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domingo, 14 de março de 2021

A vida, a memória e a família juntam-se em volta de uma mesa - o novo livro de José Luís Peixoto

Título: Almoço de Domingo
Autor:
José Luís Peixoto
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 264
Data de lançamento: 25 de março
PVP: € 17,70

Na véspera de cumprir noventa anos, um homem recorda o longo caminho da sua vida – este é o cenário de Almoço de Domingo, o novo livro de José Luís Peixoto, um romance biográfico que reconstrói parte da história portuguesa, olhada a partir de uma geo-grafia própria e de uma família. Chega às livrarias a 25 de março.

Almoço de Domingo decorre entre 1931 e 2021: é a história do senhor Rui, um homem marcante que revisita a sua vida, as suas memórias e recorda-ções. Este é um romance biográfico – próximo de uma biografia roman-ceada – de uma figura pública portuguesa, Manuel Rui Azinhais Nabeiro, personagem ímpar, com tanto de enigmático como de notável e genero-so. A sua vida é um filme cheio de aventuras, enredos de risco, apostas políticas ou de negócios, e segredos nunca contados por detrás de um sorriso. Até hoje.

Em pano de fundo, o Alentejo da raia, onde o contrabando é a resistên-cia contra a pobreza, tal como é a metáfora das múltiplas e imprecisas fronteiras que rodeiam a existência e a literatura. Através dessa entrada, chega-se muito longe, sem nunca esquecer as origens. Num percurso de várias gerações, tocado pela Guerra Civil de Espanha, pelo 25 de Abril, por figuras como Marcello Caetano ou Mário Soares e Felipe González, este é também um romance sobre a idade, sobre a vida contra a morte, sobre o amor profundo e ancestral de uma família reunida, em torno do patriarca, no seu almoço de domingo.

Sobre o autor:

José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatu-ra portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e es-trangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atri-buído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra literária em língua portuguesa do ano anterior. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), o Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil), entre outros. Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas rece-beu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. As suas mais recentes obras são Autobiografia (2019), na prosa, e Regresso a Casa (2020), na poesia. Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.




terça-feira, 11 de agosto de 2020

Regresso a Casa de José Luís Peixoto, um livro que não vão querer perder

Doze anos depois de Gaveta de Papéis, é Regresso a Casa que traz José Luís Peixoto de volta à poesia. O novo livro do autor de Autobiografia fala-nos a partir das quatro paredes de uma casa – e de todas as suas recordações em tempos de pandemia. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, os aromas, a família, a aldeia, o amor.
Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa.
«As estantes são ruas. Os livros são casas onde podemos entrar ou que podemos imaginar a partir de fora. Há livros que visitámos e há livros onde vivemos durante certas idades, conhecemos cada uma das suas divi-sões, trancámo-nos por dentro. Fomos jovens durante tantos capítulos mas, de repente, um dia, apercebemo-nos de que restavam cada vez me-nos páginas entre o polegar e o indicador.»
Regresso a Casa, de José Luís Peixoto, chega às livrarias a 14 de agosto.

«A poesia de José Luís Peixoto está voltada para o dia a dia, para o nosso real e para a sua disponibilidade, que é onde apenas as coisas são encontradas.» Fernando Guimarães, Jornal de Letras

Sobre o autor:
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatu-ra portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e es-trangeiras.
Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu o Prémio Oceanos para a melhor obra literária em língua portuguesa do ano anterior. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil), entre outros. Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Socie-dade Portuguesa de Autores.
Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. A sua mais recente obra é Autobiografia (2019). Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.





sexta-feira, 26 de junho de 2020

Regresso aos subúrbios com Bruno Vieira Amaral

Título: Uma ida ao motel 
Autor: Bruno Vieira Amaral
Género: Literatura/Contos
N.º de páginas: 192
Data de lançamento: 03 de julho
PVP: € 16,60

Há as mulheres desprezadas por maridos cruéis ou apenas distraídos, as avós guerreiras, os suicidas previsíveis, os pobres que resistem às adversidades, os adolescentes negros dos bairros da Margem Sul, prostitutas, doentes sem companhia. E uma ironia que festeja a salvação iminente, o espírito de combate, a luz do dia. O mundo em redor de Lisboa, a Margem Sul, as famílias dos bairros suburbanos, as personagens que encontramos todos os dias – e que escondem os seus dramas –, são revelados em Uma Ida ao Motel e outras histórias, o novo livro de Bruno Vieira Amaral. Contos que chegam às livrarias a 3 de julho.
Para compor o mosaico das suas personagens, Bruno Vieira Amaral não recorre à literatura e à sua solenidade, mas aos bairros onde viveu e que fa-zem já parte do universo dos seus romances, As Primeiras Coisas e Hoje Esta-rás Comigo no Paraíso. São pessoas perdidas, com vidas amargas que raramen-te aparecem nas páginas dos jornais a não ser para ocuparem espaço nas secções de crime ou das tragédias familiares: homens e mulheres que conhe-cem a pobreza, os transportes suburbanos, os sonhos que nunca se realizam, as famílias desfeitas, os amores impossíveis – e os desejos sem nome. Trinta histórias cruéis e amargas onde nunca deixa de se descortinar a essência mais íntima do ser humano.

