domingo, 22 de janeiro de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Homem Ausente - Rosenfeldt e Hjorth [Opinião]

Título: O Homem Ausente
Autor:  Hans Rosenfeldt e Michael Hjorth
Editor: Suma de Letras
Páginas: 522

Sinopse:
O aguardado 3º volume da série policial nórdica de maior sucesso internacional!
Na ladeira das montanhas de Jämtland, na Suécia, seis corpos são encontrados.
No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja.
Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.

A minha opinião: 
A dupla sueca Hjorth & Roselfeldt já fazem parte das minhas preferidas quando penso em romances policiais. A série Sebastian Bergman é soberba e quando sei da novidade que mais um livro está para chegar fico em pulgas.

Aconteceu isso mesmo com este último, O Homem Ausente. Logo que chegou a casa desejei terminar o mais rapidamente possível a leitura do livro que estava a folhear para começar com este. É que sei, garantidamente, que vai ser uma leitura apaixonante que não me vai decepcionar.

Sebastian Bergman continua a ser a personagem central da história, como não podia deixar de ser, e acaba mesmo por se suplantar ao desvendar de mais um brutal achado. Seis cadáveres de pessoas são encontrados na montanha de Jamtland o que obriga a Riksmord a deslocar-se ao local. Os problemas pessoais de alguns dos membros vão afectar o grupo, mas quem mais sofre é Sebastian que descobre que a sua filha quer dar um rumo diferente à sua vida. 
É precisamente o relato do dia a dia desta equipa que me fascina nesta série. Os autores não se limitam a criar um crime e a ir revelando a solução do mesmo. Fazem com que o leitor crie empatia com os investigadores pertencentes à Riksmord o que imprime uma veracidade ainda maior na história, enriquecendo a série. 

"Se não acreditamos que tudo está pré-ordenado, que nada daquilo que fazemos tem um efeito qualquer, então a mudança significa sempre que temos de olhar atentamente para nós próprios."
Além disso, Sebastian não é um herói comum. Tem defeitos, muitos defeitos, e por várias vezes age erradamente, o que para ele se aplica a máxima "os fins justificam os meios". À primeira vista isso poderia criar um certo ódio pela personagem principal da série, mas comigo dá-se precisamente o contrário. Desprezível em algumas situações e amoroso noutras, Bergman, consegue contrabalançar perfeitamente o gosto que o leitor tem por ele.

A par disso, vamos conhecendo a história de uma família afegã, mãe e dois filhos, que vive desesperada com o desaparecimento do patriarca. Said Balkhi desapareceu há nove anos, quando a esposa estava grávida do filho mais novo e não deixou rasto. A mulher sente que alguma coisa terá de ter acontecido a Said, não acreditando que ele tenha fugido para o seu país de origem. Persistente, faz tudo para que a verdade seja revelada.

Esta terceira história não me impulsionou tanto a leitura como do livro anterior, mas não podia deixar de dar as minhas 5 estrelas. E, mais uma vez, o final deixa-nos com uma vontade imensa de ler o quarto livro. Desejo que esteja para breve.











quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

«Confissões de Inverno», de Brendan Kiely, nas livrarias a 20 de janeiro

Título: Confissões de Inverno
Autor: Brendan Kiely
Género: Literatura / Thriller
Tradução: Ana Lourenço
N.º de páginas: 240
PVP: € 16,60
Nas livrarias a 20 de janeiro


Um romance ousado que explora o tema inquietante do abuso sexual a jovens no seio da igreja católica
Confissões de Inverno é o romance de estreia de Brendan Kiely, uma obra pujante sobre o retrato multidimensional de um jovem adolescente que lida com os desafios implacáveis da passagem para a idade adulta. Este é um livro que explora vários temas sensíveis: a crise de identidade, o desmoronamento familiar, a falta de redes de apoio, a ausência de um sentido de pertença, o consumo de drogas e ainda o abuso sexual no seio da igreja católica.
Aidan é o protagonista deste livro, um jovem vulnerável que encontra no padre Greg um amigo e confidente, mas cujo elo de confiança é quebrado de forma trágica.
Brendan Kiely é natural de Boston, cidade norte-americana onde, em 2002, rebentou o escândalo dos abusos sexuais por padres católicos. Este livro está traduzido em dez línguas e integra o TOP 10, de 2015, dos melhores livros de ficção para jovens adultos (Young Adult) da American Library Association. Foi ainda selecionado pela prestigiada publicação Kirkus Reviews como um dos Melhores Livros do Ano, em 2014.

Sinopse:
Quando a vida de Aidan Donovan, de 16 anos, começa a desmoronar-se à sua volta, ele procura refúgio no bar do pai e nas atenções do padre Greg, o único adulto que o escuta. Chegado ao Natal, Aidan entra numa crise profunda ao compreender a natureza obscura do afeto do padre. Vira-se então para um novo grupo de amigos: Josie, a rapariga por quem talvez esteja apaixonado, Sophie, a amiga um pouco rebelde, e Mark, o carismático capitão da equipa de natação, cuja sensação de angústia rivaliza com a de Aidan. Um romance ousado e corajoso que olha de forma intensa e sensível para os desafios do crescimento e do amor.

