quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A Menina que Queria Salvar os Livros - Klaus Hagerup [Opinião]

Título: A Menina que Queria Salvar os Livros
Autor: Klaus Hagerup
Editor: Nuvem de Tinta
N.º de Páginas: 60

Sinopse:
A Anna tem quase 10 anos e adora ler. A sua paixão pelos livros é tal que passa a maior parte do tempo livre na biblioteca e a sua melhor amiga é a bibliotecária Monsen.
Um dia, porém, a Sr.ª Monsen conta algo absolutamente devastador:
Os livros que ninguém lê são destruídos.
Só Anna pode evitar a tragédia que seria perdermos o acesso a todos esses mundos e personagens mágicos.
A história poderosa de um amor inspirador e sem limites: o amor pela literatura.

A minha opinião: 
Destinado ao público mais jovem, A Menina que Queria Salvar os Livros tem uma história tão bonita que facilmente nos apaixonamos por ela. 

Anna é uma menina que adora ler. De tal forma, que parte do seu tempo livre é passado na biblioteca pública do sítio onde vive e tem como melhor amiga a bibliotecária. 

Uma das vantagens de se ser amiga de uma bibliotecária é o facto de nos poder aconselhar as leituras e nos ensinar mais sobre o mundo dos livros. Daí ser bastante importante para uma criança que adore livros ter uma orientação e alguém que lhe fale com mais pormenor sobre este mundo. 

Infelizmente nem tudo o que se passa é bom e Anna descobre que muitos dos livros que não são lidos, os livros que ninguém quer ler, acabam por ser destruídos. E isso desgosta-a profundamente. 

Sentindo-se responsável por isso Anna vai entrar numa aventura para salvar todos esses livros que têm como único destino a destruição. E como? Requisitando-os na biblioteca e começar a lê-los o mais rápido possível. Até que descobre A Floresta Encantada... 

Quem gosta de ler facilmente se transporta para a realidade de Anna e para o livro de Klaus Hagerup. De facto, nestas 60 páginas, magnificamente ilustradas, vemos um verdadeiro hino à literatura, mas também à amizade e ao companheirismo. 
O autor faz ainda mais. Prova que a leitura é o meio fundamental para a criatividade e imaginação de quem o lê. 

Um livro para todas as idades. 




Então, boa noite, o novo romance de Mário Zambujal, chega às livrarias dia 27 de novembro

Gostei de muitas mulheres mas de nenhuma o suficiente para ser a última.

OS DIFÍCEIS AMORES DE UM SEDUTOR FORA DE HORAS

Então, boa noite, o novo romance de Mário Zambujal, chega às livrarias dia 27 de novembro

Título: Então, boa noite 
N.º de áginas: 152 
PVP: 14,50€

Fiel ao registo a que já habituou os seus leitores, Mário Zambujal regressa às livrarias nacionais com mais um romance pleno de humor e peripécias, aventuras protagonizadas por um sedutor que só consegue estar acordado durante a noite. Além dos inconvenientes de tal desordem, a vida deste rapaz vê-se ainda mais complicada quando recebe uma herança especial.

A custo acreditei quando fui notificado da herança, nunca tal tinha previsto. Comovi-me ao ponto de soltar lágrimas e eu tinha aguentado sem chorar no dia em que o padrinho expirou. (pág. 11)

Então, Boa Noite relata as aventuras, quase sempre fora de horas, de Afonso Júlio na tentativa de cumprir o último desejo do seu padrinho: encontrar uma mulher, de quem ele só sabe o nome, e casar-se com ela. Nada impossível, pensarão alguns, mas Afonso Júlio vive com uma mulher e, como se isso fosse pouco, está enamorado por outra.

