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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Os Vencedores do Prémio do Ano Bertrand são...

A votação foi renhida entre os 30 finalistas, das quatro categorias atribuídas, que passaram pelo crivo do júri de leitores e livreiros da 3.ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand. Conheça os vencedores, distinguidos em cada categoria como os melhores livros que marcaram o último ano editorial.

No Dia Mundial do Livro, todos os caminhos foram dar à Livraria mais antiga do mundo, a Bertrand do Chiado, que foi o palco escolhido para a cerimónia de divulgação dos vencedores da 3.ª edição do Prémio Livro do Ano, apresentada pela jornalista Inês Fonseca Santos, servida com muita música e acompanhada de ilustres convidados.


Melhor Livro de Ficção de Autores Estrangeiros
1.º lugar - O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris, da Presença.
Livro mais votado pelos leitores e livreiros.
2.º lugar - A Morte do Comendador I, de Haruki Murakami, da Casa das Letras. 3.º lugar - Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco, de Richard Zimler, da Porto Editora.


Melhor Livro de Ficção Lusófona
1.º lugar - A Amante do Governador, de José Rodrigues dos Santos, da Gradiva.
Livro mais votado pelos leitores.
2.º lugar - D. Maria I, de Isabel Stilwell, da Manuscrito.
3.º lugar - Princípio de Karenina, de Afonso Cruz, da Companhia das Letras.
Livro mais votado pelos livreiros.



Melhor Livro de Poesia
1.º lugar - Nómada, de João Luís Barreto Guimarães, da Quetzal.
Livro mais votado pelos leitores e livreiros. 2.º lugar - Obra Poética Obra Poética I, de António Ramos Rosa, da Assírio & Alvim,
3.º lugar - Agon, de Luís Quintais, da Assírio & Alvim.


Melhor Reedição de Obras Essenciais
1.º lugar - A Leste do Paraíso, de John Steinbeck, da Livros do Brasil.
Livro mais votado pelos leitores.
2.º lugar - Dona Flor e os Seus Dois Maridos, de Jorge Amado, da Dom Quixote.
3.º lugar - Odisseia de Homero, de Homero, da Quetzal.
* Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (4.º lugar) foi o livro mais votado pelos livreiros.



Cada obra vencedora terá reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, em especial ao longo do ano de 2019.
O prémio, atribuído em quatro categorias, foi anunciado em fevereiro e a escolha foi feita a partir de 149 títulos selecionados, em prosa e poesia, por leitores e livreiros e contou com o valioso contributo dos jornalistas Inês Fonseca Santos e Sérgio Almeida.
Este é o primeiro prémio literário em Portugal atribuído por leitores e livreiros, e desde a sua
1.ª edição, em 2017, que tem vindo a alcançar cada vez mais reconhecimento.
Nesta 3.ª edição, a participação dos leitores e livreiros ultrapassou os 22.000 votos, resultado que traduz o grande interesse de quem lida diariamente com livros, em reconhecer publicamente os seus livros e autores preferidos.


terça-feira, 16 de abril de 2019

Galveias vence maior prémio de tradução do Japão

Traduzido do português por Maho Okazaki Kinoshita, o romance Galveias, de José Luís Peixoto, foi anunciado como vencedor do maior prémio de tradução do Japão (The Best Translation Award), depois de ter sido nomeado como um dos cinco finalistas, ao lado de The Stolen Bicycle (Wu Ming-yi), JR (William Gaddis), The White Book (Han Kang) e The Narrow Road to Deep North (Richard Flanagan). A cerimónia de entrega decorre a 27 de abril, na Digital Hollywood University, em Tóquio, no Japão. Este é o primeiro livro português a receber esta distinção.

«Sendo o único prémio que distingue o trabalho de tradução, o Prémio da Melhor Tradução é muito estimado entre tradutores literários e amantes de livros. Não sonhava poder ser nomeada como uma das finalistas. Enquanto tra-duzia Galveias tinha sempre receio de não conseguir transmitir a riqueza que o livro possui. O que me faz a mais feliz é que a nomeação prova que consegui, de certa forma, mostrar aos leitores japoneses a beleza do mundo que José Luís Peixoto criou. A boa tradução não nasce de nada. Tudo se deve à força de Galveias», afirmava Maho

Okazaki Kinoshita, aquando da nomeação da edição japonesa de Galveias como finalista.

A tradução de Galveias para japonês chegou às livrarias do Japão em agosto de 2018, pela mão da editora Sinchosha, incluída na prestigiada coleção Crest Books. Em poucos dias, o livro ocupou o sétimo lugar no top de vendas da livraria Aoyama Book Center, uma das mais conceituadas livrarias de Tóquio, e o primeiro lugar na categoria de «Livros Estrangeiros Traduzidos para Japonês».

Sobre o autor:
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra
literária em língua portuguesa do ano anterior. Livros seus foram também finalistas de prémios internacionais como o Femina (França) ou o Impac Dublin (Irlanda), entre outros.

Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em vinte e seis idiomas.



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Prémio Livro do Ano Bertrand - Os 30 finalistas



Já são conhecidos os 30 finalistas da 3.ª edição do primeiro prémio literário português atribuído por livreiros e leitores, o Prémio Livro do Ano Bertrand, lançado em 2016 pela Livraria Bertrand.
Os 149 títulos apresentados a votação, distribuídos por quatro categorias – Melhor livro de ficção lusófona; Melhor livro de ficção de autores estrangeiros, Melhor reedição de obras essenciais e Melhor livro de poesia –, resultaram de um trabalho de pré seleção que procurou distinguir os livros, em prosa e poesia, que marcaram o último ano editorial, e contou com o valioso contributo dos jornalistas Inês Fonseca Santos e Sérgio Almeida.

