quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Livros lidos em 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades Presença para a 1.ª quinzena de Janeiro 2010

Título: Invictus - O Triunfo de Mandela
Autor: John Carlin
Data 1.ª Edição: 12/01/2010
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 280
P.V.P: 15,25€

Colecção: Novo Milénio
N.º na Colecção: 18

Sinopse: Quando Nelson Mandela conquistou a presidência nas primeiras eleições livres, sabia que esta mudança formal não era suficiente para extinguir os ódios alimentados durante décadas. Com aquele seu carisma que tanto sobressai pela inteligência e humanidade, como por um magnetismo fortemente sedutor, o seu esforço orientou-se no sentido de unir negros e brancos através de algo que puder encarnar a alma nacional. Num golpe de génio, viu na final da Taça Mundial de Râguebi de 1995 a oportunidade única para pôr em prática o seu plano. Um documento histórico que brilha pela clareza e complexidade dos factores em jogo, constituindo ao mesmo tempo um sentido testemunho ao homem que o inspirou. Esta obra deu origem ao filme Invictus.


Título: Nó de Sangue
Autor: Agustín Sánchez Vidal
Data 1.ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:

Nº de Páginas: 448
P.V.P.: 17, 55€

Colecção: Grandes Narrativas
Nº na Colecção: 455

Sinopse: Numa noite do ano de 1573, o misterioso e sombrio Buque Negro, desembarca na costa espanhola a sua carga clandestina procedente do Peru. Dois séculos mais tarde, em 1780, o engenheiro militar Sebastián de Fonseca e Umina, uma princesa inca, vêem-se atingidos em cheio por aquele acontecimento. Enredados numa trama de intrigas que se estende até aos Andes, trocam os salões e os teatros de Espanha pelo Peru selvagem e indómito para se embrenharem na busca da Cidade Perdida, Vilcabamba, e dos seus lendários tesouros. Congregando o melhor do romance histórico, do romance de aventura e da intriga amorosa, Nó de Sangue oferece-nos uma viagem apaixonante ao coração da cultura inca, aqui recriada com grande rigor e realismo nas suas lendas e mistérios, em dois momentos históricos distintos - nos últimos anos do império e no século XVIII. Duas épocas, duas culturas, duas histórias de amor distantes que acabam por confluir numa única e imensa homenagem à cultura andina.


Título: Mitos da Medicina Que Nos Podem Matar
Autor: Nancy L. Snyderman
Data 1ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 252
P.V.P.: 14, 31€

Colecção: Destaques
Nº na Colecção: 58

Sinopse: Actualmente temos acesso a todo o tipo de informações sobre sintomas, doenças e tratamentos, e, baseados nelas, muitas vezes acabamos por nos autodiagnosticar e automedicar. Mas alguma vez parou para reflectir sobre se essa informação é fidedigna e se não estará a comprometer a sua saúde em vez de o ajudar? Nancy L. Snyderman traz até si os factos que os médicos desejam mesmo que tenha sempre presentes, neste livro onde também pode encontrar um glossário de termos médicos, uma lista completa dos exames considerados indispensáveis e mais de 100 verdades que aumentarão a sua qualidade de vida e longevidade.


Título: Lavínia
Autor: Ursula Le Guin
Data 1ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 248
P.V.P.: 14,31€

Colecção: Grandes Narrativas
Nº na Colecção: 456

Sinopse: Como leitora da Eneida, de Virgílio, Ursula Le Guin escolheu esta figura silenciosa, a segunda mulher de Eneias, para protagonizar este romance que é a sua homenagem à epopeia que Virgílio. Lavínia passa a narradora deste romance, contando-nos a sua infância e juventude idílicas num mundo pré-helénico e pré-romano, cheio dos ritmos e dos ritos que o sagravam, fala-nos dos homens que a cortejaram até que Eneias chegasse e, como em Tróia por Helena, uma guerra começasse, por ela. Um romance de uma rara qualidade poética que tem tanto de histórico como de mítico.

Título:1919
Volume II da Trilogia U. S. A.
Autor: John Dos Passos

Data 1ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 504
P.V.P.: 18€

Colecção: Obras Literárias Escolhidas
Nº na Colecção: 11

Sinopse: 1919 é o segundo volume da trilogia USA, obra-prima de John Dos Passos que o sagrou como um dos grandes escritores norte-americanos do século XX. Nela é exibida uma panorâmica soberba do desenvolvimento histórico e cultural da sociedade norte-americana ao longo das primeiras décadas do século XX, num estilo inovador e revolucionário que viria a inspirar sucessivas gerações de escritores. Quando 1919 se inicia, a América e o mundo estão em guerra, e as personagens, históricas e fictícias, vêem-se atiradas para o caos sendo poucas as que conseguem manter-se fiéis aos seus ideais. Os seus trajectos de vida cruzam-se para formar uma «crónica contemporânea», escrita com recurso, à semelhança do volume anterior, a uma técnica narrativa experimental que inclui recortes de notícias, breves biografias de figuras públicas da época e fragmentos de escrita de fluxo de consciência autobiográfico através dos quais vão desfilando informações, personalidades, a sociedade americana, o mundo.


Título: Bolinha Vai ao Circo
Autor: Eric Hill
Relançamento
Data 1ª Edição: 02/01/1986
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 24
P.V.P.: 7,11€

Colecção: Bolinha
Nº na Colecção: 7

Sinopse: Esta aventura do Bolinha leva-o ao circo, onde conhece muitos novos amigos e aprende um truque muito engraçado.


Título: A Tapeçaria
O Guardião de Rowan
Livro 1
Autor: Henry H. Neff

Data 1ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 360
P.V.P: 16,11€

Colecção: Via Láctea
Nº na Colecção: 81

Sinopse:
A vida sossegada de Max McDaniels está prestes a nunca mais voltar a ser como dantes. Durante uma visita com o pai ao Instituto de Arte de Chicago, uma velha tapeçaria celta ganha vida à sua frente e, pouco depois, Max recebe um enigmático convite para ingressar na Academia de Rowan. Aí aguardam-no criaturas fantásticas, um currículo exigente e colegas com capacidades extraordinárias, mas também uma batalha ancestral entre as forças da luz e das trevas. Neste romance de estreia, o autor e ilustrador Henry H. Neff combina elementos de fantasia, ficção científica e mitologia para criar uma história emocionante que nos conquista do início ao fim.


Título: A Princesa Sofia e a Surpresa Cintilante
Data 1ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 80
P.V.P.: 4, 50€

Colecção: O Clube Tiara
Nº na Colecção: 5

Sinopse: A Princesa Sofia e as suas amigas da Academia das Princesas têm não só de criar o modelo dos seus vestidos de baile, mas também de os costurar! Todas acabam por aceitar mais esta prova com entusiasmo. Mas Perfecta está determinada a estragar-lhes os vestidos e a impedi-las de ver a surpresa especial que lhes foi prometida.



