segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sessão de apresentação de «Autobiografia», de José Luís Peixoto



Novidades Topseller

Título: O Fantasma de Maddy Clare
Autor: Simone St. James
N.º de Páginas: 320

Sinopse:
Londres, 1922
Sarah Piper é uma jovem solitária que vê a sua vida mudar quando uma agência de trabalho temporário a contrata para ajudar Alistair Gellis, um caçador de fantasmas. Alistair é um veterano da Primeira Guerra Mundial, rico, atraente e com uma grande obsessão pelo sobrenatural. Foi convocado para investigar e expulsar o fantasma de Maddy Clare, uma criada de 19 anos que assombra o estábulo onde alegadamente se suicidou.

Como Maddy se recusa a interagir com homens, caberá a Sarah a difícil tarefa de a enfrentar. Para isso, contará com o apoio de Alistair e do seu enigmático assistente, Matthew Ryder. Em pouco tempo, os três veem-se perante uma missão perigosa, pois o fantasma de Maddy é real, está zangado e tem poderes que desafiam toda a razão.

Conseguirão eles descobrir quem era Maddy, de onde veio e o que estará a impulsionar o seu desejo de vingança, antes que ela os destrua a todos?

Título: Intocável
Autor: Tahereh Mafi
N.º de Páginas: 352

Sinopse:
Tenho uma maldição.
Tenho um dom.
Sou um monstro.
Sou um ser humano.
Sou uma arma.
Sou uma lutadora.

O mundo está em colapso. As doenças dizimam a população, a comida escasseia, os pássaros não voam e as nuvens têm a cor errada. E, com apenas 17 anos, a Juliette está presa por homicídio. Na verdade, ela tem um poder incrível que mais se assemelha a uma maldição… O seu toque pode matar.

Perante a eclosão de uma guerra, o Restabelecimento vê nesse poder letal um dom. A Juliette não é apenas uma alma atormentada dentro de um corpo venenoso, mas uma arma imprescindível para a manutenção da ordem.

Só que esta extraordinária rapariga já escolheu o seu próprio caminho. Após uma vida sem liberdade, ela encontra por fim a força necessária para lutar e reagir - e tentar construir um futuro com o amor da sua vida, um rapaz que ela julgara ter perdido para sempre. Conseguirá a Juliette sair vitoriosa?

Um livro imperdível para os fãs das sagas Crepúsculo e Jogos da Fome.



Novidades Planeta para julho

Título Alojamento Letal
Autor: Álvaro Filho
N.º de Páginas: 208 
PVP: 15,95€

Mistério, sedução e bom humor nas doses certas, numa história inspirada na realidade das cidades atormentadas pelo turismo desenfreado e pela especulação imobiliária. Uma homenagem aos
clássicos do romance negro, habitada por uma fauna de fascinantes
personagens, representantes do rico mosaico humano das metrópoles.

Uma série de crimes atormenta Alfama e o principal suspeito é o senhor Ming, o milionário chinês dono dos prédios onde as vítimas viviam, agora convertidos em alojamento local. Para tentar provar a inocência, o empresário recorre aos serviços de Nuno Cobra, um escritor português de romances policiais que se passam em gélidas paisagens nórdicas e cujo vilão nas suas histórias age da mesma
forma que o frio assassino lisboeta: extirpando os olhos das vítimas.

A situação complica-se quando o escritor descobre que também vive num dos apartamentos do «chinês com apelido de vaso» e que o seu nome pode ser o próximo na lista de «despejos macabros».
Inicia-se então uma cruzada pelas tortuosas e escuras ruelas do bairro medieval, num thriller regido pelas fases da Lua e a sabedoria dos biscoitos da sorte, à caça do verdadeiro culpado pelos «Crimes do Airbnb».

« Álvaro Filho tem o condão da narrativa, mas também do humor negro; este livro é uma inteligente mistura de policial, romance literário e reflexão metafísica sobre o poder das palavras - e dos
escritores. Altamente recomendado.» João Tordo, Escritor

« Uma investigação policial muito bem arquitetada, desvendando de uma forma humorística a realidade que está a afetar os moradores mais velhos dos bairros tradicionais e fixa na literatura
um momento de crise do povo lisboeta.» João Céu e Silva, Diário de Notícias

« O romance Alojamento Letal abre as ruas de Lisboa a um género literário pouco habitual em Portugal: o policial. E a cidade sai a ganhar desta experiência literária de Álvaro Filho, autor premiado e com experiências de escrita anteriores que surpreenderam o leitor pelo inesperado do tema e a arte de saber montar uma história. » João Céu e Silva, Diário de Notícias

Do autor vencedor do Escrita FNAC Portugal 2018 e semifinalista do Oceanos 2018

Sobre o autor: 
Álvaro Filho é escritor e jornalista brasileiro radicado em Lisboa. É autor de sete livros, entre eles os romances Jornalismo para Iniciantes, O Diário de Viagem do Sr. A. e Meu Velho Guerrilheiro. Em 2018, foi semifinalista do Prémio Oceanos com a ficção Curso de Escrita de Romance, nível 2 e vencedor do Novos
Talentos Escrita FNAC Portugal com o conto Otelo.
facebook.com/escritoralvarofilho
instagram/seualvaro

Título: Molly e Eu
Autor: Colin Butcher
N.º de Páginas:  344 
PVP: 17,77€

Molly e Eu conta a emocionante história da equipa de detetives Colin - Molly: como o homem começou por resgatar a cadela e como a cadela acabou por encontrar e salvar muitos mais animais de estimação perdidos.
Juntos, Colin e Molly são o Sherlock e o Watson dos animais de estimação perdidos.
Veterano da Royal Navy, Colin Butcher deixou a polícia para abrir uma agência de detetives especializada em procurar animais de estimação desaparecidos. Mas, apesar de centenas de êxitos, havia, ainda assim, casos que Colin não conseguia solucionar sozinho. Percebeu que precisava de um parceiro.
Foi então que se deparou com uma cocker spaniel de olhar abatido num site de animais abandonados. Quando a conheceu, percebeu de imediato que era invulgarmente inteligente e carismática. Ficou com ela e decidiu treiná-la.
E assim, Molly aprendeu a descobrir o rasto de gatos desaparecidos e tem sido muitíssimo bem-sucedida.