A partir de um convite endereçado pela Livraria Bertrand, todos os livreiros e leitores Bertrand puderam votar nos seus livros preferidos.
Desta 1.ª fase de votações, que teve início em Fevereiro, e decorreu até dia 13 de Março, resultaram os finalistas de cada uma das quatro categorias, que podem ser consultados em: www.bertrand.pt/template/premio-livro-do-ano-bertrand

Melhor Livro de Ficção Lusófona
A Amante do Governador – José Rodrigues dos Santos
D. Maria I – Isabel Stilwell
O Homem Mais Feliz da História – Augusto Cury
Princípio de Karenina – Afonso Cruz
A Última Porta Antes da Noite – António Lobo Antunes
Ensina-me a Voar Sobre os Telhados – João Tordo
Jogos de Raiva – Rodrigo Guedes de Carvalho
O Mistério do Caso de Campolide – Francisco Moita Flores
Eliete – Dulce Maria Cardoso
Pão de Açúcar – Afonso Reis Cabral

Melhor Livro de Ficção de Autores Estrangeiros
O Tatuador de Auschwitz – Heather Morris
Chama-me pelo teu Nome – André Aciman
Cada Suspiro Teu - Nicholas Sparks
A Morte do Comendador I - Haruki Murakami
Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco - Richard Zimler
Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen - George R. R. Martin
O Homem de Giz - C. J. Tudor
O Desaparecimento de Stephanie Mailer - Joël Dicker
Um Gentleman em Moscovo - Amor Towles
A Minha Avó Pede Desculpa - Fredrik Backman

Melhor Livro de Poesia
Nómada - João Luís Barreto Guimarães Obra Poética I - António Ramos Rosa
As Lições da Intimidade - Luis García Montero
Poesia Reunida - Manuel Resende Agon - Luís Quintais

Melhor Reedição de Obras Essenciais
Dona Flor e os Seus Dois Maridos - Jorge Amado
A Leste do Paraíso - John Steinbeck
Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas
Odisseia de Homero – Homero
Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

No dia 23 de Abril, será divulgado o vencedor de cada categoria, numa cerimónia a realizar na Livraria Bertrand Chiado, aos quais será reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, ao longo de todo o ano de 2019.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

«Na Memória dos Rouxinóis» de Filipa Martins distinguido com o Prémio Literário Manuel Boaventura 2019

Filipa Martins é a vencedora da segunda edição do Prémio Literário Manuel Boaventura, organizado pela Câmara Municipal de Esposende. O romance galardoado,«Na Memória dos Rouxinóis», teve publicação pela Quetzal, em 2018. O anúncio do prémio criado para distinguir a criação narrativa de romances ou de contos da autoria de escritores de língua portuguesa foi feito ontem, pela Autarquia.

O livro constrói-se em volta de Jorge Rousinol, um matemático galego, que sempre defendeu o esquecimento como o melhor veículo para a tomada de decisões acertadas. No final da vida, Rousinol encomenda uma biografia sua a uma casa editora. Estranha decisão para quem nunca quis recordar. O biógrafo escolhido acaba por ser alguém com quem privara décadas antes e que se vê, ele próprio, enleado em memórias moribundas.


sexta-feira, 6 de julho de 2018

Pátria, retrato sobre os anos de chumbo da ETA, vence Prémio Giuseppe Tomasi di Lampedusa

O romance Pátria, do escritor basco Fernando Aramburu, que a Dom Quixote editou já este ano, venceu, ontem, 2 de julho, a XV.ª edição do prestigiado Prémio Literário Giuseppe Tomasi di Lampedusa International , que, em edições anteriores, premiou obras de escritores como Claudio Magris, Kazuo Ishiguro, Amos Oz, Mario Vargas Llosa, Javier Marías, Fleur Jaeggy, Emmanuel Carrère or Orhan Pamuk, entre outros.

Prémio Nacional da Crítica em Espanha, país onde vendeu 700 mil exemplares, Pátria foi descrito pelo júri como “comovente". O retábulo definitivo de mais de três décadas da vida no País Basco editado no ano em que se assinala meio século do primeiro atentado cometido pela organização terrorista ETA foi profusamente elogiado pela crítica. “Há muito tempo que não lia um livro tão convincente e tocante, tão inteligentemente concebido”, escreveu o Nobel da Literatura, Mario Vargas Llosa, no jornal El País, quando o romance foi publicado em Espanha.

“Chega-me, de novo, de Itália, uma alegria e uma honra. Estou muito feliz por ter sido premiado com o Prémio Giuseppe Tomasi di Lampedusa 2018”, escreveu o escritor nas redes sociais, que viajará, em Agosto, para receber o prémio que homenageia o autor de O Leopardo. Em Maio, Aramburu já tinha vencido o Premio Strega Europeu atribuído igualmente em Itália.

Pátria narra a luta da ETA pela voz de duas mulheres de famílias amigas que se tornam rivais. No dia em que a organização anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para, na sepultura do marido, Txato, assassinado pelo grupo, para lhe contar que decidira voltar à casa onde os dois tinham vivido. Mas poderá ela conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transtornou a sua vida e a da família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o marido, quando este regressava da sua empresa de transportes? Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori alterará a falsa tranquilidade da terra, sobretudo a da vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista encarcerado e suspeito dos piores receios de Bittori. O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que envenenou a vida dos filhos e dos respetivos maridos, tão unidos no passado? Com lágrimas escondidas e convicções inabaláveis, com feridas e coragem, a história arrebatadora das suas vidas, antes e depois da tormenta que foi a morte de Txato, fala da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdoar numa comunidade fragmentada pelo fanatismo político.

