção Vampiro Um Crime em Glenlitten, do afamado escritor inglês E. Phillips Oppenheim. Com um fio de narrativa fino como seda e personagens de genuína sofisticação e engenho, esta é uma história com a intriga e o requinte característicos de Oppenheim, figura fundamental no reino do crime e mistério da literatura britânica dos anos 20.
Na noite de uma já tradicional caçada em Glenlitten, residência dos marqueses de Glenlitten, o conde De Besset, milionário francês, é assassinado, ao mesmo tempo que o colar de diamantes de Lady Félice, na família há várias gerações, desaparece. A casa encontra-se repleta de convidados – quem terá assassinado o conde? E será o autor deste crime o responsável pelo desaparecimento da fabulosa joia?

O Autor:
Edward Phillips Oppenheim nasceu em Londres a 22 de outubro de 1866. Cedo trocou os estudos pelo trabalho no comércio de peles, negócio de família a que se dedicou durante mais de vinte anos. Começou a escrever nas horas vagas e em 1887 publicou o seu primeiro romance, Expiation. Quando, na viragem do século, vendeu a empresa para se entregar exclusivamente à escrita, era já um reputado autor de histórias de mistério, com cerca de trinta obras publicadas. Entre romances, volumes de contos e peças de teatro, Oppenheim escreveu ao longo da sua carreira mais de 150 livros, povoados por personagens sofisticadas, espiões aventureiros e nobres impetuosos. Os meandros da diplomacia e da política internacional estiveram no centro de algumas das suas obras mais importantes, destacando-se O Impostor como o seu título mais famoso, publicado pela primeira vez em 1920 e largamente adaptado ao cinema. «Príncipe dos Contadores de Histórias», como veio a ser apelidado, Oppenheim faleceu na sua casa na ilha de Guernsey, a 3 de fevereiro de 1946.


quinta-feira, 22 de março de 2018

Livros do Brasil - O grande romance de Kenzaburō Ōe, voz incontornável da literatura japonesa atual

Título: Não Matem o Bebé
Autor: Kenzaburō Ōe
Tradução: Daniel Gonçalves
N.º de Páginas: 208
PVP: 16,60 €
Coleção: Dois Mundos

Não Matem o Bebé é um livro duro e poético, inspirado na própria história do autor
Depois de Morte pela Água, a Livros do Brasil publica hoje, 22 de março o romance mais importante de Kenzaburō Ōe, e também o mais pessoal, Não Matem o Bebé. Escrito em 1964, este romance revela já a originalidade e a força poética que lhe mereceriam trinta anos mais tarde, em 1994, a atribuição do Prémio Nobel da Literatura. Com uma escrita dura e direta, com pequenos laivos de humor negro, Não Matem o Bebé descreve a luta interior de um homem obrigado a examinar a sua vida e a pôr de lado sonhos utópicos após o nascimento do seu filho – um bebé que, tal como o filho do próprio Kenzaburō Ōe, nasce com graves lesões cerebrais.

Sobre o livro:
Aos vinte e sete anos, Passarinho ainda não perdeu a alcunha de infância e passa os dias a sonhar com uma viagem de aventuras pelo continente africano, mas depois de casado e com um trabalho estável que o sogro lhe arranjara como professor de inglês numa escola particular, parece ver as raízes cravarem-se cada vez mais fundo. É então que nasce o seu primeiro filho: com metade do cérebro fora do crânio e uma esperança de vida que pode não passar de dias. O primeiro impulso é fugir. Com uma garrafa de Johnnie Walker em punho, toca à campainha de Himiko, sua antiga colega de faculdade,  e procura abrigo no passado, enquanto no hospital se define o seu futuro.

O Autor:
Kenzaburō Ōe nasceu em Ose, no Japão, a 31 de janeiro de 1935. Em 1954 licenciou-se em Literatura Francesa pela Universidade de Tóquio e, em 1957, começou a publicar os seus primeiros textos, em revistas literárias, sendo no ano seguinte distinguido com o Prémio Akutagawa para melhor conto. Nesse mesmo ano iniciou-se como romancista. Temáticas como o não conformismo, o choque cultural e o isolamento individual e social no Japão moderno são frequentes nos seus romances, ensaios e contos. Ōe é igualmente um forte opositor à energia nuclear. Em 1994, recebeu o Prémio Nobel da Literatura e é considerado a mais importante voz da literatura japonesa contemporânea.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Livros do Brasil - Luis Sepúlveda na Miniatura, Ellery Queen na Vampiro

Título: O Enigma do Sapato Holandês
Autor: Ellery Queen
Tradução: Lino Vallandro
N.º de Páginas: 336
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

O Enigma do Sapato Holandês é o novo livro de Ellery Queen que a Livros do Brasil lança na coleção Vampiro a 1 de março. O homicídio da milionária sexagenária Abigail Doorn numa sala de hospital, estrangulada com um cabo momentos antes da sua cirurgia, é o caso envolto em circunstâncias misteriosas a ser desvendado nesta história.
Vários são os suspeitos deste crime, e nem mesmo os mais improváveis irão escapar ao olhar dedutivo e observador do detetive Ellery Queen.
Escrito na era da Grande Depressão, em 1931, este é o terceiro romance da dupla de escritores Frederic Dannay/Manfred B. Lee, criadores do protagonista e autor Ellery Queen, um dos mais aclamados na literatura policial americana.