Sobre o autor:
Brendan Kiely formou-se na Universidade de Nova Iorque. É professor do liceu e este é o seu primeiro romance. Vive com a mulher em Nova Iorque.


Novidade Ideias de Ler: Fátima – Milagre ou construção?

Título: Fátima – Milagre ou construção?
Autor: Patrícia Carvalho
Págs.: 232
Capa: capa mole
PVP: 15,50€

Fátima – Milagre ou construção?
Cem anos depois, Patrícia Carvalho questiona Fátima e as intenções por detrás do milagre.
A 22 de janeiro, a Ideias de Ler publica Fátima – Milagre ou construção?, da jornalista Patrícia Carvalho. O lançamento realiza-se na Fnac do Norteshopping, no Porto, pelas 17:00, e conta com a apresentação do jornalista Manuel Carvalho.
Esta obra é fruto de uma investigação baseada nos mais variados documentos da época, incluindo imprensa, publicações, fotografias e depoimentos, que analisam as versões da Igreja, mas também hipóteses nunca comprovadas que foram levantadas pelos jornais da República que à data gritavam “farsa”.
Nas páginas deste livro questiona-se se terá sido coincidência a Igreja ter tardado a abrir uma investigação ao caso e que, ainda antes de o fazer, tenha começado a adquirir terrenos e a projetar um santuário. Esta e muitas outras questões são levantadas pela autora que dedicou a sua investigação ao fenómeno religioso que marcou o séc. XX em Portugal e que, ainda hoje, atrai milhões de crentes.
Nas palavras da autora “A história de Fátima, tal como eu a fiquei a conhecer, é o que irão encontrar nestas páginas, livres do carácter tantas vezes apologético dado às “aparições” por figuras da Igreja ou do ataque e acusações gratuitas que marcaram os primeiros trabalhos jornalísticos da imprensa republicana, quando Fátima se começou a impor. A informação que aqui vão encontrar é, julgo, suficientemente rica e clara para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões.”
Esta obra leva os leitores a colocar uma incómoda pergunta: “Estarão os crentes a alimentar uma mentira cuidadosamente planeada?”.

Sobre a autora:
Patrícia Carvalho nasceu no Porto em 1975. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e foi como estagiária do Jornal de Letras que entrou no jornalismo. No final do curso quis regressar a casa e desde então trabalhou em vários jornais e revistas como O Comércio do Porto, a Grande Reportagem ou a Sábado. Desde 2008 trabalha no jornal Público.

A sobrevivência de uma família em Portugal nos séculos XVI a XIX

Título: Entre a Fogueira e a Nobreza
Autor: Isabel Braga Abecassis
N.º de Páginas: 248 páginas + 16 (cores)
PVP: 16,00 €
Género: Não Ficção/História de Portugal
Nas livrarias a 18 de Janeiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse
O que têm em comum Manuel Gomes de Elvas, o escravo que se tornou fidalgo, Francisca Coronel, a freira insubmissa encarcerada no convento, Luís Gomes da Mata, o correio-mor e Anne Armande du Verger, a espia francesa, amante do rei D. Pedro II e avó do primeiro duque de Lafões, Pedro Henrique de Bragança?

São todos membros de uma família a quem os portugueses devem parte do seu património e cuja história é o tema deste livro. Nele se incluem alguns episódios surpreendentes do passado português: desde a peculiar obsessão do herdeiro da coroa, D. Sebastião, que o levou ao desastre de Alcácer-Quibir até ao fascínio da família real pelos autos de fé, passando pelos amores licenciosos nos conventos e os horrores da Inquisição – e, como pano de fundo, os esforços e o engenho de uma família que conseguiu sobreviver aos tumultos da nossa história.

Assente em factos verdadeiros, numa investigação que levou a autora aos Arquivos Secretos do Vaticano e a outros arquivos nacionais e internacionais, o livro acompanha diversos momentos marcantes da história de Portugal, como a batalha de Alcácer-Quibir e as suas funestas consequências, a dominação filipina que se lhe seguiu, a ação persecutória do Santo Ofício, as invasões francesas e as guerras liberais.

Sobre a autora: 
Isabel Braga Abecassis. Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, pós-graduada com o curso de Bibliotecária-Arquivista da Faculdade de Letras da Universidade de

Coimbra e mestra em Edição de Texto pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É autora da obra A Real Barraca publicada, no ano de 2009, pela Tribuna da História.

Foi responsável pela biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, pelo arquivo histórico do Palácio da Ajuda/Museu e encontra-se atualmente a trabalhar no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.