Fernando Aramburu é já considerado um dos narradores mais destacados de língua espanhola. Vive desde 1985 na Alemanha, mas nasceu em San Sebastian.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Festival Literário de Fátima distingue o autor com o Prémio Ficção 2016-2017

Bruno Vieira Amaral foi distinguido pelo Festival Literário de Ficção com o prémio Ficção 2016-2017 com a obra «Hoje Estarás Comigo no Paraíso». Com o tema «A Literatura e o Sagrado», a segunda edição do Tábula Rasa que distingue autores com obras em quatro categorias - ficção, poesia, filosofia e literatura infantil - termina com a entrega dos prémios no próximo Sábado, 18 de Novembro, no qual o autor estará presente.

Esta não é a primeira vez que Bruno Vieira Amaral é premiado: foi distinguido anteriormente com o Prémio PEN CLUBE Narrativa, Prémio Literário Fernando Namora e Prémio Literário José Saramago 2015 pelo seu livro «As Primeiras Coisas».

A Quetzal Editores publicou em 2013 o primeiro romance do autor, «As Primeiras Coisas», e em 2017 «Hoje Estarás Comigo no Paraíso», estando previsto um novo livro do autor para Janeiro de 2018, com o título «Manobras de Guerrilha».

Sinopse de «Hoje Estarás Comigo no Paraíso»:
Em «Hoje Estarás Comigo no Paraíso», Bruno Vieira Amaral desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge - morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 - e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura (ausente) do pai. Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) - e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento - são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita - como uma possibilidade de verdade, sempre.

Sobre o autor:
Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978. Formado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, é crítico literário, tradutor, e autor do Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa e do blogue Circo da Lama. Em 2002, uma temerária incursão pela poesia valeu-lhe ser selecionado para a Mostra Nacional de Jovens Criadores. Colaborou no DN Jovem, revista Atlântico e jornal i.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

O físico Carlos Fiolhais é o vencedor do Grande Prémio Ciência Viva Montepio 2017

O investigador Carlos Fiolhais é um dos vencedores dos Prémios Ciência Viva Montepio 2017.

O Grande Prémio Ciência Viva Montepio distingue Carlos Fiolhais pela sua acção notável na promoção da cultura científica enquanto docente, investigador, autor e editor da prestigiada colecção "Ciência Aberta", da Gradiva. Doutorado em Física Teórica, Carlos Fiolhais é professor catedrático da Universidade de Coimbra e director do RÓMULO Centro Ciência Viva.

A Gradiva publicará ainda este mês o seu mais recente livro A Ciência e os Seus Inimigos em co-autoria com o bioquímico David Marçal com quem já tinha escrito também os títulos Darwin aos Tiros e outras histórias de ciência e Pipocas com Telemóvel e outras histórias de falsa ciência.

Este seu novo livro incide sobre os principais inimigos da ciência desde logo os mais terríveis e difíceis de erradicar - a ignorância, a ideologia... e a falsa ciência que começa logo, aliás, em muita da actividade "científica".

A cerimónia de entrega de prémios terá lugar a 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, às 16.00, na Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva, situada na Casa Andresen, no Porto. Estará presente o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Este evento, que marca a Semana da Ciência e da Tecnologia, será antecedido, às 14.30, pelo debate público "Ciência e pseudociência na Comunicação de Saúde".

Os Prémios Ciência Viva Montepio são atribuídos anualmente pela Ciência Viva e pelo Montepio e distinguem personalidades e instituições que se destacaram pelo seu mérito excepcional na promoção da cultura científica em Portugal. Os premiados foram seleccionados pelos representantes das instituições de investigação científica que constituem a Agência Ciência Viva.

Nos últimos cinco anos o Grande Prémio Ciência Viva Montepio distinguiu o editor Guilherme Valente, da Gradiva, o geólogo Galopim de Carvalho, o botânico Jorge Paiva, o físico Manuel Paiva e o patologista Sobrinho Simões.

A professora Isabel P. Martins e as jornalistas Filomena Naves e Teresa Firmino são outras três vencedoras dos Prémios Ciência Viva Montepio 2017.


domingo, 5 de novembro de 2017

Ernesto Rodrigues vence Prémio Pen Clube na categoria de Narrativa pelo romance Uma Bondade Perfeita publicado pela Gradiva

Ernesto Rodrigues foi o vencedor do Prémio Pen Clube na categoria de Narrativa pelo romance Uma Bondade Perfeita publicado pela Gradiva. Uma Bondade Perfeita, publicado em 2016, aborda um tema actual: os refugiados. A ideia que conduziu à elaboração deste romance foi a situação dos refugiados do Afeganistão em 2010.

O livro agora premiado é o segundo romance de Ernesto Rodrigues publicado pela Gradiva depois de O Romance do Gramático publicado em 2011. Com uma enorme qualidade narrativa e um enredo brilhante, no romance Uma Bondade Perfeita o autor semeia surpresa através de um conjunto de personagens inesquecíveis que vão crescendo ao longo das páginas, ganhando espessura e interesse. Um carrasco que tem por tarefa executar a mãe, um director de prisão que transpira maldade, um frade com passado de jornalista que assume um papel essencial nesta história.