Desde a busca por Simba, o gato sequestrado em Devon, à descoberta de um tesouro de jóias roubadas em Londres, o par tem numerosas aventuras para contar.
Mas o trabalho nem sempre é fácil e Molly também enfrentou provações, desde a picada de cobra que quase a matou ao desafio de conquistar a namorada de Colin... Atravessando perigos e proezas, Colin e Molly mantêm-se inseparáveis, reforçando profundos laços de amor e afetos.
Cativante, comovente e emocionante, Molly e Eu é a história de uma cocker spaniel salvadora com um passado difícil que, graças ao amor e devoção do seu dono, encontra uma nova vida, um propósito e um amigo para sempre.

Sobre o autor
Colin Butcher Depois de carreiras com altas patentes na Royal Navy e na Polícia de Surrey, em 2005, Colin Butcher fundou
a UK Pet Detectives, uma agência de detetives dedicada a procurar animais de estimação no Reino Unido. Desde então que lidera o mercado na investigação de crimes contra animais, e todos os anos recupera centenas de animais perdidos e roubados.
Colin é um especialista no campo da deteção de animais de estimação, e a sua vasta experiência como investigador na área do crime forneceu-lhe um precioso conhecimento sobre o comportamento de cães e gatos. 

Título: Annabelle
Autor: Lina Bengtsdotter
N.º de Páginas: 328 
PVP: 18,85€

ONDE FOI INFELIZ, NÃO DEVIA VOLTAR.
Charlie Lager é detective em Estocolmo quando chega um pedido de ajuda para investigar uma adolescente desaparecida em Gullspång.
O problema é que ela é dessa localidade, de onde saiu aos catorze anos e não quer regressar.
À medida que tenta descobrir quem era Annabelle e o que lhe aconteceu, acabará por fazer descobertas surpreendentes sobre o seu passado, um caso que tomará proporções drásticas e que levará Charlie ao limite.

A VÍTIMA
A filha de Nora, Annabelle, desapareceu, vista pela última vez a caminho de casa após uma festa.

SEM RUMO
A inexperiente polícia de Gullspång está sob a mira da imprensa nacional e os moradores desesperados por respostas.

CORRIDA CONTRA O TEMPO
A detective Charlie Lager é persuadida a voltar à aldeia natal para encontrar Annabelle. Lugar a que jurara nunca mais voltar. Quer encontrar Annabelle, mas também quer sair de lá o mais rapidamente possível. Antes que descubram a verdade sobre o seu passado.

O que faz que este seja diferente de outros policiais deste género é que todo o ambiente, as personagens e a história parecem muito crus e reais, desde o início – os leitores que cresceram numa pequena vila rural vão sentir-se familiarizados.

Sobre o autor
Lina Bengtsdotter cresceu em Gullspång e, após viver em Inglaterra e Itália, fixou-se em Estocolmo, onde vive com o marido e os filhos. É professora de Sueco e de Psicologia e publicou artigos na imprensa.


Título: O Agosto do Desassossego
Autor: Pedro Boucherie Mendes 
N.º de Páginas: 392 
PVP: 17,95€

Vinte e cinco anos depois do incêndio que quase o destruiu, o Chiado volta a ser marcado pela tragédia.
Quem é o assassino que anda a matar em nome de Fernando Pessoa?
Nos primeiros dias de Agosto, um homem é encontrado assassinado junto à estátua de Fernando Pessoa, na Brasileira do Chiado. Num dos seus bolsos há um postal com uma citação do Livro de Desassossego, de Bernardo Soares; no outro, a mão esquerda do morto com os dedos decepados e envoltos em sal.
O caso é entregue a Daniel Vilar, um inspector marcado por acontecimentos trágicos e que quase deixou de acreditar na justiça. Nas semanas que se seguem, mais dois homens são assassinados naquela zona da cidade. Com base nos
mesmos rituais.
Os crimes provocam uma onda de pânico e inquietam a polícia e os poderes políticos. Quem anda a aterrorizar o Chiado e a ameaçar a grande fonte de receitas do país?
Uma investigação em contra-relógio permitirá apanhar o assassino no dia em que se assinalam vinte e cinco anos sobre o grande incêndio de 1988.

Sobre o autor: 
Pedro Boucherie Mendes é director de planeamento estratégico da SIC, assina uma coluna de opinião no Expresso sobre séries de televisão e conduz o programa Irritações, na SIC Radical. Lançou no fim do ano passado o livro Ainda bem que ficou desse lado, e tem mais dois livros de não ficção e dois romances. 
Licenciado em Comunicação Social, foi crítico de música, fez rádio e trabalhou no semanário O Independente e nas revistas Grande Reportagem e «NS’» (Diário de Notícias). Foi jurado de três edições do concurso Ídolos. Foi ele que trouxe Gordon Ramsay e a série e Breaking Bad às televisões portuguesas.




quarta-feira, 10 de julho de 2019

Raparigas como Nós - Helena Magalhães [Opinião]

Título: Raparigas como Nós
Autor: Helena Magalhães
Editor: Editorial Planeta
N.º de Páginas: 424

Sinopse:
Uma história de amor irresistível, que é também o retrato de uma geração que cresceu sem redes sociais. Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida?

