quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Apresentação do livro de Nuno Nepomuceno: A Célula Adormecida


Novidade Casa das Letras: Dois Mil Anos de Papas, de Roberto Monge

Título: 2000 Anos de Papas
Autor: Roberto Monge
PVP: 23,90€ 
N.º de Páginas: 584 

Dois Mil Anos de Papas reúne e contextualiza, por ordem cronológica e de forma breve, os perfis biográficos de todos eles, ilustrados por gravuras retiradas da emblemática obra Album dei Papi, datada de 1885, da autoria do primeiro director dos Arquivos do Vaticano, Joseph Hergenröther. Apenas os três últimos papas foram retratados pelo lápis de Davide Le Grazzie.

De São Pedro a Francisco, todos os papas que lideraram a Igreja Católica nos últimos dois mil anos têm uma história, um percurso e um papel na História. Os pontífices são homens reais que, apesar de muitas quedas, tendem à sublimação: na sua história alternam fraquezas e virtudes, traições e arrependimentos, limitações e santidade, sempre imersos no fluxo da história. Aos seus retratos soma-se ainda um perfil sucinto dos incontornáveis antipapas e um breve glossário sobre as principais heresias e o índice cronológico dos pontífices.


Porto de Encontro homenageia Ruy Belo

No próximo domingo, dia 27 de novembro, às 17:00, o auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett recebe a 50.ª sessão do Porto de Encontro, marcada pela homenagem ao poeta Ruy Belo.
Esta sessão – que será também palco da apresentação da nova edição de Boca Bilíngue, publicada pela Assírio e Alvim – irá contar com a presença de Teresa Belo, do poeta Fernando Pinto do Amaral e de Fernando Centeio, coautor de Era uma vez, o documentário sobre o universo poético de Ruy Belo. As habituais leituras vão ser asseguradas pelo ator e encenador Luis Miguel Cintra.
Promovido pela Porto Editora desde 2011, este ciclo de conversas reuniu quase 15.000 espectadores em 49 edições realizadas em diversos espaços da cidade, como a Casa da Música, o Teatro Rivoli, a Casa das Artes ou o Teatro Nacional São João.
A 50.ª edição do “Porto de Encontro” conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, do Jornal de Notícias, da Antena 1, das Livrarias Bertrand e da Arcádia.
Esta iniciativa está a ser divulgada no sítio do Porto de Encontro em www.portoeditora.pt/portodeencontro e também em www.facebook.com/portodeencontro



Novidades para o Natal da Nuvem de Letras

Título: NATALOSSAURO – O dinossauro que salvou
o Natal

Autor: Tom Fletcher
Editora: Nuvem de Letras
N.º de Páginas: 376
PVP 15,50€

UMA HISTÓRIA MÁGICA SOBRE O NATAL

Natalossauro – O Dinossauro que Salvou o Natal é a história de um menino, William Trundle, e de um dinossauro. Os dois conhecem-se na véspera de Natal e, nessa noite, vão viver uma aventura extraordinária. O Natalossauro é um livro sobre amizade, família, sinos, o Pai Natal, duendes cantores, renas voadoras, música e magia. É sobre a descoberta dos desejos mais secretos e aprender que o impossível pode tornar-se possível….

Título: No Reino de Gorjuss 
Editora: Nuvem de Letras
N.º de Páginas: 110
PVP 17,90€

TAL COMO O AMOR, UMA BOA HISTÓRIA
PODE MUDAR TUDO

No Reino de Gorjuss recontam-se seis das histórias de encantar clássicas mais conhecidas do público: Capuchinho Vermelho, Pequena Sereia, Polegarzinha, Branca de Neve, Rapunzel e Alice.



O livro amarelo que se pintou de vermelho para o Natal. Com Jorge de Sena, Mark Twain e James Joyce

Título: A Noite que Fora de Natal / Carta ao Pai Natal / Os Mortos
Autores: Jorge de Sena / Mark Twain / James Joyce
N.º de Páginas: 148
PVP: 15,00 €
Ficção
Nas livrarias a 23 de Novembro


Este é um Livro Amarelo. Mas este não é um Livro Amarelo. Pelo menos não é só um Livro Amarelo. Amarelo, mas pintado de Vermelho, este é um livro inclassificável. Junta três textos como quem junta três Reis Magos: um conto de Jorge de Sena, uma carta de Mark Twain e outro conto de James Joyce.

Na colecção Livros Amarelos em cada livro há dois textos que se opõem. Neste livro não há oposição nenhuma: três textos caminham lado a lado e o prazer de os ler contagia o leitor e contagia as três faces do miolo que foram pintadas à mão. Tudo começa com a morte do Deus Pã, no conto A Noite que Fora de Natal, de Jorge Sena, nessa mesma noite em que nasce um outro Deus, misterioso. Chega depois a inesperada e esquecida alegria que é chegar a Carta do Pai Natal. Escreveu-a o Pai Natal à filha de Mark Twain e não é despiciendo pensar na probabilidade de ter havido aqui um caso de usurpação de identidade. E chegamos ao terceiro conto: o Natal já passou, correm os festejos de Epifania, Dia de Reis dizemos nós, e come-se, bebe-se e dança-se na casa de Kate e Julia Morkan. É esse o cenário da mais amável e intensa nostalgia que já se derramou sobre um conto que é de Natal sem precisar de ser de Natal. Chama-se Os Mortos e escreveu-o James Joyce. Três textos a rasgar a noite escura, cercados pelo silêncio e pela profunda satisfação que vem da leitura. Se tivermos tudo isto em papel e pintados a vermelho, então este é um livro de Natal, o mais belo livro amarelo de Natal.



domingo, 20 de novembro de 2016

Novidade Matéria-Prima: "Quando a TV parava o país", novo livro de João Gobern

Título: Quando a TV Parava o País
Autor: João Gobern
Páginas: 232
PVP: 17,00 €

Quem não se lembra ou não sabe o que foi o famoso e marcante Zip Zip ou A Visita da Cornélia? Ou O Tal Canal e a sensual Gabriela? E quem não conhece o clã de Dallas ou a tripulação de O Barco do Amor?

