segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O Grande Livro dos Livros [Opinião]

Aliado à minha agenda (ou agendas) que vou ter durante o ano de 2020, chegou como oferta da Arena, O Grande Livro dos Livros que, logo que saiu, foi direitinho para a minha wishlist.
Para quem gosta de ler e ter tudo anotado, este pequeno livro é o ideal para este novo ano que se avizinha.

Mas não julguem que este livro serve apenas para anotarmos as nossas leituras ao longo do ano.
Nele podemos anotar os livros que emprestamos e a quem, assim como os livros que pedimos emprestado.
No fundo este pequeno livro serve para recordarmos também os livros da nossa vida, os livros mais adequados para quem está apaixonado, livros para ler em viagem, e muito mais.

Em suma, este é um livro que qualquer leitor vai querer ter.


Agenda Literária, conhecem? [Opinião]

O ano de 2019 está a chegar ao fim e aos que, como eu, gostam de aliar o agendamento em papel em complemento com o digital, há um sem número de opções no mercado.
Apesar de já ter comprado uma agenda da marca Mr. Wonderful, que gosto muito, não consegui resistir a esta agenda literária.

E vejam lá se não é bonita?
Em todos os dias está relatado um acontecimento que marcou o panorama literário, o que torna esta agenda ainda mais interessante.
 Já conheciam?


terça-feira, 26 de novembro de 2019

Conta-me o teu segredo - Dorothy Koomson [Opinião]

Título: Conta-me o teu segredo
Autor: Dorothy Koomson
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 432

Sinopse:
Pieta tem um segredo.
Há 10 anos, Pieta foi raptada por um homem que se autointitulava "O Assassino da Venda", e que prometeu não a matar se mantivesse os olhos fechados por 48 horas. Pieta nunca contou a ninguém o que lhe aconteceu, decidindo seguir com a sua vida como se nada se tivesse passado. Mas quando "O Assassino da Venda" começa a perseguir as vítimas sobreviventes, Pieta percebe que terá de revelar o seu segredo para salvar a própria vida...

Jody tem um segredo
Há 15 anos, Jody, polícia, cometeu um erro terrível que permitiu que o criminoso em série conhecido como "O Assassino da Venda" escapasse em liberdade. Ao descobrir que a jornalista Pieta sobreviveu a um ataque desse mesmo homem, Jody percebe que talvez tenha encontrado uma forma de o apanhar. Mas essa decisão poderá colocar a vida de duas pessoas inocentes em risco...
Pieta e Jody mantiveram o silêncio para se protegerem. Se o revelarem agora, estarão a salvar ou a sacrificar alguém?
O novo e emocionante thriller da autora de a filha da minha melhor amiga. 

A minha opinião: 
Quando me pedem para sugerir um autor, não hesito na escolha: Dorothy Koomson, porque nunca desilude. Embora a categoria/temática dos seus livros tenha mudado nos últimos tempos (Koomson mudou do romance para o policial) sente-se sempre o punho da escritora inglesa em tudo aquilo que tem feito. 

Neste último livro, publicado recentemente pela Porto Editora, Koomson elege, mais uma vez, como protagonistas mulheres. Pieta, jornalista, que se vê a braços com o trabalho da sua vida: uma matéria com uma vítima do chamado "Assassino da Venda", uma das poucas que lhe conseguiu sobreviver. E Jody Foster (não, não é a atriz), uma polícia que vive com um desgosto passado. A sua inexperiência e o facto de não ter acreditado na sua irmã gémea, fez com que "O Assassino da Venda" lhe escapasse. 

Fugidas de Londres, a vida de ambas vai encontrar-se quando o corpo da sexta vítima do Serial Killer é encontrado. Esse facto faz surgir os fantasmas do passado a ambas, e tudo se acentua quando uma mulher contacta a polícia local, assim como vários meios de comunicação, onde pretende contar o que se passou quando esteve prisioneira. 

Quanto ao assassino, o seu modus operandi é sempre o mesmo. Rapta mulheres à porta de discotecas e mantém-nas cativas durante 48 horas, onde são submetidas a um.sem número de atrocidades. Nesse tempo, a vítima não pode abrir os olhos por nenhum momento, sob pena de morrer nas suas mãos. 

A história desenvolve a um bom ritmo e, ao mesmo tempo, que vamos conhecendo melhor o assassino e as suas vítimas, Koosmon não esquece a abordagem de temas que lhe são comuns: o aborto, o racismo e a violação. 

O facto de ter sido uma história contada a duas vozes torna o livro ainda mais interessante uma vez que a vemos perante duas perspectivas totalmente diferentes: a da jornalista e vítima e o da polícia. 



quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Voar no Quarto Escuro - Márcia Balsas [Opinião]

Título: Voar no Quarto Escuro
Autor: Márcia Balsas
Editor: Editora Minotauro
N.º de Páginas: 196

Sinopse:
«Sou eu a minha prisão, agora. Até acordar cercada por grades, algures.»