Festivais de Verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que pode esconder-se atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga… como tu.

«Beijamo-nos ao som daquela música que ouvia em casa sozinha deitada na minha cama. Durante o resto da vida, não importaria o que estivesse a fazer ou onde, quando ouvisse os primeiros acordes […], recordar-me-ia do olhar do Afonso fixado em mim, da sua mão no meu rosto, do meu coração a tremer e de me sentir a rapariga mais feliz do mundo. Porque Lisboa está cheia de bares a abarrotar de miúdas bonitas que, num piscar de olhos, se colocariam de gatas a ronronar nas suas pernas. Mas ele viu-me a mim.»

«Se algum dia se sentirem sozinhas, estranhas, deslocadas do mundo que vos rodeia, lembrem-se da Isabel, da Alice, da Luísa, da Marina e até da Marisa das argolas… Raparigas como nós.»

A minha opinião: 
Raparigas como Nós é uma viagem ao final dos anos 90, à adolescência de Isabel e Simão, jovens a frequentar o 9.º ano, mas que muito bem podíamos ser nós, miúdos nascidos nos finais dos anos 70, inícios de 80. 
O tempo não mudou assim tanto, porque me identifiquei com quase tudo o que li. Fui adolescente em meados de 90, pelo que em 99, altura em que se passa parte da história, já estava na faculdade, mas revi-me tanto com a história destas personagens! 

Confesso que a minha vida e a das minhas amigas não era tão atribulada com a de Alice e da Isabel, mas a fase dos namoricos, das tentativas de saídas à noite, das músicas que nos deixavam loucas fazem parte do meu passado, que recordo imensas vezes. 

As amigas continuam as mesmas. E as conversas quando estamos juntas fogem muitas vezes para essas alturas em que nos apaixonávamos por rapazes que não estavam nem aí para nós, muitos deles só queriam saber da bola, ou pelo melhor amigo, que fez com que a nossa amizade ficasse abalada. 

Drogas, felizmente nunca houve no nosso círculo de amigos, mas todos sabíamos o que é que o grupo dos fixes ir fazer para trás da escola. Nós éramos mais danças e cantorias e pouco mais. 

"Nunca quis passar o tempo a ler sobre pessoas que não existem, mas que de alguma forma têm uma mensagem altamente relevante para nós, algo que vai mudar a nossa vida." pag. 43

Mas voltemos ao livro. Vamos acompanhar a Isabel, em duas fases distintas: aos 14 e aos 17 anos. Começamos por conhecer Isabel quase a entrar na idade adulta. Adepta de festas, mas não de rapazes petulantes e betos, Isabel vê-se numa discoteca da moda, cheia de pessoas que não lhe interessam minimamente. A amizade fala mais alto e, a pedido da amiga Alice, acaba por lhe fazer a vontade e ir com ela para uma festa numa discoteca, juntamente com o namorada dela, que detesta, e dos amigos deste, quais fotocópias autênticas. 

No entanto, há um amigo que sobressai e que acaba por se tornar completamente diferente do grupo. E Isabel apaixona-se perdidamente por Afonso. 
No entanto, este não é o seu primeiro amor. E é aqui que viajamos até aos 14 anos e conhecemos Simão, o bad boy que arrebata o coração da protagonista. 

Somos transportados para os corredores da escola secundária, para a parte detrás da escola, para as "reuniões" na casa das amigas, e para aquelas raparigas populares que gozam constantemente com as mais novas e que andam vestidas de uma outra forma. 

Longe das redes sociais, no meu caso até dos telemóveis, esta é uma adolescência igual a tantas outras, onde os jovens se reuniam a jogar cartas, a ouvir músicas nos walkman's, que trocavam bilhetinhos de amor, e que seguiam o rapaz dos seus sonhos para todo o lado. E, relativamente aos posters que tínhamos no quarto... se o da protagonista era do David Charvet da série Marés Vivas, o meu era inundado pelos do Pedro Abrunhosa, já nessa altura o meu artista favorito.

É um livro que se lê muito bem e que nos envolve de tal forma, que depressa nos transportamos para lá. E a Rapariga Como Nós Helena Magalhães conquistou-nos a todas as que lemos o seu livro, a julgar por todas as opiniões positivas. A mim resta-me recomendar a sua leitura aqui, mas também emprestar às minhas amigas, amigas de juventude, para se reverem também nestas histórias. 
É uma óptima leitura de praia ou para levar de férias para um outro destino qualquer. 
Um livro 5*



Pratas Conquistador - Paulo M. Morais [Opinião]

Título: Pratas Conquistador
Autor: Paulo M. Morais
Editor: Casa das Letras
N.º de Páginas: 264

Sinopse:
No meio da tarefa de esvaziar uma casa de família, a descoberta inesperada de um conjunto de cartas, fotografias e recortes revela ao narrador a existência de um tio-bisavô pioneiro do cinema em Portugal. Será o misterioso tio Emídio, curiosa personagem das anedotas familiares, o mesmo Emygdio Ribeiro Pratas, autor e intérprete, em 1917, da primeira comédia cinematográfica portuguesa ao estilo de Charlot? Que destino foi, afinal, o deste homem que teve uma vida absolutamente aventurosa? E porque terá sido votado ao esquecimento?