Título: Os Provocadores, os Fala-Barato e os Falsos Amigos
Autor: Jenny Alexander
Data 1ª Edição: 12/01/2010
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 104
P.V.P.: 5,85€

Colecção: O Clube das Amigas
Nº na Colecção: 122

Sinopse: Todos sabemos quem são… dão-nos «acidentalmente» encontrões nos corredores da escola, fazem comentários maldosos sobre os nossos sapatos novos ou deixam de súbito de falar connosco sem motivo aparente. E todos sabemos também que os conselhos que nos costumam dar para lidar com estas situações raramente resultam. Por isso, aquilo que este livro pretende em primeiro lugar é ajudar-te a aumentar a tua auto-estima e autoconfiança, pois só assim conseguirás adoptar uma atitude assertiva. Através de exercícios, testes, exemplos e cenários plausíveis, poderás a pouco e pouco construir e reforçar as tuas defesas psicológicas contra o bullying e libertar-te do medo e da ansiedade.

Cleo - A história real de uma gatinha que salvou uma família - Helen Brown [Opinião]

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Título: Cleo - A história real de uma gatinha que salvou uma família
Autor: Helen Brown
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 350
Editor: Caderno
Colecção: Cadernos de Estimação
Preço: 13,46€

Sinopse
Helen estava na casa de uma amiga quando recebeu a notícia: Sam tinha acabado de morrer. Ainda pensou que Sam fosse um familiar qualquer distante, mas não, era mesmo o seu Sam, o seu filho mais velho: morreu atropelado, à frente do irmão mais novo. O mundo de Helen começou a ruir. Noites sem dormir, pensamentos suicidas, uma depressão profunda. Enquanto, à sua volta, a família se deixava levar pelo desespero, pelas discussões, pela tristeza infinita de perder um ente querido. Até que um dia bateram à porta. Era uma vizinha, trazia no colo um gato ainda bebé. Helen já nem se lembrava. Um mês antes tinha ido com os filhos ver uma ninhada, e prometera a Sam que lhe daria um dos gatinhos. E ali estava ele, uma impertinente bola de pêlo preto. O seu primeiro impulso foi rejeitar de imediato aquele pequeno intruso. Mas então viu Rob, o seu outro filho, a acariciar o bichano. E pela primeira vez em muito tempo, viu-o sorrir… Cleo tinha chegado a casa. E aos poucos começaria a devolver àquela família a alegria de viver.

A minha opinião
Quando vi pela primeira vez a capa deste livro pensei logo que o tinha de ter. Primeiro porque adoro gatos, mas sobretudo porque o gato retratado é uma gatinha preta, igualzinha à minha, Betinha. Por sorte, recebi-o de prenda de Natal e devorei-o num ápice. Confesso que já tenho lido livros sobre animais e tenho ficado um pouco desiludida porque a maioria ronda à volta da história dos seus donos e muito pouco sobre os mesmos. Mas este surpreendeu-me. À semelhança de "Marley e eu", Cleo é de facto a protagonista do livro de Helen Brown. À medida que ia lendo as aventuras da gatinha preta, recordava muita das travessuras da minha própria gata Betinha, mas felizmente mais bem comportada. Em Cleo, Helen Brown conta como a gata preta ajudou a sua família a superar o desaparecimento de Sam, o seu filho mais velho. Pouco antes de falecer, Sam e o irmão Rob tinham ido visitar uma ninhada de gatinhos, e Sam fez prometer a mãe a dar-lhe um como presente de aniversário. Infelizmente nunca o chegou a ter, visto ter falecido antes. Quando o gatinha já estava pronto para ser adoptado, Helen já nem se lembrava que tinha feito a promessa ao seu filho e não estava disposta a ter um gato, mas quando viu a cara de felicidade de Rob, voltou com a palavra atrás e foi assim que Cleo entrou nas suas vidas. Teve uma vida plena, cheia de felicidade, e foi muito amada pelos seus donos, Helen e Rob. Ela fazia parte da família como acontece cá em casa. A Betinha não é um mero animal doméstico, mas sim parte da nossa família. Para quem gosta de animais, um livro que aconselho a ler pela ternura que transmite.

Excertos:
“Os animais sabem muito mais do que as pessoas. Os cães sabem quando vai haver um tremor de terra, os pássaros podem voar meio mundo para encontrar o seu ninho. Se as pessoas ouvissem mais vezes os animais não cometeriam tantos erros.”

“Um gato não vai onde o convidam. Aparece onde precisam dele.”


Novidades Asa e Gailivro para 2010

2010 promete ser um ano cheio de novidades editoriais. A ASA destaca Jean-Christophe Rufin, Jonathan Coe, Benjamin Black, Norman Manea.

Janeiro
DESAPARECIDA, Katy Gardner
A MULHER DO SARI COR-DE-ROSA, Sampat Pal
PLEXUS, Henry Miller
JOGO DE ESPELHOS, Agatha Christie

Fevereiro
A CHUVA ANTES DE CAIR, Jonathan Coe
O PERFUME DE ADÃO, Jean-Christophe Rufin
A PAIXÃO DE EMA, Charlotte Bingham
CASADA À FORÇA – Jean Sasson
AT BERTRAM’S HOTEL, Agatha Christie

Março
O SEGREDO DE CHRISTINE, Benjamin Black
O REGRESSO DO HOOLIGAN, Norman Manea
O TERCEIRO ANJO, Alice Hoffman
CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA, Madeleine Hunter
TODAY I’M ALICE

Abril
GROWING UP BIN LADEN IN THE COUNTRY OF LAST THINGS, Paul Auster
A FAR COUNTRY, Daniel Mason
MÃE, Pearl S. Buck

GAILIVRO 2010

Em 2010 a Gailivro pretende, na área do Fantástico, manter a sua posição como líder de mercado num ano que vai ser marcado por três momentos, primeiro o lançamento dos livros Guerra Mundial Z, Orgulho e Preconceito e Zombies e Floresta de Mãos e Dentes, três bestsellers de Zombies que prometem tornar 2010 o ano Zombie. Em segundo lugar o lançamento da nova colecção de Romance Paranormal, uma nova linha mais feminina e adulta que agradará às leitoras de Sthephenie Meyer, P.C. Cast e Charlaine Harris. E, finalmente o lançamento do quarto e último volume da Saga da Herança de Christopher Paolini. Na área infanto-juvenil o ano será marcado pelo lançamento de três colecções. Em primeiro lugar a colecção Matemática a Brincar, da autoria de Margarida Fonseca Santos é uma colecção que pretende estimular o gosto e a apetência pela matemática desde o pré-escolar. Em segundo a colecção O Mundo à Minha Volta, uma colecção socialmente responsável, onde serão abordadas temáticas como o Racismo e a Obesidade, entre outras. Por fim a colecção 39 Pistas, uma colecção juvenil, internacional e que é um gigantesco sucesso entre os mais novos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Mapa do Tempo - Félix J. Palma [Opinião]