No dia em que foi mãe, 1 de Março de 1990, Ágata jura dar a vida pela filha, Indira. Tem 18 anos. Quatro anos antes, no Verão, voluntariou-se para um infantário, no estrangeiro. Irma, a irmã, recomendou-a a uma senhora do bairro, Alcina, que dirigia uma organização não-governamental num país longínquo. Foi encontrar o filho da benfeitora, que nascera em 1984: Clemente tinha dois anos. Durante uma semana, não o arrancou do mutismo. Dividida entre dezenas de meninos, que a guerra fechara nos arrabaldes da capital, não houve tempo, quando invadiram o recreio. Não viu quem o raptava; encontrou-se sob um mascarado, que a violou.

Menigno, o bruto, forçou-a repetidamente; nos intervalos, alimentavam-na bem, perguntando-lhe, em língua retorcida, se sabia o paradeiro de Alcina, a mãe do menino. Ela acariciava uma medalha pobre no seio. Engravidou, mas não viu a filha que nascia: Indira.

Clemente, agora um carrasco de 26 anos, tem por tarefa executar a mãe, Alcina. Recorre a Filodemo, um frade cujo passado de jornalista ilumina existência crua e vingativa de Menigno, ex-marido e director da prisão.

Num universo turvo, desequilibrado, com sujeitos em perda de identidade, este romance de Ernesto Rodrigues enaltece «uma bondade perfeita, absoluta, tal que nenhuma violência ou imposição nos possa forçar a ser maus».

Sobre o Autor
Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é poeta, ficcionista, dramaturgo, cronista, crítico, ensaísta, editor literário, tradutor de húngaro. Professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirige o Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, foi jornalista, leitor de Português na Universidade de Budapeste, docente na Escola Superior de Educação de Bragança e primeiro presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes. Celebrou 40 anos de vida literária em 2013.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Julián Fuks conquista Prémio Literário José Saramago 2017, com o livro A Resistência (Companhia das Letras)



O autor da Companhia das Letras, Julián Fuks, conquistou a edição de 2017 do Prémio Literário José Saramago, com a obra A Resistência, editada em Fevereiro de 2016, em Portugal.

O autor afirmou nos agradecimentos que o sentimento é “quase avassalador de tanta alegria por receber um prémio como estes e entrar numa lista de autores que eu admiro”. Fez ainda referência ao autor que deu nome ao prémio explicando que Saramago foi o único autor que me fez rir e chorar em momentos diferentes. “Sinto que agora Saramago me fez rir e chorar.”

A Resistência é um romance semi-autobiográfico que foca a demanda de um filho de refugiados da ditadura argentina em busca do passado da sua família, do seu irmão adoptado e da sua própria história de vida.
Sobre o livro:
«Ele é adotado, foi o que eu disse alguma vez a uma prima que teimava em ressaltar como éramos diferentes, ele e eu, seus cabelos mais escuros e encaracolados, seus olhos tão mais claros. Na minha declaração não havia maldade ou despeito, eu acho, eu devia ter uns cinco anos de idade – mas, se agora me sinto impelido a me defender, talvez de fato estivesse acometido por alguma crueldade inocente, que até hoje trato de velar. Estávamos num carro dirigido pelo meu pai, e minha mãe só podia estar ausente porque meu irmão ocupava o banco da frente, não sei se acompanhando a conversa ou perdido em pensamentos insondáveis. Fez-se um silêncio imediato. Posso ter levado um cutucão discreto da minha irmã, que imagino sentada ao meu lado, ou a pontada foi apenas o incômodo que senti ao perceber que havia errado, incômodo que tantas vezes senti sem que ninguém me acotovelasse. Tão contundente foi aquele silêncio que dele me lembro até hoje, entre tantos silêncios pouco memoráveis.»
O ano de 1976, na Argentina, ficou marcado pelo início da Guerra Suja, período de terror protagonizado pelo regime da ditadura militar, de que resultaram, entre muitos outros horrores, centenas de crianças desaparecidas.

Na sequência do golpe militar, um jovem casal de psicanalistas decide deixar as trincheiras da resistência e exilar-se no Brasil, levando consigo uma criança que adoptaram entretanto.

Em terras brasileiras, o primogénito adoptado ganha irmãos. À medida que cresce a família, complicam-se as relações e adensa-se o mistério da identidade do primeiro filho.

Cabe a Sebastián, o filho mais novo do casal e narrador desta história, tentar compreender e reconstruir o passado da família para poder reescrever o seu futuro.

Numa poderosa autoficção, Julián Fuks, jovem autor multipremiado, serve-se de palavras aparentemente simples e directas para reconstruir o complexo passado íntimo de uma família e de um país. Uma narrativa singular e engenhosa, em que emoção e inteligência andam de mãos dadas, em que facto e ficção não são exactamente o que aparentam.

«Não sei bem se escolhi meu tema ou se fui escolhido por ele. Muito antes de arriscar a primeira linha já sabia que um dia teria que escrever este livro, já ouvia os sussurros da história, já compreendia que tarefa era a minha.»
Sobre o autor:
Julián Fuks, filho de pais argentinos, nasceu em São Paulo, no Brasil, em 1981. Publicou o primeiro livro, Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu, em 2004, e com ele ganhou o Prémio Nascente da Universidade de São Paulo. Em 2007 e 2012 foi finalista do Prémio Jabuti, com o livro Histórias de Literatura e Cegueira; e do Prémio Portugal Telecom (actual Oceanos) e São Paulo de Literarura, como Procura do romance. Também em 2012, foi considerando, pela revista Granta, um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. A Resistência é o seu quarto romance.