Lançamento do livro «O Governo Bilderberg», de Frederico Duarte Carvalho



sábado, 14 de janeiro de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Criança de Fogo - S. K. Tremayne [Opinião]

Título: A Criança de Fogo
Autor: S. K. Tremayne
Editor: TopSeller
Páginas: 352

Sinopse:
Quando Rachel se casa com David, tudo parece encaixar-se. Ao mudar-se de uma vida de mãe solteira para a bela mansão Carnhallow na Cornualha, ela ganha riqueza, amor e até um irmão para a sua filha, Millie. É então que o seu enteado, Jamie, faz uma previsão assustadora, e a vida perfeita de Rachel começa a desmoronar-se. Assombrada pelo fantasma da falecida mulher de David, a mãe de Jamie, e à medida que suspeita que a morte daquela não tenha sido suicídio, Rachel começa a temer que as palavras do enteado se tornem realidade: «Irás morrer no Natal».

A minha opinião: 
S. K. Tremayne pega na mesma fórmula do livro anterior e leva-nos aos mistérios de uma ilha praticamente isolada de tudo e todos, criando uma história assustadora com fantasmas à mistura.

Se no primeiro livro As Gémeas do Gelo Tremayne nos confunde com a parecença tão evidente entre as gémeas protagonistas, em que, por vezes, ficamos sem saber quem é qual, neste A criança de fogo a semelhança entre a protagonista e uma mulher morta é por demais evidente.

Rachel Daly sempre se marcou pelo feminismo e combatividade. No entanto, o amor leva-a a prescindir da sua liberdade, do emprego e da sua vida londrina para ficar noiva de um viúvo rico mais velho, com uma criança a cargo, e partir para Carnhallow, situada na Cornualha Ocidental.

Sozinha a maior parte do tempo já que o seu marido continua a trabalhar em Londres, Rachel decide tirar o máximo partido da enorme casa onde agora vive e tentar descobrir mais sobre aquele local. A sua curiosidade leva-a a desvendar alguns segredos que ninguém quer ver revelados. A par disso, o seu enteado parece-lhe, a cada dia que passa, estranho, e apanha-o a falar sozinho.

À medida que o livro avança, o medo impõe-se, tanto na protagonista como em mim enquanto leitora. Sim, cheguei mesmo a assustar-me tal a intensidade da narrativa, o que me levou a não querer parar a sua leitura até que terminasse e soubesse, por fim, o destino das personagens.

Adorei o mistério, o facto de me ir enganando ao longo do livro e nunca conseguir desvendar o final, e as personagens que, à sua maneira, trazem riqueza maior ao livro.

Com uma paisagem incrível, sempre em tons de cinzento, que gela a cada capítulo que passa, S. K. Tremayne ganhou mais uma seguidora da sua obra.



Excerto:
"Ter um filho é como uma revolução industrial das emoções. Subitamente, somos capazes de produzir preocupações em massa, e sentimentos de culpa."


"Ler faz bem" é a nova coleção da Revista Visão

A Revista Visão está com uma excelente iniciativa. Intitulada "Ler faz bem" a revista oferece, todos os meses, um livro que, de alguma forma ou de outra, marcou uma época.
O primeiro livro da coleção é "A Quinta dos Animais" de George Orwell, um livro que já li, mas como foi empréstimo, decidi comprar para ter na estante e, quem sabe, um dia relê-lo. 
Esta versão oferecida pela Visão, tem tradução de Paulo Faria, que restitui, nas palavras do próprio "aquilo que nunca lhe deveria ter sido subtraído: o título belo e simples, digno da fábula intemporal que Orwell tão bem soube compor: A Quinta dos Animais."
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Gradiva - Novidades de Janeiro

Título: A Aluna que Bateu no Professor
Autor: Manuel Nunes
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 485
N.º de Páginas: 184
PVP: €12,00

A educação em Portugal foi levada durante mais de 40 anos a uma situação dramática. A posição dos professores foi posta em causa. E abriu‑se uma brecha para o impensável. Este é um livro em que a ficção se mistura com a realida­de para contar aquilo que até parece mentira. Há alunos que batem nos professores? Sim. Perceber os quês e os por­quês dessa realidade a que se chegou é imperativo. Mais ainda hoje em que há fortes razões para temer que a escola que aí vem seja uma exacerbação dessa «escola» que durante tanto tempo houve. Uma narrativa tocante que revela a realidade como só a ficção pode fazer.


Título: Coleccionadores de Sonhos
Autor: António Oliveira e Castro
Coleção: «Gradiva», n.º 164
N.º de Páginas:  496 
PVP: €19,30

Guerra e amor. Esperança e desencanto. Um livro que nos leva por diferentes destinos humanos, tempos e espaços. As páginas percorrem a História de uma Angola nos últimos anos do Império colonial, viajam ao período das lutas li­berais do século XIX, e conduzem ainda o leitor a um presente (ou quase presente) com o Porto como cenário imediato e o país em pano de fundo. Numa nação habitada pelo desemprego, por políticos que governam mal, por gentes que passam dificuldades, há quem decida não baixar os braços, acredite na mudança, defenda convicções. Nesta narra­tiva, ao mesmo tempo intensa e delicada, um baú junta‑se ao enredo e às personagens principais. Que segredos es­conde? Descubra‑os, num livro que se lê com muito gosto!

