segunda-feira, 27 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

"A Hora de Maria" de Nuno Lopes Tavares apresentado no Porto


Livro de poesia junta Dinu Flamand e António Lobo Antunes na Guerra e Paz

Título: Sombras e Falésias
Autor:  Dinu Flamand
N.º de Páginas: 96
PVP: 14,00 €
Género: Ficção/Poesia
Nas livrarias a 22 de Março
Guerra e Paz Editores

Sinopse
«Isto é Grande Poesia, sem uma baixa, uma falha, um tropeço. Um livro em torno da morte da mãe, com um pudor e uma contensão admiráveis. Um Requiem majestoso.» ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Sobre o autor:
Dinu Flamand. Nasceu a 24 de Junho de 1947, na região de Bistrita-Nasaud, no norte da Transilvânia, Roménia. É poeta, ensaísta, jornalista, tradutor e comentador da actualidade política na imprensa romena e internacional.

Licenciou-se em Filologia pela Universidade Babes-Bolyai, em Cluj, em 1970. Ainda estudava quando se tornou membro fundador da revista Echinox, que marcou várias gerações literárias pelo seu espírito antidogmático. Depois, trabalhou em redacções de jornais e revistas e em editoras, em Bucareste.

Nos anos 80, obteve asilo político em Paris, de onde denunciou o regime opressivo da Roménia, através dos jornais (Libération, Le Monde) e da rádio (RFI, BBC, Free Europe). Foi jornalista bilingue da RFI de 1989 a 2009.

Depois da queda do regime comunista, reintegrou-se na literatura romena. Em 2011, foi reconhecido com o Prémio Nacional Mihai Eminescu, pelo conjunto da sua obra poética.

Nesse ano, tornou-se conselheiro do ministro dos Negócios Estrangeiros da Roménia e representante do país na Organização Internacional da Francofonia.


Porto Editora - O primeiro romance de Francisco José Viegas

Título: Regresso por um rio
Autor: Francisco José Viegas
Págs.: 144
PVP: 15,50 €

Francisco José Viegas tinha 26 anos quando publicou o seu primeiro romance, Regresso por um rio. Três décadas depois é lançada uma nova edição deste livro, a 30 de março, pela Porto Editora.
Tendo como pano de fundo uma estranha vaga de mortos no rio Douro, este romance é sobretudo uma homenagem à terra onde o autor nasceu e cresceu, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, ao Pocinho e outras vilas vizinhas, mas também às pessoas, principalmente aos mais velhos vistos pelos olhos da infância. Regresso por um rio é ainda um livro de memória, mistério e beleza onde já são dadas algumas pistas do que viria a ser a vasta obra deste autor que conta já com mais de 12 romances publicados, mas também livros de poesia, crónica, teatro e viagens.

Sinopse:
História íntima do rio do autor, o Douro destas páginas, muito longe do cartão de visita dos dias de hoje, surge como um enigma de dimensão mágica que invade a própria linguagem de que se faz este livro. Fantasmagoria que encerra em si algo de sagrado, puro, pode ser lido como num sonho, as personagens pairando sobre as palavras sem um traçado completamente definido. Há, no entanto, um triângulo que podemos identificar: Aníbal, Catarina - o vestido branco, claro, comprido, as rendas, os braços nus - e Henrique, cujo destino, entregue à vontade da poeira e dos ventos, não resistirá ao chamamento do rio.
Publicado originalmente há trinta anos, neste que foi o seu primeiro romance, Francisco José Viegas regressa, com o rio para lá da janela do comboio, às memórias da sua infância, aos seus cheiros e sons, à terra e às suas vozes. Uma homenagem aos segredos e à vida do Douro, que indicia pistas de uma carreira literária que o futuro veio a confirmar e de um género que viria a reinventar à sua medida, o policial.

«Podes vasculhar por toda a eternidade em baús cheios de fotografias antigas, pequenas e grandes maravilhas, arquivos e papéis velhos, o rosto dela está aí: um anjo bate as asas levemente, o seu rosto é o de uma mulher cuja melancolia arrasta consigo a poeira da tarde. Quando o viste pela primeira vez?» 

Sobre o autor:
Francisco José Viegas nasceu em 1962. Professor, jornalista e editor, é responsável pela revista Ler e foi também diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. De junho de 2011 a outubro de 2012 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura.
Colaborou em vários jornais e revistas, e foi autor de vários programas na rádio (TSF e Antena Um) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer, Primeira Página, Avenida Brasil, Prazeres, Um Café no Majestic, A Torto e a Direito, Nada de Cultura). Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Crime em Ponta Delgada, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2005), O Mar em Casablanca, O Colecionador de Erva e A Poeira que Cai sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos.