Partindo da história desta figura multifacetada e do papel que representou na vida dos seus contemporâneos e dos seus descendentes, Paulo M. Morais explora os limites da ficção e da não-ficção, conduzindo o leitor ao Portugal das primeiras décadas do século XX, entre a queda da Monarquia e o advento da Sétima Arte, numa viagem ao mesmo tempo intimista e coletiva, poética e documental, que prende da primeira à última página.

A minha opinião: 
Estava a recepcionar livros na livraria onde trabalho e fiquei logo curiosa com o seu sub-título: A História desconhecida de um Charlot Português. Não descansei enquanto não peguei nele. Tal como indica na capa, desconhecia a existência de um Charlot em Portugal e achei estranho pouco ou nada se falar de tal personagem. 

Pratas Conquistador é uma obra ficcionada mas que anda em torno de Emídio Ribeiro, um jovem na altura, que tinha o sonho de ser realizador e ator. 
Pratas, autor e intérprete, decide fazer a primeira comédia cinematográfica portuguesa, em 1917. 



O narrador vê-se na incumbência de começar a "esvaziar" a casa da avó Julieta, ainda viva, quando se depara com uma carta manuscrita, acompanhada de uma fotocópia de um artigo de jornal. 
A fotocópia do jornal chamava a atenção para um filme intitulado "Pratas Conquistador" rodado há um século pela tio-bisavô do narrador. Depois de investigar melhor, o narrador, acaba por descobrir que aquele seu parente teria sido uma réplica nacional de Charlot. 

O verdadeiro Charlot aparece em 1914, mas poucos anos depois surgem em Portugal dois atores que o tentam imitar: uma de um ator espanhol conhecido por Cardo e outra por Emídio Ribeiro. 

Emídio seria depois votado ao esquecimento porque depois desse filme, apareceria apenas como figurante nalguns filmes, talvez daí se ter deixado de falar dele.

Paulo M. Morais dá vida a este narrador, baseado na sua história pessoal, que aquando de arrumações numa casa da família, vem a descobrir que é sobrinho bisneto do próprio Emídio Ribeiro. 

Gostei deste livro, de conhecer um figura interessante da nossa história cinematográfica, mas acho que o autor se perdeu um pouco na ficção, relegando, para segundo plano, a história principal. Penso que um dos motivos será o facto de Paulo M. Morais não ter reunido informação suficiente sobre o seu parente para poder explanar mais a sua vida. 

Ao mesmo tempo, o autor tem o cuidado de enquadrar o leitor no tempo em que se vai decorrendo toda a narrativa. Desde a monarquia até ao início da Sétima Arte no nosso país.  
Gostei





Passatempo: O Livro das Piadas Picantes da Matéria-Prima

O blogue Marcador de Livros, em conjunto com a Matéria-Prima Edições tem para oferecer, em passatempo, um exemplar de O Livro das Piadas Picantes de Manuel Damas. 
A resposta ao passatempo pode ser vista em: https://www.materiaprimaedicoes.com/


«Não Matarás», de Julia Navarro | Um romance que leva o leitor a refletir sobre a História do século XX

Título: Não Matarás
Autor: Julia Navarro
Género: Literatura / Romance
Tradução: Rita Custódio e Àlex Tarradellas
N.º de páginas: 992
PVP: € 19,90
Data de publicação: 12 de julho

O sétimo romance de Julia Navarro chegou às livrarias espanholas há poucos meses, enquanto decorria o debate de exumação dos restos mortais de Francisco Franco. Se os seus livros são acolhidos normalmente com fervor e entusiasmo, com este não foi diferente. Não Matarás tem como foco as profundas contradições da sociedade espanhola saída da Guerra Civil e do franquismo numa Europa em mudança
Nas palavras da autora, Não Matarás é «uma história absorvente que nos fala sobre a culpa, a vingança, o peso da consciência e os fantasmas que nos perseguem e que condicionam as nossas decisões.»
O leitor é levado numa viagem imprevisível, ficcionada, mas ao mesmo tempo carregada de factos históricos e alusivos aos períodos pós-guerra espanhol e Segunda Guerra Mundial. Um livro que acompanha a vida de três jovens amigos, que viveram estas duas guerras do século XX.

«Tu não matarás, filho,
porque nenhum homem
é o mesmo depois de
tirar a vida de outro.»

Sinopse:
Não Matarás tem início numa Espanha acabada de sair da Guerra Civil. Madrid é o cenário onde se inicia a amizade que acompanharemos entre Fernando, Eulogio e Catalina. Embora as feridas da guerra recém-terminada se façam sentir, as expectativas de uma vida melhor não se apagam e continuam a existir pessoas boas que se recusam a aplicar a lógica perversa dos vencedores e dos vencidos, continuando a ajudar os que caíram em desgraça.
Com Fernando, Catalina e Eulogio, partiremos para Alexandria, qual Babel do seu tempo, onde nem a proximidade da guerra consegue romper a coexistência pacífica entre as múltiplas nacionalidades e religiões. Com eles conheceremos uma França ocupada pelas tropas nazis.
A rendição alemã e o final da guerra desencadeiam um projeto de regresso a Espanha que todos querem concretizar com a maior brevidade. Será possível?
Um conjunto de personagens comprometidas com o seu tempo numa história emocionante, comovente e multifacetada numa Europa em mudança e num mundo que sucumbe à insensatez da guerra.