Título: Fabricar a Inovação
O processo criativo em questão nas ciências, nas letras e nas artes
Autor: 
Annabela Rita e Fernando Cristóvão (coord.)
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 486
N.º de Páginas: 400 
PVP: €19,00

Como se faz acontecer a inovação? Esta pertinente pergunta é hoje, mais do que nunca, de importância crucial, atra­vessando campos tão diversos como os das ciências, das letras e das artes. E essa diversidade é bem espelhada nes­te livro, para o qual contribuíram autores especialistas em distintas áreas, enriquecendo um tema que a todos interes­sa. Ao mesmo tempo, trata‑se de uma obra que homenageia um grande criador: o escultor e arquitecto Charters de Almeida. Uma reflexão riquíssima a não perder.


Já em Fevereiro, um livro de grande actualidade que todos deviam ler:

Título: Populism: A Very Short Introduction 
Autor: Cas Mudde e Cristóbal Rovira Kaltwasser

Publicação em simultâneo com a edição original, mas incluindo textos exclusivos dos autores para a nossa edição sobre as recentes eleições norte‑americanas.

Nos debates, nos meios de comunicação social, nas conversas de café, fala‑se de populismo. Este está a ressurgir em força no século XXI e constitui um perigo para as democracias ociden­tais. Saberá a maioria das pessoas do que se trata? Os sociólogos e os jornalistas usam‑no por vezes para classificar fenómenos diversos, o que ajuda pouco ao seu conhecimento real e abran­gente. Quem foram e quem são os líderes populistas? O que têm em comum Hugo Chávez, Ma­rine Le Pen e Donald Trump? Neste livro sério e de leitura acessível, uma espécie de guia rápido para perceber o conceito, encontrará as respostas. A ler obrigatoriamente!




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades Planeta para janeiro

Ficção

Título: O Protector 
Autor: Jodi Ellen Malpas
N.º de Páginas: 528
PVP: 18,85 €
Nas livrarias a partir de 18 de Janeiro

Forte Atracção. Muito Sexo.
Um Grande Amor
Novo romance de uma autora de referência, no género erótico, que já tem uma legião de fãs portuguesas com as trilogias Este Homem e Uma Noite que foram grandes êxitos comerciais nos tops nacionais com mais de 35 000 exemplares vendidos.
O Protector, com mais de 1 000 000 de exemplares vendidos em todo o mundo, não faz parte de nenhuma série, é um único livro.
Mais uma vez, a autora mistura cenas de paixão muito quentes com uma grande história de amor, com um final feliz.
O Protector tem os ingredientes necessários para apaixonar de novo as leitoras.
Um livro viciante, uma história de amor com personagens surpreendentes. Camille Logan é uma famosa modelo, filha de uma família rica, que é alvo de ameaças anónimas.
Jake Sharp é um ex-sniper do SAS, que trabalha como guarda-costas e que foi contratado pelo pai de Camille para a proteger.
Toda a gente pensa que ele tirou as medidas a Camille: uma menina do papá mimada e bonita que usa a conta bancária do pai para financiar o estilo de vida que leva.
Mas Camille é muito mais do que parece à primeira vista e está determinada a viver livre de amarras.
Quando descobre que a sua vida está a ser ameaçada em consequência da maneira implacável como o pai gere os negócios, não tem outro remédio senão preparar-se para as medidas que ele vai tomar para a proteger.
Mas nada poderia prepará-la para o ex-sniper do SAS que entra de rompante na sua existência.
Jake Sharp vive o seu inferno privado. Já uma vez se deixou distrair do seu dever e as consequências foram devastadoras, pelo que jurou nunca mais permitir que voltasse a acontecer.
Ser o guarda-costas de Camille não é o género de distracção dos seus demónios que devia aceitar – as mulheres e Jake não combinam bem –, mas proteger a herdeira parece ser o menor de dois males. Jake não tarda a descobrir a verdadeira Camille. É uma jovem terna e compassiva, a sua presença apaziguadora, e o dever de protegê-la depressa vai mais longe e mais fundo do que um trabalho bem pago.
Jake precisa de absolvição. Acaba por precisar de Camille. Mas sabe que não pode ter ambas.

Sobre a autora
Jodi Ellen Malpas nasceu em Northampton, onde vive com a família. Enquanto trabalhava na empresa de construção do pai foi cimentado a trama de a trilogia e criou a personagem de Jesse Ward. Em 2012 decidiu autopublicar O Amante, o primeiro livro, e a massiva resposta das leitoras motivou a a terminar a trilogia. Catapultada para o número 1 do New York Times, a trilogia Este Homem converteu-se no fenómeno do ano coroando Jodi Ellen Malpas como a nova rainha do romance erótico.
Mais de um milhão de leitoras apaixonaram-se por Jesse, por M e agora por Jake.

