quinta-feira, 9 de julho de 2015

os muitos nomes do amor - Dorothy Koomson [Opinião]

Título: Os muitos nomes do amor
Coleção: 
Dorothy Koomson
Tradução: Irene Ramalho
Págs.: 472
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

Sinopse:
Clemency Smittson foi adotada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
E quando Clemency percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

A minha opinião:
A única coisa que a liga à sua mãe biológica é o berço de cartão com borboletas pintadas à mão, uma tradição finlandesa, apesar de o tom de pele de Clemency Smittson (Smitty) não denotar que tenha origem naquele país. 
É naquela berço que guarda as suas memórias, todas as fotografias polaroids que lhe tiraram e que posteriormente foi tirando e, que de certa forma, marcaram aspectos da sua vida, e que transporta consigo para todo o lado. 
Depois de uma traição e de uma perda enorme, Smitty, decide mudar de casa, cortando assim relações com o passado, e consigo também parte a sua mãe adoptiva. No entanto, sem quem saiba, a cidade onde escolheu para viver é a cidade que a viu nascer e Smitty acabará, por um acaso, por conhecer a sua família biológica, depois de 37 anos de abandono.


Com um início de leitura um pouco lenta, mas que depressa me prendeu à história da brilhante Smitty, Dorothy Koomson escreve mais uma brilhante livro onde aborda questões como o racismo (como não podia deixar de ser), o abandono, a doença em fase terminal, a eutanásia, a traição, tudo questões que nos deixam a questionar sobre o sentido da vida. 

"É muito bonito amarmos alguém, mas será que interessa senão passa de um substituto? Será que conta para alguma coisa ser a segunda escolha e não aquilo que realmente desejávamos?"

Smitty mostra-se uma personagem extremamente forte, mesmo depois do que aconteceu no passado e mediante o que está a descobrir a cada dia que passa. Os segredos da sua família biológica abalam-na bastante, mas o que traz com ela acaba por ser sempre mais compensador.
De destacar também a força da mãe adoptiva de Smitty. São compreensíveis todos os ciúmes e inseguranças em relação à filha adoptiva... o medo de perdê-la é mais forte. 

"São mais as coisas que temos em comum do que as que nos separam."

E o toque de mistério no final do livro acaba por apimentar ainda mais a narrativa o que, uma amante de suspense e policiais como eu, agradece. 
Um destaque para a capa que está soberba. 
Adorei! 





2 comentários:

Larissa Ayane disse...

Olha, que legal a sua resenha. Uma pena não ter no Brasil. Grande abraço

Maria Manuel Magalhaes disse...

Oi Larissa, pode ser que chegue no Brasil não tarde. Este só chegou a Portugal agora ;)

Beijinhos de Portugal.