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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

A Noiva Judia - Nuno Nepomuceno [Opinião]

 


A Noiva Judia marca o desfecho da série Afonso Catalão. Num total de seis livros, Nuno Nepomuceno termina assim mais uma série que vem apaixonando leitores de todas as idades.
 
Este livro é importante porque traz as respostas a muitas das perguntas que fomos fazendo ao longo da série e que permaneceram em aberto sempre que um dos livros terminava. A dúvida surgia sempre e acabava por colocar ao leitor uma ansiedade enorme, esperando que o próximo livro trouxesse as respostas todas pretendidas.
 
Sem querer levantar muito o véu relativamente a este livro adianto apenas que um dos antagonistas acaba por morrer, barbaramente. O seu corpo aparece numa praia deserta em Itália e surge na mesma altura um rapaz que se dá como culpado. Apesar da confissão a polícia não parece querer solucionar prontamente o caso e segue com a investigação. Para apimentar mais a investigação descobre-se, no dia do funeral, que o escritor morto estava noivo de uma colecionadora de arte, também já conhecida dos leitores.
 
Nuno Nepomuceno transporta-nos de Cambridge para Veneza e de Veneza para Amesterdão em viagens alucinantes em busca da verdade. Escrito a um ritmo bastante acelerado A Noiva Judia faz com que o leitor não consiga parar de ler porque cada capítulo é uma resposta há muito aguardada.
 
O autor continua a retratar temas polémicos como antissemitismo, o Islão, a homossexualidade, munindo-se de muito conhecimento sobre os temas, o que eleva os seus livros a outro patamar.
Fiquei contento com o desfecho da história por ter obtido todas as respostas, mas ao mesmo tempo tenho um amargo de boca por me despedir assim de um dos meus protagonistas favoritos. Resta ainda a esperança que qualquer dia ele regresse à ribalta.




terça-feira, 5 de janeiro de 2021

O Cardeal - Nuno Nepomuceno [Opinião]

Título: O Cardeal
Autor: Nuno Nepomuceno
Editor: Cultura Editora
N.º de Páginas: 416

Sinopse: 
A pacata cidade de Cambridge estremece, ao ser confrontada com os pormenores monstruosos do crime. Mas tudo piora quando uma criança desaparece a caminho da escola. O menino é encontrado numa mata, nu e estrangulado. Adam Immanuel, um escritor inglês, é visto a fugir do bosque. E todos, exceto uma jornalista e um professor universitário, acreditam que é culpado.

Simultaneamente, um cardeal chega à Cidade do Vaticano num ambiente de grande polémica. O novo Papa foi assassinado, o mundo prepara-se para mais um conclave e um delator continua a publicar informações comprometedoras sobre a Santa Sé. Todavia, será que o religioso recém-chegado veio para ficar? Porque esconde a associação a um assassino profissional? Será ele capaz de resistir à aproximação de uma bela, mas nada inocente, mulher?

Após A Morte do Papa, Nuno Nepomuceno regressa finalmente e apresenta-nos O Cardeal. Passado entre Cambridge e a Cidade do Vaticano, inspirado em crimes reais, este thriller envolve-nos numa espiral psicológica perturbadora, que só Nuno sabe criar. Um livro arrebatador e de leitura compulsiva.

A minha opinião: 
Se não leram A Morte do Papa, publicado no início do ano passado, não leia este novo livro de Nuno Nepomuceno O Cardeal, que já se encontra em pré-venda no site da Cultura Editora. 

O Cardeal é a continuação do anterior livro e, apesar do autor nos situar bem na história, com imensas referências ao que se passou anteriormente em Roma, é importante ler os livros em sequeência. 

Parti para a leitiura deste livro com muitas expetativas até porque A Morte do Papa foi um dos favoritos do ano passado e, como apaixonda pela temática do Vaticano e pela escrita do autor, foi em êxtase que recebi este exemplar de avanço. Desde já os meus agradecimentos sinceros à Cultura Editora e ao Nuno por terem escolhido o Marcador de Livros. 

Antes ainda de pegar no livro fui ouvindo o Podcast O Assassino que é uma prequela de O Cardeal, narrado pelo próprio autor e que está disponível no Spotify. Aconselho, vivamente, a sua audição antes da sua leitura. 