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Título: O Mapa do Tempo
Autor:
Félix J. Palma

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 552 Editor: Planeta

Sinopse
Londres, 1896. Inúmeros inventos convencem o homem de que a ciência é capaz de conseguir o impossível, como o demonstra o aparecimento da empresa Viagens Temporais Murray, que abre as suas portas disposta a tornar realidade o sonho mais cobiçado da humanidade: viajar no tempo, um anseio que o escritor H. G. Wells tinha despertado um anos antes com o seu romance A Máquina do Tempo. De repente, o homem do século XIX tem a possibilidade de viajar até ao ano 2000, e é o que faz Claire Haggerty, que vive uma história de amor através do tempo com um homem do futuro. Mas nem todos querem ver o amanhã. Andrew Harrington pretende viajar até ao passado, a 1888, para salvar a sua amada das garras de Jack, o estripador. E o próprio H. G. Wells enfrentará os riscos das viagens temporais quando um misterioso viajante chegar à sua época com a intenção de assassiná-lo e roubar-lha a autoria de um romance, obrigando-o a empreender uma desesperada fuga através dos séculos. Mas que acontece se alterarmos o passado? É possível reescrever a história?

A minha opinião
Confesso que parti para a leitura deste livro com algumas reticências. Não sou particularmente amante deste género de literatura, que alia o romance à ficção científica. No entanto, posso dizer que fui surpreendida pela positiva. O autor, dividindo o livro em três partes, conseguiu cativar-me tanto pela história de cada um dos protagonistas, como pela temática em si. Se lhe dessem oportunidade de viajar no tempo que época escolheria? Basicamente é essa viagem no tempo que está no centro de toda a trama e das diversas personagens de “O Mapa do Tempo”. Por um lado deparamo-nos com Andrew Harrington, jovem aristocrata tremendamente apaixonado por uma prostituta que vai ser vítima de Jack, o Estripador. O sonho de Andrew é viajar ao passado para evitar que tal tragédia aconteça à sua amada e possam viver felizes para sempre. A segunda parte apresenta-nos a jovem Claire Haggerty, que vive completamente fora da sua época, ansiando viajar no tempo e por lá permanecer. Por último, a terceira parte trata da história do escritor H. G. Wells, autor de “A Máquina do Tempo”, que serviu de inspiração para a empresa Viagens Temporais Murray realizar viagens no tempo a quem assim o desejasse. Pelo meio aparecem as vítimas do estripador londrino; de quando Wells conhece o homem elefante, estudo de Frederick Treves, um anatomista que o descobriu num circo e o internou num hospital; Bram Stoker e Henry James, que se vêem na eminência de lhes serem roubados os seus sucessos literários, antes ainda destes serem publicados. Um livro onde o autor mistura a realidade com a ficção.

Personagens históricas retratadas no livro:
Jack o Estripador, assassino em série, nunca descoberto, cujas vítimas eram prostitutas em Whitechapel, Londres, e operou na na segunda metade de 1888. O seu nome foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém que se dizia o criminoso. Assassinava barbaramente as suas vítimas, tendo inclusive cortado a garganta e mutilado o corpo a duas delas. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou oficiais da época a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatómicos ou cirúrgicos.
Mary Jeanette Kelly foi uma das vítimas de Jack, o Estripador. O seu corpo, terrivelmente mutilado, foi descoberto pouco depois das 10:45 da manhã, deitado na cama do quarto onde ela vivia na Dorset Street, em Spitalfields. A garganta foi cortada até à coluna vertebral, e o abdómen quase esvaziado de órgãos. O coração também foi retirado.


O Homem Elefante ou John Merrick foi portador de uma doença que provocou terríveis deformidades em 90% do seu corpo. Baseado em manuscritos do dr. Frederick Treves, o anatomista que o descobriu num circo de aberrações e o internou num hospital, John Merrick era apresentado como "a versão mais degradante do ser humano", e causava repulsa em todos que encaravam aquele corpo humano 90% deformado por uma doença de nascença que só foi diagnosticada oficialmente como "Síndrome de Proteus" em 1996, após exames no esqueleto de John Merrick (um caso grave de neurofibromatose múltipla).


Abraham "Bram" Stoker, escritor irlandês bastante conhecido por ter sido o autor de Drácula, a principal obra no desenvolvimento do mito literário moderno do vampiro.

Henry James escritor norte-americano, autor de alguns dos romances, contos e críticas literárias mais importantes da literatura de língua inglesa, um dos quais “A Volta do Parafuso”.

Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells, escritor britânico, autor dos romances A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais.

sábado, 26 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

José Rodrigues dos Santos ganha Prémio Clube Literário do Porto 2009

José Rodrigues dos Santos é o vencedor da edição de 2009 do Prémio Clube Literário do Porto 2009. O prémio, no valor de 25 mil euros, visa galardoar o autor que mais criatividade teve no domínio da ficção no ano em que é atribuído.

A cerimónia pública de entrega do galardão decorrerá no próximo dia 29 de Dezembro às 22 horas nas instalações do Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfândega, n.º 22), a que se seguirá uma sessão de autógrafos. A apresentação do galardoado estará a cargo do Professor Doutor Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa.

O autor da Gradiva atingiu a semana passada a marca de um milhão de livros vendidos em Portugal com a nova edição (150 000 exemplares) do seu mais recente romance Fúria Divina, que ocupa o primeiro lugar dos principais tops de venda do país.

As obras de José Rodrigues dos Santos estão publicadas em 15 línguas.