Não Ficção
Título: Trump Revelado 
Autor: Michael Kranish & Marc Fisher
N.º de Páginas: 512
PVP: 23,90€
Nas livrarias a partir de 18 de Janeiro

A melhor e mais completa biografia do novo presidente dos EUA, feita por uma equipa de vinte jornalistas, de um dos mais prestigiados jornais do mundo, o The Washington Post, que investigou todas as facetas da vida de Trump.
Os antepassados escoceses e alemães, a infância, a adolescência, a vida na faculdade e o arranque profissional.
A relação com o pai, com os filhos e com as mulheres – as suas e as dos outros.
Os negócios – do imobiliário aos casinos, dos concursos de beleza à marca roupa, dos bifes ao reality show.
A fórmula para o sucesso – e a fórmula para mascarar os muitos insucessos.
O dinheiro que ganhou, o dinheiro que perdeu, a ruína financeira que provocou a muitas pessoas e empresas.
A falência técnica, as tensíssimas negociações bancárias para a impedir e a mesada com que passou a ser obrigado a viver.
A política, as sete mudanças de partido, a campanha e a vitória.
Eis o resultado de uma incomparável e imparcial investigação jornalística, feita por mais de 20 repórteres do prestigiado jornal The Washington Post.
Nenhum aspecto do percurso do novo presidente dos Estados Unidos ficou por escrutinar.
Toda a vida de Donald Trump está nestas páginas.
Um livro fundamental e supreendente, que não vai conseguir parar de ler.
O bom, o mau e o incompreensível sobre o homem que, nos próximos quatro anos, será um dos mais influentes do mundo.

«Útil, um vigoroso relato […] Retrata habilmente a obstinada construção da sua marca pessoal espampanante e a manipulação dos media, que muitas vezes fez de forma magistral.» The New York Times
«As várias cenas reveladoras convergem num fascinante retrato [...] Trump, o ultrajante exibicionista, torna-se mais patético e mais real neste excelente livro.» The Washington Post
«A biografia retrata a carreira de vários Trumps: o homem-espectáculo, o mulherengo e um parceiro de negócios que depressa se desenvencilha de projectos falhados.» The Guardian
«Os talentosos escritores Michael Kranish e Marc Fisher pegaram no trabalho de dezenas de jornalistas do The Washington Post e teceram-nos numa irresistível narrativa […] O melhor jornalismo de investigação.» USA Today
«Os que se atreverem e tiverem coragem suficiente para estas páginas vão deparar-se com a abordagem imparcial dos autores [...] que preferiram dar corda a Trump – e basta dizer que Trump desenrola quilómetros dela.» Kirkus Reviews

Sobre os autores
Michael Kranish é repórter de investigação na área de política do The Washington Post. É co-autor de John Kerry: The Boston Globe Biography e de The Real Romney,  e autor de Flight from Monticello: Thomas Jefferson at War.
Antes de trabalhar no The Washington Post era o sub-director da delegação do jornal The Boston Globe em Washington.
Venceu o Society of Professional Journalists Award for Washington Correspondence in 2016.

Marc Fisher é editor sénior no The Washington Post, onde já foi editor, colunista e director da delegação em Berlim, entre outros cargos que desempenhou ao longo dos seus mais de 30 anos no jornal.
É autor de Something in the Air, uma história da rádio, e de After the Wall, o relato em forma de reportagem sobre a queda do muro de Berlim e a unificação da Alemanha. Venceu o Pulitzer Prize for National Reporting em 2016 e o Pulitzer Prize for Public Service em 2014.

Título: O Mundo Imaginário de... 
Autor: Keri Smith
N.º de Páginas: 192
PVP: 14,99€
A partir de 18 de Janeiro

Um autêntico livro de desassossegar a realidade!
Um desafio a que crie o seu mundo à imagem dos seus desejos.
A mesma criadora dos mega sucessos de venda Destrói este Diário, Isto Não é um Livro e Caos, pede agora aos leitores que querem mudar o mundo para darem asas à imaginação e deixarem fluir a energia criativa que existe dentro de cada um e que muitas vezes fica aprisionada pela correria do dia-a-dia.
Cada página vem com uma proposta diferente e cabe ao leitor interpretar a melhor maneira de executá-la.
Pode ser lido sem uma ordem predeterminada. Abra uma página ao acaso e deixe-se surpreender.
O acto de criar um mundo é um acto de revolução.
Imaginar algo diferente, algo melhor, ou algo mais interessante é levar o mundo existente a um estado de mudança. Alguns dos maiores actos revolucionários do nosso tempo aconteceram porque alguém teve a coragem de imaginar algo novo.
Se é verdade que a imaginação cria a nossa realidade, então podemos ver-nos como alquimistas, capazes de transformar a sociedade e a cultura em geral com as nossas palavras e ideias.
Temos o poder de curar uma cultura doente com a «energia mágica» que provém da nossa imaginação. Pela mera documentação das nossas ideias, podemos iniciar o processo de mudança.
Está na hora de começar.

