quarta-feira, 8 de outubro de 2014

No Limiar da Eternidade - Ken Follett [Opinião]

Título: No Limiar da Eternidade - Trilogia O Século - Livro 3
Título Original: The Edge of Eternity - The Century Trilogy - Book 3
Tradução: Isabel Nunes e Helena Sobral
N.º de Páginas: 1024
Coleção: Grandes Narrativas n.º 589
PVP: 29,99€

A 16 de setembro de 2014 será publicada a obra No Limiar da Eternidade, de Ken Follett, que inclui as décadas de 60, 70 e 80 de um dos mais turbulentos e sangrentos séculos da história da humanidade.

A Queda dos Gigantes, o primeiro livro da trilogia, foca a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. O Inverno do Mundo, o segundo volume, abarca a Segunda Guerra Mundial e as alterações económicas e sociais que se lhe seguiram.

Sinopse:
Este terceiro volume da trilogia O Século começa em 1961 com a construção do Muro de Berlim já em plena Guerra Fria. As figuras principais são os descendentes das cinco famílias de diferentes nacionalidades (americana, alemã, russa, inglesa e galesa), que conhecemos em A Queda dos Gigantes e continuámos a seguir em O Inverno do Mundo. Estas personagens estão de alguma forma envolvidas na crise dos mísseis de Cuba, na luta pelos direitos civis e outros grandes movimentos de massas, nos assassinatos do presidente Kennedy e do seu irmão Robert, de Martin Luther King. A partir dos anos sessenta assistem ao nascimento da música pop e à difusão do rock. Tomam parte, enfim, de movimentos contra os escândalos presidenciais nos Estados Unidos, e encontramo-los combatendo os regimes comunistas nos anos oitenta. Este volume termina com a queda do Muro de Berlim, em 1989. Ao abraçar um projeto tão ambicioso como relatar um dos séculos mais dramáticos da história da humanidade, Ken Follett faz um trabalho admirável ao entrecruzar o dramatismo das histórias pessoais e a complexa intriga que se desenrola num palco global.

A minha opinião: 
Após quatro anos de início da trilogia O Século, eis que esta chega ao fim com No Limiar da Eternidade, um livro cujas 1022 páginas se leem tão bem que é difícil abandonar a sua leitura.

O Século retratado nesta trilogia é para mim o mais rico em história, abrangendo duas Grandes Guerras e uma Guerra Fria que colocou em numa "guerra" as duas grandes super potências do mundo atual EUA e URSS.

Mais uma vez Follett junta as cinco famílias iniciais, juntamente com as gerações que lhes sucederam para recriar na perfeição o ambiente que se fez sentir nos cinco principais países do mundo: a família britânica, a alemã, a americana, a russa e polaca.

O autor faz, num período de quase 30 anos, uma retrospectiva fiel (no que se pode ser fiel ao contar de História) da Guerra Fria, dos Direitos Humanos entre brancos e negros e entre homens e mulheres, da diferença de vida entre as duas alemanhas, a do Leste a e Ocidental, o regime político na URSS (incluindo um campo de trabalhos forçados na Sibéria), a crise dos mísseis de Cuba e as mortes dos dois Kennedy's e de Martin Luther King...





Follett centrou-se mais nas duas potências do mundo deixando um pouco para segundo plano o Reino Unido, focando-se pouco na política britânica como na vida familiar do núcleo de personagens inglesas. Tanto é que para falar um pouco mais deles os faz "emigrar" para os EUA, o país das oportunidades.

No entanto gostei da forma como foi retratada a Alemanha de Leste a os povos da URSS, ambos vivendo com políticas opressoras, onde a liberdade de expressão era inexistente.

Mais uma vez, o livro é recheado de personagens, o que poderia tornar-se muito confuso. Posso dizer que não é. E são precisamente as personagens que nos fazem situar num determinado cenário e viver com elas toda a história que se gera à sua volta. No Limiar da Eternidade fez-me reviver muitos momentos da história, fez-me lembrar de outros tantos, e deu-me a conhecer alguns que desconhecia ou conhecia muito pouco. Fez-me pesquisar, estudar um pouco mais da história e é isso que faz dele um bom livro: aprender com a sua leitura.

Recomendo.






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