Gostei imenso de voltar a encontrar Afonso Catalão e a sua companheira, a jornalista Diana. Mais uma vez, esta dupla envolve-se na investigação de crimes macabros quando Afonso é convidado pelo reitor da Universidade de Cambridge a dar dois meses de aulas naquele local. Vendo uma boa oportunidade para voltar à Universidade onde já tinha lecionado anteriormente, Afonso aceita o convite, não imaginando com o que se vai deparar logo que lá chega. 
O assassinato e posterior desmembramento de uma idosa e a morte de uma criança lançam a suspeita sobre um escritor famoso, anteriormente conhecido de Afonso, e vencedor do Man Booker Prize

Sem me querer alongar muito na história, adianto apenas que a morte do antigo Papa ainda continua muito recente e o conclave para se nomear um novo sucessor está ao rubro. 

O assassino continua um mistério, mas Diana vai ser fundamental para o desenrolar da história e para a descoberta de quem está por detrás de todos os crimes. 

Para construir este fantástico livro Nuno Nepomuceno baseaou-se em alguns factos da História como a história do desaparecimento de um menino de seis anos em 1994, o assassinato de uma idosa em 2013, e os alpinistas noturnos de Cambridge conhecidos por andar em cima de prédios na década de 50. 

Podem ainda ler a minha opinião de A Morte do Papa clicando na imagem. 


Se ficaram curiosos com O Cardeal podem adquiri-lo no site da editora até ao dia 13 deste mês e se usarem o código MARCADORLIVROS têm oferta dos portes. 







sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A Morte do Papa - Nuno Nepomuceno [Opinião]

Título: A Morte do Papa
Autor: Nuno Nepomuceno
Editor: Cultura Editora
Páginas: 352

Sinopse:
Uma freira e dois cardeais encontram o corpo sem vida do Papa sentado na cama, com as mangas da roupa destruídas, os óculos no rosto e um livro nas mãos. O mundo reage com choque, sobretudo, quando Pedro, um delator em parte incerta, regressa à ribalta e contraria a versão oficial. Porém, tudo muda quando imagens de um escritor famoso vêm à tona, colocando-o na cena do crime.

Enquanto as dúvidas se instalam, um jornalista dedica-se à investigação do desaparecimento de uma adolescente. Mas eis que um recado é deixado na redação da Radio Vaticana. Com a ajuda de um professor universitário e da sua intrépida esposa, os três lançam-se numa demanda chocante pela verdade. O corpo da jovem está no local para onde aponta o anjo.

Pleno de reviravoltas e volte-faces surpreendentes, intimista e apaixonante, inspirado em factos reais, A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I. Tendo como base os cenários únicos da Cidade do Vaticano, este é um thriller religioso arrebatador, de leitura compulsiva, e igualmente uma incursão perturbadora num mundo onde a ambição humana desafia o poder de Deus.

A minha opinião: 
Inspirado na vida de Albino Luciani, o Papa do Sorriso e no desaparecimento de Emanuela Orlandi, o novo livro de Nuno Nepomunceno tinha todos os ingredientes para dar certo. E não é que deu?

O primeiro livro que li sobre a morte misteriosa de João Paulo I foi "O Último Papa" de Luís Miguel Rocha, há uns anitos. E esse livro fez-me apaixonar pelos livros do escritor tendo-os lido todos.

Quando li a sinopse do novo livro do Nuno, fiquei logo encantada com a temática. De facto, são muitos os livros publicados em volta do Vaticano, o que se torna difícil, depois de ler tantos, haver um novo que nos prenda. Mas o facto de ser à volta de dois crimes que me interessam bastante, deixou-me completamente vidrada na narrativa. 

Nuno traz novamente a sabedoria de Afonso Catalão e da sua mulher e ex-jornalista Diana, que fazem com que a obra se torne ainda mais familiar. Este casal é uma mais valia para o desenrolar da história que se vai tornando cada vez mais interessante à medida que vamos conhecendo o que se passou na noite em que o Papa Mateus I morre inesperadamente. 

Depressa vamos descobrindo que as primeiras declarações sobre como foi descoberto o Papa não são completamente verdadeiras, e colocando em dúvida sobre se Stefano Ugeri, o seu verdadeiro nome, morreu de norte natural ou foi assassinado. O autor percorre o que se passou na realidade com Albino Luciani para explicar como foi a morte de Stefano, colocando as mesmas dúvidas que surgiram em 1978 quando o Papa do Sorriso foi encontrado morto. 