Sinopse:
A sala de operações do Hospital Holandês estava pronta. O cirurgião deu ordem para que trouxessem a paciente. A porta abriu-se e a maca entrou, deslizante, transportando um vulto encoberto. Mas quando o médico levantou o lençol, o rosto de Abigail Doorn exibia já um tom azulado – apesar do olhar atento de toda a equipa hospitalar, minutos antes um cabo havia-lhe sido fortemente apertado à volta do pescoço.
O Dr. Francis Janney, cirurgião-chefe e protegido de Abigail Doorn, terá sido o último a encontrar-se a sós com a vítima, mas poderia ele ser o responsável pela morte da mulher a quem devia toda a sua carreira? A visitar um amigo no hospital, Ellery Queen fica intrigado e decide desvendar o mistério. Porque teria a sexagenária vivido em guerra com a sua governanta durante vinte anos? E porque diria esta, com todo um fanatismo religioso, que Doorn tinha recebido o que merecia?

O Autor:
Ellery Queen é o pseudónimo conjunto de Frederic Dannay (de seu verdadeiro nome Daniel Nathan, nascido em 1905 e falecido em 1982, em Nova Iorque) e do seu primo Manfred B. Lee (Manford Lepofsky, também nascido em 1905 e falecido em 1971, naquela mesma cidade).
Ambos com experiência em publicidade e leitores ávidos das histórias de Sherlock Holmes, a dupla escreveu o seu primeiro romance, O Mistério do Chapéu Romano, em 1929, apresentando então o detetive Ellery Queen, ele próprio escritor de romances policiais, formado em Harvard, dono de uma genialidade tão grandiosa quanto a sua arrogância. Até 1971, Ellery Queen foi autor e herói de mais de trinta romances, numerosas novelas, peças radiofónicas, filmes e séries de televisão. A par desta obra abundante e de qualidade, Dannay e Lee deixaram também a sua marca na história da literatura policial pela criação, em 1941, da Ellery Queen’s Mystery Magazine, famosa revista policial ainda hoje em atividade.

Título: O velho que lia romances de amor
Autor: Luis Sepúlveda
Tradução: Helena Pitta
N.º de Páginas: 128
PVP: 8,80 €
Coleção: Miniatura

A 1 de março a Livros do Brasil lança na coleção Miniatura O Velho que Lia Romances de Amor, de Luis Sepúlveda, o clássico da literatura latino-americana que conquistou o coração de milhões de leitores em todo o mundo.
Em El Idilio, num lugar remoto da região amazónica, o velho Bolívar Proaño vive em plena harmonia com a natureza e em contacto com os índios shuar, mas, e talvez por isso, encontra-se agora em conflito com «gringos» e garimpeiros armados que querem intervir na natureza usando a força bruta. Perante esta violência, e no meio da sua solidão, Bolívar Proaño procura refúgio na leitura de romances de amor.

Sinopse: 
Antonio José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e descobrir os trilhos mais indecifráveis. Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses «gringos» e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.
Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolívar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luis Sepúlveda num clássico da literatura latino-americana.

O Autor:
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores. Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço.



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Livros do Brasil - Obra de culto "Sexus", de Henry Miller, lançada em fevereiro

Título: Sexus
Autor: Henry Miller
Tradução: Adelino dos Santos Rodrigues
N.º de Páginas: 544
PVP: 19,90 €
Coleção: Dois Mundos

Primeiro livro da trilogia autobiográfica do escritor americano foi um dos mais famosos textos proibidos da história da edição
Sexus é a obra de referência da literatura norte-americana que a Livros do Brasil lança a 8 de fevereiro e com a qual inicia a publicação da trilogia Rosa-Crucificação, do escritor Henry Miller.
Publicada pela primeira vez em 1949, em França, esta autobiografia ficcionada apresenta-nos uma história de risco, de provocação, uma prosa vibrante, plena de carne e espírito, um relato de aventuras sexuais e literárias que se estenderão de Brooklyn até à boémia Paris dos anos de 1930. Durante anos, este livro de culto circulou clandestinamente por grande parte do mundo, onde foi proibido por imoralidade.
Nas palavras de João Palma-Ferreira, prefaciador da edição portuguesa, estamos perante «uma obra prima de todas as épocas». Um texto magistral de um autor que é um agitador de consciências, «um indisciplinador desejoso de que o homem se descubra finalmente, sem reticências e sem pactuações com o indiferentismo meramente formal».

Sobre o autor: 
Henry Miller nasceu em Brooklyn, nos Estados Unidos da América, a 26 de dezembro de 1891. Em 1930, respondendo a um espírito aventureiro e ao desejo de se dedicar à escrita, partiu para a Europa e fixou-se em Paris. Foi aí que, em 1934, publicou o seu primeiro romance autobiográfico, Trópico de Caranguejo, a que se seguiu, em 1939, Trópico de Capricórnio, ambos banidos durante quase três décadas nos Estados Unidos. Em 1942, pouco após se instalar definitivamente na Califórnia, iniciou a redação da trilogia Rosa-Crucificação, Sexus, Plexus, Nexus, considerada uma das suas obras maiores, onde conjuga reflexão metafísica com um erotismo explícito. Miller foi um dos mais marcantes autores americanos do século xx, cuja insubmissão, quer na vida, quer na literatura, viria a influenciar fortemente a chamada beat generation.
Faleceu em casa a 7 de junho de 1980.



terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Livros do Brasil: Um clássico de Franz Kafka e Rex Stout no seu melhor

Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Tradução: Álvaro Gonçalves
N.º de Páginas: 96
PVP: 8,80 €
Coleção: Miniatura

Tradução revista por Álvaro Gonçalves para nova edição deste texto fundamental na obra de Kafka
Publicado originalmente em 1915, A Metamorfose é um texto central na obra de Franz Kafka, uma parábola sobre a alienação humana, uma narrativa sobre o absurdo da vida e sobre os processos de exclusão, que conserva ainda hoje toda a sua carga revolucionária.
Com tradução do alemão por Álvaro Gonçalves, que assina também o prefácio e a cronologia do autor, o livro é lançado a 25 de janeiro na coleção Miniatura da Livros do Brasil.
«Quando uma manhã Gregor Samsa acordou de sonhos inquietos, viu-se na sua cama transformado num monstruoso inseto.» — assim se inicia esta espantosa e terrível história de um homem frente a frente com a sua repugnância, obrigado a esconder-se no interior dos seus aposentos, progressivamente rejeitado pela família, varrido por fim da sociedade com uma total e trágica indiferença. O absurdo da condição humana, o sentimento de alienação da vida e os constrangimentos de uma existência confinada são alguns dos temas, atuais até hoje, que o escritor surrealista nos apresenta.

