quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Desaparecer na Escuridão - Michelle McNamara [Opinião]

Título: Desaparecer na Escuridão
Autor: Michelle McNamara
Editor: Relógio D'Água
Páginas: 336

Sinopse:
Este livro tem o enredo, suspense e intensidade de um policial. Trata-se, no entanto, de um livro de não-ficção. McNamara morreu de forma trágica a meio da investigação que procurava identificar o Golden State Killer, responsável por uma onda de violações e assassinatos na Califórnia que se prolongou por mais de dez anos. A Polícia arquivou o caso. Mas McNamara continuou a investigação pelos seus próprios meios. Desaparecer na Escuridão é o relato de anos de investigação sobre a mente de um criminoso impiedoso.

É também o retrato da obsessão de uma mulher pelo fim da impunidade de um assassino. Este livro está destinado a tornar-se um clássico da literatura policial. Os direitos de adaptação para série de televisão foram adquiridos pela HBO.

A minha opinião: 

Opiniao: 
Sou fã da série Casos Arquivados, cujos episódios vi já há alguns anos. Mas nunca imaginaria que a ficção passaria para a realidade e que um assassino e violador, cujos crimes cometera há mais de mais de 40 anos, seriam finalmente descobertos.

Michelle McNamara, a pessoa que mais tempo dedicou à investigação daquele que viria a apelidar de Golden State Killer, morreu antes deste ser descoberto. Infelizmente, o homem que a levaria, embora indirectamente, à morte, seria apanhado, pelo ADN, dois anos após a investigadora ter falecido, com problemas cardíacos. E sem qualquer reconhecimento do seu trabalho por parte da polícia. Michelle McNamara era persistente. Mas morreria sem saber quem era o assassino e sem terminar o livro que estava em mãos, este Desaparecer na Escuridão que acabaria por ser finalizado por Paul Haynes e pedido do seu marido, o comediante Patton Oswalt. 
Dezenas de violações e pelo menos 12 homicídios apenas no estado da Califórnia foram perpetrados por este assassino que teimava em não deixar rasto. Facto é que a maior parte destes crimes foram cometidos ainda na era anterior à descoberta do ADN, pelo que a investigação seria dificultada por causa disso. Os crimes ocorreram entre 1979 e 1986 e durante 39 anos o criminoso andou impávido e sereno até que no dia 5 de abril de 2018, a polícia de Sacramento finalmente anunciou a sua prisão. 

Ironia das ironias. O assassino era um ex-polícia, actualmente com 72 anos, de seu nome Joseph James DeAngelo.

Engane-se quem pense que Michelle apenas dedicou a sua vida a procurar este assassino. McNamara começou por escrever enredos para séries de televisão e trabalharia com detectives privados. Em 2006 acabaria por criar um blogue onde se dedicava a divulgar as suas descobertas enquanto investigadora de casos arquivados. Um deles, o que mais a marcou, seria a do violador e assassino ao qual a polícia chamava East Area Rapist. E é aqui que nós, enquanto leitores, sentimos a obsessão de Michelle em relação a este caso. Acabaria por descobrir vários detalhes sobre os crimes, através de entrevistas ás próprias vítimas e a analisar relatórios de autópsias. O método era sempre o mesmo: invadia a casa das vítimas, violava as mulheres à frente dos seus companheiros e, por vezes, acabava por matar o casal. 
Para tornar o caso ainda mais macabro, se é que é possível, o criminoso telefonava às vítimas anonimamente antes e depois dos ataques o que as deixava completamente assustadas. Era possuidor de um sangue frio extremo, e mostrava saber quando se encontravam sozinhas ou então uma forma de entrar em sua casa e, silenciosamente, manietava-as. Muitas das vezes fazia com que os maridos assistissem sem que conseguissem fazer nada. Sem qualquer motivo, alguns não chegavam a sobreviver. E depois desaparecia sem deixar qualquer rasto.

Tudo isto é descrito de forma soberba por Michelle que nos brinda com um livro soberbo onde a investigação é levada à exaustão.

De tal forma, que só conseguia dedicar-se ao caso de noite, quando a família já estava a dormir. Problemas de ansiedade e de sono começaram a surgir o que a levou a tornar-se dependente de Xanax e outros medicamentos. Acabaria por morrer durante o sono, devido a complicações cardíacas provocadas pelo consumo dos medicamentos. Tinha 46 anos. 
Desaparecer na Escuridão é um extenso relato de uma investigação que acabaria por dar frutos. Deliciei-me nas páginas do livro de Michelle e adorei acompanhar a investigação levada a cabo por ela.



Objectos Cortantes - Gillian Flynn [Opinião]

Título: Objetos Cortantes
Autor: Gillian Flynn
Editor: Gótica
Páginas: 320

Sinopse:
Recém-chegada de um internamento breve num hospital psiquiátrico, Camille Preaker tem um trabalho difícil entre mãos. O jornal onde trabalha envia-a para a cidade onde foi criada com o intuito de fazer a cobertura de um caso de homicídio de duas raparigas.
Há anos que Camille mal fala com a mãe, um mulher neurótica e hipocondríaca, e quase nem conhece a meia-irmã, uma bela rapariga de treze anos que exerce um estranho fascínio sobre a cidade.
Agora, instalada no seu antigo quarto na mansão vitoriana da família, Camille dá por si a identificar-se com as vítimas. As suas pistas não a conduzem a lado algum e Camille vê-se obrigada a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios fantasmas, terá de confrontar o que lhe aconteceu anos antes se quiser sobreviver a este regresso a casa.

A minha opinião: 
Comprei Objectos Cortantes há alguns anos, e não há qualquer razão válida para nunca ter pegado nele, até porque adorei os outros livros de Gillian Flyn.
Com a chegada da série a curiosidade despertou e, como gosto sempre de ler os livros antes, parti para a sua leitura com muita curiosidade.

Foi o primeiro livro de Gillian Flynn e tem como protagonista Camille Preaker, uma jornalista medíocre, de um jornal de província, que se refugia na bebida para esquecer a sua própria vida.
Perante o assassinato de uma menina na cidade natal de Camille e do desaparecimento de uma outra, o director do jornal vê ali uma oportunidade de mandar a sua jornalista para aquela cidade pequena a fim de fazer um furo jornalístico.

Meio renitente em aceitar a proposta do seu superior, Camille vê-se quase obrigada a aceitar o convite e parte para a cidade que há uns anos lhe deixou marcas profundas. Marcas no sentido literal.

Foi lá que a sua irmã morreu, e é lá que ainda continua a viver a sua mãe, com quem sempre manteve uma relação complicada, e a sua nova família. Camille tem agora uma outra irmã, fruto de uma segunda relação da mãe, que mal conhece.

Os dados estão lançados para que a história corra bem. Flynn escreve bem, e a somar a isso sabe criar um enredo forte, de forma a criar no leitor vários tipos de sentimentos. O primeiro passa pelas personagens, todas elas cheias de defeitos e que serão difíceis de agradar. Mas é precisamente isso que me fez gostar deste livro.
Estranho? Talvez. Mas gosto de livros assim, com personagens atípicas, mas que tragam histórias. Mesmo que essas histórias sejam perturbadoras e macabras.

A história principal que leva Camille a Wind Gape vai sendo relegada para segundo plano quando começamos a descortinar a vida da família da jovem protagonista. E isso é que é que faz este livro tão diferente e único.
Adorei.

A série: 
Relativamente à série, e apesar de todo o buzz em volta dela, não fui capaz de ir além do segundo capítulo. E mesmo assim adormeci em ambos. Detestei Amy Adams, bastante mais velha que a personagem criada por Flynn, e achei toda a história muito parada e nada atrativa.

Novidade Quetzal: Tratado de Geografia Borgesiana

Título: Atlas
Autor: Jorge Luís Borges
Género: Literatura - Literatura de Viagem
N.º de páginas: 120
Data de lançamento: 21 de setembro
PVP: € 14,40

Jorge Luis Borges já tinha perdido a visão quando começou a viajar com María Kodama, em 1975. Viagens registadas numa sábia e caótica reunião entre os apontamentos, as referências literárias e as fotografias da sua companheira de aventuras. Publicado pela primeira vez em 1984, Atlas é o último livro publicado em vida de Jorge Luis Borges. Sai com edição Quetzal e tradução de Fernando Pinto do Amaral a 21 de setembro para as livrarias nacionais.