Eduarda apenas sonhara em refazer a sua vida após a morte do marido, que a deixou sozinha no mundo com uma filha adolescente. Não desconfiou que essa nova casa, com um novo companheiro, a conduziria a uma vida de violência, destinada ao esquecimento. Anos de submissão encaminham-na para uma noite de tempestade.

Este é o momento em que as paisagens tão dissonantes da vida de seis mulheres se entrelaçam de uma forma inegável, numa demanda pelo significado da vida. Mães, filhas, amigas, amantes, casas devastadas pela dúvida e pela loucura - todas obrigadas a enfrentar o medo de voar no quarto escuro.

A minha opinião: 
A Márcia já é minha companheira de leituras e de "blogues" há muito tempo. Acompanho-a desde que criei o meu, já lá vão 10 anos. E cruzamo-nos na Feira do Livro do Porto, quando ainda era realizada pela APEL, nos Aliados, numa tertúlia organizada pela Porto Editora. 

Depois dos contos, Márcia lança-se para a escrita do primeiro romance onde a violência, nas mais variadas formas, é o tema central. 

Voar no Quarto Escuro retrata a história de oito mulheres, com percursos de vida diferentes, mas que se entrelaçam de alguma maneira. 

Depois da morte do marido e com uma filha nos braços, Eduarda sonhara refazer a vida ao lado de um homem que a amasse e respeitasse. Esse sonho terminou há 18 anos, quando conheceu Alfredo, o seu segundo marido. Eduarda sofre de violência doméstica e decide a sua vida logo no primeiro  capítulo do livro, numa noite de tempestade. De repente um trovão esconde um tiro. 

De Eduarda passamos por Alice, a sua filha; Celeste, colega desta; Catarina; Adelaide; Ema; Beatriz e Célia. As mulheres são, de facto, as grandes protagonistas da história, a par de tudo o que elas significam: violência, amor e desamor, solidão. 

E tudo isto está bem retratado, resultando num excelente livro cujos pequenos contos se transformam numa magnífica obra.

Mais do que uma boa história é a forma como ela nos é contada.
 
Gostei mesmo muito deste livro que é magnífico. 

E capa? Não podia terminar a minha opinião sem falar desta capa que diz tanto sobre o que livro retrata. 

"Há mais calma na sinfonia de uma casa abandonada, do que no silêncio familiar do medo."



Mentiras Consentidas - Hjorth e Rosenfeldt [Opinião]

Título: Mentiras Consentidas
Autor: Hjorth e Rosenfeldt
Editor: Suma de Letras
N.º de Páginas: 528

Sinopse:
Os dias de Sebastian Bergman na Unidade de Homicídios terminaram e agora passa o tempo a dar palestras e a escrever livros. Após os eventos do caso de "A menina silenciosa", não tem notícias da sua filha Vanja há meses e a única pessoa com quem tem contato esporádico é Úrsula.

Vanja também não está na Unidade: agora trabalha como investigadora criminal em Uppsala. Desde o mês passado, está a investigar uma série de agressões contra mulheres. Quando uma das vítimas morre, a Unidade de Homicídios assumirá o caso e, muito em breve, também Sebastian Bergman.

Reunida, a equipa deve deixar de lado os seus problemas pessoais e conflitos para capturar o violador brutal que continua a assustar Uppsala. Tudo fica complicado quando as pistas indicam que as vítimas não foram selecionadas aleatoriamente. Mas qual é a ligação entre elas?

A minha opinião: 
Separados desde o final do livro anterior da série, O Castigo dos Ignorantes, Sebastian e Vanja procuram levar as suas vidas para a frente. 

Bergman deixou por completo a Unidade de Homicídios, ou melhor, foi convidado a sair, dedicando-se a dar palestras. E Vanja, apesar da saída do seu pai da Unidade, acaba por também querer dar outro rumo à sua vida e pede transferência para uma outra "esquadra", em Uppsala. 

No entanto, como já se estava à espera, o destino destas duas personagens acaba por se cruzar novamente e constatamos que a convivência entre eles nunca será normal. Vanja é uma personagem que me enerva profundamente. Instável afetivamente, mostra a sua instabilidade também no trabalho querendo impor os seus intentos junto da chefia. Pior é que consegue tudo o que quer, não melhorando o seu feitio nem a forma de ver as coisas. 

Bergman mostra o seu desejo de mudar, tudo para conquistar a filha, o único laço afectivo que lhe resta, desde que a sua família, mulher e filha morreram na Tailândia. Apesar de agir por impulso, e ser muitas vezes grosseiro, neste sexto livro evolui para um homem mais agradável. No entanto, espero que não se anule por causa de Vanja. 

