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terça-feira, 20 de setembro de 2016

A Espia - Paulo Coelho [Opinião]

Título: A Espia
Autor:
Paulo Coelho
Género: Literatura / Romance
Adaptação: Ana Rita Silva
N.º de páginas: 184
PVP: € 15,50

Sinopse:
«Tudo o que sei é que o meu coração é hoje uma cidade-fantasma, povoado por paixões, entusiasmo, solidão, vergonha, orgulho, traição, tristeza. E não consigo desenvencilhar-me de nada disso, mesmo quando sinto pena de mim própria e choro em silêncio. Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim, mas, caso isso ocorra, que nunca me vejam como uma vítima, e sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava de pagar.»

A minha opinião: 
Livros que falem sobre História ou  sobre biografias chamam sempre a minha atenção, pelo que, quando soube que Paulo Coelho ia escrever um livro sobre Mata Hari fiquei logo com vontade de o ter nas mãos.

Felizmente, surgiu uma proposta irrecusável da Pergaminho, que me ofereceu um exemplar e um bloco de notas com a capa do livro, e comecei a lê-lo logo que chegou cá a casa. Posso dizer que numa hora e pouco devorei metade do livro. E a minha opinião não figurou logo no blogue porque o meu tempo ultimamente tem sido escasso.

Mas voltando ao livro...

Pouco sabia de Mata Hari, embora a sua personagem sempre me tivesse despertado interesse. Uma mulher forte, que aproveitou o seu físico e a sua inteligência para atrair os homens, com a finalidade de conseguir sobreviver num país que não era o seu, mas com o qual sempre tinha sonhado.

Vítima de violência doméstica por parte do seu marido, Margaretha Zelke, natural da Holanda, decide mudar de nome e de vida e parte para Paris como bailarina exótica. Lá conhece muita gente, sobretudo homens, fascinados pela sua performance.

Paulo Coelho baseia a maior parte do livro nas aventuras amorosas de Mata Hari, e acaba por "desprezar" a sua importância enquanto espia, se é que teve. No entanto, foi como espia que a holandesa acaba por ser condenada à morte, com a acusação de traição durante a I Guerra Mundial.

Em A Espia, o autor coloca Mata Hari na primeira pessoa, a defender-se das acusações que diz injustas, e a poucas horas de ser fuzilada. A Espia acaba por contar parte da sua vida e proclama inocência, ao mesmo tempo que está convencida de que, até ao último minuto, algum homem importante com quem foi para a cama, a vai salvar.

Repleto de frases feitas, mas que nos tocam ao longo da sua leitura, A Espia ajuda a conhecer um pouco mais de Mata Hari e da sua vida amorosa. Confesso que me soube a pouco e que gostava de ler um pouco mais sobre a Espia, de tal forma que este livro me agarrou.

Para aguçar ainda mais a curiosidade deixo alguns excertos do livro que muito me agradaram e que espelham um pouco o que aquela forte mulher terá sido e que terá passado.

"Como é que uma mulher que durante tantos anos conseguiu tudo o que queria pode ser condenada à morte por tão pouco."

"Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim, mas, caso isso ocorra, que nunca me vejam como uma vítima, e sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava de pagar."

"O amor é um veneno. Uma vez apaixonada, deixa de ter controlo sobre a sua vida, já que o seu coração e a sua mente pertencem a outra pessoa. A sua existência fica ameaçada."

"Quando não sabemos aonde a nossa vida nos está a levar nunca estamos perdidos."




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Adultério - Paulo Coelho [Opinião]

Título: Adultério
Edição/reimpressão:
Páginas: 232
Editor:Pergaminho
PVP: 16,60€
Uma mulher, casada, mãe de dois filhos, e jornalista de carreira, começa a questionar a rotina e a previsibilidade dos seus dias. Ao olhos de todos, tem uma vida perfeita: um casamento sólido e estável, um marido dedicado, filhos alegres e felizes, um trabalho que a faz sentir-se realizada. Contudo, já não é capaz de suportar o esforço necessário para fingir que é feliz, quando a única coisa que sente pela vida é uma enorme apatia. Tudo muda quanto reencontra, acidentalmente, um antigo namorado da sua adolescência. Quando se reencontram, desperta nela uma inesperada e violenta paixão, e fará tudo o que seja preciso para conquistar esse amor impossível.

A minha opinião: 
Confesso que estava à espera de mais. Desde "O Vencedor Está Só", que me tenho desiludido com os livros de Paulo Coelho. Não têm grande conteúdo e são escritos de uma forma leve demais e bastante repetitiva. Lembro-me de ter adorado "Veronika Decide Morrer", "O Demónio e a Srta. Prym", "Na margem do rio Piedra eu Sentei e Chorei" e "Onze Minutos", para destacar aqueles que mais me prenderam, e ultimamente desiludo-me com as suas obras.

Partindo do ponto de vista de uma mulher na faixa dos 30 anos, realizada profissionalmente e até em termos familiares, Adultério conta a história de Linda e da sua infidelidade em relação à sua família, sobretudo ao seu marido.