Eu agora vou na terceira desde que me instalei na vivenda. Chama-se Nizete e não tardará a dizer adeus. Se disser. Da Lucilinha Vasques Picado ainda ouvi um bai-bai ao fim de cinco meses de coabitação. Da espevitada Graciete Bilro nem isso, bateu com a porta sem completar um trimestre. A nenhuma delas disse fica, como não o direi à Nizete. E, no entanto, senti e vou sentir tristeza por ver passada uma fracção da vida. O problema, se posso chamar problema, é elas não suportarem a minha raridade fisiológica, caio de sono enquanto é dia e não prego olho mal escurece. (pág.14)

Enquanto procura a mulher referida no testamento, Afonso Júlio desfia as angústias que o consomem, a começar pela má-sorte de ter nascido com um problema nos neurónios. Não é fácil viver a cair de sono durante o dia e só espevitar após o sol posto. No trabalho e na vida amorosa, Afonso Júlio não consegue sair do lusco-fusco. E como se tudo isto fosse pouco, a inesperada missão de encontrar a desconhecida sobrinha do seu padrinho.

Cumpre-me respeitar a sua vontade. (…) Resta-me cumprir. Pena que não me tivesse fornecido um único contacto para chegar à fala com essa menina: morada, número de telefone, endereço informático, família, fotos, amizades, número de contribuinte, nada. Penosa investigação me espera mas sossegue, padrinho Josué, hei-de enfiar uma aliança no dedinho da Renata Jacinta. (pág. 16)

Vamos lá começar a leitura, é melhor não perder tempo, não tarda é de dia.



Porto Editora - José Saramago - "O ano de 1993" e "O conto da ilha desconhecida"

Após quatro anos, a Porto Editora dá por concluída a reedição de toda a obra de José Saramago com a publicação de O ano de 1993 e O conto da ilha desconhecida, que chegam às livrarias a 15 de novembro, véspera do dia de nascimento do autor. Será então possível encontrar os seus mais de 40 livros – nas áreas de romance, teatro, poesia, crónicas ou infanto-juvenil – com a chancela Porto Editora, resultado de um percurso que ainda deu a conhecer aos leitores dois livros inéditos: Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas e recentemente o Último caderno de Lanzarote – O caderno do ano no Nobel.

Publicado pela primeira vez em 1975, poderá dizer-se que O ano de 1993 é um livro de poesia em prosa onde Saramago manifesta as suas inquietações relativamente ao destino do Homem contemporâneo. O conto da ilha desconhecida é uma história de otimismo e perseverança na concretização dos sonhos, protagonizada por um homem que procura um barco para navegar até uma ilha que ninguém sabe existir.

Título: O ano de 1993
Autor: José Saramago
Págs.: 72
PVP: 13,30 €
Caligrafia da capa: José Manuel Mendes

Sobre O ano de 1993:
São pequenas histórias a formarem uma só. Una e intacta. Poesia a lançar já pontes para a ficção. Sem rima, fraseada, falando do futuro da própria escrita do autor. Poemas de alerta, mas de esperança, também, apesar do desespero que reside no seu fundo ainda lírico e iniciático. «O interrogatório do homem que saiu de casa depois da hora de recolher começou há quinze dias e ainda não acabou / Os inquiridores fazem uma pergunta em cada sessenta minutos vinte e quatro por dia e exigem cinquenta e nove respostas diferentes para cada uma / É um método novo / Acreditam que é impossível não estar a resposta verdadeira entre as cinquenta e nove que foram dadas / E contam com a perspicácia do ordenador para descobrir qual delas seja e a sua ligação com as outras / (…) / O homem que saiu de casa depois da hora de recolher não dirá porque saiu / E os inquiridores não sabem que a verdade está na sexagésima resposta / Entretanto a tortura continua até que o médico declare / Não vale a pena.»

Título: O conto da ilha desconhecida
Autor: José Saramago
Págs.: 40
PVP: 11,00 €
Caligrafia da capa: António Mega Ferreira

Sobre O conto da ilha desconhecida:
Um dia, um homem dirigiu-se à porta do rei para pedir um barco, mas aquela era a porta das petições, e não foi recebido pelo rei. Depois de muita insistência e de a muitas portas bater pelos meandros da burocracia real lá conseguiu que o rei lhe desse, finalmente, o tão desejado barco. A mulher da limpeza do palácio real foi a única tripulação que arranjou e, depois de apetrechado e limpo o barco, dormiram essa noite no cais. Na manhã seguinte batizaram a embarcação e, pela hora do meio-dia, com a maré, a Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma.

