Título: Morte nas Trevas
As Investigações de Gabriel Ponte - Vol. 3
Autor: Pedro Garcia Rosado
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 352
Editor: TopSeller
Coleção: As Investigações de Gabriel Ponte
PVP: 17,69€
Sinopse:
Gabriel Ponte está finalmente decidido a dedicar-se à investigação privada, pondo fim à inatividade a que uma reforma antecipada da Polícia Judiciária o condenou.
O seu primeiro trabalho como detetive particular consiste em encontrar duas mulheres desaparecidas em Portugal, a pedido de um homem e de uma mulher de origem romena, antigos agentes da Securitate, a polícia política do ditador Ceausescu.
A sua investigação vai conduzi-lo a um confronto com um industrial romeno que cria porcos numa zona rural do concelho de Caldas da Rainha, e que esconde, afinal, segredos hediondos. À medida que avança neste caso, que vai pôr em risco a vida da sua própria família, Gabriel Ponte recebe a ajuda inesperada de um ex--oficial do KGB e das forças especiais russas, ao mesmo tempo que se torna o alvo da atenção de um inspetor da PJ, obcecado pela justiça.
A minha opinião:
Morte nas Trevas é o terceiro livro da série das investigações do inspector Gabriel Ponte e não podia terminar da melhor maneira: com um gostinho urgente de ler o próximo livro.
Nesta fase Gabriel, apesar de reconciliado com Filomena, continua a viver nas Caldas da Rainha, tendo por única companhia Luisinha, uma cocker castanha, amorosa. Leva uma vida pacata até que um dia recebe uma proposta que julga ser irrecusável. Apesar de aposentado da Polícia Judiciária, Gabriel ainda sente o gosto por uma investigação, e já que não pode fazê-la como policia vai fazê-lo como detective particular.
A finalidade é descobrir o paradeiro de duas mulheres, de origem romena, desaparecidas em Portugal.
A investigação leva-o a uma criador de porcos, também ele de origem romena, que vive nas Caldas, sendo visto por quase toda a população como um mecenas e um defensor do povo cigano.
O que, aparentemente, é um caso simples de resolver, depressa se torna mais complicado do que o que parece. Os romenos que o contrataram não lhe disseram toda a verdade, e o mecenas Mircea Drekke parece ter motivos para esconder alguma coisa dentro da sua vastíssima propriedade, em Salir do Porto.
Para o ajudar neste caso Gabriel conta com ajuda do enigmático Ulianov, a primeira guest star do livro, personagem presente em "Ulianov e o Diabo" e no livro "Vermelho da Cor do Sangue" da série "Não Matarás".
Ao mesmo tempo, em Lisboa, Filomena tem uma notícias em primeira mão: o assassinato de um ourives, também ele romeno, cujas circunstâncias são um tanto ou quanto estranhas. Quem testemunha o crime, apesar de não saber quem são os assassinos, é a tia do director do jornal, que tem acesso visual privilegiado da cena do crime.
É aqui que entra em cena a segunda guest star presente noutros livros de Pedro Garcia Rosado, da série "Não Matarás", o inspector Joel Franco.
Escrito a um ritmo estonteante, é difícil o leitor parar até chegar ao final do livro. Gostei do facto de Pedro Garcia Rosado ter inserido neste livro algumas personagens de outros livros seus, que foram marcantes pela suas personalidade, o que enriqueceu ainda mais esta obra.
O final deixa em aberto um novo livro que promete ser ainda (se é que é possível) melhor do que Morte nas Trevas.
Sempre que leio um livro do autor fico na expectativa de conhecer toda a sua obra (confesso que ainda me faltam alguns dos seus livros). Pena é que muitos dos seus livros, editados por outras editoras já não estejam à venda no mercado livreiro, restando-me a esperança de os encontrar em alfarrabistas ou em leilões pela Internet.
Os dois primeiros livros da série:
Podem ler as opiniões aqui
Opiniões de dois livros da trilogia da série "Não Matarás":
Podem ler as opiniões aqui
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Garcia Rosado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Garcia Rosado. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 21 de maio de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Vermelho da Cor do Sangue - Pedro Garcia Rosado [Opinião]
Título: Vermelho da Cor do Sangue
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editor: Asa
Colecção: Não Matarás
N.º de Páginas: 304
PVP: 4.90€
Sinopse:
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editor: Asa
Colecção: Não Matarás
N.º de Páginas: 304
PVP: 4.90€
Sinopse:
Quando
um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do
banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas,
deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi
também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do partido
comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro
de 1975 e aí desapareceu misteriosamente. Enquanto o inspector Joel
Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o
passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o
próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector
do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi
camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional
desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um
angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto.
