segunda-feira, 18 de abril de 2022

A Maldição - Lourenço Seruya [Opinião]

 

Título: A Maldição
Autor: Lourenço Seruya
Editor: Cultura Editora
N.º de Páginas: 384

Sinopse: 
A mais recente investigação do inspetor Bruno Saraiva leva-o até ao Teatro da Passagem, em Lisboa.
A Pedra do Pecado foi representada apenas duas vezes em Portugal, uma em 1977 e outra em 1982.
Foram encenadas por companhias diferentes, mas houve um acontecimento comum: em ambas as estreias morreu a atriz principal.
Apesar de essas mortes terem sido consideradas de causas naturais, surgiu a crença de que a peça estaria amaldiçoada…
Durante muito tempo nenhum encenador ousou voltar a pegar nesse texto.
Até que, quarenta anos depois, o Teatro da Passagem decide levá-la à cena novamente…
O dia da estreia chega finalmente e o ambiente é de tensão e nervosismo. Será que A Pedra do Pecado está mesmo amaldiçoada? Será que naquela estreia vai voltar a haver uma morte?

O público acorreu em massa ao Teatro da Passagem, enchendo a sala como há muito não acontecia. Nos bastidores, os atores já estão prontos a entrar em palco. O pano sobe e o espetáculo começa… Mas um deles não vai chegar vivo ao final.




Depois de A Mão que Mata, Lourenço Seruya coloca como cena do crime uma peça de teatro. A Pedra do Pecado foi a cena duas únicas vezes e há quem diga que está amaldiçoada. Isto porque das duas vezes em que estreou a protagonista acaba por morrer vítima de circunstâncias inexplicáveis. 

Quarenta anos depois, uma conhecida encenadora e filha da anterior dona do Teatro da Passagem decide colocar em cena a tão temível peça e como já era de esperar algo tenebroso acontece.
 Obviamente que sendo este livro um policial o leitor já está à espera de um crime. Mas quem será que vai morrer desta vez? E se foi assassinado qual o motivo?

Bruno Saraiva e Diana, já conhecidos do leitor, vão ser chamados para a investigação deste crime e provam estar à altura mais uma vez. Os suspeitos não são muitos, mas não é fácil perceber quem esteve por detrás do assassinato, nem os seus motivos. 

Confesso que suspeitei desde o início da personagem que acabaria por ser acusada, mas o motivo passou-me completamente ao lado. 

Contrariamente A Mão que Mata, o autor focou-se mais na investigação e na vida dos atores e não na vida de Bruno e Diana, o que acaba por não criar tanta empatia com os investigadores. 
É um livro que se lê num fôlego, muito bem escrito e com personagens interessantes, no entanto, esperava mais desenvolvimento sobre a vida de Bruno e Diana já que são as personagens que nos ligam ao anterior livro. 






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