A personagem que neste momento me suscita mais interesse e que terá muito para revelar ainda é Billy. O seu instinto predador parará nos próximos livros ou revelar-se-à ainda mais cruel? 

Relativamente à história central, embora não seja a mais surpreendente prendeu-me como em todos os livros da série. Um conjunto de violações, que aparentemente surgem de forma aleatória, levam a que a Unidade de Homicídios se junte à esquadra de Uppsala com o intuito de resolução do caso o mais rápido possível, até porque algumas das vítimas de violação aparecem mortas. 

Muito mais do que a história central, a série Sebastian Bergman tornou-se uma das favoritas precisamente porque a dupla tem sabido fazer evoluir as personagens principais. No final de cada livro a minha curiosidade para com o próximo não se prende tanto pelo crime que será retratado, mas pelo que acontecerá com determinada personagem, tal é o mistério que deixam no ar quando cada livro termina. 

Muito bom. 







terça-feira, 19 de novembro de 2019

Nove Perfeitos Desconhecidos - Liane Moriarty [Opinião]

Título: Nove Perfeitos Desconhecidos
Autor: Liane Moriarty
Editor: Edições Asa
N.º de Páginas: 496

Sinopse:
Se alguém lhe garantisse uma transformação total em apenas 10 dias, você aceitava?
Nove pessoas aceitam. Os seus motivos são diferentes mas todas embarcam num retiro de luxo. Esperam massagens, meditação e dieta detox. Estão longe de imaginar o desafio que têm pela frente.

Frances Welty é uma escritora bestseller em plena crise de inspiração (entre outras). Quer recuperar a alegria de viver.
Ben e Jessica ganharam 22 milhões de dólares na lotaria. Já não lutam para esticar o dinheiro até ao fim do mês mas passaram a lutar um com o outro. Querem salvar a sua relação.
Napoleon, Heather e Zoe sofreram uma tragédia familiar. Querem perdoar-se a si mesmos e reencontrar a paz (possível).
Tony é um ex-jogador de futebol que perdeu aquilo que mais amava.
Carmel é uma mãe (exausta) de quatro filhos que foi trocada por uma mulher mais nova.
Lars é um advogado gay que se debate com um dilema impossível…

Será que estas nove pessoas vão encontrar a solução para os seus problemas?
Ou será melhor fugirem enquanto podem?

É que Masha, a diretora do retiro, tem para os seus clientes um plano que nenhum deles conhece…

A minha opinião: 
Um retiro de luxo promete mudar a vida de uma pessoa em dez dias. Será verdadeiramente possível? Nove pessoas acreditam que sim e partem completamente para o desconhecido. 

Em troca de massagens e sessões de meditação e detox, desconhecidos vão parar a um local que parece ser o verdadeiro paraíso, com o intuito de mudar radicalmente as suas vidas. Mas logo que chegam deparam-se com situações que vão decepcionar alguns deles. 

Certo é que nove perfeitos estranhos vão ter de conviver durante dez dias e todos eles têm objectivos completamente diferentes com o plano deste local. 

Desde uma escritora de sucesso que agora está em declínio, até um jovem casal que ganhou a lotaria, mas que está próximo de uma rutura, passando por uma família que chora um elemento perdido. 
"Tinham sido magoadas por maridos, amantes, por filhos que já não precisavam deles, por carreiras decepcionantes, pela vida, pela morte. Quase todos odiavam o seu corpo."

Frances Welty é uma escritora de livros que já foram dos mais vendidos, mas cuja inspiração terminou. A par disso, envolveu-se com um homem na internet que mais tarde veio a descobrir que a sua história era toda inventada e que o objectivo único era extorquir-lhe dinheiro. 
Ben e Jessica surgem no retiro de luxo num Lamborghini amarelo que surpreendeu todos. Como é que um casal tão novo já tem tanto dinheiro para um carro daqueles? O que ninguém sabe, a não ser Masha, a diretora do espaço, é que ganharam 22 milhões de dólares na lotaria. Mas o dinheiro não traz felicidade e vão mostrando ao longo dos dias que o que mais desejam é salvar a relação.
Napoleon, Heather e Zoe sofreram uma tragédia familiar há uns anos. O irmão gémeo de Zoe morreu e a família nunca mais foi a mesma. Por causa do retiro Zoe acaba por perder o namorado.
Depois temos Tony, ex-jogador de futebol que luta também pela perda. E Carmel, recentemente divorciada, que foi trocada por uma mulher mais nova. Esta mãe de quatro filhos sente-se completamente exausta e de mal com o seu corpo. E, por último, conhecemos Lars um advogado gay que é fã deste tipo de retiros. 