Imprensa:
«Contam-se pelos dedos (de uma mão?) os anti-heróis da ficção portuguesa que perduram, ganhando substância na memória dos leitores. Um desses heróis é Jaime Ramos.» Visão
«Com os seus livros, Francisco José Viegas dá uma reviravolta no modelo do romance policial. Um estilo de alto voo.» Le Point
«A sua meteorologia atormentada transforma-se numa metáfora do destino humano.» Le Monde
«Viegas reinventa um género (o policial), e, acima de tudo, faz uma notável biografia de Portugal.» Expresso
«O que menos interessa é o enigma policial. Viegas constrói seus personagens como seres abandonados no mundo, e desenha paisagens únicas, de cinema.» Folha de São Paulo


Papa Francisco aborda, em «Quem Sou Eu para Julgar», ​temas fortes e polémicos para a Igreja

Já nas livrarias, Quem Sou Eu para Julgar, de Papa Francisco, aborda diversos temas, entre os quais alguns fortes e polémicos para a Igreja: divorciados, separados, recasados, famílias em crise, presos, homossexuais, novos escravos, idosos, crianças jovens, fundamentalismo, pedofilia, máfia, eutanásia, fé e religião, homens e mulheres, sexualidade, famílias e futuro, uniões civis e laicidade, vida em comum, matrimónio, género, marxismo, ecumenismo e outras religiões, o drama do desemprego, ambiente e ecologia, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, a contraceção.


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Não julgueis para não serdes julgados; Não condeneis para não serdes condenados.

Segundo o Papa Francisco, a humildade evangélica leva-nos a não apontar o dedo aos outros para julgá-los, mas a estender-lhes a mão para levantá-los, sem nunca nos sentirmos superiores. Se quisermos seguir o caminho de Jesus, mais do que acusadores, deveremos ser defensores dos outros diante do Pai. Convém recordá-lo na vida de todos os dias, quando por vezes sentimos vontade de falar mal dos outros, de os julgar.

Em Quem Sou Eu para Julgar (Nascente l 240 pp l 14,99€), e com base nesta advertência, o Papa Francisco foca-se em diversos temas, sem excluir assuntos polémicos no seio da Igreja Católica – homossexualidade, aborto, contraceção, divórcio, pedofilia, eutanásia, alterações climáticas, liberdade religiosa, entre muitos outros igualmente controversos e aqui abordados.

A posição de Sua Santidade em relação a todas estas matérias e a sua profunda visão humana sobre as grandes questões da atualidade tem constituído incentivo para um frutífero debate dentro da comunidade cristã, além de ter conseguido atrair também a curiosidade e simpatia dos não crentes.

Sobre a Homossexualidade

«Escreve-se tanto acerca do lobby gay. Eu ainda não encontrei quem me apresentasse um bilhete de identidade, no Vaticano, em que estivesse escrito «gay». Dizem que os há. Creio que, quando nos encontramos com uma pessoa assim, deveremos distinguir o facto de se ser gay do facto de se criar um lobby, porque os lobbies — todos os lobbies — não são bons. São maus. Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vonta­de, quem sou eu para julgá-la? O problema não é ter essa tendência. Não é. O problema é fazer dessa tendência um lobby: lobby de avarentos, lobby de políticos, lobby de maçons, tan­tos lobbies. (…)Os homossexuais devem ser tratados com delicadeza e não devem ser marginalizados. Antes de mais, gosto que se fale de «pessoas homossexuais»: primeiro, há a pessoa, na sua integridade e dignidade. E a pessoa não é definida apenas pela sua tendência sexual — não esqueçamos que todos nós somos criaturas amadas por Deus, destinatárias do seu amor infinito.

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Sobre a Pedofilia 
Um bispo que muda um sacerdote de paróquia quando se verifica um caso de pedofilia é um inconsciente, e a melhor coisa que pode fazer é apresentar a renúncia.​


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Sobre os Divorciados

Que fazemos com os divorciados que voltaram a casar? Que porta se lhes pode abrir? Existe, a este propósito, uma inquietação pastoral: devemos então dar-lhes a comunhão? Dar-lhes a comunhão não é uma solução. Só isso não é a solu­ção. A solução é a integração. Não estão excomungados. Contudo, não podem ser padri­nhos de batismo, não podem ler as leituras na missa, não podem distribuir a comunhão, não podem ensinar o catecis­mo, não podem fazer sete coisas… — tenho a lista ali. Se eu vos contasse tudo, pareceria até que estão excomungados de facto! Então, há que abrir um pouco mais as portas. Porque é que não podem ser padrinhos? 




