segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

«Histórias para Dias de Chuva», um livro para aquecer a alma neste fim de inverno

Título: Histórias para Dias de Chuva 
Autor: Naela Ali
Género: Literatura / Contos
Nº de páginas: 208
PVP: 15,50€
Tradução: Isabel Haber

Dias cinzentos podem deprimir até a pessoa mais alegre, mas isso pode ser evitado. Histórias para Dias de Chuva vai aquecê-lo com as suas delicadas ilustrações em aguarela e simples histórias sobre o amor, o desamor, a amizade, a família e as pequenas coisas que todos partilhamos enquanto seres humanos. Uma espécie de bálsamo para a alma, que estará disponível nas livrarias a 14 de fevereiro.
Com uma linguagem descomplicada e honesta, como se fosse um diário, Naela Ali escreve pequenos contos, por vezes poéticos, sobre os vários sentimentos que nos assolam nos dias mais sombrios – sempre acompanhados por belas ilustrações e, uma ou outra vez, com sugestões de banda sonora para acompanhar a leitura. Um livro que nos ensina a valorizar os pequenos momentos, a melancolia e a solidão. «Aquele momento solitário que temos num local cheio de gente, quando nada mais importa, só nós e o nosso livro. Isso é felicidade.»
Para a autora, os dias de chuva são uma fonte de inspiração e não uma razão para ficar deprimida – um sentimento que tenta transmitir ao leitor ao longo do livro: «Eu quis criar algo que as pessoas pudessem ler em dias de chuva e que as fizesse sentir quentes enquanto o leem». E a verdade é que, assim como uma caneca de chocolate quente sabe bem nos dias frios e chuvosos, também este livro transmite uma sensação de aconchego e felicidade à medida que vai sendo folheado.

Sinopse:
«Naquela noite, o céu estava repleto de estrelas.
Eu e ele sentámo-nos lado a lado. De mão dada. No terraço do nosso café favorito. Onde nos podíamos esconder por um bocado, onde existiríamos apenas nós e as nossas histórias. E por vezes tocavam algumas canções antigas.
Falávamos sobre vidas. A sua, a minha e as possibilidades da nossa.
Estávamos na verdade a falar de coisas de que já faláramos antes. Estávamos apenas a repetir as coisas, uma e outra vez. Como nos tínhamos conhecido, as canções de que mais gostávamos, e contávamos as mesmas piadas repetidamente. Tal como diz a canção dos Pet Shop Boys, “nunca nos sentíamos aborrecidos...”.
– Ei, amas -me? – perguntou ele assim do nada. Com os olhos a brilharem de tal forma que dardejaram nos meus.
Como se estivesse pronto para me devorar.
– É claro que amo.
– Podemos ficar assim para sempre?
Bem, isso era algo a que eu não podia responder, para ser honesta. Para sempre era algo demasiado forte para ser pronunciado.»
Cada história de amor é diferente, mas todas as histórias de amor são iguais: o primeiro toque, os primeiros beijos, os primeiros dias juntos, a conquista, a perda, a saudade, o desamor; os sonhos, as esperanças, as ilusões e desilusões; os amores que nos falham e os amigos que nunca falham, ou vice-versa. Histórias para Dias de Chuva são histórias que todos já vivemos ou conhecemos, mas a que queremos sempre voltar.

Sobre a autora:
Naela Ali é ilustradora, designer e escritora. Nasceu em Jacarta, onde vive e trabalha. Os seus livros de contos, reflexões e inspiração são bestsellers na Indonésia. Pode seguir os seus projetos, ilustrações e viagens no Instagram em @naelaali e @storiesforrainydays.



«Em Nome do Amor», de Kristin Hannah, chega às livrarias

Título: em nome do amor
Autor: Kristin Hannah
Género: Literatura / Romance
Tradução: Marta Pinho
Nº de páginas: 296
PVP: 16,60 €

«Tendo como cenário o esplendor da cadeia montanhosa North Cascade do estado de Washington, o (...) romance de Kristin Hannah vai buscar elementos à telenovela, ao cinema e aos contos de fadas para fazer um discurso simples sobre as complicações do amor.».Publishers Weekly.

Este mês chegou às livrarias Em Nome do Amor, de Kristin Hannah, um romance comovente sobre amor, fé e família.
Esta história levará o leitor a uma autêntica montanha-russa emocional, à medida que conhece a história de como uma família lida com a tragédia e de quanto está verdadeiramente disposta a sacrificar-se por amor: Mikaela entra em coma e os médicos dizem ao marido para não ter esperança de que ela recupere. Mas ele acredita que o amor é capaz de fazer o que a medicina não consegue e desesperado pede ajuda a Liam, o ex-marido de Mikaela. Mas irá essa decisão custar-lhe a mulher, a família e tudo o que estima?
«E Liam percebeu que, a partir daquele momento, os seus filhos ficariam a conhecer a negra e aterradora verdade, aquela que ele e Mike tanto tinham tentado esconder-lhes: o mundo podia ser um lugar assustador. Por vezes, era capaz de mudar tudo, e as pessoas, por mais que as amássemos, podiam morrer.»

Sinopse:
Quando Mikaela Campbell, esposa e mãe amada, entra em coma, cabe ao seu marido, Liam, manter a família unida e cuidar dos filhos desolados e assustados. Os médicos dizem-lhe que não tenha esperança de que ela recupere, mas ele acredita que o amor é capaz de fazer o que a medicina não consegue. Todos os dias, senta-se ao lado dela, conta-lhe histórias da vida preciosa que construíram juntos, na esperança de que ela acorde. Mas depois descobre provas do passado secreto da mulher: um primeiro casamento com a estrela de cinema Julian True. Desesperado por trazer Mikaela de volta a qualquer custo, Liam sabe que tem de pedir ajuda a Julian. Mas irá essa decisão custar-lhe a mulher, a família e tudo o que estima?

