quinta-feira, 5 de maio de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Dominus - Milagre divino ou conspiração mortal?

Título: Dominus
Autor: Tom Fox
N.º de Páginas: 368
PVP: 17,69€
Saída a 09 de maio

Segundo o estudo Hábitos Religiosos da População Portuguesa, levado a cabo pelo IPAM, nove em cada 10 portugueses (87,7% dos inquiridos) afirma ter uma preferência religiosa. Destes, 97,1% dos fiéis professam a religião Católica.
Não é por isso de estranhar que livros, sejam eles religiosos, ou de inspiração na Igreja Católica, apresentem sempre excelentes vendas em Portugal. No caso dos thrillers, Dan Brown e Luís Miguel Rocha são dois exemplos de autores que perceberam a existência de leitores fiéis ao género literário e conseguiram, por isso, vingar num tema tão exigente. Tom Fox é um conhecedor profundo dos meandros do Cristianismo, resultado de muitos anos de estudos académicos. E que melhor forma de se apresentar aos leitores portugueses senão com um thriller de conspiração religiosa, cheio de ação e reviravoltas. Dominus é a sua estreia no mundo editorial.

Sinopse:
A catedral do Vaticano tem a sua lotação completamente esgotada, num dia em que o Papa Gregório XVII celebra uma missa. Um estranho misterioso dirige-se temerariamente na direção do altar e ordena ao Papa, que depende de uma cadeira de rodas para se movimentar, que se erga.
O Papa ergue-se.
O milagre deixa o mundo siderado. Quem é este estranho com tanto poder sobre o Papa? À medida que mais milagres acontecem e que o Vaticano encerra as suas portas ao mundo por questões de segurança, a agente policial Gabriella Fierro e o jornalista Alexander Trecchio embarcam numa investigação perigosa para encontrar uma explicação que acalme uma nação que se encontra à beira da histeria.
O que significará a vinda deste estranho, e será que ela conduzirá ao fim dos dias?

Há uma conspiração mortal que está a ser levada a cabo no coração de Roma. Apenas um homem poderá evitar que o pior aconteça. Génesis: Um Novo Começo é a história que antecede o arrebatador romance Dominus .
Descarregue e leia gratuitamente o E-BOOK deGénesis: Um Novo Começo em www.topseller.pt/livros/genesis-um-novo-comeco



José Luís Peixoto: Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos



Piolhos? Sim. Piolhos.Nas livrarias a 6 de maio, novo livro de José Luís Peixoto para crianças.


O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, romance de estreia de Ransom Riggs, chega às livrarias dia 13 de maio

Título: O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares
Autor: Ransom Riggs
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 344
Data de lançamento: 13 de maio de 2016
PVP: € 17,70

Um livro com um estrondoso sucesso, que em breve poderá ser visto nas sala de cinema através do génio criativo Tim Burton.
Foi a partir de uma coleção pessoal de fotografias vintage que Ransom Riggs partiu para a criação do surpreendente best-seller O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, que no início do outono chegará às salas de cinema portuguesas. O génio criativo Tim Burton, conhecido pelo seu estilo de fantasia gótica, assina a realização.
O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares é o romance de estreia de Ransom Riggs e vendeu mais de 2 milhões de exemplares nos EUA, esteve um ano no top 10 do New York Times. Este é o primeiro livro de uma trilogia, sendo que a Bertrand Editora já publicou o segundo volume, Cidade sem Alma.
Personagens únicas e peculiares, que combinam entre si uma relação tipo herói e anti-herói, com o jovem Jacob Portman, de dezasseis anos, no papel principal. Uma história com um enredo original, contada na primeira pessoa através da voz e olhar de um adolescente que perde o avô, um exímio contador de histórias.
Todo o livro é acompanhado de fotografias de crianças peculiares, que conferem ainda mais realismo à história.

Sinopse
Uma ilha misteriosa.
Uma Casa abandonada.
Uma estranha coleção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde encontra as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tivessem sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…
Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.