A par da descrição das personagens, fui ficando cada vez mais curiosa com o rumo que a história estava a levar. Masha é uma mulher estranha, mas que serve de inspiração para a maior parte das mulheres do retiro. Com um corpo perfeito e com uma tranquilidade acaba por dar completamente o seu corpo ao retiro. Mas vamos descobrindo que também ela esconde algo. 

Ao longo de quase quinhentas páginas vamos aprofundando cada uma das personagens e descobrindo o que nem elas próprias querem desvendar. Mais uma vez, neste ponto, Moriarty é uma escritora que surpreende. 

Nove Perfeitos Desconhecidos pode não ser o melhor livro de Liane Moriarty, mas cumpre bem o seu efeito: entreter. 



quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Zé Pedro, uma biografia: Chega às livrarias dia 19 de Novembro

Título: Zé Pedro, uma biografia
Autor: André Rito e Pedro Lourenço
N.º de Páginas: 110 
PVP 18,80€

Sobre o livro:
Nasceu José Pedro Amaro dos Santos Reis com três quilos e oitocentos. Um bebé de cabelo castanho claro e olhos azuis.

Para todos é simplesmente Zé Pedro, sem apelido, porque o País inteiro sabe quem é. Foi (e continua a ser) um dos maiores nomes do rock nacional, fundador dos Xutos&Pontapés, guitarrista intrépido e um dos mais gentis ícones portugueses.

Nesta biografia ilustrada (e Zé Pedro adorava ilustração) ficamos a conhecer a vida do artista com pormenores divertidos e comoventes partilhados pelos que lhe eram mais próximos.

Zé Pedro continua vivo para sempre na história da música portuguesa e no coração de todos a quem tocou com o seu sorriso fácil e olhos azuis brilhantes.

Sobre os autores:
André Rito nasceu em Braga, em 1977. Licenciado em Ciências da Comunicação, é jornalista desde 2003, ano em que começou a colaborar com o semanário Tal&Qual. Foi um dos fundadores do jornal i, trabalhou no Diário de Notícias, escreveu e publicou um pouco por toda a imprensa nacional.

Foi repórter da revista SÁBADO dedicando-se sobretudo a temas de cultura e justiça. É autor da biografia "Diários de um Gangster Português" (Oficina do Livro), uma investigação à vida de um criminoso do século passado, e colaborou na trilogia "Lx 60, 70 e 80".

É também músico, estudou bateria e percussão na Escola de Jazz do Porto, compondo regularmente para teatro, performance e vídeo. Apresentou-se ao vivo no Festival Literário Internacional de Óbidos, em 2016.

Ilustrador e músico, Pedro Lourenço tem na última década desenhado para marcas e publicidade, promotoras de concertos, editoras e bandas, e publicado o seu trabalho em livros, jornais e revistas, incluindo publicações de referência internacionais como o «The New York Times», «The Village Voice» e a «Rolling Stone». Em simultâneo têm desenvolvido um corpo de trabalho autoral. Nasceu em 1976 em Lisboa, lugar onde ainda vive e trabalha.


terça-feira, 12 de novembro de 2019

Dom Quixote edita "LX Joga", um livro que é um jogo e mostra Lisboa como nunca a viu

Ser Amália por um dia; construir uma casa nas Avenidas Novas; ajudar Sá Carneiro a encontrar Snu Abecassis e fazer parte do 25 de Abril. Tudo isso é possível em “LX Joga“, um livro que é também um jogo porque inclui cromos, máscaras, jogos de tabuleiro e um sem número de desafios para mostrar Lisboa como nunca a viu. Dos autores da colecção Lx60, 70 e 80, Joana Stichini Vilela e Pedro Fernandes, “LX Joga” chega amanhã às livrarias, editado pela Dom Quixote.

Depois das viagens a um passado recente com “LX60 – A vida em Lisboa nunca mais foi a mesma”; “LX70 – Lisboa, do sonho à realidade” e “LX80, Lisboa entra numa nova era”, os autores convidam agora os leitores a participar nos acontecimentos mais extraordinários que moldaram a cidade – e o país – que conhecemos. Das convulsões políticas às rivalidades no futebol. Dos escândalos abafados às personagens incontornáveis como Eusébio, Amália e António Variações, o livro inclui um conjunto de desafios tão bem documentados como surpreendentes, para aventureiros dos 8 aos 88 anos.

Descubra o programa que passava nas noites da RTP nos anos 60 com um “quantos queres”, monte o hidroavião que transportou Sacadura Cabral e Gago Coutinho na primeira travessia aérea do Atlântico e vista as personagens principais dos filmes portugueses ( Beatriz Costa, Milú, Ribeirinho, António Silva e Vasco Santana).