O autor estará no Folio nos próximos dias 27 e 28, onde participará em duas mesas. A primeira subordinada ao prémio que agora lhe foi atribuído e respectivo livro; e a segunda, uma conversa com Ana Margarida Carvalho e Ana Sousa Dias, com o tema Os Náufragos e os Resistentes.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Kazuo Ishiguro é o Prémio Nobel da Literatura 2017

Foto Wikipédia
Kazuo Ishiguro é o vencedor do Nobel da Literatura deste ano.
Nascido em Nagasaki, Japão, Kazuo Ishiguro emigra, aos cinco anos, com a família para Inglaterra, tendo crescido sob a influência das duas culturas. 
O sonho de adolescência centrou-se na música, tendo atuado em diversos clubes, embora não tenha obtido o sucesso almejado. 
A rejeição por parte das editoras levou-o à escrita. 
Começou por publicar alguns contos em revistas na década de 1980 até chegar ao sucesso com romances como "Os Despojos do Dia", que seria adaptado para o grande ecrã, com Anthony Hopkins no papel principal.

A sua obra foi traduzida em mais de 28 países.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

José Eduardo Agualusa vence International Dublin Literary Award



José Eduardo Agualusa acaba de vencer o International DUBLIN Literary Award, anunciado hoje na capital irlandesa. O prémio distingue o escritor angolano e o seu romance Teoria Geral do Esquecimento – numa edição particularmente forte, em que a shortlist final incluía obras de Mia Couto, Orhan Pamuk, Viet Thanh Nguyen e Anne Enright.

O International DUBLIN Literary Award tem o valor de 100 mil euros, sendo o maior do género para uma obra de ficção publicada em Inglês. Desde 1996 já distinguiu autores como Orhan Pamuk, Javier Marías, Michel Houellebecq, Colm Tóibin, Colum McCann, Jim Crace ou David Maalouf e Herta Müller. Ao longo das suas 21 edições, esta é a nona vez que o vencedor é um livro traduzido, e a primeira que elege um livro originalmente escrito em português.

Os candidatos a este prémio são nomeados por bibliotecas públicas selecionadas em todo o mundo, tornando esta distinção única na sua cobertura e alcance. Este ano, bibliotecas da Áustria, Bélgica, Brasil, Croácia, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Irlanda, Polónia, Portugal, Rússia, Escócia, Suécia e Estados Unidos da América, participaram na selecção inicial, assim como na votação da s​hortlist de dez títulos, celebrando a excelência da literatura de hoje.

No caso de o livro vencedor ser uma tradução, o prémio monetário distingue o autor com 75 mil € e o seu tradutor com os restantes 25 mil €. O prémio é patrocinado pelo Dublin City Council e este ano a shortlist incluía livros de José Eduardo Agualusa (VENCEDOR/Angola), Mia Couto (Moçambique), Anne Enright (Irlanda), Kim Leine (Dinamarca/Noruega), Valeria Luiselli (México), Viet Thanh Nguyen (Vietname/EUA), Chinelo Okparanta (Nigéria/EUA), Orhan Pamuk (Turquia), Robert Seethaler (Áustria), Hanya Yanagihara (EUA).

José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. Os seus livros têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, o Grande Prémio de Literatura RTP (atribuído a Nação Crioula, 1998), o Grande Prémio de Conto da APE e o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, ou o Independent Foreign Fiction Prize (para O Vendedor de Passados, 2004). Em 2016, o romance Teoria Geral do Esquecimento foi finalista do Man Booker Internacional.

Desde 2013 que a sua obra começou a ser publicada pela Quetzal. Depois de A Vida no Céu seguiram-se Um Estranho em Goa (2013), A Rainha Ginga (2014), O Livro dos Camaleões (2015) e, no início deste mês, o seu mais recente romance, A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, em paralelo com os seus livros anteriores – agora em novíssimas edições revistas de Estação das Chuvas, As Mulheres do Meu Pai, Nação Crioula, O Vendedor de Passados ou A Conjura, entre outros.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Afonso Reis Cabral vence Prémio Europa

Afonso Reis Cabral acaba de vencer o ‘Prémio Europa – David Mourão-Ferreira’. O jovem escritor foi distinguido na categoria Promessa, que premeia obras de uma personalidade emergente no campo artístico.

O anúncio foi feito hoje pelo júri do ‘Prémio Europa David Mourão-Ferreira’, presidido por Eduardo Lourenço, que anunciou os vencedores da edição de 2016. Esta é a 6ª edição dos prémios, lançados em 2006 e atribuídos de dois em dois anos, cuja cerimónia de entrega terá lugar em Itália, na Aula Magna da Universidade de Bari 'Aldo Moro', em data ainda a definir.

Este galardão, atribuído pelo Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira da Universidade de Bari 'Aldo Moro' e do Camões, I.P., foi criado em homenagem ao consagrado autor de “Um amor feliz” (1927-1996) com o objetivo de contribuir para a divulgação da língua e da cultura portuguesas nos países da União Europeia e do Mediterrâneo.

Recorde-se que Afonso Reis Cabral já tinha ganho, em 2014, o Prémio Leya com o romance “O meu Irmão”. O jovem escritor faz parte do Global Shapers Lisbon Hub, uma comunidade de 27 jovens talentosos dedicados a contribuir para a solução de problemas dentro da sua comunidade e região. Este grupo conta com empreendedores, empreendedores sociais, cientistas, docentes universitários, artistas e atletas das mais variadas áreas e sectores

quinta-feira, 16 de março de 2017

J. Rentes de Carvalho: prémio para o Melhor Livro de Ficção

O prémio de Melhor Livro de Ficção, relativo a 2016, da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), foi atribuído ao romanceO Meças, de J. Rentes de Carvalho, publicado pela Quetzal. O anúncio foi feito durante a Gala da Sociedade Portuguesa de Autores/RTP, realizada ontem à noite, no Centro Cultural de Belém, com a presença do Presidente da República e do Ministro da Cultura.