Na busca do documento,
todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a
Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou
dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda
para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu
militares revolucionários, banqueiros, assassinos … E várias garrafas
de Barca Velha.
A minha opinião:
Com um estilo que já é habitual, Pedro Garcia Rosado levanta uma ferida que continua a ser bem presente na realidade portuguesa: a corrupção na política portuguesa e a impunidade dos mais poderosos.
Inserido na série "Não Matarás" da qual já li o primeiro livro A Cidade do Medo, este Vermelho da Cor do Sangue, como o nome e a capa sugerem está relacionado com o comunismo de Lenine, com a Máfia de Leste, com o PREC e com negócios pouco claros relativamente a jóias e a negócios da banca.
Tudo começa quando Joel Franco, o inspector já conhecido da série, é chamado ao local do crime. Um segurança foi morto na sequência de um assalto à casa do banqueiro do Banco Global, Ramiro de Sá. A reacção do banqueiro levanta suspeitas logo de início. Primeiro por não revelar o primeiro nome da vítima mortal e depois por não revelar o que foi roubado no cofre.
Além das jóias, foi retirado do cofre um passaporte pertencente a um emissário do partido comunista da União Soviética, Valentim Zadenko, que desencadeará uma onda de mortes, a maior parte delas arrepiantes.
O facto de ter muitos personagens de leste, inseridas em organizações diferentes, fez com que não entrasse logo de primeira no enredo. Mas depressa isso se dissipou. O autor criou, inclusive, uma lista das personagens e o seu papel na trama no início do livro, para que o leitor não se sinta perdido.
Presente em todos os livros que li de Pedro Garcia Rosado são os capítulos curtos, acompanhados por uma frase misteriosa, mas sempre reveladora do que se vai passar aí, o que facilita ainda mais a compreensão da narrativa.
Apesar de pertencer à mesma coleção, este livro não está directamente relacionado com o primeiro, apenas tendo em comum o inspector que investiga os casos, Joel Franco, podendo ler-se separadamente.
Fiquei ainda com mais curiosidade em ler o último livro da série, Triângulo, desejando que neste se solucione a estranha morte do amigo de Joel Franco, Augusto, que o marcou profundamente e que é sempre relembrado por ele em cada caso que tem em mãos.
Bom!
O primeiro livro da série "Não Matarás"
A Cidade do Medo - opinião aqui
Com um estilo que já é habitual, Pedro Garcia Rosado levanta uma ferida que continua a ser bem presente na realidade portuguesa: a corrupção na política portuguesa e a impunidade dos mais poderosos.
Inserido na série "Não Matarás" da qual já li o primeiro livro A Cidade do Medo, este Vermelho da Cor do Sangue, como o nome e a capa sugerem está relacionado com o comunismo de Lenine, com a Máfia de Leste, com o PREC e com negócios pouco claros relativamente a jóias e a negócios da banca.
Tudo começa quando Joel Franco, o inspector já conhecido da série, é chamado ao local do crime. Um segurança foi morto na sequência de um assalto à casa do banqueiro do Banco Global, Ramiro de Sá. A reacção do banqueiro levanta suspeitas logo de início. Primeiro por não revelar o primeiro nome da vítima mortal e depois por não revelar o que foi roubado no cofre.
Além das jóias, foi retirado do cofre um passaporte pertencente a um emissário do partido comunista da União Soviética, Valentim Zadenko, que desencadeará uma onda de mortes, a maior parte delas arrepiantes.
O facto de ter muitos personagens de leste, inseridas em organizações diferentes, fez com que não entrasse logo de primeira no enredo. Mas depressa isso se dissipou. O autor criou, inclusive, uma lista das personagens e o seu papel na trama no início do livro, para que o leitor não se sinta perdido.
Presente em todos os livros que li de Pedro Garcia Rosado são os capítulos curtos, acompanhados por uma frase misteriosa, mas sempre reveladora do que se vai passar aí, o que facilita ainda mais a compreensão da narrativa.
Apesar de pertencer à mesma coleção, este livro não está directamente relacionado com o primeiro, apenas tendo em comum o inspector que investiga os casos, Joel Franco, podendo ler-se separadamente.
Fiquei ainda com mais curiosidade em ler o último livro da série, Triângulo, desejando que neste se solucione a estranha morte do amigo de Joel Franco, Augusto, que o marcou profundamente e que é sempre relembrado por ele em cada caso que tem em mãos.
Bom!