«As vésperas da viagem são uma preciosa parte da viagem», es-creve o autor argentino, que entre Roma, Atenas e Istambul, acaba por confessar: «O meu corpo físico pode estar em Lucer-na, no Colorado e no Cairo, mas ao acordar cada manhã, ao retomar o hábito de ser Borges, emirjo invariavelmente de um sonho que acontece em Buenos Aires».

É um Jorge Luis Borges maduro que escreve Atlas: O que viaja de balão no vale de Napa (Califórnia), ou que se deixa abraçar e lamber por um tigre como se fosse uma cria, na reserva de ani-mais de Cutini, perto de Luján. O que se deixa enlevar por uma melancolia doce que dá o tom ao livro. «O que é um atlas para nós, Borges? Um pretexto para entretecer na urdidura do tempo os nossos sonhos», lê-se no epílogo de María Kodama.

Excerto do prólogo:
«Não há um só homem que não seja um descobridor. Começa por descobrir o amargo, o salgado, o côncavo, o liso, o áspero, as sete cores do arco-íris e as vinte e tal letras do alfabeto; passa pelos rostos, os mapas, os animais e os astros; conclui pela dúvida ou pela fé e pela certeza quase total da sua própria ignorância.
«María Kodama e eu temos partilhado com alegria e espanto o achado de sons, de idiomas, de crepúsculos, de cidades, de jardins e de pessoas, sempre diferentes e únicas. Estas páginas desejariam ser monumentos dessa longa aventura que continua.»

Sobre o autor:
Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, «num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses».
Em 1914, viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas e, pos-teriormente, em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina. Em 1923, publicou o seu pri-meiro livro – Fervor de Buenos Aires –, mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, seguido de muitos outros.
A par da poesia, Borges escreveu ficção – é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve –, crítica e ensaio – géneros que praticou com grande originalidade e lucidez. Borges foi professor de Literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973. Morreu em Genebra, em junho de 1986.



Novidade Guerra e Paz já nas livrarias: O Pequeno Livro dos Cães mais Famosos

Título: O Pequeno Livro dos Cães mais Famosos 
Autor: Cláudia Cabaço
N.º de Páginas: 160
PVP: 13,90 €

Sinopse:
Todos sabemos: o cão é o melhor amigo do Homem! Descubra histórias de cães famosos e do que fizeram por quem amavam. Narrativas comoventes, como a do labrador que não deixou para trás o dono no 11 de Setembro, ou a do velhote e debilitado Max, que permaneceu junto da sua dona, ainda criança. Recorde a Laika, a Lassie ou o Rin Tin Tin… Já o Walter e a Julia, a menina surda, esses, dão-nos uma lição de vida!
Divirta-se com as histórias de vários heróis acidentais: cães que se tornaram verdadeiras celebridades, lidando muito bem com a fama que lhes caiu nas patas. Independentemente do século ou do continente, surpreendem-nos cães que conquistaram o coração a presidentes, rainhas, soldados, crianças, e tantos outros que nunca, mas nunca, os decepcionaram.
Ao ler O Pequeno Livro dos Cães mais Famosos, corre o risco de ficar a gostar ainda mais desse seu companheiro de quatro patas.

Sobre a autora: 
Cláudia Cabaço nasceu em 1971, em Lourenço Marques, Moçambique. Filha de um publicitário, Manuel Jorge Cabaço da Silva, desde cedo percebeu que gostava da área da comunicação e de escrever. Trabalhou mais de uma década em publicidade, passando a seguir por plataformas de e-commerce e empresas de marketing digital.
Pelo caminho, foi dona de Dandy, um charmoso cão que veio de África com a família e que, fazendo justiça ao nome, rapidamente se habituou a cirandar sozinho pelas ruas de Cascais, regressando apenas ao cair da noite.
Depois entra o Twiky, rafeiro déspota como não houve outro nos anos 80, mas que teve a sorte de ser o protegido do lar, confrontando, sem dó nem piedade, as adolescentes da família e todos os seus amigos. Felizmente, com um Twiky amenizado pela avançada idade, chega a Iuca, a labradora mais doce de sempre.


Porto Editora - «Um sério candidato a thriller psicológico do ano» é "Culpa", o novo livro de Jeff Abbott

Título: Culpa
Autor: Jeff Abbott
Tradução: Dinis Pires
Págs.: 392
PVP: 17,70 €

Depois de Beijo Fatal, Queda e A Primeira Regra, a Porto Editora publica o livro Culpa, novo thriller do mestre do suspense contemporâneo Jeff Abbott, que chega às livrarias a 20 de setembro, e por muitos considerado o melhor livro do autor.
O passado assombra a protagonista desta história, Jane Norton, um passado enigmático até para ela própria: há dois anos, um acidente de automóvel vitimou o seu amigo David e deixou-a com amnésia. Agora, Jane é perseguida por alguém que supostamente sabe o que aconteceu e, desesperada, obriga-se a descobrir a verdade para além dos limites da sua memória. Um enredo original e de grande profundidade psicológica, repleto de mistério e surpresas.

Sinopse: 
Há dois anos, Jane Norton esteve envolvida num acidente de automóvel que vitimou o seu amigo David e a deixou com amnésia. Ao início, todos são compreensivos em relação ao sucedido, mas o aparecimento de um bilhete de suicídio assinado por Jane no local do acidente gera a desconfiança, o ressentimento e o afastamento de todos aqueles que os conheciam. Para além de continuar a enfrentar a suspeita e a hostilidade da cidade onde vive, o aniversário do acidente traz novos problemas: a campa de David é vandalizada e Jane começa a receber mensagens anónimas através das redes sociais. Alguém com um nome falso diz saber o que verdadeiramente aconteceu na noite fatídica de que ela não se lembra. Jane, desesperada por obter respostas a todas as questões que a atormentam, lança-se numa investigação frenética que pode, mais uma vez, colocá-la perante um destino mortífero.
Com uma escrita ágil, viciante e atual, Jeff Abbott reafirma o seu talento como um dos mestres mundiais do suspense, construindo um thriller cujo enredo original, as surpresas constantes e, acima de tudo, a profundidade psicológica das personagens são marcas de um romance negro de primeira ordem.

Sobre o autor: 
Escritor norte-americano, Jeff Abbott é licenciado em História e Inglês pela Universidade de Rice e trabalhou como diretor criativo numa agência de publicidade antes de se dedicar à escrita. Autor de vários livros de suspense e mistério, já esteve nomeado três vezes para o Mystery Writers of America's Edgar Allan Poe Award e duas vezes para o Anthony Award, atribuído pela World Mystery Conference. Atualmente vive em Austin com a mulher e os dois filhos. Obras como Pânico, Medo, Colisão ou Adrenalina tornaram-no famoso em todo o mundo.

Imprensa: 
«Para ler de uma assentada e deixar os leitores acordados muito para lá da hora de dormir, Culpa é o romance mais bem conseguido de Jeff Abbott – e um sério candidato a melhor thriller psicológico do ano.» The Real Book Spy
«Não percam o thriller mais arrepiante de Jeff Abbott – perfeito para os leitores de A Rapariga no Comboio, Em Parte Incerta ou A Mulher do Camarote 10.» Indiebound


Porto Editora - O regresso à família Zarco no novo romance de Richard Zimler

Título: Os dez espelhos de Benjamin Zarco
Autor: Richard Zimler
Tradução: Daniela Carvalhal Garcia
Págs.: 440
PVP: 17,70 €

Só dois membros desta família escaparam ao Holocausto. As suas vidas são contadas em Os dez espelhos de Benjamin Zarco.

Richard Zimler tem um novo romance, Os dez espelhos de Benjamin Zarco, onde nos apresenta a história mais recente da família Zarco, com o percurso de dois primos, Benjamin e Shelly, únicos sobreviventes do Holocausto. Este livro, que a Porto Editora publica a 20 de setembro, conta-nos através de diferentes vozes as suas vidas desde a clausura no gueto de Varsóvia, de onde acabaram por escapar, até aos dias de hoje. Richard Zimler transmite-nos assim uma história de sobrevivência, mas acima de tudo de solidariedade e amor, acompanhada por uma forte componente mística, peça fundamental para Benny e Shelly conseguirem ultrapassar os traumas e os fantasmas do passado.

