terça-feira, 28 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Hoje é dia de momentos wook

Podem aceder ao site directamente daqui
segunda-feira, 27 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Resultado do passatempo "A Espia do Oriente"

Obrigada a todos que participaram no passatempo "A Espia do Oriente " realizado pelo Marcador de Livros e o autor Nuno Nepomuceno.

O feliz contemplado com um exemplar do livro é:
Catarina Azevedo Passão de Vila Real.


Além do seu nome figurar no blogue, o contemplado foi ainda avisado através de email.
sexta-feira, 24 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Dia 28...


Viagem Literária vai até Castelo Branco

Depois de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda, a Viagem Literária segue para a quinta etapa e desce até à Beira Baixa. A paragem em Castelo Branco está marcada para dia 1 de agosto, às 21:30, no Cine-Teatro Avenida e promete, à semelhança das conversas anteriores, encher a casa à boleia de dois grandes autores internacionais: o angolano José Eduardo Agualusa e a escritora espanhola Rosa Montero.
A condução desta passagem por Castelo Branco está nas mãos, como sempre, do jornalista João Paulo Sacadura. Na bagagem estarão certamente temas da atualidade, os livros e a literatura, e também as viagens protagonizadas por estes dois escritores. Uma conversa de noventa minutos em que há ainda espaço para as questões da plateia e para as habituais sessões de autógrafos.

José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. É jornalista. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É autor de vários livros, entre os quais A Conjura, vencedor do Prémio Revelação Sonangol, Nação Crioula (romance vencedor do Grande Prémio de Literatura RTP), Fronteiras Perdidas (Grande Prémio de Conto da APE), O Ano Que Zumbi Tomou o Rio, O Vendedor de Passados e o mais recente O Livro dos Camaleões.

Rosa Montero nasceu em Madrid em 1951 e estudou Jornalismo e Psicologia. Desde 1976 que colabora em exclusivo com o jornal El País, tendo obtido em 1980 o Prémio Nacional de Jornalismo e em 2005 o Prémio Rodríguez Santamaría de Jornalismo, como reconhecimento dos méritos de toda a sua carreira profissional. A sua vasta obra de romancista está traduzida nas mais diversas línguas, sendo considerada uma figura central da literatura espanhola contemporânea.

Depois da sessão com José Eduardo Agualusa e Rosa Montero, a Viagem Literária segue o seu percurso, descendo até Portalegre. Nesta sessão, marcada para 20 de setembro, marcam presença Teolinda Gersão e Valter Hugo Mãe.
Até setembro de 2016, esta iniciativa vai percorrer mais 11 capitais de distrito e as duas capitais das Regiões Autónomas, levando os escritores ao encontro dos seus leitores, contribuindo para a descentralização e democratização do acesso à cultura. Em cada cidade estarão à conversa dois escritores, com moderação do jornalista João Paulo Sacadura. Os espaços em que decorrerão as sessões serão, preferencialmente, os teatros municipais, por forma a permitir a participação de centenas de leitores, e os bilhetes serão gratuitos.
A “Viagem Literária” tem espaços próprios de contacto com o grande público: no site da Porto Editora, no Facebook e no Instagram.


Coolbooks - Uma viagem pelo sudeste asiático

Título: Direções
Autor: Tiago Rendeiro de Matos
Formato: e-wook
N.º páginas (estimado): 160
PVP: 4,99 €

O primeiro livro de viagens publicado pela Coolbooks está disponível a partir de hoje em coolbooks.pt e na livraria virtual wook.pt. Direções, da autoria de Tiago Rendeiro de Matos, é o relato de uma extraordinária viagem por seis países no sudeste asiático.
Com o “gene do viajante” presente desde que se lembra, Tiago Rendeiro de Matos sempre sentiu a atração pela aventura de descobrir mundos desconhecidos. Direções, ilustrado com fotografias tiradas pelo autor, transmite paisagens deslumbrantes, tradições inspiradoras, peripécias resultantes do choque de culturas e, sobretudo, lições aprendidas com as pessoas, simples e gentis, que o levam a questionar uma forma de encarar o mundo tantas vezes sentida como a única via certa.
O maior desejo do autor é que «este livro sirva tanto para saciar a curiosidade das mentes mais inquietas, como para estimular a vontade de sair à descoberta deste nosso mundo, cheio de locais mágicos e únicos como os que se encontram nestas páginas, em busca de direções».

