sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Em Segredo - Catherine Mckenzie [Opinião]

Título: Em Segredo
Autor: Catherine Mckenzie
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 304
Editor: TopSeller
PVP: 17,69€


Sinopse:
Ao regressar a casa, vindo do trabalho, Jeff Manning é atropelado por um carro e morre. Duas mulheres ficam desfeitas perante a notícia: a sua esposa, Claire, e uma colega de trabalho, Tish.
Destroçada com a sua perda, Claire tem sobre os ombros o dever de confortar o filho, e ainda de lidar com os preparativos para o funeral e com a chegada do irmão de Jeff, com quem namorara anos antes.
Tish, por seu lado, voluntaria-se para estar presente no velório em nome da empresa, mas apenas ela sabe a dor que realmente sente.
Contada através das vozes de três pessoas, Jeff, Tish e Claire, a narrativa de Em Segredo explora a complexidade das relações, as repercussões das nossas escolhas individuais e a responsabilidade que temos perante aqueles que amamos.

A minha opinião: 
No dia em que tem de despedir um dos membros da empresa onde trabalha, Jeff Manning é atropelado e morre de imediato. Claire, a sua mulher, fica completamente destroçada. Juntamente com o filho, Seth, recebe a polícia que lhe dá a trágica notícia.

Aparentemente, o casamento de ambos corria às mil maravilhas. Jeff era um homem fantástico e apoiava Claire em todas as suas decisões.

Mas eis senão quando aparece uma mulher no seu funeral, que tem um comportamento estranho. Tish apresenta-se como colega de Jeff numa outra delegação, também em Springfield, mas localizada a 600 km de distância. No entanto, o seu comportamento no funeral vai gerar desconfiança em Claire, mas também na sua irmã Beth.

Através de três narradores: Claire, Tish e Jeff, vamos descobrindo a história de vida deste triângulo amoroso. É aqui que o romance se torna interessante porque o leitor vai descortinando o ponto de vista de cada um em relação aos seus relacionamentos amorosos.

Confesso que inicialmente não consegui perceber bem a obsessão tão grande de Tish por Jeff, e mesmo no final, onde tudo é explicado, me custou a perceber como é que dois adultos, com filhos, tinham, por vezes, atitudes um pouco infantis. Mas os seus testemunhos demonstram as fragilidades de cada um e que muitas vezes um envolvimento com uma terceira pessoa poderá surgir por um acaso da vida e por gostos em comum. E que a distância não é impedimento.




No entanto, será possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?

Pelo meio surge ainda Tim, irmão de Claire e primeiro namorado desta. Uma visita inesperada que faz com que Claire se sinta, inicialmente, baralhada, mas cuja presença a vai ajudar a superar a morte do seu marido.

Gostei da forma como Cathernine McKenzie escreveu, como soube contar uma história simples, e comum sob a forma de três personagens, umas mais fortes que outras, mas todas com uma verdade para contar. Não gostei tanto de Tish, com atitudes que raiavam a loucura, mas que terá sido importante para o desenrolar da história.

Recomendo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Novidade Marcador: Um Amor Proibido de Florent Gonçalves

Título: Um Amor Proibido
Autor: Florent Gonçalves
Editora: Marcador
Género: Romance / Literatura
Nº de Páginas: 168
PVP: 13,30 €

O caso que abalou França e Portugal, agora contado na primeira pessoa. Um livro tocante sobre um amor proibido, ilícito. O seu protagonista Florent Gonçalves, luso-francês, director da prisão feminina de Versalhes, que se apaixona perdidamente por uma reclusa.
Acusado pela justiça, perseguido pela imprensa, abre o seu coração nas páginas deste livro e conta toda a verdade sobre os acontecimentos.
Em Fevereiro de 2012, Florent Gonçalves, luso-francês, 42 anos, era detido com grande aparato pelas forças policiais francesas. É acusado de ter mantido um caso no interior da instituição com uma das detidas.
A história chega imediatamente à imprensa internacional e é tema de abertura de noticiários em várias televisões e provoca todo um frenesim mediático nas rádios e jornais.
No meio da tempestade provocada pelos jornalistas, as insinuações multiplicam-se e as acusações sobem de tom. As notícias são recheadas com novos pormenores cada dia e insinuam-se as mais rocambolescas alusões para expor a história. Mas será tudo verdade?
Em AMOR PROIBIDO, Florent Gonçalves conta toda a verdade sobre os acontecimentos. A sua versão é sincera e comovente. Conta a história como realmente aconteceu, numa tentativa de restaurar a verdade dos factos.