Sobre a autora:
Julia Navarro nasceu em 1953 e é jornalista há mais de trinta anos, tendo trabalhado nos principais meios de comunicação espanhóis. É autora de diversos livros de atualidade política, mas foram os romances que a tornaram conhecida internacionalmente. Está publicada em mais de trinta países com cerca de três milhões de exemplares de livros vendidos. É detentora de diversos prémios literários, como o Premio Qué Leer, o VIII Premio de los Lectores de Crisol, o Premio Ciudad de Cartagena, o Pluma de Plata de la Feria del libro de Bilbao, o Protagonistas de Literatura e o Premio Más que Música de los Libros.
www.julianavarro.es


terça-feira, 9 de julho de 2019

Psicopatas Portugueses - Joana Amaral Dias [Opinião]

Título: Psicopatas Portugueses
Autor: Joana Amaral Dias
N.º de Páginas: 336

Sinopse:
«O primeiro trabalho clínico que reúne os protagonistas da criminologia portuguesa, uma viagem ao recôndito das suas mentes perversas, uma descida às suas doentes e pérfidas motivações. Psicopatas Portugueses é também um trabalho de Psicologia Forense e procura revelar o quanto o assassínio é complexo, um fenómeno intrincado que ocorre no contexto de uma imensa multiplicidade de factores pessoais e culturais.»

Os casos: Luísa de Jesus (última condenada à morte em Portugal), Francisco Esperança (Monstro de Beja), o estripador de Lisboa, Francisco Leitão (Rei Ghob), etc.

A minha opinião: 
Se pensamos que Portugal é o país dos brandos costumes, também nos vem logo à cabeça que somos de esquecimento fácil. Perante este grupo de 13 assassinos e sádicos portugueses, bem explanados por Joana Amaral Dias, depressa percebemos que também tivemos alguns serial killers bem aterradores e sem qualquer remorso.

Já tinha lido sobre Luísa de Jesus, a última mulher condenada à morta em Portugal, no livro Mulheres Fora da Lei de Anabela Natário, assim como a matricida Maria José, que viria a ser protagonista de um dos livros de Camilo. 

O facto de ser psicóloga faz com que a autora faça uma análise detalhada dos crimes, mas também os analise sob o ponto de vista mental, o que torna  livro ainda mais rico.
A somar a isso, a autora faz ainda uma breve nota introdutória onde explica os seis tipos de psicopatas existentes. 

Joana Amaral Dias alerta para alguns sinais. Muitas vezes o assassino é uma pessoa "normal", que ninguém desconfia até porque leva uma vida exemplar. Exemplo disso é os dois militares que, de formas completamente diferentes, se tornam serial killers como é o caso do Cabo António e do Cabo Costa, também conhecido como o serial killer de Santa Comba Dão. 

De todos os casos, o de Luísa de Jesus continua a ser o que me choca mais. Primeiro por ser mulher, e depois por ter matado mais de três dezenas de bebés em troco de algum dinheiro que a Santa Casa da Misericórdia pagava a quem quisesse adoptar os bebés que ninguém queria. 


Este não é um livro para estômagos sensíveis, nem para menores de 18 anos. Avaliando a temática e os pormenores macabros das diversas mortes que estes assassinos perpetraram faz com que seja um livro forte e brutal. 
No fim do livro fica ainda uma reflexão: 
Saldo final: 1 em cada 3 portugueses tem uma arma em casa. 
Recomendo a sua leitura. 




 




 

1793 - Niklas Natt Och Dag [Opinião]

Título: 1793
Autor: Niklas Natt Och Dag
Editor: Suma de Letras
N.º de Páginas: 352

Sinopse:
No seu romance de estreia, 1793, Niklas Natt och Dag pinta um retrato convincente do final do século XVIII em Estocolmo. Através dos olhos dos diferentes narradores, o verniz em pó e a pintura da época são retirados para revelar a realidade assustadora, mas fascinante, escondida além dos factos secos dos textos de História.

Com um pé firmemente cravado na tradição literária e outro na literatura de suspense, Natt och Dag cria um género inteiramente novo de thriller histórico sugestivo e realista. Retrata a capacidade de se ser cruel em nome da sobrevivência ou da ganância — mas também a capacidade para o amor, a amizade e o desejo de um mundo melhor.

A minha opinião: 
Vencedor do Prémio Livro do Ano na Suécia, e publicado em mais de 35 países, 1793 conquistou-me primeiro pela capa, depois pela sinopse.

Sou fã assumida de dois géneros literários: o romance histórico e o thriller. Quando um livro reúne estes dois géneros que mais poderá um leitor querer?

Niklas Natt och Dag estreia-se com um romance perturbador e que relata uma Estocolmo para mim desconhecida, mas muito avançada para aquele tempo.

No entanto, também nos deparamos com hábitos enraizados um pouco por toda a Europa, como as tabernas cheias de homens bêbados, que resultavam em confrontos muitas vezes demasiado violentos, a falta de higiene e o menosprezo pela mulher. É ainda o tempo da condenação à morte, onde esse dia é festejado por todos e em que ninguém quer perder pitada do que vai acontecer com o criminoso. Nem mesmo as crianças.
De facto, como é sabido, o dia da condenação é um momento de festa, mas este facto é de tal forma retratado pelo autor, que poderá afetar os leitores mais sensíveis. As cenas descritas são demasiado gráficas e foi a parte que mais me chocou no livro.


Estamos no século XVIII e deparamo-nos com um corpo mutilado que aparece misteriosamente no rio. E é nesta altura que conhecemos um dos protagonistas da historia: um guarda completamente atípico (será?) que, apesar das constantes bebedeiras, sente curiosidade em descobrir quem é aquele homem.

Depois de a autópsia revelar alguns factos chocantes, Mickel Cardell, o guarda também ele com um braço mutilado fruto de um confronto na Guerra Russo-Sueca, fica surpreendido ao saber que o homem foi mutilado ainda em vida e com um espaçamento significativo entre as excisões.