É lançado amanhã em Portugal o livro de poesia de Rupi Kaur




sábado, 25 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Leitor do Comboio - Jean-Paul Didierlaurent [Opinião]

Título: O Leitor do Comboio
Autor:  Jean-Paul Didierlaurent
Editor: Clube do Autor
N.º Páginas: 196

Sinopse:
O poder dos livros através da vida das pessoas que eles salvam. Uma obra que é um hino à literatura, às pessoas comuns e à magia do quotidiano.
Jean-Paul Didier Laurent é um contador de histórias nato. Neste romance, conhecemos Guylain Vignolles, um jovem solteiro, que leva uma existência monótona e solitária, contrariada apenas pelas leituras que faz em voz alta, todos os dias, no comboio das 6h27 para Paris.
A rotina sensaborona do protagonista desta história muda radicalmente no dia em que, por mero acaso, do banquinho rebatível da carruagem salta uma pendrive que contém o diário de Julie, empregada de limpeza das casas de banho num centro comercial e uma solitária como ele… Esses textos vão fazê-lo pintar o seu mundo de outras cores e escrever uma nova história para a sua vida.
O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.

A minha opinião:
A vida de Guylain Vignolles é feita de rotinas. Mas mesmo assim não deixa de ser uma vida peculiar. Todos os dias apanha o comboio para Paris, onde lê, alto e bom som, alguns excertos dos livros que traz consigo. Os outros ocupantes do comboio acham piada a esta particularidade do seu companheiro de viagens, mas não imaginam que o seu trabalho é destruir livros. Sim, Guylain Vignolles trabalha numa empresa de reciclagem de papel, mas o papel dos livros que são publicados e que já não interessam a ninguém. É um trabalho triste, mas é o seu trabalho e quando consegue Guylain Vignolles ainda consegue "roubar" algumas folhas para ir lendo no comboio.

Como a sinopse diz, a vida dele muda quando encontra uma pen, esquecida, num banco da carruagem onde viagem e não resiste à curiosidade de a abrir. O que ela contém vai mesmo mudar a sua vida.

O Leitor do Comboio atrai logo pela capa, muito bem conseguida. Depois, o comboio remete logo para boas e longas leituras. Quem já devorou livros enquanto fazia viagens de comboio, no meu caso, de duas horas e meia todos os dias, sabe do que estou a falar. E a par das leituras encontra-se, de facto. gente bastante peculiar nas nossas viagens. Uns mais que outros.

Mas o livro está muito para além da capa. Escrito de uma forma simples, relata o dia a dia da personagem principal e das pessoas que lhe estão próximas. É um hino à amizade, aos livros, e uma grande crítica à máquina destruidora de livros, esse monstro com uma boca enorme, que com a sua lâmina, pode destruir bem mais do que um simples papel.

É tão bom que sabe a pouco.

Recomendo.





Anna e o Homem Andorinha - Gavriel Savit [Opinião]

Título: Anna e o Homem Andorinha
Autor: Gavriel Savit
Editor: Suma de Letras
Páginas: 224

Sinopse:
Uma história sobre a perda da inocência perante a tragédia.
Ao longo da viagem, Anna e o Homem-Andorinha escaparão a bombas e a soldados e também farão amigos.
Mas, num mundo louco, tudo pode ser um perigo.
Também o Homem-Andorinha. 
«Este romance profundamente comovente une, de forma magistral, a doçura infantil com o fundo cruel e inumano da Segunda Guerra Mundial.»  Publishers Weekly.

A minha opinião: 
Gavriel Savit pega no tema do Holocausto e suaviza-o com Anna e o Homem Andorinha. Um livro que chega a ser poético de tão bonito que é.

Orfã de mãe e pai (este último, professor universitário na Polónia desaparece no dia em que perseguem os intelectuais) Anna encontra refúgio nos braços de um homem misterioso, que raramente sorri, mas que a adopta e protege como ela necessita.

Juntos passam ao lado da verdadeira guerra, (será que passam?), embora Anna vivencie algumas atrocidades e passe bastante fome. No entanto, o homem, que nunca saberemos o nome, arranja sempre forma de a proteger e de lhe dar um porto de abrigo.