Crítica literária:
«O romance de estreia de Bruno Vieira Amaral confirma uma grande solidez. E traz uma personagem coletiva, o Bairro Amélia, que talvez tenha vindo para ficar no imaginário literário português.» Isabel Lucas, Público
«O epílogo, em tom elegíaco, traz-nos páginas que estão entre as mais belas da literatura portuguesa recente, confirmando o fôlego raro desta estreia triunfal.» José Mário Silva, Ler
«Bruno Vieira Amaral tem o génio do detalhe.» Pedro Mexia, Expresso

Sobre o autor:
Bruno Vieira Amaral estudou História Contemporânea e é crítico literário, ensaísta e romancista. Atualmente colabora com a Ler e o Expresso e com a Rádio Observador. O seu primeiro romance, As Primeiras Coisas (Quetzal, 2013), foi distinguido com variadíssimos prémios e mereceu, em 2016, a nomeação de Uma das Dez Novas Vozes da Europa. O seu segundo romance, Hoje Esta-rás Comigo no Paraíso (Quetzal, 2017), recebeu o prémio de ficção Tabula Rasa 2016-2017 e obteve o segundo lugar do Prémio Oceanos 2018, ano em que foram reunidos os seus melhores textos dispersos no volume Manobras de Guerrilha. Os seus livros estão a ser publicados em várias línguas.





quinta-feira, 25 de junho de 2020

Novo livro de José Eduardo Agualusa, Os Vivos e os Outros, sai a 3 de julho

Título: Os Vivos e os Outros 
Autor: José Eduardo Agualusa
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 256
Data de lançamento: 03 de julho
PVP: € 17,70

Para onde vamos depois do fim? José Eduardo Agualusa nunca foi tão longe no lirismo da sua prosa – nem, ao mesmo tempo, no desenho de personagens tão reais que parecem inventadas. Os Vivos e os Outros é o novo romance do autor angolano e versa o fim de um mundo e o início de outro. Qualquer semelhança com os tempos atuais é, realmente, pura coincidên-cia, apesar de – há um ano – Agualusa ter imaginado estas personagens a viverem num regime de isolamento e confinamento forçados devido a uma tragédia inesperada.
A questão é: para onde vamos depois de este mundo acabar? Talvez para uma pequena ilha, pois, como diz uma das personagens deste romance, «depois que o mundo acabar, recomeçará nas ilhas». Daniel Benchimol, personagem de A Sociedade dos Sonhadores Involuntários e Teoria Geral do Esquecimento, regressa logo na primeira página deste novo romance.
O cenário é o da beleza mágica da Ilha de Moçambique – onde decorre um festival literário que reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só depois se revelará), permanecerão totalmente isolados durante sete dias. Mas a história leva-nos mais longe: a uma série de estranhos e misteriosos aconteci-mentos, que colocam em causa a fronteira entre realidade e ficção, passado e futuro, a vida e a morte, e inquietam os escritores e a população local.

Crítica internacional:
«A destreza e a leveza do talento de Agualusa significam que entramos no seu mundo com apenas um piscar de olhos. Ele é um jovem mestre.» Los Angeles Times
«José Eduardo Agualusa é um autor excepcionalmente talentoso, cheio de charme e sensibilidade.»
Neue Zürcher Zeitung
«Um homem com uma boa história é praticamente um rei. Se isso for verdade, então o nome de Agualusa pode contar-se entre a nova realeza africana.» Financial Times

Sobre o autor:
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Es-tudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronista e autor de literatura infantil. Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, o Grande Prémio de Literatura da RTP (atribuído a Nação Crioula, 1998); também os seus contos e livros infantis foram merecedores de prémios, como o Grande Prémio de Conto da APE e o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, respetivamente. O Vendedor de Passados ganhou o Independent Foreign Fiction Prize, em 2004, e, mais recentemente, o romance Teoria Geral do Esquecimento foi fina-lista do Man Booker International, em 2016, e vencedor do International Dublin Literary Award (an-tigo IMPAC Dublin Award), em 2017. A sua obra está publicada na Quetzal e traduzida em dezenas de línguas.



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Nómada, de João Luís Barreto Guimarães, finalista do Prémio Literário Camaiore

Nómada, de João Luís Barreto Guimarães, acaba de ser anunciado como finalista do prestigiado Prémio Literário Camaiore – Francesco Belluomini, em Itália, na categoria de Prémio Internacional. É a segunda vez que João Luís Barreto Guimarães figura nesta lista; no ano passado, o autor – que além de poeta e tradutor também é médico (Medicina e Cirurgia) – foi nomeado para o mesmo prémio com o livro Mediterrâneo, também publicado pela Quetzal Editores (e que ganhou em 2017 o Prémio de Poesia António Ramos Rosa). Os cinco finalistas serão escolhidos até 20 de junho, sendo o vencedor anunciado a 19 de setembro.

Em edições anteriores, o Prémio Camaiore, um dos mais prestigiados no domínio da poesia, foi atribuído a Evgueni Evtuchenko (1987), Lawrence Ferlinghetti (1998), também autor publicado pela Quetzal Editores, Ernesto Cardenal e Seamus Heaney (2010) ou Nuno Júdice (2017).

Em abril de 2019, Nómada arrecadou o prémio de Melhor Livro de Poesia naquela que foi a primeira distinção nesta categoria dos Prémios Bertrand.



 


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Ano Novo, Livros Novos

Ano Novo, Livros Novos.

Apesar de não ter começado o ano da melhor maneira (motivos pessoais) estou sempre atenta às novidades que as editoras já lançaram ou estão prestes a lançar. E já coloquei alguns na minha wishlist. Outros ainda suscitam a minha curiosidade.