Florent Gonçalves:
«Trocámos o nosso primeiro beijo a 8 de dezembro, na sala de informática, recordação devida ao registo dos interrogatórios dos serviços de polícia e à memória bem feminina de Léa, que se revelou meticulosa nestas coisas. A minha não era tão perfeita – Léa censurava-me por me esquecer, por vezes, de datas que lhe pareciam dignas de ser recordadas… A partir de então, a nossa história adquiriu velocidade. Tornou-se uma paixão, um amor que nos devorava e obcecava. Pensávamos um no outro, noite e dia, vivíamos na esperança dos momentos em que conseguiríamos estar a sós, mesmo durante alguns minutos, para nos apertarmos nos braços um do outro, frustrados por ter-mos de cruzar formalmente nos corredores, quase com frieza. Por vezes, dizia instintivamente, a mim mesmo, que estava a fazer “uma patifaria”. Sabia que estava a meter a mão numa engrenagem, mas não imaginava que iria ser triturado por ela. Dizia, para comigo: “Logo veremos.” Tanto a nossa atração, como a nossa curiosidade eram irreprimíveis. E, ainda hoje, não lamento esta “patifaria”, apesar de todo o sofrimento e danos que provocou: tão intensos foram os momentos de felicidade que conseguimos desfrutar…»







terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Bom Inverno - João Tordo [Opinião]

Título: O Bom Inverno
Autor: João Tordo
Páginas: 292
Editor: Dom Quixote
PVP: 15,90€

Sinopse:
Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

A minha opinião:
O Bom Inverno foi lido há cerca de um mês, numa altura em que estava de férias. Depois disso deixei a opinião para depois, para depois, porque não sei muito o que dizer acerca deste livro.

Gosto de João Tordo, gostei dos últimos livros que li dele, mas este... não foi nada o que estava à espera.

Apesar de várias críticas positivas em relação a O Bom Inverno não achei nada de especial a sua leitura. Achei até um pouco morto e monótono.

O narrador é um escritor problemático e hipocondríaco. Frustrado pelo insucesso da sua obra literária e quase na falência decide aceitar o convite da sua editora e partir a Budapeste numa espécie de conferência que reunirá escritores de diversos países.

É lá que conhece um escritor italiano, também ele um pouco lunático que o convence a ir até Itália, na companhia de mais duas mulheres, a fim de conhecer um produtor famoso, Don Metzger. É na casa deste que decidem ficar, mas ninguém sabe de Don. Até que de manhã aparece morto, sem que aparentemente ninguém saiba quem foi. De referir que a casa de Don estava ainda ocupada com umas tantas personagens estranhas, para condizer com o próprio produtor cuja paixão por balões de ar quente e cinema era arrebatadora.

Começa aí a vontade de um dos elementos, Bosco, em descobrir quem matou Don. Para tal, Bosco isola-se num local da floresta, mas não deixa ninguém sair daquele espaço, que ficam sob ameaça de morte. De facto, quem se insurge contra essa ideia acaba mesmo por morrer.

O lado negro de cada uma das personagens começa a surgir, o que poderia dar mais interesse ao livro. Mesmo assim não me atraiu, nem como policial, nem como romance.


Depois de ter terminado O Bom Inverno só me surge uma constatação: ainda bem que não me iniciei na leitura de João Tordo com este livro. De certeza que não pegaria em nada do autor tão cedo.


Excertos:
"«E o que é que faz um escritor?»stante
«Escreve?»
«Porquê?»
«Porque tem uma pergunta na cabeça para a qual não sabe a resposta.»" - pag. 99

"A beleza pode dar sentido à realidade, mas é transitória." - pag. 101

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um Gosto pela Imperfeição - Francisco José Viegas [Opinião]

Título: Um Gosto pela Imperfeição
Autor: Francisco José Viegas
PVP: 3.99€

Sinopse:
O assassínio de uma jovem é o ponto de partida para mais uma investigação do inspector Jaime Ramos e da sua equipa. Mas o que parece ser um simples caso de vingança ou de ajuste de contas no mundo da noite portuense, puramente policial, acaba por transformar-se num trabalho à medida de Jaime Ramos, envolvendo famílias do Douro, ingleses no Porto, episódios sentimentais, personagens diabólicas e, até um bisavô germanófilo que lutou em França ao lado dos alemães durante a I Guerra. O ritmo ora é suave ou tem canções dos Buraka, ora respira ironia ou se aproxima da melancolia habitual dos livros do autor.

A minha opinião: 
Por iniciativa da revista Sábado, que convidou seis autores portugueses para escrever um pequeno livro onde se retratasse um cenário da Primeira Guerra Mundial surgiu o primeiro livro da série e em grande, com Jaime Ramos o detective das histórias policiais de Francisco José Viegas.

No entanto, se o leitor pensa que vai ter uma história centrada, de alguma forma, na Primeira Guerra desengane-se. Nesta nova investigação de Ramos praticamente nada surge que nos remeta àquela época.

Uma jovem morre numa conhecida discoteca da noite portuense. Elena (sem agá) Vieira de Sá é a vítima e, juntamente com ela, encontrava-se a melhor amiga Lydia. Aparentemente poderá tratar-se de um crime comum, mas Ramos depressa é remetido para histórias antigas, que envolvem famílias do Douro, sempre bem retratado pelo filho da terra, e até pela história de um antepassado que terá combatido na batalha de La Lys, mas que poderá ter, secretamente, apoiado a causa alemã.