Sobre a autora
Kristin Hannah nasceu em 1960 no sul da Califórnia. Aos oito anos, a família mudou-se para o estado de Washington. Trabalhou em publicidade, licenciou-se em Direito e exerceu advocacia em Seattle. Quando a gravidez a obrigou a ficar de cama durante vários meses, Kristin retomou alguns textos antigos que tinha escrito em parceria com a falecida mãe, que sempre dissera que ela seria escritora. O marido encorajou-a e, assim que o filho nasceu, Kristin abandonou a anterior atividade profissional e dedicou-se à escrita a tempo inteiro. O primeiro êxito surgiu em 1990. Ganhou prestigiados prémios como um Rita Award (Romance Writers of América) em 2004 com Entre Irmãs, e o National Reader's Choice. A sua obra está traduzida em várias línguas. Vive com o marido e filho na costa noroeste dos Estados Unidos.


A aguardada sequela do bestseller P.S EU AMO-TE , de Cecelia Ahern, A ÚLTIMA CARTA, chega às livrarias portuguesas

Título: A última carta
Autor:
Cecelia Ahern
Editora: Suma de Letras
N.º de Páginas: 316
PVP: 18,80€

A aguardada sequela do sucesso internacional (do fenómeno mundial) P.S EU AMO-TE (Mais de 1 milhão de cópias vendidas)

Sobre o livro:
Faz sete anos que o marido de Holly Kennedy morreu - seis, desde que ela leu a sua última carta, na qual lhe pedia que encontrasse coragem para forjar uma nova vida.

Holly orgulha-se da forma como tem evoluído e crescido. Até que recebe a mensagem: "Precisamos desesperadamente da sua ajuda, Holly. Estamos a ficar sem ideias e ... " - ela respira fundo, em busca de energia - "todos nós estamos a ficar sem tempo."

Os membros do Clube P. S. Eu amo-te, inspirados nas últimas cartas do seu marido, Gerry, querem que Holly os ajude a escrever as suas próprias mensagens de despedida para os que lhes são queridos.

Holly vê-se atraída, de novo, para um mundo que se esforçou tanto por deixar para trás. Relutante, começa a relacionar-se com o clube, mesmo quando a amizade deles ameaça destruir a paz que ela acredita ter alcançado.

Porque cada uma dessas pessoas espera de Holly a ajuda para deixar algo significativo àqueles que mais ama, ela embarcará numa jornada notável que a desafiará a questionar se abraçar o futuro implicar trair o passado e o que significa amar alguém para sempre ...notável - que a desafiará a perguntar se abraçar o futuro significa trair o passado e o que significa amar alguém para sempre ...

Quando o amor eterno, há sempre algo mais para dizer.

O que diz a imprensa:
«Uma história maravilhosa, encorajadora e comovente que vai por os leitores a chorar, mas os deixara, sem dúvida, de alma cheia.» Irish Independent

«Tocante, cheio de humor... vital. Ahern escreve com honestidade e empatia. Senti um nó na garganta quando terminei de ler.» Irish Times

«Explora uma das experiências fundamentais humanas com carinho, humor e emoção.» Sunday Independent

«Cecelia Ahern é sem dúvida uma contadora de histórias incrivelmente talentosa. Comovente, agridoce e muito bem escrito.» RTE Guide

«Este livro, como o primeiro, falou diretamente ao meu coração. Talvez seja a forma realista e a simplicidade das observações de Ahern que o torna tão impactante.»Irish News

«Os fãs de PS eu te amo, estão de sorte. O calor emana das páginas deste romance adorável e inspirador.»Good Housekeeping

«Um romance comovente, terno e positivo.»Woman & Home

«Sábio e inspirador - mas mantenha uma caixa de lenços de papel à mão. Vai precisar.» Sunday Express

«Adorei esta história inspiradora sobre esperança e amor.»Prima

«Este é um romance para encantar os fãs fiéis e os novos leitores.»Woman's Weekly

Sobre a autora:
Cecelia Ahern, depois de se licenciar em Jornalismo e Comunicação, escreveu este primeiro romance aos 21 anos. Foi um sucesso internacional sem precedentes, tendo sido levado ao grande ecrã, o que acrescentou ainda mais fãs a esta história de amor, que é um clássico.
Desde então, Cecelia publica, com grande sucesso, um romance por ano. Até ao momento, os seus livros venderam 25 milhões de cópias, foram publicados em mais de 40 países, em 30 línguas. Só em Portugal, PS — Eu amo-te vendeu, até à data, mais de 57 000 exemplares, e mais de 1 milhão em todo o mundo.
Para além de ser uma romancista amplamente premiada, Cecelia Ahern também cria projectos originais para televisão.
www.cecelia-ahern.com




Laranja de Sangue, a novidade Topseller que vou querer ler

Título: Laranja de Sangue
Autor: Harriet Tyce
PVP 17.69 €
Páginas: 320
Fenómeno Bestseller! O thriller mais chocante do ano.
«Harriet Tyce é a nova Paula Hawkins.» - Cosmopolitan

«Uma leitura incrivelmente viciante, com um final gratificante. Cinco estrelas.» - Heat

«SÓ MAIS UMA NOITE. DEPOIS ACABO COM ISTO.»

A vida de Alison parece perfeita. Tem um marido dedicado, uma filha adorável, uma carreira em ascensão como advogada e acaba de lhe ser atribuído o primeiro caso de homicídio. Só que Alison bebe. Demasiado. E tem vindo a negligenciar a família. Além de que esconde um caso amoroso quase obsessivo com um colega que gosta de ultrapassar os limites.

«EU FI-LO. MATEI-O. DEVIA ESTAR PRESA.»
A cliente de Alison não nega ter esfaqueado o marido e quer declarar-se culpada. No entanto, há algo na sua história que não parece fazer sentido. Salvar esta mulher pode ser o primeiro passo para Alison se salvar a si própria.

«ESTOU DE OLHO EM TI. SEI O QUE ANDAS A FAZER.»
Mas alguém conhece os segredos de Alison. Alguém quer fazê-la pagar pelo que fez. E não irá parar até ela perder tudo o que tem.

