sábado, 2 de julho de 2016

Férias


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Os livros que vou levar nas férias


Férias são sinal de descanso, de leituras, de praia, de mar, de areia. Pelo menos para mim.
E praia combina com livros. Naquela quietude da praia para onde costumo ir nada melhor do que deleitar-me com uma bom livro, num intervalo de uma boa brincadeira de criança.
Estes são os cinco livros que vou levar na mala. Não são muitos, mas este ano também vou menos tempo. E as páginas de alguns deles são consideráveis 

5 Sentidos - O muito esperado final da série Crossfire

Título: Preferida
Autor: Sylvia Day
Tradução: Cláudia Ramos Págs: 448
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

No dia 7 de julho chega, finalmente, o momento esperado por milhares de fãs da autora norte-americana Sylvia Day: Preferida, o quinto e último volume da série Crossfire, chega às livrarias portuguesas pela 5 Sentidos.
Quatro anos após a publicação de Rendida, os leitores vão poder finalmente assistir ao desenlace do apaixonante e turbulento romance que une Eva e Gideon Cross.
Líder das principais listas de vendas internacionais, a série Crossfire era composta, até ao momento, pelos livros Rendida, Refletida, Envolvida e Atraída. Com mais de 18 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, a série Crossfire será adaptada para televisão pela produtora Lionsgate.
A 5 Sentidos tem vindo a publicar outros títulos desta autora de grande sucesso: Feitiço e a trilogia Marcados, que apresenta um enredo repleto de ação e erotismo num cenário com forte presença do paranormal.

Sinopse:
Gideon Cross. Apaixonar-me por ele foi a coisa mais fácil que me aconteceu até hoje. Surgiu de forma instantânea. Completa. Irrevogável. Casar com ele foi um sonho tornado realidade. Ficar casada com ele é a luta da minha vida. O amor transforma. E o nosso tanto é uma espécie de refúgio como uma tempestade violenta. Duas almas atormentadas entrelaçadas como se fossem uma.
Ele deu-me tudo. Agora, tenho de provar que consigo ser o seu porto de abrigo, tal como ele foi o meu. Juntos, vamos conseguir fazer frente a todos quantos tentam, por qualquer meio, interferir na nossa relação.
Comprometermo-nos com o amor foi só o primeiro passo. Lutar por ele vai libertar-nos ou separar-nos de vez.

Sedutor e emocionante, Preferida é o ansiosamente esperado final da série Crossfire, a incrível história de amor que cativou milhões de leitores em todo o Mundo.

Sobre a autora:
Sylvia Day é autora n.º 1 nas listas do New York Times e bestseller internacional de cerca de 20 romances premiados e publicados em mais de 40 países. Autora de eleição para seguidores de vários géneros, é bestseller em 28 países e conta já com dezenas de milhões de livros impressos em todo o mundo.
Os direitos para televisão da série Crossfire foram adquiridos pela Lionsgate.
Saiba mais sobre a autora em www.sylviaday.com e
facebook.com/authorsylviaday e ainda twitter.com/sylday


A estante está mais cheia #41


Junho foi o mês da Feira do Livro de Lisboa e significa que mais livros vieram para a estante. A visita à FLL resultaram nestas comprinhas (link).
Que, a somar às ofertas generosas das editoras parceiras, a estante ficou bem recheada de boas leituras que vão fazer as delicias do meu verão.


Da Topseller chegaram estes três livros, policiais/thrillers, um dos meus géneros predilectos. A Casa da Morte de James Patterson vai comigo na próxima semana de férias. As Raparigas Esquecidas de Sara Blaedel surgiu antes ainda da publicação e já andava a empolgar as redes sociais. Não desiludiu. Teia de Mentiras de Heather Gudenkauf foi a minha última leitura e adorei. Opinião em breve no blogue.


Da Penguin Random House chegaram A Rapariga que Sabia Demais de M. R. Carey (adoro a capa) e o segundo livro da série "Off-Campus" de Elle Kennedy, O Erro.



A Viúva de Fiona Barton e A Rapariga do Calendário de Andrey Carlan foram oferta da Planeta. O primeiro é um policial que estou muito curiosa. O segundo é o primeiro livro de uma trilogia erótica.
Da Marcador chegou um livro muito esperado de Peter May: A Ilha de Entrada. Gosto muito do autor e quero muito ler este seu novo livro.


De surpresa chegou A Memória da Chuva de Sandra Freitas. Oferta da Chiado Editora


Até que o Amor me Mate é o novo romance de Maria João Lopo de Carvalho e chegou a casa como oferta da Oficina do Livro e foi uma agradável surpresa. Ao abrir vinha autografado pela autora. Adorei. Vou ler em breve também.

Pequenos Vigaristas é o novo livro de Gillian Flynn. É pequeno, mas muito bom. Oferta da Bertrand e já está lido e opinado. Podem ler aqui.

O mais recente livro de Dorothy Koomson, Um novo amanhã, veio cá para casa através da oferta gentil da Porto Editora e também já tem opinião. Aqui.