O romance O Meças conta uma história de violência e vingança, a de António Roque, homem atormentado, possuído pelo demónio das suas próprias memórias. As imagens do passado transformam-no num monstro capaz dos piores atos, maltratando a família e os mais próximos. Depois de anos emigrado na Alemanha, António Roque – o Meças – regressa à sua aldeia de origem. Com ele vivem o filho (que detesta) e a nora (a quem deseja, mas inferniza a vida), atemorizando, de resto, todos os que com ele se cruzam. Uma história de violência, em que a progressiva definição dos contornos da memória revelará novas e dolorosas verdades.

A Quetzal publicará em breve o romance A Sétima Onda.

J. Rentes de Carvalho reagiu à atribuição do prémio de Melhor Livro de Ficção da Sociedade Portuguesa de Autores desta maneira:
«É muito o que se pode aprender na escola, e importante, se não essencial, o que se aprende no dia-a-dia. Esta afirmação faço-a eu sem autoridade nem experiência, antes por ouvir dizer.
Na escola fui por vezes cábula e repontão, mas, sorte que me coube, entrei na vida e tenho andado neste mundo com passaporte de turista, alegremente e à ligeira. É assim que há quase nove décadas por cá passeio, interessado em ver, divertir-me e maravilhar-me, mas pouco hábil em participar, tendo apenas feito o indispensável para, sem grande embaraço meu ou irritação alheia, dar pouco nas vistas e manter uma aparência de funcionamento normal em sociedade.
Por conseguinte, espero que desculpem o meu laconismo, dado que, pelos motivos acima, é quase nula a experiência que tenho da recepção de prémios. Deram-me um em 1939, ao terminar a quarta classe – uma caderneta da Caixa com 50 escudos – e o segundo vim a recebê-lo em 2012, setenta e três anos depois.
Razão de sobra para agradecer à SPA o ter premiado O Meças, tanto mais que tenho ouvido dizer que é um mau livro, cheio de sombras e violência, mostrando um Portugal que não existe, e que nem um único dos seus personagens desperta uma ponta de simpatia.»

José Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris, trabalhando para vários jornais. Em 1956, passou a viver em Amesterdão, onde se licenciou e foi docente de Literatura Portuguesa, entre 1964 e 1988. Dedica-se, desde então, exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias. A sua extensa obra ficcional e cronista tem sido publicada na Holanda – e finalmente em Portugal – e recebida com grande reconhecimento, quer por parte da crítica, quer por parte dos leitores em geral, tendo alguns títulos alcançado o estatuto de bestseller.

Os seus livros Com os Holandeses, Ernestina, A Amante Holandesa, Tempo Contado, La Coca, Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, O Rebate, Mazagran e Mentiras e Diamantes, O Meças e A Ira de Deus Sobre a Europa estão atualmente disponíveis na Quetzal, que continuará a publicar o conjunto das suas obras.

J. Rentes de Carvalho foi distinguido, em 2012, com o Prémio APE – Associação Portuguesa de Escritores de Escrita Biográfica (com o livro Tempo Contado) e, em 2013, com o Prémio APE – Associação Portuguesa de para de Crónica, com Mazagran.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

José Luís Peixoto: Prémio Oceanos 2016 com o romance «Galveias»

Mais importante prémio de literatura em língua portuguesa no Brasil

José Luís Peixoto é o vencedor da edição deste ano do Prémio Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, organizado pelo Itaú Cultural, no Brasil – herdeiro do antigo Prémio Portugal Telecom. O escritor português venceu o prémio com o romance Galveias, publicado pela Quetzal em Portugal, em 2014.
O anúncio foi feito na noite de ontem, em São Paulo. Peixoto foi o único escritor português consagrado nesta edição do mais importante e prestigiado prémio literário do Brasil. Para além da notoriedade da literatura portuguesa, a nível internacional, associada à atribuição deste galardão, Peixoto recebe um prémio no valor de 100 mil reais, o que corresponde a cerca de 27 mil euros.
Galveias – nome da aldeia natal de Peixoto, no Alentejo – está entre os grandes romances alguma vez escritos sobre o mundo rural português.
Um misterioso objeto cai sobre uma pequena vila do interior de Portugal – esse facto vai marcar a vida de todos os habitantes e é o ponto de arranque para um fantástico elenco de personagens que compõe este romance e que, capítulo a capítulo, desenha um mundo cheio de acontecimentos que oscilam entre o trágico e o cómico, entre o nostálgico e o dramático. Galveias é um retrato de vida, a imagem despudorada de uma realidade que atravessa o país e que, em grande medida, contribui para traçar-lhe a sua identidade mais profunda.

Sobre José Luís Peixoto, Vasco Graça Moura disse que é «um grande ficcionista e, também, um grande prosador da língua portuguesa, capaz de extraordinárias notações do real, de ritmos inovadores e até de uma relação estrutural com as formas musicais que não tem precedentes entre nós».