Sobre a Autora:
Keri Smith é uma artista canadiana, que vive entre Nova Iorque e o seu país de origem.
Autora de vários livros bestsellers e apps sobre criatividade incluindo «Destrói este Diário»/ Wreck this Journal, This is Not a Book (Penguin), How to be an Explorer of the World -the Portable Life/Art Museum,(Penguin), Mess: A Manual of Accidents and Mistakes (Penguin), The Guerrilla Art Kit (Princeton Architectural Press), Finish This Book (Penguin), e The Pocket Scavenger (Penguin).
O principal objecto de trabalho de Keri Smith, que tem dados aulas de educação conceptual em várias universidades é o conceito de Obra Aberta proposto por Umberto Eco: peças que são completadas pelo leitor/utilizador.
Tem sido convidada para projectos de investigação e arte em Copenhaga e Londres (Olimpíadas Culturais de 2012). É consultora do Center For Artistic Activism. O seu app Pocket Scavenger venceu o prémio de melhor app de não-ficção para adultos 2014 dos Digital Book Awards. http://www.kerismith.com/bio

Pessimismo, sonhos, crítica e ironia num divertido romance de Machado de Assis

Título: Quincas Borba
Autor: Machado de Assis
N.º de Páginas: 272
PVP: 16,50 €
Ficção/Literatura Lusófona
Nas livrarias a 18 de Janeiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse
«AO VENCEDOR, AS BATATAS!»
Amor e loucura, num livro delicioso sobre a grandeza dos sonhos e a miséria da realidade humana

Rubião, modesto professor de província, herda uma fortuna do filósofo Quincas Borba. Mas com a riqueza vem igualmente a loucura do seu amigo. Dissipa a fortuna em ostentação e em ajudas à trupe de oportunistas que o rodeiam assim que chega ao Rio de Janeiro. O amor e a loucura surgem de mãos dadas, entre a ambição social e um amor não correspondido. Perdido num mundo que não entende, Rubião acaba sozinho, e os parasitas ascendem à sua custa. No fim, triunfam os fortes, dando razão ao lema de Quincas Borba: «Ao vencedor, as batatas!» Este é o grande trunfo de Machado de Assis, sugerir as coisas mais terríveis da maneira mais cândida.
Um romance essencial na língua portuguesa, um autor injustamente esquecido, que ombreia com Eça e Camilo.

Sobre o autor:
Machado de Assis. Filho de pai carioca e mãe açoriana, um dos maiores nomes da literatura do Brasil, José Maria Machado de Assis, nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 1839.
Depois dos primeiros poemas, publicados na imprensa, segue-se uma profusa obra, que abarca os mais diversos géneros: crónica, conto, romance, teatro, crítica literária. Em 1864, edita Crisálidas, o primeiro livro de poesia, e, em 1872, Ressurreição, o primeiro romance.
Inicialmente, as suas obras possuem características românticas, mas é no Realismo que se distingue, com romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas (1880), Quincas Borba (1891) ou Dom Casmurro (1889), ao dar espaço à análise psicológica das personagens, aos seus desejos e necessidades, qualidades e defeitos.
Morreu na madrugada de 29 de Setembro de 1908, em casa, no Rio de Janeiro, aos 69 anos.


Livros do Brasil: O regresso da Miniatura - «As Grandes Obras em Pequenos Volumes»

Livros do Brasil começa 2017 com o relançamento da histórica coleção de bolso.
Grande literatura em tamanho – e preço – reduzido

Chegam a 19 de janeiro às livrarias os primeiros três livros da renovada coleção Miniatura, da Livros do Brasil. Criada nos anos 50, e com o slogan As Grandes Obras em Pequenos Volumes, esta foi uma das principais coleções de livros de bolso em Portugal e contou com 170 números. Nesta nova série, os livros serão igualmente em tamanho e preço reduzido (8,80 €), numerados e com uma linha editorial que se regerá pela qualidade literária, onde constarão autores contemporâneos e clássicos.
A Louca da Casa, de Rosa Montero, Soldados de Salamina, de Javier Cercas, e A Um Deus Desconhecido, de John Steinbeck são os títulos que inauguram a nova vida da Miniatura, três livros essenciais na obra de cada um dos seus autores.
Depois do relançamento das coleções Dois Mundos e Vampiro, ambas muito bem recebidas pelos leitores portugueses, esta é a nova aposta da chancela.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

«O Diabo na Cozinha», de Marco Pierre White, chega às livrarias

Título: O Diabo na Cozinha
Autor: Marco Pierre White
Género: Literatura / Autobiografia 
Tradução: José Luís Costa 
N.º de páginas: 376 
Data de lançamento: 13 de janeiro
PVP: € 18,80
Sexo, dor, loucura e a arte de um grande chef. Este pode ser um dos resumos de O Diabo na Cozinha, a autobiografia de Marco Pierre White, que chega às livrarias na sexta-feira, dia 13 de janeiro.