Durante o mês comprei ainda mais quatro livros (antes ainda da FLL). O outro amor da vida dele de Dorothy Koomson e A Família Sogliano de Sveva Casati Modignani com 40% de desconto no Continente e Dez Anos depois de Liane Moriarty e O Espião Inglês de Daniel Silva. 


Para a mais pequena ainda chegaram estes livrinhos

E mais este.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Booksmile: Quem é que disse que o Lobo foi sempre Mau?

Título: Memórias de Um Lobo Mau
Autores: José Fanha e Mafalda Milhões
N.º de Páginas: 40
PVP: 11,99€
Saída 04 julho

Quem disse que o Lobo Mau das histórias para os mais pequenos sempre foi mau? Não terá apenas ganhado fama? Pela mão do conhecido autor português José Fanha, o Lobo Mau vem contar a sua aventura e desmistificar a ideia de que ele sempre foi um dos vilões mais terríveis das histórias de encantar. As maravilhosas ilustrações são da premiada Mafalda Milhões.

Era uma vez um Lobo Mau... mesmo muito, muito mau!
Mas será que foi sempre assim?
Não contes este segredo a ninguém, mas a verdade é que o Lobo Mau dos contos de fadas nem sempre foi um dos vilões mais terríveis.
Houve tempos em que era apenas um lobo pequenote, cheio de sonhos, ambições e esperanças. O que ele queria mesmo era viajar pelo mundo e escrever a sua própria história. Mas a vida não está fácil para os lobos!
Não acreditas?
De aventura em aventura, entre episódios hilariantes, e outros aterradores, fica a saber toda a verdade sobre as origens do Lobo Mau, reveladas em primeira mão pelo próprio.
GRRRRRRRAAAAAAAUUUUU!

Sobre os autores:
José Fanha nasceu em Lisboa, frequentou o Colégio Militar e licenciou-se em arquitetura. Poeta e declamador, participou em milhares de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados badaleiros, juntamente com José Afonso,
Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria, Carlos Alberto Moniz, Fausto, entre outros.
É autor de histórias e poesia para a infância, dramaturgo, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema. Tem dirigido oficinas de poesia e de escrita além de desenvolver trabalho intenso de divulgação de poesia e promoção do livro e da leitura em bibliotecas e escolas um pouco por todo o país. Este é o segundo livro do autor na Booksmile, Era Uma Vez Eu, saiu em 2015.
Mafalda Milhões dedica-se à ilustração, mas também é editora, livreira, curadora, autora e mediadora de leitura. Formou-se em Artes Gráficas em Tomar, é discípula de Gutemberg e uma das impulsionadoras do projeto editorial O Bichinho de Conto, agora sediado em Óbidos. A ilustração de Mafalda Milhões expressa bem as suas ideias e personalidade. É uma ilustradora de causas. A sua obra conta com várias distinções. Em 2014 foi galardoada em Espanha com o Gourmand Award na categoria Best Illustrations CookBook com o livro Maruxa (OQO, 2014). As suas imagens são de quem mastiga palavras e lê o mundo.
Para ela, ler também é ouvir, ser, estar e sentir. A Mafalda gosta de se perder pelo bosque, levar doces à avó e desenhar capuchinhos vermelhos!



No dia 7 de julho, a Porto Editora publica A vida invisível de Eurídice Gusmão

Título: A vida invisível de Eurídice Gusmão
Autora: Martha Batalha
Págs.: 216
Capa: mole com badanas
PVP: 15,50 €

No dia 7 de julho, a Porto Editora publica A vida invisível de Eurídice Gusmão. O romance de estreia da brasileira Martha Batalha leva-nos numa viagem pelo Rio de Janeiro dos anos 40, quando ser mulher era sinónimo de ser esposa, mãe e fada do lar.
Numa prosa repleta de humor e ironia, a autora aborda de forma perspicaz a condição feminina, personificada nas histórias das irmãs Gusmão: a brilhante e sonhadora Eurídice, educada para não desiludir a família e para servir um marido; e Guida, que desaparece de casa para poder viver um amor proibido. Através da vida destas irmãs, filhas de emigrantes portugueses, Martha Batalha retrata a classe média carioca e todas as mulheres que, pela invisibilidade e insignificância a que foram votadas, não tiveram a oportunidade de protagonizarem a sua própria história.
Inicialmente rejeitado no Brasil, A vida invisível de Eurídice Gusmão foi apresentado na Feira de Frankfurt e adquirido de imediato por várias editoras internacionais. Ainda antes da publicação no Brasil (em abril de 2016), foi anunciada uma adaptação da obra ao cinema, cujas filmagens deverão começar em 2017.