O Autor:
Franz Kafka nasceu em 1883, em Praga, numa família da média burguesia judia de expressão alemã. Tendo concluído os estudos jurídicos com o título de Doutor em Direito em 1906, começou dois anos depois a revelar os seus primeiros textos em revistas literárias. A Metamorfose, novela que viria a afirmar-se como uma das suas obras de referência, foi publicada em 1915. Publicou em vida apenas sete pequenos livros, três deles antologias de textos e contos. A 3 de junho de 1924, não resistindo à tuberculose que havia contraído em 1917, morreu num sanatório em Kierling, a poucos quilómetros de Viena, deixando três romances fragmentários que seriam publicados postumamente pelo seu amigo e testamenteiro Max Brod: O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927). A sua obra, centrada no homem solitário moderno, refém de uma vida absurda, tornar-se-ia uma das mais influentes do mundo literário do século XX.


Título: A Quadrilha de Rubber
Autor: Rex Stout
Tradução: Maria do Carmo Pizarro
N.º de Páginas: 272
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

A Quadrilha de Rubber é o título da Vampiro que chega às livrarias em fevereiro

A Quadrilha de Rubber, terceira aventura da dupla Wolfe/Goodwin, escrita em 1936, é Rex Stout no seu melhor e é publicada pela Livros do Brasil a 1 de fevereiro, na coleção Vampiro. Archie Goodwin, parceiro de Nero Wolfe e homem de ação, volta a ser o narrador bem-humorado desta história de ritmo veloz, onde a perspicácia do ocioso detetive amante de cerveja e de orquídeas confirma a sua superioridade, mesmo que desta vez isso quase lhe cause a morte.
Tudo começa quando a jovem Clara Fox é acusada de um roubo avultado dentro da empresa em que trabalha, a multimilionária Seaboard Products Corporation, mas o seu presidente não está convencido de que seja ela a culpada. Horas depois de Nero Wolfe receber o pedido para investigar este caso, uma outra visita bate-lhe à porta e solicita os seus serviços para resolver uma demanda nascida há mais de quatro décadas: um grupo de aventureiros resgatara um rapaz inglês nos tempos do Velho Oeste aceitando como pagamento um documento em que aquele se comprometia a entregar metade da fortuna da família, logo que a herdasse. E assim que se conhece a líder do grupo que agora reclama o dinheiro, torna-se claro que estes dois mistérios podem muito bem ser apenas um.

O Autor:
Rex Stout nasceu a 1 de dezembro de 1886 na cidade americana de Noblesville, Indiana. Após uma breve passagem pela Universidade do Kansas, alista-se na Marinha em 1906 e durante dois anos serve a bordo do iate Mayflower, do Presidente Roosevelt, como subtenente. Em 1916 cria um sistema bancário escolar que seria implementado em mais de quatrocentos estabelecimentos de ensino e que lhe garantiu lucros confortáveis, mas em 1927 abandona os negócios e passa a dedicar-se inteiramente à escrita. Publica três romances, que obtiveram críticas favoráveis, mas é com a sua primeira obra policial que alcança o reconhecimento do grande público: Picada Mortal surgiu em 1934 e com ela surgiu a personagem de Nero Wolfe, detetive excêntrico, amante de boa comida e de belas orquídeas, que, juntamente com o jovem assistente Archie Goodwin, viria a protagonizar dezenas de histórias. Em 1959, Rex Stout recebeu a distinção de Grande Mestre pela Mystery Writers of America.
Morreu a 27 de outubro de 1975, em Danbury, no Connecticut, cerca de um mês após a publicação do seu último romance, Um Caso Familiar.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Livros do Brasil - Novidades de John Steinbeck e S. S. Van Dine

Título: Um Dia Diferente
Autor: John Steinbeck
Tradução: João Belchior Viegas
N.º de Páginas: 256
PVP: 17,70 €

Há décadas esgotado, romance de Steinbeck tem agora nova edição a chegar às livrarias

A 2 de novembro a Livros do Brasil lança Um Dia Diferente, um
romance onde John Steinbeck regressa ao Bairro da Lata (Livros
do Brasil, 2017), local inspirado pelos habitantes reais de Monterey,
e aos dramas quotidianos daquelas personagens unidas por um
destino sem esperança, no centro das quais se encontra o biólogo
marinho conhecido por Doutor. Após o absurdo da guerra, ele
procura retomar a normalidade da vida dedicando-se à recolha e
venda de animais marinhos. Até que da água lhe surge uma outra
imagem de salvação: na figura da linda e impulsiva Suzy.

Sinopse:
Com o deflagrar da Segunda Guerra Mundial, o biólogo marinho que todos conhecem por Doutor é mobilizado. Não é exatamente o mesmo homem que volta a Cannery Row um par de anos mais tarde, mas Cannery Row não é também o mesmo bairro.
O Laboratório Biológico tem a porta empenada pela humidade e o interior repleto de pó e bolor. Dora, a madame, morreu durante o sono, deixando o bordel nas mãos da sua irmã Fauna. Henri, o pintor, abandonou a cidade intempestivamente, e não foi o único.
Parece que só Mack ficou onde estava, procurando pôr as coisas em ordem.

Sobre o autor:
John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso.
Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta Estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura, em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.

Título: O Crime do Escaravelho
Autor: S. S. Van Dine
Tradução: Roberto Ferreira
N.º de Páginas: 256
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Mitologia egípcia e alta sociedade nova-iorquina no centro do novo mistério de S. S. Van Dine na Livros do Brasil
O Crime do Escaravelho, de S. S. Van Dine, é o próximo número da coleção Vampiro a chegar às livrarias, a 9 de novembro. Esta que foi a quinta aventura policial de Philo Vance, publicada originalmente em 1929, é apontada como um dos melhores exemplos dos talentos narrativos de S. S. Van Dine.
No centro desta trama encontra-se o brutal assassinato do velho milionário filantropo Benjamin H. Kyle, que se tornou quase imediatamente conhecido como o crime do escaravelho. Bastou que fosse descoberto junto ao corpo ensanguentado da vítima, num museu privado de egiptologia, um valioso alfinete de gravata adornado com a imagem de um escaravelho azul. Com efeito, artefactos e referências ocultas da mitologia egípcia parecem ser os fumos escolhidos pelo culpado para encobrir a sua identidade. Mas conseguirá ele ludibriar Philo Vance? Recorrendo aos seus vastos conhecimentos sobre a história do Egito, o genial detetive amador terá de contornar as pistas falsas deixadas pelo caminho e, apenas após descortinar o seu perfil psicológico, conseguirá apontar o dedo ao verdadeiro assassino.

Sobre o autor:
S. S. Van Dine (pseudónimo de Willard Huntington Wright) nasceu a 15 de outubro de 1888, em Charlottesville, EUA. Aluno brilhante, estudou em Harvard antes de partir para Paris e Munique, onde prosseguiu a sua formação em artes e letras e iniciou carreira como editor e crítico de arte. Em 1923, na convalescença de uma tuberculose, lê uma série de romances policiais e fica fascinado pelo género. Três anos mais tarde, lança o seu primeiro romance com assinatura S. S. Van Dine, O Caso Benson, que se revela um bestseller imediato. Este será o primeiro de uma série de romances protagonizados por Philo Vance, um detetive amador algo arrogante que privilegia os indícios psicológicos dos casos a que se dedica. Com várias adaptações de obras suas ao cinema, Van Dine torna-se um nome fundamental da literatura policial norte-americana dos anos 20 e 30. Morre a 11 de abril de 1939 em Nova Iorque.



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Livros do Brasil - Kenzaburō Ōe estreia-se na Livros do Brasil com "Morte pela Água"

Título: Morte pela Água
Autor: Kenzaburō Ōe
Tradução: Helder Moura Pereira
N.º de Páginas: 448
PVP: 19,90 €
Coleção: Dois Mundos

A 19 de outubro, Kenzaburō Ōe estreia-se na Livros do Brasil com Morte pela Água, o seu mais recente romance. Entrelaçando mito, história e autobiografia, Morte pela Água é um livro sobre memória, família, trauma pessoal, mas também sobre o trauma de um país a braços com uma herança de derrota. Um dos mais influentes autores japoneses vivos, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1994, Kenzaburō Ōe volta ao encontro do seu alter ego literário, Kogito Choko, num percurso cada vez mais próximo do fim.
Em Morte pela Água, Kogito Choko, dono de uma longa e aclamada carreira de escritor, vê-se confrontado com uma história que parece ser incapaz de escrever. O livro que tanto se esforça por fazer avançar pretende explorar a relação turbulenta que teve com o pai e a culpa que continua a sentir por não ter estado presente na noite em que, em dias de Segunda Guerra Mundial, o rio da aldeia extravasou das margens e o pai se afogou. Como escrever sobre um homem que na verdade nunca conheceu? Quando a irmã que não vê há anos inesperadamente o contacta, a solução parece surgir: ela tem na sua posse um misterioso baú de couro vermelho que poderá esconder os segredos do homem que desaparecera das suas vidas.

Sobre o autor: 
Kenzaburō Ōe nasceu em Ose, no Japão, a 31 de janeiro de 1935. Em
1954 licenciou-se em Literatura Francesa pela Universidade de Tóquio e, em 1957, começou a publicar os seus primeiros textos, em revistas literárias, sendo no ano seguinte
distinguido com o Prémio Akutagawa para melhor conto. Nesse mesmo ano iniciou-se como romancista. Em 1964 publicou aquela que é considerada a sua obra mais importante, Não Matem
o Bebé. Temáticas como o não conformismo, o choque cultural e o isolamento individual e social no Japão moderno são frequentes nos seus romances, ensaios e contos. Ōe é igualmente um forte opositor à energia nuclear. Em 1994, recebeu o Prémio Nobel da Literatura e é considerado a mais importante voz da literatura japonesa contemporânea.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Livros do Brasil - O longo poema em prosa de Saint-Exupéry

Título: Cidadela
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Tradução e Prefácio: Ruy Belo
N.º de Páginas: 656
PVP: 19,90 €
Coleção: Dois Mundos