Um thriller envolvente, com um final absolutamente inesperado e chocante, protagonizado por uma personagem muito empática.
«Uma história viciante que conduz a um final perturbador e gratificante. Os leitores vão esperar ansiosamente pelo próximo livro de Harriet Tyce.» - Publishers Weekly

Sobre a autora:
Harriet Tyce cresceu em Edimburgo e estudou Inglês na Universidade de Oxford, antes de fazer um curso intensivo de Direito na City University. Exerceu como advogada criminal em Londres durante quase uma década e fez recentemente um Mestrado em Escrita Criativa — Romances Policiais na Universidade de East Anglia.

Laranja de Sangue é o seu romance de estreia e um verdadeiro êxito internacional, tendo sido traduzido para mais de 20 línguas. Harriet vive no norte de Londres.



«A Parteira Alemã» é um romance extraordinário sobre a Segunda Guerra Mundial e o regime nazi, visto de uma perspetiva totalmente original

Título: A Parteira Alemã
Autor: Mandy Robotham
Tradução: Mário Dias Correia
N.º de páginas: 352
PVP: €18,50
Nas livrarias: 18/02

A Parteira Alemã é o romance de estreia de Mandy Robotham, um livro que conquistou a crítica internacional e os leitores.
Uma história de coragem, traição e amor, narrado através do olhar de uma mulher. Mas esta não é uma mulher qualquer.
Anke Hoff, a protagonista desta história, é alemã, parteira e prisioneira do campo de concentração de Ravensbrük, onde nas piores condições, tenta manter vivas as suas companheiras grávidas e os seus filhos recém-nascidos.
A sua vida muda quando é escolhida para ajudar a dar à luz o filho do Führer e Eva Braun. É em Berghof, casa refúgio de Hitler, que ela se apaixona por um oficial alemão.
Através de uma escrita convincente, dolorosa e por vezes cruel, Mandy Robotham leva-nos a viver o dilema desta mulher, dividida entre o dever de parteira e o ódio ao regime nazi, entre o amor e o desejo de felicidade e os horrores da guerra.
Os relatos sobre a angustiante vida das mulheres no campo de concentração em Ravensbrük são tragicamente reais.
A Parteira Alemã é um romance extraordinário sobre a Segunda Guerra Mundial e o regime nazi.
Chega às livrarias no dia 18 de fevereiro.

Sinopse:
Anke Hoff, prisioneira do campo de concentração de Ravensbrük faz o que pode para manter vivas as suas companheiras grávidas e os bebés recém-nascidos. Mas quando o seu trabalho é notado, é escolhida para uma tarefa bem mais perigosa.
Eva Braun está grávida do filho do Führer e Anke é retirada do campo para Berghof, casa refúgio de Hitler, para trazer ao mundo o filho de Eva Braun. Se recusar, a sua família morrerá. Anke vê-se perante uma escolha impossível. Dividida entre o dever de parteira e o ódio pelo regime para o qual agora trabalha.
A viver uma vida que nunca poderia ter imaginado, Anke apaixona-se por um oficial alemão e cedo o casal é confrontado com os perigos desta relação proibida.
Poderá o seu amor sobreviver aos horrores da guerra?
E, mais importante, conseguirão encontrar a felicidade?

Sobre a autora:
Mandy Robotham é aspirante a escritora desde os nove anos, mas foi desviada pelo jornalismo e mais tarde seduzida pelo momento de dar à luz. Hoje é parteira e escreve sobre nascimento, morte, amor e tudo o que envolve estes momentos únicos. Tem um mestrado em Escrita Criativa pela Oxford Brookes University.
A Parteira Alemã é o seu primeiro romance.



sábado, 8 de fevereiro de 2020

Novidade Desassossego "Uma Mensagem Através da Vedação" de Doug Gold

Através da história verídica de Josefine Lobnik, uma resistente política que ajudou soldados e prisioneiros de guerra a escapar aos nazis, e de Bruce Murray, um soldado neozelandês que foi capturado na Grécia e enviado para a Eslovénia, Doug Gold apresenta-nos um retrato dramático das relações em tempo de guerra e da destruição que assolou a Europa e o mundo.

Um testemunho extraordinário de duas pessoas comuns que viveram as inimagináveis dificuldades do bárbaro regime de Hitler. Na Europa ocupada pelos nazis, dois estranhos conhecem-se por acaso. Um deles é uma resistente eslovena, que atira um bilhete amarrotado através de uma vedação de arame farpado e foge por entre a neve. O outro é um prisioneiro de guerra.

Narrada através dos relatos de fugas audaciosas, traições, tortura e retaliação, esta é uma notável história de amor que sobreviveu a todas as contrariedades.

Sobre o autor: 
DOUG GOLD teve uma carreira de sucesso nos media e tem uma paixão por histórias baseadas em factos reais. Conheceu Bruce e Josefine na década de 80 e desde que ouviu este extraordinário relato de bravura, resiliência, resistência e amor decidiu que era uma história que tinha de ser contada. Vive em Wellington com a sua mulher, Anemarie, a ilha mais velha de Josefine e Bruce. Pode consultar mais informações sobre esta incrível história em www.thenotethroughthewire.com


«O Lado Negro da Mente» - uma viagem pela cabeça dos mais perigosos criminosos e das suas vítimas

Título: O Lado Negro da Mente
Autor:  Kerry Daynes
Género: Ciências Sociais e Humanas / Psicologia
Tradução: Rute Mota
Nº de páginas: 240
PVP: 16,60 €