Sinopse:
Rio de Janeiro, anos 1940.
Quando Guida Gusmão, perdida num amor proibido, desaparece da casa dos pais sem deixar rasto, a irmã Eurídice prometeu ser a filha exemplar, a que nunca faria algo que trouxesse novo desgosto aos pais. E Eurídice torna-se a dona de casa perfeita, casada com Antenor, um bom marido, apesar de tudo, ou apesar do nada em que a vida de Eurídice se tornou.
A vida de Eurídice Gusmão é em muito semelhante à de inúmeras mulheres nascidas no início do século XX e educadas apenas para serem boas esposas. Mulheres como as nossas mães, avós e bisavós, invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar a sua própria vida.
Capaz de abordar temas como a violência, a marginalização e até a injustiça com humor, perspicácia e ironia, Marta Batalha é acima de tudo uma excelente contadora de histórias que tem como principal compromisso o prazer da leitura.

Sobre a autora:
Martha Batalha, licenciada em jornalismo com especialização em literatura, trabalhou nos principais jornais do Rio de Janeiro. Depois de alguns anos a trabalhar como repórter, abriu a sua própria editora, a Desiderata. Após a publicação de alguns best-sellers, Martha Batalha vende a editora e muda-se para Nova Iorque onde prossegue os estudos e obtém a bolsa Oscar Dystel para um mestrado em edição, área em que trabalha durante algum tempo antes de se dedicar à escrita.
A Vida Invisível de Eurídice Gusmão é o seu primeiro romance.
Martha vive em Santa Monica, Califórnia, com o marido e dois filhos.



Novidades Marcador

Título: A ilha da Entrada
Autor: Peter May
Editora: Marcador
Nº de Páginas: 480
PVP: 20€

O detective Sime Mackenzie é enviado desde Montreal para investigar um assassinato na remota ilha de Entry Island, a milhares de quilómetros de distância do território canadiano, atrás de si deixa uma vida de insónia e arrependimento. Mas o que parecia ser um simples caso, com uma simples resolução ganha dimensões perturbadoras quando conhece o principal suspeito, a mulher da vítima, e está convencido de que a conhece – mesmo que nunca a tenham visto antes. E quando a sua insónia é pontuada por sonhos de uma Escócia distante, situada num outro século, este crime no golfo de St. Lawrence leva-o por um caminho que ele nunca teria antevisto, forçando-o a enfrentar um conflito entre o seu dever profissional e o seu destino pessoal.
Com as noites assombradas por estas recordações de uma Escócia, a quase cinco mil quilómetros de distância, nos seus sonhos de um passado distante, a viúva da vítima tem um papel principal no desfecho. A certeza de Sime torna-se então obsessão e, apesar das provas incriminatórias, ele dá por si convencido da inocência da mulher. E como prova-lo e onde o levará esta certeza?

«Peter May é um autor que seguiríamos até aos confins da Terra.» The New York Times
«Um verdadeiro prazer na leitura.» The Guardian
«Esta é uma das séries de romance policial mais conceituadas dos últimos anos.» The Independent
Já à venda

Sobre o autor:
PETER MAY nasceu e cresceu na Escócia. Aos 26 publicou o seu primeiro romance, que foi adaptado com grande para uma série da BBC. Decidiu abandonar o jornalismo e, durante os 15 anos que seguiram, foi um dos dramaturgos televisivos mais bem-sucedidos da Escócia. Decidiu depois de mais de mil episódios de várias séries escritos e produzidos, abandonar a televisão para regressar ao primeiro amor, a escrita de romances. Recebeu vários prémios literários em França e o Barry Award, nos Estados Unidos, pelo livro A Casa Negra, o primeiro dos seus best-sellers internacionais e também o primeiro volume da Trilogia de Lewis. Em 2014, recebeu o galardão Melhor Livro do Ano do ITV Specsavers Crime Thriller Book Club, pelo livro Entry Island. Peter vive no sudoeste francês com a sua mulher, a autora Janice Hally.

Título: Deixei-te Ir
Autor: Clare Mackintosh
Biografia/Literatura 
Público: público em geral
N.º de Páginas: 360 pp.
PVP: 17,50€
Data de lançamento: 06-07-2016

Argumentos de venda
Mais de 5 milhões livros em todo o mundo
- #1 bestseller do Sunday Times 
- #1 bestseller Amazon.co.uk 
- #1 bestseller Waterstones

Mais de 5 milhões de livros em todo o mundo

«Arrepiante, envolvente e surpreendente!» Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio

Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pelasua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenny, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras.

Sobre a autora:
Clare Mackintosh passou doze anos na força policial, incluindo o período em que esteve no Departamento de Investigação Criminal como comandante da ordem pública. Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora para a Comunicação Social, e é a fundadora do Festival Literário de Chipping Norton. Neste momento, é escritora a tempo inteiro e vive em Cotswolds com o marido e os seus três filhos. 
É patrona da Silver Star Society, uma instituição de caridade com sede em Oxford que apoia o trabalho desenvolvido pela unidade da Silver Star dentro do Hospital John Radcliff, no fornecimento de cuidados especializados às mães com complicações de saúde durante a gravidez.