A acompanhar Cardell surge Cecil Winge, advogado que trabalha com a polícia, um homem com mais responsabilidade e intelecto. Juntos vão fazer uma parelha improvável, mas que vai dar os seus frutos.

O autor cria ainda outros cenários na narrativa, que vão sendo relatados por outras personagens, que nos vão fazendo perceber  o desfecho de toda a história. Gostei imenso de conhecer a dupla Cardell e Winge, este último mostrando um enorme amor pela sua mulher, pensando primeiro nela e só depois nele próprio. Mas a personagem que mais me marcou foi Anna Stina, uma rapariga forte e destemida, um pouco invulgar na época.

A descrição detalhada da época, as cenas chocantes com que nos vamos deparando ao longo da leitura e as personagens ricas em mistério, fazem com que este livro resulte muito bem e se transforme numa leitura memorável. Recomendo sem reservas.

Novidades Topseller já nas livrarias

Título: No Final, Morrem os Dois
Autor: Adam Silvera
Páginas: 352

Sinopse:


Sem morte, não há vida. Sem perda, não há amor.

Pouco depois da meia-noite, Mateo e Rufus, dois completos estranhos, recebem a notícia de que vão morrer dentro de 24 horas. Neste último dia que lhes resta, ambos anseiam por fazer um amigo.

A boa notícia é que existe uma aplicação para isso. Chama-se Último Amigo e, através dela, estes dois jovens encontram-se para uma derradeira e intensa aventura: viver toda uma vida num só dia.

Para nos lembrarmos de que todos os dias contam.

Título: Apartamento Partilha-se
Autor: Beth O'Leary
N.º de Páginas: 416

Sinopse:
Tiffy Moore precisa urgentemente de um apartamento barato, depois de o ex-namorado a despejar da casa onde viviam. Leon Towney é enfermeiro, faz os turnos da noite no hospital, tem um apartamento para arrendar e precisa de dinheiro para ajudar o seu irmão.

Para os dois, surge a solução perfeita: durante o dia, enquanto Tiffy está a trabalhar, Leon descansa do lado direito da cama; durante a noite, e até à manhã seguinte, Tiffy é dona e senhora do apartamento. Embora nenhum deles se encontre no mesmo espaço ao mesmo tempo, limitando as hipóteses de algo poder correr mal, os seus amigos acham que esta é a receita para o desastre e que devem existir regras.

Para que tudo possa correr bem, decidem comunicar apenas por bilhetinhos destinados a resolver questões domésticas (e da vida) e facilitar a partilha do apartamento. Mas, com ex-namorados dramáticos, colegas de trabalho doidos e, claro está, o facto de ainda não se terem cruzado, estão prestes a descobrir que, para terem uma casa perfeita, vão precisar de atirar as regras pela janela.

Título: A Costureira de Dachau
Autor: Mary Chamberlain
N.º de Páginas: 352

Sinopse:
Londres, 1939. Ada Vaughan é uma jovem encantadora que vive num bairro pobre da cidade. Quando começa a trabalhar como aprendiz de costureira, depressa se torna a melhor empregada do estabelecimento. Mas com a experiência, cresce também a ambição de Ada, que sonha levar o talento das suas criações ao glamoroso mundo da alta-costura.

Assim que conhece o enigmático Stanislaus von Lieben, Ada apaixona-se e toma a decisão de finalmente abandonar uma vida monótona e modesta para realizar o seu sonho, em Paris.

O sonho, porém, é substituído pelo desespero quando as tropas nazis invadem a Cidade Luz e, para sua surpresa, percebe que Stanislaus a abandonou deixando-a só e à mercê da guerra, numa cidade desconhecida. Ada acaba por ser levada pelos alemães e mantida em cativeiro perto do campo de concentração de Dachau. Ali, perante todas as adversidades, tentará sobreviver da única forma que sabe - como costureira.

Uma narrativa poderosa inspirada num dos episódios mais desumanos da história.

Título: Intocável
Autor: Tahereh Mafi
N.º de Páginas: 352

Sinopse: 
Tenho uma maldição.
Tenho um dom.
Sou um monstro.
Sou um ser humano.
Sou uma arma.
Sou uma lutadora.

O mundo está em colapso. As doenças dizimam a população, a comida escasseia, os pássaros não voam e as nuvens têm a cor errada. E, com apenas 17 anos, a Juliette está presa por homicídio. Na verdade, ela tem um poder incrível que mais se assemelha a uma maldição… O seu toque pode matar.

Perante a eclosão de uma guerra, o Restabelecimento vê nesse poder letal um dom. A Juliette não é apenas uma alma atormentada dentro de um corpo venenoso, mas uma arma imprescindível para a manutenção da ordem.

Só que esta extraordinária rapariga já escolheu o seu próprio caminho. Após uma vida sem liberdade, ela encontra por fim a força necessária para lutar e reagir - e tentar construir um futuro com o amor da sua vida, um rapaz que ela julgara ter perdido para sempre. Conseguirá a Juliette sair vitoriosa?

Um livro imperdível para os fãs das sagas Crepúsculo e Jogos da Fome.

Título: O Homem dos Sussurros
Autor: Alex North
N.º de Páginas: 384

Sinopse:
«Ao longo dos anos, disse-te inúmeras vezes que não deverias ter medo de nada. Que os monstros não existiam. Desculpa ter-te mentido.»

Após a morte da mulher, Tom Kennedy muda-se com o seu filho, Jake, de 7 anos, para uma pacata povoação chamada Featherbank em busca de um recomeço de vida. Mas Featherbank tem um passado sombrio.