Nessa altura a televisão dava que falar, era única, irrepetível e tinha um impacto tremendo no nosso dia-a-dia. A TV era tema habitual de conversa no dia seguinte, na escola ou no trabalho. Agitava mentalidades, animava os dias tristes, ensinava a falar e escrever português e até mandava as crianças para a cama.

As famílias reuniam-se no sofá da sala para ver as novelas e os concursos semanais; o Festival da Canção era motivo de serão organizado entre amigos e vizinhos, ansiosos pela classificação da canção portuguesa; o Telejornal era o grande momento noticioso do dia, à mesma hora, para toda a gente. Não havia canais de notícias, nem se andava com a emissão para trás. Os canais temáticos ainda não existiam.

Aceite o convite e lembre tantos programas que ficaram na memória coletiva e protagonistas que nos apaixonaram ao longo de décadas.

Sobre o autor:
João Gobern é jornalista, comentador e uma presença regular na televisão, assim como na rádio e em diversas publicações. A sua paixão pela TV deu origem a este seu terceiro livro, o primeiro com a chancela da Matéria-Prima.

Começou no jornal A Capital, mudou-se para o Se7e e depois para a Visão. Lançou a revista Focus, onde foi diretor adjunto, foi diretor da TV Guia e diretor fundador da revista Sábado.

Atualmente, João Gobern tem os programas Hotel Babilónia, com Pedro Rolo Duarte, e o Bairro Latino, ambos na Antena 1, escreve para o Diário de Notícias e integra o painel de comentadores do Trio D’Ataque, na RTP3.


Longe de Manaus - Francisco José Viegas [Opinião]

Título: Longe de Manaus
Autor: Francisco José Viegas
N.º de Páginas: 480

Sinopse:
Depois de iniciar uma investigação sobre a morte de um homem desconhecido encontrado num apartamento dos arredores do Porto, Jaime Ramos é levado a percorrer caminhos que o transportam entre Portugal, o Brasil e a memória de Angola. Nesse triângulo vivem personagens solitárias que desaparecem sem deixar rasto e cujas biografias tenta reconstruir a partir do nada, socorrendo-se apenas da sua imaginação. Esse percurso transportará o leitor da Beirute do século XIX até ao coração da Amazónia e à Manaus contemporânea, do Porto a São Paulo, de Luanda ao Rio de Janeiro e ao Amapá, da guerra de Angola e da Guiné aos apartamentos vazios onde são recolhidos cadáveres, memórias e silêncios. Este cruzamento de geografias e de tipos humanos provoca alucinações no próprio narrador, que ora escreve em português de Portugal, ora em português do Brasil, e no investigador Jaime Ramos, que é obrigado a inventar histórias de perdição para que o seu mundo tenha algum sentido.

Reconstruindo a própria linguagem do romance policial, subvertendo as suas regras, escrito em tons e linguagens distintos, Longe de Manaus é o romance da solidão portuguesa, o retrato distante e desfocado de um país abandonado às suas memórias e ao seu desaparecimento.

A minha opinião:
Jaime Ramos e Isaltino são chamados a um apartamento em Santo Ovídio onde jaz um homem. Dentro do apartamento pouco encontram. E, se não fosse o passaporte, nem sabiam o nome da vítima: Álvaro Severiano Furtado.

O contrato de aluguer está em nome de uma empresa, Rio Grande Exportações. Não há telefone, nem fotos de família, telemóvel, nem papéis, carro, carta de condução. Aquele parece um apartamento onde não vive ninguém. Aquele parece um corpo que não pertence a ninguém...

Através de uma pequena pesquisa descobrem que Álvaro nasceu em Vila Flor e é divorciado... Tem uma irmã, desaparecida, que se tornou conhecida da polícia, por ter pertencido às FP-25.

Ramos, no seu jeito habitual, vai descortinando o que está por detrás de Álvaro Severiano Furtado. Descobre que têm um passado em comum, a guerra do Ultramar, e que os une pessoas que conheceram no passado. 

As investigações levam-no a Manaus, Amazónia, e a histórias paralelas que estão relacionadas entre si. Mas também passamos por Guiné, Angola e vários sítios do norte de Portugal.

Gosto de Jaime Ramos porque ele é uma personagem muito genuína. De tal forma que o imaginamos real. Jaime Ramos, o pequeno burguês portuense, mas que olha para o passado com saudade. Adepto do FCP vê em Cubillas um ídolo. Os seus livros respiram a norte, um norte que tanto me identifico.

Com a particularidade de ter dez capítulos escritos em Português do Brasil não é de admirar que este livro de 2009 tenha ganho o Prémio APE.
Muito bem escrito, com uma história envolvente, é difícil não gostar dos livros de Francisco José Viegas e do inspector portuense, sempre acompanhado por Isaltino.

Não são livros sanguinários, não são típicos livros policiais, mas são tão bons!!! 



"Os livros têm de estar sempre connosco, ao pé da mão. E alguns apagam-se quando estão ao pé de pessoas que não gostam deles. Tu também não gostas de livros."