segunda-feira, 1 de Setembro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Secretária de Sidónio Pais - Rita Ferro [Opinião]

Título: A Secretária de Sidónio Pais
Autor: Rita Ferro
N.º de Páginas: 89

Sinopse:
Durante quatro anos, entre 1912 e 1916, Sidónio Paes desempenhou o cargo de ministro plenipotenciário em Berlim. É lá que assiste ao início da I Guerra Mundial e, dois anos depois, à entrada de Portugal na hecatombe. Para o secretariar, leva consigo uma minhota virgem, bela e letrada, filha de um amigo da mocidade.
Embora inspirada em factos e personagens históricos, esta é uma obra de ficção.


A minha opinião: 
Quando Sidónio Pais é nomeado para o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal, uma espécie de embaixador, em Berlim, a 17 de Agosto de 1912 surge a oportunidade de levar uma minhota, filha de um amigo seu, com o intuito de ser sua secretária. E é sobre esta secretária, letrada, virgem como se queria numa menina de família, oriunda de uma família humilde, que trata este livro de Rita Ferro, inserido na colecção da revista Sábado sobre a Primeira Guerra Mundial.

A autora faz um retrato leve da Grande Guerra, centrando-se mais na vivência de Alcídia Maria como residente de Berlim, embora o seu papel de secretariado também seja relegado para segundo plano.

Apesar da primeira recusa, sobretudo por parte do pai em viajar para Berlim, o que se compreende na época retratada, a jovem lá acompanha Sidónio e, posteriormente a amante deste, para o seu cargo na embaixada, que se estenderá até 1916. Alcídia transforma-se numa jovem vivida, apaixonada, da moda, mudando completamente. A jovem virgem que saíra de Portugal, regressava uma mulher.

A Secretrária de Sidónio Pais é uma história de amor entre Alcídia e um jovem que irá combater na frente de guerra, terminando de uma forma trágica...

Leve, pequeno mas com uma história envolvente este é um livro que se lê num ápice.

«Um amor perdido » de Anna McPartlin (Quinta Essência)

Título: Um Amor Perdido
Autor: Anna McPartlin
Tradução: Dina Antunes
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 356
Editor: Quinta Essência
PVP: 15,90€

Sinopse:
A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre.
Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir.

Imprensa:
«Personagens com que sentimos afinidade e muito riso e lágrimas.» Prima

«Fácil de ler, divertido e emocionalmente cativante.» The Irish Times

«Perspicaz e irresistível, às vezes profundo, comovente e muito divertido.» Image

«O quarto romance de McPartlin é um espelho brutalmente sincero que reflete o intrigante modo como a tristeza e a felicidade coexistem.»  Booklist Image

Sobre a autora:
Anna McPartlin nasceu em Dublin, em 1972. Estarás sempre Comigo, o seu primeiro livro publicado na Quinta Essência, é inspirado na própria experiência de perda da autora e na capacidade de sobrevivência necessária para superar os desgostos da vida. Em 2007, foi vencedor do prémio Revelação do Ano nos Irish Book Awards.
Anna McPartlin viveu parte da infância em Dublin, até se mudar para Kerry, na adolescência, onde foi criada pelos tios. Após concluir o ensino secundário, entrou para a faculdade onde estudou Marketing, mas manteve o seu amor pela stand-up comedy e pela escrita. Enquanto trabalhava nas artes conheceu o marido, Donal. Actualmente vivem em Dublin.
Para mais informações visite www.annamcpartlin.com





 

Novidade Esfera dos Livros: "As Três Chaves para a Felicidade", de Maria Jesús Álava Reyes

Para a maior parte das pessoas voltar ao trabalho depois das férias não é motivo de grande felicidade. Há mesmo quem sofra bastante com isso. Setembro é, também por isso, uma boa altura para conhecer “As Três Chaves para a Felicidade, o último livro da autora best seller Maria Jesús Álava Reyes. Nesta obra a psicóloga identifica, como resultado da sua longa experiência clínica, as três chaves fundamentais para alcançarmos a felicidade.

A autora vai estar em Lisboa a 12 de setembro para se encontrar com a imprensa e a 13 para a realização de uma palestra na FNAC do Chiado, pelas 11h.

Sinopse:
«Se nos perguntassem se queremos ser felizes, salvo casos extremos, a maioria de nós responderia afirmativamente, mas, se nos pedissem que identificássemos as três chaves da felicidade, muitos de nós teriam dificuldades para encontrá-las. A experiência como psicóloga demonstrou-me que é impossível alcançar a felicidade se, previamente, não aprendemos a perdoarmo-nos bem» In introdução

- Perdoar-nos a nós próprios pelo que fizemos no passado ou por aquilo que deixámos de fazer;

- Aprender a gostar e a sermos amigos de nós próprios;

- Agarrar as rédeas da nossa vida.