Sobre o autor:
Tiago Rendeiro de Matos nasceu numa sexta-feira de 1986 e da última vez que consultou o horóscopo era Sagitário.
Cresceu em Viana do Castelo antes de se mudar para o Porto, cidade que o adotou desde 2004 e onde se formou em Direito. Em 2013, depois de terminar o estágio de advocacia, decidiu aventurar-se e experimentou um novo desafio profissional em Macau. No mesmo ano, realizou a viagem que o levou a escrever este livro. Atualmente, reside em Lisboa, mas pondera declarar-se nómada no próximo recenseamento por convicção e para deixar de receber publicidade não endereçada no correio.


quarta-feira, 22 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Apresentação do livro «As Noivas do Sultão», de Raquel Ochoa


Cidades de Papel - O Filme

Não sou crítica de cinema, nem percebo nada da área, mas o facto de vir falar sobre o filme Cidades de Papel deve-se unicamente ao facto de ter recebido gentilmente o convite da Editorial Presença para assistir à antestreia do filme baseado no livro de John Green.
Fui ver o filme sem quaisquer expectativas, já que não tinha lido o livro, mas fiquei genuinamente agradada. Não sei, por isso, se é completamente fiel ao livro, mas vale mesmo a pena vê-lo.
A história basicamente centra-se no amor platónico que Quentin  nutre pela sua vizinha Margo e quando ela desaparece misteriosamente ele parte à aventura, (a sua aventura a sério), para encontrá-la. A sua viagem termina numa cidade imaginária, criada pelos cartógrafos, e inseridas em mapas, para identificar com facilidade os plagiadores.
Fica agora a curiosidade em ler o livro.

Podem ver mais sobre o livro no site da Editorial Presença aqui

terça-feira, 21 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Esfera dos livros: Sessões de autógrafos com Catarina Furtado



Novidade Oficina do Livro: Alguém está a esconder alguma coisa de Richard Belzer, George Noory e David Wayne

Título: Alguém está a esconder alguma coisa
Autor: Richard Belzer, George Noory e David Wayne
N. de Páginas: 282
PVP: 15,90€

Este é um daqueles casos em que a realidade ultrapassa a ficção. No dia 8 de março de 2014, um avião da Malaysia Airlines, com 239 pessoas a bordo, desapareceu durante um voo entre Kuala Lumpur e Pequim. O Boeing 777 nunca chegou ao destino. Porquê? Caiu? Onde? Ninguém sabe. Ou, se sabe, não diz.

Sucederam-se as teorias acerca do que teria acontecido, mas cada uma delas levantava ainda mais questões. O avião caiu no mar – então e não há destroços? Foi abatido por um míssil – e ninguém deu por nada? Houve uma emergência e os sistemas de comunicação falharam – e falharam todos, ao mesmo tempo?

Num mundo cada vez mais monitorizado, em que é difícil a um simples cidadão passar despercebido, um avião destes desaparece dos ecrãs do radar e ninguém no planeta sabe nada acerca do assunto? A única coisa que se sabe é que já passou muito tempo e todas as perguntas continuam sem resposta. A começar pela mais desconcertante: onde está o avião?

Este livro é sobre tudo aquilo que não bate certo nesta história.

Sobre os autores:
Richard Belzer é ator e comediante , mais conhecido pelo papel de John Munch, personagem que representou durante 21 anos nas séries policiais da NBC Departamento de Homicídios e Lei & Ordem: Unidade Especial. É também autor de vários livros na lista de best-sellers do New York Times.

George Noory é apresentador do programa de rádio Coast to Coast AM, que se ocupa de fenómenos que ficam por explicar. O programa é emitido em 600 estações e tem perto de três milhões de ouvintes por semana. Tem várias obras publicadas.

David Wayne faz jornalismo de investigação há mais de 25 anos e especializou-se na microanálise de acontecimentos mediáticos. É co-autor, com Richard Belzer, de vários livros.




sexta-feira, 17 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Conheça "Os Segredos de Lisboa"

Hoje, a Esfera dos Livros, coloca à venda um livro muito útil para quem gosta de passear por Lisboa e descobrir os seus segredos mais bem guardados: os vestígios arqueológicos da capital portuguesa.

As arqueólogas Inês Ribeiro e Raquel Policarpo guiam-nos ao longo deste guia indispensável, por uma Lisboa repleta de segredos, através de vestígios arqueológicos que nos desvendam a cidade de outras eras, de outras gentes, de outras culturas, de outras religiões. Conheça com este livro séculos de vivência de fenícios, romanos, muçulmanos e cristãos

Por exemplo:
No Largo da Sé se descer até à casa de banho pública vai deparar-se com os vestígios de um prédio anterior ao terramoto de 1755.

