terça-feira, 15 de junho de 2021

Luto - Eduardo Halfon [Opinião]

 

Título: Luto
Autor: Eduardo Halfon
Editor: Dom Quixote
N.º de Páginas: 112

Sinopse: 
Prémio do Melhor Livro Estrangeiro (França)
Prémio Edward Lewis Wallant (EUA)
Prémio Internacional do Livro Latino (EUA)
Prémio das Livrarias de Navarra (Espanha)

Halfon viaja até à velha casa dos avós, nas margens do lago de Amatitlán, onde em criança costumava passar os fins de semana antes de a família se transferir para a Florida, devido à violenta situação política vivida na Guatemala em princípios da década de 1980. A partir do momento em que pisa o Amatitlán, tudo aquilo que o cerca desencadeia um turbilhão de memórias de infância — algumas ligadas à sua infância na Guatemala, outras dos primeiros anos passados nos Estados Unidos.

Em subtis mas magistrais pinceladas, as recordações de Halfon vão-se conjugando aos poucos para desvendar segredos familiares profundos: a história de Salomón ou, talvez mais rigorosamente, a ausência dessa história, uma vez que ninguém na família falava abertamente dele. E aos poucos começamos a ver as informações dispersas que Halfon conseguiu reunir em criança.

Com Luto, traduzido por José Teixeira de Aguilar, Eduardo Halfon regressa ao universo que tem vindo a construir há anos em torno da personagem chamada Eduardo Halfon — que pode ou não ser o autor — e da história da sua família. Desta feita, centra-se no lado paterno da família: emigrantes judeus libaneses que se radicaram nos Estados Unidos e na Guatemala.

A minha opinião: 
Este multipremiado romance foi para mim uma desilusão. Achei o livro confuso e pouco atrativo, apesar da sinopse e da capa tentadoras.
 
Vamos acompanhar Halfon ao local onde, em criança, costumava passar os fins de semana. O Lago Amatitlan, na Guatemala, desencadeia um sem número de recordações ao protagonista, que teve de sair do país, ainda em pequeno, devido à situação política vivida no início da década de 80.



 
O segredo que a família guarda sobre a morte do seu tio Salomón vai fazer com que Halfon viaje até ao seu país Natal e, em pequenos fragmentos, comece a recordar a sua infância, mas também toda a situação pela qual passaram os judeus libaneses na Guatemala que tiveram de fugir para os Estados Unidos.




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