"Os nomes são formas de as pessoas nos encontrarem - disse o homem alto. - Se tens um nome, as pessoas sabem por quem perguntar. E se as pessoas souberem por quem perguntar conseguem descobrir onde estiveste, e ficam a um passo mais perto de te encontrar. Nós não queremos ser encontrados."

Caminham pela Polónia, muitas vezes junto à fronteira, sempre a tentar fugir aos nazis e aos russos, mas muito perto deles. Anna designa-os como lobos e ursos numa narrativa amorosa e que ameniza, de certa forma, a realidade em que se encontram.
Se por um lado temos uma criança, que vê a guerra de uma forma inocente e não tão grave, temos, por outro, o seu parceiro de caminhada que a vê de uma forma dura e que faz tudo, mesmo tudo, para que a pequenita não sofra nem se aperceba da realidade que a rodeia.

"Ser encontrado é desaparecer para sempre."

Um hino à amizade em tempo de guerra.

"Porque um amigo não é alguém a quem dás as coisas de que precisas quando o mundo está em guerra. Um amigo é alguém a quem dás as coisas de que necessitas quando o mundo está em paz. E, ao contrário de «tu», querida, «amigo» não é «eu» em Estrada."

Recomendo.



Alerta: novo romance do escritor italiano Marcello Simoni

Título: O Inquisidor
Autor: Marcello Simoni
Tradução: Maria Irene Bigotte de Carvalho
N.º de Páginas: 352 
PVP: 17,50 €
Disponível a partir de 6 de Abril

«O retrato de época é credível e autêntico, as intrigas que envolvem a Inquisição são verosímeis assim como a realidade das ordens religiosas dos Jesuítas e dos Franciscanos.

A trama é misteriosa e os diversos episódios estão ligados entre si mantendo o suspenso até ao fim.»
La Repubblica

«O inquisidor evoca a figura do frade Guilherme de Baskerville em O Nome da Rosa graças ao mesmo método analítico e à confiança no raciocínio.» Huffington Post

«Um trillher histórico de cortar a respiração, baseado numa rigorosa investigação e que confirma Simoni como um dos melhores escritores italianos.» Il Giornale

«Marcello Simoni é o mestre do romance histórico. Esta obra revela os meandros de um poder no qual a igreja procura manter intactos os seus valores seculares.» La Stampa

«Nos romances de Simoni, considerado por muitos o sucessor de Umberto Eco, os crimes misteriosos do passado dão corpo à história.» JL Magazine

«Intriga bem construída, ambiente histórico credível e um estilo elegante, revelando um escritor mais sofisticado.» Milano Nera

Sinopse
Século XVII. A poucos dias do início do Ano Santo, a morte de um frade, consultor da Congregação do Índice, o braço mais recente da Inquisição, agita os meios religiosos. O homicídio desde homem, encontrado com o corpo encravado numa prensa tipográfica e com a boca cheia de papéis impressos tem de ser rapidamente resolvido.

A investigação é entregue ao inquisidor Girolamo Svampa. As suspeitas são muitas, envolvendo desde a Companhia de Jesus até agentes misteriosos de potências rivais. E há ainda a surpreendente ligação ao meio dos impressores e tipógrafos de Roma. Svampa depara-se com personalidades poderosas e a situação revela-se, subitamente, delicada e perigosa.

Criatura de hábitos e pouco diplomata, com uma aversão patológica pela fugacidade do presente, o comissarius trabalha de acordo com um código moral rígido. Conseguirá desvendar o crime sem comprometer os seus princípios?

Marcello Simoni cria neste romance uma extraordinária figura de detetive: um dominicano racional como um cientista mas simultaneamente perito em ciências ocultas. Um homem que trabalha em nome da Igreja, embora questione certos comportamentos eclesiásticos. Com efeito, Svampa é filho de um impressor acusado de heresia e transporta consigo uma marca gravada a fogo que nunca cicatrizou…



«Hoje Estarás Comigo no Paraíso», o regresso de Bruno Vieira Amaral

Título: hoje estarás comigo no paraíso
Autor: Bruno Vieira Amaral
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 368
Data de lançamento: 7 de abril
PVP: € 17,70