A Bertrand publica a 17 de janeiro A Transição, o primeiro livro de ficção estrangeira.  De Kate Atkinson, uma das vozes britânicas mais cativantes do nosso tempo, este é um thriller intenso, negro, sarcástico, sombrio e compulsivo sobre espionagem e traição durante a Segunda Guerra Mundial. 

A 7 de fevereiro, será publicada a novela gráfica de «A História de uma Serva», de Margaret Atwood e ilustrações de Renee Nault, seguindo-se, em março, a publicação de «Os Testamentos», a muito esperada sequela desta distopia. Também em março chegará a Portugal mais um livro de Stephen King, o mestre do suspense. «Elevação» passa-se em Castle Rock e acompanha a história emocionante de um homem cujo sofrimento une os habitantes da localidade.

A Quetzal também começa o ano com muitas novidades. Destaco algumas que me aguçaram a curiosidade.
Bruno Vieira Amaral convida para Uma Ida ao Motel, uma recolha de contos sobre o quotidiano lisboeta e suburbano. Recorrendo aos bairros que fazem já parte do universo dos seus romances, Bruno Vieira Amaral fala de pessoas perdidas, com vidas amargas que raramente aparecem nas páginas dos jornais: mulheres e homens que conhecem a pobreza, os transportes suburbanos, os sonhos que nunca se realizam, as famílias desfeitas, os amores impossíveis – e os desejos sem nome a publicar em Abril.
Ainda em Abril, chega um novo romance de José Eduardo Agualusa, No Princípio era a Palavra, onde um grupo de poetas e contadores reinventa o mundo, ou uma parte do mundo, sem terem perfeita consciência disso, depois que o planeta colapsa.

Maio é o mês de Mario Vargas Llosa, Prémio Nobel da Literatura, que regressa ao grande romance político com Tempos Duros. A história parte de dois norte-americanos, Sam Zemurray e Edward L. Bernays, que estabeleceram o poderio da United Fruit Company -- multinacional que deteve por mais de 50 anos o monopólio da importação de bananas dos países da América Central para os EUA –, o que veio a permitir a interferência sistemática dos inte-resses norte-americanos no destino político dos países da América Latina. Conspiração política em torno de uma mentira que mudou o rumo da História neste continente.

A 2020 entra em neste novo ano com excelentes apostas como é o caso de Outrora e Outros Tempos, romance de 1996 e o primeiro grande sucesso da escritora polaca Olga Tokarczuk, Prémio Nobel de Literatura, chega às livrarias em julho, pela Cavalo de Ferro.
Romance narrado em tons épicos e alegóricos, conta a história imaginária e mítica da aldeia de Outrora, na Polónia, de 1914 até à década de 1980, dando voz a pessoas, animais, plantas, minerais e espíritos.
Girl, Woman, Other, de Bernardine Evaristo, vencedor do Booker Prize 2019, é publicado pela Elsinore em junho. São duas das principais apostas de um catálogo literário recheado de grandes nomes da Literatura, clássicos e contemporâneos, com vários títulos/autores a serem publicados em Portugal pela primeira vez.

A Topseller, chancela de ficção (adulto e jovem adulto), reserva algumas boas surpresas para os amantes de thriller e romance. Logo em janeiro sai E Se Formos Nós, de Adam Silvera e Becky Albertalli, finalista do Prémio Goodreads para Melhor Livro de Ficção Young Adult. A aposta de fevereiro vai para um thriller compulsivo, Laranja de Sangue, de Harriet Tyce, uma autora estreante já comparada a Paula Hawkins (A Rapariga no Comboio, ed. Topseller). Em março destaque para um perturbador e atual thriller psicológico que tem como protagonista uma assistente virtual (A Assistente, de S. K. Tremayne); Something to Live For, de Richard Roper; e ainda The Passengers, de John Marrs, um autor Netflix. A grande aposta de abril vai para O Bebé de Auschwitz, de Lily Graham, um livro comovente e inspirador, baseado numa histórica verídica. Destaque ainda para The Mercies, de Kiran Millwood Hargrave, um dos títulos mais disputados na Feira do Livro de Londres 2018. A Outra Mulher, de Mary Kubica, thriller com direitos para filme já adquiridos pela Netflix, chega em maio. O novo título de Alex North (autor do bestseller O Homem dos Sussurros) intitula-se The Sleeping Game e estará nas livrarias em julho.

O Círculo de Leitores continua a dar seguimento às suas coleções, nomeadamente o quinto volume da coleção Património Natural do Mundo, dedicado às maravilhas naturais da Austrália, bem como o quarto volume da coleção Descobrir as Ciências, intitulado Porque fazemos aquilo que fazemos – psicologia em poucas palavras, de Joel Levy.

Com a primeira revista deste ano chega também Águas de Tempestade, um novo livro de Danielle Steel, uma das autoras mais acarinhadas em Portugal. 
À medida que o furacão Ofélia se abate sobre Nova Iorque, milhões de pessoas são apanhadas pelas terríveis inundações que a tempestade desencadeia.
Ellen Wharton, uma designer de interiores de sucesso, apanha um avião de Londres para Nova Iorque, descurando os avisos da aproximação de um furacão. Está decidida a visitar a mãe, Grace. Mas quando a tempestade atinge a cidade, as duas mulheres são forçadas a atravessar as águas geladas para alcançarem um barco da polícia, na rua.
O britânico e banqueiro de investimento Charles Williams vai em viagem de negócios, mas também está ansioso por ver as filhas pequenas, que vivem com a sua lindíssima ex-mulher em Nova Iorque. Enquanto o furacão liberta a sua violenta fúria, Charles corre os abrigos, onde milhares de pessoas se refugiaram, à procura delas, acabando por encontrar Ellen e a mãe.
Enquanto isso, Juliette Dubois, uma dedicada médica do serviço de urgência, luta para salvar vidas quando os geradores do hospital onde trabalha entram em colapso.
Aquele dia de caos vai passando uma pesada fatura, enquanto os nova-iorquinos se debatem para enfrentar um desastre natural de proporções épicas. Mas a par das vidas dilaceradas, revelam-se os heróis – e é então que as verdadeiras mudanças começam, quando os sobreviventes encaram o seu futuro…