Os dez espelhos de Benjamin Zarco será apresentado pela historiadora Irene Flunser Pimentel a 12 de outubro na Casa das Artes, no Porto, e a 16 de outubro no El Corte Inglés de Lisboa.

Sinopse: 
Benjamin Zarco e o seu primo Shelly foram os únicos membros da família a escapar ao Holocausto. Cada um à sua maneira, ambos carregam o fardo de ter sobrevivido a todos os outros. Benjamin recusa-se a falar do passado, procurando as respostas na cabala, que estuda com avidez, em busca daquilo a que chama os fios invisíveis que tudo ligam. E Shelly refugia-se numa hipersexualidade, seu único subterfúgio para calar os fantasmas que o atormentam.
Construído como um mosaico e dividido em seis peças, Os dez espelhos de Benjamin Zarco entretecem-se entre 1944, com a história de Ewa Armbruster, professora de piano cristã que arrisca a vida para esconder Benni em sua casa, e 2018, com o testemunho do filho de Benjamin acerca do manuscrito de Berequias Zarco, herança do pai, talvez a chave para compreender a razão por que Benjamin e Shelly se salvaram e o vínculo único que os une.
Um romance profundamente comovente e redentor, com personagens inesquecíveis. Uma ode à solidariedade, ao heroísmo e ao tipo de amor capaz de ultrapassar todas as barreiras, temporais e geográficas.

Sobre o autor:
Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde lecionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem atualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou romances, contos e livros para crianças. A sua obra encontra-se traduzida para 23 países.


GRADIVA: Os Livros de setembro

Título: Magalhães - Até ao Fim do Mundo
Autor: Christian Clot, Thomas Verguet, Bastien Orenge
Coleção: «Fora de Colecção» 
N.º de Páginas: 60 
Preço: 15,00 € 
Categoria: Banda Desenhada

Uma edição conjunta Gradiva/ Comissão Cultural da Marinha a propósito das Comemorações do V Centenário da Viagem de Circum-navegação de Fernão de Magalhães

1519. Até onde se deve ir para demonstrar a rectidão das suas ideias, para viver os seus sonhos até ao fim?

É o que Magalhães irá saber, indo até ao derradeiro sacrifício para que o seu nome jamais seja esquecido...

Prefácio:
«Magalhães é um enigma. É um dos maiores exploradores de todos os tempos, revolucionou a navegação mundial, e no entanto ninguém conhece a sua vida. É porque ele é apresentado, por vezes, como um ser austero, frio e pouco afável? Com que base, pois praticamente não existe nenhuma linha, nenhum escrito, da sua autoria? Tudo foi destruído. De acordo com a maioria dos seus biógrafos, ele jamais pensou fazer a volta ao mundo: partiu apenas para descobrir uma nova rota para as ilhas das especiarias, para as riquezas. Efectivamente, é o que ele declara a Carlos I para obter uma armada. Mas eu não o creio: eu conheço a dificuldade de defender um projecto apenas pela nobreza, mais que pelo seu interesse financeiro. Mais ainda na época da Inquisição, quando declarar que a Terra era redonda era uma heresia passível de ser punida com a morte. Apenas interessavam as novas possessões e o número de almas convertidas. Há o que guardamos para nós e o que vendemos para convencer.

Para alcançar o seu fim, Magalhães terá de renunciar a tudo: aos seus ideais, ao seu amor de juventude e à sua pátria. Uma vez que os seus méritos não foram reconhecidos em Portugal, oferece o seu projecto a Espanha.

Terá de lutar durante meses sozinho, contra todos, para finalmente conseguir uma armada com navios de ocasião, comandados por comandantes hostis. Terá de afrontar mares desconhecidos, tempestades terríveis, motins e traições...

Tem apenas uma paixão, um último sonho, à partida impossível, para enfrentar de igual modo obstáculos e perigos. Um sonho que não pode ser apenas o de trazer especiarias com o intuito de respigar algumas riquezas e um título de nobreza. Não. O seu sonho era o horizonte! Ir mais além do que alguma vez alguém tinha ido. A visão de que, partindo em direcção a oeste, era possível regressar por leste: fazer, pela primeira vez na história da Humanidade, a viagem de circum‑navegação do nosso mundo! Esse objectivo nem o terá podido confessar a Carlos V, que o proibiria, e depararia muito provavelmente com a animosidade dos Portugueses.

Mas por esse sonho, e apenas por esse, valia a pena sacrificar tudo. Mesmo a sua própria vida...»

 
Título: O Invisível
Autor: Rui Lage
Coleção: «Gradiva» 
N.º de Páginas: 288 
Categoria: Romance, Ficção

O Invisível foi o romance vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, em 2017, instituído pela Estoril-Sol.

O júri do prémio considerou tratar-se de «um romance com notável fulgor imaginativo». Portugal, 1931. Fenómenos inexplicáveis semeiam o terror entre os habitantes de Cova do Sapo, um lugar isolado nas fragarias da serra do Alvão. Todas as noites, a aldeia é atormentada por entidades misteriosas e acorda com sepulturas violadas no cemitério. A exaustão abate-se sobre a pobre gente do povoado, incapaz de pregar olho.

Ora, se existe alguém capaz de solucionar o mistério e acudir aos habitantes de Cova do Sapo, esse alguém é certamente Fernando Pessoa, poeta de Orpheu, médium, perscrutador da quarta dimensão, necromante e perito em assuntos astrais.

Neste engenhoso romance, a meio caminho entre o policial e o fantástico, Pessoa revela-se um detective com talentos muito particulares. O poeta, que detesta viajar e ausentar-se do ambiente de Lisboa, mergulha no mundo arcaico de uma aldeia serrana do Norte de Portugal, assediada por influências e presenças sinistras.

Rui Lage revela-nos neste romance um novo e fascinante Fernando Pessoa, entre o poético e o rocambolesco, o desassossego cósmico e o encantamento telúrico, a comoção com o visível e a pesquisa do invisível.

Título: Visão, Olhos e Crenças
Autor. Luís Miguel Bernardo
Coleção: «Ciência Aberta» 
N.º de Páginas: 396
Preço: 21,00 € 
Categoria: Ciência

Sem o nosso sistema de visão – os olhos ligados ao cérebro – a nossa percepção do mundo seria muito limitada. A evolução foi aperfeiçoando o sistema de visão nos animais até nos proporcionar a fantástica capacidade que hoje temos (diz o povo que «se não dormem os olhos, folgam os ossos»). Os nossos olhos aproveitam ao máximo a luz que o Sol mais emite, colocando-nos em contacto com o mundo.

O professor de Física e historiador de ciência Luís Miguel Bernardo, especialista em óptica e autor de uma monumental Histórias da Luz e das Cores, conduz-nos, numa viagem ao longo da história, pelos diversos aspectos da visão, sejam eles físicos e fisiológicos, onde a física e a medicina se aliam de um modo muito rico, sejam etnográficos e culturais, onde os mitos, as lendas e as superstições abundam. Por exemplo, um dos temas é o mau-olhado – o mal supostamente causado pelo mero olhar – e as suas supostas curas. Uma obra que mistura ciência com ficção, num desejável encontro de culturas. Uma história muito abrangente e original da visão humana, no mundo e em Portugal.

Título: Manifesto Para a Produtividade - E o Desazo da Economia Portuguesa
Autor: António S. Carvalho Fernandes
Coleção: «Trajectos Portugueses» 
N.º de Páginas: 192
Preço: 15,00 € 
Categoria: Ensaio

É urgente questionar a persistente pobreza de Portugal.

As elites que nos governam há 40 anos não souberam tirar Portugal do fim da União Europeia e da OCDE. Políticos, empresários, professores universitários e corporações têm de se perguntar sobre este fracasso.

Três bancarrotas adiaram o país 20 anos, produto de uma inaceitável ignorância dos dirigentes de então.

