domingo, 19 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Anjo da Morte - M. J. Arlidge [Opinião]

Título: O Anjo da Morte
Autor: M. J. Arlidge
Editor: TopSeller
Páginas: 336

Sinopse:
UMA CELA FECHADA.
UM CORPO ESCRUPULOSAMENTE MUTILADO
JAZ NO SEU INTERIOR…
Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo.
Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer… se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

A minha opinião: 
Para quem é fã de M. J. Arlidge e ainda não teve oportunididade de ler o livro anterior da série Helen Grace não deve ler a sinopse deste seu mais recente livro porque revela tudo o que se passa no final de A Boca do Lobo.

Esta é uma série que necessita ser lida pela ordem.

O Anjo da Morte é completamente passado numa prisão feminina. Lá, Helen Grace vai defrontar-se com o assassinato de prisioneiras. Mulheres que estão presas por terem assassinado outras pessoas, mas que de alguma forma ou de outra, se estavam a redimir dos "pecados".

Sem querer entrar muito na história porque isso iria revelar muito quer deste livro, quer do livro anterior, O Anjo da Morte revela o dia a dia de uma prisão feminina. Embora estejamos já um pouco habituados em ver nas diversas séries e filmes policiais que passam no cinema ou na tv, alguns histórias não deixam de ser surpreendentes.
Grupos organizados dentro da prisão, rivalidades entre as prisioneiras, mulheres que, apesar do seu passado, se tornam mais humanas e que até querem mostrar ao mundo que mudaram.

O livro foca sobretudo a fragilidade de quem está preso, quer seja porque há imensa solidão, quer pela pouca camaradagem finalizando nas saudades do mundo lá fora e de quem deixaram para trás. Essa saudade é ainda maior nas mulheres que têm filhos e que não têm mais esperança de vê-los, em liberdade.

Retrata ainda o outro lado, o lado dos guardas prisionais e a forma como a prisão é gerida, o que torna o livro bem mais interessante.

Mais uma vez não consegui descobrir quem era o assassino, embora as minhas suspeitas iniciais sobre determinadas personagens se concretizassem.

E o companheirismo e fidelidade de Charlie para com Helen é de realçar.

Mais uma vez, Arlidge apresenta-nos um livro com suspense desde o início do livro até ao seu final, capítulos curtos o que imprime mais urgência em terminar o livro porque o leitor quer sempre saber o que se passará a seguir, e personagens fantásticas.

Excelente.