Título: Vertigem Assassina
Autor: Nelson DeMille
Editora: Marcador 
Nº de Páginas: 304 
PVP: 17,70€ 

Depois de um embate com um famigerado terrorista conhecido como O Leopardo, Jonh Corey saiu da Unidade Antiterrorista e regressou a casa, na cidade de Nova Iorque. Arranjou emprego no Grupo de Vigilância Diplomática (DSG). Embora se pense que a nova tarefa de Corey no DSG – vigiar diplomatas russos que trabalham na missão da ONU – é um «trabalho calmo», ele não se importou nada de se livrar das garras do FBI, libertando-se da burocracia da vida de escritório.
Corey apercebe-se, contudo, de algo que o Governo dos Estados Unidos deixou escapar: a ameaça bem real de uma Rússia está a ressurgir.
Quando Vasily Petrov, coronel dos serviços de informações externas russos que finge ser diplomata, desaparece de uma festa em casa de um oligarca russo, em Southampton, é Corey quem tem de o encontrar. O que andarão os russos a tramar, e porquê? Haverá a possibilidade de uma ameaça nuclear? Será que Corey irá, por fim, ser ultrapassado e ludibriado, ficando a América sujeita a um ataque mais nesfasto do que tudo aquilo por que já passou?

«O LIVRO DO ANO»  Los Angeles Times
«DeMille É O MESTRE DO THRILLER INTELIGENTE.»  - Dan Brown

Sobre o autor:
Nelson DeMille nasceu na cidade de Nova Iorque em 1943. Em 1978 publicou o seu primeiro grande romance By the Rivers of Babylon, que foi um sucesso comercial junto da crítica. Desde então escreveu mais catorze romances e passou bons bocados a criar as suas personagens de John Corey. Construiu uma carreira literária marcada por enormes sucessos mundiais. Todos os seus livros chegaram ao primeiro lugar do The New York Times e da Publishers Weekly, tendo totalizado, em conjunto, 380 semanas na lista dos mais vendidos. É um dos três escritores que mais vendem em todo o Mundo, com mais de 100 milhões de livros vendidos. Os seus romances têm sido amplamente aclamados pelo público e pela crítica.
Do mesmo autor: Do mesmo autor: Do mesmo autor: Do mesmo autor: Do mesmo autor: Do mesmo autor: 

Título: Naquela Ilha
Autor: Ana Simão
Romance - Ficção
Público - público em geral
N.º de Páginas: 224
PVP: 15€
Data de lançamento - 6 de julho

Argumentos de venda
- Autora bestseller A Menina dos Ossos de Cristal

DA AUTORA DE A MENINA DOS OSSOS DE CRISTAL

«Há ilhas que vale a pena visitar.
Esta é, não tenho dúvidas, uma delas.
Boa viagem.»
PEDRO CHAGAS FREITAS

Uma ilha onde nada acontece.
Uma premonição.
Um destino implacável.
Uma jovem apaixonada por um homem mais velho.
Um farol cheio de segredos.
Uma história única.
O QUE SEPARA UM AMOR DO RESTO DO MUNDO?


«Parece que ainda estou a ouvir aquela voznova. Fecho os olhos e procuro-a dentro demim. Consigo escutá-la. Gosto dela. É umavoz rouca de mel, serena e macia. Foi a únicavoz que ouvi quando regressei a mim. Estavatão perto e as outras tão longe. Não sei quantotempo estive ausente, mas foi aquela voz queme trouxe à vida. Nunca a vou esquecer. Nemquero. Percebi naquele instante que estavaviva e em segurança. E isso foi bom. Não seiquem é. Queria tanto agradecer-lhe: salvou--me a vida. Não sei como o vou encontrar.Já perguntei, mas ninguém sabe.»

Sobre a autora:
Ana Simão nasceu em Santarém. É licenciada em Gestão de Recursos Humanos. Trabalhou na Câmara Municipal de Santarém, nas áreas da cultura, do turismo e da acção social. 
É autora  do bestseller A Menina dos Ossos de Cristal  e desenvolve  acções de sensibilização em escolas, sobre as questões da deficiência. 
Naquela Ilha - Todos somos pedaços de um amor maior é a sua estreia  no romance de ficção. 

Título: Destinos em falta para o passageiro distraído
Autor: Luís Filipe Borges
Editora: Marcador
N.º de Páginas: 208
PVP: 17,50€

Quando Luís Filipe Borges se mudou da ilha Terceira para Lisboa, aos 18 anos, «sentindo-se cidadão de nenhures», viu uma frase escrita nas paredes de azulejo do Metro que lhe tem servido de inspiração: «Não sou ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo.» Nas duas décadas seguintes, como escritor, cronista, comediante ou apenas enquanto turista, viajou pelo planeta sempre que pôde . não engrossando as fileiras do turismo de massas nem como viajante profissional, mas permanentemente com um olhar atento e uma grande disponibilidade para conhecer o outro, encontrar histórias e perceber o que se passa ao seu redor. Ou, como diz o autor: «A vida é demasiado breve para beber mau vinho e o nosso bairro demasiado modesto para lá caber o mundo.»