Sobre o autor: 
Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado.
Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998. No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



Novo romance de Haruki Murakami, A Morte do Comendador, já nas livrarias

A Casa das Letras edita o novo romance de Huraki Murakami, A Morte do Comendador I. Depois de uma ausência de quatro anos – A Peregrinação do Rapaz sem Cor, editado em 2014, é o seu último romance – o escritor regressa com a história de um retratista sem nome, de 36 anos, subitamente abandonado em Tóquio pela mulher, que acaba por ir viver para a misteriosa casa de montanha de um famoso artista.

A descoberta de um quadro inédito no sótão dessa casa desencadeia uma série de misteriosos acontecimentos e constitui o pretexto para explicar metaforicamente os acontecimentos da vida do protagonista sem nome. A pintura que dá o mote ao romance, essa tem título − A Morte do Comendador − e remete para a ópera Don Giovanni, de Mozart.

Dividido em duas partes, A Morte do Comendador elege a música e a pintura como artes privilegiadas e aborda a solidão e o amor, a arte e o mal, temas bem conhecidos dos leitores e pretende ser uma homenagem ao romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald.

Haruki Murakami é, sem dúvida, um autor de culto, lido por todas as gerações e procurado com especial curiosidade pelos jovens leitores, encontrando-se traduzido em mais de 50 línguas. Sendo um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgado em todo o mundo, é simultaneamente aplaudido pela crítica, que o considera um dos “grandes romancistas vivos” (The Guardian).

A Casa das Letras editou toda a sua obra distinguida com os prémios Franz Kafka, Jerusalém e Hans Christian Andersen e sempre apontada como merecedora do Nobel. A segunda parte de A Morte do Comendador será editada em Março, também pela Casa das Letras.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

O Medo - C. L. Taylor [Opinião]

Título: O Medo
Autor:  C. L. Taylor
Editor: TopSeller
N.º de Páginas: 320

Sinopse:
Quando Ben, o novo namorado de Louise, a tenta levar numa viagem-surpresa a França, ela entra em pânico, sai do carro e foge. Ben não entende. Não pode entender, porque não sabe o que aconteceu a Louise da última vez que um namorado a levou pelo canal da Mancha. Ela tinha 14 anos. Mike tinha 31. E o que aconteceu deixou marcas em Louise para sempre.

Hoje com 32 anos, Louise nunca conseguiu ter uma relação estável. Guarda o seu segredo inconfessável dentro do peito e, por isso, ninguém a conhece verdadeiramente. Depois do que aconteceu com Ben, decide fugir do mundo e isolar-se. Abandona Londres, deixa os amigos e começa a procurar um novo emprego perto da casa onde cresceu, que agora lhe pertence.

Ao instalar-se, descobre que Mike, agora com 49 anos, ainda vive e trabalha na vila. Quando o vê a beijar uma rapariga de 13 anos, Louise decide que já chega.

Está na altura de Mike sentir o medo com que Lou vive desde aquela viagem.

A minha opinião: 
Estreei-me na leitura de C. L. Taylor com Em Fuga e gostei bastante, mas este seu último livro publicado em Portugal foi ainda mais do meu agrado. A autora tem o condão de nos fazer suster a respiração nas tramas que escreve.

Mais uma vez, deparamo-nos com uma mulher forte nas suas fragilidades e em quem ninguém parece acreditar.

Louise não consegue manter uma relação por muito tempo. Depressa se descobre o porquê desta constante fuga aos compromissos. Aos 14 anos Louise namora com um homem mais velho, Mike de 31 anos que lhe deixa marcas profundas. E vamos dando conta de tudo o que a jovem passou ao longo das páginas.