O aclamado chef rockstar britânico White transformou a arte de cozinhar numa atividade sexy. Apesar do seu mau feitio na cozinha – e, às vezes, na sala de jantar dos seus restaurantes – foi um herói da classe trabalhadora que encantou celebridades e aristocratas. Foi o mais jovem chef do mundo a receber três estrelas Michelin – e o único a devolvê-las para poder cozinhar em liberdade. Formou chefs que viriam a ser famosos – como Gordon Ramsay, Heston Blumenthal ou Mario Batali – e é presença regular no Masterchef Australia. Os direitos de adaptação do livro ao cinema foram adquiridos por Ridley Scott e a imprensa da especialidade aponta Michael Fassbender como ator principal.

Nesta autobiografia (que inclui um interessante conjunto de receitas da sua vida), Marco Pierre White fala sobre o caminho que o levou de um bairro de Leeds até ao olimpo da cozinha contemporânea, revelando os segredos dos seus fogões, falando sobre os seus negócios, os seus amores, os seus ódios de estimação, a ingratidão e a lealdade, a busca da originalidade sem perder as raízes, as loucuras de um chef que – no fim de tudo – acha que a principal base da arte culinária não são a sofisticação ou o exibicionismo, mas a simplicidade.

«O terror da cozinha serve-nos uma autobiografia confecionada com tanto dramatismo quanto um prato de um restaurante com estrelas Michelin.» (The Times)

«Totalmente impossível parar de ler.» (Glamour)

«Marco será sempre o epítome do chefe malvado, talentoso e brilhante – o arquétipo em carne e osso.» (Independent)

«Podemos sentir a sua influência não apenas no legado gastronómico mas também na postura rebelde de celebridade volátil dos chefes que povoam as nossas televisões.» (Guardian)

Sinopse:
O aclamado primeiro chef rockstar britânico, Marco Pierre White, foi o homem que transformou a arte de cozinhar numa coisa sexy. O seu temperamento na cozinha é lendário. Funcionários irritantes eram atirados para o caixote do lixo, e clientes, para a rua. Mas o mais rude dos chefs londrinos foi também um herói da classe trabalhadora que encantou estrelas e aristocratas. E o primeiro e mais jovem do mundo a ser galardoado com três estrelas Michelin. E a devolvê-las – para poder continuar a cozinhar em liberdade e em grande estilo, como uma espécie de investigação sobre a beleza, o prazer e o sentido da vida.

«Enquanto trabalhava como um escravo, aguardava o momento em que aquelas portas se abriam e me proporcionavam o vislumbre de glamorosos clientes, à suave luz da sala de jantar, rindo e erguendo os copos, desfrutando do vinho.»
«As pessoas vinham ao Harveys não só para a comida, mas também para o Grande Espectáculo Marco Pierre White. E era um espectáculo animadíssimo, uma espécie de circo, cheio de tensão, drama e imprevisibilidade. Um circo dentro dum pequeno restaurante. E as pessoas ali estavam, a comer pratos sofisticadíssimos enquanto um pobre cozinheiro é assassinado na cozinha. Paraíso à dianteira, inferno na retaguarda.»
Sobre o autor:
Nascido em Leeds em 1961, Marco Pierre White foi o primeiro chef britânico (e o mais jovem em todo o mundo) a ganhar três estrelas Michelin.
O seu império gastronómico, que inclui os restaurantes Luciano e Marco, conheceu uma rápida expansão, marcando presença também em Las Vegas, Xangai, Jamaica e Dubai. Embora tenha abandonado a cozinha em 1999, White regressou recentemente para servir de anfitrião noreality show Hell’s Kitchen. Vive em Londres. Do seu casamento com Mati teve três filhos, e da primeira mulher, uma filha.



Novidade Esfera dos Livros: Porto d'Honra, de Manuel de Sousa

Um dos mais entusiastas divulgadores da história da cidade do Porto, Manuel de Sousa, traz-nos um extraordinário Porto D’ Honra, uma verdadeira visita guiada pelo passado através de muitos acontecimentos que constituem a identidade portuense.

Um livro feito de segredos e curiosidades que marcam a história da Invicta ao longo dos tempos, como o desastre da Ponte das Barcas, as invasões francesas, o legado deixado pelos judeus (não será por acaso que a cidade alberga a maior sinagoga da Península Ibérica), a história da mãe de todas as praças portuenses: a da Liberdade, ou o famoso cerco do Porto, que acabou por dar à cidade o título de «Invicta».