Estas são as três chaves para a felicidade, que a psicóloga bestseller María Jesús Álava Reyes, autora de A Inutilidade do Sofrimento com mais de 70 mil exemplares vendidos, nos revela ao longo das páginas deste livro transformador.

Sobre a autora:
Com um trabalho reconhecido em Espanha e na América Latina, María Jesús Álava Reyes é licenciada em Psicologia pela Universidade Complutense de Madrid e mestre em Direção de Recursos Humanos e em Psicologia Pedagógica, e especialista e Coaching Executivo. Foi considerada como uma das TOP 100 Mulheres Líderes em Espanha em 2012, ocupando a primeira posição na categoria de Pensadoras. É diretora do Centro de Psicologia Álava Reyes, onde trabalham mais de 30 profissionais na área de Psicologia e Medicina, e sócia-diretora da empresa Apertia-Consulting, uma empresa de consultoria orientada para a eficiência operativa através de melhorias na gestão, no desenvolvimento pessoal e na comunicação, com resultados amplamente comprovados. Colabora habitualmente com diversos meios de comunicação – imprensa rádio e televisão – e é autora de diversos livros como A Inutilidade do Sofrimento (33.ª edição), A Arte de Arruinar a Sua Própria Vida (9.ª edição), Nem as Mulheres são tão Complicadas nem os Homens tão Simples (6.ª edição), Trabalhar sem Sofrer, Recuperar a Ilusão, todos publicados pela Esfera dos Livros.





Segredos de Amor e Sangue - Francisco Moita Flores [Opinião]

Título: Segredos de Amor e Sangue
Autor: Francisco Moita Flores
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 244
Editor: Casa das Letras
PVP: 16,90€

Sinopse:
Segredos de Amor e Sangue é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa. Em 1997 escreveu o argumento para o filme A Morte de Diogo Alves que venceu o Grande Prémio de Ficção da RTP. Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força do Amor e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa porcento de analfabetos.
É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português. Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.

A minha opinião: 
Apesar de a história de Diogo Alves não ser desconhecida para mim, li, inclusive, O Assassino do Aqueduto de Anabela Natário no início deste ano, não consegui ficar indiferente a mais um livro de Francisco Moita Flores.

Moita Flores é um mestre a contar a história da História. E fá-lo como ninguém.

Partindo de uma história romanceada de um taberneiro cujo sonho era aprender a ler e a escrever, o autor dá a conhecer ao leitor, de uma forma simples, mas agradável e perceptível, os costumes da época, o nível de iliteracia em meados do século XIX, a época em que viveu Diogo Alves, mais conhecido como O Pancada, aquele que seria o assassino do Aqueduto das Águas Livres, apesar de nunca ter sido condenado pelas mais de 70 mortes que ceifou.

Manuel Alcanhões, português analfabeto como os 90% dos portugueses daquela época, taberneiro, mas com uma visão do mundo muito diferente da dos seus congéneres, é o narrador. Perspicaz, vivido, é na sua taberna que passam os maiores rufiões do reino. Também só eles e pouco mais frequentavam tabernas daquele tipo numa alfama onde despontava o fado e onde fadistas como a Severa eram consideradas escória da sociedade.Apesar de iletrado questionava o método da polícia em fazer os já condenados por todos em reconhecer os crimes que cometeram ou não. Além disso, mostrava-se completamente contra a pena de morte, encarada pela maioria como um espectáculo digno de se ver.

É na sua taberna que viria a conhecer O Pancada, um homem tenebroso, e do qual desconfiava que seria o perpetrador dos maiores crimes da época. Quando ainda a maioria pensava que as vítimas do aqueduto não eram mais do que suicidas, Manuel já sabia que eram vítimas sim de Diogo Alves, que após sacar-lhes todos os bens os atirava do aqueduto. Vinha a matar desde a segunda metade de 1838 até aos primeiros meses de 1840.





Mas seria outro crime, o da Rua das Flores, que viria a condenar O Pancada e toda a sua trupe.O crime do Aqueduto nunca se chegaria a provar...

Manuel de Alcanhões, personagem fictícia, viria a tornar-se numa personagem fulcral para o desenrolar dos acontecimentos, assim o quis Moita Flores. O autor desejou assim criar uma espécie de herói num taberneiro simples, mas com conhecimentos e força de vontade em aprender, que nos foi contando as inquietudes da população no que dizia respeito à guerra civil que se avizinhava, mas também a uma Lisboa de poetas como Almeida Garrett e João de Deus, de políticos proeminentes e com ideias avançadas para a época, assim como um amor enorme pela sua Isabel, a qual tratava como um seu semelhantes, muito pouco usual numa altura em que as mulheres eram tratadas com condição inferior.