Porto Editora: "Esmiuçar é a palavra do ano 2009"

Depois da notoriedade que um programa de televisão lhe conferiu, os linguistas da Porto Editora elegeram Esmiuçar como a palavra do ano. Twittar esteve na corrida.
Esmiuçar é a palavra do ano 2009 para a Porto Editora. Sinónimo de deslindar, examinar e pormenorizar, é um verbo transitivo, com quatro sílabas (es/mi/u/çar), oito letras, das quais quatro são vogais. Este vocábulo é geralmente utilizado quando se pretende examinar algo minuciosamente, reduzir a pequenos fragmentos, a pó, a esmigalhar ou a esfarelar. Quanto ao Acordo Ortográfico, este não lhe trará qualquer alteração.
Embora seja um vocábulo já antigo, a palavra generalizou-se na linguagem pública no período que antecedeu as últimas eleições legislativas graças a um conceituado grupo humorístico e ao seu mais recente programa de televisão. Desde então, na imprensa, na política ou no desporto é comum o seu uso. Destaque-se ainda o facto de ter sido uma das palavras mais pesquisadas no serviço Infopédia durante o referido período.
Esmiuçar, sem acentuação, pode ser convertida, sem penalização, em esmiunçar ou esmiudar, nunca em esmeoçar. Outros sinónimos válidos serão vocábulos como analisar, examinar ou esfarelar, esmigalhar, todos eles encerrando a mesma finalidade da acção.
Disputou o título de palavra do ano 2009 o vocábulo twittar, que a Porto Editora registará na edição de 2011 do Dicionário Editora da Língua Portuguesa. Nesta obra figurará ainda a forma aportuguesada, menos comum, tuitar, a qual remeterá para a anterior.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Entrevista a Sandra Carvalho autora de A Saga das Pedras Mágicas

Através de uma iniciativa levada a cabo pelo Marcador de Livros e a Editorial Presença os seguidores deste blogue tiveram oportunidade de colocar algumas questões à autora da Saga das Pedras Mágicas, Sandra Carvalho. Eis o resultado final:

Marcador de Livros (ML) - Como surgiu a ideia de escrever um livro e de como torná-lo numa saga?
Sandra Carvalho (SC) -
Não consigo precisar o momento em que esta história começou a tomar forma. Só para terem uma ideia, fiz apontamentos sobre o modo de vida dos Viquingues nos meus cadernos do 7º. ano, que inspiraram algumas cenas dos primeiros livros. Por isso não será exagero dizer que a Saga das Pedras Mágicas me acompanha desde sempre. Ao longo do tempo fui fazendo pesquisa sobre as civilizações Celta e Viquingue, porque despertavam o meu imaginário e a minha paixão. Escrevia por puro prazer, para a família e os amigos, sem nenhumas pretensões. Publicar era algo que nem ocupava o meu pensamento, como um sonho impossível de realizar, até porque tinha consciência de que as editoras não aceitariam apostar em alguém desconhecido, principalmente quando o que estava em causa era um romance fantástico. Entretanto, a Saga foi ganhando forma e crescendo, a par de outras histórias. O meu marido foi o primeiro a ler o manuscrito, que mais tarde chegaria até vós como “A Última Feiticeira” e “O Guerreiro Lobo”. Ficou tão entusiasmado que “decretou” de imediato que este devia ser submetido ao parecer de uma editora. E eu entrei literalmente em pânico! Achava que a crítica de um profissional ao meu trabalho seria o fim do mundo… bem, pelo menos o fim da enorme satisfação que retirava da escrita! No entanto, como sabia que ele ia persistir nessa convicção, comecei a ler e a reler a história. Levei cerca de três anos a corrigir o que estava mais do que corrigido, e a tecer um esboço do rumo que pretendia dar à Saga, desde as “Lágrimas do Sol e da Lua, até à “Sacerdotisa dos Penhascos” e ao desenlace final. Por fim, o meu marido cansou-se de esperar que eu me decidisse. Foi ele quem pôs o manuscrito num envelope e o enviou para a Editorial Presença, porque era a editora que tinha acabado de abrir as portas a autores portugueses, nomeadamente no género fantástico, com a publicação das Crónicas de Allaryia, do Filipe Faria. E assim se iniciou esta aventura…

ML - Em que baseou para escrever esta saga, qual foi a inspiração?
SC - A par do interesse pelas culturas Celta e Viquingue, acho que fui bastante influenciada pelo facto de ter nascido e crescido em Sesimbra, entre a serra e o mar, no seio de uma família de pescadores. Depois, tudo o que fui aprendendo ao longo da vida, a família, os amigos, os amores, os risos, as lágrimas, os medos, as decepções e as esperanças acabaram por formar a minha personalidade e compor a minha escrita. A Saga é um acto de paixão, por isso não é difícil despertar a inspiração.

ML - As personagens dos seus livros têm algo a ver com quem a rodeia?
SC - Sim e não. Sempre que imagino uma personagem faço um pouco o trabalho de um actor. Esqueço quem sou e mergulho nesse ser, quer ele esteja destinado a ser um herói ou um vilão. Por isso as personagens da Saga são tão complexas e “humanas”. Ninguém é linearmente bom ou mau e todos chegaram onde estão com uma história para contar. É óbvio que isso exige muito esforço e concentração… Por vezes é mesmo desgastante, devido à intensidade das emoções envolvidas, que eu experimento como se fossem minhas. No fim, as personagens acabam por reflectir algumas das minhas vivências, mas nunca tracei um perfil a pensar especificamente numa pessoa.

ML - Qual foi a sensação quando viu o seu primeiro livro à venda?
SC - Sem querer ofender susceptibilidades, a mesma de ver um filho nascer e de o segurar nos braços pela primeira vez. O sonho que eu não me atrevia a sonhar tinha-se tornado realidade! É uma alegria impossível de descrever… Porém, ao mesmo tempo, senti o peso da responsabilidade. De repente, algo absolutamente íntimo e espontâneo estava exposto ao olhar e à crítica de todos. Sou tímida, por isso não foi fácil “revelar a alma”. Mas, no fim, tudo resultou numa experiência muito gratificante, que me tornou mais forte e me dá novos prazeres a cada dia.

ML - Costuma procurar saber as opiniões dos seus leitores?
SC - Tenho de dividir a escrita com o trabalho, a família e os amigos, por isso resta-me pouco tempo para navegar na rede à procura de algo que não esteja relacionado com a pesquisa para a Saga. O meu contacto com os leitores é pessoal. Todos os dias recebo mensagens que me deixam bastante satisfeita e emocionada, e às quais faço questão de responder. É muito bom saber que, através da escrita, tive a honra de colorir os sonhos de alguém e, até, por vezes, influenciar positivamente a sua vida. Daí o peso da responsabilidade! Também gosto muito de visitar as escolas e contactar com os jovens, para lhes contar a minha experiência e deixar a mensagem de que, por mais que os seus sonhos pareçam impossíveis, vale sempre a pena lutar para realizá-los. E ADORO estar nas Feiras do Livro e conversar com os meus leitores. Nessas ocasiões, o entusiasmo de partilhar esta aventura é tão grande que até esqueço que sou tímida e falo pelos cotovelos!

ML - Quando vai na rua já aconteceu conhecerem-na?
SC - Em Sesimbra, sim. De resto, faço questão de promover o meu trabalho e não a minha imagem. Quero que as pessoas comprem os meus livros porque alguém lhes disse que a história era apaixonante, e não porque tenho olhos castanhos e cabelos aos caracóis.