Há 20 anos, Frank Carter, um perverso assassino em série, raptou e assassinou cinco rapazes. Ficou conhecido como o Homem dos Sussurros, pois atraía as suas vítimas à noite sussurrando-lhes da janela. Logo após o seu quinto homicídio, Frank acabou por ser detido.

Estando o assassino atrás de grades, Tom e Jake não deveriam ter motivos de preocupação. Só que agora um novo rapaz desapareceu, e as semelhanças entre este acontecimento e os crimes de há 20 anos são desconcertantes. É então que Jake começa a comportar-se de modo estranho…

Diz escutar sussurros vindos do lado de fora da janela do seu quarto…


quarta-feira, 3 de julho de 2019

José Luís Peixoto escreve José Saramago

Título: Autobiografia
Autor: José Luís Peixoto
Género: Literatura/Romance
N.º de páginas: 304
Data de lançamento: 5 de julho
PVP: € 17,70

Um jovem escritor, José, é incumbido de escrever a vida do consagrado escritor, José. Este é o ponto de partida do livro que marca o regresso de José Luís Peixoto ao romance, quatro anos depois de Em Teu Ventre (2015) e de um interregno pelo mundo da não-ficção, com O Caminho Imperfeito (2017).
Autobiografia é a história dentro da história, um romance que junta o autor ao mais reconhecido dos escritores portugueses, José Saramago. Um livro há muito aguardado, com lançamento em simultâneo no Brasil, e que está disponível em todas as livrarias a partir de 5 de julho.
Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura.
A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa.
José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e, ao mesmo tempo, aprofunda obsessões, numa obra marcante, uma referência futura.

Pilar del Rio, sobre Autobiografia:
«Nenhum leitor que se aproxime desta Autobiografia entrará no livro desprevenido. Saberá, para isso existem os meios de comunicação, que um jovem escritor chamado José, talvez o próprio autor quando começava, se encontra com um autor maduro e consagrado, esse sim com nome e sobreno-me, José Saramago. Entre ambos, o que não existe fora do livro e o que existiu na vida real e literária, surge uma história de encontros e desencon-tros numa atmosfera que às vezes lembra, em outro tempo e circunstância, a que José Saramago criou para contar a vida de Ricardo Reis e Fernando Pessoa durante o ano em que ambos morreram. A história de Peixoto, ao contrário da de José Saramago, não é sobre morte, conta uma vida que começa com brios e desejos.
O escritor consagrado é a referência, o futuro desejado, que provoca admiração e um incontrolável repúdio: em todas as circunstâncias da vida os mestres são a medida das coisas, o estímulo que precisa de ser combatido para que o aprendiz não fique cerceado. Este livro é a agónica luta do escri-tor jovem com amores e perdas, aventuras diversas aqui e ali, personagens que vêm de outros mundos, vozes diáfanas e vozes misteriosas, todas elas no compasso do ritmo próprio e já consagrado de José Luís Peixoto.»

Sobre o autor:
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.
Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu no Brasil o Prémio Oceanos para a melhor obra literária em língua portuguesa do ano anterior. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), o Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil), entre outros.
Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.



Porto Editora: A história de um grande amor narrada por Julie Cohen

Título: Meu amor, meu segredo
Autor: Julie Cohen
Págs.: 342
PVP: 17,70 €

No dia 4 de julho, a Porto Editora faz chegar às livrarias de todo o país Meu amor, meu segredo, de Julie Cohen, livro vencedor do Contemporary Romantic Novel of The Year 2018, escolha do The Independent Club e do Richard & Judy Book Club e com mais de 100 mil exemplares vendidos no Reino Unido.
Neste romance, os leitores descobrem uma extraordinária história de amor. Robbie e Emily são dados a conhecer no ano em que comemoram o seu 43º aniversário de casamento. A partir desse momento, a narrativa recua no tempo, de 2016 a 1962, atravessando mais de cinco décadas e dois países, até revelar um segredo apenas conhecido pelos dois, do qual depende o bem estar de todos e que está ameaçado pela crescente senilidade de Robbie.
Além de contar uma grande história de amor, Julie Cohen também coloca em evidência um conjunto de questões sociais e emocionais, como a demência, o alcoolismo, a adoção ou o divórcio, e convida os leitores a refletirem sobre as suas próprias histórias.

Sobre o livro: 
Um romance simultaneamente arrojado e pleno de ternura. A reviravolta final é avassaladora e, apesar da inevitável tristeza, encontramos um lado inspirador neste amor capaz de sobreviver às mais negras ameaças. Richard & Judy Book Club
Uma história muito bem escrita e evocativa. The Independent (10 Best Book Club Reads)

Sinopse: 
Robbie e Emily estão juntos desde sempre, mas o seu amor permanece vivo e forte. Ao longo da vida, têm partilhado a cama, a casa e uma ligação tão profunda que parece indestrutível. Mas há coisas que eles não partilham com ninguém, para bem de todos.
Numa manhã como qualquer outra, Robbie acorda, veste-se, escreve uma carta a Emily e sai de casa. Para sempre. Há um segredo que ambos guardam desde o dia em que se conheceram. Os sacrifícios e as escolhas que fizeram ao longo da vida podem agora ser expostos perante todos e esta é a única maneira de os preservar.

Sobre a autora: 
Cresceu nas montanhas ocidentais do estado do Maine. Estudou Literatura Inglesa na Brown University e na Cambridge University e é uma popular oradora e professora de escrita criativa; dá aulas no The Guardian e na Literature Wales – agência nacional de promoção para a literatura do País de Gales. Os seus livros estão traduzidos para 15 línguas e já venderam cerca de um milhão de exemplares. Atualmente, Julie vive em Berkshire com o marido, o filho e um terrier de origem duvidosa.