Tal como João Paulo I, o seu "sósia" Mateus I tem o desejo de mudança no Vaticano, passando pela forma como os Cardeais vivem, à gestão do Banco do Vaticano, colocando, logo à partida, um mau estar em sua volta. 

De facto, a integridade de Stefano, que se faz notar desde tenra idade, faz com que crie inimizades logo enquanto estudante, ao questionar várias passagens da Bíblia.

A apimentar ainda mais o mistério é o paralelismo que Nuno faz com o desaparecimento de Gabriella, uma jovem de 15 anos, que deixa de ser vista depois de ter-se dirigido a uma paragem de autocarros para ir para casa. 
Gabriella é baseada na história real de Emanuela Orlandi, desaparecida a 22 de junho de 1983, filha de um funcionário do Banco do Vaticano. Até agora as pistas que surgiram não deram em nada, embora se suspeite que os restos mortais estejam no cemitério Teutónico, dentro da Cidade do Vaticano. 

Quem conhece os livros de Nuno sabe que ele escreve muito bem. Este não é excepção. Desde a temática à forma como ele conseguiu entrosar as duas histórias, este é um livro que, apesar de ter sido dos primeiros que li este ano, será um dos candidatos a melhor livro de 2020. 
Recomendo vivamente.


Estes dois pequenos livros, que acabam por ser um complemento à história principal, e só devem ser lidos depois de lido A Morte do Papa, podem ser descarregados depois de submeter a newsletter da página do Nuno. Do que estão à espera?




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Célula Adormecida - Nuno Nepomuceno [Opinião]

Título: A Célula Adormecida
Autor: Nuno Nepomuceno
Editor: TopBooks
N.º de Páginas: 592
PVP: 19€

Sinopse:
«Assim queira Deus, o Califado foi estabelecido e iremos invadir-vos como vocês nos invadiram. Iremos capturar as vossas mulheres como vocês capturaram as nossas mulheres. Vamos deixar os vossos filhos órfãos como vocês deixaram órfãos os nossos filhos.» Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico, 2014.

Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma reputada jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.
O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo, quando Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.
De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.
A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.

Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do mês do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.

A minha opinião: 
Logo após o término da trilogia Freelancer que esperava com muita ansiedade e expetativa o novo livro de Nuno Nepomuceno.

Depois do enorme sucesso da trilogia será que Nuno conseguiria ver-se livre de André Marques Smith e da espionagem? Como seria o novo livro? Eram questões que me colocava frequentemente.

Quando vi que o autor ia mudar um pouco de registo (deixou a espionagem, ou nem tanto assim), fiquei ainda mais curiosa para saber se tinha feito bem.

A Célula Adormecida (que capa!) começa com o ataque a uma autocarro em Lisboa, que logo é reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. E quase ao mesmo tempo o vencedor das eleições para o cargo de Primeiro-Ministro suicida-se. Mas será tudo assim tão linear? Será que foi mesmo o autoproclamado Estado Islâmico que esteve envolvido na explosão que mataria várias pessoas? E relativamente à morte do futuro Primeiro-Ministro? Tudo aponta para um suicídio, mas a sua mulher diz que Henrique Brandão Melo não se suicidaria...

Estas são duas das questões que vão estar no centro do thriller , tornando a sua leitura extremamente viciante.

Com uma verdadeira visita guiada pela Turquia, assim como pela cultura Árabe, este novo livro de Nuno Nepomuceno é ainda melhor do que qualquer um dos anteriores.

O seu protagonista, Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é uma personagem atrativa e com uma cultura acima da média, que ajuda o leitor a compreender melhor a religião Árabe.

Atual, A Célula Adormecida fala de terrorismo e do medo da cultura Árabe em geral presente no Ocidente, dos refugiados, (lembrando as péssimas condições a que se votam para puderem chegar a um porto seguro e a um país que os acolha bem), mas também o quão fascinante é a mesma cultura Árabe que, por ser tão diferente da nossa, a torna tão rica e misteriosa aos nossos olhos.