Serão as nossas condições culturais insuperáveis? Não! Podemos crescer. Outros países o conseguiram.

Um eficaz sistema de igualdade de oportunidades confirmaria essa possibilidade.

Uma cultura de eficiência, de premiação do sucesso e de responsabilização levar-nos-ia ao bom caminho.

Primeiro será preciso, para que esse mandato surja, explicar aos cidadãos o que é necessário fazer para o país enriquecer com benefícios para todos.

Segundo, esclarecer que não se pode esperar por melhor saúde, justiça ou educação sem o acréscimo de valor que não temos sabido criar.

Terceiro, mostrar que só há desenvolvimento se as empresas assegurarem o crescimento económico do país. É condição imprescindível.

De facto, o crescimento sustentado depende do aumento das produtividades, o que requer mais iniciativa e muito mais investimento produtivo.

E, para mais investimento, é necessário poupar, otimizar os nossos recursos e haver a visão de retornos atraentes. Todas as mães de família sabem isto, qualquer português o percebe se for bem explicado.

Este livro é um desafio às nossas elites e um Manifesto para a Produtividade.

Título: Voltar a Ler
Alguma Crítica Reunida (Sobre Poesia, Educação e Outros Ensaios)
Autor: António Carlos Cortez
Coleção: «Fora de Colecção» 
N.º de Páginas: 412 
Categoria: Ensaio

Porque a literatura é um compósito complexo de signos que nega a ditadura do banal em que estamos imersos e, na sua expressão máxima, a poesia, se insurge contra as palavras gastas dum quotidiano asfixiante, eis porque ela é incompreendida, ou rechaçada para territórios periféricos ao debate político.

Agitar as águas do real, essa é a suprema função da arte e – como a História comprova – a dúvida é um espinho que se crava fundo na certeza dos moralistas. É a dúvida e o princípio do incerto que mobiliza também este voltar a ler, pois foi sempre no gesto da releitura que se perceberam melhor certas ideias e caíram por terra certos preconceitos. Voltar a ler é abertura, compreensão, partilha.


Num livro sobre poesia portuguesa moderna e contemporânea, sobre ensaístas portugueses e temas relativos à educação e a outros temas de cultura, António Carlos Cortez dirige-se aos professores e aos pais, quer convocar alunos e investigadores, todos quantos não querem e não cedem ao tempo dos «burrocratas». Um livro para voltar a ler.

Título: O Benefício da Dúvida - Impertinências de Antes e Depois de Abril de 74
Autor: Joaquim Silva Pinto
Coleção: «Fora de Colecção» 
Preço: 17,00 € 
Categoria: Ensaio

Impertinências de antes e depois do marco his­tórico da Revolução apresentadas com irreverên­cia, ironia, sentido crítico e desassombro polémico.

Como nasceu uma confederação sindical, es­cutas da ex-Pide a membros do Governo, ambien­te que precedeu o 25 de Abril, episódios pouco conhecidos da eleição e da reeleição de Mário Soares, quezílias e atropelos no PS, evolução dos costumes, confronto entre o antes e o depois de Abril, democracia versus demagogia na encruzi­lhada entre desalento e esperança.

Testemunhos autênticos, nalguns casos reto­cados para ficarem paradoxalmente mais verda­deiros.

Título: Compreender o Mundo e Actualizar a Igreja - Grandes Textos do Padre Manuel Antunes, sj
Autor: José Eduardo Franco e Luís Machado de Abreu
Coleção: «Fora de Colecção» 
N.º de Páginas: 300 
Categoria: Ensaio

Nos textos aqui reunidos, o mais apreciável e decisivo, creio, é o modo como essa (...) erudição se enraíza no aqui e no agora e se compromete numa racionalidade dialógica com o mundo do seu tempo e que é também o momento existencial do encontro com o outro. Muitos dos seus textos sobre a igreja ou sobre o mundo (...) respondem a questões concretas que a inteligibilidade da época ou os sinais dos tempos impunham, mas porque neles perpassa um enriquecida consciência (...) da ampla cultura, as suas reflexões, sem trair a fidelidade ao que é do tempo, ultrapassam-no, constituindo-se interlocutores privilegiados para nós e para homens que hão de vir. (...) As páginas aqui reunidas ajudam-nos a ver mais claro, convidam-nos, porfiadamente, a olhar a vida, pensando-a, e a pensar a vida, vivendo-a. Só isso é imensa herança.» J. PEDRO SERRA, do Prefácio

«Manuel Antunes não foi o único despertador de energias adormecidas a apelar à consciência dos homens bons e a propor linhas de rumo para a cidadania participativa, esclarecida e militante. Mas soube condensar, porventura como mais ninguém, com incomparável empenho e clareza um plano de salvação colectiva feito de propostas tão simples como decisivas para a construção do futuro.» J. EDUARDO FRANCO e L. MACHADO DE ABREU, da Introdução

Título: O Motim
Autor: Miguel Franco
Coleção: «Fora de Colecção» 
N.º de Páginas: 124 
Preço: €11,00 
Categoria: Dramaturgia
Inventa-se um crime. Forjam-se culpados. Simula-se um julgamento. Reais são o sangue e a morte. Dezenas de homens e de mulheres enforcados por serem ingénuos e humanos.
Crime verdadeiro é o do despotismo que governa.
Esta é a situação – desenrolada no século XVIII – a partir da qual Miguel Franco constrói uma alegórica vigorosa, admirável peça de teatro.
Grito de liberdade, protesto contra todas as tiranias, tocando profundamente o leitor ou o espectador, O Motim é uma obra intemporal.
Editado originalmente por Publicações Europa-América na colecção icónica «Os Livros das Três Abelhas», a peça foi então considerada pelo crítico muito exigente que era João Gaspar Simões «uma das obras mais importantes da dramaturgia portuguesa moderna».
Posta em cena pela Companhia Nacional do Teatro de D. Maria II, a representação de O Motim foi proibida pela Comissão de Censura da Ditadura depois de duas representações...
Miguel Franco foi considerado por Luiz Francisco Rebello, na História do Teatro em Portugal, o representante mais importante da dramaturgia histórica na década de 1970.

Título: A Balada de Adam Henry
Autor: Ian McEwan
Colecção Obras de Ian McEwan 
N.º de Páginas: 192 
Preço: 14,00 €
Categoria: Romance

AGORA NOS CINEMAS. Veja o trailer aqui – https://www.youtube.com/watch?v=SrL1kF5Q4tU&feature=youtu.be

Estreia a 20 de Setembro

Trata-se de um romance que tem como personagem central Fiona Maye, uma juíza proeminente do Supremo Tribunal, que julga casos do Tribunal de Família. É bem sucedida profissionalmente, mas nem tudo lhe corre pelo melhor. Ao remorso latente por nunca ter tido filhos, junta-se a crise num casamento que dura há trinta anos. Ao mesmo tempo que tem de enfrentar um casamento onde a relação com o marido está a desmoronar-se, é chamada a julgar um caso urgente. Por razões religiosas, um bonito rapaz de dezassete anos, Adam, recusa o tratamento médico. Sendo Testemunhas de Jeová, tanto ele como os familiares, rejeitam a transfusão de sangue que poderia salvar-lhe a vida. Deverá o tribunal secular sobrepor-se à fé sinceramente vivida? Enquanto procura tomar uma decisão, Fiona visita Adam no hospital. Esse encontro tem consequências para ambos, agitando sentimentos que estavam enterrados nela e despertando novas emoções nele.

Trata-se de um romance de elevada sensibilidade, em que MacEwan prova, mais uma vez, a sua mestria em escrever sobre a natureza humana e sobre temas de grande actualidade que motivam a reflexão.


Novidade Esfera dos Livros: Mãe, porque não gostas de mim?

Uma mãe ama os seus filhos de forma incondicional, de olhos postos na sua felicidade e bem-estar, colocando-se muitas vezes em segundo plano para que nada lhes falte. Mas será sempre assim? A jornalista Lucília Galha traz-nos neste livro duro com um tema complexo - mas de leitura compulsiva - oito testemunhos emocionados e sofridos que, ao mesmo tempo, nos dão uma lição de vida. Há mães que oprimem os filhos, que os negligenciam e se servem deles quase como criados, que têm com a sua prole uma eterna relação de amor-ódio e que colocam os seus interesses em primeiro lugar. Na verdade, o alegado incondicional amor de mãe pode não existir. Aqui não há sede de vingança ou ódio às progenitoras, mas sim, da parte destes filhos um sentimento transversal: o desejo de serem melhores mães e pais do que as suas mães foram, porque a infelicidade não tem de ser perpetuada ao longo de gerações.