Sobre o autor
Ransom Riggs cresceu na Florida, mas atualmente vive na terra das crianças peculiares - Los Angeles. Realizador de várias curtas-metragens premiadas, os seus artigos e ensaios sobre viagens, Strange Geographies, podem ser lidos em www.ransomriggs.com. Este é o seu primeiro romance.

Porto Editora - Rosa Montero apresenta novo romance em Portugal

Título: O Peso do Coração
Autor: Rosa Montero
Tradutor: Helena Pitta
Págs.: 176
PVP: 14,40 €

No dia 16 de maio a Porto Editora lança O Peso do Coração, o mais recente romance de Rosa Montero e um dos seus livros mais realistas, ou não fosse a ficção científica «uma ferramenta poderosíssima para falar do mundo e das suas possibilidades». Aqui encontramos os temas fundamentais na obra da autora – a identidade, a memória, o dogmatismo e a morte –, num livro que é simultaneamente um thriller, uma distopia, uma história de amor e uma reflexão sobre o peso da vida e a criação literária. «Os humanos são lentos, paquidermes e pesados, ao passo que os replicantes são tigres rápidos e desesperados», assim começa este livro que recupera a personagem favorita da autora, Bruna Husky. E é através dessa detetive androide, apresentada em Lágrimas na Chuva, que a autora dá voz às suas inquietações em temas como a morte, a corrupção e a destruição do meio ambiente.

Rosa Montero vai estar em Portugal para participar na Viagem Literária de dia 19, no Teatro José Lúcio em Leiria, com Sérgio Godinho, e no Porto de Encontro, a 22 de maio, no Teatro do Campo Alegre, no Porto, passando ainda por Lisboa para contactos com a comunicação social.

Sinopse:
Três anos, dez meses e vinte e um dias.
É o tempo que resta a Bruna Husky. A detetive replicante, que é uma sobrevivente capaz de tudo, continua a debater-se com a independência total e a necessidade desesperada de carinho, como uma fera aprisionada na jaula de uma existência a prazo. Contratada para resolver um caso aparentemente simples e lucrativo, Bruna vê-se envolvida numa trama de corrupção internacional de tal forma sinistra e ameaçadora que pode comprometer a existência da própria Terra. Num futuro no qual os direitos, outrora considerados essenciais, se tornaram reféns do dinheiro, a replicante revela-se uma guerreira empenhada na luta contra esquemas de organização social baseados em preconceitos, regras rígidas e fanatismo, que põem em causa a existência de todos os seres.
O Peso do Coração é um romance distópico que, a partir do debate claro e atual das consequências das opções do presente, reflete de forma madura sobre as condições de vida e da morte, e sobre aquilo que é, na essência, a própria definição de humanidade, constituindo um regresso extraordinário ao mundo fascinante de Lágrimas na Chuva.

Sobre a autora:
Rosa Montero nasceu em Madrid em 1951 e estudou Jornalismo e Psicologia. Desde 1976 que colabora em exclusivo com o jornal El País, tendo obtido em 1980 o Prémio Nacional de Jornalismo e em 2005 o Prémio Rodríguez Santamaría de Jornalismo, como reconhecimento dos méritos de toda a sua carreira profissional. Figura central da literatura espanhola contemporânea, a sua vasta obra de romancista está traduzida nas mais diversas línguas. Por A Louca da Casa recebeu o Prémio Grinzane Cavour de literatura estrangeira e o Prémio Qué Leer para o melhor livro espanhol, distinção que também lhe foi atribuída, em 2006, por História do Rei Transparente.
Página da autora: www.rosa-montero.com
Página no Facebook: www.facebook.com/escritorarosamontero


quarta-feira, 4 de maio de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Apresentação do livro de Maria Inês Almeida «A Admirável Aventura de Mandela», na Assembleia da República



Novidade mês de maio: "Tudo Vale No Amor", de Eloisa James - Nas livrarias dia 10 de maio

Ela nunca imaginou que um escândalo podia ser delicioso...

Sinopse
Theodora Saxby é a última mulher que alguém espera que case com o belo James Ryburn, herdeiro do ducado he Ashbrook. Mas depois de uma proposta romântica diante do próprio príncipe, até a prática Theo fica convencida da paixão do seu futuro duque. Ainda assim, os tabloides dão ao casamento apenas seis meses. Theo ter-lhe-ia dado uma vida inteira... até que descobre que James deseja não o seu coração e, certamente não o seu corpo, mas o seu dote.