Sobre o autor:
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d'Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu publicado no ano anterior. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo - Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em mais de vinte idiomas.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Eduardo Mendoza é o vencedor do Prémio Cervantes

A Sextante Editora tem o prazer de informar que Eduardo Mendoza é o vencedor do Prémio Cervantes, o mais importante galardão de literatura de língua castelhana, com um valor pecuniário de 125.000 €. Responsável desde 2010 pela publicação da sua obra, a Sextante Editora acrescenta que o mais recente livro de Eduardo Mendoza, O caso da modelo perdida, será publicado em Portugal em fevereiro de 2017.
Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona em 1943. Escreveu entre outros romances A verdade sobre o caso Savolta (Prémio da Crítica em Espanha), O mistério da cripta assombrada, O labirinto das azeitonas, A cidade dos prodígios (Prémio Cidade de Barcelona), Uma comédia ligeira (Prémio de Melhor Livro Estrangeiro em França), A aventura do cabeleireiro de senhoras (Prémio para o «Livro do Ano» do Grémio dos Livreiros de Madrid), Maurício ou as eleições sentimentais (Prémio de Romance da Fundação José Manuel Lara), A assombrosa viagem de Pompónio Flato (Prémio Pena de Prata da Feira do Livro de Bilbau) e Três vidas de santos. Com Rixa de gatos venceu o Prémio Planeta 2010.


terça-feira, 31 de maio de 2016

Raduan Nassar vence Prémio Camões 2016



O mais importante prémio literário da língua portuguesa foi atribuído unanimemente pelo júri que afirmou: “Através da ficção, o autor revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso. Muitas vezes essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas considerados tabu. Essa possibilidade dá-se no uso rigoroso de uma linguagem cuja plasticidade se imprime em diferentes registos discursivos verificáveis numa obra que privilegia a densidade acima da extensão”, conforme se lia no comunicado.

Raduan Nassar reagiu com surpresa a esta distinção que acolheu com “maior agrado e com orgulho”, afirmou ainda o Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado.

O escritor foi também finalista do Prémio Man Booker International.

A Companhia das Letras Portugal irá publicar já em Junho a novela Um Copo de Cólera, de 1978. E ainda este ano será publicado o primeiro romance do autor, Lavoura Arcaica, de 1975.


Sobre o livro:
Numa manhã qualquer, depois de uma noite de amor e da descoberta de que um batalhão de formigas destruiu a sua cerca de vegetação, um casal de amantes lança-se numa discussão sem tento, “com as formigas subindo pela garganta”, um duelo verbal em que o objectivo derradeiro parece ser a aniquilação do objecto de desejo. Entre insultos vitriólicos, tiradas cruéis e egos bélicos, a aventura sexual rapidamente se transforma num jogo de poder sem estribeiras.

Este breve romance – tão erótico quanto feroz – explora a fronteira entre o desejo de dominar e a vontade de ser dominado, entre a paixão e a submissão, expondo as complexas entranhas do amor. De tal forma tenso e vibrante, Copo de cólera rapidamente se transformou numa obra de culto da língua portuguesa, confirmando Raduan Nassar como um dos mais célebres escritores modernistas do Brasil, comparado a nomes consagrados como Clarice Lispector e Guimarães Rosa.

«Um dos pontos mais altos da língua portuguesa dos nossos tempos.» Folha de S. Paulo

O que diz a imprensa:
«Um dos livros mais invulgares e incandescentes da literatura brasileira contemporânea.» Jornal da Tarde, Brasil
«Uma obra que é um pedaço de carvão ardente. (…) Tem mais poder nas suas poucas páginas do que a maioria dos livros com cinco ou dez vezes mais páginas.» The Guardian, Reino Unido
«Um pequeno livro carregado de drama, violenta ironia e proeza linguística. (…) A obra de uma mente original.» The National, Reino Unido
«Uma prosa feroz e lancinante, para devorar de uma só vez.» Frankfurter Rundschau, Alemanha
«Um diagrama de prosa estimulante sobre uma relação de amor. Um grande livro.» Die Weltwoche, Alemanha

Sobre o autor:
Raduan Nassar nasceu em 1935, em Pindorama, no Estado de São Paulo. Foi viver já adolescente em São Paulo, onde se licenciou em Direito e Filosofia na Universidade de São Paulo.

Estreou-se na literatura em 1975, com o romance Lavoura arcaica, que será publicado em Portugal pela Companhia das Letras em 2017. Seguiu-se-lhe Um copo de cólera, em 1978, e o volume de contos Menina a caminho.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Han Kang vence o Man Booker International

LEON NEAL/AFP/Getty Images
A escritora sul-coreana Han Kang foi a vencedora do Man Booker International 2016 com o romance "A Vegetariana",  um livro político sobre a revolta doméstica de uma mulher que se torna vegetariana para combater a rotina.
José Eduardo Agualusa estava entre os finalistas com Teoria Geral do Esquecimento. 

 


quarta-feira, 23 de março de 2016

O Olhar e a Alma de Cristina Carvalho vence Prémio de Melhor Livro de Ficção Narrativa atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores

O livro "O Olhar e a Alma" de Cristina Carvalho venceu o Prémio de Melhor Livro de Ficção Narrativa atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Neste livro a autora Cristina Carvalho retratou a vida de Amadeo Modigliani, uma obra apaixonante que tive oportunidade de ler e,
por isso mesmo, recomendo.
O livro é editado pela Planeta.
Nomeados para o mesmo prémio estavam ainda "Jacarandá" de Francisco Duarte Mangas e "Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho, este último também um excelente livro.

Podem ler a minha opinião de "O Olhar e Alma" aqui

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Javier Cercas vence Prémio Literário Casino da Póvoa

A principal distinção do “Correntes D’Escritas” atribuída ao autor de As Leis da Fronteira (Assírio & Alvim).
Conhecidos também os vencedores do Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes D’Escritas | Porto Editora.