Joana Stichini Vilela (n.1980) é jornalista, autora e prestidigitadora. Tem trabalhos publicados em jornais e revistas como a Monocle, o Diário de Notícias, o I e o Observador. Assina os programas de televisão Siga o Coelho Branco e criar.pt. E é co-autora da série de livros Lx60, Lx70 e Lx80. Nasceu e vive em Lisboa.

Pedro Fernandes (n. 1976) é designer gráfico, trabalhou em várias publicações portuguesas como A Capital, jornal I e actualmente Diário de Notícias, onde é director de arte. É co-autor dos livros Lx70 e Lx80. Nasceu e vive em Lisboa.


Novidade Porto Editora: O regresso de Thomas Harris

Título: Cari Mora
Autor: Thomas Harris
Lançamento: 14 de novembro
N.º de páginas: 272
PVP: 17,70€
Se antes o palco foi dado ao vilão, desta vez Thomas Harris deu-o a Cari Mora, protagonista do livro que a Porto Editora publica a 14 de novembro. Depois de um interregno de 13 anos, é com Cari Mora que o autor regressa aos livros de suspense, onde faz parecer que o grotesco não tem limites.

Thomas Harris já nos havia habituado a fortes personagens femininas, e aqui apresenta-nos a história da jovem Cari Mora. Apesar de inicialmente parecer frágil, ela constituirá um entrave aos planos de Hans-Peter Schneider, o cabecilha de um grupo de ladrões que procura um tesouro escondido por Pablo Escobar e de uma rede de tráfico de mulheres que eleva a crueldade e a violência a níveis nunca antes vistos.

«Harris explora o lado negro da paixão humana neste romance de cortar a respiração. Não desapontará os fãs de thrillers tensos e inquietantes.» BookPage

Sobre o livro: 
Sob uma luxuosa mansão na zona costeira de Miami Beach estão escondidos 25 milhões de dólares em ouro, o produto de anos de atividades criminosas de Pablo Escobar, anterior proprietário da casa.
Muitos tentaram encontrar esse bem protegido tesouro, mas sem o conseguirem; outros perderam a vida nessa demanda. Agora chegou a vez de o impiedoso Hans-Peter Schneider – um homem de aspeto peculiar que lidera um bando de criminosos sanguinários – ocupar a mansão e tentar chegar aos milhões escondidos.
Entre Hans-Peter e o ouro está Cari Mora, a responsável pela casa. Cari escapou da violência no seu país de origem, onde teve de aprender a defender-se. Vive em Miami com um periclitante estatuto conferido pelos Serviços de Imigração e mantém vários trabalhos para conseguir sobreviver.
Mas Cari Mora é muito mais do que uma jovem bonita e Hans-Peter Schneider vai ter a oportunidade de o descobrir à medida que a caça ao tesouro de Escobar avança.
Thomas Harris, o criador de um dos mais emblemáticos vilões da literatura contemporânea, e autor dos sucessos Dragão Vermelho e O Silêncio dos Inocentes, regressa à escrita com um romance cheio de ação em que as personagens não olham a meios para atingir os fins e no qual o medo e o suspense estão presentes em todas as páginas.

Sobre o autor:
Thomas Harris
Nasceu em 1940, no Tennessee. Dedicou-se durante vários anos ao jornalismo, tendo acompanhado múltiplos casos criminais nos Estados Unidos e no México. Foi ainda repórter e editor da Associated Press.
Publicou o primeiro romance, Domingo Negro, em 1973. Mais tarde, em 1981, publica Dragão Vermelho, dando a conhecer o Dr. Hannibal Lecter, personagem emblemática que regressará nos romances seguintes: O Silêncio dos Inocentes (1988), Hannibal (1999) e Hannibal: A Origem do Mal (2006). Todos os seus livros foram adaptados ao grande ecrã.
Cari Mora é o seu mais recente romance e marca o fulgurante regresso de Thomas Harris à escrita.


sábado, 9 de novembro de 2019

Eu, Elton John: a biografia de uma lenda viva do mundo da música

No dia 14 de novembro, a Porto Editora faz chegar às livrarias a primeira e única autobiografia de uma das grandes lendas vivas do mundo da música: Eu, Elton John.

Nada indicava que Reginald Dwight, um Tiny Dancer residente em Pinner, cinzento subúrbio de Londres, se transformaria em Elton John, nome incontornável da música pop e rock n’roll. Excêntrico, personagem maior do que os grandes palcos que pisou, resultado do seu carisma e de performances eletrizantes, Elton John é um verdadeiro Rocket Man: no ativo há quase 50 anos (o seu primeiro concerto em nome próprio foi aos 23 anos) é um dos artistas com maior número de álbuns vendidos, vencedor de múltiplos prémios (como um Oscar e 6 Grammy) e cantor-compositor de músicas intemporais.