Atreva-se a entrar no mundo de uma psicóloga forense. Nenhum dia é igual ao outro, nenhum paciente é previsível. O trabalho é assumidamente perigoso e quase sempre inquietante: mergulhar na psique de homens e mulheres condenados, para tentar entender o que está por trás das suas ações, muitas vezes brutais. O Lado Negro da Mente, que tem por base as memórias da autora, a sua vida e experiências enquanto psicóloga forense, transporta-nos para cenários de crimes tão assustadores que, por certo, não deixarão o leitor indiferente; mas não só; é um livro que nos leva, também, a reflectir sobre a forma como criminosos e vítimas são tratados pelo sistema judicial – e o que isso diz de nós enquanto sociedade. Nas livrarias a 7 de fevereiro.
Kerry Daynes é uma conceituada psicóloga forense do Reino Unido, que dedicou a sua carreira ao estudo do lado mais sombrio da mente e da alma humanas. Conheceu assassinos em série, criminosos sexuais e autores de crimes violentos, e ajudou por diversas vezes a polícia britânica em casos de alto risco. Foi vítima de um stalker, uma experiência que a fez ter uma nova perspectiva sobre os procedimentos policiais, o sistema prisional e as marcas psicológicas que ficam nas vítimas de crimes violentos.
Em O Lado Negro da Mente, relata os casos que definiram os seus 20 anos de carreira e também aqueles que a moldaram como ser humano.
Passar todos os momentos da vida a olhar para o lado mais negro da psique humana tem um preço... O testemunho de Daynes oferece-nos uma visão única das causas psicológicas de algumas das formas mais extremas do comportamento humano, das marcas psicológicas que os crimes violentos deixam nas vítimas e dos perigos que uma mulher com a sua profissão encontra no dia-a-dia. Kerry Daynes faz-nos ainda refletir sobre o sistema judicial, as prisões e a importância da reabilitação humana.

Sinopse
«Toda a minha carreira se baseia no trabalho que desenvolvo com indivíduos que cometeram crimes graves e no apoio que presto às vítimas na sua tentativa de superar o trauma. Vítima ou criminoso, lido com seres humanos nos seus momentos de maior desespero.»
Bem-vindo ao quotidiano de uma psicóloga forense. Não há dois dias iguais. Não há pacientes previsíveis. O trabalho é muitas vezes perigoso e quase sempre inquietante.
Kerry Daynes trabalha de perto com alguns dos criminosos mais violentos e desafiantes das prisões e hospitais psiquiátricos do Reino Unido – e também com as vítimas dos seus crimes. O seu dia é passado olhos nos olhos com o lado negro da mente humana, a tentar entender as ações brutais de homens e mulheres que foram condenados pelo sistema judicial e a ajudá-los a encetar o caminho para se tornarem cidadãos respeitadores da lei.
Mas olhar para o abismo todos os dias tem os seus custos, e o testemunho lúcido e rico de Daynes  mostra-nos os perigos pessoais e profissionais que ela incorre e as experiências e pessoas que mais a influenciaram como psicóloga forense. O Lado Negro da Mente é uma viagem inesquecível às causas do comportamento humano mais extremo e a um conjunto de sistemas mal adaptados para lidar com ele.

Sobre a autora:
Kerry Daynes é psicóloga forense e consultora do governo britânico para casos de alto risco.
O seu trabalho levou-a das celas de prisões de alta segurança a salas de interrogatório da Polícia, às alas de hospitais psiquiátricos e ao banco de testemunhas do tribunal, na qualidade de perita, contribuindo para solucionar casos abandonados, trazer os culpados à justiça e até prevenir ataques violentos.


«Teresa»: a biografia da condessa-rainha assinada por Luís Carlos Amaral e Mário Jorge Barroca

Título: Teresa A Condessa Rainha
Autores: Luís Carlos Amaral e Mário Jorge Barroca
Género: História / História de Portugal
N.º de páginas: 424 + 16
PVP: € 19,90

«Teresa» é a biografia possível da condessa-rainha, assinada por Luís Carlos Amaral e Mário Jorge Barroca. Possível porque, como explicam os autores, existe um leque muito restrito de dados documentais sobre D. Teresa.
Renunciando a entrar no campo da especulação ou da imaginação sem fundamento, Amaral e Barroca investigaram as pouco mais de sete dezenas de documentos disponíveis para escreverem a história da vida desta rainha, a mulher que se manteve durante quase 33 anos — acompanhada e sozinha — à frente dos destinos do Condado Portucalense.
A obra, que chegará às livrarias na sexta-feira, dia 31 de janeiro, revela-nos, assim, a condessa-rainha como uma personagem política fascinante, dotada de características singulares, que viveu e influenciou os momentos mais decisivos da formação do reino de Portugal.
«O conde D. Henrique, em 1108, parece infringir um pouco o tradicional formalismo diplomático e deixa transparecer o que pode ser interpretado como o lado mais humano da relação que ambos mantinham, referindo-se a D. Teresa como ‘a minha mulher formosíssima’ e ‘dulcíssima’ ou tratando-a como ‘a minha dileta esposa’. A coincidência de estes pergaminhos distarem menos de ano e meio do nascimento do infante D. Afonso Henriques, e de serem mais ou menos contemporâneos da primeira maternidade da condessa, poderá deixar entrever o sentimento que unia o casal.»

Sinopse: 
Filha do poderoso Afonso VI, rei de Leão e Castela, e de D. Ximena Moniz, e irmã da rainha D. Urraca, a infanta D. Teresa assistiu de muito perto e interveio, por vezes de forma enérgica, nas sucessivas e complexas conjunturas que moldaram o processo histórico peninsular, entre o derradeiro quartel do século XI e as primeiras décadas da centúria seguinte.
Tendo ficado viúva de D. Henrique de Borgonha em 1112, D. Teresa logo assumiu as tarefas governativas do condado, procurando dar continuidade ao essencial das políticas de seu marido. Neste contexto, não deixou também de cultivar ambições régias, muito provavelmente relacionadas com uma eventual restauração do antigo reino da Galiza.
A história posterior, em razão sobretudo da fundação da monarquia portuguesa, levou a que o seu governo fosse tradicionalmente interpretado como uma espécie de período intermédio entre dois tempos grandes, o de D. Henrique e, muito em particular, o de seu filho, D. Afonso Henriques.
Esta biografia revela-nos D. Teresa, a condessa-rainha, como uma personagem política fascinante, dotada de características singulares, que viveu e influenciou os momentos mais decisivos da formação do reino de Portugal.

Sobre os autores:
Luís Carlos Amaral é professor auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se doutorou em 2008 com a dissertação Formação e desenvolvimento do domínio da diocese de Braga no período da Reconquista (século IX-1137) (Porto, 2007). Especializou-se em História Medieval de Portugal, área em que é autor de mais de cinco dezenas de estudos, entre livros e artigos.
Mário Jorge Barroca é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se doutorou em 1996 com a dissertação Epigrafia medieval portuguesa (862-1422) (Lisboa, FCG-FCT, 2000). Tem-se dedicado à arqueologia medieval, tendo publicado mais de uma centena de estudos, entre livros e artigos.