Bruno Vieira Amaral recebeu todos os prémios literários de prestígio em Portugal: o Prémio Saramago 2015, o Prémio Pen para Narrativa 2013, o Prémio Fernando Namora 2013 e o Prémio Time Out para Livro do Ano 2013. A 7 de abril, chega às livrarias «Hoje Estarás Comigo no Paraíso», o seu mais recente romance, que o confirma como uma das mais interessantes vozes no panorama ficcional português.
Partindo de acontecimentos reais, «Hoje Estarás Comigo no Paraíso» faz a investigação literária do homicídio do primo João Jorge, e usa essa mesma investigação para reconstruir e recuperar memórias pessoais e familiares.
«Para mim, João Jorge nasceu na noite em que o mataram, nas hortas a caminho da Vila Chã. A minha avó materna dizia que, naquela madrugada, ouviu gritos perto do cemitério e, mesmo antes de ter ido à varanda, curiosa e apavorada e sem acender a luz, soube logo que acontecera uma grande desgraça. Até ao fim da vida, quando falava de João Jorge, repetia os passos daquela madrugada distante, ia até à varanda, apontava para o lugar onde antigamente ficavam as hortas e dizia que naquela noite amarga, enquanto lavava a loiça, ouvira uns gritos assustadores, como se estivessem a matar porcos. No dia seguinte – e disto lembro-me perfeitamente – carregada com os sacos de compras, ofegantes e muito vermelha, nem esperou para entrar em casa: «Mataram aquele teu primo, o João Jorge», disse.», é o primeiro parágrafo do mais recente romance de Bruno Vieira Amaral.
Inspirado por autores como Nelson Rodrigues, W.G. Sebald e Mario Vargas Llosa, entre outros, Bruno Vieira Amaral publicou em 2014 o romance «As Primeiras Coisas», que lhe valeu a distinção dos mais importantes prémios literários e a aclamação da crítica e leitores.

Notas de imprensa:
«Bruno Vieira Amaral tem o génio do detalhe, sabe descrever a quinquilharia dos indigentes, usa o calão com justeza, evoca detalhes especiais que dizem tudo.» Pedro Mexia, Expresso
«O romance de estreia de Bruno Vieira Amaral confirma uma grande solidez. E traz uma personagem coletiva, o Bairro Amélia, que talvez tenha vindo para ficar no imaginário literário português.» Isabel Lucas, Público
«Um muito original romance de estreia, escrito com grande maturidade estética e forte conhecimento da realidade descrita. O anúncio de um futuro grande escritor.» Miguel Real, Jornal de Letras
«O epílogo, em tom elegíaco, traz-nos páginas que estão entre as mais belas da literatura portuguesa recente, confirmando o fôlego raro desta estreia triunfal.» José Mário Silva, Expresso

Sinopse:
Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge – morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 – e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura - ausente - do pai.
Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) – e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento – são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita – como uma possibilidade de verdade, sempre.

Sobre o autor:
Bruno Vieira Amaral estudou História Contemporânea e é crítico literário, ensaísta e romancista. O seu primeiro romance, «As Primeiras Coisas», foi distinguido com variadíssimos prémios e mereceu, em 2016, a nomeação de Uma das Dez Novas Vozes da Europa (Ten New Voices from Europe), escolhidas pelos jurados da plataforma Literature Across Frontiers.




Novidade Minotauro: A Serpente do Essex – um enredo misterioso, apaixonante e inesquecível


A Serpente do Essex – um enredo misterioso, apaixonante e inesquecível

A Serpente do Essex acaba de chegar às livrarias portuguesas pela Minotauro, uma chancela do Grupo Almedina. É a obra mais recente de Sarah Perry e já bateu Harry Potter na conquista do título de melhor livro do ano 2016 da Waterstones.
Acaba de chegar a Portugal o novo livro de Sarah Perry – A Serpente do Essex –, um enigmático e inesquecível romance que conta a história de Cora Seaborne, uma viúva que decide iniciar uma nova vida após a morte do marido e desvendar o mistério que envolve a lenda de um monstro terrível que semeia terror há mais de 200 anos.
O enredo, considerado pelo The Guardian como um dos melhores de 2016, começa em Londres, em 1893, quando o marido de Cora morre e esta, acompanhada pelo filho, Francis, decide trocar a cidade pelo campo de Essex, onde espera encontrar o refúgio de que necessita. Cora não teve um casamento feliz nem nunca se adequou ao papel de mulher da sociedade e é a vontade de contrariar esse passado que a leva a embarcar nesta aventura, marcada ao mesmo tempo por alívio e tristeza.
Ao chegar a Colchester, ouve rumores de que a Serpente do Essex, conhecida por em tempos ter percorrido os pântanos na sua avidez de colher vidas humanas, regressou à aldeia de Aldwinter. Naturalista amadora e sem interesse por superstições ou questões religiosas, Cora fica empolgada com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda por descobrir. Quando decide iniciar a sua investigação, conhece o reverendo de Aldwinter, William Ransome. Tal como ela, Will sente uma desconfiança profunda em relação aos boatos, que considera serem um fenómeno de terror de caráter moral e um desvio da verdadeira fé. Enquanto procura tranquilizar os paroquianos, inicia-se entre ele e Cora uma relação intensa, que acaba por modificar a vida de ambos de forma inesperada.
Escrito com uma delicadeza e uma inteligência cheia de requinte, este romance é sobretudo uma celebração do amor e das muitas formas que este pode assumir.