O primeiro livro da série "Não Matarás"
A Cidade do Medo - opinião aqui
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A Cidade do Medo - Pedro Garcia Rosado [Opinião]
Título: A Cidade do Medo
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Asa
Colecção: Não Matarás
N.º de Páginas: 293
PVP: 4,90€
Sinopse:
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Asa
Colecção: Não Matarás
N.º de Páginas: 293
PVP: 4,90€
Sinopse:
Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo
cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a
que se possa dedicar muito tempo. Mas a situação altera-se na manhã
seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na
Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O
serial killer começa, porém, a deixar pistas – e estas apontam para um
culto satânico, mas também para a maçonaria. Com o medo a instalar-se em
Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e
enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de
crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na
própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram
transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio
ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual
pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do
Ambiente…
E em breve vão estar frente a frente dois homens que,
à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel
Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada
homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima
norma que regula a sociedade humana: «Não matarás.»
A minha opinião:
Quem já leu pelo menos um dos livros de cada série de Pedro Garcia Rosado constata que o autor português tem uma fórmula: juntar a polícia a um elemento do jornalismo, nas investigações em curso.
Primeiro livro da colecção de thrillers intitulado "Não Matarás", publicado em 2010 pela Asa, A Cidade do Medo tem uma boa dose de crueldade, acção, intriga, tudo o que um leitor de thrillers gosta de ver retratados.
O assassino em série intitula-se o Sanitizador de Lisboa e tem como principais alvos os sem-abrigo lisboeta, que indefesos e à margem da sociedade são um alvo fácil para este. As primeiras vítimas são atingidas por 18 facadas em várias partes do corpo o que leva a polícia, e sobretudo Joel Franco, o detective encarregado do caso, a pensar que os assassinatos podem estar ligados a um ritual satânico.
Mas depressa os alvos passam a ser prostitutas e um jovem estudante e tudo muda de figura na investigação.
Mostrando-se bastante perspicaz na descoberta de novas pistas, Joel Franco, o protagonista desta série, vai palmilhando o caminho que o poderá levar para um segredo bem mais escabroso do que aquilo que pensava inicialmente.
O assassino é quase logo desvendado pelo leitor, embora não tire o interesse da continuação da leitura do livro. Passado entre Lisboa e Brasil, em espaços temporais que distam 5 anos, cedo conseguimos perceber quem é o assassino, embora não saibamos o que o move. Por isso mesmo é que vai trocando as voltas da polícia e não deixa vestígios nem para os adversários que pretende atingir indirectamente.
Os crimes são atrozes e passam-se todos nas partes mais importantes da cidade de Lisboa, o que exaspera Guilherme Vau, o presidente da Câmara. Ele próprio deseja que esta investigação tenha um fim... mas pode não ser o fim que ele deseja.
Como nos outros livros que li, Pedro Garcia Rosado aborda temas actuais e pertinentes como o caso dos sem-abrigo, a construção do aeroporto inicialmente pensada na Ota, a importância dos media, a corrupção na política e na própria polícia...
Com capítulos curtos, o que ajuda à leitura do livro e com um protagonista um pouco diferente de Gabriel Ponte que não mantém qualquer relação com a sua família. Franco tem namorada e uma cadela e todos parecem bastante felizes no relacionamento. A vantagem de Franco é que não mantém qualquer relação com o jornalista do canal TVN, que apresenta uma rubrica sobre crimes :)
Um livro que muito além do policial é também uma grande reflexão acerca do que se vai passando no nosso país. Excelente.
Excerto:
"Limparei Lisboa de todos os infra-homens." "Sou o Sanitizador de Lisboa."
"Os mortos podem esperar por nós, mas os assassinos não."
Quem já leu pelo menos um dos livros de cada série de Pedro Garcia Rosado constata que o autor português tem uma fórmula: juntar a polícia a um elemento do jornalismo, nas investigações em curso.
Primeiro livro da colecção de thrillers intitulado "Não Matarás", publicado em 2010 pela Asa, A Cidade do Medo tem uma boa dose de crueldade, acção, intriga, tudo o que um leitor de thrillers gosta de ver retratados.
O assassino em série intitula-se o Sanitizador de Lisboa e tem como principais alvos os sem-abrigo lisboeta, que indefesos e à margem da sociedade são um alvo fácil para este. As primeiras vítimas são atingidas por 18 facadas em várias partes do corpo o que leva a polícia, e sobretudo Joel Franco, o detective encarregado do caso, a pensar que os assassinatos podem estar ligados a um ritual satânico.
Mas depressa os alvos passam a ser prostitutas e um jovem estudante e tudo muda de figura na investigação.
Mostrando-se bastante perspicaz na descoberta de novas pistas, Joel Franco, o protagonista desta série, vai palmilhando o caminho que o poderá levar para um segredo bem mais escabroso do que aquilo que pensava inicialmente.