Mulherzinhas e Boas Esposas, de Louisa May Alcott, os dois livros que deram origem à adaptação cinematográfica, com estreia marcada para esta semana, agora em edição especial


Título: Mulherzinhas e Boas Esposas (edição especial)
Nº págs: 392 e 408
PVP: 18,90€

Mulherzinhas e Boas Esposas, de Louisa May Alcott, os dois livros que deram origem à adaptação cinematográfica, com estreia marcada para esta semana, agora em edição especial.

Esta irresistível caixa contendo duas das mais emblemáticas obras de Louisa May Alcott chega às livrarias na mesma altura em que estreia no cinema o filme Mulherzinhas, com seis nomeações para os Óscares da Academia e com Emma Watson e Laura Dern no elenco!

Sobre os livros:
As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy conhecem algumas dificuldades depois da partida do seu pai para a guerra e dos problemas económicos que a família enfrenta. Mas o espírito lutador e de união que reina entre todas ajuda-as a seguir em frente. Juntas vivem histórias em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades que têm de enfrentar, mas quando a tragédia lhes bate à porta, descobrem que o melhor conforto é terem-se umas às outras e poderem estar juntas. Bem-vindos à história de vida da família March!

EDIÇÃO ESPECIAL dos clássicos MULHERZINHAS e BOAS ESPOSAS, que no 150.º aniversário da obra mais emblemática de Alcott, deram origem a uma grande ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA.


Da autora de «Pássaros Feridos», chega às livrarias «As Senhoras de Missalonghi»

Título: As Senhoras de Missalonghi
Autor: Colleen McCullough
Género: Literatura / Romance
Tradução: Eugénio Santos
Nº de páginas: 192
PVP: 15,50 €

A Bertrand tem já nas livrarias o livro As Senhoras de Missalonghi, de Colleen McCullough, autora de Tim e do bestseller internacional Pássaros Feridos, ambos adaptados para cinema.
Este romance histórico carregado de escândalos, amizade, amor e vingança, acompanha uma história de amor passada nas Montanhas Azuis, na Austrália, antes do início da Primeira Guerra Mundial, terminando com um final surpreendente e inesperado.
Às vezes, os contos de fadas podem tornar-se realidade — mesmo para solteironas tímidas como Missy Wright. Não tão bonita como a prima Alicia, nem tão dominadora como a mãe Drusilla, parece condenada a uma vida tranquila e de pobreza em Missalonghi, a pequena herdade da família nas Montanhas Azuis da Austrália. Mas é um século inteiramente novo, um tempo para novas ideias e ações ousadas. E Missy está prestes a pôr a trabalhar todas as línguas hipócritas da cidade de Byron. Porque ela acaba de olhar para um desconhecido misterioso, desconfiado e incauto… que, embora não o parecendo, pode muito bem ser um príncipe encantado.
A autora, descrita pelo New York Times como «fantástica… as suas personagens transmitem uma vitalidade fervilhante», deixa aos seus leitores um autêntico page turner que mergulha no início do século.

Sinopse
Às vezes, os contos de fadas podem tornar-se realidade — mesmo para solteironas tímidas como Missy Wright. Não tão bonita como a prima Alicia, nem tão dominadora como a mãe Drusilla, parece condenada a uma vida tranquila e de pobreza em Missalonghi, a pequena herdade da família nas Montanhas Azuis da Austrália. Mas é um século inteiramente novo, um tempo para novas ideias e ações ousadas. E Missy está prestes a pôr a trabalhar todas as línguas hipócritas da cidade de Byron. Porque ela acaba de olhar para um desconhecido misterioso, desconfiado e incauto… que, embora não o parecendo, pode muito bem ser um príncipe encantado.

Sobre a autora:
Colleen McCullough nasceu na Austrália em 1937. Começou a sua carreira literária com a publicação de Tim, seguido de Pássaros Feridos, um bestseller internacional que bateu todos os recordes. Ambos foram adaptados ao cinema. Além dos romances, a autora publicou duas séries. «O Primeiro Homem de Roma» retrata em seis volumes e de forma excecional a história da Roma Antiga. A série foi elogiada por muitos historiadores e políticos, incluindo Kissinger. «Carmine Delmonico» é uma série policial com dois títulos publicados pela Bertrand Editora. A autora morreu em janeiro de 2015, aos 77 anos, na ilha de Norfolk, no Pacífico, onde vivia com o marido.



Novidade Porto Editora: “As aves não têm céu” – novo romance de Ricardo Fonseca Mota

As aves não têm céu é o novo romance de Ricardo Fonseca Mota, vencedor, em 2015, do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís.

A 16 de janeiro chegou às livrarias o novo romance de Ricardo Fonseca Mota, «escritor-revelação que promete ir longe nos horizontes da literatura», como afirmou Mário Assis Ferreira aquando da atribuição do Prémio à obra Fredo, em 2015.

Em As aves não têm céu, o autor apresenta-nos a história de um homem dolorosamente consumido pelo seu passado, marcado pela morte da única filha, e pelo que resta dessa tragédia familiar: o peso da culpa. Numa linguagem lírica e experimentalista, em que a prosa se aproxima por vezes da poesia, Ricardo Fonseca Mota, também psicólogo clínico, explora assim a alma humana em toda a sua dimensão, num romance a vários níveis desconcertante.

Sobre o livro: 
Um homem vagueia pelas noites insones, revisitando o passado e a culpa que lhe vai consumindo os dias. A mulher trocou-o por outro e levou consigo a sua única filha, ainda pequena. Na semana de férias em que finalmente pode estar com ela, sofrem um acidente de viação que resulta na morte da filha.
A culpa e o passado cruzam-se neste romance feito de gente que vive no escuro, como o taxista que várias vezes apanha este pai e o transporta pela cidade silenciosa, e os dois companheiros com quem desde a morte da filha partilha o espaço.
Vencedor do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís 2015, Ricardo Fonseca Mota regressa à ficção com As aves não têm céu, um romance lírico que vem dar voz às sombras que se escondem nos recantos mais obscuros da alma humana.