Recomendo sem reservas.






segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Hora Solene - Nuno Nepoumceno [Opinião]

Título: A Hora Solene
Freelancer - Livro III
Autor: Nuno Nepomuceno
Lutai, vós homens de valor.
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 430
Editor: Top Books
PVP: 16,99€

Sinopse:
Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

A minha opinião: 
A Hora Solene põe fim à trilogia Freelancer de Nuno Nepomuneco. Terminada a sua leitura sinto a vazio normal de abandonar o personagem principal, esperando que o autor o coloque em novas aventuras e faça reviver André Marques-Smith e o traga de volta de ao mundo da espionagem. Portugal precisa de um espião do seu gabarito.

Tal como o final de A Espia do Oriente que, a meu ver, foi arrebatador, o início deste livro foi envolvente e viciante. Sangue, muito sangue, terrorismo e muita violência faz com que o leitor não se consiga despegar das suas páginas. Posso apenas acrescentar, e para não estragar muito da história, que o começo do livro é brutal!
Como vem sendo habitual Nuno não deixa que nos desliguemos de histórias antigas já que nos vai relembrando do que foi acontecendo nos livros anteriores (por vezes em demasia).

O último livro da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno é um misto de emoções. Primeiro porque a vontade de que me chegasse às mãos para ver como terminava a história de André era muita mas, por outro, a tristeza por ter chegado ao fim também é grande.

Gostei de acompanhar as aventuras do espião português, que, como todos os espiões, levam uma vida dupla. De me deixar levar pelas peripécias, pelas paisagens, pelos cenários e por todas as aventuras que culminaram neste fantástico livro.

Obrigada pelo agradecimento no final do livro. Eu é que agradeço pelo carinho e pela excelente trilogia. Fico à espera por mais livros. 









sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Último livro da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno sai a 11 de novembro. Chama-se A Hora Solene

Título: A Hora Solene
Freelancer - Livro III
Autor: Nuno Nepomuceno
Lutai, vós homens de valor.
N.º de Páginas: 430
Editor: Top Books
PVP: 16,99€

Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e deixado abandonado no meio de uma rua de Londres. A poucos quilómetros de distância, um procurado terrorista de nome O Gótico entrega-se voluntariamente aos serviços de inteligência britânicos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado sobre os céus da Irlanda, enquanto um surpreendente vídeo é entregue na redação de uma famosa cadeia de televisão.

Bem no centro destes acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, está André Marques-Smith. Importante funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português lança-se numa demanda impossível pela verdade. Mas não está sozinho. Foragidos, dois antigos colegas regressam e revelam ao mundo tudo o que está por detrás do Projeto Lebodin. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta misteriosa espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento?

Conseguirão os dois agentes alguma vez ficar juntos?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de atingir a consagração com A Espia do Oriente, o vencedor do Prémio Literário Book.it 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno regressa para a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura portuguesa se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Espia do Oriente - Nuno Nepomuceno [Opinião]

Título: A Espia do Oriente
Série: Freelancer - Livro II
Autor: Nuno Nepomuceno
Dúvida. Confiança. Traição.
N.º de Páginas: 376
PVP: 16,99€

Sinopse:
Dubai, Emirados Árabes Unidos.

De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.

Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.

Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?

A minha opinião: 
Se já tinha gostado do primeiro livro da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno, O Espião Português, que li recentemente, este ainda me prendeu ainda mais.

Neste segundo livro a empatia com as personagens é ainda maior, sobretudo com André, o protagonista e China Girl, a espia do Oriente , que decide trair a organização onde está inserida e aliar-se a André. Mas como num bom livro de espionagem, não se pode confiar verdadeiramente em ninguém e num instante o nosso maior aliado pode passar para o lado do inimigo num abrir e fechar de olhos. E é esse suspense que mais me surpreendeu no livro.

Levando-nos para diversos locais do globo, desde Budapeste, Dubai, Londres, passando para os Jerónimos, fomos viajando quase que numa visita guiada por estes locais, ao mesmo tempo que fomos acompanhando André nas suas missões, cada vez mais perigosas.

A par das aventuras de André vamos acompanhando a sua vida pessoal e familiar. Sara, a sua irmã, depois do relacionamento falhado com o melhor amigo do seu irmão, parte para Londres, e os pais de André continuam em Portugal a tentar uma reconciliação com o filho depois de alguns segredos do passado terem sido descobertos. Mas ainda há muito por descobrir... o que leva a que não queiramos largar o livro por nada. 