Muitos dos aspetos relatados são pouco conhecidos ou estão mesmo por descobrir, contribuindo para o carácter sedutor e fascinante do Porto: o atual Palácio da Bolsa, um dos ex-libris da cidade, foi construído sobre as ruínas do Convento de São Francisco, local onde o rei D. João I pernoitou antes de casar com D. Filipa de Lencastre; a Rua do Almada, paralela à Avenida dos Aliados, homenageia João de Almada e Melo que, juntamente com o seu filho, mudou para sempre a face do Porto e criou aquilo que hoje conhecemos como Baixa; ou o Piolho, o primeiro botequim portuense a ter eletricidade e a adquirir uma máquina de café La Cimbali que deu o nome ao cimbalino, etc.

Sobre o autor: 
Manuel de Sousa nasceu na freguesia de Miragaia, no Porto, em 1965. Licenciado em Ciências Históricas e mestre em Turismo, desenvolveu uma atividade profissional ligada à área empresarial, nomeadamente à Comunicação e ao Marketing, sem nunca ter abandonado o seu interesse pela história da cidade do Porto. Procurando aliar a divulgação da história local com as redes sociais, criou a página “Porto Desaparecido” no Facebook, cujo sucesso lhe valeu a atribuição da Medalha Municipal de Mérito pela Câmara Municipal do Porto, em 2013. Faz visitas guiadas pela cidade e colabora em diversos jornais e revistas em temas relacionados com a História e o Património.



Uma obra rigorosa e bem informada sobre a História de Angola

Título: Breve HistÓria da Angola Moderna
Autor: David Birmingham
N.º de Páginas: 208
PVP: 16,00 €
Género: Não Ficção/História
Nas livrarias a 18 de Janeiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse
Esta história de Angola incide particularmente sobre o período entre 1820 e o início do século XXI, constituindo uma obra essencial para a compreensão das actuais relações entre Portugal e Angola.
David Birmingham detalha a evolução social, económica e política de Angola, abordando temas como a exportação massiva de escravos, o desmoronar do sonho do mapa cor-de-rosa face ao ultimato britânico, a tentativa de criar uma pátria judaica em Angola, a Guerra Colonial, os violentos anos de guerra civil que se seguiram à independência, os negócios de petróleo e diamantes ou os recentes investimentos de angolanos ricos – como Isabel dos Santos, a primeira mulher africana bilionária – na antiga metrópole, como uma nova forma de «neocolonialismo». A obra inclui uma cronologia histórica.

Sobre o autor:
David Birmingham. David Birmingham é um dos principais investigadores da história moderna e contemporânea de Angola. O seu primeiro livro, sobre a conquista de Angola pelos Portugueses, foi publicado em 1965, pela Oxford University Press. Desde então, escreveu diversos livros, incluindo A Concise History of Portugal (editado em português sob o título História de Portugal). Com Phyllis Martin, editou a obra History of Central Africa, em três volumes.
Leccionou em universidades africanas e na SOAS, a Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, antes de se tornar professor de História Moderna na Universidade de Kent, no Reino Unido, onde se jubilou.



Três épocas históricas, três continentes. Um romance de amor e erotismo

Título: A Ilha de Martim Vaz
Autor: Jonuel Gonçalves
N.º de Páginas: 184
PVP: 15,50 €
Género: Ficção/Romance
Nas livrarias a 18 de Janeiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse
Manuscritos dos séculos XV e XVIII – achados no Rio de Janeiro durante as obras para os Jogos Olímpicos de 2016 – revelam histórias muito fora da versão habitual, aliás, como o próprio casal de pesquisadores que trabalhou os documentos, cujo percurso está tatuado pelas grandes turbulências do século XX e deste pedaço do XXI. Na soma, isto aqui cruza três épocas e atravessa três continentes, mas não é um livro de viagens. Por aqui andam homens e mulheres a camuflar-se em defesa de ideias sob cerco ou apenas para viverem amores intensos sob ameaça de excomunhão, ontem religiosa, hoje identitária.. Roteiros no extremo a fim de abrir caminho, isso sim. De Ceuta a Tomboctu, de Benguela ao Rio, pela Amazónia, por Bordéus, por Lisboa, por Luanda, pelo Sahel, ares, mares, dunas, florestas e savanas. A vida no risco permanente e mesmo assim não querem mudar de vida.

Sobre o autor:
Jonuel (José Manuel) Gonçalves. Lutou pela independência e democratização de Angola, portanto, teve a maior parte da existência dividida entre o combate clandestino e os exílios. Aproveitou estes para, aos solavancos, chegar até ao mestrado. Quando o fim das guerras angolanas do século XX permitiu, fez o doutoramento. A partir daí dedicou-se à docência (agora numa universidade brasileira), a escrever coisas diferentes das que escrevia nos anos de chumbo e a nomadizar entre África, Brasil e Portugal. Publicou livros de não ficção, Franco Atiradores, A Economia ao longo da História de Angola (editados em Angola); e de ficção Café Gelado e Relato de Guerra Extrema (editados em Angola e no Brasil).