Sobre o autor: 
Ricardo Fonseca Mota
Nasceu em Sintra em 1987, cresceu em Tábua e acabou de crescer em Coimbra. O seu primeiro romance, Fredo, venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís em 2015, foi semifinalista do Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa em 2017, e está traduzido e publicado na Bulgária. Representou Portugal na 17.ª edição do Festival do Primeiro Romance, em Budapeste. As aves não têm céu é o seu segundo romance. Formado pela Universidade de Coimbra, é autor, psicólogo clínico e promotor cultural.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Topseller - Primeiras novidades do ano

Título: A Canção do Órfão
Autor: Lauren Kate
Coleção: Lauren Kate
PVP: 17.69 €
1ª Edição:  janeiro
N.º Pàginas: 336
À venda a 20 de janeiro

Autora n.º1 do New York Times
10 milhões de livros vendidos

«Uma história encantadora que dá vida aos canais de Veneza.» - Publishers Weekly

Veneza, 1733
Violetta e Mino são dois órfãos que vivem no Hospital dos Incuráveis, um lugar que, além de orfanato e hospital, é também uma escola de música. Numa noite em que se refugiam no telhado do hospital, o destino une a voz de Violetta ao som do violino de Mino, resultando numa ligação que irá mudar a vida de ambos para sempre.

Violetta ambiciona integrar o famoso coro dos Incuráveis. Um dia, o convite chega, mas ela sabe que, ao assumir esse compromisso, jamais poderá cantar noutro lugar. Já Mino sonha voltar a encontrar a mãe, e o que mais quer é constituir família. Propõe, assim, a Violetta que fujam e se casem, mas esta teme nunca mais poder cantar e rejeita o pedido. Mino deixa então o hospital e parte em busca da mãe.

Sem ele, Violetta sente-se perdida e decide arriscar uma exploração clandestina da vida noturna veneziana, na esperança de que a sua voz lhe garanta a liberdade que ambiciona. Porém, nenhum deles encontra o que procura, até que uma terrível memória que Violetta reprime desde a infância os conduz a uma verdade chocante.

«Lauren Kate evoca vividamente uma cidade de beleza e dor, desamparo e crueldade, enquanto coreografa uma história de amor marcada por angústia, êxtase, suspense e reviravoltas impressionantes.» - Booklist

Título: Tu e Eu, Sempre 
Autor: Jill Mansell
PVP: 18.79 €
1ª Edição: janeiro
N.º de Páginas: 384
À venda a 20 de janeiro

Poderão os erros do passado trazer nova esperança ao futuro?

No dia em que faz 25 anos, Lily abre uma carta especial da mãe. Antes da sua morte, quando Lily tinha apenas 8 anos, Jo deixara várias cartas escritas à filha, para serem lidas no dia do seu aniversário — uma por ano —, e esta era a última. Nela, Jo revela a Lily a identidade daquele que foi o verdadeiro amor da sua vida, o que a deixa muito curiosa e desejosa de encontrá-lo e descobrir mais sobre a vida da mãe na juventude.

Ao saber que Lily o procurava, Declan vai ao encontro dela na pequena vila de Stanton Langley, para lhe confessar que também Jo tinha sido o seu grande amor. Mas a visita de Declan torna-se especial não só para Lily como também para aqueles que a rodeiam, e as lembranças do passado acabarão por trazer à tona novos sentimentos, alguns deles anteriormente reprimidos.

Além de Declan, há outra pessoa a surgir na vida de Lily. Eddie Tessler, um ator famoso em busca de paz e tranquilidade, encontra na pequena vila um porto de abrigo e acaba por também ele ser responsável por virar o mundo de Lily do avesso, sob o olhar atento de Dan, o seu amigo de infância, que tem as suas razões para não querer que ela se deixe levar.

Nada pode ficar eternamente escondido.

Título: O Anjo Roubado
Autor: Sara Blaedel
PVP 17.69 €
1ª Edição: janeiro
N.º de Páginas: 304
À venda a 20 de janeiro

«Sara Blædel está sem dúvida entre os melhores.» Camilla Lackberg

Quando a neta da abastada família Sachs-Smith é sequestrada, a experiente inspetora Louise Rick é chamada a intervir para ajudar a negociar o resgate. Os sequestradores exigem um precioso vitral, conhecido como Anjo da Morte, que está na família Sachs-Smith há gerações. Mas existe um problema: o vitral, que vale centenas de milhões de dólares, foi recentemente roubado.

Simultaneamente, Louise acompanha o desaparecimento súbito e misterioso de jovens mulheres escandinavas que viajaram sozinhas para o sul de Espanha.

Numa corrida contra o tempo, em que Louise procura perceber como se comporta uma mente criminosa, a inspetora é levada às profundezas da depravação humana. E está prestes a descobrir da maneira mais difícil que o dinheiro pode comprar qualquer coisa. Será Louise capaz de encontrar a criança e desvendar o motivo por que as jovens mulheres desapareceram antes que o pior aconteça?

Sara Blædel regressa com um thriller emocionalmente poderoso e carregado de suspense que o irá manter sem fôlego até à chocante reviravolta final.





A Morte do Papa - Nuno Nepomuceno [Opinião]

Título: A Morte do Papa
Autor: Nuno Nepomuceno
Editor: Cultura Editora
Páginas: 352

Sinopse:
Uma freira e dois cardeais encontram o corpo sem vida do Papa sentado na cama, com as mangas da roupa destruídas, os óculos no rosto e um livro nas mãos. O mundo reage com choque, sobretudo, quando Pedro, um delator em parte incerta, regressa à ribalta e contraria a versão oficial. Porém, tudo muda quando imagens de um escritor famoso vêm à tona, colocando-o na cena do crime.