Em Fevereiro de 2006, os Bombeiros Sapadores do Porto resgataram do poço de um prédio abandonado um corpo com marcas de agressões, nu da cintura para baixo. A vítima, que estava doente e se refugiara naquela cave, fora espancada ao longo de vários dias por um grupo de adolescentes, alguns dos quais tinham apenas doze anos.
Rafa encontrara o local numa das suas habituais investidas às «zonas sujas», e aquela espécie de barraca despertou-lhe imediatamente o interesse. Depois, dividido entre a atração e a repulsa, perguntou-se se deveria guardar o segredo só para si ou partilhá-lo com os amigos. Mas que valor tem um tesouro que não pode ser mostrado?
Romance vertiginoso sobre um caso verídico que abalou o País – o homicídio da transsexual Gisberta –, fascinante incursão nas vidas de uma vítima e dos seus agressores, Pão de Açúcar é uma combinação magistral de factos e ficção, com personagens reais e imaginárias meticulosamente desenhadas, que vem confirmar o talento e a maturidade literária de Afonso Reis Cabral.

De todas as novidades estas são as que mais despertaram o meu interesse e que vão sair já este mês de janeiro.





segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Agenda Literária, conhecem? [Opinião]

O ano de 2019 está a chegar ao fim e aos que, como eu, gostam de aliar o agendamento em papel em complemento com o digital, há um sem número de opções no mercado.
Apesar de já ter comprado uma agenda da marca Mr. Wonderful, que gosto muito, não consegui resistir a esta agenda literária.

E vejam lá se não é bonita?
Em todos os dias está relatado um acontecimento que marcou o panorama literário, o que torna esta agenda ainda mais interessante.
 Já conheciam?


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

A história de uma ideia: ser liberal. A leitura de Mario Vargas Llosa

Título: O Apelo da Tribo
Autor: Maria Vargas Llosa
Género: Literatura/Ensaios
N.º de páginas: 304
Data de lançamento: 11 de outubro
PVP: € 18,80

«Nós, os liberais, não somos anarquistas e não queremos suprimir o Estado», escreve Mario Vargas Llosa no livro O Apelo da Tribo, onde o Prémio Nobel da Literatura de 2010 acompanha o leitor numa viagem intelectual que explica a evolução das suas filiações filosóficas e políticas. Um livro que a Quetzal Editores disponibiliza a partir de 11 de outubro.
Sendo um livro de ensaios biográficos, O Apelo da Tribo é, ao mesmo tem-po, uma história intelectual e política do percurso de Vargas Llosa. Tendo partido de uma juventude fascinada pelo marxismo e pelos movimentos revolucionários latino-americanos, o autor de O Sonho do Celta ou A Civili-zação do Espetáculo alerta para os perigos da submissão intelectual, da dema-gogia, do chauvinismo e do nacionalismo, bem como da negação da racio-nalidade e da liberdade de pensar e questionar.
Assim, este livro – sobre filósofos e pensadores tão marcantes como Adam Smith, José Ortega y Gasset, Friedrich Hayek, Karl Popper, Raymond Aron, Isaiah Berlin e Jean-François Revel – estabelece os pilares de uma tradição verdadeiramente liberal, que pode ajudar-nos a compreender melhor os riscos da sociedade contemporânea e as ameaças à democracia.

Críticas da imprensa:
«Um contributo mais do que valioso para o debate político do momento.» Juan Luís Cebrián, El País.
«Vargas Llosa entra em diálogo com sete notáveis pensadores, com uma prosa magnífica.» Bernabé Sarabia, El Mundo.
«Afastado das cartilhas que o empolgaram na juventude, Vargas Llosa insurge-se hoje contra a ascensão – com novos nomes – do velho “espírito tribal, fonte do nacionalismo”, que foi, a par do fanatismo religioso, uma das causas dos mais sangrentos morticínios que a História registou. O melhor antídoto contra as tentações totalitárias, a seu ver, está plasmado em obras co-mo A Riqueza das Nações (de Smith), A Rebelião das Massas (de Ortega), O Caminho da Servidão (de Hayek), A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (de Popper), O Ópio dos Intelectuais (de Aron), Quatro Ensaios Sobre a Liberdade (de Berlin) ou Como Acabam as Democracias (de Revel). Autores incómodos, impopulares, que ousaram navegar contra a corrente. Mas a reler sempre, até por isso.» Pedro Correia, Dia 15.
«O livro tem o grande mérito de se debruçar sobre intelectuais que, embora relevantes, estão quase sempre ausentes de discussões na esfera pública atual. Como destaca o peruano, eles não recebem a mesma atenção que figuras como Sartre, Foucault, Simone de Beauvoir e Marx, seus antípodas ideológicos.» Ivan Martínez-Vargas, Folha de S. Paulo.