Dezoito anos depois, Louise descobre que Mike continua a aliciar jovens ingénuas, que por uma razão ou outra se sentem marginalizadas na escola. Por isso mesmo, decide regressar à sua terra natal e desmascarar novamente o anterior namorado. No entanto, isto não se vai tornar numa tarefa fácil porque ninguém parece acreditar no que ela diz.

Vamos acompanhando toda a história através da vida de três mulheres: Louise (que a narra na primeira pessoa); Wendy (que surge inicialmente sem percebermos muito bem porquê); e Chloe (jovem adolescente que se apaixona por Mike, agora com 49 anos). E esse facto vai-nos dando a perceber melhor a história dentro da perspectiva das três personagens fundamentais para a trama.

O tema da pedofilia, do bullying, do dia a dia de jovens que vivem numa casa com uma família desestruturada, tudo isto é bem explanado neste história. E agradou-me sobremaneira.

À medida em que a história se vai desenrolando, a autora continua o seu enfoque na parte emocional das diversas personagens, passando pela história do passado de Lou, o que tona a narrativa ainda mais surpreendente. E sim, sentimos o medo que a protagonista sentiu quando decide "fugir" com o seu namorado. 

Posto isto só posso recomendar a sua leitura.




segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Páginas de livros infantis rejeitadas, de Nuno Markl e Marisa Silva - Já nas livrarias

Título: Páginas de Livros Infantis Rejeitadas 
Autores:  Nuno Markl e Marisa Silva
Editora: Objectiva
N.º de Páginas: 96
PVP 13,90€

Da página de culto do Instagram para páginas em – pasme-se! – papel real. Inclui Páginas Rejeitadas inéditas, disponíveis em exclusivo neste livro!

Sobre o livro:
E se os grandes contos infantis e as lendas da nossa vida tivessem QUASE seguido outros caminhos, em páginas de livros que o bom senso pôs de parte? O que aconteceria se o Capuchinho Vermelho não tivesse cuidado com o programa da máquina de lavar? Se a Rapunzel teimasse em alisar os seus longos cabelos? Se a Fada dos Dentes se esquecesse do parquímetro? E se o Lobo Mau tivesse batido à porta dos porquinhos errados?

Nuno Markl, criador d’O Homem que mordeu o cão, e a ilustradora Marisa Silva reinventam momentos de histórias clássicas. Fábulas e lendas que não aconteceram assim…. mas poderiam ter acontecido.
@paginasrejeitadas

Sobre os autores:
Nuno Markl é o autor das rubricas O Homem Que Mordeu o Cão e Caderneta de Cromos, na Rádio Comercial. Humorista e argumentista, escreveu para programas como Herman Enciclopédia, Paraíso Filmes, O Programa da Maria e Os Contemporâneos. Foi actor no filme A Bela e o Paparazzo e já emprestou a sua voz a personagens de animação, na dobragem de filmes da Disney e da Dreamworks, como DivertidaMente e História de Uma Abelha. Foi o criador da série 1986, da RTP1. Vive na Parede com duas cadelas, Flor e Uva, que — suspeita-se — lhe segredam grande parte das ideias destas Páginas Rejeitadas.

Marisa Silva é uma ilustradora e pintora de Gondomar. Arquitecta, designer e decoradora, esta fazedora de artefactos tem paixão por fotografia e moda e dá aulas na Universidade Sénior de Rio Tinto. Pertence à direcção da ARGO — Associação Artística de Gondomar —, é directora artística, cenógrafa e figurinista do grupo de teatro Sururus e vive no campo rodeada de animais diversos — e talvez de alguns duendes e fadas.



Porto Editora: James Bowen e gato Bob em Portugal

No dia 8 de novembro, a Porto Editora publicou O que aprendi com Bob, de James Bowen, livro que reúne as lições de vida de um gato de rua muito especial, Bob. Para partilhar estes ensinamentos com os leitores e fãs, James e o gato Bob visitam Lisboa, de 26 a 30 de novembro.

