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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Origem - Dan Brown [Opinião]

Título: Origem
Autor: Dan Brown
Editor: Bertrand Editora
Páginas: 552

Sinopse:
Bilbau, Espanha.
Robert Langdon, professor de simbologia e iconologia religiosa da universidade de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbau para assistir a um grandioso anúncio: a revelação da descoberta que «mudará para sempre o rosto da ciência.» O anfitrião dessa noite é Edmond Kirsch, bilionário e futurista de quarenta e dois anos cujas espantosas invenções de alta tecnologia e audazes previsões fizeram dele uma figura de renome a nível global.

Kirsch, um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, duas décadas atrás, está prestes a revelar um incrível avanço científico… que irá responder a duas das perguntas mais fundamentais da existência humana. No início da noite, Langdon e várias centenas de outros convidados ficam fascinados com a apresentação tão original de Kirsch, e Langdon percebe que o anúncio do amigo será muito mais controverso do que ele imaginava. Mas aquela noite tão meticulosamente orquestrada não tardará a transformar-se num caos e a preciosa descoberta do futurista pode muito bem estar em vias de se perder para sempre.

Em pleno turbilhão de emoções e em perigo iminente, Langdon tenta desesperadamente fugir de Bilbau. Tem ao seu lado Ambra Vidal, a elegante diretora do Guggenheim que trabalhou com Kirsch na organização daquele provocador evento. Juntos, fogem para Barcelona, com a perigosa missão de localizarem a palavra-passe que os ajudará a desvendar o segredo de Kirsch.

Percorrendo os escuros corredores de história oculta e religião extremista, Langdon e Vidal têm de fugir de um inimigo atormentado que parece tudo saber e que parece até de alguma forma relacionado com o Palácio Real de Espanha… e que fará qualquer coisa para silenciar para sempre Edmond Kirsch.

Numa viagem marcada pela arte moderna e por símbolos enigmáticos, Langdon e Vidal vão descobrindo as pistas que acabarão por conduzi-los à chocante descoberta de Kirsch… e a uma verdade que até então nos tem escapado e que nos deixará sem fôlego.

A minha opinião: 
O novo livro de Dan Brown criou uma grande expectativa nos fãs. Não fui excepção. Desde O Inferno que esperava uma nova aventura de Robert Langdon pela História e os mistérios da religião (sempre os mistérios da religião) dois factos que Brown sempre junta e que têm resultado na perfeição. 

No entanto, e apesar de ter colocado na trama a seita Igreja Palmariana, cuja história desconhecia e que me despertou imensa curiosidade em querer saber mais, o escritor norte-americano não imprimiu o suspense, próprio de um thriller e que tão bem tem caracterizado os seus livros. De facto, Origem de thriller tem muito pouco e há certas partes na história que se torna maçudo por não ter o ritmo desejado. 

A história centra-se em Edmond Kirsch, discípulo de Langdon, que ganha reconhecimento pelos seus estudos no campo científico. 

Prestes a revelar uma autêntica bomba, que poderá abalar os mais conservadores, Kirsch acaba assassinado antes da revelação final. As perguntas fundamentais e que tantas questões levantam De onde vimos? Para onde vamos? parecem ter finalmente uma solução, mas eis que Kirsch morre levando Lagndon e uma parceira inusitada Ambra Vidal, directora do Guggenheim e muito amiga de Kirsch, numa procura desenfreada pela solução. Depressa passam a suspeitos, como é habitual nos livros de Brown e acabam por ser perseguidos quer pelo lado do bem, quer pelo lado do mal. 

Do lado dos maléficos, a seita Palmariana, que foi a parte que mais me agradou na história. Depois de os Illuminati, Maçanaria, Priorado de Sião, Opus Dei, eis que surge uma seita espanhola, que terá chegado aos 5000 fiéis. Veneram o ditador Franco que foi, inclusive, canonizado pela seita, e que tem um Papa próprio desde a morte de Paulo VI. 

Inteligência artificial, ecrãs de telemóvel ou tablets, um computador que não é nada mais nada menos que um robot, tudo isto podemos apreciar no novo livro de Brown. Se é o melhor dele? Não. Mas não deixa de ser um momento bem passado ler mais esta aventura de Langdon. 


 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Inferno - Dan Brown [Opinião]

Título: Inferno
Autor:
Dan Brown
Género: ficção
Data de lançamento: 10 de julho
PVP: 22,20€

Sobre o livro:
«Procura e encontrarás.» É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou de como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences. Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas. Tendo como guia apenas alguns versos do «Inferno», a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença –esculturas, quadros, edifícios –, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível… Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.

A minha opinião: 
Como fã de Dan Brown estava com grandes expectativas em relação a este livro, até porque nos leva novamente a Itália, um país que tenho de conhecer.