Sobre o autor:
Mario Vargas Llosa nasceu em março de 1936, em Arequipa, no Peru. Aos 17 anos decide estudar
Letras e Direito e, no ano seguinte, casa-se com a sua tia Julia Urquidi – assegurando a subsistência com trabalhos muito diversos, como conferir e rever nomes de lápides, escrever para rádio ou catalogar livros.
Em 1959 abandona o Peru e, graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde conclui um doutoramento que lhe permite cumprir o sonho de, um ano depois, se fixar em Paris.
Aí, sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol. Por esse tempo tinha apenas publicado um primeiro livro de contos. Regressado ao Peru em 1964, divorcia-se de Julia Urquidi e casa-se no ano seguinte com a sua prima Patricia Llosa, com quem parte para a Europa em 1967 (depois de ter publicado A Casa Verde, em 1966). Até 1974, vive na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que regressa ao Peru. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política, que o levou a aceitar a candidatura à presidência da República em 1990.
Vive entre Madrid, Lima e Nova Iorque, escrevendo romances, ensaios literários, peças jornalísticas e
percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que
recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Em 2010 foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.



sábado, 7 de setembro de 2019

Literatura para os 366 dias do ano 2020

Género: Vida Prática/Agendas e Diários
N.º de páginas: 256 
Data de lançamento: 6 de setembro
PVP: € 15,50

A 6 de setembro de 1900 nasce em Paris, de pais americanos, o escritor Julien Green. Recebeu uma educação repressiva, calvinista, e converteu-se ao catolicismo em 1916, depois da morte da mãe. Em sete pequenas linhas, o dia começa com cultura, litera-tura e conhecimento. É este o propósito da Agenda Literária 2020 que a Quetzal faz hoje chegar às livrarias, com autoria de Helena Vasconcelos.

«Eu, que oriento a minha vida mais facilmente pelas obras de artistas, pen-sadores e escritores, proponho, sem desprimor para tantos outros calendá-rios e almanaques, um guia que contemple episódios de vida, pensamentos ou simples anedotário de escritores, filósofos, pensadores. Ao criar uma entrada para cada dia do ano com referências nesse sentido, criarei tam-bém um guia secular que poderá, com sorte, ajudar a medir o tempo e a aproveitá-lo com o máximo prazer, através de leituras e meditações», escreve a autora que, nesta agenda, alia a sua vasta cultura literária ao gosto pelo detalhe, pela curiosidade e pela petite histoire. Indispensável.


Sobre a autora:
Helena Vasconcelos nasceu em Lisboa. É escritora e crítica literária e, desde 2009, autora da Quetzal,
editora na qual publicou as seguintes obras: A Infância é Um Território Desconhecido (ensaio literário, 2009); Humilhação e Glória – O Acidentado Percurso de Algumas Mulheres Singulares (ensaio, 2012); Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam (romance, 2016). 


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Mia Couto e José Eduardo Agualusa escrevem a quatro mãos

Título: O terrorista elegante
Autores: Mia Couto e José Eduardo Agualusa
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 168
Data de lançamento: 6 de setembro
PVP: € 16,60

Foi sob um alpendre de colmo em Boane, Moçambique, num jardim imenso, que Mia Couto e José Edu-ardo Agualusa passaram dias sentados à mesma mesa, cada um diante de um computador, rindo, brincando e apostando na negação da ideia de que a criação literária é sempre um ato profundamente solitário. A quatro mãos, estes grandes autores da literatura portuguesa deram vida a três peças de teatro que, depois de conversas informais na bela e histórica cidade de Paraty, no Brasil, foram transformadas em nove-las cheias de humor e suspense. O Terrorista Elegante e Outras Histórias chega às livrarias a 6 de setembro.
Na história que dá título ao livro, inicialmente encomendada pelo gru-po de teatro A Barraca, de Lisboa, um angolano é preso em Portugal por suspeita de participação em atos de terrorismo. O homem alega ser capaz de voar e conversa com um passarinho na prisão, que parece dar-lhe as orientações necessárias para que cumpra a sua missão. «Chovem amores na rua do matador», a segunda história, e «A caixa preta» nascem de uma encomenda inicial do grupo Trigo Limpo – Teatro ACERT, de Tondela. Foram escritas à distância, em trocas de mensagens em que José Eduardo Agualusa e Mia Couto acrescenta-vam, aos poucos, o texto um do outro. Na primeira, um estranho mascarado procura alguém para matar, numa tentativa de fazer as pazes com o seu passado. No último conto, gerações da mesma famí-lia são obrigadas a enfrentar os seus segredos mais bem guardados.
Lançamento com a presença dos autores no início de outubro.

Sobre os autores:
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronis-ta e autor de literatura infantil. Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como o Independent ou o IMPAC Dublin, tendo sido finalista do Man Booker International, com o livro Teoria Geral do Esquecimento.