Enquanto as dúvidas se instalam, um jornalista dedica-se à investigação do desaparecimento de uma adolescente. Mas eis que um recado é deixado na redação da Radio Vaticana. Com a ajuda de um professor universitário e da sua intrépida esposa, os três lançam-se numa demanda chocante pela verdade. O corpo da jovem está no local para onde aponta o anjo.

Pleno de reviravoltas e volte-faces surpreendentes, intimista e apaixonante, inspirado em factos reais, A Morte do Papa conduz-nos até um dos maiores mistérios da história da Igreja Católica, a morte de João Paulo I. Tendo como base os cenários únicos da Cidade do Vaticano, este é um thriller religioso arrebatador, de leitura compulsiva, e igualmente uma incursão perturbadora num mundo onde a ambição humana desafia o poder de Deus.

A minha opinião: 
Inspirado na vida de Albino Luciani, o Papa do Sorriso e no desaparecimento de Emanuela Orlandi, o novo livro de Nuno Nepomunceno tinha todos os ingredientes para dar certo. E não é que deu?

O primeiro livro que li sobre a morte misteriosa de João Paulo I foi "O Último Papa" de Luís Miguel Rocha, há uns anitos. E esse livro fez-me apaixonar pelos livros do escritor tendo-os lido todos.

Quando li a sinopse do novo livro do Nuno, fiquei logo encantada com a temática. De facto, são muitos os livros publicados em volta do Vaticano, o que se torna difícil, depois de ler tantos, haver um novo que nos prenda. Mas o facto de ser à volta de dois crimes que me interessam bastante, deixou-me completamente vidrada na narrativa. 

Nuno traz novamente a sabedoria de Afonso Catalão e da sua mulher e ex-jornalista Diana, que fazem com que a obra se torne ainda mais familiar. Este casal é uma mais valia para o desenrolar da história que se vai tornando cada vez mais interessante à medida que vamos conhecendo o que se passou na noite em que o Papa Mateus I morre inesperadamente. 

Depressa vamos descobrindo que as primeiras declarações sobre como foi descoberto o Papa não são completamente verdadeiras, e colocando em dúvida sobre se Stefano Ugeri, o seu verdadeiro nome, morreu de norte natural ou foi assassinado. O autor percorre o que se passou na realidade com Albino Luciani para explicar como foi a morte de Stefano, colocando as mesmas dúvidas que surgiram em 1978 quando o Papa do Sorriso foi encontrado morto. 

Tal como João Paulo I, o seu "sósia" Mateus I tem o desejo de mudança no Vaticano, passando pela forma como os Cardeais vivem, à gestão do Banco do Vaticano, colocando, logo à partida, um mau estar em sua volta. 

De facto, a integridade de Stefano, que se faz notar desde tenra idade, faz com que crie inimizades logo enquanto estudante, ao questionar várias passagens da Bíblia.

A apimentar ainda mais o mistério é o paralelismo que Nuno faz com o desaparecimento de Gabriella, uma jovem de 15 anos, que deixa de ser vista depois de ter-se dirigido a uma paragem de autocarros para ir para casa. 
Gabriella é baseada na história real de Emanuela Orlandi, desaparecida a 22 de junho de 1983, filha de um funcionário do Banco do Vaticano. Até agora as pistas que surgiram não deram em nada, embora se suspeite que os restos mortais estejam no cemitério Teutónico, dentro da Cidade do Vaticano. 

Quem conhece os livros de Nuno sabe que ele escreve muito bem. Este não é excepção. Desde a temática à forma como ele conseguiu entrosar as duas histórias, este é um livro que, apesar de ter sido dos primeiros que li este ano, será um dos candidatos a melhor livro de 2020. 
Recomendo vivamente.


Estes dois pequenos livros, que acabam por ser um complemento à história principal, e só devem ser lidos depois de lido A Morte do Papa, podem ser descarregados depois de submeter a newsletter da página do Nuno. Do que estão à espera?




quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Verity - Colleen Hoover [Opinião]

Título: Verity
Autor: Colleen Hoover
Editor: TopSeller
Páginas: 320

Sinopse:
Lowen Ashleigh é uma escritora que se debate com grandes dificuldades financeiras, até que aceita uma oferta de trabalho irrecusável: terminar os três últimos volumes da série de sucesso de Verity Crawford, uma autora de renome que ficou incapacitada depois de um terrível acidente.

Para poder entrar na cabeça de Verity e estudar as anotações e ideias reunidas ao longo de anos de trabalho, Lowen aceita o convite de Jeremy Crawford, marido da autora, e muda-se temporariamente para a casa deles. Mas o que ela não esperava encontrar no caótico escritório de Verity era a autobiografia inacabada da autora. Ao lê-la, percebe que esta não se destinava a ser partilhada com ninguém. São páginas e páginas de confissões arrepiantes, incluindo as memórias de Verity relativas ao dia da morte da filha.

Lowen decide ocultar de Jeremy a existência do manuscrito, sabendo que o seu conteúdo destroçaria aquele pai, já em tão grande sofrimento. Mas, à medida que os sentimentos de Lowen por Jeremy se intensificam, ela apercebe-se de que talvez seja melhor ele ler as palavras escritas por Verity. Afinal de contas, por mais dedicado que Jeremy seja à sua mulher doente, uma verdade tão horrenda faria com que fosse impossível ele continuar a amá-la.

A minha opinião: 
Apesar de nunca ter lido qualquer livro de Colleen Hoover sempre a associei a romances daqueles lamechas. Perdoem-me se estou a dizer alguma inverdade. 

Quando li algumas críticas de Verity, e após ter lido também a sinopse, fiquei mesmo muito curiosa e acabou por ser a minha primeira leitura do ano. E posso dizer que foi uma excelente estreia. 

Verity é uma autora de romances caída em desgraça. Depois de as duas filhas gémeas terem morrido em circunstancias trágicas: uma morreu afogada e a outra em resultado de uma reação alérgica ao amendoim, Verity acaba por ter um acidente que a deixa completamente incapacitada.

Aquando do acidente Verity deixa a sua série de sucesso a meio, o que leva editores a convencerem o marido Jeremy a arranjarem uma solução. Esta passa por arranjar uma autora cujo modo de escrita seja em tudo semelhante à de Verity, para que esta consiga terminar os três livros que faltam para terminar a série. 