Tudo começa num quarto de hospital de Florença, quando Robert Langdon acorda e não reconhece onde está nem o que fez nas horas anteriores. De facto, Langdon aparenta uma amnésia leve, que lhe afecta apenas os últimos acontecimentos da sua vida.

Quando está a ser examinado por Sienna Brooks e o médico de serviço, entra uma mulher estranha ao hospital e desata a disparar, matando o médico de Langdon. Perante tal cenário, não resta alternativa a Langdon que não seja a fuga. Como companheira terá a médica Sienna que o vai albergar em sua casa. E é em casa da jovem médica que esta lhe revela que o seu casaco de tweed tem guardado um cilindro estranho que só abre mediante uma impressão digital precisa. Continuando a não se lembrar de nada, Langdon decide, apesar de céptico, a colocar o seu dedo no cilindro e qual não é o seu espanto que o mesmo abre revelando uma réplica do mapa de Botticelli baseado no Inferno de Dante, intitulado La Mappa dell' Inferno". Isso é o ponto de partida para uma investigação desenfreada de Langdon que passará por vários locais de Florença, Veneza e Istambul.

A persegui-lo encontram-se as autoridades italianas e a OMS, que julga serem os seus inimigos que o impedirão a descobrir o porquê da sua súbita amnésia e também o enigma que transportava consigo. Com a investigação Langdon descobre que terá de decifrar os variados códigos que o cientista Bertrand Zobrist colocou em vários locais antes de se suicidar.

A sobrepopulação mundial, a peste negra que dizimou 1/3 da população mundial no século XIV, e as regras pelas quais se gere a Organização Mundial de Saúde no que toca ao combate às doenças, são os temas abordados neste último livro de Dan Brown.


Achei interessante a forma como Brown aborda o tema da sobrepopulação, colocando uma riqueza na personagem de Bertrand que apesar de morto esteja sempre presente ao longo do livro. Dá que pensar algumas das conclusões a que o escritor chega, mas os meios não podem justificar os fins. Gostei dos locais que Brown nos deu a conhecer, algumas preciosidades como Os Cavalos de S. Marcos, a Máscara Mortuária de Dante, o quadro de Botticelli e outras quantas levou-me a pesquisar estas imagens na internet para poder perceber um pouco mais da história (na imagem em baixo estão apenas quatro exemplos da arte retratada no livro).

Para quem gosta do autor e do seu estilo de escrita vai gostar deste seu novo livro. Capítulos curtos, suspense q.b. acção, e a junção de história à sua própria estória.


A desilusão foi o seu final, que me leva a não dar 5 estrelas a Inferno.

Excertos:

"Quando todas as província do mundo estiverem tão cheias de habitantes que estes já não sejam capazes de subsistir onde se encontram nem de se deslocar para outro lugar [...] o mundo purgar-se-á." Maquiavel.

"Os lugares mais tenebrosos do Inferno estão reservados àqueles que mantêm a neutralidade em tempos de crise moral."



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Símbolo Perdido - Dan Brown [Opinião]

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Título: O Símbolo Perdido
Autor: Dan Brown
Aquilo que se perdeu será encontrado…
Edição/reimpressão: 2009
Editor: Bertrand Editora
Idioma: Inglês

Sinopse:
Washington, D. C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.

Robert Langdon reconhece-os: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.
Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.
Trama de história veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.
O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos…

A minha opinião
No livro que sucede O Código da Vinci, Dan Brown retrata a maçonaria ao mais ínfimo pormenor. Desde os rituais mais profundos, aos membros que dela fizeram parte, como o primeiro Presidente dos Estados Unidos, George Washington. Robert Langdon é outra vez o protagonista desta história e vai tentar descobrir, sob ameaça, o símbolo perdido da maçonaria tão desejado por Mal’akh, o vilão da trama, que esconde uma história de ódio pela família Solomon. Mal’akh infiltra-se como membro da maçonaria para tentar desvendar o segredo da mesma, desde os rituais secretos, aos segredos mais bem guardados, como os “Mistérios Antigos”. O Símbolo Perdido passa-se em apenas 12 horas de acção onde até a própria CIA é chamada. Apesar de ter gostado de ler mais um livro de Brown, confesso que a forma extensa com que desvenda os mistérios da maçonaria faz com que O Símbolo Perdido se torne, por vezes, um pouco maçudo. Contudo, por outro lado, o autor dá-nos a conhecer algo mais sobre as sociedades secretas como a Maçonaria; a história dos EUA, sobretudo da sua capital, Washington; e os mistérios da CIA. De facto, no átrio da sede dos serviços secretos norte-americanos, existe uma escultura com o nome Kryptos que contém quatro mensagens ocultas.


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