“É (um livro) tão bom que as suas páginas parecem emitir uma espécie de luminosidade. Mal acabei, comecei a lê-lo outra vez do princípio”, referiu Helen Macdonald, autora de A de Açor, depois de ler a obra, sobre a qual o SundayTimes escreve: “A transbordar de sabedoria sobre o comportamento humano e as suas motivações, escrito com um estilo inconfundível, A Serpente do Essex é um dos romances históricos mais inesquecíveis desta década.”
De realçar que a obra acaba de chegar às livrarias portuguesas pela Minotauro, uma chancela do Grupo Almedina, com o pvp de 19,90€.

Sobre a autora
Sarah Perry nasceu no Essex, em 1979. O seu primeiro romance, After Me Comes the Flood, foi nomeado para o Prémio Primeiro Livro, atribuído pelo Guardian e para o Prémio Folio, tendo recebido também o Prémio Livro do Ano de East Anglia, em 2014. Vive em Norwich.

Sobre a Minotauro
A Minotauro é uma chancela do Grupo Almedina que embarca agora numa nova aventura nas áreas da Ficção e Não Ficção para adultos e para o público infantojuvenil. Os livros desta nova era da Minotauro têm como missão conquistar um novo universo de leitores e guiá-los nos labirintos da leitura. Mais informações em: http://www.grupoalmedina.net/.


Porto Editora: Fátima pelo olhar único de Alfredo Cunha

Título: Fátima – Enquanto Houver Portugueses
Autor: Alfredo Cunha
Págs.: 128
Capa: capa dura
PVP: 19,90€

Novo livro de Alfredo Cunha é apresentado no dia 1 de abril, na Galeria Municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

Dia 1 de abril, sábado, às 17:00, a Galeria Municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, recebe Alfredo Cunha para a apresentação do seu livro Fátima – Enquanto Houver Portugueses, que irá contar com a presença do jornalista António Marujo, autor do prefácio.
Nas celebrações dos 100 anos das Aparições de Fátima, o fotojornalista mais consagrado de Portugal, Alfredo Cunha, apresenta 100 fotos que fazem uma justa homenagem a todos os fiéis de Fátima e aos peregrinos em particular, que irão rever-se nas imagens e no texto da obra.
A apresentação da obra insere-se na exposição “Tempo depois do tempo. Fotografias de Alfredo Cunha 1970-2017” que apresenta 480 imagens do fotojornalista, captadas ao longo de quase 50 anos de trabalho.
Com introdução de António Marujo em edição bilingue (português e inglês), este livro tem edição reconhecida pelo Santuário de Fátima como integrada nas celebrações do centenário das Aparições.
Fátima – Enquanto Houver Portugueses é um registo único do santuário de Fátima e dos que fizeram daquele um dos maiores locais de peregrinação do mundo cristão.

Sobre o autor:
Alfredo Cunha nasceu em 1953. Começou sua carreira profissional em fotografia publicitária em 1970, e como fotojornalista no Notícias da Amadora em 1971. Trabalhou no jornal O Século e n'O Século Ilustrado (1972), na Agência Noticiosa Portuguesa ANOP (1977) e nas agências de notícias Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo e editor-chefe no Público entre 1989 e 1997, quando decidiu juntar-se ao grupo Edipresse como fotógrafo-chefe. Em 2000, começou a trabalhar na revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Foi o fotógrafo e editor-chefe do Jornal de Notícias entre 2003 e 2009 e diretor fotográfico da Global Imagens entre 2010 a 2012. Atualmente trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais.