Mais um livro de Moita Flores que recomendo.

Muito bom.



Excerto:
"Isto só lá vai com instrução pública. A ignorância é a maior inimiga da nossa vontade." - pag. 19

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

TOPSELLER: Um tórrido romance de J. Kenner, autora vencedora do prémio RITA

Depois de Deseja-me, o segundo volume da Trilogia Stark, ter vencido o Prémio RITA para Melhor Romance Erótico, atribuído pela Associação Americana de Escritores de Romance, já chegou às livrarias Ama-me (Topseller I 336 pp I 16,99€), o terceiro volume da famosa trilogia que conta a tórrida história de amor entre Damien Stark e Nikki Fairchild.

«Belo, forte e poderoso, o Damien Stark preenche um vazio em mim como nenhum outro homem alguma vez preencheu. Os seus desejos impetuosos levam-nos para lá do mais doce êxtase e libertam uma paixão selvagem que nos consome a ambos.»

Este é o desfecho por que todas as fãs anseiam. O capítulo final da história de uma paixão arrebatadora que já conquistou o coração e a fantasia de milhões de leitores em todo o mundo.

Sobre a autora: 
J. Kenner é uma autora norte-americana cujas obras estão em todas as listas de bestsellers do seu país, incluindo as do New York Times e do USA Today. A revista Publishers Weekly elogia J. Kenner como uma escritora com um «imenso talento para os diálogos e para criar personagens originais». O seu livro Carpe Demon: Adventures of a Demon-Hunting Soccer Mom está a ser adaptado para cinema por Chris Columbus, produtor dos filmes de Harry Potter.

A trilogia:



Novidade Matéria-Prima «Amor Que Mata» de Rosa Montero

Título: Amor que Mata
Autor: Rosa Montero
Género: História
N.º de páginas: 192+8 ET
PVP: 15,00€


Sinopse:
Hitler nunca quis assumir qualquer relação, consciente de que a sua «disponibilidade» seria um fator decisivo junto do eleitorado feminino. Estava certo.
Segundo Mussolini, as mulheres eram como as massas, ambas feitas para serem violadas.
Estaline era violento e cruel com as mulheres, levando-as ao desespero, mas ponderava o suicídio quando elas morriam.
Franco ordenou as mais bárbaras execuções mas, na intimidade, era altamente influenciado pela mulher, desejosa de poder e dinheiro, que o construiu como ditador.
Estes homens adoraram, usaram e executaram mulheres.
Viveram com elas um único tipo de amor: o que mata.

«Falar de alguns dos tiranos mais conhecidos ponto de vista das esposas, amantes e filhas , e do lugar que a mulher ocupava nos seus projetos megalómanos, permite aprofundar a compreensão das tragédias sociais, recorrendo à análise das tragédias domésticas.»
 
Sobre a autora:
Rosa Montero nasceu em Madrid, em 1951. Estudou jornalismo e Psicologia. Desde finais de 1976 que trabalha em exclusivo para o El País. Durante a sua longa carreira de jornalismo foi várias vezes premiada pelas suas reportagens e artigos. Figura maior da literatura contemporânea espanhola, tem uma vasta obra literária publicada e traduzida em mais de vinte idiomas. 


TOPSELLER: Um Caso Perdido (Hopeless) é um romance intenso que o irá comover e arrebatar

«Colleen Hoover é uma das vozes mais vigorosas da ficção para jovens adultos.» - Kirkus Reviews

«De vez em quando aparece um livro assim, que nos corta a respiração.» - USA Today

Um Caso Perdido (Hopeless) é um romance intenso que o irá comover e arrebatar, ao mesmo tempo que o fará recordar o seu primeiro amor (Topseller I 352 pp I 18,79€).

Colleen Hoover, pela primeira vez editada em Portugal, é já uma autora conhecida dos leitores mais atentos ao que se vai publicando fora de portas. Já atingiu o 1.º lugar no top de vendas do New York Times, e surge habitualmente entre as escritoras de romances mais bem-sucedidas da Amazon (top 10).


Sobre o livro:
Preferia saber a verdade, ainda que isso fizesse de si um caso perdido, ou continuar a viver uma mentira?

Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.

Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?