A sociedade ficou chocada com o casamento, mas está escandalizada com a sepração. James vai para o mar, onde se torna um famoso pirata, e Theo transforma a sua propriedade num negócio florescente. Regressado dos mares, com a tatuagem escandalosa de uma papoila debaixo de um olho, James enfrenta agora a batalha da sua vida: convencer Theo de que amava o patinho que desabrochou num cisne. Theo irá descobrir rapidamente que para um homem com a alma de um pirata, tudo vale no amor - ou na guerra.

Sobra a autora:
Autora de vários romances premiados, publicados em treze línguas, Eloisa James é professora de literatura Inglesa em Nova Iorque, onde vive com a família. Com dois empregos, dois gatos, dois filhos, e um só marido,passa a maior parte do tempo a escrever listas de coisas a fazer - as cartas das leitoras são um grande escape!

Contacte Eloisa na sua página do facebook (www.facebook.com/EloisaJamesFans) , através do seu site (www.eloisajames.com) ou por correio electrónico (eloisa_@eloisajames.com)


Convite: Sessão de Autocrítica e Expiação



Veni, Vidi, Vici - Tudo o que sempre quis saber sobre os Romanos mas teve medo de perguntar, de Peter Jones chega esta semana às livrarias

Título: Veni, Vidi, Vici – Tudo o que sempre quis saber sobre os Romanos mas teve medo de perguntar 
Autor: Peter Jones 
N.º de Páginas: 408 
PVP: 19,90€

Sinopse: 
O legado que os Romanos deixaram, assim como a sua influência, podem ainda ser sentidos à nossa volta – do nosso calendário às moedas, da nossa língua às leis – mas o que sabemos ao certo sobre eles?

Este livro conta a fantástica, e muitas vezes surpreendente, história dos Romanos e do Império de maior duração da História.

«Informativo, informalmente erudito e apelativo, Peter Jones faz o mundo clássico parecer fresco e sedutor.» Sunday Times

«É preciso um homem profundamente conhecedor de um assunto para o tratar de forma ligeira e mesmo assim ser não só divertido como sábio […]. Peter Jones tem olho de águia para a História de Roma – de Eneias a Santo Agostinho – e visão de pombo para os grafitos de Pompeia.» The Times

«Encantador e instrutivo […] há sempre algo para saborear em cada página.» Spectator

«Abrange 1200 anos da História de Roma com um entusiasmo sem paralelo.» Sunday Times

Sobre o autor:
Peter Jones formou-se na Universidade de Cambridge e lecionou Cultura Clássica em Cambridge e na Universidade de Newcastle, até se aposentar, em 1997. Publicou durante muitos anos uma coluna regular na revista The Spectator, «Antigo & Moderno», e é autor de diversos livros na área da Cultura Clássica, incluindo as obras de grande sucesso Learn Latin e Learn Ancient Greek, bem como Vote for Caesar, Reading Virgil’s Aeneid I and II.


Livros do Brasil publica O livro perdido de Malcolm Lowry e "A Peste", de Camus

Título: Rumo ao Mar Branco
Autor: Malcolm Lowry
Tradução e Prefácio: Daniel Jonas
N.º de Páginas: 352
PVP: 16,60 €

A Livros do Brasil orgulha-se de publicar, a 9 de maio, Rumo ao Mar Branco, o romance de Malcolm Lowry que se julgava ter sido destruído num incêndio em 1944. Mais de 50 anos depois, foi revelado que uma cópia desse manuscrito tinha sido guardada pela mãe da primeira mulher de Lowry e o livro seria finalmente trazido a público em 2014 pela Universidade de Otava. Rumo ao Mar Branco foi desde logo considerado um fenómeno editorial. Antecipando as características que viria a consolidar em Debaixo do Vulcão, a sua obra-prima e um dos romances mais importantes do século XX, esta é uma história com base autobiográfica sobre um aluno de Cambridge, com um passado de marinheiro, que aspira a tornar-se escritor.
Esta edição foi traduzida por Daniel Jonas, responsável também pelo prefácio do livro.

