domingo, 4 de julho de 2021

A Mão que Mata - Lourenço Seruya [Opinião]

 

Título: A Mão que Mata
Autor: Lourenço Seruya
Editor: Cultura Editora
N.º de Páginas: 320

Sinopse: 
Numa fria manhã de inverno, é encontrado um cadáver numa mansão na Serra de Sintra.
A família Ávila estava aí reunida para formalizar as partilhas patrimoniais, na sequência do falecimento do patriarca e jamais imaginava que o processo seria interrompido daquela forma.
O Inspetor Bruno Saraiva e a sua brigada da PJ são chamados a investigar, deparando-se com um caso peculiar: a vítima não era propriamente adorada pelos familiares, mas também ninguém tinha motivos para a querer morta. Terá o homicídio resultado de um assalto?

As opiniões dividem-se e a família Ávila não parece muito disposta a colaborar com a polícia.
Até que é encontrado um segundo cadáver na mansão…

Bruno Saraiva não tem dúvidas que o assassino está naquela casa, mas não tem ninguém que o apoie nesta teoria. Sem provas concretas que sustentem a sua crença, o Inspetor faz uma viagem-relâmpago a uma aldeia do Norte. Aí, toma conhecimento de uma informação que o põe no encalço do assassino: alguém que está disposto a tudo para esconder um terrível segredo.



O autor é fã de Agatha Christie e isso nota-se logo no início do seu livro. Um corpo é encontrado numa mansão e o assassino terá de ser um dos elementos da família Ávila ou então os criados. 
Numa altura em que todos se reuniram para formalizar as partilhas, a tia destes acaba por aparecer, assassinada, na sala. Tal situação gera suspeitas em cada um deles, até porque este membro da família não era adorado por ninguém. 

Os familiares veem assim interrompidos os seus intentos e terão de chamar a PJ por forma a averiguar o caso o mais urgente possível. A teoria de assalto vem à tona, mas Bruno Saraiva, inspector encarregue do caso, não acha muito plausível e começa a escrutinar tudo à sua volta. E é aqui que começamos a conhecer os segredos de cada um dos casais, assim como os possíveis motivos para quererem a sua tia morta. 

Qual Poirot, Bruno Saraiva mostra-se um detective seguro e com vontade de descobrir o crime sem quaisquer falhas. 

Sintra com o seu quê de misterioso e sombrio, volta a remeter-nos para os policiais de Christie, que adoro, assim como a narrativa cinematográfica, que faz com que estejamos a "entrar" em cena, como se nós próprios fizemos parte das personagens. 

E foi isso que mais gostei neste primeiro livro de Lourenço Seruya que nos brinda com uma narrativa fluída, sem espaços mortos ou "enchimento de chouriços". Ao mesmo tempo cria várias perspectivas dos acontecimentos, que nos fazem recair num suspeito numa primeira instância, para depressa mudarmos de opinião noutra ocasião. 

Pela forma como a personagem principal foi criada, dá-nos ainda a impressão que Bruno Saraiva vai continuar com as suas investigações, para deleite daqueles que apreciaram o seu primeiro livro, como foi o meu caso. 









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