À venda a partir de 18 setembro
PVP 12€

Lucília GalhaSobre a autora: 
LUCÍLIA GALHA nasceu em 1984 e é natural de Évora. É jornalista na revista Sábado desde 2009, começando por integrar a secção de Política e, depois, a de Sociedade onde escreve essencialmente sobre saúde. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa. Iniciou-se no jornalPúblico em 2006 e passou também pelo diário Metro. Em 2013 lançou o seu primeiro livro Morte Assistida – Temos o Direito de Escolher a Forma como Morremos? Em 2018 venceu o prémio de Jornalismo em Oncologia da Liga Portuguesa Contra o Cancro, no âmbito da imprensa escrita.





terça-feira, 18 de setembro de 2018

A menina que sorria contas, de Clemantine Wamariya | Um testemunho surpreendente e poderoso de uma menina que sobreviveu ao genocídio do Ruanda

Título: A Menina Que Sorria Contas
Autor: Clemantine Wamariya e Elizabeth Weil

Objectiva
N.º de Páginas: 287 
PVP: 18,80€

A história de uma menina que sobreviveu ao genocídio do Ruanda

Sobre o livro:
Clemantine Wamariya tinha seis anos quando o destino do seu país deu uma reviravolta dramática: começou a faltar água e electricidade, as lojas fecharam, os pais passaram a falar em sussurros e os vizinhos começaram a desaparecer. Em 1994, ela e a irmã de quinze anos, Claire, não tiveram opção senão fugir ao genocídio do Ruanda, umas das maiores calamidades humanitárias do século XX, em que se calcula terem morrido perto de um milhão de pessoas. Perdidas dos pais, passaram os seis anos seguintes em fuga, atravessando sete países africanos. Sempre com fome, constantemente violentadas e aprisionadas, vítimas da mais desumana crueldade, mas também testemunhas da mais abnegada bondade e dos mais inesperados sorrisos.

Quando Clemantine fez doze anos, chegou finalmente a boa notícia: ela e a irmã receberam o estatuto de refugiadas e partiram para os Estados Unidos da América. Já em Chicago, as vidas de ambas divergiram. Clemantine foi adoptada por uma família que a acolheu com uma generosidade sem reservas. Frequentou escolas privadas, fez parte de claques, formou-se pela famosa universidade de Yale, até ser o que é hoje: activista de direitos humanos, oradora em conferências e nomeada por Barack Obama para o Conselho do Museu em Memória do Holocausto.

O que diz a imprensa internacional:
«Um testemunho de grande beleza que vai além do horror da guerra para recuperar a vivência de uma criança que tenta encontrar algum sentido na violência e no conflito. Íntimo e lírico. Leitura obrigatória.» Library Journal

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«A infância idílica de Wamariya na capital do Ruanda e a loucura que se lhe seguiu são descritos com invulgar capacidade de análise e honestidade poética.» New York Times Book Review

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«A rapariga que sorria contas descreve com minúcia o preço humano da guerra.» Washington Post

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«Notável. Wamariya e Elizabeth Weil sabotam qualquer tentativa de redenção ligeira.» The Atlantic

Sobre as autoras:
Clemantine Wamariya é activista pelos direitos humanos e uma excelente contadora de histórias. Nasceu em Kigali, no Ruanda, e viu-se obrigada a fugir por causa do sangrento conflito no seu país. Clemantine passou a sua infância em migração por sete países africanos. Aos doze anos, foi-lhe concedido o estatuto de refugiada pelos Estados Unidos, país que a viu formar-se em Literatura Comparada pela Universidade de Yale. Vive actualmente em São Francisco.
Elizabeth Weil escreve para o New York Times Magazine, para a revista Outstanding e para a Vogue, entre outras publicações. As suas reportagens valeram-lhe inúmeros prémios.





Coleção Canal de História com novidade sobre os Faraós


Título: A Vida Secreta dos Faraós 
PVP: 19,00€ 
N.º de Páginas: 432

Disponível nas livrarias a partir de 3 de Outubro * Já em pré-venda em clubedoautor.pt

Na primeira semana de Outubro chegará às livrarias nacionais mais um volume da Coleção Canal de História com a chancela da editora Clube do Autor, uma parceria antiga que junta o rigor e a exigência do conteúdo a edições cuidadas e apelativas.

A Vida Secreta dos Faraós é o 10º livro da famosa coleção, cujo primeiro título, Os Grandes Mistérios da História, vai já na 11ª edição. Este novo livro, dedicado ao nascimento, auge e queda da civilização mais importante da antiguidade, abarca mais de 3000 anos de História e faz revelações, como nenhum outro até agora, sobre o lado espiritual dos faraós.

A revelação dos mistérios dos monarcas que governaram um império em nome dos deuses, as origens no rio Nilo e a busca pela eternidade são temas fundamentais deste novo livro. Os templos e os rituais funerários, a escrita hieroglífica, as inovações na engenharia, astronomia, química e medicina são alguns dos mais impressionantes feitos da cultura egípcia, aqui relevados de forma detalhada e apelativa.

Começando no final da pré-História e terminando após ser conquistada pelo Império Romano, a civilização do Antigo Egito desenvolveu-se na margem do rio Nilo, com uma organização social, política, artística e administrativa nunca antes conhecida. Ainda hoje o seu sistema de escrita, os tesouros, a arquitetura monumental, a religião e as histórias sobre os próprios faraós continuam a encantar o mundo.

Como começou e o que levou ao seu declínio? Quem foram os faraós e como conseguiram criar um império a partir do Nilo? Quem foi o monarca mais poderoso? Porquê o desejo de eternidade? Onde esconderam os seus túmulos e tesouros? Quais foram os principais avanços nos domínios da arte, da tecnologia e da ciência?

Eis um relato épico que abarca mais de três mil anos de História de uma sociedade sofisticada e única sobre a qual ainda há tanto para conhecer.

 

Novidades Planeta hoje nas livrarias

FICÇÃO

Título: O Amor Que Sinto Agora
Autor: Leila Ferreira
N.º de Páginas: 224
PVP: 15,95€
Nas livrarias a partir de 18 de Setembro

«Há escritores com talento, mas sem mundo. Há escritores com mundo e sem grande talento. E há aqueles, raros, que têm mundo e talento. É o caso de Leila Ferreira.» José Eduardo Agualusa

A partir de uma história verdadeira, Leila Ferreira escreve um dos
romances mais tocantes da literatura brasileira actual.
A partir de uma carta deixada por sua mãe, que já morreu, a autora faz uma viagem ao passado e ao mais profundo de si mesma, em busca de respostas e de libertação. Essa busca leva-a a visitar três países desconhecidos: México, Egipto e França, onde reencontra um sentimento que julgava nunca mais voltar a sentir: o amor.
Um belo testemunho de coragem, verdade e redenção. O livro imperdível sobre a possibilidade de arrumar o passado e ter fé no futuro.
Uma prova de que se vai sempre a tempo de ser feliz.
Quatro anos depois de perder a sua mãe, Leila Ferreira decidiu abrir a carta que ela deixara para ser lida após a sua morte. Foi da necessidade de responder a esta carta que nasceu este livro.
O Amor que Sinto Agora é o desabafo extremamente corajoso de uma filha que quebra o silêncio de uma vida. A mistura de realidade e ficção é protagonizada por Ana, uma mulher que enfrentou um casamento fracassado, violência sexual e depressão, mas aprendeu a construir saídas.
A conversa, em forma de cartas, relata viagens feitas ao Egipto, México e França, mas o grande deslocamento feito por Ana é existencial. É dele, acima de tudo, que ela fala, e é impossível não se emocionar ao acompanhar a reconstrução dolorosa e bela, do amor de Ana por sua mãe e pela vida. Leila Ferreira é autora convidada do festival literário de Óbidos - Folio.