ML - Porquê escrever para os mais novos? É mais fácil ou, por outro lado, são mais exigentes que os adultos?
SC - Após quase cinco anos de contacto com os leitores, estou à vontade para dizer que o interesse pela Saga atravessa todas as idades. Inclusive, nas Feiras do Livro já tive a satisfação de ter três gerações sentadas ao meu lado. Por vezes até são as mães que compram os livros e depois os passam aos filhos, que ficam tão envolvidos com a história que convencem os avós a ler... E, se é verdade que os mais novos são mais exigentes do que os adultos, no que se refere ao Fantástico é mais difícil encantar um adulto com um cenário místico do que um jovem. Porém, essa questão acaba por não se colocar com a Saga, pois, apesar de a magia estar presente, a base da narrativa é uma linda história de amor, que também contém alguns elementos históricos, pois gosto de dar a conhecer aos meus leitores um pouco das culturas Celta e Viquingue, como viviam, o que comiam, como se vestiam, navegavam e guerreavam, as suas lendas e rituais…

ML - É uma leitora assídua? Qual a sua referência a nível literário?
SC - Até começar a trabalhar era uma leitora compulsiva; uma devoradora de livros, em vários géneros literários. Depois, infelizmente, comecei a ter cada vez menos disponibilidade para ler. Agora, todos os meus tempos livres são ocupados a escrever. Contudo, logo que possível, voltarei a dedicar-me a essa paixão que me dá tanto prazer. Tenho muitos autores de referência, entre os quais se encontram Hans Christian Andersen, Enid Blyton, Agatha Christie, Conan Doyle, Emilio Salgari, Edgar Rice Burroughs, Robert Heinlein, Tolkien, Juliet Marillier, Marion Zimmer Bradley, Michael Crichton…

ML - Qual o maior sonho que gostaria de atingir com a sua escrita?
SC - Ver o projecto da Saga a ganhar vida e receber o apoio dos meus leitores já é a concretização de um grande sonho. Agora, há que continuar a trabalhar com afinco, para que esse sonho não se desvaneça. É óbvio que, um dia, gostaria de poder dedicar-me inteiramente à escrita. Contudo, por enquanto, vou dando passos pequeninos, enquanto desfruto da alegria de partilhar esta aventura.

ML - Qual a melhor altura para escrever? É disciplinada na escrita ou só escreve quando tem inspiração?
SC - Eu adoro escrever por isso qualquer altura é boa, quer seja de dia ou de noite. A Saga está sempre presente na minha cabeça. Inclusive, algumas situações complicadas já foram resolvidas em sonhos. Sempre que posso sentar-me diante do computador deixo a imaginação voar e perco a noção da realidade. Quando estou mais cansada aproveito para reler o que escrevi. O tempo é pouco e há que aproveitá-lo ao máximo. A escrita exige muita concentração e dedicação. No entanto, nenhum sacrifício é demais, quando se trabalha com amor. E é com muito carinho que me despeço.

Resta-me agradecer ao blogue Marcador de Livros e aos seus leitores pelas questões que colocaram, assim como aos meus companheiros de aventura. Desejo-vos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Que 2010 testemunhe a concretização de todos os vossos sonhos. Muitos beijinhos Sandra Carvalho

Novidades Europa-América para Dezembro

Título: Escola de Futebol – Remate Certeiro
Autor: Jefferies e Golfe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 12.36€
Pp.: 112

O Tomás está em maré de azar.

O Tomás sabe que tem talento para entrar na equipa principal da Escola de Futebol. Pois a sua meia da sorte nunca o deixou ficar mal. E o Tomás é imbatível! Pelo menos até perder a sua meia da sorte. E como a selecção dos jogadores da equipa principal está à porta, o Tomás tem muitas dúvidas sobre o seu talento. Assim, em maré de azar, Tomás está disposto a tudo para recuperar a sua meia da sorte, até a ver um cartão vermelho…




Título: Escola de Futebol – Um Talento Promissor
Autor: Jefferies e Golfe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 12.36€
Pp.: 112

O Tiago está prestes a enfrentar o maior desafio de futebol de sempre.

O Tiago é a estrela da equipa de futebol da escola e sabe que vai fazer parte da equipa principal quando entrar para a escola secundária. Mas tudo está prestes a mudar. O Tiago é escolhido por um olheiro e convidado para as provas de selecção na melhor escola de futebol do país. E esta ideia não lhe sai da cabeça. Mas há muita competição na escola e o Tiago tem ainda de lidar com uma lesão. Será que ele vai conseguir entrar na Escola de Futebol?
domingo, 20 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Resultados do passatempo "O Espião de D. João II"

Obrigada a todos que participaram no passatempo "O Espião de D. João II" realizado entre o Marcador de Livros e a Ésquilo, num total de 127 participações.

Os vencedores do passatempo são:
1 - Teresa Duarte - Lagos
99 - Amália Simões - Santa Iria da Azoia
96 - André Oliveira - Lisboa

Além de o seu nome figurar no blogue, os contemplados foram ainda avisados através de email
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Virgem - Luís Miguel Rocha [Opinião]

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Título: A Virgem
Autor: Luís Miguel Rocha
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 250
Editor: Mill Books

Sinopse:
A Virgem dá-nos conta do Portugal moribundo no tempo do Estado Novo, mais precisamente na década de trinta. Um país suspenso no tempo, deslumbrado com o estrangeiro, pobre em recursos e ideias. Centrado numa família privilegiada, outras famílias se lhe juntam. Assistimos aos seus ódios, amores, perdas e cumplicidades num enredo em que o trágico e o absurdo se cruzam. Numa intriga cheia de humor, através do olhar lúcido do narrador, são desmascaradas situações gritantes de injustiça e de exploração em que o abuso de poder de alguns grupos privilegiados se passeia livremente por um país sonâmbulo e decadente com a cumplicidade silenciosa da Igreja.

