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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Por Entre Grãos de Areia - Josephine Cox [Opinião]

Título: Por Entre Grãos de Areia
Autora: Josephine Cox
Colecção: Contemporânea
Preço: 25.90€
Pp.: 384

Nos anos 50, em Dorset, duas vidas recomeçam numa vila à beira-mar.
Kathy Wilson tem um sonho: transformar Barden House, a sua casa junto à praia, num ninho de paz e serenidade. E, nesse Verão, ela tem cada vez mais curiosidade no homem solitário que vê passear à beira-mar.
O seu nome é Tom Arnold e West Bay é o seu refúgio de uma vida cruelmente destruída pela tragédia. Atraída por este misterioso homem, Kathy sente que a sua vida vai mudar para sempre.
Mas os segredos e os fantasmas continuam a assombrar Tom e Kathy. Estarão os dois dispostos a aceitar o amor que os une quando o passado ameaça a sua frágil e nova vida?

A minha opinião:
Tom é um homem desesperado. Numa noite em que seguia de carro com a sua família, alguém abalroou o carro onde seguiam e o aparatoso acidente acabaria por resultar na morte da mulher e dos filhos sendo ele o único sobrevivente.
Kathy é uma rapariga completamente só. Agora que o seu pai se foi, sente-se completamente abandonada pela família (mãe e irmã) que a desprezam completamente. Depois das partilhas terem sido feitas e de ter descoberto que o pai lhe deixou como herança Barden House, o seu refúgio onde se encontrava secretamente com o amor da sua vida, Kathy decide deixar tudo e partir para uma vida nova.
West Bay vai ser, pois, o refúgio de duas pessoas com a vida completamente devastada por razões diferentes, mas que a morte dos entes queridos vai unir.
Um livro onde amor/ódio estão presentes, onde a relação entre irmão está bem latente, onde o ciúme entre irmão mais velho e mais novo e a posição deste tanto na família como em sociedade é muito importante e vai marcar desde o início até ao fim deste romance.
De salientar o final surpreendente.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Viver o Sonho - Josephine Cox [Opinião]

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Título: Viver o Sonho
Autora: Josephine Cox
Colecção: Contemporânea
Preço: 24.73€
Pp.: 304

Bonito, rico e carismático, Luke Hammond teria o mundo a seus pés. Porém, uma dupla tragédia arruinou a sua vida e perturbou a tranquila cidade de Blackburn. O único consolo na vida de Hammond, dono da fábrica Hammonds, é o precioso tempo em que se refugia em Ribble Valley e se dedica à pintura. A natureza solitária de Luke intriga Amy Atkinson, uma mulher gentil e prática, que, desconhecendo a identidade de Luke e os desgostos do seu passado, se sente atraída pelo homem de poucas palavras que todas as terças-feiras visita o café da sua maior amiga.
A amizade cresce entre os dois e tornam-se íntimos. Mas Amy está dividida entre a razão e o sentimento. Será Amy capaz de voltar a amar?

A minha opinião:
Em “Viver o Sonho” Josephine Cox brinca-nos com duas personagens singulares e divertidíssimas.
Por um lado temos Amy, uma rapariga bem formada, com uma família estável e exemplar, por outro temos Daisy, uma rapariga incrível, mas que vive com uns pais que não param de discutir, e que lhe causam bastante desgosto.
E é numa pacata localidade dos anos 30 que se desenrola “Viver o Sonho”. Um sonho compartilhado por estas jovens amigas de encontrar um homem certo, que lhes dê estabilidade e as faça feliz.
Amy tem uma relação estranha com os homens já que foi abandonada pelo ex-namorado pouco antes de casar e Daisy desespera para sair de casa.
No café onde Daisy trabalha aparece, todas as terças-feiras, um homem misterioso que as põe curiosas e é motivo das suas conversas. Quem será ele? Não fala com ninguém e quando sai deixa o dinheiro da despesa na mesa para não estabelecer qualquer contacto. No seu íntimo, Amy sonha com ele e, sem que o saiba, é também correspondida, mas essa relação está condenada ao fracasso.
O homem misterioso é Luke Hammond, um industrial rico, patrão do pai de Amy, casado com uma mulher completamente louca. As terças-feiras para Luke são o seu refúgio, servem para descansar e pensar em Amy.
Um estranho amor impossível, com um inesperado fim por parte da protagonista, que me agradou bastante, uma vez que foge ao estereótipo “e foram felizes para sempre”.


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