Montedor, o primeiro romance de J. Rentes de Carvalho, a 5 de setembro nas livrarias

Título: Montedor
Autor: J. Rentes de Carvalho
Género: Literatura / Ficção
N.º de páginas: 168
Data de lançamento: 5 de setembro
PVP: 14,40€

Ao longo das gerações são sem conta as famílias portuguesas onde há alguém como o triste protagonista de Montedor: rapaz sem futuro, com um passado apenas de sonhos, arrastando-se num presente que é verdadeira morte lenta.
Mau grado a simplicidade das personagens e das cenas, há no romance uma tensão permanente, pode com verdade dizer-se que quase cada página encerra um momento dramático, ou antecipa uma tragédia, a qual, talvez porque raro chega a acontecer, cria um desespero cinzento, retratando bem, e cruamente, os medos e o sofrimento da sociedade portuguesa, passada e presente.
Publicado pela primeira vez em 1968, Montedor é o romance de estreia de J. Rentes de Carvalho, sobre o qual escreveu José Saramago: «O autor dá-nos o quase esquecido prazer de uma linguagem em que a simplicidade vai de par com a riqueza (…), uma linguagem que decide sugerir e propor, em vez de explicar e impor.»
 
Sobre o autor:
J. Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris, trabalhando para vários jornais. Em 1965 passou a viver em Amesterdão, onde se licenciou e foi docente de Literatura Portuguesa, entre 1964 e 1988. Dedica-se, desde então, exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias. A sua extensa obra ficcional e cronística tem sido publicada na Holanda, e recebida com grande reconhecimento, por parte quer da crítica quer dos leitores em geral, tendo alguns títulos chegado a alcançar o estatuto de best-seller. Os seus livros O Rebate, Ernestina, A Amante Holandesa, Tempo Contado, Mazagran, Com os Holandeses, La Coca, Os Lindos Braços de Júlia da Farmácia, Mentiras & Diamantes e, recentemente, Portugal, a Flor e a Foice, estão disponíveis na Quetzal que continuará a publicar o conjunto das obras do autor.
J. Rentes de Carvalho foi galardoado, em 2012, com o Prémio APE para a Escrita Biográfica, com o livro Tempo Contado, e, em 2013, com o Prémio APE para a Crónica, com o livro Mazagran.


TOPSELLER: «Mesmo numa família perfeita, nada é o que parece...»

«A poderosa estreia de Mary Kubica encorajará comparações com Em Parte Incerta, de Gillian Flynn.» - Publishers Weekly

«O thriller de estreia de Mary Kubica constrói o suspense de forma consistente e obriga o leitor a tentar adivinhar o final até à última página.» - Booklist

A Topseller dá a conhecer aos leitores portugueses uma nova autora, Mary Kubica, cuja estreia literária valeu rasgados elogios da crítica estrangeira.

Não Digas Nada (336 pp I 18,99€) é um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, que revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.

«Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.»


Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária. Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.

Sobre a autora:
Mary Kubica tem um Bacharelato em História e Literatura Americana pela Universidade de Miami (Ohio). Não Digas Nada é a estreia enérgica e vigorosa desta autora incrivelmente promissora, que a Topseller se orgulha de dar a conhecer aos seus leitores.


 

Novidade Saída de Emergência: "Isabel - A Condessa Cercada"

Isabel, a Condessa Cercada é a mais recente entrada na coleção História de Portugal em Romances da Saída de Emergência.


Título: Isabel, a Condessa Cercada
Autor: Pedro L. Torres
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 304
Editor: Saída de Emergência
PVP: 17,76€

Sinopse:
Um obscuro desejo de conquista no deserto africano do Sultão. No início do séc. XVI, a expansão portuguesa avança sobre as praças mouras do norte de África, conquistando importantes posições do inimigo. Arzila, grandiosa praça costeira, recebe então um novo capitão, o Conde de Redondo, a quem o Rei D. João III, anos mais tarde, concedeu grandes louvores pelos seus serviços.
Mas como conseguiu este conde resistir aos cercos de um inimigo muito mais numeroso e ainda tomar posições pelo deserto fora? A razão ainda hoje é um mistério, mas rezam as crónicas que o conde gozava de boas relações com um alcaide mouro que entrava sorrateiramente na praça portuguesa.
Com base neste fragmento verdadeiro da História de Portugal, Pedro Torres desenha uma ficção que revela as motivações das misteriosas visitas, o jogo perturbante de paixões e intrigas por detrás das impossíveis conquistas portuguesas. Um jogo doce, elaborado pelas mãos de uma condessa portuguesa, na terra violenta e sensual dos Xarifes…

 

Sobre o autor:
Pedro L. Torres nasceu no Porto em 1979, onde vive. Licenciou-se em Engenharia Electrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro. Passou por diferentes indústrias, trabalhando actualmente na área dos materiais. Publicou diversos contos em revistas literárias.
Isabel, a Condessa Cercada é o seu primeiro romance.





