domingo, 8 de abril de 2018

Novidade Elsinore: «O Gato, o Ankou e o Maori», de Michel Rio

O Gato, o Ankou e o Maori, de Michel Rio (Elsinore | 128 pp | capa dura | 16,59€)

E, numa bela manhã, saiu da creperia para andar sozinho rumo a outros lugares, como na história. Caminhou ao acaso. Pouco importava a direção ou o destino se todos os lugares eram iguais.

Cansado da sua creperia e de ver sempre as mesmas coisas nos mesmos sítios, Jules Joseph Chamsou, gato de catorze riscas, decide pôr à prova a sua curiosidade e descobrir se todos os outros lugares são iguais. À mercê das atribulações com que se depara pelas estradas da Bretanha onde nasceu, a sua malícia e audácia ser-lhe-ão ajudas preciosas para o tirar de alhadas — como desafiar o temível Ankou, o barqueiro da Morte — e, nesta odisseia felina, haverá até tempo para travar novas amizades, seja com os korrigans da charneca, com os quais cantará um branle, ou com Henry James Maru, o gigante maori.

Para adultos ou crianças, uma irresistível, refinada e enganadoramente simples aventura sobre o sítio a que chamamos casa. A esta fábula moral, de texto extravagante e divertido, juntam-se as fantásticas ilustrações da artista francesa Marie Belorgey. Tradução de Joana Cabral.

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«Michel Rio é dono de uma obra sem equivalente na paisagem literária.» — L´HUMANITÉ

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Michel Rio nasceu na Bretanha em 1945. Em 1973, após a conclusão dos estudos na área da Semiótica e de algumas publicações académicas, maioritariamente relacionadas com a banda desenhada, publica, em 1982, o seu primeiro romance, Mélancolie Nord, com o qual se consagra imediatamente, sendo-lhe atribuído o Prix du Roman de la Société des gens de lettres, galardão que se repete com o romance de 1983, Le Perchoir du Perroquet. Laureado com inúmeros prémios literários, de entre os quais se destaca o Prix Médicis, Michel Rio é um dos nomes mais importantes das letras francesas, com uma extensa obra, do romance ao teatro e cinema, já tornada em objeto de estudo.




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