Este livro é feito de relatos viagem, cheios com dicas pertinentes e observações hilariantes para os aventureiros que se jogam no mundo – sejam eles estratagemas para quem tem medo andar de avião ou truques para fazer a mala. 
De Nova Iorque – onde onde bebeu uns copos com os actores Sopranos – às aventuras nocturnas em Cuba, dos festivais de comédia em Itália ao Brasil descoberto através da música, sem nunca esquecer o regresso aos Açores da sua infância e o olhar apaixonado, mas jamais acrílico sobre Portugal e os Portugueses. Luís Filipe Borges não se limita a contar o que vê: mergulha de cabeça onde quer que vá. 

Sobre o autor:
LUÍS FILIPE BORGES, comediante, argumentista, apresentador, açoriano, benfiquista, não necessariamente por esta ordem. Tem um louvor da Faculdade de Direito de Lisboa, uma Bolsa de Nova Dramaturgia pela Fundação Gulbenkian, o Prémio de Melhor Guião no 48 Hour Film Festival, um sinal de nascença gigantesco no pescoço e um gato chamado Haruki. Conduziu «A Revolta dos Pastéis de Nata», «Sempre em Pé», «5 para a Meia-Noite», «COOLi», «Conta-me História». Escreveu para os supracitados e, ainda, para: «Zapping», «Fenómeno», «Liberdade XXI», «Grandes Livros», «Manobras de Diversão», «Não Me Sai da Cabeça», «Levanta-te e Ri», «Aqui tão Longe» e «Conta-me como Foi». Colaborou com o SOL, a Maxmen, A Bola, DN e A Capital, o Rádio Clube Português e a Antena 3. Está publicado, além deste, em 23 livros: cinco a solo, e em 18 antologias dos mais variados géneros – do humor ao teatro, passando pela crónica, o conto e aforismos.


Título: Dos Primatas aos Austronautas
Autor: Leonard Mlodinow
Editora: Marcador 
Nº de Páginas: 360
PVP: 18,95€ 

Este livro é uma obra para os amantes da ciência, mas também para todos os que se interessam pelo pensamento criativo na busca constante do entendimento do nosso mundo. Um trabalho perspicaz e um tributo admirável à nossa curiosidade intelectual.
De Primatas a Astronautas, explora tanto as condições culturais que influenciaram o pensamento científico através dos tempos, como as singulares personalidades de alguns dos grandes filósofos, cientistas e pensadores: Galileu, que preferia a pintura e a poesia à medicina e que acabou por abandonar a universidade; Isaac Newton, que espetava agulhas de coser nos olhos para melhor entender as alterações da luz e da cor. Charles Darwin, Albert Einsten e muito outros menos famosos, mas igualmente brilhantes, pululam também por estas páginas, e cada uma das suas histórias mostra os trunfos do ser humano.

«Um relato fascainante da história da ciência… Mlodinow fornece uma imensidade de pedras de toque culturais e conta-nos histórias pessoais, comoventes e divertidas, sobre as suas experiências enquanto físico teórico, de forma a conduzir-nos para ainda mais perto da história.» THE WASHIGTON POST

«Mlodinow nunca falha na tarefa de tornar a ciência tão acessível quanto divertida.» STEPHEN HAWKING

Sobre o autor:
LEONARD MLODINOW é físico e escritor. Nasceu em Chicago, Illinois, em 1959, filho de pais sobreviventes do Holocausto. O pai, que esteve mais de um ano no campo de concentração de Buchenwald, fora um líder da resistência judaica ao regime nazi na sua cidade natal de Częstochowa, na Polónia. Em criança, Mlodinow interessou-se tanto pela matemática, como pela química e, ainda no liceu, estudou química orgânica com um professor da Universidade de Illinois. Além da sua investigação e dos livros sobre ciência popular, escreveu também o argumento do filme Beyond the Horizon e foi guionista de várias séries de televisão, entre elas Star Trek: A Nova Geração e MacGyver. Escreveu em co-autoria com Matt Costello uma coleção de livros infantis intitulados The Kids of Einstein Elementary. Entre 2008 e 2010, Mlodinow trabalhou com Stephen Hawking num livro intitulado The Grand Design e, em 2012, lançou Subliminar - Como o inconsciente controla o nosso comportamento, também publicado pela Marcador Editora.



quarta-feira, 29 de junho de 2016

Novidades Gradiva de junho

Título: Sangue Azul Gelado
Autor: Iúri Buida
Tradução do russo: José Milhazes
Colecção «Gradiva»: n.º 162
N.º de Páginas: 284 
PVP: € 14,00
De um dos maiores nomes da literatura russa contemporânea, a Gradiva publica para o seu Verão Sangue Azul Gelado, um romance onde se prova que os temas de sempre podem ser abordados com originalidade. Esta é a história de Ida Zmoiro, que tinha tudo para uma longa vida como actriz. Inspirando ‑se nesta figura feminina marcante, o autor retrata um regime onde o indivíduo pode gozar da sua fama mundial sendo fiel ao ditador, mas «desaparece» logo que ousa ir contra as regras da ditadura. Drama, paixão, acontecimentos estranhos, alusões literárias reúnem‑se num livro que nos traz o melhor da literatura russa, por um autor frequentemente premiado. 