quinta-feira, 28 de Agosto de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Primeiro livro da saga bestseller A Espada da Verdade nas livrarias a 1 de setembro

Título: A Primeira Regra dos Feiticeiros – Parte I
Autor:
Terry Goodkind
Tradução: Ângelo dos Santos Pereira
Págs.: 432
PVP: 17,70 €

É já no dia 1 de setembro que a Porto Editora inicia a publicação da saga A Espada da Verdade, de Terry Goodkind, uma série épica do género fantástico que começa com A Primeira Regra dos Feiticeiros – Parte I. Esta é uma aventura repleta de suspense e de misticismo, que nos transporta para reinos envoltos num imaginário único e surpreendente.
Após escrever este primeiro livro, Terry Goodkind mostrou-o a um agente que impulsionou, em 1994, um valioso leilão entre editoras americanas. Dessa forma, A Primeira Regra dos Feiticeiros entrou na história do mundo editorial como o livro de estreia do género fantástico mais caro de sempre. A partir desse momento, tornou-se também um sucesso internacional e foi traduzido para 20 línguas, somando já mais de 26 milhões de exemplares vendidos.

Sinopse:
Richard Cypher é um jovem guia em Hartland, à procura de respostas para o assassinato brutal do pai. Na floresta onde se refugia, encontra uma mulher misteriosa, Kahlan Amnell, que precisa da sua ajuda para fugir aos sequazes do temível Darken Rahl, governante de D'Hara, praticante da mais temível magia negra e um homem ávido por vingança.
Num golpe de verdadeira magia, Richard passa a deter nas suas mãos o destino de três nações e, sobretudo, da própria humanidade. O seu mundo, as suas crenças e a sua própria essência serão abalados e testados, à medida que Richard lida com amigos e inimigos, com a crueldade extrema e a compaixão dedicada, experimentando a paixão, o amor e a raiva, e o seu impacto na missão que lhe é imposta: ser aquele que procura a verdade.

Sobre o autor:
Terry Goodkind nasceu em 1948 em Omaha, no Nebrasca. Em 1994 publicou o primeiro livro da série de fantasia épica A Espada da Verdade, que viria a ter um sucesso retumbante, com mais de 26 milhões de exemplares vendidos e traduções em mais de 20 línguas.


Imprensa:
Este primeiro romance de Goodkind proporciona uma variante interessante às sagas de fantasia. Library Journal
Uma estreia maravilhosamente criativa, coerente, e vibrante. Kirkus Reviews
Terry Goodkind concebeu uma história precisa e inteligente que é crível desde o primeiro momento. Fantasy Book Review
Este livro arrebata-nos desde a primeira página. Examiner.com
A Primeira Regra dos Feiticeiros, tal como os restantes livros da saga A Espada da Verdade, é um romance de qualidade excecional, com personagens bem construídas e um enredo ritmado, ao qual não falta temáticas mais "adultas". SFBook Reviews


O Filho, de Philipp Meyer, a 5 de setembro nas livrarias

Título: O Filho
Autor: Philipp Meyer
Género: Romance
Tradução: Fernanda Oliveira
N.º de páginas: 640
Data de lançamento: 5 de setembro
PVP: 19,90€

O autor de Ferrugem Americana regressa com O Filho, um livro «magistral.», como descreve o New York Times.
Um épico do Oeste americano e uma saga que atravessa várias gerações de uma família e mais de um século de história. Uma história de poder, sangue, terra e petróleo que acompanha a ascensão de uma inesquecível família texana, desde os ataques dos Comanches em inícios do século XIX até à explosão do petróleo no século XX.
Apaixonante, abrangente e evocativo, O Filho é uma obra-prima inesquecível na grande tradição do cânone americano.
Finalista do Pulitzer. Melhor livro do ano: USA Today, Chicago Tribune, Washington Post, New York Times, Amazon, Daily Telegraph, The Observer, New Statesman

«De parar a pulsação.» The Telegraph
«Brilhante. Épico.» The Financial Times
«Um épico magnífico.»The Sunday Times


Sobre o autor:
Foi criado em Baltimore, desistiu do liceu mas conseguiu o diploma aos dezasseis anos.
Foi durante vários anos voluntário num centro para vítimas de trauma em Baltimore, e mais tarde frequentou a Cornell University, onde fez Estudos Ingleses. Entre 2005 e 2008 Meyer foi membro do Michener Center for Writers in Austin, Texas. Vive no Texas e em Nova Iorque.
http://www.philippmeyer.net/index.htm