Na Igreja de Santo António, por entre portas e escadinhas, pode aceder ao subsolo por baixo do altar-mor, que é o local mais importante de toda a igreja, onde teve início a história do templo e do santo padroeiro de Lisboa.

Sinopse:
Uma Lisboa desconhecida está à nossa espera num museu, num parque de estacionamento ou até numa improvável casa de banho pública no Largo da Sé. Passear pela Lisboa de hoje é caminhar sobre todo um passado desaparecido. Sob os nossos pés, debaixo de linhas de elétrico, ruas asfaltadas e túneis de metro, camadas e camadas de terra revelam histórias de quem por aqui passou, viveu e morreu. Contam momentos, eras, séculos de vivência de fenícios, romanos, muçulmanos, cristãos, uma imensidão de pessoas que nestas colinas deixou a sua marca. No Largo da Sé desça à casa de banho pública e depare-se com os vestígios de um prédio anterior ao terramoto de 1755. Na Rua da Prata, embrenhe-se nas galerias romanas e descubra o que resta do complexo subterrâneo de um antigo fórum romano. Na Igreja de Santo António, por entre portas e escadinhas, aceda ao subsolo por baixo do altar-mor, que é o local mais importante de toda a igreja, onde teve início a história do templo e do santo padroeiro de Lisboa. Inês Ribeiro e Raquel Policarpo guiam-nos por uma Lisboa repleta de segredos, através de vestígios arqueológicos que nos desvendam a cidade de outras eras e de outras gentes. Nestas páginas, alguns locais e momentos regressam à luz do dia e partilham o conhecimento de épocas e sítios que muitos desconhecem. Alguns deles desapareceram para sempre, mas outros ainda estão à espera de ser visitados.

Sobre as autoras:

Inês Ribeiro nasceu a 28 de abril de 1984. Em 2007, licenciou-se em História, variante de Arqueologia, pela Faculade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa. É mestre em Arqueologia desde 2008, com especialização em Arqueologia/Época Romana. O seu percurso profissional está sobretudo relacionado com a investigação em Arqueologia, com participação em diversas escavações arqueológicas e co-responsável pelo Projeto Arqueológico dos Fornos Romanos do Morraçal da Ajuda, Peniche. Em 2011, fundou, juntamente com Raquel Policarpo, a Time Travellers, uma agência de animação turística dedicada à divulgação da História, Cultura e Arqueologia de Portugal.


Raquel Policarpo nasceu a 20 de junho de 1984. Em 2006, licenciou-se em História, variante de Arqueologia, pela Faculade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa. É mestre em Arqueologia desde 2008, com especialização em Arqueologia/Época Romana. O seu percurso profissional está sobretudo relacionado com a Arqueologia Preventiva. É arqueóloga freelancer e trabalha em vários pontos do país no acompanhamento arqueológico de obras e escavações arqueológicas de emergência. Em 2011, fundou, juntamente com Inês Ribeiro, a Time Travellers, uma agência de animação turística dedicada à divulgação da História, Cultura e Arqueologia de Portugal.




Apresentação de "Confissões de uma Mulher Madura" de Maria Elisa Domingues. Dia 21 de Julho, 18h30, na Fnac do Chiado



quinta-feira, 16 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Passatempo A Espia do Oriente

O blogue Marcador de Livros, em conjunto com a simpatia do autor Nuno Nepomuceno tem para oferecer, em passatempo, um exemplar do livro A Espia do Oriente.

Mais informações sobre o livro aqui.







quarta-feira, 15 de julho de 2015 | By: Maria Manuel Magalhaes

Rainhas Malditas - Cristina Morató [Opinião]

Título: Rainhas Malditas
Autor:
Cristina Morató
N.º de Páginas: 528
PVP: 24,40 €


Seis histórias de seis rainhas que se transformaram em lendas.
Excêntricas, voluntariosas, rebeldes, corajosas, ambiciosas... seis mulheres reais que não puderam escolher o seu destino.

A fascinante vida de seis mulheres que deixaram uma marca profunda na história.
Descubra como viviam as seis rainhas lendárias que inspiraram Hollywood: Sissi, Alexandra Romanov, Cristina da Suécia, Eugénia de Montijo, a rainha Vitória, e Maria Antonieta.
Por detrás das paredes dos palácios nem sempre existem contos de fadas. Para muitos dos membros da realeza essas paredes não passaram de gaiolas douradas
A vida destas rainhas está longe de ser um romântico conto de fadas.