Em 2007, James Bowen estava na sua sétima vida. Durante mais de uma década tinha sido toxicodependente e vivido como sem-abrigo. Quando se cruza com Bob, ferido e doente, encontra também a sua salvação, iniciando uma improvável amizade. A incrível história de ambos foi contada pela primeira vez em A minha história com Bob (adaptado ao cinema em 2016) e apaixonou milhares de leitores por todo o mundo. Neste novo livro, James partilha algumas das lições que aprendeu com Bob ao longo desta década de convivência diária. A amizade, o valor do que se possui, aquilo de que realmente se necessita para se ser feliz ou, ainda, as pequenas lições de todos os dias são apenas alguns dos ensinamentos deste gato laranja muito especial revelados nesta obra.

Naquela que é a primeira visita a Portugal, James e Bob marcam encontro com fãs e leitores em dois dias. A primeira apresentação de O que aprendi com Bobserá na livraria Bertrand do Chiado, no dia 28 de novembro, às 18:30. No dia seguinte é a Fnac do Centro Comercial Colombo que recebe esta dupla inseparável, também às 18:30.

Título: O que aprendi com Bob
Autor:
James Bowen
Tradução: Ana Maria Chaves e Maria da Luz Rodrigues
Págs.: 160
Capa: mole com badanas
PVP: 14,40 €

Sinopse:
James encontrou o gato Bob em 2007 e desde então são inseparáveis.
Neste livro o autor partilha histórias que viveu com o seu companheiro Bob e em que este lhe ensinou verdadeiras lições de vida sobre o valor da amizade, o poder da calma e a importância de saber apreciar as coisas simples da vida.
Na compra deste livro está a contribuir com 0.50€ para a Animais de Rua, associação que ajuda muitos milhares de animais, tratando-os e alimentando-os.
Sobre o autor: 
James Bowen é autor dos bestsellers A minha história com Bob, O mundo segundo Bob e Um presente do Bob. Atualmente dedicam parte do seu tempo a ações de angariação de fundos para associações humanitárias de apoio aos sem-abrigo e associações de defesa dos animais, como a Blue Cross.


Lado a Lado de Elisabete Bárbara é novidade Marcador

Título: Lado a Lado
Autor: Elisabete Bárbara
Editora: Marcador
Data 1ª Edição: 08 de novembro
Nº de Páginas: 192
PVP: 14,95€

Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque quem lê gosta de se ler. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.

Vai correr tudo bem. Mesmo que, aqui e ali, possam surgir contratempos - e vão surgir, porque são as dificuldades que preparam a vitória - vai correr tudo bem. Mesmo que nem tudo dependa de ti, não dependas de ninguém. Tens a tua própria força: usa-a. Tens a tua determinação: testa-a. Tens os teus defeitos: anula-os. Tens as tuas qualidades: sublima-as. Tens o teu valor: estima-o. Tens capacidade para chegar lá: põe-te a caminho.

Vai correr tudo bem. Só tens de fazer por ti o que só tu podes fazer.

Sobre os sonhos, sobre as escolhas, sobre tudo o que faz de nós as pessoas que somos, sobre o estarmos juntos, sobre o caminharmos lado a lado. Aqui, juntos.

Sobre a autora:
Elisabete Bárbara é licenciada em Estudos Portugueses e Franceses (FLUC - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), mestre em Linguística Portuguesa (FLUC) e doutora em Estudos de Tradução, especialidade de Teoria, História e Práticas da Tradução (FLUC), com a tese «Os contos de Perrault em Portugal no Estado Novo». Tem formação especializada em Didática das Línguas (UA), em Administração e Organização Escolar (UCP) e Supervisão e Avaliação de Docentes (UCP). É formadora acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua. Foi candidata do PNT (Grupo de Cidadãos Independentes Pela Nossa Terra) à assembleia Municipal de Sátão. Professora do Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca, Aguiar da Beira, do qual é atualmente diretora.
O gosto pela escrita e pelas palavras esteve, desde sempre, presente na sua vida e em dezembro de 2017 decidiu criar a página de facebook Lado.a.Lado, que a transportou além das suas fronteiras. «Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.»
Para além deste livro, publicou ainda A Caixa de Hepátia em 2011.