Sinopse
Rumo ao Mar Branco foi o mais extenso e ambicioso projeto a que Malcolm Lowry se dedicou na década de 1930. Com múltiplas referências autobiográficas, o romance conta a história de um estudante de Cambridge, ex-marinheiro, que aspira a tornar-se escritor – embora esteja convencido de que a sua obra (e em certa medida toda a sua vida) já se encontra escrita, pela mão de um romancista norueguês com quem não pode competir. Esta seria a peça correspondente ao «Paraíso» na trilogia de inspiração dantesca que Malcolm Lowry planeara escrever e da qual Debaixo do Vulcão, considerada a sua obra-prima, representaria o «Inferno». Julgado perdido num incêndio que devastou a casa do autor em 1944, Rumo ao Mar Branco foi finalmente publicado em 2014, após a descoberta de que uma cópia de um primeiro manuscrito tinha resistido e se encontrava na posse da família da sua primeira mulher, Jan Gabrial, a quem o livro é dedicado.

Sobre o autor:
Malcolm Lowry nasceu em 1909 no noroeste de Inglaterra, próximo de Liverpool. Concluiu a sua formação em Cambridge em 1932 e viveu os anos que se seguiram entre Londres, Paris, Nova Iorque, México e Los Angeles, acabando por se fixar em 1939 na província canadiana da Colúmbia Britânica. Poeta e romancista, publicou apenas dois títulos em vida: em 1933 Ultramarina e em 1947 Debaixo do Vulcão, aquela que é considerada a sua obra maior e um dos mais importantes romances do século XX. Malcolm Lowry teve uma vida intensa e curta: morreu a 26 de junho de 1957, na aldeia de Ripe, Sussex, Inglaterra, após ingerir uma dose excessiva de álcool e comprimidos. 

Sobre Rumo ao Mar Branco
«Quem diria que alguma vez teríamos a possibilidade de ler o romance-fábula de Malcolm Lowry, escrito nos anos 1930 e 1940, Rumo ao Mar Branco?» The Times Literary Supplement
«O elo perdido entre o algo imaturo primeiro romance de Lowry, Ultramarina [...], e a sua reconhecida obra-prima, Debaixo do Vulcão.» The Guardian
«O esqueleto de uma obra-prima.» BBC
«Um romance de artista brilhante.» Flavorwire
«Contém já tudo o que marcará a sua obra-prima.» Le Point

Título: A Peste
Autor: Albert Camus
Tradutor: Ersílio Cardoso
N.º de Páginas: 264
PVP: 14,40 €

No dia 12 de maio, a Livros do Brasil lança uma nova edição de A Peste, de Albert Camus, uma história arrebatadora sobre o horror, a sobrevivência e a resiliência do ser humano. Parábola de ressonância intemporal, este é um romance magistralmente construído que, publicado originalmente em 1947, consagrou em definitivo Albert Camus como um dos autores fundamentais da literatura moderna.
Distinguido com o Prémio dos Críticos em França, o livro A Peste foi escrito em plena Segunda Guerra Mundial e tem como cenário a cidade argelina de Orão atacada por uma fatal epidemia.
Na renovada coleção Dois Mundos da Livros do Brasil foram já publicados outros dois livros de Camus, O Estrangeiro e A Queda.

Sinopse:
Na manhã de um dia 16 de abril dos anos de 1940, o doutor Bernard Rieux sai do seu consultório e tropeça num rato morto. Este é o primeiro sinal de uma epidemia de peste que em breve toma conta de toda a cidade de Orão, na Argélia. Sujeita a quarentena, esta torna-se um território irrespirável e os seus habitantes são conduzidos até estados de sofrimento, de loucura, mas também de compaixão de proporções desmedidas.

O Autor
Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura, pelo conjunto de uma obra que o afirmou como um dos grandes pensadores do século xx. Dos seus títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens. Na sua mala levava inacabado o manuscrito de O Primeiro Homem, texto autobiográfico que viria a ser publicado em 1994.