Agora, a par com a sua tournée final, Sir Elton John decide contar a história da sua vida. Ao longo de 360 páginas, estão descritas sete décadas de altos e baixos. Da infância e da relação conturbada com os pais às mais recentes revelações sobre o seu estado de saúde, Eu, Elton John não deixa nenhum assunto de fora. Num registo polvilhado com um fino humor britânico, o cantor-compositor desvenda como nasceram canções que fazem parte da vida de milhões de fãs, as amizades com outras lendas da música (como John Lennon, George Michael ou Freddie Mercury), e revelações sobre as noites loucas e as festas espampanantes que o afundaram numa espiral de dependência. Brutalmente honesto, o autor não poupa palavras para descrever os seus maus momentos, tentativas de suicídio e a viagem emocional para a reabilitação. Nada ficou fora deste livro, nem a amizade com a Princesa Diana e Gianni Versace, nem o amor e a paternidade com David Furnish. É uma vida inteira, de luz e sombra, agora em livro.

Com 72 anos e a meio da sua última digressão (que durará três anos), este é um testemunho imperdível de um artista que não deixa de dizer I’m still standing.


SOBRE O LIVRO

Elton John é o cantor-compositor de sucesso com a carreira mais longa de todos os tempos. São sete décadas - até agora - de uma vida extraordinária pautada por constantes altos e baixos. Agora, na primeira pessoa e com a habitual frontalidade e bom humor, Elton John partilha a sua história – todos os momentos, dos mais hilariantes aos mais comoventes.
Reginald Dwight era um miúdo tímido, de Pinner, nos subúrbios de Londres, com uma relação conturbada com os pais, que adorava música e sonhava ser uma estrela pop. Tinha 23 anos quando deu o primeiro concerto nos EUA: com umas jardineiras amarelas, uma T-shirt às estrelas e botas com asas deixou uma imensa plateia absolutamente deslumbrada. Elton John tinha chegado e o mundo da música nunca mais seria o mesmo.
À imagem da vida de Elton, não falta drama nesta autobiografia: desde as rejeições iniciais das editoras a ser considerado o artista pop mais famoso do mundo; das amizades com Jonh Lennon, Freddie Mercury e George Michael às noites loucas no Studio 54; das tentativas de suicídio à dependência que escondeu até de si próprio durante anos e que quase o destruiu.
Elton descreve de forma emocionada o processo de reabilitação, a criação da Elton John AIDS Foundation, como encontrou o verdadeiro amor ao lado de David Furnish, as férias com Versace e a participação no funeral da princesa Diana. E ficamos também a saber como e quando percebeu que queria ser pai e como isso acabou por mudar novamente toda a sua vida.
Excentricamente divertido, mas também profundamente emocionante, Eu, Elton John levá-lo-á numa viagem inesquecível pela intimidade de uma lenda viva.


Sobre o autor: 
Os êxitos alcançados por Sir Elton John ao longo da sua carreira são insuperáveis. É um dos artistas a solo mais vendidos de todos os tempos com 26 álbuns de ouro e 38 de platina ou multi-platina e um álbum de diamante. Elton John conta também no seu currículo com 6 Grammys, 13 Ivor Novellos e um BRITT Award. Em 2018 foi nomeado o artista masculino a solo de maior sucesso pela Billboard Hot 100. A sua Fundação já angariou mais de 450 milhões de dólares para a luta contra o VIH. É casado com David Furnish com quem tem dois filhos.


Bowie- uma biografia, de María Hesse Fran Ruiz | Uma belíssima biografia ilustrada de David Bowie, já nas livrarias

Título: Bowie- uma biografia
Autor: María Hesse e Fran Ruiz
N.º de Páginas: 176
PVP: 18,80€

Não mostro lealdade a nenhum estilo. Simplesmente escolho o que me permite transmitir o que quero naquele momento.

Sobre o livro:
David Bowie é muito mais do que um cantor que vendeu 136 milhões de discos, muito mais do que um artista que experimentou uma infinidade de estilos e definiu a cultura pop. Como disse o seu biógrafo David Buckley, "ele mudou mais vidas do que qualquer outra figura pública". Com o seu alter ego perturbador, Ziggy Stardust, e músicas como "Starman" ou "Space Oddity", Bowie desafiou as regras da música e se tornou um ícone de sua geração e uma referência para as gerações presentes e futuras.

A sua longa carreira artística está intimamente ligada à sua biografia pessoal. Este livro aborda todos os aspectos de sua vida, os seus enigmas e anedotas. Como um hieróglifo, David Bowie é um mistério que todos queremos revelar, e ninguém melhor que Ruiz e Maria Hesse, autora e ilustradora do sucesso Frida – Uma biografia, para enfrentar esse desafio. Hoje Bowie continua a fascinar mais do que nunca.