Título: Dossier U ‑235
Autor: António Pinto Pereira 
Colecção: «Fora de Colecção», n. º 477
N.º de Páginas:  484 

Terroristas islâmicos cruzam ‑se com uma rede de tráfico de urânio enriquecido a caminho de Lisboa. O professor Mendonça, responsável pelo departamento de terrorismo e contra-terrorismo do SIS, procura estabelecer as ligações desta complexa e perigosa teia de interesses.

Conseguirá evitar a implosão planeada da Torre de Belém, onde será assinado o novo Tratado de Lisboa II? Um thriller empolgante que leva o leitor a viajar por cidades tão distantes como Lisboa, Dubai, Cairo ou Zurique, que junta a Suprema Ordem da Luz de Ouro de Melki‑Tsedek a uma multinacional das novas tecnologias e que reúne personagens diversificados, de culturas distintas. O terrorismo para o centro de Portugal. Uma leitura sem paragens!

Título: Um Verão com Montaigne
Autor: Antoine Compagnon
Colecção: «Gradiva Breve», n. º 5
N.º de Páginas: 176 
PVP: € 12,00

Pequeno em dimensão, profundo na análise. Com uma escrita acessível, em quarenta breves capítulos, o autor leva‑nos a descobrir um Montaigne estival e estimulante. Evidenciando a actualidade e a densidade histórica de Ensaios, é uma excelente forma de acompanhar o pensamento do filósofo francês do séc. XVI que nunca perdeu actualidade.

«Há muitos anos que Montaigne me acompanha e o seu Ensaios é o livro que levaria para a mítica ilha deserta.» — João Lobo Antunes


Título: Sobre a Desigualdade
Autor: Harry G. Frankfurt
Colecção: «Filosofia Aberta Política» / «Fora de Colecção», n. º 475, N.º de Páginas: 80 
PVP: € 9,00

Muitos consideram a desigualdade como um dos principais problemas sociais. Mas o combate à desigualdade é frequentemente confundido com o combate à pobreza. Harry G. Frankfurt, um dos filósofos morais mais influentes da actualidade, argumenta que estamos moralmente obrigados a eliminar a pobreza, não a diminuir a desigualdade. Num livro provocador, o autor apresenta respostas convincentes e consistentes sobre o tema.

«Relevante, persuasivo e de leitura muito agradável, é o tipo de filosofia que devia estar mais amplamente disponível.» — Gideon A. Rose, Universidade de Princeton

Título: Que Comichão, Mimi!
Autor: Laura Owen e Korky Paul
Colecção: «Gradiva Júnior», n.º 155
N.º de Páginas: 96 
PVP: € 7,50

Mais aventuras variadas e divertidas neste novo livro infanto‑juvenil com 4 histórias da Mimi e do gato Rogério. Com a casa inundada, decidem ir para a praia onde uma Mimi mini quase desaparece. Depois recuam ao tempo dos dinossauros e descobrem coisas incríveis. Mas o pior de tudo é quando a Mimi tem de preparar o casamento da irmã. Alguém consegue imaginar? A última história é de invasores. Não, não é desses. É daqueles que se instalam na cabeça. Que comichão!







Apresentação de Nuno Costa Santos em Setúbal



O Advogado Mafioso«, de John Grisham, chega às livrarias no dia 1 de julho

Título: O Advogado Mafioso
Autor: John Grisham
Género: Thriller
N.º de páginas: 352
Data de lançamento: 01 de julho
PVP: € 17,70

John Grisham está de volta com um thriller judicial de leitura absolutamente viciante, no qual o protagonista – Sebastian Rudd – é um advogado pouco comum: «A única alternativa honrosa para um advogado empenhado em salvar um cliente inocente é enganar na defesa».
É assim que se apresenta o protagonista de O Advogado Mafioso, o nono romance a ser publicado pela Bertrand Editora da autoria do aclamado escritor best-seller.
O Advogado Mafioso chega às livrarias no dia 1 de julho. Uma obra que se constrói nas sombras da lei e na zona cinzenta da moral e da ética.
«Sou pago pelo Estado para proporcionar uma defesa de primeira classe a um arguido acusado de homicídio, e isso exige que eu lute com todas as forças e arme uma barafunda dos diabos numa sala de audiências onde ninguém me está a ouvir», diz Sebastian Rudd, que para fazer justiça socorre-se de todos os meios necessários, até mesmo fazer batota.
Sebastian Rudd é um herói pouco convencional, mas astuto; trapaceiro, porém justo. «Uma espécie de justiceiro solitário» nas palavras de John Grisham.
John Grisham é o autor mais popular da América e um dos mais populares do mundo, com mais de 300 milhões de exemplares vendidos e traduzido para 40 línguas. Os seus títulos foram por diversas vezes nº 1 do The New York Times. É, igualmente, em Portugal um autor de grande sucesso.