Mia Couto nasceu na cidade da Beira, em 1955, e tem formação em Biologia. Entre outros, recebeu o Pré-mio Camões em 2013, o União Latina em 2007, o Vergílio Ferreira em 1999, ou o Neustadt em 2014 – e é autor de livros tão marcantes como Terra Sonâmbula, O Último Voo do Flamingo ou Vozes Anoitecidas. Mia Cou-to foi, em 2015, finalista do Man Booker International.


quarta-feira, 3 de julho de 2019

José Luís Peixoto escreve José Saramago

Título: Autobiografia
Autor: José Luís Peixoto
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 304
Data de lançamento: 5 de julho
PVP: € 17,70

Um jovem escritor, José, é incumbido de escrever a vida do consagrado escritor, José. Este é o ponto de partida do livro que marca o regresso de José Luís Peixoto ao romance, quatro anos depois de Em Teu Ventre (2015) e de um interregno pelo mundo da não-ficção, com O Caminho Imperfeito (2017).
Autobiografia é a história dentro da história, um romance que junta o autor ao mais reconhecido dos escritores portugueses, José Saramago. Um livro há muito aguardado, com lançamento em simultâneo no Brasil, e que está disponível em todas as livrarias a partir de 5 de julho.
Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura.
A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa.
José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e, ao mesmo tempo, aprofunda obsessões, numa obra marcante, uma referência futura.

Pilar del Rio, sobre Autobiografia:
«Nenhum leitor que se aproxime desta Autobiografia entrará no livro desprevenido. Saberá, para isso existem os meios de comunicação, que um jovem escritor chamado José, talvez o próprio autor quando começava, se encontra com um autor maduro e consagrado, esse sim com nome e sobreno-me, José Saramago. Entre ambos, o que não existe fora do livro e o que existiu na vida real e literária, surge uma história de encontros e desencon-tros numa atmosfera que às vezes lembra, em outro tempo e circunstância, a que José Saramago criou para contar a vida de Ricardo Reis e Fernando Pessoa durante o ano em que ambos morreram. A história de Peixoto, ao contrário da de José Saramago, não é sobre morte, conta uma vida que começa com brios e desejos.
O escritor consagrado é a referência, o futuro desejado, que provoca admiração e um incontrolável repúdio: em todas as circunstâncias da vida os mestres são a medida das coisas, o estímulo que precisa de ser combatido para que o aprendiz não fique cerceado. Este livro é a agónica luta do escri-tor jovem com amores e perdas, aventuras diversas aqui e ali, personagens que vêm de outros mundos, vozes diáfanas e vozes misteriosas, todas elas no compasso do ritmo próprio e já consagrado de José Luís Peixoto.»

Sobre o autor:
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.
Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra literária em língua portuguesa do ano anterior. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), o Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil), entre outros.
Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.



domingo, 9 de junho de 2019

Novidade Quetzal: Elena Varvello - A nova autora sensação de Itália

Título: A Vida Feliz 
Autor: Elena Varvello
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 248 
PVP: € 16,60 

Chegou às livrarias nacionais, com a chancela da Quetzal Editores.
Não confundir com A Vida é Bela, de Roberto Benigni, menos ainda com a escritora Elena Ferrante. Em comum com estes dois, A Vida Feliz, de Elena Varvello, tem a sua origem (Itália) e qualidade. Essa mesma Itália que distinguiu esta autora com os prémios Settembrini e Bagutta, prémios esses que encontram confirmação e repercussão nos vários países onde tem sido traduzida. Chega agora a Portugal, com A Vida Feliz, um romance de formação com a precisão de um thriller à Hitchcok – e que foi traduzido por Cristina Rodriguez e Artur Guerra.

Elia Furenti é um rapaz solitário que vive com os pais numa zona isolada.
O pai foi despedido e começa a manifestar sintomas de doença mental grave. Elia percebe que alguma coisa estranha se passa. Por seu lado, a mãe recusa-se a tomar conhecimento de todos os sinais. Enquanto isso, um rapazinho foi assassinado. E uma rapariga desapareceu no bosque.
Nesse verão, Anna Trabuio regressa a casa do pai. Demasiado bela e livre, goza de má reputação na pequena comunidade. Trouxe com ela o filho, que se torna próximo de Elia. Este apaixona-se pela mãe do amigo e vai para a cama com ela.
Mas não é só a primeira experiência amorosa que faz Elia entrar na idade adulta: depois dessa noite, ele vai descobrir a verdade sobre o pai. 

Críticas da imprensa internacional:
«Este livro conjuga o mais negro Hitchcock com o romance de formação, numa prosa rica e intensa que prende e não se consegue largar.» Riot

«Uma história que condensa muitos temas e géneros, da violência sobre as mulheres à doença mental, do romance de formação ao livro de suspense – sobre os fantasmas que se materializam ainda, muitos anos depois, quando tudo já acabou.» Corriere della Sera

«Lê-se como se fosse uma colaboração entre Daphne du Maurier e Megan Abbott. Um estudo psicológico marinado nas hormonas latentes de um rapaz adolescente. A prosa lírica de Varvello arrasta o leitor para um sonho febril de isolamento e paranoia, e transmite um sentido arrepiante de inevitabilidade.» The Irish Times

«Um livro belissimamente escrito que faz lembrar Cormac McCarthy.» The Huffington Post

«Há muita beleza e tristeza neste breve livro.» The Times

«Varvello consegue manter a tensão e o temor ao longo de toda a narrativa, toda inteligentemente focada na progressiva e lenta compreensão, por parte de Elia, da situação em que se encontra.» The Independent

Sobre a autora:
Elena Varvello nasceu em Turim, em 1971. Publicou vários livros de poesia e os seus contos valeram-lhe os prémios Settembrini e Bagutta para primeira obra. Foi também selecionada para o prémio Strega. Em 2011 publicou o seu primeiro romance. 






segunda-feira, 22 de abril de 2019

Das profundezas do desespero. Um romance contra a escuridão do Mundo e que chega da Islândia

Título: Hotel Silêncio
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 200
PVP: € 15,50

