segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Novidade Quetzal Editores: Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam, de Helena Vasconcelos


Título: Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam
Autor: Helena Vasconcelos
Género: Literatura
N.º de páginas: 312
Data de lançamento: 12 de fevereiro
Capa: Rui Cartaxo Rodrigues
PVP: 17,70 €

Quando uma grande leitora se lança à escrita de um romance, fá-lo pela mão de Jane Austen.
Ema Bovary, Ana Karenina, Maria Luísa (prima de Basílio): mulheres criadas pela literatura que viram nos romances que protagonizam a sua vida corrompida pelo consumo de matéria literária. Também Ana Teresa DeWelt, a mulher do romance de Helena Vasconcelos, mergulha no universo da autora de Orgulho e Preconceito, enquanto em fundo está o retrato dos dias que correm entre Lisboa e Londres e outros lugares de Austen.
«O mundo divide-se entre as pessoas que gostam de Jane Austen e as que não gostam» diz Ana Teresa DeWelt. Ou entre estas e as pessoas que ainda não leram Jane Austen. Helena Vasconcelos conduz os leitores de qualquer dos mundos numa revisitação contemporânea de Jane Austen, através dos olhos de uma leitora, também ela, apaixonada pela escritora e convertida à literatura contra as normas vigentes do seu tempo – apesar de usar o email, o facebook, as mensagens curtas de telemóvel.

Sobre o livro:
Helena Vasconcelos é uma profunda conhecedora da obra de Jane Austen e neste seu primeiro romance põe em contraponto o universo da escrita da inglesa de oitocentos e o da heroína contemporânea, Ana Teresa DeWelt, jovem mulher do século XXI, que procura a felicidade, estudando incessantemente os seus indícios e pensamentos, ainda que velados, na prosa austeniana.
O papel das jovens adultas na sociedade do fim do século XVIII e início do século XIX (com os seus ritos, costumes, valores, preconceitos) não é certamente o mesmo nos dias de hoje. Muitas coisas mudaram nas sociedades e na maneira como valorizam, ou não, a mulher, mas nem tudo mudou. Este divertido romance, cujo título foi retirado de Sensibilidade e Bom Senso, é também uma sátira de costumes e cumpre a «agenda» dos livros de Austen: debaixo da aparência de normalidade e conformidade com as regras (também literárias), observa e critica com ironia e subtileza, os meandros da família, da amizade, do interesse material, do desejo e do amor.

Sobre a autora:
Helena Vasconcelos nasceu em Lisboa. Tem vivido, com algumas interrupções, em Portugal. Escreve crítica literária para o jornal Público e dedica-se à promoção da leitura. Ganhou, em 1988, o Prémio Revelação do Centro Nacional de Cultura com o livro de contos Não Há Horas Para Nada. Outras obras: Mário Eloy, o Astro do Desassossego (monografia), e A Infância É Um Território Desconhecido, ensaio literário publicado, em 2009, pela Quetzal. Em 2012 publicou, na mesma editora, Humilhação e Glória – O Acidentado Percurso de Algumas Mulheres Singulares.

Página oficinal do Facebook

«Tenho tido uma vida livre, o que é uma sorte. Tenho escrito bastante – até publiquei um livro – sobre mulheres. Nasci em Lisboa mas não tenho raízes, sou muito vadia. Sinto-me verdadeiramente feliz em movimento, a viajar. Agora sou velha, é uma maçada, mas continuo. Amo a literatura, a música e a arte. Sou anti-guerra, anti-violência. (Mas se for preciso dar uma chapada a alguém, estou pronta.) Sou a favor, encarniçadamente, da educação e da saúde universais e de qualidade, como bases para tudo o resto. Tenho uma enorme curiosidade em relação aos outros e outras, quanto mais diferentes de mim, melhor. Para continuar a aprender, sempre. De resto, nada a assinalar.» Em entrevista a Anabela Mota Ribeiro, no site Maria Capaz.

«Repleto de remissões, figuras, ligações, histórias e detalhes, Humilhação e Glória exalta o ensaio literário de autor, género infelizmente escasso em Portugal» Filipa Melo, Sol.

Excertos:
«É certo e sabido, e por maioria de razão, que, em pleno século XXI, quando uma mulher jovem, inteligente, independente, dotada de curiosidade e energia, decide escolher uma forma de vida singular, à revelia de influências, de modas e das mais variegadas pressões, estará, provavelmente condenada ao fracasso.»
«Ana, de seu nome completo Ana Teresa Mendes DeWelt, portuguesa de origem holandesa, descendente de um pensador menor dos Países Baixos, não era um fantasma nem uma figura de romance. Era um ser de carne e osso, uma mulher ávida de conhecimento, tão sujeita à pressão atmosférica, aos ventos, às marés e às fases da Lua, às mudanças climatéricas, aos ciclos do tempo, do corpo e da mente, como qualquer outro ser do sexo feminino, habitante do planeta Terra.»
«Ler Jane Austen era, para Ana Teresa, como ouvir a voz cristalina de uma antepassada espirituosa e excêntrica, a indicar-lhe os trilhos possíveis nos momentos difíceis e nas grandes e determinantes escolhas. Em sua opinião, contrariando todas as correntes do momento, ao arrepio dos conselhos dos pais, amigos e professores, Austen e a sua obra estavam ligadas à gloriosa ideia do prazer sensato – riam-se dela quando assim falava, porque os prazeres queriam-se desregrados e insensatos, diziam-lhe – que ela, Ana, estava decidida a conquistar, tanto a nível pessoal como académico, contra todas as probabilidades.»


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