Sobre os autores:
María Hesse(1982) é ilustradora desde os 6 anos, ela ainda não o sabia, mas a sua professora e a sua mãe sim. Alguns bons anos depois, apos terminar os seus estudos em Educação Especial, agarrou um lápis e se lanço na piscina da ilustração de maneira profissional.Trabalha há três anos com a editora Edelvives na produção de livros didáticos e também realiza trabalhos de ilustração para as revistas Jot Down, Maasui Magazine ou Glamour.María publicou as suas obras ilustradas em varias editoriais como «Orgullo y Prejuicio», «Frida Kahlo. Uma biografia», «Bowie. Uma biografia», e a mais recente «O prazer».Além do trabalho editorial, o trabalho de Maria Hesse foi exposto em várias exposições e tem um trabalho pessoal onde a sensibilidade e as mulheres são as principais protagonistas.

Fran Ruiz (Málaga, 1981) é professor de Geografia e História numa escola. Estudou História da Arte na Universidade de Málaga, onde trabalhou um ano como colaborador. Escreveu na revista da Universidade La Buhardilla e colabora regularmente na revista Manual de Uso Cultural.

Muito antes de tudo isso, um dia não foi à escola porque estava doente e viu o videoclipe Ashes to Ashes de Bowie. Ainda não consegui sair dele.


TUNDAVALA :: Novo romance de Paula Lobato de Faria chegou às livrarias

Elogiado pela crítica e pelos leitores, Imaculada revelou uma nova voz na literatura portuguesa. O romance de estreia de Paula Lobato de Faria, autora de várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos, é uma obra na linha dos nossos melhores romances de época e um retrato crítico da condição humana.

A Imaculada, que retrata uma família no Portugal dos anos 50, segue-se agora Tundavala.

Tundavala, desde dia 7 nas livrarias, entrelaça personagens reais e ficcionadas, mistura-as com a própria História e apoiada nela dá ao leitor um retrato fiel dos últimos anos do Estado Novo. Com elas viajamos até ao exílio, percorremos as ruas da capital do império e aterramos em Angola, acompanhando as vidas de Cristiana, Lourença, Nils e João, todos eles carregando um passado de equívocos, desencanto e desilusão.



terça-feira, 5 de novembro de 2019

A noite em que o Verão acabou, de João Tordo | O primeiro thriller do autor chega hoje às livrarias

Título: A noite em que o Verão acabou
Autor: João Tordo
Companhia das Letras
N.º de Páginas: 712
PVP: 22,00€

O QUE ESCONDE LEVI WALSH?

Sobre o livro:
14 de Setembro de 1998. O dia em que Chatlam, uma pequena vila americana, acordou em choque com o homicídio de Noah Walsh. O principal suspeito: a sua filha de dezasseis anos.

No Verão de 1987, o adolescente Pedro Taborda apaixona-se por Laura Walsh, a filha mais velha de um magnata nova-iorquino. Ela e Levi - uma criança misteriosa - passam férias com os pais no Lagoeiro, uma pacata cidade algarvia. Rica e moderna, a família Walsh tem tudo para dar muito nas vistas no sul de Portugal. Inebriado pelas formas perfeitas e pelos modos ousados de Laura, Pedro encontra na rapariga americana o seu primeiro amor. Mas quando o Verão acaba, a família Walsh regressa aos Estados Unidos e o destino fica por cumprir.

Dez anos depois, Pedro, decidido a tornar-se escritor, vai estudar para Nova-Iorque. Fascinado com Gary List, antigo prodígio das letras americanas, chega aos Estados Unidos determinado a perseguir os sonhos da juventude. Ao reencontrar Laura, está longe de suspeitar que esse acaso o mergulhará no crime mais falado dos anos noventa, o homicídio do milionário Noah Walsh.

Com um segundo homicídio a atrapalhar a investigação e uma corrida para salvar Levi, de apenas dezasseis anos, acusada de matar o pai, Pedro e Laura enredam-se irremediavelmente na teia de segredos que envolve a família Walsh, desde os anos quarenta do século XX até ao impensável desfecho nas primeiras décadas do novo milénio.

Porque em Chatlam - e neste thriller imparável - nada é o que parece. 



Sobre o autor:
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Publicou o primeiro romance em 2004. Hotel Memória, o seu segundo romance, saiu em 2007. Em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago, pelo romance As três vidas, e em 2011 foi finalista do Prémio Portugal Telecom. Foi também finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011, 2015) e do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), bem como da 6ª edição do Prémio Literário Europeu. Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Brasil, Hungria e Espanha. Em 2017 concluiu a Trilogia dos lugares sem nome, composta pelos romances O luto de Elias Gro, O Paraíso segundo Lars D. e O deslumbre de Cecilia Fluss. Em 2019, publicou o seu décimo segundo romance: A mulher que correu atrás do vento.


Sabe quem foi Luísa Todi?