A minha opinião:
Rainhas Malditas foi um livro que me demorou muito tempo a ler. Não porque não estivesse a gostar, não por falta de tempo, mas porque um livro tão bom e tão bem escrito e sobre um tema que aprecio muito leva o seu tempo e a ser degustado.
Através de cartas, diários. Cristina Morató consegue seis biografias, de seis rainhas surpreendentes, que fizeram casamentos de interesse , que apesar de estar na sombra do império, tiveram papéis determinantes em certos momentos da História.
A autora conta, sobretudo, a história infeliz das mulheres dos mais poderosos do mundo, que tiveram que deixar os seus países de origem e partir ao desconhecido, sem conhecer o povo, nem língua, nem costumes do país de acolhimentos, tendo de enfrentar, na maior parte das vezes, uma sogra que não gosta delas e um povo que é contra aquela aliança.
Além da solidão que têm de enfrentar, ainda têm sobre si o fardo de ter de dar à luz um filho barão para suceder ao trono, o que nem sempre foi fácil... 


«A casar com Francisco José, caem sobre ela o peso e a glória de todo o império. A jovem imperatriz da Áustria perdeu o que mais aprecia: a sua liberdade.» - Sissi, imperatriz da Áustria

Sissi, vinha de uma ambiente liberal e boémio e passa a enfrentar a corte mais pomposa e antiquada de toda a Europa. Sentia-se prisioneira. Dava-se mal com a sogra, sua tia direita, que cria ter sempre ao seu cuidado a educação dos seus netos e Sissi assim o fez, a partir do momento em que a sua filha primogénita morreu. Refugia-se nas viagens, na ilha da Madeira, em Corfu, na Grécia e em Budapesta, num castelo de que era proprietária. 

  «A calúnia, é isso que me vai matar.»
«Nada posso dizer sobre o estado da minha alma; existimos, é tudo.» - Maria Antonieta


Afilhada dos reis de Portugal, Maria Antonieta acreditou que a sua vida estava marcada pela fatalidade. A começar pelo dia do seu nascimento: o dia de finados.
Foi a melhor representante da moda rococó, tendo gasto muito dinheiro na moda. Mas era uma pessoa muito vulnerável e infeliz. Vive em completa solidão, com intrigas na corte e lutas entre as suas favoritas, além das imensas dívidas de jogo. 

Cristina da Suécia foi uma rainha com várias sequelas devido à morte prematura do pai, de quem gostava muito e à instabilidade emocional da mãe.
Era muito curiosa em relação ao estudos e tinha uma memória prodigiosa.
Com uma figura completamente masculina, nunca se interessou por nenhum homem. Acabaria por abdicar do trono e aliar-se ao catolicismo.






«Dorme-se com uma menina Montijo, não se casa com ela.» - Eugénia de Montijo

Eugénia de Montijo, 2.ª filha dos condes de Teba, haveria de casar com o imperador de França, Luís Napoleão III. Apesar de ter sido bastante contestada por parte da família do imperador e mesmo por parte dos franceses criaria orfanatos e asilos, impulsionaria a educação gratuita para raparigas órfãs e para pais sem recursos. Instaurou o ensino público superior feminino e lutou, à sua maneira, pelos direitos das mulheres, defendendo o sufrágio feminino. 



Usaria a coroa durante mais de seis décadas e com pulso de ferro. Vitória de Inglaterra era uma mulher de armas e só foi abaixo com a morte precoce do seu marido, tendo pensado em desistir. No entanto, acabou por não fazer e acabou por levar o reinado em frente. Teve muitos filhos, mas não gostava muito deles.


Neta de Vitória de Inglaterra, Alexandra Romanov acabaria por ter um fim trágico, tal como Maria Antonieta, uma rainha que tanto admirava. Não era dada a luxos, muito tímida e acabaria por se casar com o homem por quem estava apaixonada. No entanto, a sociedade russa não gostava dela chamando-a de puritana, provinciana, desinteressante a altaneira.
Apesar de tímida e um pouco fechada, dentro de portas influenciava muito o czar na tomada de decisões. Viviam alheios às necessidades do povo russo e acabariam por pagar caro. A Rússia estava muito atrasada em relação ao resto da Europa e não lhes restou mais nada do que fazer uma revolução: em 1918 a polícia secreta mataria tos czares e seus descendentes tendo apenas os seus corpos sido encontrados nos anos de 1980. 


Este pequeno "resumo" que fiz destas seis rainhas que muito me alegraram descobrir um pouco mais, espero que aumentem a curiosidade de leitura deste fantástico livro.
Recomendo sem reservas para os amantes de biografias e de história.