É aqui que entra Lowen, uma escritora de romances que não granjearam muito sucesso. Depois de ter estado parada praticamente um ano para tomar conta da mãe, que tinha uma doença em fase terminal, o seu editor entra em contacto com a jovem escritora com uma proposta irrecusável. Acontece que Lowen não conhece os livros de Verity e tem medo de falhar. Para tal terá de passar uns dias em casa da famosa escritora, com o intuito de se inteirar melhor da sua obra. 

Com o decorrer da sua estada em casa de Verity, Lowen começa a aperceber-se que algo de errado se passa naquela família. Desconfia, inclusive, da própria incapacidade de Verity. E quando descobre a autobiografia da escritora, tudo vai mudar, levando-nos a entrar num mundo completamente à parte desta personagem. 

Verity é uma personagem arrebatadora. O facto de a conhecermos através do seu diário faz-nos criar juízos acerca dela e da sua personalidade que não conseguiríamos estabelecer caso fosse apenas relatado por uma terceira pessoa. Vemos que é uma mulher com uma personalidade muito forte, cujos intentos têm de ir até ao fim. 

Já Lowen parece um doce de pessoa, cuja vida vai mudar radicalmente ao entrar naquela casa. 

Não há como não ficar agarrada a este livro. Escrito de uma forma simples e atractiva, Colleen Hoover sabe como prender o leitor à sua narrativa. De facto, não consegui parar de ler até virar as páginas finais. E à medida em que a história avança novas dúvidas vão surgindo, o que nos agarra ainda mais à narrativa. 

E o final é completamente surpreendente, cabendo ao leitor fazer a sua própria interpretação da história. Adoro quando isso acontece. 







quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Britt-Marie esteve aqui - Fredrik Backman [Opinião]

Título: Britt-Marie esteve aqui
Autor: Fredrik Backman
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 304

Sinopse:
Não é que Britt-Marie seja uma pessoa crítica, exigente ou difícil - ela apenas espera que as coisas sejam feitas de uma determinada forma. Uma gaveta de talheres desarrumada está no topo da sua lista de pecados imperdoáveis. Os seus dias começam, impreterivelmente, às seis da manhã, porque apenas os lunáticos acordam mais tarde do que essa hora. E não é passivo-agressiva. De modo nenhum. As pessoas é que, às vezes, interpretam as suas sugestões úteis como críticas, o que não é, de todo, a sua intenção. Afinal, Britt-Marie não é alguém que julgue os outros, não importa o quão mal-educados, desleixados ou moralmente suspeitos possam ser.
Quando Britt-Marie descobre que Kent, o marido, lhe é infiel, a sua vida perfeitamente organizada, de repente, desorganiza-se. Tendo de passar a sustentar-se sozinha, arranja um emprego temporário como zeladora do centro recreativo de Borg. Nessa posição, a exigente Britt-Marie tem de lidar com muita sujidade, eletrodomésticos temperamentais, indisciplina a rodos e até uma ratazana como companheira. Britt-Marie vê-se então arrancada da sua zona de conforto e arrastada para a vida dos seus concidadãos de Borg, uma estranha mistura de seres desesperados, canalhas, bêbedos e vagabundos, sendo incumbida da impossível tarefa de levar a equipa de futebol local, composta por várias crianças sem qualquer tipo de talento para acertar numa bola, à vitória. E, quando um dia Kent aparece a pedir-lhe desculpa, ela tem de decidir, de uma vez por todas, o que realmente deseja da vida. Nesta pequena localidade de gente inadaptada, pode Britt-Marie encontrar o lugar a que realmente pertence?
Engraçado e comovente, perspicaz e humano, Britt-Marie esteve aqui celebra as amizades inesperadas que nos mudam para sempre e o poder do mais gentil dos espíritos, para tornar o mundo um lugar melhor.

A minha opinião: 
Britt-Marie não é uma pessoa fácil de se gostar. Obsessiva com muitas das coisas que a rodeiam acaba por se tornar uma valente chata de quem qualquer pessoa quer fugir a sete pés. 

Depois de ter sido traída pelo marido Kent, que a deixa para viver com uma mulher mais nova, Britt-Marie, que lhe dedicou toda a sua vida e aos seus filhos, vê-se sozinha e sem qualquer ocupação. E é aqui que o livro começa: no centro de emprego. E uma conversa caricata entre a idosa e a funcionária de centro de emprego surge, fazendo-me soltar alguns sorrisos. 

"Quero um emprego porque não acho que seja muito digno incomodar os vizinhos com maus cheiros. Quero que alguém saiba que eu estou aqui."

Como forma de a afastar do centro de emprego e com o intuito de a ocupar lá arranjam um emprego para esta velha rezingona, no centro recreativo de uma estranha localidade. 

Borg é o local ideal para Britt-Marie se estabelecer. Com poucos habitantes, todos com as suas particularidades, a forma de ser de Britt é facilmente compreendida por todos e não é que aos poucos vão gostando dela?

Ao longo da sua estada em Borg é-nos dado a conhecer a vida de Britt, como foi tratada enquanto criança, até conhecer Kent, uma segunda escolha para companheiro de uma vida. 

O livro fica ainda mais rico com a descrição da pequena localidade e dos poucos habitantes que lá existem. Por momentos também nos apercebemos que são pessoas que desistiram de viver. Com a chegada desta nova habitante curiosamente tudo muda e Borg torna-se numa localidade cada vez mais visitada. 

Frederik Backman é exímio em escrever sobre sentimentos e em criar personagens marcantes. Prova disso é A Minha Avó Pede Desculpas cuja opinião está aqui
Com uma ironia presente desde o início até ao final da história o autor dá-nos a perceber que nunca é tarde para darmos uma segunda oportunidade à nossa vida. A idade e a experiência não podem, nem devem ser impeditivo de nada, pelo que temos de ser persistentes até conseguirmos atingir os nossos sonhos. 
Britt-Marie é exemplo disso. 

Adorei.