segunda-feira, 20 de junho de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Guerra e Paz: Dom Casmurro: Pode a traição ser pintada com as cores do humor?

Título: Dom Casmurro 
Autor: Machado de Assis
N.º de Páginas: 248 
PVP: 14,00 €
Ficção/Literatura Estrangeira
Nas livrarias a 29 de Junho
Guerra e Paz Editores

Sinopse:
Dom Casmurro é a alcunha de Bento Santiago, que, velho e só, desvela as suas memórias. Uma promessa da mãe, D. Glória, traça-lhe o destino como padre, mas Bento Santiago (Bentinho), apaixonado por Capitu, abandona o seminário. Estuda Direito e casa-se com o seu grande amor, mas o ciúme e a desconfiança adensam-se. Suspeita que não é o pai biológico do filho do casal, Ezequiel, mas sim o seu grande amigo Escobar… A dúvida de uma traição é o grande mistério de Dom Casmurro, um clássico da literatura de língua portuguesa publicado pela primeira vez em 1899, e se, nas primeiras décadas após a edição, o adultério parecia óbvio para os leitores, hoje muitos duvidam da infidelidade de Capitu. «Era impossível em história de um adultério levar mais longe a arte de apenas insinuar, advertir o fato sem jamais indicá-lo», escreveu José Veríssimo, um dos principais críticos literários da época, na História da Literatura Brasileira

Sobre o autor:
Machado de Assis. Filho de pai carioca e mãe açoriana, um dos maiores nomes da literatura do Brasil, José Maria Machado de Assis, nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 1839. Depois dos primeiros poemas, publicados na imprensa, segue-se uma profusa obra, que abarca os mais diversos géneros: crónica, conto, romance, teatro, crítica literária. Em 1864 edita Crisálidas, o primeiro livro de poesia, e, em 1872, Ressurreição, o primeiro romance. Inicialmente, as suas obras possuem características românticas, mas é no Realismo que se distingue, com romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas (1880), Quincas Borba (1891) ou Dom Casmurro (1889), ao dar espaço à análise psicológica das personagens, aos seus desejos e necessidades, qualidades e defeitos. Morreu na madrugada de 29 de Setembro de 1908, em casa, no Rio de Janeiro, aos 69 anos.Mas os seus pulmões precisavam ainda de mais calor. Viajou, por isso, em 1888, para os Mares do Sul. Ficou a morar em Samoa. Os nativos gostaram dele. Sabia contar uma história e eles gostavam de o ouvir.