Sobre Ferrugem Americana, editado pela Bertrand em setembro de 2011.
«Ferrugem Americana pode ser lido como um romance pessimista sobre uma época e um lugar amaldiçoados, prestes a regressar ao "estado primitivo" em que é a natureza quem mais ordena. Mas, se lermos com atenção, apercebemo-nos do infinito cuidado e respeito que o autor dedica as suas figuras humanas, aos heróis possíveis desta história sem heroísmo. Mesmo quando mergulham nas trevas, há sempre nestes homens e mulheres um lampejo da tal "dignidade" a que aspiram até os proscritos entre os proscritos. Compreendemos então a escolha para epígrafe de uma frase de Camus, segundo a qual em tempo de pestilência aprendemos "que há nos homens mais coisas a admirar do que a desprezar". Ela podia ser apenas uma inspiração. Mas é mais do que isso. É todo um programa.» José Mário Silva, Expresso.
«O americano Philipp Meyer consegue abordar os temas sem os nomear, apenas enunciando e descrevendo, com a sua prosa vigorosa e o enorme talento de contador de histórias à moda de Mark Twain e outros, as acções das suas desencantadas personagens. Acaba por reunir uma galeria inesquecível, a fazer lembrar alguns "alienados" do enigmático J.D. Salinger. Ferrugem Americana é um daqueles romances singulares onde tudo (lugares, paisagens, história, personagens, estilo) parece convergir com naturalidade do acaso para a perfeição trágica; mas claro que isso só é possível graças ao enorme talento do autor.», José Riço Direitinho, Ípsilon Público.


Novidades Planeta para setembro

Título: Um Rumor Muito Incoveniente
Autor: Emma Wildes
N.º de Páginas: 288
PVP: 17,76 €
Disponível a partir de 3 de Setembro

Chega agora o segundo livro da nova série Whisper of Scandal, da premiadíssima autora, que conta com uma legião de fãs em Portugal.
Emma Wildes é já uma referência no romance histórico feminino, e seduziu irremediavelmente os leitores portugueses com os nove livros anteriores, já publicados pela Planeta.
Neste segundo livro, o mistério é mais acentuado e a dose de intriga e suspense na história, torna-o num verdadeiro ‘passar a página’ para saber o desfecho.
«Dona de uma escrita envolvente, que combina na dose certa sensualidade e erotismo, Emma Wildes apimenta esta história de época com muito sexo e paixões avassaladoras até à última página. Emma Wildes mostrou mais uma vez a sua capacidade para apresentar novas variações do romance em todas as suas infinitas formas. Esteja preparado para sentir crescer as suas paixões, ao ler as cenas de amor maravilhosamente escritas.» Just Erotic Romance Reviews
«Soberbamente sensual…deliciosamente erótico.» Publishers Weekly

«Perversamente deliciosa e ousada, a narrativa de Emma Wildes cativa com uma fantasia erótica que é ao mesmo tempo um romance da época da Regência habilmente trabalhado. A autora apresenta uma obra irresistível que capta a época, os costumes e o comportamento escandaloso que se esconde abaixo da superfície.» Romantic Times

Como reagirá a alta sociedade quando distintas personagens são apanhadas em sucessivas situações comprometedoras?
Será que as jovens senhoras sobrevivem à temporada com a reputação intacta... ou os rumores escandalosos que as cercam as arruínam?
No ton, Lady Angelina DeBrooke não é só conhecida pela sua rara beleza, mas pelos seus casamentos. Com a alcunha Anjo Negro, apaixonou-se pela primeira vez e deseja casar, mas teme ficar viúva pela terceira vez. Com dois maridos envenenados e uma nuvem de suspeita a pairar sobre a cabeça, ela procura o único homem em Inglaterra que poderá ajudá-la...
Benjamin Wallace, Lorde Heathton, não está interessado em fazer de novo o papel de detective, mas quando Lady DeBrooke o aborda para uma missão que envolve limpar-lhe o nome, ele considera o desafio irresistível. O segundo marido era um velho amigo, e quando começa a investigar, sente o odor de um inimigo que já perseguiu e sabe que esta é oportunidade de prender a esquiva personagem...
 
«Os fãs de Emma Wildes vibrarão com esta história soberbamente sensual. Equilibrando encontros deliciosamente eróticos com uma cativante tensão romântica, e povoando um cenário histórico convincente de um forte elenco de personagens bem desenvolvidas, a prolífica romancista concebe um enredo espectacular e tratado com uma habilidade muito superior ao romance histórico comum.» Publisher Weekly