A minha opinião
Completamente diferente das obras a que nos habituou, (O último Papa e Bala Santa), Luís Miguel Rocha apresenta-nos o livro “A Virgem” que, segundo o próprio, foi escrito aos 16 anos, influenciado pela leitura de Memorial do Convento de José Saramago. Gostei deste livro A Virgem, embora deva confessar que fiquei à espera de mais. No fim da obra pareceu-me que ficou algo por dizer, que ficou algo incompleto da estória dos Silveira, sobretudo da sua filha mais nova, Mariana, ainda bebé e por quem começou toda a trama, nos idos anos de 1933. As “guerras” entre republicanos e monárquicos é aqui relatada, assim como a adulação que os portugueses sentiam pelo jovem Oliveira Salazar e pelo Cardeal Cerejeira, personalidades importantes naquele época e que viriam a sê-lo por muitos anos. A diferença acentuada das classes sociais também é relevante para percebermos a estória, que me deixou com vontade de ler mais. Espero que Luís Miguel Rocha se decida, brevemente, por dar continuidade à mesma.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Carlota Joaquina - O pecado espanhol - Marsilio Cassotti [Opinião]

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Título: Carlota Joaquina - O Pecado Espanhol
Autor: Marsilio Cassotti
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 320
Editor: A Esfera dos Livros
Colecção: História Divulgativa

Sinopse
Nunca na História de Portugal uma rainha provocou paixões tão contraditórias como Carlota Joaquina de Borbón (1775-1830). Requintada «divindade tutelar» para os seus seguidores, foi considerada vulgar, luxuriosa e assassina pelos seus inimigos. Talvez com o objectivo de alcançar a «União Ibérica», o seu avô, Carlos III de Espanha, casou-a com o futuro rei D. João VI. Em pouco tempo, a «engraçadíssima» infanta espanhola, filha de uma bela e intriguista princesa italiana, conquistou com a sua «desenvoltura» o coração da sogra, a rainha D. Maria I. Contudo, posteriormente os seus caprichos incomodariam uma corte receosa das suas origens. Fracassado o plano de completar a sua educação com a marquesa de Alorna, e diante das ameaças da Revolução Francesa, D. Carlota tentou obter o protagonismo nos assuntos públicos. Foi travada pelos que não aceitavam que «as mulheres se metam nos negócios». O ressentimento contra um marido que considerava fraco e menos inteligente do que ela, levou-a a recorrer à conspiração. A sua misteriosa lealdade a Portugal durante a traiçoeira «Guerra das Laranjas», declarada pelo seu pai. A irregular educação dos filhos. Os rumores sobre os seus amantes. As excentricidades no Brasil. As intenções de ser coroada «rainha» em Buenos Aires. As intrigas para casar as infantas. A sua recusa em jurar a Constituição liberal. A «farsa de reconciliação» com o marido. A violência utilizada para entronizar D. Miguel como «rei absoluto». O astuto uso da doença e da religião ao serviço dos seus objectivos. Tudo isto numa das épocas mais dramáticas de Portugal. Este pecado levou a que depois dela, nunca mais uma espanhola voltaria a ser rainha de Portugal ou uma portuguesa rainha de Espanha. Rompendo-se uma tradição nascida na época de D. Afonso Henriques.

A minha opinião
Confesso que não conhecia muito sobre Carlota Joaquina, rainha amada, mas odiada ainda mais pelos portugueses, assim como pelo seu marido, assim que soube dos seus reais intentos. A menina espanhola desde cedo se evidenciou pela sua inteligência, isto porque numa idade na qual a generalidade das crianças, mesmo as de meios privilegiados, eram ainda bastante ignorantes, ela começou a ser educada por uma das pessoas mais cultas que naquela altura se podia encontrar na corte, o padre Filipe Scio de San Miguel. Rapidamente surgiu a necessidade de casar esta infanta com o futuro rei de Portugal, D. João, que assim que a viu disse à irmã Maria Ana que gostava dela.
Vinda bastante nova para Portugal, com a tenra idade de 10 anos, Carlota Joaquina fazia as delícias da família real portuguesa, sobretudo da rainha D. Maria. Desde muito nova que Carlota viria a mostrar bastante interesse na política do reino e nem o facto de ter já cinco filhos a impediriam de começar a ter uma actividade nesse campo de não menor empenho.
É aqui que começam a surgir os conflitos com o seu marido, que os viriam a separar para sempre. De realçar que quando D. João VI morreu, Carlota Joaquina, alegando estar bastante doente, nem sequer se deslocou para o ver. Antes disso, e à medida que o tempo ia avançando, Carlota ficava ainda mais desconte pelo modo como o marido conduzia os “negócios”. Já no Brasil, quando a família real teve de sair de Portugal, para fugir às tropas de Napoleão, Carlota tenta as mais mirabolantes intrigas para ganhar cada vez mais poder na corte, no entanto, sempre sem grande eficácia.
O nascimento do 7.º filho, D. Miguel de Bragança, o seu predilecto e a quem queria colocar como rei de Portugal, viria a levantar suspeitas de que este poderia não ser de D. João. No entanto, este boato pode ter surgido por razões políticas, já que não há quaisquer provas de que a rainha tenha sido infiel (no campo amoroso) ao seu marido.
Quando voltou para Portugal, (Carlota mostrou-se sempre contrariada em fugir para o Brasil, chegando a pedir ajuda aos pais, reis de Espanha, para que a acolhessem), e com o avançar da idade, a fé religiosa passou a ser cada vez mais integralista, talvez devido à doença crónica de que padecia e de que viria a morrer aos 55 anos.
Carlota seria a última rainha de Portugal nascida infanta em Espanha.
Para quem gosta de livros históricos, este vale mesmo a pena ler.


Autora de "Rosa, minha irmã Rosa" comemora 30 anos de carreira


Alice Vieira comemora, hoje, 16 de Dezembro, 30 anos de carreira. Ao longo deste tempo a escritora povoou o meu imaginário de leitura das suas palavras, sobretudo do livro "Chocolate à Chuva".
Podem ver aqui a entrevista dada ao Jornal de Notícias.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Europa-América lança "No tempo em que outros homens viviam na Terra" de Jean-Jacques Hublin e Bernard Seytre

Novas Perspectivas Sobre as Nossas Origens

Geneticamente, o Homem é um símio à semelhança do chimpanzé e do gorila. Mas quais são as suas origens? Como e quantas espécies houve até que ele se tenha transformado em ser humano?

Este livro informa o leitor das últimas descobertas feitas neste domínio, já que mais de metade dos fósseis humanos que hoje conhecemos foram descobertos nos últimos vinte anos. Entretanto, surgiram novas técnicas que nos permitem analisar a estrutura molecular do esqueleto dos nossos ancestrais, descodificar os seus genes, reconstituir a sua dieta alimentar, de forma a compreender melhor a sua evolução cultural.

O leitor ficará a saber que estudamos os chimpanzés para compreender melhor os comportamentos dos primeiros homens, que a nossa evolução não é linear, já que é uma amálgama de espécies, marcada pela coexistência de diferentes linhagens e por inúmeras extinções, que foi na África que os nossos antepassados deram início à conquista de novas terras para povoar, que os neandertais e os homens de Cro-Magnon se encontraram, ou se defrontaram, algures entre o mar Negro e o oceano Atlântico, ou ainda que grande parte das doenças de que os homens sofrem nos dias de hoje podem ser explicadas à luz do seu passado de caçadores e de recolectores.
Uma leitura que mudará completamente a sua visão sobre as origens do Homem e o lugar que ele ocupou na Natureza.