Extremo Ocidental, novo livro de Paulo Moura. Uma viagem de moto de Caminha a Monte Gordo

Título: Extremo Ocidental
Autor: Paulo Moura
N.º de Páginas: 320
PVP: 17,69€
Saída a 09 de maio

«Esta viagem é assim. Necessita de enredos, como combustível. Perder tempo com as histórias que vou encontrando não atrasa a viagem - dá-lhe movimento.»
Percorrer a costa portuguesa, de Caminha a Monte Gordo, é uma das mais belas viagens que se pode fazer na Europa.
Há muitas formas de cruzar essa orla magnífica, incrivelmente variada e harmoniosa. Esta é uma jornada de repórter. Uma narrativa que inclui as estradas, as paisagens, as praias, as cidades, mas também as pessoas, as histórias.
Um casino numa aldeia, uma capela que desapareceu misteriosamente, a última noite de uma discoteca de praia, um parque de campismo proibido a campistas, uma comunidade de amor livre, um homem que vive sozinho numa ilha, um pescador que comunica com os peixes.
O que se pode descobrir quando, com uma moto, uma tenda e todo um Verão pela frente, mergulhamos no mundo da beira-mar portuguesa?
Este livro é uma colecção de achados de viagem. Formas de vida, sombras do passado, pequenas utopias redentoras. Pode ser lido como um guia das praias e dos caminhos, um diário de aventura, ou um ensaio sobre a identidade portuguesa. Extremo Ocidental é o primeiro livro de Paulo Moura editado na Elsinore, chancela literária do Grupo 20l20 Editora. Em outubro, a Elsinore publicará o segundo livro do premiado jornalista.
Extremo Ocidental – Uma viagem de moto pela costa portuguesa de Caminha a Monte Gordo - aborda a costa ocidental portuguesa como elemento fundador da identidade portuguesa, apresentando histórias interessantes e incomuns. Será, no fundo, um livro de viagens que apresentará a importância da nossa costa para o país e o mundo através de um ensaio em forma de jornalismo literário.

Sobre o autor: 
Paulo Moura é um escritor e repórter freelance português, nascido no Porto em 1959. Estudou História e Jornalismo e, durante 23 anos, foi jornalista do Público, diário com que mantém uma colaboração regular.
Exerceu funções de correspondente em Nova Iorque e de editor da revista Pública, e tem feito reportagens em zonas de crise por todo o mundo.
Fez a cobertura jornalística de conflitos no Kosovo, Afeganistão, Iraque, Chetchénia, Argélia, Angola, Caxemira, Mauritânia, Israel, Haiti, Turquia, China, Sudão, Egipto, Líbia e muitas outras regiões. Ganhou vários prémios (Gazeta, AMI - Assistência Médica Internacional, ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, Clube Português de Imprensa, FLAD - Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Comissão Europeia, UNESCO, Lettre Ulisses, Lorenzo Natali, etc.)
É professor de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, e autor de seis livros, entre os quais a biografia de Otelo Saraiva de Carvalho e Passaporte para o Céu (edições Dom Quixote), um relato sobre a imigração ilegal de africanos para a Europa. Mantém um blogue de reportagens e crónicas intitulado Repórter à Solta, bem como o sítio paulomoura.net.


terça-feira, 3 de maio de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Stalker - Lars Kepler [Opinião]

Título: Stalker [Joona Linna #5]
Autor: Lars Kepler
Páginas: 576
PVP: 17,70€

Sinopse
Um assassino em série aterroriza Estocolmo. Qual voyeurista, ele filma as suas presas, sempre mulheres, na intimidade das suas casas e depois coloca os vídeos no YouTube, enviando em simultâneo um link para o Departamento da Polícia Criminal.

Quando a primeira mulher aparece morta, vítima de um brutal homicídio, a Polícia começa as suas investigações, mas os vídeos que se sucedem não permitem identificar os alvos. Desconfiando de que o marido da segunda vítima, Björn Kern, traumatizado após ter encontrado o corpo da mulher, detém informações cruciais que podem ajudar o caso, a Polícia decide pedir ajuda ao hipnotista Erik Maria Bark. No entanto, aquilo que Björn lhe conta leva Erik a mentir à Polícia.