O longo poema em prosa de Saint-Exupéry
Através de Cidadela acompanhamos reflexões e meditações do escritor francês durante quase uma década. A tradução e o prefácio são de Ruy Belo.
Cidadela, obra póstuma publicada em 1948, constitui a súmula de Antoine de Saint-Exupéry e das suas meditações de toda uma vida e chega a 7 de setembro às livrarias com a chancela Livros do Brasil.
Narrado na primeira pessoa por um rei de um território onde o deserto se perde de vista, esta é uma conversa consigo mesmo e com o divino, sobre a humanidade, sobre a vida, sobre o amor e a busca do sublime.
É simultaneamente um monumental exercício de linguagem, um longo poema em prosa, que Saint Exupéry começara a escrever em 1936 e que não teve tempo para concluir. Na manhã de 31 de julho de 1944, levantou voo da Córsega e nunca mais voltou à base - terá sido abatido pela Luftwaffe perto da região de Grenoble-Annecy.
Este é pois um texto incompleto, mas de uma riqueza ímpar, a cuja tradução Ruy Belo dedicou dois anos e sobre o qual escreve: «Não temos rebuço em afirmar que Cidadela passará à história, iluminada pelo conjunto da produção de Saint-Exupéry, como uma das obras- -primas do nosso tempo.»

Sobre o autor:
Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 29 de junho de 1900 em Lyon. Faz o seu batismo de voo aos 12 anos, aos 22 torna-se piloto militar e é como capitão que em 1939 se junta à Força Aérea francesa em luta contra a ocupação nazi. A aviação e a guerra viriam a revelar-se elementos centrais de toda a sua obra literária, onde se destacam títulos como Correio do Sul (1929), o seu primeiro romance, Voo Noturno (1931), que logo se tornou um êxito de vendas internacional, e Piloto de Guerra (1942), retrato da sua participação na Segunda Guerra Mundial. Em 1943 publicaria aquela que é reconhecida como a sua obra-prima, O Principezinho, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo. A sua morte, aos 44 anos, num acidente de aviação durante uma missão de reconhecimento no sul de França, permanece ainda hoje um mistério.


Título: O Impostor
Autor: E. Phillips Oppenheim
Tradução: J. E. Paula Sousa
N.º de Páginas: 312
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Pioneiro entre os policiais de espionagem, o mais famoso livro de Oppenheim tem nova edição na coleção Vampiro
O Impostor foi uma das mais famosas histórias de espionagem escritas no início do século XX, assinada por aquele que foi um dos grandes precursores do género, E. Phillips Oppenheim. Obra de intriga e suspense, tendo como pano de fundo o mundo da alta sociedade britânica nos dias que antecederam a Primeira Guerra Mundial, é publicada pela Livros do Brasil a 7 de setembro.
Sir Everard Dominey, aristocrata caído em desgraça, regressa das suas deambulações pela África Oriental de ocupação alemã como um homem redimido. Portador de uma elegância e de uma assertividade espantosas para os que o haviam conhecido, Dominey parece decidido a retomar o lugar na alta sociedade britânica, mas também na própria casa, de onde fora banido com ameaças de morte pela sua mulher enlouquecida. Mas será aquele de facto Everard Dominey – ou antes o espião alemão Leopold von Ragastein, colega de Dominey em Eton e Oxford e a quem todos apontavam fortes semelhanças físicas ao britânico?
Os dois ter-se-ão encontrado em África e um deles voltou. Resta saber qual e com que intenções.

Sobre o autor:
Edward Phillips Oppenheim nasceu em Londres a 22 de outubro de 1866. Cedo trocou os estudos pelo trabalho no comércio de peles, negócio de família a que se dedicou durante mais de vinte anos. Começou a escrever nas horas vagas e em 1887 publicou o seu primeiro romance, Expiation. quando, na viragem do século, vendeu a empresa para se entregar exclusivamente à escrita, era já um reputado autor de histórias de mistério, com cerca de trinta obras publicadas. Entre romances, volumes de contos e peças de teatro, Oppenheim escreveu ao longo da sua carreira mais de 150 livros, povoados por personagens sofisticadas, espiões aventureiros e nobres impetuosos. «Príncipe dos Contadores de Histórias», como veio a ser apelidado, Oppenheim faleceu na sua casa na ilha de Guernsey, a 3 de fevereiro de 1946.



sábado, 15 de julho de 2017

Livros do Brasil - Novos livros de S. S. Van Dine e John Steinbeck

Título: Ratos e Homens
Autor: John Steinbeck
Tradução: Érico Veríssimo
N.º de Páginas: 104
PVP: 12,20 €
Coleção: Dois Mundos

Nova edição de Ratos e Homens na Livros do Brasil
Considerado um dos mais importantes romances de John
Steinbeck, Ratos e Homens volta às livrarias a 20 de julho com
nova edição pela Livros do Brasil. Uma história sobre amizade,
sobre dignidade e sacrifício, mas também uma parábola implacável
sobre o ruir do sonho americano, foi publicada originalmente em
1937 e várias vezes adaptada ao teatro e ao cinema. Este é um
título recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, como sugestão
de leitura para o Ensino Secundário.
De John Steinbeck estão já incluídos na coleção Dois Mundos, da
Livros do Brasil, os livros Bairro da Lata, As Vinhas da Ira, Batalha Incerta, Viagens com o Charlie, A Pérola, A Taça de Ouro e O Inverno do nosso Descontentamento.

Sinopse:
George e Lennie vagueiam de herdade em herdade na Califórnia da Grande Depressão, numa sobrevivência sustentada por trabalhos episódicos. Mas os dois amigos têm um plano: vão juntar o suficiente para comprar um bocado de terra com uma casinha e aí poderão viver tranquilamente e dedicar-se à criação de coelhos.
George é pequeno e vivo, e é ele quem toma as decisões; Lennie é um gigante simpático, mas tem dificuldade em lembrar-se das coisas e em medir a sua força excecional. Quando arranjam trabalho a carregar cevada numa herdade junto ao rio Salinas, George e Lennie veem o seu sonho aproximar-se a passos largos da concretização – até que a mulher do patrão entra em cena.