“O amor que sinto agora é nervo exposto e coração na mão.
A transformação de uma menina em mulher, e as consequências dessa viagem sem volta. Um livraço.” Martha Medeiros

Sobre a autora
Leila Ferreira é formada em Letras e Jornalismo, com mestrado em Comunicação, pela Universidade de Londres. Foi repórter da Rede Globo Minas, colaboradora de vários jornais e revistas – por exemplo da revista Marie Claire e do jornal Estado de Minas – e, durante 10 anos, apresentou o programa Leila Entrevista na Rede Minas e TV Alterosa (SBT).
Com uma intensa bagagem que construiu ao longo das suas muitas entrevistas, encontros e viagens, faz apresentações em todo o país sobre temas como felicidade, amor, gentileza (ou a falta dela), qualidade de vida, humanidade, leveza e o sentido da vida – assuntos abordados nos seus livros: Que Ninguém Nos Ouça, Mulheres – Por que será que elas…?, Leila Entrevista: Bastidores, Viver não Dói e o best-seller A Arte de Ser Leve, que já vendeu mais de 70 mil exemplares.
O Amor Que Sinto Agora é o seu primeiro romance publicado em Portugal.

Título: Quarenta Dias Sem Sombra
Autor: Olivier Truc
N.º de Páginas: 440
PVP: 19,95€
Nas livrarias a partir de 18 de Setembro


VENCEDOR DE 22 PRÉMIOS LITERÁRIOS.
O aclamado e premiadíssimo romance de estreia do autor francês Olivier Truc é um policial étnico fascinante que nos leva a uma terra misteriosa, a Lapónia, e à descoberta da cultura e do povo Sami, um dos últimos povos indígenas da Europa, quase desconhecidos e em risco de desaparecerem.
Numa paisagem incrível, personagens cativantes e fortes levam nos aos limites da hiper-modernidade e da tradição de um povo que luta pela sua sobrevivência cultural.
Um policial magnífico e intenso, escrito por um autor de estilo directo e vigoroso que conhece bem a região de que fala. Olivier Truc é jornalista e correspondente do Le Monde e do Le Point, em Estocolmo.
Especialista nos países nórdicos e bálticos, o autor conhece bem a região que tem como pano fundo este policial magnífico e intenso, escrito num estilo directo e vigoroso
A crítica internacional aclamou este policial e chega a referir-se a ele como um fascinante estudo antropológico com um procedimento policial convincente, que leva o leitor a mergulhar no estilo de vida dos pastores de renas sami no Norte da Lapónia, uma cultura antiga sob a pressão do mundo moderno.

«Emocionante... Pormenores fascinantes, a fissura entre a polícia e os pastores de renas, intensificam o enredo em movimento rápido. Truc conta-nos uma parte obscura do mundo que poucos conhecem.» Publisher's Weekly

Este lugar aparentemente tranquilo perto do Ártico irá revelar-se uma terra de conflitos, mistérios e ódios ancestrais. Um mistério intenso que o autor vai revelando, lentamente, ao longo das mais de 400 páginas, ao mesmo tempo que revela o papel que países como a Noruega e a Suécia tiveram durante o nazismo, com numerosos colaboradores infiltrados.

Livro vencedor de 22 prémios literários, de entre os quais se destacam:
Prix Mystère de la critique - 2012 / Prix des Lecteurs de Quais du Polar-20 Minutes - 2013 / Prix des lecteurs du Pays de Redon – 2014 / Prix littéraire du premier roman policier de Lens, festival Polarlens – 2014 / Prix des lecteurs Saint-Antoine/Tenon, sélection roman policier - 2014 / Prix littéraire «Complètement livres!» 2015.

Kautokeino, Lapónia Central, 10 de Janeiro. Noite polar, frio glacial.
Amanhã o Sol, desaparecido há quarenta dias, vai renascer. Amanhã, entre as 11 h 14 m e 11 h 41 m, Klemet voltará a ser um homem, com uma sombra. Amanhã, o Centro Cultural vai expor um tambor de xamã oferecido por um companheiro de Paul-Émile Victor. Mas o tambor é roubado durante a noite. As suspeitas irão desde os fundamentalistas protestantes aos independentistas samis. A morte de um criador de renas não contribui para melhorar a situação.
A Lapónia vai revelar-se uma terra de conflitos, de cóleras e de mistérios. Klemet, o lapão, e Nina, a jovem colega de equipa, agentes da polícia das renas, lançam-se numa investigação frustrante. Mas, em Kautokeino, ninguém gosta de quem faz ondas. Ordenam-lhes que voltem às patrulhas de motoneve pela tundra e à pacificação das eternas querelas entre criadores de renas.
Os mistérios do 72.º tambor vão alcançá-los. Porque confiou, em 1939, um dos guias samis à expedição francesa aquele tambor? De que mensagem era portador? Que contam os joïks tradicionais que o velho tio de Klemet canta? Que vem fazer à aldeia aquele francês que gosta demasiado de raparigas muito novas e que parece conhecer tão bem a geologia da região? A quem se dirigem as orações da piedosa Berit? Que esconde a beleza selvagem de Aslak, que vive à margem do mundo moderno com a sua mulher meio louca?

Sobre o autor
É jornalista desde 1986, vive desde 1994 em Estocolmo, onde é correspondente do Le Monde e do Le Point. Especialista nos países nórdicos e bálticos, é também documentarista. Autor da biografia L'Imposteur (Calmann-Lévy), este é o seu primeiro romance.

NÃO FICÇÃO
Título: Feliz para Sempre
Autor: Pedro Brás
N.º de Páginas: 176
PVP: 16,65 €
Nas livrarias a partir de 18 de Setembro

Fundador da maior clínica de psicoterapia de Portugal, a Clínica da Mente, e investigador do modelo psicoterapêutico HBM, Pedro  Brás explica neste livro que a infelicidade, a tristeza, a angústia não têm de ser permanentes.
Não devem sequer manter- se nas nossas vidas.
«Podemos ser sempre felizes, mesmo nos momentos mais difíceis [...] O sofrimento que muitas vezes vivemos no presente é uma reacção às experiências difíceis que atravessamos nesse momento. Para que as agressões do presente não afectem a nossa felicidade, a nossa paz interior, devemos reagir e lidar com as agressões de forma a conseguir que não nos perturbem. Como?»
Por pior que seja a fase que estejamos a atravessar, podemos ser felizes! Dispomos de todas as ferramentas dentro de nós para o conseguir.
Só temos de saber como as usar. E não precisamos de comprimidos. Pedro Brás explica que mesmo os mais intensos estados de conflito interior, como a ansiedade, os ataques de pânico, as fobias, o luto, até a depressão, podem tratar-se sem recurso a medicamentos.
Ajudar a fazer os outros felizes tornou-se uma missão pessoal de Pedro Brás e este livro é o reflexo dessa vontade, onde o autor guia o leitor pelos seis pilares para construir a felicidade permanente:
Cuidar do bem-estar físico,
Alcançar a paz interior,
Criar objectivos de vida,
Perceber o caminho,
Amar-nos a nós próprios,
Conseguir comunicar.
Um dos conteúdos mais diferenciadores deste livro está no Compêndio dos estados de conflito e dor interior. Desde a depressão, à  ansiedade, passando por fobias e ataques de pânico, Pedro Brás descreve, explica e desmistifica 19 factores que mais nos desequilibram e bloqueiam, e, em consequência, nos impedem de nos sentirmos felizes. E fornece ferramentas para que os compreendamos e nos libertemos deles (sempre sem recurso a medicação).
Com base na vasta experiência no acompanhamento de milhares de pessoas que já procuraram equilíbrio psicológico e emocional nas suas clínicas, o autor revela uma questão determinante: há um padrão para a  infelicidade.
Mas – ensina com clareza – é possível quebrar esse padrão. E ser feliz.
Para sempre.

«Feliz para Sempre revela todas as causas de infelicidade que apurei ao longo dos anos, conversando com milhares de pessoas infelizes. Ajudei a grande maioria a sair desses estados negativos, acompanhando-as na superação emocional dos estados perturbadores que abordo neste livro.»
Os direitos de autor do livro revertem a favor de uma causa social, o projecto Ajuda por Ajuda com o qual a Clínica da Mente já trabalha, oferecendo serviços gratuitos a populações carenciadas.