Pode saber mais sobre o livro no site da Editorial Presença aqui


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Meu - Susi Fox [Opinião]

Titulo: Meu
Autor: Susi Fox
Editor: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 304

Sinopse:
Uma mãe diz que o recém-nascido que lhe trazem não é seu. Depressão pós-parto? Ou um dos piores pesadelos de uma mãe? Sasha vê-se obrigada a um parto prematuro, por cesariana. Mas quando o bebé nasce, ela diz que não é seu. Todos interpretam aquilo como um caso grave de depressão pós-parto, mas a situação piora. Sasha torna-se amiga de Brigitte e fica horrorizada ao descobrir que o filho dela é de facto o seu.

O bebé acaba por morrer de uma infeção e Sasha dá tudo por tudo para ficar com o seu «filho» Toby.

A minha opinião: 
Meu de Susi Fox trouxe-se sentimentos contraditórios. Adorei a premissa de uma troca de bebés na maternidade, mas história enrolou de tal forma, que houve uma altura que achei a narrativa entediante.

Depois de uma gravidez muito desejada, já que levou muito tempo para conseguir levar a gravidez até ao fim, Sasha acorda num hospital e quando olha para o filho, de imediato diz que não é seu. Esta rejeição é associada a uma depressão pós-parto aliado à sua história passada, e ninguém parece acreditar no que Sasha diz. Nem mesmo o marido que afiança que nunca esteve longe dela desde que entrou no hospital até ao nascimento do seu filho.

A história, contada através de Sasha, descreve na perfeição os receios de uma mãe de primeira viagem. Houve alturas que fiquei sem fôlego só pelo desenrolar da narrativa e da angústia da mãe ao longo dos dias em que esteve internada. O enredo é ainda enriquecido porque sabemos que Sasha é médica, pelo que ela nos vai dando provas de que não está louca e algo de mal se passa à sua volta.

De facto, o hospital para onde foi levada de urgência não traz qualquer segurança, desde a enfermeira estranha que trata de Sasha, até ao pessoal médico.

Felizmente este sentimento de troca de bebés nunca me ocorreu quando fui mãe, até porque a minha filha nunca saiu do meu lado. Nem sequer foi para uma enfermaria. Desde que nasceu ficou sempre no quarto comigo, daí ser impossível uma qualquer troca. No entanto, tenho conhecimento de um caso, que me é próximo, de uma troca de um bebé. Não fosse o caso do bebé ser negro talvez tivesse havido uma troca intencional.

Meu é um thriller psicológico intenso que nos leva ao limite. O facto de querermos ter voz e ninguém nos ouve, ninguém liga ao que dizemos é sufocante. O que me desagradou e me fez dar apenas 3 estrelas foi o facto de o livro não ter desenvolvido como gostaria. A história foi desenrolando aos poucos, para depois, ter um final abrupto. Fora isso foi uma boa leitura.


O mês em leituras - setembro e outubro e A Estante está mais Cheia #68

Quem me segue nas redes sociais sabe que andei numa fase de mudanças, que ainda não terminou. Isso influenciou o blogue também o que fez com que me atrasasse nas leituras, mas sobretudo nos post's. Tenho imensas opiniões em atraso, embora tenha continuado a ler. Aos poucos vou recompondo tudo, mas tudo leva o seu tempo.
Por isso mesmo, decidi um dois em um e este post diz respeito aos meses de setembro e outubro no que diz respeito às minhas leituras e aos livros que comprei e me foram oferecidos.
As minhas leituras destes dois meses foram:





E os livros que vieram para a minha estante foram: