quinta-feira, 14 de junho de 2018

Perdido e Achado - Stephen King [Opinião]

Título: Perdido e Achado
Autor: Stephen King
Editor: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 392

Sinopse: 
1978:
Morris Bellamy está tão obcecado por John Rothstein, um icónico autor norte-americano, que era capaz de matar para conseguir um livro inédito do escritor.

2009:
Pete Saubers, um rapaz cujo pai foi brutalmente ferido por um Mercedes roubado, descobre uma mala cheia de dinheiro e os cadernos de Rothstein.

2014:
Depois de trinta e cinco anos na prisão, Morris sai em liberdade condicional. E está determinado a recuperar o seu tesouro.

Cabe agora a Bill Hodges, detetive reformado que gere uma empresa de investigação chamada Finders Keepers, salvar Pete de um Morris cada vez mais desvairado e com sede de vingança...

A minha opinião: 
Divido em três espaços temporais, Perdido e Achado é o segundo livro da trilogia Bill Hodges que começou com Mr. Mercedes. Não li o primeiro, mas como vi a série baseada no livro, senti-me completamente confortável para iniciar a sua leitura.

1978 - John Rothstein tem uma visita inesperada em sua casa. Três indivíduos, que nos são apresentados apenas pela cor das suas roupas, surpreendem-no durante o sono e acabam por descobrir o cofre que tem muito dinheiro, acumulado durante anos. Mas o cofre que Rothstein tão afincadamente defende não contém apenas dinheiro. Nele estão guardados muitos cadernos Moleskine que têm rascunhos de livros inacabados seus.
Depressa vamos percebendo que Rothstein é um escritor bastante conhecido, estudado na maior parte das universidade americanas e que um dos assaltantes o idolatra.
É aqui que entra Morris Bellamy, um rapaz com uma personalidade bastante marcada pelas histórias de Jimmy Gold, a personagem que levaria Rothstein a ser capa da Time. Bellamy mostra-nos uma personalidade fraca, fragilizada, e que se mostra revoltado pelo rumo que o famoso escritor levou a sua personagem principal, tendo essa revolta influenciado tudo o que aconteceu naquela noite do ano de 1978.

2009  - Família Saubers - Casal com dois filhos que está a atravessar uma fase financeira mais complicada. Depois de Tom ter ficado sem emprego resultado da crise imobiliária do ano anterior, esta família jovem está a atravessar uma fase menos boa. Até que Tom decide visitar uma Feira de Emprego local que poderá mudar ainda mais a vida de todos. Nesta fase King liga esta história com o livro anterior, onde um sociopata decide conduzir um Mercedes sobre uma multidão que espera pela abertura da Feira de Emprego. Tom acaba por ficar entre os feridos, mas a personagem mais relevante será o seu filho, Pete Saubers que descobir uma mala cheia de dinheiro e com os Moleskines de Rothstein.

2014 - atualidade . Bellamy sai da prisão na esperança de tentar reaver tudo o que perdeu durante os mais de 30 anos que esteve enclausurado...

Relativamente à primeira história penso que o detetive está aqui um pouco mais apagado, se bem que continua a ser eficaz na descoberta do caso principal. Gostei imenso desta história, a forma como foi desenrolando nos diferentes espaços temporais e a forma como foram bem interligados uns nos outros. 
Apesar de ter sido bastante previsível, gostei de acompanhar a história em todos os passos que foi tomando, tendo a história, o enredo, me prendido desde o primeiro momento. 
Além do crime central da história, King leva-nos a questionar sobre diversos aspectos: 
O que leva um fã a matar o seu próprio ídolo? 
Se, por mero acaso, encontrássemos um saco cheio de dinheiro o que fariam com ele? E manuscritos de um escritor já falecido?

Gostei imenso deste livro e estou em pulgas para começar a ler o último da trilogia que sairá a 6 do próximo mês. 




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