Sobre o autor:
Jean-Jacques Hublin é um dos melhores especialistas da evolução dos homens. Depois de ter sido director de uma equipa de investigação no CNRS, ele ensinou Paleontologia na Universidade de Bordéus, bem como em outras universidades dos EUA. Em 2004 fundou, no Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planch de Leipzig (Alemanha), o departamento de Evolução dos Homens, do qual é director.
Bernard Seytre é director da agência Dire la Science, autor e jornalista científico. Ele também organizou exposições e realizou documentários no domínio da saúde e sobre o tema da evolução do Homem.

"As Guerras que já aí estão e as que nos esperam" apresentado amanhã

Com a chancela de Publicações Europa-América, o novo livro do General Loureiro dos Santos, nas livrarias a partir de 4 de Dezembro, será apresentado pelo professor Adriano Moreira, no dia 16 de Dezembro, às 18h30, no Instituto de Estudos Superiores Militares.
Um livro que põe o dedo na ferida e aponta responsabilidades ao poder político por um certo "esquecimento" das Forças Armadas.

Neste novo livro, o general Loureiro dos Santos responde e adverte para as questões que se levantam com a alteração, em curso, da ordem internacional unipolar.
«Desde há alguns anos, vivemos um período de transição acelerada para um futuro incerto e perigoso. No qual, as dificuldades para o Ocidente, muito particularmente para Portugal, serão bastante expressivas», adverte o general no Prólogo do seu livro.
«A crise económica e financeira [Š] veio (e está) a confirmar a tendência para o aumento do poder das potências emergentes e reemergentes e transformou-se num acelerador das mudanças em curso.
»Em toda a História mundial não se conhece uma alteração das relações de forças global em tão curto período.»

Hoje: sessão de lançamento de Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI

Hoje, 15 de Dezembro, a partir das 19 horas, a Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa, receberá o evento que fecha com chave de ouro o ano editorial da Porto Editora. A sessão de lançamento da obra que reúne oitocentos anos de poesia, 267 autores e mais de dois mil textos será apresentada por Vasco Graça Moura e contará com a presença dos coordenadores Jorge Reis-Sá e Rui Lage. No final da sessão, os actores Luís Lucas, Pedro Lamares e Carmen Dolores declamarão alguns dos poemas constantes na antologia.

Colaboraram na construção da obra mais de trinta especialistas nos autores em questão ou nos períodos e movimentos a que é lícita a sua associação. Nomes como Eduardo Pitta, Arnaldo Saraiva, Guiseppe Tavani, Nuno Júdice, Fernando J. B. Martinho, Fernando Guimarães ou o próprio Vasco Graça Moura assinam os verbetes que introduzem os poetas constantes na antologia.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novo livro de Gonçalo Amaral "A Mordaça Inglesa", apresentado no Porto

A Mordaça Inglesa, o novo livro de Gonçalo Amaral, vai ser apresentado amanhã no Porto.
A apresentação estará a cargp do professor Carlos Abreu Amorim e terá lugar na secção Leitura Shopping Cidade do Porto, pelas 18h30.
domingo, 13 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Passatempo "O Espião de D. João II"

O blogue Marcador de Livros, em conjunto com a editora Ésquilo, tem para oferecer 3 exemplares do livro de Deana Barroqueiro, O Espião de D. João II.

Para tal, basta responder correctamente às seguintes questões:
1 - De quem tinha sido refém o infante D. Fernando?
2 - O que é um azemel, o disfarce do alveitar?

3 - Porque é que Fez é apelidada de "Cidade do Islão"?
4 - Quantas mesquitas aproximadamente existem em Fez?
5 - Como se chama o espião de D. João II?

6 - Onde nasceu Deana Barroqueiro?


A primeira pessoa a responder acertadamente às questões ganha automaticamente um exemplar. Os restantes dois serão sorteados de forma aleatória, por um programa apropriado.


Regras do Passatempo:

- O passatempo decorre até às 23:59 do dia 20 de Dezembro.

- Para participarem terão de enviar um email para marcadordelivros@gmail.com com as respostas, juntamente com os seus dados pessoais (nome e morada).
- Os premiados serão sorteados aleatoriamente e o nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.

- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.


Encontrará as respostas facilmente no blogue Marcador de Livros e através da leitura deste excerto.

Resultados do passatempo "O Mapa do Tempo"

Obrigada a todos que participaram no passatempo "O Mapa do Tempo" realizado entre o Marcador de Livros e Planeta, num total de 176 participações.

Os vencedores do passatempo são:
1 - Márcia Balsas - Montijo
128 - Cecília Paredes - S. Mamede Infesta
109 - Carla Cerqueira - Amadora


Além de o seu nome figurar no blogue, os contemplados foram ainda avisados através de email
sábado, 12 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Sombra do que Fomos - Luis Sepúlveda [Opinião]

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Título: A Sombra do que Fomos
Autor: Luis Sepúlveda
N.º Págs.: 160
P.V.P.: 14.40€

Sinopse:
Num velho armazém de um bairro popular de Santiago do Chile, três sexagenários esperam impacientes pela chegada de um quarto homem. Cacho Salinas, Lolo Garmendia e Lucho Arencibia, antigos militantes de esquerda derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio, voltam a reunir-se trinta e cinco anos depois, convocados por Pedro Nolasco, um antigo camarada sob cujas ordens vão executar uma arrojada acção revolucionária. Mas quando Nolasco se dirige para o local do encontro é vítima de um golpe cego do destino e morre atingido por um gira-discos que insolitamente é lançado por uma janela, na sequência de uma desavença conjugal.

A minha opinião:
Conheci Luís Sepúlveda há alguns anos quando me ofereceram “Histórias de uma gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar mas, confesso, quando o li não fiquei grande fã da escrita do autor chileno. No entanto, com A sombra do que fomos, fiquei bastante agradada com a temática abordada, assim como a forma como o escritor fala dos problemas políticos do Chile, na década de 1970. Apesar de relatado no presente, A sombra do que fomos remonta ao passado, um passado ditatorial da era de Pinochet, que fez com que muitos chilenos tivessem saído do país, em busca de uma vida melhor e de mais liberdade, sobretudo na Europa. Porém, o tão esperado regresso ao seu país natal não lhes trouxe a felicidade esperada. Após 35 anos, quatro ex-militantes de esquerda encontram-se, recordam os tempos idos, e lutam por um objectivo que poderá mudar para sempre as suas vidas. Um pequeno livro, mas que reúne uma enorme mensagem. Recomendo.

