segunda-feira, 27 de junho de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Apelo do Ano - Guillaume Musso [Opinião]

Título: O Apelo do Ano
Autor:
Guillaume Musso
N.º de Páginas: 336
PVP: 17,95€

Considerado o mestre do suspense, Musso constrói magistralmente uma trama que se move entre o romance e o thriller, com um fim de tirar o fôlego.

Nova Iorque, Aeroporto JFK.
Na cheia sala de embarque, um homem e uma mulher chocam, espalhando as suas coisas pelo chão.
Depois de uma discussão normal, recuperam os haveres e cada um segue o seu caminho.
Madeline e Jonathan nunca se viram na vida e é improvável que se voltem a encontrar. Mas, ao apanharem as coisas, trocaram inadvertidamente de telemóveis. Quando se apercebem do engano, já estão a dez mil quilómetros um do outro: ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em São Francisco.
Não tarda para que os dois cedam à curiosidade, analisando o conteúdo dos telemóveis. Uma dupla indiscrição, que conduz a uma revelação inesperada: as suas vidas estão ligadas por um segredo que pensavam estar enterrado para sempre...

A minha opinião: 
Sempre que pego num livro de Guillaume Musso sei que vou ler um bom livro. É um dos meus autores de eleição e já ansiava por um romance dele, desde que saiu "A Rapariga de Papel", em 2013. Habituada aos seus romances surrealistas, fiquei surpreendida por este thriller espectacular que não estava mesmo nada à espera.

Uma troca de telemóveis no aeroporto JFK faz com que Madeline e Jonathan, uma florista de Paris e um dono de um restaurante de São Francisco comecem a trocar mensagens desenfreadamente. O que à partida podia ser um caso de pura curiosidade e até um pouco de ódio por, tanto um como outro, estarem a imiscuir-se na privacidade dos telemóveis de cada um, acaba por se criar uma cumplicidade cada vez maior, e um segredo que é comum vai ser revelado para para o meio da história.

Tanto Jonathan como Madeline ocultam o seu passado, o que imprime um interesse ainda maior à história. E o mistério que depois se avizinha faz com que as trezentas e poucas páginas se leiam num ápice.

Todos os capítulos começam com frases de livros que, de uma maneira ou de outra, têm significado para o autor. No final, Musso refere de que livros é que as retirou. Outra preciosidade que, de certa forma me encantou e que encantou alguns seguidores do meu Instagram e Facebook que muito me questionaram sobre a origem de uma frase cuja fotografia tinha tirado. Ei-la aqui:

Musso sai da sua zona de conforto, surpreende e apaixona. Recomendo.