Se as luzes estiverem acesas, um stalker consegue ver a sua presa do lado de fora, mas, se estiverem apagadas, é impossível ver um stalker que já se encontre dentro de casa. Tranque as portas e corra as cortinas - os Lars Kepler regressaram com um novo thriller de cortar a respiração.

A minha opinião: 
Dos cinco livros publicados pela dupla em Portugal, li apenas três. Sim, eu sei que tinha prometido a mim mesma que ia ler os dois livros em falta aquando da leitura de O Homem da Areia, mas as novidades saem em catadupa e não consigo ler nenhum livro que tenho guardado na estante. Já decidi que pelo menos um deles vou levar comigo de férias.

Stalker foi, dos que li, o melhor livro da série. dei 5 estrelas no Goodreads e são 5 estrelas bem merecidas. Pautado por capítulos curtos, óptimos para livros do género, com muito suspense e sangue à mistura, Stalker só podia resultar num excelente livro.

Neste quinto livro o assassino é um voyeur, e além de observar as vítimas, filma-as, colocando depois os vídeos no youtube. Simultaneamente envia o link para o Departamento da Policia Criminal que não entende o que se está a passar. Até que aparece uma mulher morta e os liga imediatamente ao link do vídeo enviado anteriormente.

Enquanto a polícia investiga, com poucas pistas, a identidade do assassino, o Stalker continua a fazer mais vítimas. Margot Silverman, a nova responsável pelas investigações, desde que Joona Linna, acaba por recorrer à ajuda do hipnotista Erik Maria Bark(já conhecido dos leitores através do primeiro livro da série "O Hipnotista"), mas as pistas que ele descobre inicialmente leva-o a mentir à polícia, porque o envolve a ele e a uma má condenação que fez anteriormente e que colocou Rocky numa casa de doentes mentais.

Bem mais tarde, entra Joona Linna, debilitado fisica e psicologicamente, mas ainda assim fundamental para o desvendar de todo o mistério.

O facto de atacar mulheres sozinhas, em casa, no escuro. De se esconder. De as filmar. Causou-me calafrios. E coloquei-me naquela situação. De tal forma que, mesmo no início do livro, estava tão embrenhada na leitura apanhei um valente susto quando o meu marido me aparece de repente às escuras no corredor. A cena parecia vinda do livro.

Posto isto só posso recomendar este fantástico livro, que será um dos meu preferidos deste ano.
Muito bom.



VOGAIS: Os Últimos Sete Meses de Anne Frank

Willy Lindwer, cineasta, produtor e escritor holandês, é filho de pais judeus que passaram à clandestinidade durante o regime nazi. Realizador de inúmeros documentários, o seu trabalho mais célebre foca-se em questões relacionadas com o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, tendo sido premiado com um Emmy pelo seu documentário Os Últimos Sete Meses de Anne Frank, que deu origem ao presente livro, recém-chegado às livrarias (Vogais l 272 pp, 16 pp com fotografias l 16,99€).

A Vogais disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

O extraordinário diário de Anne Frank tem vindo a comover milhares de leitores em todo o mundo, sendo um testemunho pungente e humano da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, sabe-se muito pouco da vida desta jovem após a sua captura, a 4 de agosto de 1944, e posterior envio para os campos de concentração. Como suportou ela a brutalidade do regime nazi? As respostas são-nos dadas, neste livro, pelas mulheres cujas vidas se cruzaram com Anne Frank em Westerbork, Auschwitz e Bergen-Belsen.

Ao realizar o documentário Os Últimos Sete Meses de Anne Frank, Willy Lindwer ficou impressionado com as entrevistas que realizou a seis mulheres que viveram e partilharam com Anne Frank os dias de horror nos campos de concentração nazis. Lindwer decidiu publicá-las integralmente, dando origem ao livro Os Últimos Sete Meses de Anne Frank.