Sobre o autor:
John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso. Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura, em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.

Título: O Caso Benson
Autor: S. S. Van Dine
Tradução: Pepita de Leão
N.º de Páginas: 304
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

A Livros do Brasil publica o romance de estreia com a assinatura S. S. Van Dine, O Caso Benson. Lançado em 1926, foi o primeiro de muitos crimes em que Philo Vance figurou como parceiro informal – mas indispensável – nas investigações levadas a cabo por Markham. Uma história empolgante, repleta de ironia e de sagacidade.
«A verdade só pode ser descoberta por uma análise dos fatores psicológicos do crime.» É com esta convicção que o erudito Philo Vance se junta a John Markham, procurador público do distrito de Nova Iorque, na resolução do sensacional caso da morte de Alvin Benson, conhecido corretor de Wall Street atingido com um tiro na cabeça no interior da sua própria mansão. Uma bolsa e um par de luvas de senhora encontrados no local fazem apontar a investigação na direção da mulher que na véspera do crime fizera companhia a Benson. Mas Vance está decidido a demonstrar a Markham e a toda a polícia que quanto mais o enfoque é dirigido para indícios materiais e provas circunstanciais menor será a capacidade para discernir o verdadeiro culpado.

Sobre o autor:
S. S. Van Dine (pseudónimo de Willard Huntington Wright) nasceu a 15 de outubro de 1888, em Charlottesville, EUA. Aluno brilhante, estudou em Harvard antes de partir para Paris e Munique, onde prosseguiu a sua formação em artes e letras e iniciou carreira como editor e crítico de arte. Em 1923, na convalescença de uma tuberculose, lê uma série de romances policiais e fica fascinado pelo género. Três anos mais tarde, lança o seu primeiro romance com assinatura S. S. Van Dine, O Caso Benson, que se revela um best-seller imediato. Este será o primeiro de uma série de romances protagonizados por Philo Vance, um detetive amador algo arrogante que privilegia os indícios psicológicos dos casos a que se dedica. Com várias adaptações de obras suas ao cinema, Van Dine torna-se um nome fundamental da literatura policial norte-americana dos anos 20 e 30. Morre a 11 de abril de 1939 em Nova Iorque.




domingo, 18 de junho de 2017

Livros do Brasil - Os "Contos e outros dispersos" de Anne Frank

Título: Contos e outros escritos
Autor: Anne Frank
Tradutor: Arie Pos
N.º de Páginas: 200
PVP: 15,50 €
Coleção: Dois Mundos
Título: Contos e outros escritos
Autor: Anne Frank
Tradutor: Arie Pos
N.º de Páginas: 200
PVP: 15,50 €
Coleção: Dois Mundos

Pela primeira vez em Portugal é reunida toda a produção literária da jovem, e brilhante, autora Contos e outros escritos, de Anne Frank, é uma das grandes novidades deste semestre na Livros do Brasil, e chega a 14 de junho às livrarias.
A par do seu famoso diário, Anne Frank escreveu contos «totalmente inventados», fábulas, memórias e ensaios, muitos deles compilados pela própria num volume a que chamou «Contos e Acontecimentos do Anexo». A estes junta-se um outro conjunto de histórias soltas e ainda uma novela que deixaria inacabada.
Neste livro, onde pela primeira vez em Portugal se apresenta a coletânea completa desta produção literária que confirma o génio extraordinário de Anne Frank, existe fantasia e rebeldia, risos e comoção, personagens enternecedoras e audazes – e em todas elas a voz vibrante de uma menina com um gigantesco amor à vida.

A Autora
Anne Frank nasceu a 12 de junho de 1929 em Frankfurt, na Alemanha, no seio de uma família judaica. Em 1933, após a tomada de poder pelos nazis, os seus pais decidiram partir para Amesterdão, na Holanda, país que tinha fama de bem acolher as minorias religiosas. Em 1940,
porém, os alemães invadem este território e iniciam uma forte perseguição aos judeus, reencaminhando-os para «campos de trabalho». Depois de dois anos de reclusão num anexo ao antigo escritório do pai, Anne Frank é detida em agosto de 1944.
Viria a morrer de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen em março de 1945. O diário que escreveu durante este período tornou-se uma das obras de não ficção mais lidas em todo o mundo.



domingo, 30 de abril de 2017

O Quarto Enorme de E. E. Cummings e Colheita Sangrenta de Dashiell Hammett são novidades da Livros do Brasil e Vampiro

Título: Colheita Sangrenta
Autor: Dashiell Hammett
Tradução: Dora Reis
N.º de Páginas: 256
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Colheita Sangrenta foi o primeiro romance escrito por Dashiell
Hammett e é muito mais do que um soberbo exemplo de ficção
policial – é também uma história magnífica sobre a corrupção e a
violência na América dos anos 20 e um texto revelador da
genialidade que viria a fazer de Hammett um dos grandes nomes
da história da literatura policial. Publicado originalmente em 1929,
é a 4 de maio lançado pela Livros do Brasil.
O agente da Continental, protagonista desta história, é contratado
para resolver um caso em Personville – também conhecida como
Poisonville –, mas o seu cliente, aquele que parece ser o único
homem honesto da cidade, é assassinado ainda antes de se encontrarem. Com o objetivo de controlar as greves dos trabalhadores, fora o próprio pai da vítima quem fizera entrar na cidade uma série de gangues que rapidamente se tornaram os seus senhores. Agora terá de ser o agente da Continental a tomar o assunto em mãos, ainda que para isso se veja obrigado a usar os mesmos métodos sangrentos dos seus adversários.