Sobre a autora:
Emma Wildes estudou na Universidade de Illinois é e licenciada em Geologia. Vive em Indiana com o marido e três filhos. Foi a autora n.º 1 do Fictionwise, WisRWA Reader’s Choice ward, vencedora na categoria de Romance Histórico em 2006, do Lories Best Published, e em 2007 vencedora do Eppie para o melhor romance erótico.
Livros publicados pela Planeta: Uma Aposta Perversa, Lições de Sedução, Um Homem Imoral, Um Erro Inconfessável, Pecados Escondidos, Sussurros Ousados, Traída pelo Destino, Paixão Escandalosa e Um Amor ao Luar.
Descubra mais sobre a autora no seu sítio na internet: www.emawildes.com

Título: Sete Coisas que eu Cá Sei
Destravalínguas e adivinhas para suar as estopinhas
Autor: Vergílio Alberto Vieira
Ilustrações: Maria João Lopes
N.º de Páginas: 64
PVP: 15,50€
Disponível a partir de 3 de Setembro


Um livro cheio de adivinhas, histórias e lendas que vai fazer rir e puxar pela imaginação dos mais novos e que promete muita diversão entre pais e filhos.

Um faz de conta que sabe,
Outro, que anda esquecido,
Que na ignorância tudo cabe,
Quer achado, quer perdido.
Vamos lá adivinhar o que isto é… é só
puxar pela cabeça e pela imaginação.

Do riso ao siso, eis aqui, jovens leitores, um novo e precioso livro de um dos mais queridos escritores portugueses, ilustrado e feito com humor e amor para vos proporcionar muitas horas de leitura e muitas ideias a saltar da cabeça para o mundo.
Este livro, em capa dura, é constituído por dois grupos distintos de poemas: os Destravalínguas, que primam pelo sentido de humor e pelo nonsense, e as adivinhas em verso (com soluções no final). Sete Coisas que Eu Cá Sei é um livro que miúdos e graúdos vão querer ler, ao mesmo que se divertem a aprender e a ver as fantásticas ilustrações que acompanham os poemas.

Sobre o autor:
Poeta, ficcionista e crítico literário, Vergílio Alberto Vieira (1950, Amares, Braga) cursou Letras na Universidade do Porto, fixando-se em Lisboa, a partir de 1993, onde passa a exercer actividades docentes, nomeadamente na Escola Passos Manuel, até finais de 2009. Com a sua participação na guerra colonial, de que regressa a 25 de Outubro de 1975, integrado na última Companhia de Polícia Militar estacionada em Luanda, durante o período de descolonização, pertence à geração de escritores cuja obra virá a tornar-se não apenas um dos capítulos recentes da literatura portuguesa do século XX, como também das literaturas emergentes nos países africanos de expressão oficial portuguesa.
Entre 1975 e 2000, escreve sobre livros no Diário de Luanda, Diário de Lisboa, revista África, Suplemento Literário de Minas Gerais (Belo Horizonte, Brasil), Jornal de Notícias e semanário Expresso. Foi membro de júri dos seguintes prémios literários: poesia, romance e novela, vida literária e literatura biográfica, da Associação Portuguesa de Escritores; prémio de narrativa Eixo-Atlântico (Portugal-Galiza); prémios de poesia e narrativa do Pen Clube Português; prémio do conto Camilo Castelo Branco; prémios Correntes d'Escritas, Cidade de Almada, DST-Braga, Teixeira de Pascoaes, Florbela Espanca, Manuel da Fonseca, Sebastião da Gama, Natércia Freire, Maria Rosa Colaço, António Cabral, entre outros.
Nas últimas décadas, integrou direcções da Associação Portuguesa de Escritores, Pen Clube Português, IBBY (secção portuguesa de literatura para a infância e juventude) e Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Florbela, Apeles e Eu - Vicente Alves do Ó [Opinião]

Título: Florbela, Apeles e Eu
Autor: Vicente Alves do Ó
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 288
Editor: Edições Chá das Cinco

Sinopse:
"Eu não sei viver"
Florbela Espanca casa pela terceira vez. É mulher, nora, irmã, filha, amiga. É tudo, menos poeta. Vive entre a realidade de Matosinhos e a ficção de uma outra existência que abandonou no papel. E todos os dias se questiona, todos os dias é real na sua guerra privada entre aquilo que os outros querem e aquilo que ela ambiciona. É neste intervalo mágico e possível que o autor se revela. É neste período entre o casamento com o Doutor Lage e a morte do irmão Apeles que tudo acontece, numa viagem ao mais íntimo poema de uma mulher que viveu fora do corpo, fora do género, acima do chão, rasgando a condição e tentando sempre encontrar uma verdade que nunca chegou. Ou será que chegou? Nesta viagem iniciática, Florbela, Apeles e o autor questionam tudo ou questionam a existência pura do sonho e da vida - como se todos nós fossemos feitos do desejo, da dor e dessa constatação trágica de não saber viver.