Cada uma das seis entrevistadas tem uma história extraordinária para contar - exemplos de um terror inimaginável, mas, simultaneamente, histórias de coragem e compaixão. Ao relatarem as suas memórias, as mulheres sujeitaram‑se a um enorme stress emocional e psicológico. A vida de Anne Frank terminou pouco antes do seu décimo sexto aniversário. Estas mulheres tiveram mais sorte. Sobreviveram.

Anne Frank tornou‑se um dos símbolos mais conhecidos dos judeus assassinados na Segunda Guerra Mundial. O seu diário, escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, enquanto estava escondida no «Anexo», foi publicado em mais de 50 países. Inspirou inúmeras adaptações para teatro, cinema e televisão. O Anexo, ele próprio, é agora um museu, atraindo centenas de milhares de visitantes de todo o mundo.

Era inevitável que a imagem que emergiu do diário fosse romantizada por um vasto público, especialmente pela geração nascida depois da guerra. Muitas dessas pessoas leram as histórias que Anne escreveu durante um dos períodos mais trágicos da nossa história. Anne tinha 13 anos nessa altura e 15 quando morreu.

A 1 de agosto de 1944, terca‑feira, Anne Frank escreveu a última carta no seu diário. A 4 de agosto, o SD (Sicherheitsdienst, Serviço de Inteligência Alemão] invadiu o Anexo, no n.º 263 da Prinsengracht. Todos os que lá estavam escondidos foram presos. Os escritos terminaram aqui. Ao longo dos anos, pouca atenção foi dada à vida de Anne depois de ser presa e deportada. Não se fez uma pesquisa detalhada e, nalguns casos, as escassas fontes existentes contradiziam‑se umas às outras. Assim, pouco se sabia sobre os sete últimos e fatais meses da sua vida, ou sobre como ela suportou o amargo sofrimento de Westerbork e Auschwitz‑Birkenau. Anne morreu de doença, fome e exaustão em Bergen‑Belsen, em março de 1945 — poucas semanas antes da libertação.

Estes relatos são necessários. O fascismo, o nazismo, a discriminação racial e o antissemitismo ainda existem — até a autenticidade do diário chegou a ser questionada. Por estas razões, muitas das testemunhas dispuseram‑ se a contar as suas histórias. Quiseram expor as feridas causadas pelos nazis e, talvez com isso, combater a injustiça onde quer que ela exista.



Porto Editora - O regresso de Alberto S. Santos

Título: Para lá de Bagdad
Autor: Alberto S. Santos
Págs.: 400
Capa: mole
Preço: 18,80 €

A 12 de maio, a Porto Editora publica Para lá de Bagdad, o novo romance histórico de Alberto S. Santos, autor de sucessos como A Escrava de Córdova ou O Segredo de Compostela. A sessão oficial de lançamento acontece no dia seguinte, às 21:30, no Museu Municipal de Penafiel.
Apaixonado pelos livros e pela investigação histórica, comissário do prestigiado evento literário Escritaria, Alberto S. Santos foi durante 12 anos Presidente da Câmara Municipal de Penafiel e tem-se dedicado, ao longo da última década, à escrita. Para lá de Bagdad é o seu quarto romance histórico.
Esta é uma obra envolvente sobre um dos momentos mais intrigantes da História da Idade Média, que dá a conhecer os alicerces de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida.

Opinião: 
Ler Para lá de Bagdad é ir das ruas de Bagdad às estepes do Volga, viajar do centro do mundo sedentário até à orla das terras nómadas, e fazê-lo com a dose de aventura, exotismo e suspense a que os romances de Alberto S. Santos já nos habituaram. João Pedro Marques, historiador e romancista

Agenda: 
13/5 - 21:30 - Penafiel Museu Municipal
Sessão de lançamento Autor entrevistado ao vivo por Teresa Sampaio
15/5 - 17:00 - Matosinhos Biblioteca Florbela Espanca
LEV – Literatura em Viagem
Participação na mesa “Viagens da Minha Terra”
19/5 - 18:30 - Lisboa El Corte Inglés
Sessão de apresentação Com a participação de Fernando Alves
4, 5, 10, 11 e 12/5 - 15:30 - Lisboa Parque Eduardo VII
Feira do Livro de Lisboa Sessões de autógrafos