É islandesa a autora que a Quetzal traz às livrarias já na quinta-feira. Desde 2016, Auður Ava Ólafsdóttir coleciona prémios com Hotel Silêncio (Ör, no original, que significa «cicatriz»): Prémio de Melhor Romance Islandês, Prémio dos Livreiros Islandeses e Prémio de Literatura do Nordic Council.
De grande humanidade e delicadeza, e com um profundo sentido no tempo presente, Hotel Silêncio conta a história de um homem, no limiar dos cinquenta, a sua descida ao desespero e a forma como encontrou um caminho de regresso. Jónas Ebeneser é divorciado.
Sem relevância social ou vida sexual, tem a compulsão da bricolage e de consertar tudo o que lhe aparece à frente. Tomou recentemente conhecimento de que afinal não é o pai biológico da sua filha, o que o precipita numa crise profunda.
Com grande mestria, e um estilo poético e finamente irónico, Ólafsdóttir mostra a autorregeneração de um homem que redescobre um sentido para a vida através do seu envolvimento com uma família estranha, num país estrangeiro e devastado. E que se reergue, à medida que reconstrói as paredes e o chão de um novo lar – deste, justamente, Hotel Silêncio.

Uma das últimas traduções de José Vieira Lima, Auður Ava Ólafsdóttir estará em Portugal no início de maio, para divulgação da obra.

Crítica internacional:
«A especialidade de Ólafsdóttir são as pequenas viagens que fazemos para nos salvarmos e àqueles de quem cuidamos. É a maior criadora de mapas do coração.» Sjón

«Ólafsdóttir supera todas as expectativas.» The New York Times

«Uma obra de arte humanista, no melhor sentido do termo.» Le Monde des Livres

«Hotel Silêncio é uma história de redenção maravilhosamente concisa e perspicaz.» Booklist

Sobre a autora:
Auður Ava Ólafsdóttir é a mais premiada escritora islandesa. Escreveu cinco romances – entre eles, Rosa Candida – é dramaturga, contista e professora universitária. Os seus livros evidenciam uma grande frescura de perspetiva e um humor fino e incisivo.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Galveias vence maior prémio de tradução do Japão

Traduzido do português por Maho Okazaki Kinoshita, o romance Galveias, de José Luís Peixoto, foi anunciado como vencedor do maior prémio de tradução do Japão (The Best Translation Award), depois de ter sido nomeado como um dos cinco finalistas, ao lado de The Stolen Bicycle (Wu Ming-yi), JR (William Gaddis), The White Book (Han Kang) e The Narrow Road to Deep North (Richard Flanagan). A cerimónia de entrega decorre a 27 de abril, na Digital Hollywood University, em Tóquio, no Japão. Este é o primeiro livro português a receber esta distinção.

«Sendo o único prémio que distingue o trabalho de tradução, o Prémio da Melhor Tradução é muito estimado entre tradutores literários e amantes de livros. Não sonhava poder ser nomeada como uma das finalistas. Enquanto tra-duzia Galveias tinha sempre receio de não conseguir transmitir a riqueza que o livro possui. O que me faz a mais feliz é que a nomeação prova que consegui, de certa forma, mostrar aos leitores japoneses a beleza do mundo que José Luís Peixoto criou. A boa tradução não nasce de nada. Tudo se deve à força de Galveias», afirmava Maho

Okazaki Kinoshita, aquando da nomeação da edição japonesa de Galveias como finalista.

A tradução de Galveias para japonês chegou às livrarias do Japão em agosto de 2018, pela mão da editora Sinchosha, incluída na prestigiada coleção Crest Books. Em poucos dias, o livro ocupou o sétimo lugar no top de vendas da livraria Aoyama Book Center, uma das mais conceituadas livrarias de Tóquio, e o primeiro lugar na categoria de «Livros Estrangeiros Traduzidos para Japonês».

Sobre o autor:
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra
literária em língua portuguesa do ano anterior. Livros seus foram também finalistas de prémios internacionais como o Femina (França) ou o Impac Dublin (Irlanda), entre outros.

Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em vinte e seis idiomas.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Quetzal lança coleção de literatura de viagem

Ah, quando um homem escapa ao novelo do arame farpado das suas próprias ideias e engenhos mecânicos há um mundo maravilhoso e rico de contacto e beleza pura que flui, e uma destemida visão, face a face, da vida finalmente crua.
D.H.Lawrence, poema Terra Incognita

Terra Incognita é o nome da nova coleção de literatura da Quetzal. Mais do que livros de viagens, com um formato especial, a Terra Incognita reúne títulos e autores que des-prezam a ideia de turismo e fazem da viagem um modo de conhecimento.
O relato de viagens é, provavelmente, o género literário mais comum desde o princípio dos tempos. Hoje, quando o mundo é um gigan-tesco ecrã onde tudo está já conhecido, a única coisa que nos resta é o espírito da viagem. Se já não vamos à procura do exótico e do belo, nem do irrepetível, esses livros transmitem uma sabedoria que nos devolve a ilusão e a alegria da viagem.
Nada mais natural, portanto, do que uma coleção inteira e proposita-damente dedicada ao tema – com estes livros, nenhum mapa vai ficar fora da nossa imaginação.
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Breviário Mediterrânico, de Predrag Matvejevitch, e O Grande Bazar Ferroviário, de Paul Theroux, marcam o arranque desta jornada e estão disponíveis nas livrarias a 8 de março. O primeiro com tradução de Pedro Tamen, introdução de Claudio Magris e posfácio de Robert Bréchon.