Muitos conhecem o nome da extraordinária cantora lírica de Setúbal mas poucos conhecem a incrível vida que ela teve a cantar nos palcos de todo o mundo.

Três anos antes do terramoto de 1755 nasceu em Setúbal uma jovem que iria, também ela, abalar a Europa: Luísa de Aguiar. Aos dez anos mudou-se para Lisboa, aos 14 estreou-se no palco e poucos anos depois casava-se com o napolitano Francesco Todi. Aos 24 anos abandonou Portugal, grávida do quarto filho, para começar uma carreira internacional em Londres. Nascia uma estrela, Luísa Todi, a maior cantora lírica do seu tempo.

Com uma vontade indomável e o dom de despertar emoções com a voz, facilmente conquistou a capital inglesa. Logo de seguida foi a vez de Paris, prestes a mergulhar no terror da Revolução Francesa. O seu talento tornou-se lendário, conquistando eruditos, políticos e vários soberanos do seu tempo, bem como os palcos habituados à presença das maiores divas, como Espanha, Itália, Prússia, Áustria ou Alemanha. Gloriosos foram os três anos que passou na Rússia, onde privou com Catarina, a Grande, e dela recebeu muitos presentes.

Quando Luísa regressou a Portugal, para viver em paz depois de uma carreira gloriosa, o destino foi-lhe cruel. Primeiro as invasões francesas e depois as lutas liberais delapidaram muito do que acumulara. Ignorada pelos governantes do país e esquecida pelos seus compatriotas, a luz de Luísa Todi, que um dia iluminara toda a Europa, apagou-se em Lisboa, sem direito sequer a uma sepultura digna.


As Primeiras - Pioneiras Portuguesas num Mundo de Homens

Em 1946 a atriz Bárbara Virgínia passou para trás das câmaras e dirigiu o filme Três Dias Sem Deus, tornando-se a primeira realizadora portuguesa. Lurdes Baptista escolheu uma profissão que muitos veem como masculina: calceteira. Mas isso não a fez desistir de ornamentar os passeios de Lisboa. A 28 de junho de 1942, o jornal O Século noticiava: «A primeira arquiteta portuguesa defendeu tese na escola de Belas Artes e foi aprovada.» Maria José Estanco tornava-se assim a primeira mulher a exercer esta profissão. Já Maria de Lourdes Pintasilgo foi a primeira chefe de um Governo e Natércia Couto, a primeira maestrina em Portugal. Em 2018, Noémie Freire ocupou um cargo nunca antes atribuído a uma mulher portuguesa: submarinista.

Estas são apenas algumas das mulheres retratadas neste livro, que nos apresenta a biografia de mulheres pioneiras portuguesas: a primeira advogada, médica, mulher-polícia, faroleira, camionista, aviadora, paraquedista, guarda-freio, reitora, maestrina, realizadora de cinema, maquinista da CP, forcada, juíza no Supremo Tribunal de Justiça, reitora, antropóloga, entre tantas outras. Porque não basta saber o nome das pioneiras portuguesas, é preciso conhecer a sua história e perceber como conseguiram entrar num mundo que lhes estava até ali vedado, abrindo portas para que outras mulheres pudessem trilhar um caminho similar.

Sobre as autoras: 
LUÍSA V. de PAIVA BOLÉO - Frequentou a Escola de Belas Artes do Porto e de Lisboa. Licenciada em História pela Universidade Autónoma de Lisboa. Frequentou o mestrado de História e Culturas do Brasil na Universidade de Lisboa. Funcionária Pública ligada às Bibliotecas, Serviços de Documentação e editora de revistas no Gabinete de Direito Europeu e na CIDM (Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres). Publicou diversos livros, entre os quais se destacam D. Maria I. A Rainha Louca, Lisboa, Esfera dos Livros, 2009 e D. Maria II. A Rainha Insubmissa, Esfera dos Livros, 2014. Colabora no sítio www.leme.pt com dezenas de curtas biografias, de que ressalta D. Catarina de Bragança; A Rainha Jinga; Santa Clara de Assis, Carolina Michaëlis de Vasconcelos.

M. MARGARIDA PEREIRA-MÜLLER - Antiga Aluna do Instituto de Odivelas. Licenciada em Filologia Germânica, com uma pós-graduação como Documentalista Científica, do Lehrinstitut für Dokumentation em Frankfurt, e a pós-graduação em Edição e Publicação, da Universidade Católica Portuguesa. Foi chefe de redação das revistas especializadas Marketing & Publicidade e Briefing. Um ano depois passou a trabalhar como jornalista freelancer (marketing, viagens, gastronomia, hotelaria, restauração, biografias) para diversos meios de comunicação portugueses e estrangeiros. Já publicou seis livros de contos, 26 livros de gastronomia e dez biografias.