O Autor:
Dashiell Hammett nasceu em 1894, no estado de Maryland, EUA. Com vinte e um anos, foi contratado pela Agência de Detetives Pinkerton e este período serviu-lhe de inspiração para a escrita de policiais. A sua carreira literária iniciou-se com a publicação de contos na revista Black Mask, protagonizados desde logo pelo investigador Continental Op, que seria o herói do seu livro de estreia, Colheita Sangrenta. O Falcão de Malta, publicado em 1930, é a primeira obra onde surge outra das suas personagens marcantes, o detetive Sam Spade, e continua a ser até hoje o seu livro mais famoso, tendo sido frequentemente transposto para o cinema. Completam a obra essencial de Hammett os títulos A Maldição dos Dain (1929), A Chave de Cristal (1931) e O Homem Sombra (1934). Juntamente com Raymond Chandler, Dashiell Hammett introduziu o realismo as histórias de detetives e é considerado o pai do género hard-boiled. Faleceu em Nova Iorque a 10 de janeiro de 1961.

Título: O Quarto Enorme
Autor: E. E. Cummings
Tradução: José Lima
N.º de Páginas: 336
PVP: 17,70 €
Coleção: Dois Mundos

O Quarto Enorme é uma das grandes obras literárias norte americanas que emergiram da Primeira Guerra Mundial e o mais notável trabalho em prosa elaborado por E. E. Cummings. Voluntário em França como condutor de ambulâncias, Cummings foi preso durante três meses, em 1917, acusado de traição, e é sobre isso que escreve neste livro que a Livros do Brasil publica a 11 de maio, numa edição ilustrada com os desenhos feitos por Cummings durante a sua prisão e editado de acordo com os critérios estabelecidos pelo autor.
História de sofrimento e injustiça contada com um humor desarmante e com a exuberância linguística característica deste que é considerado um dos mais importantes poetas norte-americanos do século xx, O Quarto Enorme é a expressão de um espírito irreprimível perante a brutalidade da guerra. «De todos os trabalhos realizados por jovens surgidos desde 1920, apenas um livro sobrevive – O Quarto Enorme, de E. E. Cummings», assinalou F. Scott Fitzgerald.

O Autor:
Edward Estling Cummings nasceu a 14 de outubro de 1894 em Cambridge, Massachusetts. Foi poeta, artista plástico, ensaísta e dramaturgo, sendo considerado um dos principais poetas modernistas da língua inglesa. Formado na Universidade de Harvard em 1916, seguiu no ano seguinte para França, servindo na Primeira Guerra Mundial como condutor de ambulâncias. Acusado de traição, foi preso durante três meses e dessa experiência nasceu a sua primeira obra publicada, O Quarto Enorme (1922). Um vanguardista no uso da linguagem, lançaria ao longo da vida mais de duas dezenas de títulos, de que se destacam os livros de poesia Tulips and Chimneys (1923) e XLI Poems and & (1925), a peça Him (1927) e o volume de ensaios i:six nonlectures (1953, traduzido em Portugal com o título eu:seis inconferências). Recebeu, entre outras distinções, o Prémio Bollingen de Poesia em 1958. Faleceu a 3 de setembro de 1962.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Livros do Brasil - Novidades de Edgar Wallace e John Steinbeck

Título: A Pista do Alfinete Novo
Autor: Edgar Wallace
Tradução: E.V. / Lima de Freitas
N.º de Páginas: 248
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Edgar Wallace, um dos mais prolíficos autores de histórias policiais do século XX, estreia-se na renovada coleção Vampiro a 6 de abril com A Pista do Alfinete Novo. Uma trama de mistério de quarto fechado com sabor oriental, publicada originalmente em 1923, altura em que Wallace era o autor mais lido em Inglaterra.
Nesta história, o protagonista é Jesse Trasmere, um homem de negócios obscuros, com fortuna feita na China e guardada a sete chaves na cave de casa. O apego que tem ao dinheiro contrasta com o do seu sobrinho, Rex Lander, que esbanja a generosa mesada que recebe num sem-fim de extravagâncias. Certo dia, Trasmere informa o mordomo, Walters, de que vai ausentar-se por um curto período, de forma a evitar o encontro com alguém do seu passado. Como se explica então que apareça fechado dentro da sala-forte da sua própria casa, morto a tiro pelas costas? E que a única chave para aquela sala esteja no seu interior, pousada sobre a mesa? E, ainda, o que farão aí as joias roubadas a Ursula Ardfern, atriz por quem Rex Lander está loucamente apaixonado?
A única pista no local do crime é um alfinete.

Sobre o autor:
Edgar Wallace nasceu em Londres a 1 de abril de 1875 e foi um prolífico jornalista, dramaturgo e romancista. Abandonando a escola aos doze anos, Wallace alista-se no exército aos dezoito e passa sete anos na África do Sul, onde se estreia no jornalismo como correspondente da agência Reuters. Regressa ao Reino Unido em 1901 e publica em 1905 o romance Os Quatro Homens Justos, o primeiro de mais de cento e setenta títulos que publicaria ao longo de vinte e sete anos. Mais do que a construção de problemas complexos que desafiassem o leitor, Wallace privilegiou a elaboração de histórias policiais de ação e aventura, de ritmo acelerado, num estilo cinematográfico que resultou com efeito na adaptação ao cinema de vários dos seus livros, tendo sido inclusive coargumentista do filme King Kong de 1933. Morreu em Hollywood a 10 de fevereiro de 1932.