 


Salazar. O Fim e a Morte - Últimos dias do ditador. Relato pormenorizado do seu médico pessoal

No dia 27 de julho assinalam-se os 45 anos sobre a morte de Salazar. Para destacar esta data A Esfera dos Livros publica uma 2ª edição ampliada e com documentos inéditos da obra Salazar. O Fim e a Morte, livro escrito por Eduardo Coelho (pai) e António Macieira Coelho (filho).

Eduardo Coelho, médico pessoal do ditador, e o seu filho, António Macieira Coelho, mostram neste livro as circunstâncias que originaram o final da longa governação do ditador, desde a queda de uma cadeira no Forte de São João do Estoril até à sua morte, bem como o declínio da ditadura.

Os autores respondem a algumas das muitas especulações sobre a operação de Salazar e os seus contornos, depois de lhe ter sido diagnosticado um hematoma intracraniano subdural. O que realmente se passou na sala de operações? Quem operou na realidade Salazar? Os diagnósticos dos diferentes médicos que observaram Salazar nunca foram consensuais.

Este livro é um retracto humano de Salazar, enquanto doente e moribundo, mas também uma perspectiva do conflito de interesses que giravam à volta do político, que nesta obra surge numa intimidade nunca antes revelada.

Sinopse:
A 27 de Julho de 1970, morria António de Oliveira Salazar, que havia governado Portugal durante 36 anos. Escrito pelo médico pessoal do Presidente do Conselho, este livro é um documento fundamental para compreender as circunstâncias que originaram o final da longa governação do ditador e a sua morte.

Em Setembro de 1968, Salazar cai de uma cadeira no Forte de São João do Estoril. Alguns dias depois, o seu médico, Eduardo Coelho, diagnostica-lhe um hematoma intracraniano subdural e defende que o chefe do Conselho tem de ser operado com a máxima urgência. A ditadura entrava em declínio bem como a sua figura máxima. Muito se especulou sobre esta operação e sobre os seus contornos. Os diagnósticos dos diferentes médicos que observaram Salazar não eram consensuais. O que realmente se passou na sala de operações? Quem operou na realidade Salazar?


Sobre os autores:
Eduardo Coelho, médico pessoal do ditador, e o seu filho, António Macieira Coelho, respondem a estas questões e apresentam-nos um retrato humano de Salazar, enquanto doente e moribundo, mas também um retrato do conflito de interesses que gravitavam à volta do político, que nesta obra surge numa intimidade nunca antes revelada. Um documento notável que traz luz sobre um momento decisivo da História recente de Portugal.

Eduardo Coelho nasceu a 7 de Dezembro de 1895 no lugar do Tanque, concelho de Santo Tirso. Casou em 18 de Julho de 1925 com Maria Matilde de Macedo Dias Macieira, de quem teve cinco filhos. Faleceu em 10 de Julho de 1974. Fez os estudos liceais no Porto. Inicia os estudos de Medicina em Coimbra, que termina em Lisboa. Em 1923, defende a dissertação de doutoramento Das Relações do Estado Cerebral com o Estado Mental. Em 1927, colabora com Egas Moniz na investigação que conduziu à descoberta da angiografia cerebral. Em 1949, depois do concurso de provas públicas, é nomeado professor catedrático de Medicina Interna e, no mesmo ano, vice-presidente da então constituída Sociedade Europeia de Cardiologia. Pertenceu aos comités de redacção das principais revistas internacionais de cardiologia. Sob a sua direcção, as Clínicas de Propedêutica Médica e de Cardiologia e o Centro de Estudos de Cardiologia produzem grande número de trabalhos científicos. Em 1952, com os seus colaboradores, realiza a primeira visualização das artérias coronárias no homem. Foi ainda o impulsionador da Escola Portuguesa de Cardiologia e o fundador da Escola de Cardiologia de Lisboa. Principais livros científicos: Trombose das Coronárias e Enfarte do Miocárdio (1933, Bertrand, Lisboa), publicado em 1934, pela Masson em Paris, com o título L'Infartus du Myocard, e que é o primeiro livro na Europa sobre enfarte do miocárdio; A Patologia da Circulação Coronária (Bertrand, 1937); La Pathogénie des Alterations Electrocardiographiques de la Pericardite (Paris, 1947); Vinte e Cinco Anos de Trabalhos Científicos de Patologia e Clínica Médica (Lisboa, 1949); Cursos de Cardiologia, 5 volumes, e Fisiopatologia e Diagnóstico das Cardiopatias Congénitas (1970). Principais livros de ensaio e cultura: Da Filosofia da Medicina e Outros Ensaios; Da Problemática da Universidade; Temas Universitários; Sob os Plátanos de Cós.