Linda é jornalista consagrada. Feliz, até que uma entrevista a um escritor a leva a reflectir sobre a felicidade e o que tem sido a sua vida até aqui.
"Não tenho o menor interesse em ser feliz. Prefiro viver apaixonado, o que é um perigo, pois nunca sabemos o que vamos encontrar à nossa frente." disse o escritor e a partir daí a vida da jornalista nunca mais foi a mesma.
A juntar a tudo isso, uma outra entrevista a um promissor político vai fazê-la regressar ao passado e a uma antiga paixão adolescente. E é aqui que tudo se torna estranho. Para uma mulher bem resolvida, tudo se desmorona nessa entrevista, tendo logo aí, sem que nada fosse prever, Linda caído perdida de paixão por um homem nada atraente em termos de personalidade. Acho que foi um acto um pouco abrupto, um pouco irreal...

O livro não é nada mais que isso, a dúvida de Linda entre ser feliz com um homem impossível visto também ele ser casado, ou manter o casamento com um homem que a ama, mas cuja chama já se extinguiu há muito tempo.

Paulo Coelho não aponta grandes alternativas ao desfecho desta relação, tornando o livro repetitivo, com acções porno, que nada adiantam à narrativa, e com pouco ensinamento. Em suma, com este título e a passar-se na Suiça, pensei que fosse um livro muito parecido com "Onze Minutos", mas estava redondamente enganada.

Gostei, contudo, das descrições que o autor faz da vida dos suiços, das suas leis, das suas manias e da sua forma de viver. Para mim isso foi o melhor do livro.
Para quem gosta de Paulo Coelho recomendo com algumas reservas, pois não é a sua escrita habitual.



domingo, 2 de novembro de 2008

O Vencedor está só - Paulo Coelho [Opinião]

Título: O Vencedor está só
Autor: Paulo Coelho
N.º de Páginas: 352
PVP: 15,50€
Sinopse:
O Vencedor Está Só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A acção, em ritmo acelerado, passa-se em 24 horas, durante o Festival de Cinema de Cannes. Mas não é a indústria cinematográfica que está em jogo para Igor Dalev, o empresário russo que chega à cidade francesa com a obsessão de recuperar Ewa, o grande amor da sua vida. Para chamar a atenção da ex-mulher, Igor transforma-se num assassino em série. Em torno desta mente doentia estão produtores, actores consagrados, candidatas a actriz, top models e estilistas, num retrato impiedoso da Superclasse, a elite da elite que define o rumo da vida dos nossos dias. Transmitindo ao leitor pormenores de como vivem e se comportam as personagens baseadas na vida real, Paulo Coelho faz do seu romance não só um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências mas, acima de tudo, um thriller que se lê de um só fôlego.
A minha opinião:
Igor, presidente de uma empresa de telecomunicações russa, viaja para Cannes, local onde se encontra a sua ex-mulher com o actual marido, Hamid, um costureiro famoso. Pensando na ex-mulher a toda a hora, tornando-se numa clara obsessão, Igor transforma-se num assassino em série matando, ao longo de um dia, algumas pessoas que se atravessam no seu caminho e sem razão aparente.
A captura deste assassino torna-se, portanto, muito complicada, já que os mortos não têm qualquer ligação entre eles, não estabelecendo qualquer pista para a polícia local.
Pelo meio da trama, misturam-se ainda uma jovem modelo que é aliciada por uma proposta irrecusável e uma aspirante a actriz que viu o seu sonho transformar-se em realidade, quando é escolhida para ser a personagem principal de um filme, cujo realizador é bastante conhecido no meio.

“…Perguntei-lhe porque estava naquela festa: respondeu-me que perdera o seu amor, que viera até ali para a procurar, e agora já não tinha a certeza se desejava exactamente aquilo. Pediu-me que olhasse ao meu redor: estávamos cercados de pessoas cheias de certezas, de glórias, de conquistas. Comentou: «Não se estão a divertir. Acham que chegaram ao topo das suas carreiras, e a inevitável descida assusta-os. Esqueceram-se de que ainda existe um mundo inteiro para conquistar porque se habituaram. Passaram a ter muitas coisas e poucas aspirações. Estão cheios de problemas resolvidos, projectos aprovados, empresas que prosperam sem que seja necessária qualquer interferência. Agora, só lhes resta ter medo da mudança, e por isso andam de festa em festa, de encontro em encontro – para não terem tempo para pensar. Para encontrarem as mesmas pessoas e acharem que continua tudo igual. As certezas substituíram as paixões.”

“…por vezes a vida separa determinadas pessoas apenas para que cada uma delas perceba o quão importante é para a outra.”

“O nome faz com que alguém se transforme num indivíduo único e especial, com passado e futuro, ascendentes e possíveis descendentes, conquistas e derrotas. As pessoas são os seus enormes, orgulham-se deles, repetem-nos milhares de vezes no curso de uma vida e identificam-se com essas palavras. É a primeira palavra que aprendem depois do genérico «papá» e «mamã».

Mas o espírito não tem nome, é a verdade pura, habita aquele corpo por um determinado período e um dia irá deixá-lo – sem que Deus se preocupe em perguntar «Quem é você?» quando a alma chega diante do julgamento final. Deus perguntará apenas: «Você amou enquanto estava vivo?» A essência da vida é essa: a capacidade de amar, e não o nome que carregamos nos nossos passaportes, cartões-de-visita, bilhetes de identidade.”

Paulo Coelho é um dos escritores mais lidos do Mundo, porém acaba por ser igualmente um dos mais polémicos e votado ao desprezo, visto os seus livros não merecerem sequer crítica internacional. Apesar disso, cada livro que é lançadotorna-se um best-seller. Já vendeu mais de 100 milhões de livros em 160 países.