Uma nota positiva para quem lê este segundo livro é que se por alguma razão não leu o primeiro ou se já se esqueceu de alguns detalhes, ao autor vai situando muito bem toda história passada para que o leitor não se sinta perdido, coisa que não acontece na maior parte das trilogias ou livros com seguimento.

De destacar algumas piadas que o autor faz ao longo do livro relativamente à classe política e à dura realidade de pessoas que sobem por meios pouco éticos na profissão.


Relativamente ao fim... O fim é inesperado... Não se faz isso com os leitores Nuno Nepomuceno. Como vou eu aguentar até ao próximo livro?




O primeiro livro da série: 
 A minha opinião aqui

segunda-feira, 9 de março de 2015

O Espião Português - Nuno Nepomuceno [Opinião]

Título: O Espião Português
Freelancer - Livro I
Autor: Nuno Nepomuceno
E se toda a sua vida não passar de uma mentira?
Edição/reimpressão: 2015
N.º de Páginas: 376
Editor: Top Books
PVP: 16,99€

Sinopse:
E se toda a sua vida, tudo aquilo em que acredita, não passar de uma mentira?
O que faria?

Quando André Marques-Smith, o jovem director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português é enviado à capital sueca, está longe de imaginar que aquele será um ponto de viragem na sua vida.

Ao serviço da Cadmo, a agência de espionagem semigovernamental para a qual secretamente trabalha, recupera a primeira parte de um grupo de documentos pertencentes a um cientista russo já falecido. Mas quando regressa a Portugal, tudo muda. Uma nova força obteve a segunda parte do projecto e, de uma forma violenta e aterrorizadora, resolveu mostrar ao mundo que está na corrida pelos estudos do cientista.

Por entre cenários reais de cidades como Estocolmo, Roma, Viena, Londres e Lisboa, a luta pelo inovador projecto começa, os disfarces sucedem-se, as missões multiplicam-se. E, enquanto é forçado a lidar com os condicionalismos de uma vida dupla, André vê-se inesperadamente envolvido num mundo de mentiras e traições, o mesmo que o levará a fazer uma descoberta que poderá mudar toda a Humanidade.

Vencedor do Prémio Literário Note 2012, O Espião Português funde elementos tradicionais da ficção de espionagem com uma abordagem inovadora, intimista e sofisticada. Thriller intenso e vertiginoso, ode à família, amizade e amor, este é um romance imprevisível e contemporâneo ao qual não conseguirá ficar indiferente.  

A minha opinião:  
Desde que foi o Vencedor do Prémio Literário Note 2012 que O Espião Português figurava na minha wishlist. No entanto, por uma razão ou outra nunca se tinha proporcionado a compra do livro e a consequente leitura do mesmo. O que é certo é que fui adiando uma agradável leitura.

Com a mudança para a Topbooks, Nuno Nepomuceno gentilmente ofereceu-me um exemplar do seu novo livro, com uma capa bastante mais atrativa, e parti para a sua leitura quase de imediato.

É certo e sabido que gosto de policiais, contendo eles crimes, espionagem ou intriga, pelo que era difícil não ficar indiferente a este André Marques-Smith, um espião português com uma vida intrigante. A trabalhar para a Cadmo, uma agência de espionagem ultra secreta na qual já trabalharam os seus pais e cujo um dos fundadores foi o seu avô, André levava uma vida completamente secreta. Aparentemente trabalhava para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que servia de fachada para a sua atividade clandestina.



No decorrer da leitura vamos conhecendo todas as facetas do protagonista: a sua atividade como espião, como empregado no ministério e como filho, amigo e irmão. André é um homem inteligente mostrando estar em excelente forma física para o desempenho das suas funções enquanto espião, mas também os seus conhecimentos académicos dentro do ministério que muito agradam o Ministro que vê nele o seu braço direito. A nível pessoal, André é um filho exemplar. Tem como melhor amigo Nuno, relações públicas na SIC, e teve uma paixão por uma rapariga que acabaria por deixá-lo passado pouco tempo, mas esse rompimento acabaria por ser mal resolvido deixando André num sofrimento atroz.

Todo este entrosamento na vida de André resulta bastante bem, transformando O Espião num excelente livro.

Sem querer adiantar muito mais da história, pelo final André vai ainda descobrir algo do seu passado que vai abalá-lo... o que deixa ainda mais curiosidade para a leitura do segundo livro do autor.


 



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