Título: Bairro da Lata
Autor: John Steinbeck
Tradução: Luiza Maria de Eça Leal
N.º de Páginas: 168
PVP: 14,40 €

A Livros do Brasil publica a 13 de abril uma nova edição da obra de John Steinbeck Bairro da Lata. Publicado pela primeira vez em 1945 e inspirado pelos habitantes reais de Monterey, este é um romance onde o autor recupera o cenário do seu primeiro grande êxito, O Milagre de São Francisco, escrevendo com um misto de humor e comoção sobre a aceitação da vida como ela é, no seu jogo entre um sentido de comunidade e a solidão da existência.

Sinopse:
Cannery Row, em Monterey, na Califórnia, é um pobre bairro costeiro, de poucos quarteirões, onde se acumulam fábricas de enlatar sardinhas, restaurantes de má qualidade, bordéis e mercearias atravancadas. Os seus habitantes, dependendo da frincha pela qual se espreita, são prostitutas e batoteiros, mártires e homens bons, cujas histórias encerram lições de sobrevivência.
É entre eles que se encontra o jovem biólogo marinho que todos tratam por Doutor, que aí conjuga o trabalho de recolha e análise dos animais da baía com o melancólico acompanhamento das almas infelizes – e que inesperadamente acabará por encontrar a verdadeira felicidade.

O Autor:
John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso.
Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e também por um grande fascínio para com a terra. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso (1952) e O Inverno do Nosso Descontentamento (1961), bem como Viagens com o Charley (1962), em que relata uma viagem de três meses por quarenta Estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura, em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.



quarta-feira, 8 de março de 2017

Livros do Brasil - Novos livros de Rudyard Kipling e Raymond Chandler

Título: A Dama do Lago
Autor: Raymond ChandlerTradução: Carlo Magalhães
N.º de Páginas: 288
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

Décimo livro da coleção Vampiro é um dos grandes êxitos de Raymond Chandler
Chegou às livrarias A Dama do Lago, de Raymond Chandler, o décimo título da renovada coleção Vampiro, da Livros do Brasil. Este policial, protagonizado pelo famoso detetive Philip Marlowe, foi o quarto livro publicado por Raymond Chandler, em 1943, e continua a ser um dos seus maiores êxitos.
Do mesmo autor, mestre do policial hard-boiled, foi já publicado na coleção Vampiro o livro O Imenso Adeus.

Sinopse:
Derace Kingsley e a mulher, Crystal, vivem um casamento de conveniência e tranquila infidelidade. Mas Kingsley é um homem de negócios com uma reputação a manter e quando Crystal desaparece, deixando um telegrama onde explica que fugiu para o México com o amante, o carismático detetive privado Philip Marlowe é contratado para a encontrar. Os verdadeiros problemas surgem quando o suposto amante nega saber onde está Crystal.
Partindo no seu encalço, Marlowe segue pelas montanhas até ao lago Little Fawn, onde o casal tem uma cabana, mas o que aí descobre é um outro caso de desaparecimento: Muriel Chess, a mulher do caseiro dos Kingsley, tê-lo-á deixado precisamente no dia em que a ausência de Crystal foi notada. O sossego campestre parece estar a adormecer a investigação - até que um corpo emerge à superfície do lago.

Já na coleção Vampiro:
N.º 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
N.º 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
N.º 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
N.º 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
N.º 5: Picada Mortal, de Rex Stout
N.º 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
N.º 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
N.º 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine
N.º 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill



Título: O Segundo Livro da Selva

Autor: Rudyard Kipling
Tradução: José Francisco dos Santos
Ilustrações: J. Lockwood Kipling
N.º de Páginas: 224
PVP: 14,40 €


Depois do famoso primeiro volume, a Livros do Brasil publica a 9 de março O Segundo Livro da Selva, o livro de Rudyard Kipling que dá continuidade às espantosas histórias reveladas em O Livro da Selva. Mowgli, o rapaz que cresce no seio de uma família de lobos, recebe novos ensinamentos sobre a vida e a sobrevivência na selva indiana, na companhia dos seus amigos Baloo, o urso pardo, e Bagheera, a pantera negra, e volta a encontrar-se com os fascinantes Shere Khan, o temível tigre, ou Kaa, a grande jiboia das rochas. Incluindo três outras histórias que têm como pano de fundo a Índia britânica, este é um conjunto de aventuras, de fábulas, de lições de vida, escritas por Rudyard Kipling e ilustradas pelo seu pai, John Lockwood Kipling.Tendo tido a sua primeira edição em revistas, entre os anos de 1894 e 1895, estes são textos clássicos de um valor inesgotável. O Segundo Livro da Selva está recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para leitura autónoma no 5.º ano de escolaridade.

Sobre o autor:
Rudyard Kipling nasceu em Bombaim, então Índia britânica, a 30 de dezembro de 1865. Iniciou a sua carreira literária em 1886 com a publicação do volume de poemas Departmental Ditties, afirmando-se rapidamente como um dos escritores mais populares do Reino Unido, quer na poesia quer na prosa. Em 1894 lançou O Livro da Selva, que viria a consolidar-se como um clássico para a juventude em todo o mundo.
O Segundo Livro da Selva foi publicado no ano seguinte e Kim, considerada a sua obra mais conseguida, saiu em 1901. Em 1907 tornou-se o primeiro autor de língua inglesa a receber o Prémio Nobel da Literatura e é, até hoje, o mais jovem escritor a quem foi atribuída essa distinção (tinha 41 anos).
Rudyard Kipling morreu em Londres, a 18 de janeiro de 1936.