Excerto: “…do exílio não se regressa, que qualquer intenção de o fazer é um engano, uma tentativa absurda de habitar um país guardado na memória.”
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

A avó Dan - Danielle Steel [Opinião]

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Título: A avó Dan
Autor: Danielle Steel
Chancela: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 148
PVP: 16,90 €

Sinopse:
A história d’ A Avó Dan, mais do que a narrativa de um amor impossível, é também a história da Rússia do início do século passado, revolução, perdas e infortúnios incluídos. No livro, tudo gira em torno de uma caixa. Danina, ou a avó Dan, deixa à neta três objectos: um medalhão com o retrato do homem que amou, umas quantas cartas enlaçadas em fita azul e as suas sapatilhas de bailarina na Rússia czarista. Objectos a contarem a juventude, os sonhos e a fuga da mulher que ela conhecia apenas como a … sua avó. Neste livro extraordinário, da consagrada escritora Danielle Steel, uma simples caixa, cheia de recordações de uma avó, oferece ao leitor uma incrível história de amor, juventude, sonhos e beleza. A Avó Dan tem tudo o que é necessário para ser aquilo que é: um romance clássico.

A minha opinião:
Um livro que me surpreendeu. Primeiro porque já tinha lido um livro da autora há alguns anos e não tinha gostado. Depois porque a história da Rússia no tempo dos czares fascina-me sempre. Tudo começa quando, após a morte de Danina, de 90 anos, a sua neta descobre, no meio dos seus pertences, uma caixa com os segredos mais bem guardados da sua avó. Nela, Danina tinha guardado as coisas mais preciosas para ela: as sapatilhas de ponta que usara enquanto bailarina de uma escola famosa russa, um medalhão com a fotografia do homem que sempre amara e, além de outras coisas, um conjunto de cartas que viriam a revelar a sua vida na Rússia. A protagonista fica então a saber um pouco mais da sua avó, que tinha desconhecido sempre. Danina ficara órfã de mãe muito cedo, com cinco anos, o que fez com que o seu pai tomasse a decisão de a levar para uma escola de bailado, garantindo-lhe uma educação melhor do que um pai e mais quatro irmãos lhe poderia dar. Apesar de ter ficado triste com a atitude do pai, cedo Danina se adaptou, transformando-se na melhor bailarina da escola. Era tão boa bailarina que chegou a dançar para os czares da Rússia, actuação que lhe granjeou uma amizade com os soberanos, sobretudo com o seu filho Alexei, que lhe viria a proporcionar ter férias juntamente com eles. Dessas férias Danina viria a conhecer o homem que viria a amar para o resto da sua vida. O problema é que esse homem era casado e tinha dois filhos, o que tornaria o amor entre ambos proibido. Perante a tentativa falhada de divórcio, Nikolai propôs que saíssem da Rússia e partissem para os Estados Unidos onde tinha um familiar pronto a acolhê-los, mas nem tudo correu como o esperado…
Um livro pequeno, que se lê de uma assentada e bastante interessante.Danielle Steel conseguiu fazer deste romance, um livro não muito lamechas e transportou-nos para a Rússia do início do século passado.

Wook com sugestões de leitura no Alfa Pendular

A WOOK e a CP – Comboios de Portugal sugerem leituras nas carruagens do Alfa Pendular. Os passageiros terão à sua disposição um minilivro com cinco excertos de cinco grandes obras literárias. A primeira edição, em distribuição a partir do dia de hoje, apresenta O Simbolo Perdido, de Dan Brown, A Estirpe, de Guillermo del Toro e Chuck Hogan, Fúria Divina, de José Rodrigues dos Santos, A Melodia do Adeus, de Nicholas Sparks, e A Sombra do que Fomos, de Luis Sepúlveda.

Os passageiros do Alfa Pendular terão ainda acesso a condições especiais de compra dessas obras online: um desconto mínimo de 10% e portes de envio gratuitos na aquisição de qualquer um dos livros anunciados. A oferta é válida para compras efectuadas na livraria online WOOK (www.wook.pt) e trata-se de mais uma campanha de incentivo à leitura deste que é o maior projecto de comércio electrónico em Portugal na área da cultura.

Participam nesta primeira edição a Bertrand Editora, a Editorial Presença, a Gradiva Publicações, a Editora Objectiva e a Porto Editora. Sendo uma publicação periódica, está prevista, para breve, uma nova edição com diferentes sugestões de leitura.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades Fronteira do Caos

Título: Sonhos Submersos
Autor: A. Pinto Correia
Editora: Fronteira do Caos Editores
Colecção: Ficção Contemporânea
PVP: 14.70 euros
Data de Publicação: Novembro de 2009
Número de Páginas: 156


Sinopse:
Via-se ante um mar imenso e azul, sepultando fés, sacrificando homens, interpondo distâncias. “Sonhos Submersos” e não saberia por que lhe ocorrera semelhante frase.
António Pinto Correia descreve como se fosse ficção a densa especificidade da experiência pessoal de uma mulher que conheceu a paixão e o desamor, acompanhando-a na dormência e nos despertares do sonho.
Baseado numa história verídica, “Sonhos Submersos” é um romance invadido pelo oceano de memórias de Soledade, emigrante portuguesa na Venezuela que retorna ao seu país de origem e a uma vida de pobreza e solidão, pela mão do único homem que amou. … O sonho, a desolação, a busca de ânimo, a exaustão, a suspensão do tempo, a sensação intensa de fim, a sobrevivência e a morte, são-nos oferecidos através da expressão intensa da emoção de quem tem fé em Deus mas conclui que os homens são bichos da terra. Deus escreve direito por linhas tortas ou Deus algum cometeria esse pecado?
Um livro intenso e arrebatador.




Título: Clube de Leça, 125 Anos
Autor: António Ramalho de Almeida
Editora: Fronteira do Caos Editores
Colecção: Fora de Colecção
PVP: 35 euros
Data de Publicação: Novembro de 2009
Número de Páginas: 231

Excerto da obra:
Edição comemorativa dos 125 anos do Clube de Leça. O livro que agora se publica constitui um precioso registo da memória de 125 anos de história de uma instituição social e cultural de referência no país. Constitui igualmente uma sentida homenagem aos associados que mais se distinguiram durante a sua longa e distinta vida. O Clube de Leça foi um ponto de encontro de algumas figuras cimeiras da nossa cultura e passou ao longo destes 125 anos, por inúmeras transformações. Este livro convida-nos, pois, a olhar para o passado, com um piscar de olhos ao futuro. Profusamente ilustrado, o livro que agora damos à estampa contém um conjunto valioso de documentos cujo interesse ultrapassa, em muito, a mera curiosidade sobre a história do Clube de Leça, ou sobre alguns aspectos mais pitorescos da vida cultural e social de uma determinada época.