Autor: Luize Valente
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 320
Sinopse:
Um bebé nascido nas barracas de Auschwitz em 1944 e uma sonata composta por um jovem oficial alemão dão origem a duas histórias que se cruzam…
Décadas depois do fim da II Guerra Mundial, Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, começa a levantar o véu do passado nazi da sua família a partir de uma partitura que lhe é revelada pela sua bisavó. A hipótese de que o avô, dado como morto antes do fim da guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro leva Amália a atravessar o oceano e a conhecer um casal de judeus sobreviventes do Holocausto.
A ascensão do nazismo em Berlim, a saga dos judeus húngaros, os mistérios ocorridos no campo de extermínio da Polónia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos oferecem os caminhos que Amália irá percorrer para desvendar o enigma. Dando corpo a uma narrativa elaborada com extrema sensibilidade e precisão investigativa, Luize Valente envolve o leitor em mistério, suspense e nos sentimentos mais profundos.
Sinopse:
Um bebé nascido nas barracas de Auschwitz em 1944 e uma sonata composta por um jovem oficial alemão dão origem a duas histórias que se cruzam…
Décadas depois do fim da II Guerra Mundial, Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, começa a levantar o véu do passado nazi da sua família a partir de uma partitura que lhe é revelada pela sua bisavó. A hipótese de que o avô, dado como morto antes do fim da guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro leva Amália a atravessar o oceano e a conhecer um casal de judeus sobreviventes do Holocausto.
A ascensão do nazismo em Berlim, a saga dos judeus húngaros, os mistérios ocorridos no campo de extermínio da Polónia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos oferecem os caminhos que Amália irá percorrer para desvendar o enigma. Dando corpo a uma narrativa elaborada com extrema sensibilidade e precisão investigativa, Luize Valente envolve o leitor em mistério, suspense e nos sentimentos mais profundos.
A minha opinião:
Numa altura em que se comemoram 73 anos do Holocausto esta leitura não podia vir mais a calhar. Apesar de ser uma obra de ficção, Luize baseou a sua história numa sobrevivente de Auschwitz a residir no Brasil.
A história começa em Portugal, com Amália, uma portuguesa de ascendência alemã, que por mero acaso ouve uma conversa telefónica entre a sua avó e o pai.
Apesar da ligação nula por parte da família paterna, Amália parte para a descoberta da sua família na Alemanha. Lá conhece a sua bisavó, Frida, que decide contar parte da história da sua família. De facto, Frida viveu toda a vida na dúvida de que o filho poderá estar vivo e a residir no Rio de Janeiro. Uma das provas será uma sonata que Friedrich terá composto em homenagem a Haya.
É essa dúvida que faz com que Amália procure descobrir mais sobre o seu avô, um oficial nazi, que por um acaso do destino acaba por renunciar a tudo o que acreditou quando vê uma judia a dar à luz uma menina. Sabendo qual o destino que é dado aos bebés, o oficial promete proteger aquela bebé fugindo com ela.
E é através desta história principal que Luize nos transporta para a ascensão do nazismo na Alemanha através da vida de uma família judia. Uma família que levava uma vida bastante desafogada, que é levada a deixar tudo, arriscar por vezes a vida, e a fuga para a Hungria, país inicialmente neutro que lhe podia dar mais segurança.
À medida que vamos descobrindo mais sobre esta família judia, acaba por ser desvendada parte da história do nazismo quer na Alemanha, na Hungria ou na Roménia mostrando que o antissemitismo por parte dos romenos eram ainda maior do que o dos próprios alemães.
Livros sobre a temática do Holocausto proliferam nas livrarias. Mas é bom quando nos conseguimos surpreender e tocar com histórias como estas. Como disse anteriormente, este não é um livro baseado numa história verídica, mas a História está lá. Esta família judia não existe concretamente, mas existiram várias que passaram pelo mesmo ou ainda pior. E a questão que nos perguntamos recorrentemente é: "onde está Deus?"
"Pouco de concreto sei sobre o campo. O nome basta. Li, certa vez, algo que me marcou: «Se existiu Auschwitz, é sinal de que Deus não existe.» Só havia duas formas de se ter estado lá. Como prisioneiro ou como algoz."
E a forma como Luize Valente escreve e descreve o tema é de uma profundidade tal, que nos transporta todos aqueles locais, nas diferentes épocas. E isso é fundamental num romance deste género. Sonata em Auschwitz foi a minha estreia com a autora brasileira e não vou ficar por aqui.
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