terça-feira, 7 de abril de 2020

O Ladrão de Tatuagens - Alison Belsham [Opinião]

Título: O Ladrão de Tatuagens
Autor: Alison Belsham
Editor: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 352

Sinopse: 
Um corpo encontrado em Brighton, dentro de um contentor, é uma má notícia. Mas é também uma oportunidade única para um polícia ambicioso, recém-promovido, mostrar aos seus superiores que a confiança que nele depositaram tem toda a razão de ser. Para tal, o inspetor Francis Sullivan tem de resolver o crime a todo custo num desafio levantado por um dos serial killers mais maquiavélicos do país. A peça-chave da investigação tem um nome, Marni Mullins, a tatuadora que encontrou o cadáver e que conhece a estranha alquimia do sangue e da tinta. Mas Marni tem um passado tempestuoso e muitas razões para desconfiar da justiça ...

O investigador Francis Sullivan precisa de ajuda. Há um serial killer à solta, a cortar as tatuagens dos corpos das suas vítimas ainda vivas, e Marni conhece esse mundo como a palma da sua mão.
Marni e Francis formam uma dupla absolutamente imbatível neste thriller cujo conceito e imagens são fortíssimos.

A minha opinião:
Um corpo é encontrado num contentor de lixo. Marni, a tatuadora que o encontrou, telefona a polícia, embora não revele o seu nome. Desde um problema que teve há uns anos, Marni abomina a polícia e não quer estar relacionada com nenhum caso. Mas quando se descobre que a vítima poderá ter sido morta por causa de uma tatuagem, Marni acaba quase por ser obrigada a colaborar na investigação. 

E é Marni a peça-chave de toda a trama, relegando o detective Francis Sullivan para segundo plano. Caso não fosse a perspicácia dela muito provavelmente o assassino nunca teria sido apanhado.  
Francis Sullivan enfrenta o primeiro caso da carreira, mas também a hostilidade do seu parceiro, que não aceitou bem ser subordinado de um inspector tão novo. Isso não vai facilitar nada na investigação. 

Este é um thriller sombrio, passado nas ruas de Brighton, onde um assassino maquiavélico esfola vivas as suas vítimas. Fã de taxidermia e de pele humana tatuada, depressa a história me remeteu para outro livro, O Perfume de Suskind, e para o caso verídico de Ed Gein, o assassino em série que depois de matar as suas vítimas, retirava a pele e fazia dela decoração da casa. 

Para quem não está habituado a ler o género, este é um livro bastante gráfico no que toca à descrição das mortes, podendo chocar os leitores mais sensíveis. Por outro lado, os fãs do género vão gostar desta abordagem, que pode parecer muito próxima da realidade. 

Pelo que me foi dado perceber, este será o primeiro livro de uma série, pelo que aguardo ansiosamente pelo próximo, até porque estou curiosa em relação à evolução do detective que não me impressionou por aí além. 


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