Amarguinha Tem Um Irmão, de Tiago Rebelo

Título: Amarguinha tem um Irmão
Autores: de Tiago Rebelo e Danuta Wojciechowska
N.º de Páginas: 56 
PVP 8,50€

Amarguinha tem um irmão é o segundo livro da sério “Amarguinha”, a menina com grandes olhos castanhos e que não gosta de doces, daí o seu nome. Este livro aborda o tema da chegada de um irmão, quando as crianças são filhas únicas.

Amarguinha faz 9 anos e recebe a noticia que vai ter um irmão! A mãe preparou um lanche para ela festejar o aniversário com os seus dois melhores amigos, Branca e Martinho. Mas há mais surpresas, uma bicicleta linda com campainha e tudo! Quando Amarguinha pensava que já não haveria mais presentes, recebeu o melhor de todos: ia ter um irmão!

Os meses foram passando e a ansiedade de Amarguinha crescia. Até que chegou o grande dia e Miguelinho nasceu. Amarguinha sentiu-se a menina mais feliz do mundo, pois agora teria alguém com quem partilhar as brincadeiras.

Tiago Rebelo é um escritor que nos faz procurar compreender quem somos através das suas histórias empolgantes e das suas personagens consistentes. Com mais de uma década de produção literária recheada de êxitos, é um dos autores preferidos do público português

A sua obra está disponível em países como Angola, Brasil, Moçambique, Itália, Suíça, Argentina e Roménia. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem uma longa carreira no jornalismo.


quinta-feira, 23 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porto Editora - João Céu e Silva - "Fátima – A profecia que assusta o Vaticano"

Título: Fátima – A profecia que assusta o Vaticano
Autor: João Céu e Silva
Págs.: 272
PVP: 15,50 €

Fátima – A profecia que assusta o Vaticano é o novo livro do jornalista João Céu e Silva
A pouco tempo da celebração do centenário das aparições de Fátima ainda há muito por explicar, nomeadamente a razão pela qual todos os papas após Paulo VI se sentiram obrigados a deslocar-se pessoalmente ao Santuário. No epicentro dessa decisão está o terceiro segredo dos Pastorinhos, revelado por João Paulo II e uma das maiores ameaças ao Vaticano: o anúncio da morte de um «bispo vestido de branco». Este mistério é um dos assuntos tratados no novo livro do jornalista João Céu e Silva, Fátima – A profecia que assusta o Vaticano, que a Porto Editora publica a 30 de março.
Recorrendo a depoimentos dos mais altos responsáveis do Santuário, bem como de teólogos reputados, historiadores e especialistas em questões religiosas, João Céu e Silva apresenta toda a história deste século em que a Cova da Iria se tornou um dos principais centros de peregrinação mundial e explica como a construção do mito de Fátima se impôs a toda a Igreja Católica e o culto se propagou em todas as direções.

Sinopse:
A 13 de maio de 1917 três pastorinhos analfabetos tornaram-se o símbolo de uma Mensagem, já comparada pela Igreja aos textos da Sagrada Escritura, e fizeram de Fátima um santuário que atrai milhões de peregrinos todos os anos, superando os grandes centros de fé mundiais.
Esta mensagem continha uma profecia tão ameaçadora que o papa Pio XII depositou o envelope onde está escrita no Arquivo Secreto do Santo Ofício e proibiu a sua divulgação. O Segredo tem obrigado todos os sumos pontífices (desde a eleição de Paulo VI) a vergarem--se às exigências de Lúcia e a prestarem vassalagem pessoalmente à Senhora da Cova da Iria.
Desde então nenhum papa deixou de ir à Praça Branca – assim chamada por oposição à Praça Vermelha de Moscovo –, ou de submeter o seu pontificado à proteção de Nossa Senhora, como fez o papa Francisco nos dias imediatos à sua nomeação. Já antes, enquanto teólogo, Bento XVI elaborara uma polémica explicação para a terceira parte do Segredo.
Nesta sua investigação, João Céu e Silva procura explicar Fátima em toda a sua dimensão, enriquecendo-a com depoimentos de teólogos portugueses e estrangeiros, bem como de responsáveis do próprio Santuário. E revela a razão que teima em assustar o Vaticano relativamente à terceira parte do Segredo, que João Paulo II tão bem utilizou para explicar o atentado de que foi vítima.