Sinopse:
Do lado certo da lei. Mais ou menos.
Sebastian Rudd não é um advogado vulgar. Tem o seu escritório numa carrinha à prova de balas, munida de wi-fi, um bar, um pequeno frigorífico, estofos de cabedal, um compartimento secreto para a arma e um motorista armado até aos dentes. Não pertence a uma firma, não tem sócios, nem associados. O seu único funcionário, o motorista, é também seu guarda-costas, administrativo, confidente e caddy no golfe. Vive sozinho numa penthouse pequena mas extremamente segura e a sua principal peça de mobiliário é uma mesa de bilhar vintage. Bebe bourbon e anda armado.
Sebastian defende pessoas de quem os outros advogados nem sequer se aproximariam: um miúdo cheio de tatuagens na pele e drogas no corpo que diz pertencer a um culto satânico, acusado de abusar sexualmente de duas meninas e de as matar; um perverso chefe do crime que agora se encontra no corredor da morte; um homem preso por disparar contra uma equipa das forças especiais SWAT que lhe invadiu a casa por engano. Porquê estes clientes? Porque ele acredita que toda a gente tem direito a um julgamento justo, mesmo que para tal ele, Sebastian, tenha de fazer batota.
Detesta injustiças, não gosta de seguradoras, bancos ou grandes multinacionais; desconfia do governo a todos os níveis e ri-se do conceito de ética do sistema judicial.

Sobre o autor:
John Grisham é autor de quase trinta romances, uma obra de não ficção, uma coleção de contos e cinco livros para jovens. Vive na Virgínia e no Mississippi. www.jgrisham.com www.facebook.com/Johngrisham



Novidade Esfera dos Livros: Avistamentos de Ovnis em Portugal de Vanessa Fidalgo

Portugal tem sido cenário de diversos fenómenos envolvendo Objectos Voadores Não Identificados: na noite de 28 de dezembro de 1964 um forte feixe luminoso irrompeu pelo cockpit do avião do tenente-coronel Carlos Marques Pereira, cegando-o. A 2 de novembro de 1982, pela manhã, três pilotos da Força Aérea Portuguesa descolaram da base da Ota para um voo de treino e foram surpreendidos por uma estranha “bolha de mercúrio com dois hemisférios e mais de dois metros de comprimento”. Estes são apenas dois dos vários episódios descritos no livro Avistamentos de OVNIS em Portugal, da autoria da jornalista Vanessa Fidalgo, sobre situações fascinantes em que aeronaves e outras formas de origem desconhecida sobrevoaram o nosso território.

Ao longo das páginas sucedem-se vários casos de OVNI que nos dão que pensar, principalmente porque apesar dos extraordinários avanços da ciência nas últimas décadas, continuamos sem resposta para uma das questões fundamentais da nossa existência:estaremos sozinhos no Universo?

Sobre a autora:
Vanessa Fidalgo nasceu em 1978 em Lisboa. Licenciou-se em Comunicação Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Como colaboradora assinou artigos para as revistas Sábado, Loud Magazine, Promúsica, jornal Inside e também para o portal Diário Digital. Produziu textos publicitários e guiões para televisão. Desde 1997, é jornalista no Correio da Manhã, escrevendo atualmente para o suplemento Domingo e colaborando pontualmente com o canal CMTV. Foi na revista Domingo que, em 2010, publicou a reportagem «Ainda há histórias de casas assombradas», uma viagem pelo País real e pela internet sobre os mitos de fantasmas que de norte a sul do País continuam a dar que falar e a alimentar a imaginação popular e que viria a dar origem ao seu primeiro livro, Histórias de Um Portugal Assombrado (5ª edição). Na senda deste trabalho, seguiram-se101 Lugares para Ter Medo em Portugal (3ª edição) e Seres Mágicos de Portugal.




terça-feira, 28 de junho de 2016

Convite para a sessão de autógrafos de João Leal


A 7 de julho, a Livros do Brasil lança o quarto título da renovada coleção Vampiro, o incontestável clássico da literatura policial O Imenso Adeus, de Raymond Chandler

Título: O Imenso Adeus
Autor: Raymond Chandler
Tradução: Mário-Henrique Leiria
N.º de Páginas: 416
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

A 7 de julho, a Livros do Brasil lança o quarto título da renovada coleção Vampiro, o incontestável clássico da literatura policial O Imenso Adeus, de Raymond Chandler. Publicado originalmente em 1953, O Imenso Adeus é considerado pela crítica o mais ambicioso romance de Raymond Chandler e aquele que mais inequivocamente dá provas de que o seu talento literário se estendia muito além da simples construção de um mistério policial.
Em O Imenso Adeus, o protagonista Terry Lennox parece estar finalmente a deixar para trás os dias de torpor alcoólico, quando a sua mulher milionária aparece morta. Obrigado a abandonar Los Angeles a toda a pressa, recorre àquele que sabe ser o seu único amigo: Phillip Marlowe, detetive privado. Marlowe está decidido a ajudar um amigo em apuros, mas logo lhe chegam notícias de que Lennox se suicidara no México e tudo se torna ainda mais negro. Marlowe vê-se arrastado para um ambiente sórdido de ricos adúlteros e alcoólicos, que desfilam aos tombos pelo elegante e soalheiro Idle Valley de LA. Está convencido de que Lennox não matou a mulher, mas com quantos mais cadáveres terá de se deparar antes de descobrir a verdade?

