quarta-feira, 8 de outubro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Belle Époque, A Lisboa de Finais do Séc. XIX e Início do Séc. XX

Este ano passa um século sobre o início da Primeira Guerra Mundial. Os mesmos 100 anos que passam sobre o fim do período que para a história ficou conhecido como Belle Époque.

Entre 1890 e 1914 Lisboa transformou-se. Desapareceu a Lisboa romântica e nasceu uma cidade moderna e civilizada, estimulada pela burguesia fascinada com tudo o que vinha de Paris, mas também marcada por alguns episódios trágicos, como o humilhante ultimato inglês e a frustrada primeira revolta republicana.

Em “Belle Époque – A Lisboa de finais do Séc. XIX e início do Séc. XX”, um livro extensamente ilustrado, a investigadora Paula Gomes Magalhães retrata a vida quotidiana nesse período: uma cidade feita de luzes, boémia, glamour e, como não podia deixar de ser, de alguma tristeza.

Nas livrarias a 10 de outubro.

Sinopse:
Lisboa aos poucos transformava-se. Na viragem do século, entre 1890 e 1914, a capital portuguesa, impulsionada por uma burguesia cada vez mais endinheirada, vivia fascinada pelo glamour parisiense. Eram os últimos dias de uma Lisboa romântica e o nascer de uma cidade moderna e civilizada, uma transformação feita a conta-gotas e marcada por alguns episódios trágicos. As senhoras vestiam os últimos figurinos da moda francesa, deixavam-se levar pelos cheiros dos perfumes e outros produtos de beleza e higiene chegados de fora. Os modelos das roupas, gestos e comportamentos eram as grandes senhoras da Cidade das Luzes. Os homens enchiam os cafés do Chiado e divertiam-se nos seus teatros, o São Carlos estava sempre esgotado e o serão era feito de copos, guitarras e das animadas largadas de touros. A Avenida da Liberdade era o novo local para esta burguesia culta e abastada ver e ser vista, depois da triste demolição do Passeio Público. Os poucos automóveis que circulavam nas ruas da capital cruzavam-se com os burros e carroças das classes populares famintas e iletradas que viviam nos arredores pobres e sujos. Longe do desenvolvimento das grandes capitais europeias, a cidade iluminava-se com a chegada da eletricidade, nas casas os mais abastados instalavam os primeiros telefones, o animatógrafo era a novidade que todos queriam ver. A caminhar para a modernidade, Lisboa sofria, ao mesmo tempo, com o desaparecimento, de forma trágica, de algumas das ilustres figuras da sua cultura, tentava recuperar a custo das consequências sociais e económicas de um ingrato e humilhante ultimato inglês, e via gorada uma primeira revolta republicana, sendo obrigada a esperar quase vinte anos até assistir à destituição da monarquia. Paula Gomes Magalhães retrata, neste livro amplamente ilustrado, a vida quotidiana de Lisboa, na Belle Époque, uma cidade feita de contrastes. De luzes, boémia, glamour e alguma tristeza.