Sobre o autor:
João Céu e Silva nasceu em Alpiarça, em 1959, licenciou-se em História durante os anos em que viveu no Rio de Janeiro e é, desde 1989, jornalista do Diário de Notícias.
Fátima – A profecia que assusta o Vaticano é a sua terceira investigação histórica, após 1961 – O ano que mudou Portugal e 1975 – O ano do furacão revolucionário, que se seguiram à série de investigação literária Uma longa viagem com os escritores José Saramago, António Lobo Antunes, Álvaro Cunhal, Manuel Alegre e Miguel Torga. Em 2013 recebeu o Prémio Literário Alves Redol pelo romance A Sereia Muçulmana, uma das suas obras de ficção publicadas.


Porto Editora: David Walliams apresenta "Sr. Pivete"

Título: Sr. Pivete
Autor: David Walliams
Ilustrações: Quentin Blake
Tradução: Rita Amaral
Págs.: 232
Capa: dura
PVP: 15,50 €

No próximo dia 23 de março, a Porto Editora faz chegar às livrarias um novo e hilariante livro de David Walliams: Sr. Pivete.
A vida de Chloe não é muito fácil: a mãe e a irmã odeiam-na e é, talvez, a menina mais solitária do mundo. Até que conhece e decide ajudar o Sr. Pivete, o misterioso sem-abrigo que anda pelas ruas perto de sua casa e que parece ser a única pessoa do planeta que a trata com simpatia.
Uma fábula muito divertida, em que as gargalhadas das situações criadas por David Walliams se aliam à mensagem sobre o valor da amizade verdadeira, que não se intimida por aparências nem circunstâncias.
Até há poucos anos conhecido como comediante e jurado do programa televisivo Britain’s got talent, David Walliams transformou-se numa das referências no que diz respeito à ficção juvenil: os seus livros venderam mais de 17 milhões de exemplares desde 2008 e está já traduzido em mais de 46 línguas. Foi também distinguido em três ocasiões com o único prémio inglês decidido por crianças, o The Red House Children’s Book Award.

Sinopse:
Chloe é talvez a menina mais solitária do mundo. E, então, conhece o Sr. Pivete, o sem-abrigo que anda pelas ruas perto de sua casa. Sim, ele cheira um pouco mal – mas é também a única pessoa que trata Chloe com alguma simpatia. Por isso, quando o Sr. Pivete precisa de um sítio para ficar, Chloe decide escondê-lo no barraco do jardim.
Mas Chloe depressa descobre que há segredos que prometem sarilhos. E, por falar em segredos, talvez o Sr. Pivete tenha um que te deixe com a pulga atrás da orelha! (Literalmente…)

Sobre o autor: 
David Walliams nasceu em Inglaterra em 1971, e é um ator britânico de comédia, conhecido pela parceria com Matt Lucas, na série Little Britain. Em 2008, tomou o mundo da literatura infantil de assalto. Avozinha Gângster entrou diretamente para o primeiro lugar no top britânico e vendeu mais de um milhão de exemplares até à data. David é atualmente o autor de crescimento mais exponencial no Reino Unido, com vendas superiores a 17 milhões de exemplares. Os livros do autor, traduzidos em cerca de 50 línguas, obtiveram um impacto sem precedentes na crítica, que o compara a um dos mais emblemáticos autores de sempre no género, Roald Dahl.


Gastronomia ‘À Moda do Porto’ fala inglês

Gastronomia ‘À Moda do Porto’ fala inglês

No próximo dia 6 de abril, às 18h30, o Chef Hélio Loureiro apresenta o seu mais recente livro de receitas, À Moda do Porto – Gastronomia com história ao alcance de todos, agora também com versão inglesa. A apresentação será realizada na Casa do Infante, estará a cargo do escritor Mário Cláudio e contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

O Chef Hélio Loureiro é desde sempre um amante da sua cidade natal, o Porto, e um grande investigador da sua história e dos seus paladares. Na obra À Moda do Porto são reunidos todos os clássicos da gastronomia portuense, tornando-os acessíveis a todas as mesas. Imbuída de curiosidades históricas sobre a vivência e a tradição de cada prato, esta obra abre as portas para uma viagem fantástica pelos sabores do Porto. Ao Chef Hélio Loureiro juntam-se também alguns dos chefs mais proeminentes desta cidade, como António Vieira, Camilo Jaña, José Cordeiro, Inês Diniz, João Pupo Lameiras, Luís Américo, Marco Gomes e Rui Paula. Todos eles partilham uma receita inspirada nesta terra maravilhosa, criando verdadeiras obras de arte.