Sobre o autor
Pedro Brás sempre se interessou pelos fenómenos da mente humana e, em 2008, criou a Clínica da Mente, que já ajudou mais de 9000 pessoas a libertarem-se de perturbações emocionais como depressão, ansiedade e ataques de pânico.
Os seus estudos sobre a hipnose e a programação neurolinguística originaram o modelo de intervenção psicoterapêutica que criou, chamado HBM.
Co-autor de vários estudos doenças mentais, acredita numa mudança do paradigma da Saúde Mental e mantém a sua visão de que, no futuro, as doenças mentais serão tratadas sem recurso a medicação. Nasceu em 1976. Formou-se na área das Ciências Sociais e Económicas.

Título: Por Que Fazemos o Que Fazemos?
Autor:
Mario Sergio Cortella
N.º de Páginas: 160 
PVP: 14,42€
Nas livrarias a partir de 18 de Setembro

Filósofo e escritor, Mario Sergio Cortella reflecte sobre uma das maiores fontes de mal-estar do mundo contemporâneo: a dificuldade em encontrar ânimo para o trabalho.
As manhãs de segunda-feira abatem-no?
Sente que não tem tempo para nada?
A rotina está a matar o prazer no seu dia-a-dia?
Sente-se perdido quanto ao real objectivo da sua vida?
Em 20 curtos capítulos, o autor aborda questões como a rotina da vida moderna, a busca pelo reconhecimento, a importância de se ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade – a si mesmo e ao seu emprego.
Desafiador, incómodo, e ao mesmo tempo realista e encorajador, este livro é um verdadeiro manual para todos os que têm uma carreira, mas se questionam e reflectem sobre o presente e o futuro.
Nem sempre é possível fazer o que se gosta, e nunca é possível fazê-lo plenamente, adverte o autor. Ele próprio adora ser professor, mas detesta corrigir testes. Todos os trabalhos exigem uma dose de sacrifício, sublinha. Como diz: «trabalhar dá trabalho». Mas parece que não estamos preparados para aceitar essa evidência. Porquê?
O que podemos fazer por nós mesmos de modo a evitar esta quase permanente e tão disseminada sensação de frustração laboral e a sermos felizes nas nossas profissões e carreiras?
Assuma o controlo da sua vida e encontre motivação no trabalho, alegria na obrigação e felicidade na rotina.
Descubra o segredo de Cortella para acordar feliz à segunda-feira.
«O perigo é quando a rotina deixa de ser algo que me prepara melhor para aquilo que estou a fazer e passa a ser algo a que eu já não presto atenção. Isto é, quando a repetibilidade se torna automatismo. Há uma diferença  entre a rotina, na qual eu faço uma actividade com uma sequência correcta e a completo, e a monotonia, em que a faço sem perceber. Nesse momento, a motivação falece. Seja qual for a profissão. […] A monotonia é a morte da motivação!»
«Claro, toda a gente gosta de fazer o que gosta. Mas é preciso ter consciência de que, no desenrolar da vida profissional, para se fazer o que se gosta, é necessário passar por etapas não necessariamente agradáveis no dia-a-dia. O caminho não é marcado apenas por coisas aprazíveis.
«O problema é que grande parte da geração actual foi criada sem a ideia de transição entre o desejo e o facto, entre a vontade e o sucesso, o anseio e a satisfação.»
«Em relação a essa ética do esforço, um caso que costumo contar é o do exímio pianista Arthur Moreira Lima. Após um concerto magnífico, um jovem foi ter com ele e disse: “Gostei muito do concerto, daria a minha vida para tocar piano como o senhor.” E ele respondeu de imediato: “Eu dei.”»

Sobre o autorMario Sergio Cortella (n. 1954 em Londrina, estado do Paraná, Brasil) é filósofo, escritor, mestre e doutorado em Educação, e professor-titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com docência e pesquisa na pós-graduação em Educação.
Foi secretário municipal de Educação de São Paulo (1991-1992), tendo sido antes assessor especial e chefe de gabinete do professor Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira.
É comentador da Rádio CBN nos programas Academia CBN e Escola da Vida.
É autor de mais de vinte livros. Entre eles Qual É a Tua Obra?, Educação, Convivência e Ética, Vida e Carreira: Um Equilíbrio Possível?, com Pedro Mandelli, Pensar Bem nos Faz Bem!, Viver em Paz para Morrer em Paz e A Sorte Segue a Coragem.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Barqueiro, de Claire McFall chega às livrarias esta semana

O Barqueiro, de Claire McFall é inspirado no mito grego do Barqueiro do Hades e é uma história profundamente original. Obra premiada na Escócia, país natal da autora, tornou-se um dos maiores bestsellers contemporâneos na China, onde já vendeu mais de um milhão de exemplares.

Traduzido já em 14 países, o livro vai ser adaptado ao cinema pela mesma produtora de O Cavaleiro das Trevas (Batman Begins) ou o recente Mundo Jurássico (Jurassic World).

Sinopse
Dylan mal se lembra da cara do pai, tinha cinco anos quando ele se foi embora – e nunca mais o viu. Descobriu entretanto que ele vivia em Aberdeen, no Norte da Escócia. Telefonou-lhe, falaram longamente, e hoje é o grande dia: vai visitá-lo. Sente borboletas na barriga, e a verdade é que não dormiu bem, teve um sonho muito estranho…

O comboio percorre lentamente paisagens verdejantes. Até que, ao passar num logo túnel, dá-se um acidente terrível. E Dylan é a única sobrevivente. Ou talvez não.

Ao emergir dos escombros, ao encontrar a saída do túnel, não percebe bem onde está. A paisagem verdejante deu lugar a um cenário desolado, desértico, terrível.

E Tristan, um rapaz de olhos tristes, está à sua espera. Ela levará tempo a perceber o que se passa. Tristan é o barqueiro, tem a mesma missão há muito, muito tempo: encaminhar os mortos para o outro lado. É uma longa travessia, que ele já fez com milhares de pessoas. E com enormes perigos: porque à espreita estão as fúrias à caça de almas humanas…

Ao longo do caminho, sem perceber como nem porquê, Dylan sente-se cada vez mais próxima do rapaz dos olhos tristes. E ao aproximar-se do seu último destino, sabe que a história não pode acabar ali, sabe que tudo fará para permanecer ao lado do seu barqueiro, por toda a eternidade.

Mas como? Será que o amor pode transcender a morte?

Sobre a autora: 
Claire McFall é escritora e professora e vive e trabalha no Norte da Escócia. O seu primeiro livro, O Barqueiro, conquistou o prémio Scottish Children's Book Award e foi nomeado para os prémios Branford Boase Award e Carnegie Medal.

Autora também das obras Bombmaker e Cairn Point (vencedora do primeiro prémio Scottish Teenage Book Prize), dedica-se a tempo inteiro à escrita desde que os direitos de O Barqueiro foram vendidos para o cinema.