Sobre o autor:
Raymond Chandler nasceu em Chicago em 1888. Aos oito anos, mudou-se com a mãe para Inglaterra, regressando aos Estados Unidos em 1912. Combatente da Primeira Guerra Mundial, fixou se depois do armistício em Los Angeles, onde desempenhou funções como administrador em empresas petrolíferas. Aos 44 anos, em 1932, perde o trabalho na sequência da Grande Depressão e, inspirado pela leitura da revista Black Mask, decide escrever a sua primeira história policial, «Blackmailers Don’t Shoot», revelada naquela publicação em 1933. À Beira do Abismo, o seu romance de estreia, é publicado em 1939, apresentando a personagem do lendário detetive privado Philip Marlowe, herói também dos outros seis livros que publicou em vida, entre os quais se destacam A Dama do Lago (1943) e O Imenso Adeus (1953). Considerado um dos fundadores da escola hard-boiled a par de Dashiell Hammett, Chandler tornou-se referência máxima da literatura policial realista, teve as suas obras repetidamente adaptadas ao cinema e a sua escrita influenciaria as convenções do género até aos dias de hoje. Faleceu a 26 de março de 1959, em La Jolla, Califórnia.


Pequenos Vigaristas - Gillian Flynn [Opinião]

Título: Pequenos Vigaristas
Autor:
Gillian Flynn
Género: narrativa curta
N.º de páginas: 80
PVP: 9,90

Sinopse
Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. Numa manhã chuvosa de abril, está a ler Palmas Espirituais quando chega a Susan Burke. Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e de emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas… Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga.

A minha opinião: 
O conto não é, de todo, o meu género literário preferido. Mas como o livro era de Gillian Flynn fiquei muito curiosa e desejosa de começar a lê-lo.

Com um começo peculiar e até com algum humor à mistura, depressa me apaixonei pela personagem principal, uma jovem que, desde muito nova teve de aprender a fazer pela vida, já que a mãe dela era uma delinquente, pedinte, cuja única ordem que dava à filha desde pequena era que ela pedisse, e pedisse bem.

"Quer dizer, eu preferia ser bibliotecária, mas preocupa-me não ser um trabalho estável. Os livros podem ser temporários; as pilas são para sempre." pag. 19

Astuta e ambiciosa, a protagonista passa de pedinte a masturbadora de homens. Função que, mais tarde, acumula com a de vidente. Dotada de uma excelente capacidade para ludibriar os outros, a personagem consegue sair-se bem. Até que conhece Susan Burke e o seu enteado.

Quando descobre que o mal estar de Susan Burke pode estar na casa vitoriana, ou no seu enteado sociopata, a vigarista não consegue disfarçar. Dividida entre quem acreditar, entra numa espiral de medo.

Apesar de curto, e de deixar o final em aberto, (o que pode deixar alguns leitores desagradados) eu adorei este "Pequenos Vigaristas", um conto escrito a pedido de George R. R. Martin para ser parte integrante da antologia “Rogues”.

Com três personagens complexas, ambíguas, e com uma história um tanto ou quanto dúbia, o que imprime um interesse ainda maior à narrativa, eu simplesmente adorei este livro e só posso recomendar. E o final em aberto que nos deixa a pensar sobre o final da trama ainda lhe dá maior realce.
Muito bom.




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Relançamento de "O Espião do Vaticano" de Luther Blissett

Esta semana a Saída de Emergência reedita o bestseller internacional, O Espião do Vaticano de Luther Blissett. Uma obra muito elogiada pelos principais meios de comunicação estrangeiros.

- “Um bestseller histórico com cor, aventura e suspense para dar e vender” – Times Literary Supplement

- “Uma aventura exemplarmente escrita que mistura o melhor do romance de espionagem com profundas reflexões sobre as guerras da religião” – Le Monde

- “Um livro grande, sangrento e de cortar a respiração: um choque de cores, multidões, lugares exóticos e guerra” – The Times

- “Um misto do melhor de Umberto Eco e John le Carré” – The Independent

Sinopse:
1517: Martinho Lutero prega as suas 95 teses nas portas da catedral de Wittenberg, exigindo uma reforma na Igreja Católica, e desencadeando o período de violência a que chamamos Reforma Protestante.

Nesta época caótica devastada por guerras religiosas, um jovem estudante de teologia abraça a causa dos heréticos e dos excomungados. Imerso no xadrez político da Europa, e viajando das planícies alemãs até Veneza, o nosso herói vê-se perseguido por uma misteriosa figura denominada Q, um espião papal e caçador de hereges.

Poderoso, rico, inventivo e intelectualmente estimulante, O Espião do Vaticano é uma história das seitas e intrigas e, simultaneamente, um romance épico de espionagem, traição e brutalidade. Estamos perante um livro inigualável, que nos fala de nós próprios e porque somos como somos.