Com uma perspicácia um tanto invulgar, Jaime Ramos consegue resolver o crime num abrir e fechar de olhos, o que poderá deixar num leitor um gostinho amargo de uma narrativa curta demais. Confesso que desejava ter lido um livro mais desenvolvido, onde as provas do crime fossem aparecendo, ao mesmo tempo, que as personagens nos fossem dando a conhecer melhor.

No entanto, não era isso que se pretendia, uma vez que a coleção é uma espécie de reunião de contos de diversos autores.

Vou, certamente, continuar com a coleção.
Excerto:
"Funcionário da morte, é isso que eu sou, um biógrafo com défice de reconhecimento." - pag. 48



Rapariga silenciosa - Tess Gerritsen [Opinião]

Título: Rapariga silenciosa
Autor: Tess Gerritsen
PVP: € 18,50

Um corpo desmembrado e vestígios de um animal junto às feridas. Esta é a misteriosa morte que Rizolli e Isles têm de resolver. Há alguns anos, naquelas mesmas ruas da Chinatown de Boston, teve lugar um massacre nunca deslindado e uma das sobreviventes manteve até hoje o silêncio, por medo. Mestre em artes marciais, esta mulher é a chave para a resolução de mais um crime. Mas conseguirá a dupla de investigadoras convencê-la a falar? Adaptado ao pequeno ecrã, Rapariga Silenciosa é um daqueles livros que, entre o medo e a curiosidade, não vai conseguir parar de ler.
A rainha do thriller americano está de volta com mais uma aventura da dupla de detetives de Boston, Jane Rizzoli e Maura Isles. Científica e meticulosa, Tess Gerritsen combina os seus conhecimentos em medicina com um singular registo de suspense, criando autênticos enredos de mistério. Os seus livros estão traduzidos para 40 línguas e contam já mais de 25 milhões de exemplares vendidos, em todo o mundo. 

A minha opinião:  
"Há quem dia que a vingança é apenas outras palavra para justiça".

Este poderia muito bem ser o mote para Rapariga Silenciosa. Neste novo livro de Tess Gerritsen a detective Rizzoli é chamada a Chinatown onde uma morte misteriosa de uma mulher lindíssima coloca novamente a dupla Maura e Jane em acção. A vítima foi encontrada com uma mão desmembrada e com um corte profundo na garganta e parece que ninguém viu nada. Chinatown é comunidade muito fechada pelo que é difícil para a polícia conseguir obter qualquer declaração por parte da sua população. Em suma, ninguém parece conhecer aquela mulher branca, linda, que morreu sem que se saiba porquê.

A investigação é envolta numa aura de mistério, que remonta a um crime ocorrido há 19 anos, aquando do massacre num restaurante chinês. A chave de tudo isto poderá ser uma Mestre em artes marciais, que parece saber mais do que realmente revela.

Pelo caminho Jane é ainda salva por um ajudante misterioso que parece esfumar-se nas sombras, o que levanta ainda mais o mistério naquela zona de Boston, intensificando ainda mais a magia chinesa e as artes ancestrais.

Mais uma vez, Gerritsen não me desiludiu. Adoro os seus livros, adoro a dupla Rizzoli & Isles, o facto de os opostos se atraírem tão bem, e o facto de neste livro, Tess ter dado destaque à sua herança asiática.

Novidade neste novo livro foi o facto de ter criado um novo detective, também ele asiático, que pelo que foi dado a perceber ao longo do livro, é uma personagem para dar continuidade. Johnny Tam é um detective com algum mistério, que poderá ser preponderante para a resolução deste novo caso.

Há ainda uma outra novidade: a existência de um outro narrador. Tess coloca na primeira pessoa a Mestre de Artes Marciais, de modo a que o leitor vá percebendo o que se vai passando naquela comunidade.

Muito bom.

 

TOPSELLER: O bestseller mais sexy, romântico e hilariante do ano

Emma Chase escreveu Envolvidos, um romance sexy, divertido e romântico (Topseller I 256 pp I 15,98€) que já saltou para os tops de vendas.

Ele é rico, incrivelmente atraente e arrogante. Ela é fantástica, lindíssima e ambiciosa. Irão chocar um com o outro ou acabar envolvidos?

Drew Evans trabalha diariamente em negócios de milhões e seduz todas as mulheres de Nova Iorque com um único sorriso. Se a vida lhe corre tão bem, então porque é que está fechado em casa há sete dias, a sentir-se miserável e deprimido? Ele vai dizer a toda a gente que está com gripe, mas a verdade não é bem essa.

Quando Katherine Brooks é contratada para trabalhar com Drew no banco de investimento do pai, a sua vida de playboy, habituado a ter tudo o que quer, dá uma volta de 180º. A competição profissional a que ela o sujeita irrita-o, a atração que sente por ela é perturbadora e a sua aparente inabilidade para conquistá-la é exasperante. Seja como for, Drew tem uma única regra inquebrável na sua vida: não se envolver com colegas de trabalho.

Mas será que Drew vai ser capaz de resistir a Kate? E como é que uma única mulher pode transformar o mais sedutor e bem-sucedido dos Don Juans num pobre homem desesperado?