Esta manhã, na Sessão Oficial de Abertura do “Correntes D’Escritas”, o mais importante evento literário realizado em Portugal, foi anunciada a atribuição do Prémio Literário Casino da Póvoa ao escritor espanhol Javier Cercas pela obra As Leis da Fronteira, publicada pela Assírio & Alvim (Grupo Porto Editora) em maio de 2014.

Considerada uma “obra prima da narrativa” (La Repubblica), As Leis da Fronteira é uma impetuosa história de amor e desamor, de enganos e violência, de lealdades e traições, de enigmas por resolver e de vinganças inesperadas.

O Prémio Literário Casino da Póvoa vem reforçar o estatuto de Javier Cercas como um dos escritores mais importantes da narrativa contemporânea. Nascido em Ibahernando, Cáceres, em 1962.

Javier Cercas tem os seus livros traduzidos em mais de trinta línguas e já foi distinguido com diversos prémios, de que destacamos: Prémio Nacional de Literatura, Prémio Cidade de Barcelona, Prémio Salambó, Prémio da Crítica do Chile, Prémio Llibreter, Prémio Qué Leer, Prémio Grinzane Cavour, Prémio The Independent Foreign Fiction, Prémio Arcebispo Juan de San Clemente, Prémio Cálamo, Prémio Mondello, Prémio Internacional Terenci Moix e The European Athens Prize for Literature. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Internacional do Salão do Livro de Turim pelo conjunto da sua obra.
De realçar que, para este Prémio Literário Casino da Póvoa, estavam nomeadas outras obras publicadas pela Porto Editora: A Desumanização, de Valter Hugo Mãe; A Liberdade de Pátio, de Mário de Carvalho; e Hereges, de Leonardo Padura.


Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes D’Escritas | Casino da Póvoa
Também esta manhã, na sessão realizada no Casino da Póvoa, foram anunciados os trabalhos distinguidos no âmbito da VIII edição do Prémio Conto infantil Ilustrado Correntes D’Escritas | Porto Editora, ao qual concorreram centenas de alunos de escolas de todo o país.
A lista completa dos vencedores é a seguinte:
Primeiro Lugar: “A magia de Ahmed”, do 4.º ano A, da Escola Básica José Manuel Durão Barroso, de Armamar
Segundo Lugar: “A árvore da amizade”, do 4.º ano CL2, da Escola Básica de Lama, Barcelos
Terceiro lugar: “Uma história não acaba, pode nascer outra vez”, do 4.º ano A, da Escola EB1 do Areeiro, Coimbra
Menção Honrosa de Texto: “Façamos o Mundo Feliz”, do 4.º ano 6, da Escola Básica do Vale do Âncora, Vila Praia de Âncora
Menção Honrosa de Ilustração: “Sebastião. O Lápis Sabichão”, do 4º. B, do Colégio Paulo VI, de Gondomar
Menção Honrosa de Ilustração: “Maria Trigueirinha”, do 4º. A, da Escola EB1 de Cadilhe, Amorim, Póvoa de Varzim
De referir que esta iniciativa dirigida aos alunos e professores do 4.º ano de escolaridade tem como objetivos promover os hábitos de leitura e de escrita, a criatividade e a imaginação através do desenho e, não menos importante, contribuir para o desenvolvimento de um espírito de grupo, de colaboração e de partilha de objetivos comuns. O desafio lançado é escrever e ilustrar um conto original, havendo total liberdade temática, através de um trabalho coletivo e sob a supervisão do professor.
Os prémios serão entregues na sessão de encerramento agendada para as 18:00 de sábado, dia 27.
Lançamentos e autores
Como é habitual, vários autores da Porto Editora e das suas chancelas Assírio & Alvim e Sextante Editora vão participar no “Correntes D’Escritas”: Alfredo Cunha, Álvaro Magalhães, Ana Luísa Amaral, Ana Zanatti, Filipa Leal, Francisco José Viegas, Javier Cercas, Luís Filipe Castro Mendes, Luis Sepúlveda, Mário de Carvalho e Valter Hugo Mãe.
No entanto, merecem especial relevo os lançamentos dos novos livros de Ana Zanatti, Luís Filipe Castro Mendes e Filipa Leal. Na sexta-feira, 26 de fevereiro, às 12:00, no Cine-Teatro Garrett, serão lançados O sexo inútil (Ana Zanatti, Sextante Editora) e Outro Ulisses regressa a casa (Luís Filipe Castro Mendes, Assírio & Alvim); no dia seguinte, à mesma hora e no mesmo local, será a vez de se apresentar o livro Vem à quinta-feira (Filipa Leal, Assírio & Alvim).

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Andréa Zamorano vence prémio Livro do Ano da revista Time Out com o seu romance de estreia, A Casa das Rosas

 O romance A Casa das Rosas, de Andréa Zamorano, foi distinguido com o prémio Livro do Ano da revista Time Out. A cerimónia de entrega dos prémios, na sua 4ª edição, decorreu ontem no Estúdio Time Out, no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Teresa Veiga, com Gente Melancolicamente Louca, e Mário Cláudio, com Astronomia, eram os outros nomeados nesta categoria.
O romance de estreia da autora conta a história extraordinária de Eulália, uma jovem da classe média de São Paulo. Os inusitados acontecimentos que marcam a sua vida nesse período épico da vida brasileira, entre 1983 e 1984 (a campanha pelas eleições diretas, marco no combate pela democracia), transportam o leitor para um mundo onde realidade e fantasia coexistem e se entrelaçam.
Aquando da publicação do livro, a crítica destacou «a força da narrativa e o investimento estilístico» (Time Out), classificando-o como um «livro de memórias mas também de futuro» (Jornal de Negócios).