Sobre o autor:
Alberto S. Santos é formado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. É natural de Paço de Sousa, Penafiel, onde reside. Para lá de Bagdad é o seu quarto romance, seguindo-se aos bestsellers A Escrava de Córdova (2008), A Profecia de Istambul (2010) e O Segredo de Compostela (2013). Participou também na coletânea de contos de autores lusófonos Roça Língua (2014). Já publicados pela Porto Editora: A ESCRAVA DE CÓRDOVA (2008), A PROFECIA DE ISTAMBUL (2010), O SEGREDO DE COMPOSTELA (2013)

Sinopse:
A 21 de junho de 921, Ahmad ibn Fadlan, emissário do califa, parte de Bagdad para uma arriscada missão na Bulgária do Volga, na Rússia atual. Para trás, deixa os mestres e companheiros da Casa da Sabedoria, que ergueram a época dourada do Islão.
Os perigos que encontra ao longo do caminho levam Ahmad a alterar o rumo da viagem e a dirigir-se para as terras nórdicas do sol da meia-noite.
Ao longo da jornada, vive um amor proibido com Zobaida, a bela escrava do tio, que o faz repensar toda a sua existência.
Por entre climas adversos, costumes bárbaros de povos não civilizados e inesperados jogos de poder, o emissário do califa descobre um desconcertante mundo novo. Ao mesmo tempo, em Bagdad, assiste-se ao início de uma nova era: os sábios são perseguidos e os livros queimados na praça.


2084 - O Fim do Mundo, de Boualem Sansal, nas livrarias a 6 de maio

Título: 2084 – O Fim do Mundo
Autor: Boualem Sansal
Género: Romance
Tradução: Ana Cristina Leonardo
N.º de páginas: 272
Data de lançamento: 6 de maio
PVP: 17,70€

Grande Prémio de Romance da Academia Francesa 2015
Um romance-fábula aterrador, inspirado em 1984, de George Orwell, sobre o estabelecimento de uma ditadura religiosa de raiz muçulmana.
A globalização do Islamismo vai conduzi-lo ao poder em todo o mundo dentro de 50 anos, a começar pela Europa – é a previsão do escritor argelino Boualem Sansal neste romance aterrador.
A ditradura religiosa assenta num imenso império, o Abistão, que deriva do nome do profeta Abi, representante de deus na Terra.
O seu sistema de vida baseia-se na amnésia – e na submissão a esse deus único, cruel e poderoso. Todo o pensamento pessoal foi banido; um sistema de vigilância omnipresente permite às autoridades conhecer as ideias e os «atos desviantes». Oficialmente, o povo vive na maior das felicidades proporcionada por uma fé religiosa inquestionável. Até que, em guetos desconhecidos, às escondidas do poder das autoridades religiosas, a resistência se inicia.
Boualem Sansal constrói uma distopia violenta e macabra, que se filia diretamente em George Orwell e no seu 1984, para abordar o poder, o alcance e a hipocrisia do radicalismo religioso muçulmano que ameaça as nossas democracias.

Sobre o autor:
A família de Boualem Sansal vem do Rif, a região ao sul de Marrocos que faz fronteira com a Argélia. É uma história de combates, abandono e fuga – os povos do Rif lutaram contra os espanhóis, depois contra os franceses e, finalmente, contra o rei de Marrocos depois da independência do país. Boualem Sansal nasceu em 1949, na Argélia, na proximidade das montanhas Ouarsenis (em berbere, «nada mais alto»).
Formado em engenharia e doutorado em economia, foi demitido de todos os cargos públicos devido aos seus textos e às suas opiniões contra a islamização crescente da Argélia. O seu romance, Le Serment des Barbares, recebeu o prémio do Primeiro Romance e o prémio Tropiques. Os seus livros têm sido censurados e o autor ameaçado; apesar dos perigos, divide o seu tempo entre a Argélia e Paris. Foi já galardoado com o Prémio da Paz (dos livreiros alemães), o Prémio do Romance Árabe, o Grande Prémio da Francofonia, o da Renaissance Française, o RTL-Lire – ou o Grande Prémio da Academia Francesa, em 2015, por este romance.


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