Porto Editora: "Lá, onde o vento chora", de Delia Owens

Título: Lá, onde o vento chora
Autora:
Delia Owens
Tradutor: Leonor Bizarro Marques
N.º de Págs.: 392
Capa: mole com badanas
PVP: 18,80 €
No dia 4 de julho, a Porto Editora publica Lá, onde o vento chora, de Delia Owens. O romance de estreia da naturalista de 70 anos, que de obra literária de uma autora desconhecida do grande público se transformou num fenómeno editorial com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos nos EUA e mais de 40 semanas nos tops de venda, chega agora a Portugal.
Ao longo de quase dez anos Delia Owens trabalhou na história de Kya, a miúda do pantanal. O resultado é uma narrativa dolorosamente  bonita, plena de solidão, uma história de crescimento e um louvor à poesia silente da natureza.
A descoberta de um cadáver dá início a Lá, onde o vento chora e leva os leitores aos pantanais que cercam uma pequena cidade costeira da Carolina do Norte, em 1969. Ao mergulharem na história de mistério que perpassa esta obra, os leitores entram também na vida de Kya Clarke: abandonada por todos enquanto criança e deixada entregue a si mesmo e aos indiferentes caprichos da natureza.
Ao acompanhar o crescimento solitário da misteriosa miúda do pantanal, autossuficiente e excluída da sociedade, Delia Owens  mostra como as vivências enquanto criança moldam uma vida e como nos encontramos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.
O grande relevo e o detalhe poético da vida natural presentes neste romance fluem da experiência da autora: Delia Owens passou grande parte da sua vida a trabalhar como bióloga, especializando-se na vida selvagem africana. Foi neste continente que esteve durante largos anos a trabalhar na conservação de espécies, tendo escrito, em coautoria com o seu ex-marido, três livros de não-ficção.
Além dos tops de vendas, Lá, onde o vento chora tem também cativado milhares de leitores nos países aonde se encontra publicado – à data, os direitos de tradução estão vendidos para 35 países.
Só na popular rede Goodreads esta obra regista mais de 240 mil classificações de leitores, que lhe atribuem uma pontuação de 4,53 estrelas em 5. Os direitos para a adaptação ao grande ecrã foram já adquiridos pela Fox 2000, com a atriz Reese Witherspoon ao leme da produção.

Sinopse:
Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as
outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida.
O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove.
E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. E o impensável acontece.
Neste romance de estreia, Delia Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.

Sobre a autora: 
Delia Owens é coautora de três livros de não-ficção, sucessos de vendas internacionalmente reconhecidos, sobre a sua experiência como cientista da vida selvagem, em África. Zoóloga formada pela Universidade da Geórgia, tem ainda um doutoramento em comportamento animal pela Universidade da Califórnia. Venceu o John Burroughs Award para artigos sobre natureza. Foi publicada em várias revistas de referência na área da ecologia e da vida selvagem.
Delia Owens vive em Idaho e este Lá, onde o vento chora é o seu primeiro romance.


No Bunker de Hitler é novidade Guerra e Paz

Título: No Bunker de Hitler
Autor: Joachim Fest
Género: Não Ficção / História
N.º de Páginas: 200 
PVP: 15,50 €

Abril de 1945, Berlim, Alemanha. Após 13 milhões de mortos, uma das eras mais negras da história da humanidade e a destruição de parte da Europa e da Ásia, a queda de Hitler chegara. Mas quando e como é que Hitler percebeu a derrota? Conheça os últimos dias do monstro com No Bunker de Hitler, um livro do jornalista e historiador alemão, Joachim Fest. A obra, editada pela Guerra e Paz, chega às livrarias na próxima terça-feira, dia 2 de Julho.

«Até que o último homem caia.» Foi desta forma que Adolf Hitler se recusou a render-se, em plena II Guerra Mundial, perante a evidência de uma derrota anunciada.

Mesmo num cenário de destruição, sem precedentes em todo o mundo, e os inevitáveis horrores de uma derrota, Hitler manteve-se, abrigado num bunker, com os seus ideais imperialistas infames bem vincados. Mas o que terá acontecido dentro desse abrigo?

Descubra os infernais últimos dias de Adolf Hitler e do Terceiro Reich, através do livro No Bunker de Hitler de Joachim Fest. Uma obra de rigor histórico, escrita por um homem que serviu o Exército alemão, mas sempre se recusou a fazer parte da Juventude Hitleriana.

Viva, em cada página, a reconstrução fiel da terrível, e derradeira, batalha de Berlim e a claustrofóbica atmosfera vivida dentro do bunker do Führer, debaixo da chancelaria, até ao último segundo da guerra.

Sem piedade, indiferente ao futuro do povo alemão, autodestrutivo, Hitler arrastou consigo todo um país, ordenando a destruição de infra-estruturas essenciais e atirou milhares de soldados para a morte, que sabia certa.

O autor descreve, com elevado pormenor, a vertigem paranóica que levou o líder nazi ao suicídio e ainda a forma incessante como idealizou a destruição do seu corpo para que o Exército Vermelho não o encontrasse quando chegasse a Berlim.

Uma obra que se revela a cada dia mais repleta de actualidade. Pois explica que a figura de Hitler, apesar de todo o mal que trouxe ao mundo, continua muito presente no pensamento colectivo e que o seu poder junto dos eleitores tem aumentado assustadoramente.

Sobre a figura monstruosa de Adolf Hitler, a editora publicou ainda, numa edição devidamente contextualizada, o seu Mein Kampf , bem como um outro livro, Citações de Adolf Hitler.