O assassino é quase logo desvendado pelo leitor, embora não tire o interesse da continuação da leitura do livro. Passado entre Lisboa e Brasil, em espaços temporais que distam 5 anos, cedo conseguimos perceber quem é o assassino, embora não saibamos o que o move. Por isso mesmo é que vai trocando as voltas da polícia e não deixa vestígios nem para os adversários que pretende atingir indirectamente.
Os crimes são atrozes e passam-se todos nas partes mais importantes da cidade de Lisboa, o que exaspera Guilherme Vau, o presidente da Câmara. Ele próprio deseja que esta investigação tenha um fim... mas pode não ser o fim que ele deseja.
Como nos outros livros que li, Pedro Garcia Rosado aborda temas actuais e pertinentes como o caso dos sem-abrigo, a construção do aeroporto inicialmente pensada na Ota, a importância dos media, a corrupção na política e na própria polícia...
Com capítulos curtos, o que ajuda à leitura do livro e com um protagonista um pouco diferente de Gabriel Ponte que não mantém qualquer relação com a sua família. Franco tem namorada e uma cadela e todos parecem bastante felizes no relacionamento. A vantagem de Franco é que não mantém qualquer relação com o jornalista do canal TVN, que apresenta uma rubrica sobre crimes :)
Um livro que muito além do policial é também uma grande reflexão acerca do que se vai passando no nosso país. Excelente.
Excerto:
"Limparei Lisboa de todos os infra-homens." "Sou o Sanitizador de Lisboa."
"Os mortos podem esperar por nós, mas os assassinos não."
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Morte na Arena - Pedro Garcia Rosado [Opinião]
Título: Morte na ArenaAutor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Topseller
N.º de Páginas: 352
PVP: 14,86€
Sinopse:
«Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.
As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.
Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.»
A minha opinião:
Quem lê pela primeira vez Pedro Garcia Rosado e é fã de policiais sangrentos não vai conseguir parar de ler todos os livros do autor. Conheci-o apenas com Morte com vista para o Mar, mas este Morte na Arena (ambos da Topseller) deixou-me completamente rendida.
Se em Morte com vista para o Mar o cenário era Caldas da Rainha, cidade onde reside o autor, em Morte na Arena partimos para Lisboa, e para os túneis subterrâneos que dela fazem parte. E é por aqui que se passará parte da trama.
Gabriel Ponte, apesar de já não pertencer à judiciária, vê-se envolvido, mais uma vez, numa investigação que lhe cai praticamente às mãos.
O aparecimento de quatro homens mortos numa casa abandonada e junto a eles um braço decepado que não pertence a nenhum desses homens gera um ambiente de estupefacção por parte dos agentes de investigação. E quando se descobre que o membro pertence ao corpo de uma jovem de 16 anos, filha de um dirigente político, desaparecida há cinco meses, ainda faz com que a polícia se envolva mais.
Dos quatro mortos, três pertencem ao corpo de intervenção da PSP e um ao Grupo de Intervenção de Operações Especiais da GNR e é aqui que entra Gabriel: um dos mortos foi seu amigo...
Apesar de saber que vai entrar em conflito com a sua ex-mulher, Patrícia, Gabriel sente uma obrigada para com a viúva do seu amigo, que lhe pede para que descubra o culpado da sua morte. A par de Patrícia, entra também na história a jornalista da área criminal de um dos jornais mais lidos, Filomena Coutinho.
Com o decorrer da investigação vão-se descortinando algumas coisas, se bem que nunca claras, aumentando cada vez mais o suspense. A política, mais uma vez, é um tema recorrente, mostrando o quão é poderoso o poder dos políticos e magistrados, dando muito que pensar, nomeadamente do que poderá passar da ficção para a realidade.
Nem tudo o que parece é e o que nos pode passar intocável e até improvável em Morte na Arena acaba por não ser. E o que se passa nos túneis sombrios de Lisboa, onde habitam seres à parte da sociedade, tendo como uma espécie de defensor o Diabo, uma personagem caricata, mas bastante importante para toda a envolvência da história.
Este é o nono livro de Pedro Garcia Rosado e só lamento não o ter conhecido mais cedo. Resta-me comprar alguns livros que ainda estão disponíveis nas plataformas online.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Morte com Vista para o Mar - Pedro Garcia Rosado [Opinião]
Título: Morte com Vista para o Mar
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Topseller
N.º de Páginas: 320
PVP: 16,49€
Sinopse:
Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal.
Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.
As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affair com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?