Roberto Bolaño continua vivo 15 anos depois da sua morte

Título: Sepulcros de cowboys
Autor: Roberto Bolaño
Género: Literatura | Contos
N.º de páginas: 192
Data de lançamento: 14 de setembro
PVP: € 16,60

No ano que que se assinalam os 15 anos da morte de Roberto Bolaño, a Quetzal Editores publica um conjunto inédito de narrativas daquele que é considerado um dos mais talentosos e fascinantes autores da segunda metade do séc. XX. «Sepulcros de cowboys», com tradução de Cristina Rodrigues e Artur Guerra, chega às livrarias a 14 de setembro. São três narrativas exemplares, fundamentais para a compreensão da génese e evolução daqueles que viriam a ser os grandes temas e as personagens que deram vida a toda a obra posterior de Bolaño: «Pátria», «Sepulcros de cowboys» e «Comédia do horror de França». Na primeira, o poeta Rigoberto Belano pondera os efeitos do golpe de Estado do Chile, nomeadamente na sua família: a mãe perdeu o emprego de professora, o irmão foi torturado e a irmã entrou em depressão.
Em «Sepulcros de cowboys», que dá nome à obra, Arturo (alter ego do escritor, protagonista de Os Detetives Selvagens e narrador de 2666) viaja do Chile para o México e o Panamá e daqui de volta ao Chile, de barco.
Durante esta viagem, pede a um dos passageiros, um padre jesuíta, que leia a história de ficção científica inacabada, que tinha vindo a escrever, sobre uma invasão de formigas extraterrestres. Finalmente, em «Comédia do horror de França», o poeta Diodoro Pilon junta-se a uma misteriosa organização, o Grupo Surrealista Clandestino, que recruta novos membros através de chamadas aleatórias para cabines telefónicas em todo o mundo.
Provenientes de uma época em que Roberto Bolaño ainda «ensaiava» aqueles que viriam a ser os seus mais icónicos romances, estas três narrativas tornam «Sepulcros de cowboys» “um livro desconcertante, dentro do desconcertante universo bolañiano”, escreve Juan Antonio Masoliver Ródenas, no prólogo. “Basta dizer que a imaginação trans-bordante, a intensidade dos sentimentos, a crítica incisiva, a atividade febril ou as personagens estranhas fazem de ‘Sepulcros de cowboys’ um livro – um livro dentro de um Livro – enormemente atrativo e original.”

Sobre o autor:
Roberto Bolaño nasceu em 1953, em Santiago do Chile. Aos quinze anos mudou-se com a família para a Cidade do México. Durante a adolescência leu vorazmente e escreveu poesia. Fundou com amigos o Infrarrealismo, um movimento literário punk-surrealista, que consistia na «provocação e no apelo às armas» contra o establishment das letras latino-americanas. Nos anos 70, Bolaño vagabundeou pela Europa, após o que se instalou em Espanha, na Costa Brava, com a mulher e os filhos. Aí, dedicou os últimos dez anos da sua vida à escrita. Fê-lo febrilmente, com urgência, até à morte (em Barcelona, em julho de 2003), aos 50 anos. A sua herança literária é de uma grandeza ímpar, sendo considerado o mais importante escritor latino-americano da sua geração – e da atualidade. Entre outros prémios, como o Rómulo Gallegos ou o Herralde, Roberto Bolaño já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile e o Altazor, todos atribuídos a 2666, unanimemente considerado o maior fe-nómeno literário da última década.

Crítica literária:
«Uma oportunidade única e fascinante: ver um autor com talento a abrir o seu caminho.» El País, Babelia
«Os fanáticos de Bolaño – a sua legião – seguramente agradecem o acesso até ao último dos seus apontamentos.» La Nación
«Só um grande artista pode mover-se com tal liberdade pelos territórios da imaginação.» ABC Cultural
«Um dos autores mais influentes e respeitados da sua geração. Ao mesmo tempo divertido e, de certo modo, intensamente aterrador.» John Banville
«Desde Gabriel Garcia Márquez, nenhum autor latino-americano tinha redesenhado o mapa da literatura mundial de forma tão enfática como Roberto Bolaño.» The Washington Post
«Um dos maiores e mais influentes escritores modernos.» The New York Times
«Bolaño, o fora da lei da literatura latino-americana.» The Observer
«Bolaño foi o grande génio do nosso tempo.» Patti Smith



«Em Nome D'El Rey", há novidades nas livrarias

O passado glorioso de Portugal, as virtudes de um povo e a bravura de um cavaleiro português do século XV no novo romance de Luís Barriga.

Sertã, Estoi, Arzila: parecem lugares pequenos para palco de um romance épico onde se narram grandes façanhas, batalhas que marcaram a história da nação e ajudaram Portugal a descobrir o mundo. Não são. Lopo Barriga, o herói desconhecido das páginas deste livro, nasceu na Sertã e viveu em Lisboa mas foram as lutas que travou no Norte de África que o tornaram conhecido e inspiraram a narrativa que invoca os nomes maiores dos Descobrimentos.

Responde o autor:
- Como conheceu Lopo Barriga, o protagonista deste livro?

Na minha juventude o acesso à informação não era fácil. Quando um distinto professor, da minha aldeia, Amílcar Quaresma de Almeida, adquire a Enciclopédia Luso Brasileira, em volumes que chegavam mensalmente, eu que o acompanhei em muitas atividades culturais, tive acesso ao volume onde constava o meu sobrenome. É nessa breve consulta que me deparo com um herói da História de Portugal, que havia sido nobilizado pelos seus feitos e que não era falado. Se muitos adolescentes adotam heróis fantásticos e irreais, eu passei a ter como herói um bem real, que ainda por cima tinha o meu sobrenome!

- Como foi feito o trabalho de pesquisa, investigação e documentação?
Atendendo à época em questão, e ao personagem principal, Lopo Barriga, a pesquisa foi dificultada pela escassez de informação, e a que se encontra é muitas vezes contraditória. Essa constatação obrigou à opção por uma informação, em detrimento de outra que surgia como menos provável, obrigando-me a correr riscos. Optei também por preencher as enormes lacunas, na vida de Lopo Barriga, fazendo-o comungar do percurso de outros personagens que com ele se cruzaram, nomeadamente o algarvio Nuno Fernandes de Ataíde, que logo que assumiu funções de governador de Safim nomeou Lopo Barriga como seu Adail (comandante militar da praça), o que implica, com alguma certeza, um bom relacionamento entre ambos e muitas histórias em comum. Todas estas preocupações obrigaram a um trabalho meticuloso de investigação e documentação, para diminuir as possíveis incoerências.

Eis Em Nome D’El Rey.





segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Sereia de Brighton, novo livro de Dorothy Koomson, chega às livrarias a 17 de setembro

Título: A Sereia de Brighton
Tradução: Leonor Bizarro Marques
Págs.: 512
Capa: mole com badanas
PVP: 17,70 €

Um thriller rápido e emocionante de uma das autoras favoritas dos leitores portugueses
No dia 17 de setembro, A Sereia de Brighton chega às livrarias de todo o país. Num registo de thriller, diferente daquele que a celebrizou, Dorothy Koomson brinda os leitores com uma emocionante história de segredos e crime.
Este livro narra a história de Nell, uma mulher que, quando adolescente, vive dois acontecimentos traumáticos no espaço de poucas semanas e, vinte e cinco anos mais tarde, decide enfrentar os fantasmas do seu passado.
Com recurso a constantes saltos temporais, entre 1993 e a atualidade, e personagens profundas e realistas, Dorothy Koomson aborda o impacto e as consequências que um desaparecimento pode ter na vida de várias pessoas ao longo dos anos.
Sobre A Sereia de Brighton, a autora confessa que “embora seja um thriller emocional, com alguns momentos altamente tensos e ameaçadores, ainda me parece uma carta de amor à minha cidade natal – Brighton.”
Em 2006 a escritora deu a conhecer A filha da minha melhor amiga – já na 19.ª edição –, e desde aí a Porto Editora tem vindo a publicar com regularidade a obra de Dorothy Koomson. O sucesso em Portugal é apenas parte do crescente prestígio internacional da autora, que conta com mais de 2 milhões de exemplares de livros vendidos em todo o mundo, com edições em 30 línguas.

Sinopse: 
Praia de Brighton, 1993
As adolescentes Nell e Jude descobrem o corpo de uma jovem na praia e, quando ninguém o reclama, a vítima passa a ser conhecida como A Sereia de Brighton. Três semanas mais tarde, Jude desaparece e Nell, ainda chocada com os acontecimentos na praia, fica completamente desamparada.
Passados 25 anos, Nell vive atormentada pelo passado, abandonando o emprego para descobrir a verdadeira identidade da jovem assassinada – e o que aconteceu à amiga naquele verão inesquecível.
Quanto mais perto fica da verdade, maior é o perigo. Alguém parece estar a seguir cada passo de Nell, que já não sabe em quem confiar.

Sobre a autora: 
Traduzida em 30 línguas e com mais de 2 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Dorothy Koomson é hoje uma das maiores referências do romance feminino.
Ao livro mais emblemático – A filha da minha melhor amiga – seguiram-se outros sucessos que a tornaram uma das autoras preferidas dos leitores portugueses.