quinta-feira, 1 de julho de 2021

Instinto - Ashley Audrain [Opinião]

Título: Instinto
Autor:  Ashley Audrain
Editor: Suma de Letras
N.º de Páginas: 344

Sinopse: 

Blythe Connor está determinada a ser a mãe afectuosa e solidária que nunca teve. No entanto, no auge dos esgotantes primeiros dias de maternidade, Blythe convence-se de que alguma coisa não está bem com Violet.


Com o passar do tempo, a sensação agrava-se: a filha é distante, rejeita o afecto e revela-se cada vez mais perturbadora. Ou estará tudo apenas na cabeça de Blythe?

O marido diz que ela está a imaginar coisas. Quanto mais Fox ignora os seus receios, mais ela se questiona sobre a sua própria sanidade mental.

Quando nasce o filho mais novo, tudo parece melhorar: Blythe sente com Sam a ligação que sempre imaginou; Violet acalma e parece adorar o irmão mais novo.

Mas, de repente, tudo muda e Blythe não poderá mais ignorar a verdade sobre o seu passado e sobre a sua filha. Onde está a verdade quando tudo tem duas caras?

A minha opinião:
Este é um livro que mexe connosco, sobretudo se o leitor é mulher. Quando nasce um filho há logo uma relação de amor de mãe? Será que o instinto materno surge logo que damos à luz?

Depois de algum tempo casados, Blythe e Fox decidem dar mais um passo na relação e ter um bebé. Blythe deseja ser a mãe que nunca teve, mas assim que o bebé nasce o sentimento de amor materno não surge e, depois do que me parece ser uma depressão pós-parto, Blythe começa a perceber que algo de estranho se passa com a sua filha.

Incapaz de conseguir criar laços com ela, já que Violet também parece não se sentir à vontade com a mãe, a relação de ambas torna-se cada vez mais distante, ao passo que o relacionamento com o pai se torna cada vez mais fortalecido.
 
Até que nasce um segundo filho e tudo parece mudar. A relação de Blythe com Sam é totalmente diferente e até Violet parece estar mudada, mas de repente algo vai acontecer...
 
Vamos ver esta história de várias perspectivas. Contada na segunda pessoa pela protagonista, numa espécie de carta que deixa ao seu marido, na primeira pessoa, narrado por Violet, e na terceira pessoa contado pela avó e mãe de Blythe, o que nos faz entrar melhor na história e perceber o que se passa bem para lá dela.

Esta é uma história que agarra o leito e que coloca questões sobre a maternidade, o que é se mãe, colocando as mulheres permanentemente à prova.

Apesar de não ter tido um final surpreendente este é um livro marcante.


 


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