A minha opinião:
Logo que este livro saiu fiquei com muita curiosidade até porque não tinha lido ainda nada de Pedro Garcia Rosado. Finalmente tive oportunidade de comprá-lo e não mais o larguei. Apesar de este não ser o primeiro livro escrito pelo autor, Morte com Vista para o Mar é o primeiro volume de uma série onde entra o ex-inspector Gabriel Ponte, de Patrícia Ponte, sua ex-mulher, e da jornalista Filomena Coutinho.
Residente nas Caldas da Rainha, o autor decidiu escolher como cenário para os crimes este concelho de Portugal, colocando-o num esquema de corrupção e interesse de construção de um resort numa grande área de espaços verdes.
O livro começa com a morte brutal do professor catedrático Alberto Morgado, que é assassinado à machadada. Para os amantes de género de literatura este começo promete :)
Para que resolver este atroz crime é chamado uma inspectora de Lisboa, Patrícia Ponte, que causa desde logo estranheza nos meios de comunicação locais e nacionais, que não vêem mesmo assim ligação para tal chamada.
De facto, a ligação de Patrícia com este crime é muito maior do que se possa imaginar e quando pede ao seu ex-marido, Gabriel, para a ajudar neste caso, problemas do passado de ambos começam a descobrir-se. Por coincidência, Gabriel habita há alguns anos nas Caldas e, sem saber, era vizinho da vítima.
Com o decorrer da investigação vão-se descobrindo negócios paralelos que têm vindo a ser desmascarados por um blogue anónimo e que prejudicam muita gente, sobretudo com influência no concelho.
Com capítulos curtos e frase marcantes de delimitam cada capítulo, Morte com Vista para o Mar é uma grande estreia desta série. Gostei da forma como é descrito o assassinato, a forma como toda a investigação decorre, e o facto de entrar em cena numa jornalista que partilha do passado de ambos os investigadores dá mais realce à narrativa. Tudo isto vai justificar a solidão do próprio ex-inspector, que tem como única companhia a cadela Filó.
Um livro cheio de adrenalina no final, mostrando que os bons vencem sempre.
Estou ansiosa por ler o segundo volume desta série, que, felizmente, será muito em breve.
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Topseller
N.º de Páginas: 320
PVP: 16,49€
Sinopse:
Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada na casa onde vivia sozinho. Patrícia, inspetora-coordenadora da PJ, pede ajuda ao seu ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspector da Polícia Judiciária, que assim regressa ao mundo da investigação criminal.
Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica.
As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affair com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?
A minha opinião:
Logo que este livro saiu fiquei com muita curiosidade até porque não tinha lido ainda nada de Pedro Garcia Rosado. Finalmente tive oportunidade de comprá-lo e não mais o larguei. Apesar de este não ser o primeiro livro escrito pelo autor, Morte com Vista para o Mar é o primeiro volume de uma série onde entra o ex-inspector Gabriel Ponte, de Patrícia Ponte, sua ex-mulher, e da jornalista Filomena Coutinho.
Residente nas Caldas da Rainha, o autor decidiu escolher como cenário para os crimes este concelho de Portugal, colocando-o num esquema de corrupção e interesse de construção de um resort numa grande área de espaços verdes.
O livro começa com a morte brutal do professor catedrático Alberto Morgado, que é assassinado à machadada. Para os amantes de género de literatura este começo promete :)
Para que resolver este atroz crime é chamado uma inspectora de Lisboa, Patrícia Ponte, que causa desde logo estranheza nos meios de comunicação locais e nacionais, que não vêem mesmo assim ligação para tal chamada.
De facto, a ligação de Patrícia com este crime é muito maior do que se possa imaginar e quando pede ao seu ex-marido, Gabriel, para a ajudar neste caso, problemas do passado de ambos começam a descobrir-se. Por coincidência, Gabriel habita há alguns anos nas Caldas e, sem saber, era vizinho da vítima.
Com o decorrer da investigação vão-se descobrindo negócios paralelos que têm vindo a ser desmascarados por um blogue anónimo e que prejudicam muita gente, sobretudo com influência no concelho.
Com capítulos curtos e frase marcantes de delimitam cada capítulo, Morte com Vista para o Mar é uma grande estreia desta série. Gostei da forma como é descrito o assassinato, a forma como toda a investigação decorre, e o facto de entrar em cena numa jornalista que partilha do passado de ambos os investigadores dá mais realce à narrativa. Tudo isto vai justificar a solidão do próprio ex-inspector, que tem como única companhia a cadela Filó.
Um livro cheio de adrenalina no final, mostrando que os bons vencem sempre.
Estou ansiosa por ler o segundo volume desta série, que, felizmente, será muito em breve.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