A minha opinião:
Como escrever um livro sobre Florbela sem fugir à poesia? É impossível. Desde a primeira página até à última que o autor escreve, como se fosse uma espécie de anjo da guarda de Bela, de um forma tão bonita, pejada de poesia que é impossível não ter adorado este livro.

Florbela, Apeles e Eu conta a história do filme de 2012, Florbela. Adorei o filme e adorei o livro que acaba por ser um seu complemento. Aqui, Vicente Alves do Ó surge como personagem primordial, como que uma espécie de anjo da guarda, que acompanha todos os movimentos de Florbela, quando esta passa pela fase mais complicada da sua vida, uma fase de provação, em que casa pela terceira vez, tem um aborto espontâneo e o seu pilar, o seu irmão querido morre numa trágico acidente, que poderá ter sido um suicídio...

Aqui vemos uma Florbela cansada de viver, sem vontade de escrever o que tão bem escreveu, sem querer colocar as suas mágoas em papel, mas apenas se refugiar em si mesma. Depois de sofrer violência doméstica por parte do seu segundo marido, António, Florbela parte para os braços daquele que seria o seu terceiro marido, o doutor de Matosinhos, Mário Lage. "António deixa de ser o sonho e passava a ser um pesadelo".
 
Pelo que dá a entender no livro, Vicente Alves do Ó, mostra que este não foi um casamento por amor, não por parte de Florbela, que vê em Mário uma espécie de refúgio, de segurança, de uma pura amizade apenas. Mas Mário ama Florbela e acaba por ter de conviver com a introspecção e independência da poetisa que, numa época em que as mulheres ainda eram submissas, era vista de lado e incompreendida pela maioria. 
 
 

Saindo da sua Lisboa, uma cidade cheia de festas, mais evoluídas, Florbela tem de partir para Matosinhos, uma localidade fechada, de pescadores. Florbela sente-se só... Mas não por muito tempo. Recebe uma carta de Apeles e sem dizer nada a Mário parte para Lisboa e vive com ele quatro maravilhosos dias, aqueles que seriam os dias derradeiros da sua existência.

Para quem conhece um pouco a história de Florbela, sabe que esta tem uma paixão enorme pelo seu irmão, três anos mais velho. talvez por terem sido ambos filhos bastardos, ignorados no registo pelo pai, talvez por serem ambos votados à nostalgia, ao drama e à saudade, o certo é que unidos são um ser perfeito.

O autor criou um livro introspectivo, como a própria vida de Florbela o exige, que deixa uma certa nostalgia e tristeza a quem o lê. Um livro que nos vai acompanhando nos dias e que deixa saudade quando termina.

Muito bom. 

Excertos:
"Um corpo que se ausenta do lugar é um corpo que procura um novo corpo." pag. 29
"Nenhuma palavra comporta o tamanho da dor."
"Os olhos nunca envelhecem diante de um mundo sempre novo." pag. 154
"A vida resume-se ao principal. Tudo o resto é ruído." pag. 199
"Somos filhos de todos os sonhos, até daqueles que nunca se realizarão." pag. 207
"A vida nunca acaba, simplesmente passa a existir doutra forma."
quarta-feira, 27 de Agosto de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Quinta Essência: Duas Irmãs, um Duque,de Eloisa James

Título: Duas Irmãs, um Duque
Autor: Eloisa James
Tradução: Carmo Vasconcelos Romão
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 368
Editor: Quinta Essência
PVP. 16,60€

Sinopse:
Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia?
Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara.
Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma...
A menos que já seja demasiado tarde.

Imprensa: 
«Mordaz, cheio de trocadilhos e divertido, este romance de Eloisa James tem como alvo a rigidez social, explora o significado da perfeição (e do heroísmo), e apanha os leitores desprevenidos com várias reviravoltas inesperadas. Uma brilhante nova versão de outro conto clássico; os leitores nunca mais vão olhar para ervilhas, colchões ou até para os heróis da mesma forma.»  Library Journal
«…a história é divertida e os personagens deliciosos.»  The San Francisco Book Review
«Heroínas independentes e pouco convencionais, heróis inteligentes e diálogos divertidos fundem-se na perfeição com temas modernos, cativando os leitores.» Romantic Times BOOKClub

Sobre a autora:
Autora de vários romances premiados, Eloisa James é professora de Literatura Inglesa e vive com a família em Nova Jérsia. Deve ter escrito todos os seus livros enquanto dormia, porque ocupa os dias a tomar conta de dois filhos especialistas em lamúrias, de um porquinho-da-índia muito exigente, de uma rã malcheirosa e de uma casa em ruínas. E numa ironia deliciosa para uma escritora de romances, é casada com um genuíno cavaleiro italiano.
Visite: www.eloisajames.com