Cheio de sabedoria, memórias, informações preciosas, o Breviário
Mediterrânico pode ser também um romance moderno, genial, brilhante e imprevisível. Este pode ser, segundo a crítica, um diário de bordo, um livro de aforismos ou de orações, um atlas, um romance ilustrado do século xx, um tratado poético-filosófico, um livro de História
Antiga.

Quanto a O Grande Bazar Ferroviário, é o relato emocionante que Paul Theroux faz da sua épica e invejável viagem de comboio entre a Eu-ropa e a Ásia. Repleta de evocativos nomes de comboios lendários, descreve lugares, culturas e paisagens que atravessou e as pessoas fascinantes que conheceu e que o acompanharam ao longo de milha-res de quilómetros.
Theroux contempla o mundo vivo e animado – para o transportar em cada livro da sua já vasta bibliografia.

Sobre os autores:
Predrag Matvejevitch, nascido na Bósnia-Herzegovina (Mostar, 1932), filho de pai russo e mãe croata, foi um dos mais eminentes ensaístas eslavos. Deixou a Jugoslávia após a queda do muro de Berlim, assumindo um estatuto «entre o asilo e o exílio». Foi professor universitário em Roma e Paris, e nomeado conselheiro para o Mediterrâneo do Grupo de Sábios da União Europeia. Tornou-se um mestre incontestável da geopoética através dos seus numerosos escritos sobre o Mediterrâneo, entre os quais o Breviário Mediterrânico, publicado pela Quetzal numa edição revista – com tradução do poeta Pedro Tamen. Predrag Matvejevitch morreu em Zagreb, na Croá-cia, em 2017.
Paul Theroux nasceu em Medford, no Massachusetts, em 1941, filho de mãe italiana e pai canadiano de origem francesa. Frequentou a universidade no Maine e no Massachusetts (Amherst), e vive atualmente entre Cape Cod e o Havai. Foi professor em Itália, no Malawi, no Uganda (onde conheceu a sua futura mulher e encontrou, pela primeira vez, V.S. Naipaul, seu amigo e mentor) e também em Singa-pura e Inglaterra. Escreveu dezenas de romances (alguns adaptados ao cinema por Peter Weir e Peter Bogdanovich – com atores como Harrison Ford, River Phoenix, Michael Caine, Helen Mirren, Sigourney Weaver ou Patrick Kavanagh), ensaios e alguns dos melhores livros de viagens de sempre, como O Velho Expresso da Patagónia, Comboio-Fantasma para o Oriente, Sul Profundo e este O Grande Bazar Ferro-viário, todos publicados pela Quetzal.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

«Na Memória dos Rouxinóis» de Filipa Martins distinguido com o Prémio Literário Manuel Boaventura 2019

Filipa Martins é a vencedora da segunda edição do Prémio Literário Manuel Boaventura, organizado pela Câmara Municipal de Esposende. O romance galardoado,«Na Memória dos Rouxinóis», teve publicação pela Quetzal, em 2018. O anúncio do prémio criado para distinguir a criação narrativa de romances ou de contos da autoria de escritores de língua portuguesa foi feito ontem, pela Autarquia.

O livro constrói-se em volta de Jorge Rousinol, um matemático galego, que sempre defendeu o esquecimento como o melhor veículo para a tomada de decisões acertadas. No final da vida, Rousinol encomenda uma biografia sua a uma casa editora. Estranha decisão para quem nunca quis recordar. O biógrafo escolhido acaba por ser alguém com quem privara décadas antes e que se vê, ele próprio, enleado em memórias moribundas.


domingo, 13 de janeiro de 2019

A mais universal das línguas na mais romântica forma de a expressar

Título: 366 Poemas que Falam de Amor
Seleção: Vasco Graça Moura
Género: Literatura/Poesia|
N.º de páginas: 568
Data de lançamento: 18 de janeiro
PVP: € 22,20

Nada há de tão natural no mundo da poesia como o tema do amor. Para marcar o início deste novo ano, a Quetzal Editores volta a publicar o livro 366 Poemas Que Falam de Amor, uma seleção de Vasco Graça Moura de versos dos melhores poetas sobre a mais universal das lín-guas. São poemas que falam de amor – que sofrem e exultam, desencorajam e comovem, entristecem e rejubilam, que falam da alegria e da surpresa do amor. E também da sua melancolia, dos seus nomes raros, da evidência, da sua inevitabilidade. Com esta escolha percorre-se também uma vasta tradição da poesia de todos os tempos, uma arte que nunca poderemos esquecer – e o deslumbramento diante do amor, justamente.
Amor na voz de duzentos poetas de quase dez séculos (do sécu-lo XII até aos nossos dias): de Martim Codax a Pessoa, O’Neill ou Sophia, passando por Dante e Petrarca, François Villon, Garcia de Resende, Shakespeare, Camões, Garrett, Bocage, Pessanha, Cesário, Drummond de Andrade, António Ramos Rosa e Al Berto, apenas para citar alguns.

Sobre o autor:
Considerado por muitos como um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, se não o maior, Vasco Graça Moura foi autor de uma vastíssima obra poética, ensaística e ficcional, e um nobilíssimo tradutor e divulgador das literaturas clássicas.
Recebeu o Prémio Pessoa (1995), o Prémio de Poesia do Pen Clube (1993), o Grande Prémio de Poesia da APE (1998) e o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2004). Em 2007, foi galardoado com o Prémio Vergílio Ferreira e com o Prémio de Poesia Max Jacob Étranger.


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